Filho pródigo - uma lição de amor

Inserida em 05/10/07 - Última modificação em 25/03/2011





Se eu tanto trabalhei, me esforcei e fiz algo de bom, obedecendo ao Criador, MEREÇO ser diferenciado daquele que não fez nada, logo, sou melhor do que ele e mereço receber algo melhor do que aquilo que ele vai receber. Seria injustiça da parte de Deus "contra mim", me igualar àqueles outros.

"Eu me esforcei primeiro e ele só ficou olhando. Agora que se aproxima a recompensa, ele vem se chegando. Ele é um oportunista e aqui no reino não há lugar para oportunistas", poderia raciocinar alguém.

Paulo estava aqui e decidiu sair para viver uma vida devassa. Isto foi uma grande falta de consideração, uma verdadeira ofensa ao papai, causando grande tristeza nele. Eu fui testemunha disto. Enquanto estava tudo bem para Paulo, ele continuava lá, usufruindo daquela vida devassa. Enquanto isto, eu fiquei aqui vivendo esta vida pacata. Agora que as coisas ficaram insuportáveis para meu irmão Paulo, ele decidiu voltar para esta casa. Será que meu pai dará a ele aquilo que ele merece??

Ora, mas eu me esforcei tanto e ele sequer tentou e receberá a mesma “oportunidade” para conquistar a vida eterna, poderá raciocinar e se sentir injustiçado e furioso, alguém, exatamente como o filho obediente da ilustração do filho pródigo ensinada por Jesus - Lucas 15:11-32.

(Lucas 15:11-32) 11 Ele disse então: “Certo homem tinha dois filhos. 12 E o mais jovem deles disse a seu pai: ‘Pai, dá-me a parte dos bens que me cabe.’ Dividiu então os seus meios de vida entre eles. 13 Mais tarde, não muitos dias depois, o filho mais jovem ajuntou todas as coisas e viajou para fora, a um país distante, e ali esbanjou os seus bens por levar uma vida devassa. 14 Quando já tinha gasto tudo, ocorreu uma fome severa em todo aquele país, e ele principiou a passar necessidade. 15 Ele até mesmo foi e se agregou a um dos cidadãos daquele país, e este o enviou aos seus campos para pastar porcos. 16 E costumava desejar saciar-se das alfarrobas que os porcos comiam, e ninguém lhe dava [nada]. 17 “Quando caiu em si, disse: ‘Quantos empregados de meu pai têm abundância de pão, enquanto eu pereço aqui de fome! 18 Levantar-me-ei e viajarei para meu pai e lhe direi: ‘Pai, pequei contra o céu e contra ti. 19 Não sou mais digno de ser chamado teu filho. Faze de mim um dos teus empregados.”’ 20 Levantou-se assim e foi ter com seu pai. Enquanto ainda estava longe, seu pai o avistou e teve pena, e correu e lançou-se-lhe ao pescoço e o beijou ternamente. 21 O filho disse-lhe então: ‘Pai, pequei contra o céu e contra ti. Não sou mais digno de ser chamado teu filho. Faze de mim um dos teus empregados.’ 22 Mas o pai disse aos seus escravos: ‘Ligeiro! Trazei uma veste comprida, a melhor, vesti-o com ela, e ponde-lhe um anel na mão e sandálias nos pés. 23 E trazei o novilho cevado e abatei-o, e comamos e alegremo-nos, 24 porque este meu filho estava morto, e voltou a viver; estava perdido, mas foi achado.’ E principiaram a regalar-se. 25 “Ora, o filho mais velho dele estava no campo; e quando chegou e se aproximou da casa, ouviu um concerto de música e dança. 26 De modo que chamou a si um dos servos e indagou o significado destas coisas. 27 Este lhe disse: ‘Chegou teu irmão, e teu pai abateu o novilho cevado, porque o recebeu de volta em boa saúde.’ 28 Mas ele ficou furioso e não quis entrar. Saiu então seu pai e começou a suplicar-lhe. 29 Em resposta, ele disse ao seu pai: ‘Eis que trabalhei tantos anos como escravo para ti, e nunca, nem uma única vez, transgredi o teu mandamento, contudo, nunca, nem uma única vez, me deste um cabritinho para alegrar-me com os meus amigos. 30 Mas, assim que chegou este teu filho, que consumiu com as meretrizes o teu meio de vida, abates para ele o novilho cevado.’ 31 Disse-lhe então: ‘Filho, tu sempre estiveste comigo e todas as minhas coisas são tuas; 32 mas nós simplesmente tivemos de nos regalar e alegrar, porque este teu irmão estava morto, e voltou a viver, e estava perdido, mas foi achado.’”

QUE SENTIMENTO TINHA O PAI PELO FILHO QUANDO ESTE AINDA ESTAVA NA SUA VIDA DEVASSA?? SERÁ QUE O PAI TINHA DEIXADO DE AMÁ-LO??

Os filhos perdidos também são amados pelo Criador, Jeová, embora seus pecados não sejam. Até mesmo a escolha errada do jovem filho e sua consequente egoísta vida tortuosa será perdoada pelo Pai. O jovem filho, consciente dos erros cometidos, conclusão que chegou pelo resultado final do exercício do seu livre arbítrio, tendo aprendido sua lição, agora arrependido, retorna ao Pai que o recebe alegremente com festa. Agora, tal situação é uma grande prova para o filho mais velho e obediente. Entretanto, não há lugar para o egoísmo no ambiente teocrático. Novamente a expressão: e “eu”? Eufiquei aqui, “eufiz tudo certo e “eunão recebi uma festa como recompensa; “enquanto ele” foi embora e viveu uma vida libertina, gastando tudo o que ganhou de ti e recebe uma festa por ter voltado... – parece injustiça do Pai para com o filho mais velho, mas, trata-se de competição egoísta do irmão mais velho para com seu irmão.

O filho mais velho não ficou com o Pai por uma abnegada” motivação correta, em face de que seu amor ao Pai não estava destituído de egoísmo, pois seu sentimento de raiva comprovou que ele sentia-se diminuído em relação a seu irmão; ele foi enaltecido – existia uma competição sua com o seu irmão mais jovem.

O irmão mais velho ao ver seu jovem irmão partir, certamente o via como o definitivo ex-irmão e ex-filho de seu pai, sem qualquer chance de ser reintegrado à família, na verdade via um inimigo, talvez pior que um inimigo, agora merecedor da mais plena e DEFINITIVA punição. O irmão mais velho julgou e condenou o seu irmão mais jovem. Na sua visão havia acontecido um adverso julgamento definitivo do seu jovem irmão. Ele não tem direito a mais nada aqui nesta casa; ele já recebeu tudo a que tinha direito” - diria o irmão mais velho. O filho mais velho não conhecia o Pai, não conhecia os sentimentos do Pai. Foi grande surpresa para ele a reação amorosa e alegre de seu pai, provocando a fúria deste irmão mais velho. O ofendido foi o pai, e este não só perdoou como também se alegrou grandemente. Na visão do pai amoroso, o jovem filho estar ali naquelas condições era a coisa mais importante, independente de todos os demais acontecimentos (como resultado final, o jovem filho demonstrou que havia aprendido a sua importante lição).

O pai devia guardar ressentimento da atitude ofensiva do seu filho mais jovem??

A reação do pai foi: Enquanto ainda estava longe, seu pai o avistou e TEVE PENA , e correu e lançou-se-lhe ao pescoço e o beijou ternamente. O pai correu em direção ao filho quando este ainda estava longe; não havia qualquer vestígio de animosidade no coração do pai. Havia grande ansiosidade do pai em rever seu filho. No lugar de uma palavra ou medida corretiva, lançou-se ao pescoço do filho e o beijou ternamente. Podemos imaginar as emoções do pai; quanta sensibilidade! Ele teve pena da condição em que se encontrava seu filho. Quanta saudade!! Quanto amor!!

Este era um relacionamento entre o Pai e o filho mais jovem. O filho mais velho intrometeu-se em um assunto que não era da sua alçada. Se houve alguém ofendido, este foi o Pai. O irmão mais jovem tomou alguma ação ofensiva contra o irmão mais velho?? Não, não tomou. Então, que motivo tinha o irmão mais velho para condenar seu irmão. Que motivos tinha o irmão mais velho para não correr e abraçar alegremente o seu irmão mais jovem??

Será que o irmão mais velho sentia desprezo por seu irmão mais jovem?? Será que durante este tempo de ausência, o irmão mais velho via seu irmão mais jovem como alguém indigno de valor, de estima e de atenção?? O que revelou sua reação?? Revelou que para ele, o seu irmão mais jovem tinha um Baixo valor.

Se o irmão mais velho tivesse avistado seu irmão mais jovem antes do pai, correria alegremente em direção a ele e o beijaria ternamente?? Ou será que tomaria todas as medidas possíveis para que este não mais tentasse se aproximar da casa??

Só quem AMA PROFUNDAMENTE pode reagir desta maneira, como o Pai reagiu. Um amor abnegado , um amor que visa primariamente o bem estar do ser amado, um amor incondicional. O Pai NÃO GUARDA RESSENTIMENTO das ofensas de seu filho.

A mente do filho mais velho precisa acompanhar a mente do Pai, evoluir, aceitar que seu jovem irmão aprendeu a devida lição; aprender agora a sua própria lição, (rever seus valores, abdicar de sua visão e sentimentos pessoais deturpados em relação a seu Pai e em relação a seu jovem irmão); alegrar-se com a volta de seu jovem e imaturo irmão, substituindo no seu coração o “egoísmo” (valorização pessoal) pelo abnegado amor a seu próximo como a si mesmo; e participar na “alegria de seu pai”. O Pai convida: alegremo-nos, 24 porque este meu filho estava morto, e voltou a viver; estava perdido, mas foi achado”.

Se o irmão mais velho agiu desta forma com o objetivo de agradar o Pai, quão grande foi a sua surpresa ao ver a reação de seu Pai. O filho mais velho também revelou que ele não conhecia o seu Pai. Ele caminhava de forma oposta aos sentimentos do seu próprio Pai?? Sim.

O Pai realmente ama seus filhos. Somente o verdadeiro Amor abnegado, o perfeito vínculo de união, é capaz de produzir um ambiente destituído do egoísmo, e o pai espera que seu filho mais velho também aprenda sua lição, aprenda a amar. O amor abnegado a seu irmão mais jovem o induziria a alegrar-se grandemente com sua volta.

O PAI ESTÁ CONJUGANDO O VERBO AMAR PARA QUE TODOS APRENDAM.

O Pai continua a ensinar a seus filhos na forma prática o que realmente é amar; Ele estabelece o padrão, o modelo perfeito a ser seguido. Quanta sabedoria! Que lição sábia! Que personalidade fantástica!

O que motivou Jesus a contar tal ilustração? Vamos recorrer novamente a Lucas. Assim nos conta Lucas o que aconteceu naquela ocasião: (Lucas 15:1-7) 15 Todos os cobradores de impostos e pecadores chegavam-se então perto dele para o ouvirem. 2 Conseqüentemente, tanto os fariseus como os escribas murmuravam, dizendo:ESTE HOMEM ACOLHE PECADORES E COME COM ELES.3 Então lhes contou a seguinte ilustração, dizendo: 4 “Que homem dentre vós, com cem ovelhas, perdendo uma delas, não deixa as noventa e nove atrás no ermo e vai em busca da perdida, até a achar? 5 E quando a tiver achado, ele a põe sobre os seus ombros e se alegra. 6 E, ao chegar à casa, convoca seus amigos e seus vizinhos, dizendo-lhes: ‘Alegrai-vos comigo, porque achei a minha ovelha que estava perdida.’ 7 Eu vos digo que assim haverá mais alegria no céu por causa de um pecador que se arrepende, do que por causa de noventa e nove justos que não precisam de arrependimento.

Existia uma ação praticada por Jesus que estava sendo condenada pelos estudiosos das escrituras. Os escribas e os fariseus não praticavam esta ação praticada por Jesus. Na verdade estes homens ESTAVAM INDIGNADOS por Jesus acolher pecadores e comer com tais pecadores. Por que estes homens estavam indignados com esta ação de Jesus?? Era uma ação INÉDITA tomada por alguém que se dizia profeta. Como pode alguém que se diz representante de Jeová, não sentir AVERSÃO pelos pecadores?? No lugar de ficarem alegres por estes pecadores estarem se voltando para ouvir e aprender, ficaram indignados com a alegria de Jesus em estar com estes pecadores.

Estes homens condenavam Jesus com base nas palavras das “Escrituras”: (Salmos 139:21-22) 21 Acaso não odeio os que te odeiam intensamente, ó Jeová, E não tenho aversão aos que se revoltam contra ti? 22 Odeio-os com ódio consumado. Tornaram-se para mim verdadeiros inimigos. . . (Salmos 26:4-5)  4 Não me sentei com homens de inveracidade; E não entro com os que ocultam o que são.  5 Tenho odiado a congregação dos malfeitores E não me sento com os iníquos.



Então Jesus passou a explicar o motivo de sua ação. Sua ação era fruto de um SENTIMENTO que ele tinha pelos pecadores. Jesus passou a lhes mostrar que valor é atribuído pelo Pai a tais pecadores. Os escribas e os fariseus, assim como os sacerdotes atribuíam um BAIXO valor para tais pecadores e obviamente sentiam por estes pecadores uma BAIXA estima. Consequentemente, sentiam aversão de tais pecadores e quando não os matavam, sempre os mantinham afastados.

Você só suspende tudo o que está fazendo para procurar algo cuidadosamente, e até o achar, se e somente se, este algo for valioso PARA VOCÊ. Daí, quando você o acha, você TANTO se alegra, que convida outros a participar da sua alegria. Jesus fornece uma segunda ilustração, tendo por objetivo, chamar a atenção para o mesmo ponto, ou seja, o ALTO valor daquilo que está perdido: (Lucas 15:8-10) 8 “Ou que mulher, com dez moedas de dracma, se perder uma moeda de dracma, não acende uma lâmpada e varre a sua casa, e procura cuidadosamente até achá-la? 9 E quando a tiver achado, convoca as mulheres que são suas amigas e vizinhas, dizendo: ‘Alegrai-vos comigo, porque achei a moeda de dracma que perdi.10 Assim, eu vos digo, surge alegria entre os anjos de Deus por causa de um pecador que se arrepende.”

Jesus lhes mostrou de forma prática qual o valor que estes pecadores tinham PARA ELE. Para Jesus, estes pecadores tinham um ALTO valor e por isto Jesus sentia por eles uma ALTA estima.

Com a terceira ilustração, Jesus passou a mostrar que embora o Pai mantenha o que está perdido em ALTA estima, MESMO ENQUANTO AINDA ESTÁ LONGE, existem também aqueles que sentem BAIXA estima por aquilo que está perdido, mesmo quando este é achado. O Pai revelou que Sua ALTA estima pelo rebelde filho mais novo CONTINUAVA inalterada. Suas reações revelaram a CONTINUIDADE de sua ALTA estima pelo rebelde filho mais jovem. Enquanto isso, o filho mais velho não compactuava da alegria do Pai. Obviamente o irmão mais velho tinha em BAIXA estima o seu irmão mais jovem. Certamente via seu irmão mais jovem como um vaso que não prestava pra mais nada em face das reais ações iníquas praticadas por este.

Era exatamente assim que estavam agindo os escribas e os fariseus em relação a seus irmãos pecadores. Eram exatamente estes pecadores que o Pai estava procurando cuidadosamente, e se alegrando em encontrá-los. Por que os escribas e fariseus não se alegravam junto com o Pai?? Porque atribuíam um BAIXO valor aos seus irmãos pecadores e porque tinham por estes irmãos pecadores uma BAIXA estima. Os escribas e os fariseus atribuíam um alto valor para si próprios e para as suas obras.

Esta é realmente uma questão de amor abnegado ao próximo como a si mesmo, de fazer ao próximo o que gostaria que fizessem a você. (Mateus 7:12) 12 "Todas as coisas, portanto, que quereis que os homens vos façam, vós também tendes de fazer do mesmo modo a eles; isto, de fato, é o que a Lei e os Profetas querem dizer.

Já foi ignorante? Já deixou de ser ignorante? Até que ponto? Embora tido como sábio, a ignorância de Jó o levou a pecar em palavras. Se fosse você o ignorante, não gostaria de receber esta oportunidade? Perder a ignorância antes de ser definitivamente julgado? Ser perdoado pela prática da ignorância? Exemplificando, como se sentiu Paulo depois de ser “arrancado” do seu estado de ignorância?

A “fera adestrada” assim se sentiu: (1 Timóteo 1:12-16) 12 Sou grato a Cristo Jesus, nosso Senhor, que me conferiu poder, porque ele me considerou fiel por designar-me para um ministério, 13 embora eu fosse anteriormente blasfemador, e perseguidor, e homem insolente. Não obstante, foi-me concedida misericórdia, porque eu era ignorante e agi com falta de fé. 14 Mas a benignidade imerecida de nosso Senhor abundou sobremaneira junto com a fé e o amor que há em conexão com Cristo Jesus. 15 Fiel e merecedora de plena aceitação é a palavra de que Cristo Jesus veio ao mundo para salvar pecadores. Destes eu sou o principal. 16 Não obstante, a razão pela qual me foi concedida misericórdia era que, por meio de mim, como o principal caso, Cristo Jesus demonstrasse toda a sua longanimidade, como amostra dos que irão depositar a sua fé nele para a vida eterna.

A “fera adestrada” gostou de ter saído do estado de “fera furiosa” e da amorosa ajuda que recebeu (o antídoto).

Saulo, um homem com tanto conhecimento da lei, era ignorante, passível de recuperação. Por estar tão certo do que fazia, ele ainda ia atrás de seguidores de Jesus para fazê-los se retratar. Não são ignorantes todos os demais humanos imperfeitos? Depois, Paulo não se considerava o principal pecador? Ser o principal pecador é igual a ser o principal iníquo. Dentre as iniqüidades praticadas, estão a insolência e a blasfêmia, além de perseguir os discípulos de Jesus. O que for que fizerdes a um destes mínimos, a mim o fizeste, havia afirmado Jesus.

Porque eu era ignorante e agi com falta de fé”, assim falou Paulo a respeito da sua motivação anterior. Ele agiu com falta de fé?? Sim, ele viu e ouviu falar dos atos e das palavras de Jesus, no entanto, não acreditou, não depositou fé. Esta é uma das primeiras afirmações de toda e qualquer “imperfeita fera adestrada, a respeito de si mesma. Se toda “imperfeita fera adestrada” reconhece isso “no seu caso, por que não reconhece ser este o caso de todas as demais “imperfeitas feras furiosas” ainda não adestradas? O orgulho; o egoísmo; a competição; o “eu melhor”; ausência de amor, do amor ao próximo (fera já adestrada) como a si mesmo (“fera furiosa).

Asim pensa a fera já adestrada: As outras “imperfeitas feras furiosas” permanecem neste estado furioso porque conscientemente escolheram ficar assim, elas não agem com ignorância e falta de fé; elas sabem muito bem o que estão fazendo e por isso, merecem a inexistência eterna”.

Deveria uma “imperfeita fera adestrada” pensar assim das suas demais irmãsimperfeitas feras furiosas”? Há exatamente um segundo atrás, eu não estava junto com elas, agindo igual e muitas vezes pior do que elas? Eu era ignorante, mas, elas não são ignorantes.

A história se repete. Mas, o erro não está no sábio e perfeito instrutor, Jesus, tampouco está na personalidade do Todo Sábio Criador.

A “fera adestrada” admitiu: foi-me concedida misericórdia; e ainda mais: a razão pela qual me foi concedida misericórdia era que,...”, Cristo Jesus demonstrasse toda a sua longanimidade.Nesta parte ele admitiu não haver mérito pessoal, tal como: eu era uma ovelha, uma boa pessoa, ou, eu tinha um bom coração. O mérito não está em quem muda, antes, está naquele que concede inúmeras oportunidades, e por levar em conta o estado ignorante deste, ter pena, amar abnegadamente, e ainda destapa o olho do ignorante, por providenciar um ambiente e situações propícias para que este receba e reconheça seu adestramento.

No entanto, antes de afirmar isto, Paulo de Tarso afirmou que foi escolhido para prestar serviço exatamente por ele ser fiel e que Aquele que o escolhia confiava nele, e por isso o havia escolhido. Eu não merecia, eu fui muito iníquo, fui tratado com misericórdia, mas fui escolhido por eu ser um homem fiel.

Benignidade IMERECIDA é um ato de bondade feito a quem NÃO MERECE. “Não merece”, se aplica a todo e qualquer humano imperfeito.

Será que podemos afirmar que Saulo, neste estado de ignorância, era para Jeová e Jesus qual criança que não sabia a diferença entre a sua direita e a sua esquerda, e que, qual criança preferiria uma cheirosa barra de chocolate a uma valiosa barra de ouro? O histórico responde que sim. Entretanto, na visão dos discípulos, Saulo era outra coisa, (um perigoso iníquo, o mais iníquo dos iníquos).

Quão grato somos por Jeová embora punir humanos imperfeitos por ignorantes erros cometidos, não levar em conta tais erros para o julgamento final e definitivo destes! Pois este é o caso de cada ser humano imperfeito, vivo ou morto.

O perfeito Jesus ensina uma profunda lição a Simão, através de uma de suas ilustrações sobre o perdão e da reação do perdoado, em Lucas 7:40-47, que obviamente também é lição para nós . 40 Jesus disse-lhe, porém, em resposta: “Simão, tenho algo para dizer-te.” Ele disse: “Instrutor, dize-o!”41Dois homens eram devedores de certo credor; um devia quinhentos denários, mas o outro, cinqüenta.42 Quando não tinham com que [lhe] pagar de volta, perdoou liberalmente a ambos. Portanto, qual deles o amará mais?”43 Em resposta, Simão disse: “Suponho que seja aquele a quem perdoou liberalmente mais.Disse-lhe ele: “Julgaste corretamente.”44 Com isso se voltou para a mulher e disse a Simão: “Observas esta mulher? Entrei na tua casa; tu não me deste água para os meus pés. Mas esta mulher molhou os meus pés com as suas lágrimas e os enxugou com os seus cabelos.45 Tu não me deste nenhum beijo; mas esta mulher, desde a hora em que entrei, não deixou de beijar ternamente os meus pés.46 Tu não untaste a minha cabeça com óleo; mas esta mulher untou os meus pés com óleo perfumado.47 Em virtude disso, eu te digo que os pecados dela, embora sejam muitos, estão perdoados, porque ela amou muito; mas aquele a quem se perdoa pouco, ama pouco.”

Certamente o mais iníquo tem muito mais motivos reais para amar. Aquele iníquo que pratica apenas 10% de justiça (tem 90% de iniquidade) certamente amará mais ao Criador, do que aquele que pratica 90% de justiça (tem 10% de iniquidade) ao serem igualmente perdoados. Ademais, aquele que pratica 90% de justiça certamente se considera muito melhor do que o outro que pratica apenas 10% de justiça.

No futuro, ao certamente notarmos o cumprimento das profecias de Jesus e vermos toda aquela geração iníqua dos dias de Jesus, inclusive todos aqueles que o mataram, todos os homens de Nínive, Tiro e Sídon, Sodoma e seus distritos, todos os demais crassos pecadores contemporâneos, aqueles chamados de ex-irmãos, os nossos vizinhos, todos os que muitos afirmam estarem julgados definitivamente, serem levantados no Dia de Julgamento, seremos envergonhados por nossa atitude soberba para com muitos deles?

Ou será que reconhecemos desde já que o seu estado ignorante é fruto da pecaminosidade que nos é inerente e aguardamos ansiosamente que sejam anestesiados e recebam o antídoto do nosso Criador? Afinal, não era este o nosso estado há alguns segundos ou algumas horas atrás? Será que já esquecemos?

Será que realmente conhecemos o Pai?? São ações das quais se afirma que o Pai é que fará. Afirma-se que o Pai condenou tais pecadores, que Jesus condenou tais pecadores e que tais pecadores não são mais filhos amados. O que o futuro nos reserva?

A profecia tem que se cumprir também em nós os que vivemos no tempo do fim? Com certeza, individualmente, levaremos os nossos próprios erros na memória e nos envergonharemos deles. E como nosso Criador é aquele que vai ressuscitar a todos, desde o início, ciente de todos os pensamentos e sentimentos de todos os humanos, justos, injustos e iníquos, respeitando o livre arbítrio destes, devolverá a todos, os seus mais íntimos pensamentos e sentimentos, sim, todos eles. Ezequiel 16:63Para te lembrares e realmente te envergonhares... .

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