O lugar do “eu” na Teocracia

Modificado em 04/03/12

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Dentro de um sistema perfeito, projetado, criado e programado de forma perfeita, plenamente confiável, não existe espaço para algo ou alguém que comete erros, ou não cumpra perfeitamente o objetivo para o qual foi criado, logo, não confiável, pois sua existência poria em perigo toda a ordem do sistema e provavelmente todo o sistema seria permeado (contaminado) com tais erros. Ele colocaria em risco as vidas do sistema. Caso venha a existir algo ou alguém não confiável, o que faria um Criador Sábio? Descartar-se dele?? O Sábio Criador passaria a vê-lo como um OBSTÁCULO a ser eliminado?? Que sentimento devem ter os demais, por este que deixou de ser confiável?? Desejarem sua eliminação??

O que o "eu" tem a ver com isso? O problema é que o "eu" tem VONTADE própria; o "eu" não faz as coisas por instinto; o "eu" não nasce com uma definida programação em seu cérebro, o "eu" foi projetado com amplo desejo e ampla capacidade de aprender, inclusive pela observação; o "eu" recebeu a capacidade de raciocinar ou manipular “informaçõesrecebidas; a VONTADE do "eu" obedece ao seu raciocínio. Até os SENTIMENTOS do "eu", são manipuláveis através da INFORMAÇÃO. Para satisfazer a vontade de outrem, o "eu" tem de abrir mão de suas vontades pessoais, voluntariamente ou não. O que motivará "eu" a abdicar de suas vontades em favor da vontade de outro "eu"? O que ocorrerá quando houver diferença de vontades??

O "eu" recebeu uma ordem que envolvia a coisa mais importante: a vida. Por não ser robô, o "eu" tem sempre a opção de cumprir ou não uma ordem: (Gênesis 2:15-17) . . .. 16 E Jeová Deus deu também esta ORDEM ao homem: "De toda árvore do jardim podes comer à vontade. 17 Mas, quanto à árvore do conhecimento do que é bom e do que é mau, não deves comer dela, porque no dia em que dela comeres, positivamente morrerás . . .

Que IMPORTÂNCIA havia em obedecer ou não a uma ordem do Criador?? O Criador apresentou ao humano o RESULTADO final para aquele que não fosse obediente. O Criador apresentou ao humano à “PUNIÇÃO”. O desobediente não ficaria sem a “punição”. Toda árvore produz um fruto. Desta forma, a desobediência também tem seu fruto característico.

O que deveria MOTIVAR "eu" a não comer do fruto da árvore? A motivação que lhe foi oferecida foi o medo da morte, medo de perder a vida que tinha. Que VALOReu” atribuía à sua vida naquele instante em que recebeu esta ordem??

Seria suficiente tal motivação? Até aparecer outra motivação, sim. Afinal, a vida era a coisa mais importante que este possuía. Mas, seria 100% confiável sob quaisquer circunstâncias?

Como reagiria o "eu" após surgir outra motivação: a motivação para não obedecer? Afinal, como surgiria uma outra motivação para o "eu"?

Uma "NOVA INFORMAÇÃO" foi apresentada para que servisse de base para alterar a motivação de "eu".

 

Foi apresentado para "eu" a nova motivação. Foi apenas uma “PALAVRA”. Foi-lhe dito:

(Gênesis 3:4-5) 4 A isso a serpente disse à mulher: "Positivamente não morrereis. 5 Porque Deus sabe que, no mesmo dia em que comerdes dele, forçosamente se abrirão os vossos olhos e forçosamente sereis como Deus, sabendo o que é bom e o que é mau."

Você não vai morrer. Não vou morrer?? Bem, neste caso o que acontece se “eu” não obedecer a esta ordem??

O que meus olhos não estão percebendo?? O que verei quando forem abertos?? Como será que Deus é?? Como será ser como Deus, sabendo o que é bom e o que é mau? Além de não perder a vida, provavelmente sairei ganhando em ser como Deus. Seria num passe de mágica que o “eu” ficaria SABENDO o que é bom e o que é mau?? Tinha o “eu” a CAPACIDADE para determinar o certo e o errado no comportamento humano?? Naquele momento, o que o “eu” SABIA sobre o que é bom e o que é mau?? Que INFORMAÇÕES sobre certo e errado, bom e mau, existiam na mente de “eu”. Não havia nenhuma. O Criador havia lhe dado apenas a informação concernente a apenas um item. O Criador lhe havia informado: Comer do fruto desta árvore é errado. O "eu" começou a usar sua imaginação, dando adubo (combustível) ao solo para o nascimento do desejo. Havia realmente alguma coisa no fruto daquela árvore que provocaria a morte do humano?? Muito embora a serpente tenha deixado bem claro que a fonte da nova informação não era a mesma da primeira e que além disso afrontava claramente a informação anterior, veja a reação da mulher:

(Gênesis 3:6) 6 Conseqüentemente, a mulher viu que a árvore era boa para alimento e que era algo para os olhos anelarem, sim, a árvore era desejável para se contemplar.. . .

Comer do fruto desta árvore não é errado – esta foi uma segunda informação na mente de Eva.

O objeto do medo passou a ser um objeto desejável. A “palavra” falada pela serpente foi uma semente plantada na mente daquela mulher, que produziu o desejo. No entanto, ainda faltavam muitas INFORMAÇÕES. Onde buscar as informações que faltavam??

Não tinha o primeiro casal tudo para obedecer ao Criador? Após o questionamento da motivação "medo da morte", com sua teórica retirada (positivamente não morrereis) e a apresentação de uma suposta vantagem para o "eu" (forçosamente sereis como Deus, sabendo o que é bom e o que é mau), nasceu um pequeno desejo que cresceu e cresceu. O objeto do medo passou a ser um objeto desejável. Em pouco tempo, esta foi a reação do "eu": (Gênesis 3:6) ...De modo que começou a tomar do seu fruto e a comê-lo. Depois deu também dele a seu esposo, quando estava com ela, e ele começou a comê-lo.

Que valor revelou atribuir o “eu” a sua própria vida?? O "eu" deu vazão a sua nova vontade, obedecendo a seu desejo. O “eu” deixou-se levar por um “desejo” que surgiu após ele ouvir uma nova “palavra”. O "eu" preferiu satisfazer a vontade própria no lugar de se submeter à Teocracia (satisfazer a vontade do Criador, obedecendo-o); ele decidiu, ele tomou uma decisão. O medo da morte não impediu o "eu" de desobedecer ao Criador, quando este buscou satisfazer sua vontade (vontade do "eu"), quando passou buscar a possível vantagem que lhe foi apresentada. Também foi-lhe garantido que ele não morreria. Afinal, morreria ou não morreria?? O “eu” decidiu trilhar um caminho desconhecido para ele. O “eu” colocou a sua vida em risco?? O “EU” INGRESSOU EM UMA AVENTURA. O “eu” decidiu pular de um precipício, mesmo sem saber que possibilidade real existia em sobreviver ou não. SUA DECISÃO FOI UM SALTO NO ESCURO. Neste momento de decisão, parece que a “vida” passou a ter um valor mais baixo. Duas palavras totalmente opostas, palavras que apresentavam perspectivas diferentes em relação ao futuro. O humano não tem uma bola de cristal para poder ver o futuro. Neste caso ele ficou em uma incógnita. O que devo fazer?? Sendo incapaz de ver o futuro, ele teria de confiar em uma das duas palavras faladas. POR QUE ELE ERA INCAPAZ DE VER O BEM E O MAU?? A continuidade de sua vida dependia de sua decisão. Em quem devo confiar??? Assim, o humano foi confrontado com uma situação da qual ele teria de tomar uma decisão, cujo resultado era INCERTO EM SUA MENTE. Tratava-se de algo inédito, uma decisão inédita para o humano. O humano foi colocado diante de uma dúvida, ele foi apresentado à dúvida. Realmente, ele ficou apenas com duas alternativas: Confiar na palavra falada por Jeová OU confiar na palavra falada pela “serpente”.

Um resultado a curto, a médio ou a longo prazo??

A “serpente” não falou com Adão. Adão recebeu uma ordem bem simples, diretamente da boca de Jeová. Eva foi a primeira a comer do fruto daquela árvore. Ela foi primeira a arriscar a sua vida. Ela estava sozinha quando decidiu comer daquele fruto. Depois de comer do fruto, Eva procurou Adão e revelou o que ela já havia feito. Adão, quero te dizer uma coisa: “eu comi daquele fruto proibido”. Bem, agora era a hora de Adão. O que ele faria?? Eva, você comeu do fruto proibido?? E você continua viva?? Claro que estou viva. Veja, você também pode comer. Tome, coma.

Bem, a decisão de Adão é um fato histórico.

É óbvio que esta desobediência levantou diversas questões (diretas e indiretas) e o Criador passou a trazê-las a atenção, para que fossem discutidas e sentidas por suas criaturas, para o benefício delas, obviamente. O humano precisava de muitas e muitas INFORMAÇÕES. Toda árvore necessita de um “tempo” específico para produzir o seu fruto. Havia necessidade de “tempo”. A morte não mostrou ser um resultado a curto prazo. Tempos depois, trazendo à atenção a questão da obediência, novamente o Criador fez um acordo com humanos, estabelecendo a mesma motivação (medo das punições, inclusive a morte), pois haveria maldições e morte pela desobediência e uma vantagem para o "eu" (as bênçãos divinas no caso de obediência). Este acordo foi feito com a nação de Israel junto ao monte Sinai. É esta a melhor motivação para o "eu" obedecer? Mostraria o "eu" que era 100% confiável desta vez? O que buscaria o humano desta vez?? Neste momento, que valor passaria a ter a “vida” para tais humanos pactuados?? Dariam este um maior valor à vido do que o valor dado a ela por Adão e Eva??

Praticar o que é certo, o bem, trará bênçãos, enquanto que praticar o errado, o mau, trará as maldições. Cada árvore produziria seu fruto específico. Assim, o Criador estava mostrando ao humano o que era certo, o bem, e o que era o errado, o mau. O Criador estava deixando claro que o resultado final determinaria para o humano que aquela ação era realmente errada. Será que o humano concordaria com o Criador??? Será que o humano precisaria sentir na carne o resultado negativo para finalmente poder concordar com Criador??

O Pai passou a descrever para o humano quais eram as coisas detestáveis. O Pai afirmou ainda mais: “Embora estas coisas detestáveis sejam praticadas por outras pessoas, vocês não podem continuar a praticá-las; as pessoas que praticam tais coisas detestáveis tornam-se impuras e poluem a terra; por elas terem praticado estas coisas detestáveis é que Eu as estou desalojando da terra que mana leite e mel”. O Criador estava revelando para o humano, aquilo que era certo (bem) e aquilo que era errado (mau).

O povo escolhido para ser ensinado, também recebeu a mesma motivação para obedecer, ou seja, bençãos por obedecer e maldições por desobedecer. Estas foram as palavras de Moisés no seu resumo das declarações de Jeová:

(Deuteronômio 11:26-28) 26 “Vede, ponho hoje diante de vós a bênção e a invocação do mal: 27 a bênção, se obedecerdes aos mandamentos de Jeová, vosso Deus, que hoje vos ordeno; 28 e a invocação do mal, se não obedecerdes aos mandamentos de Jeová, vosso Deus, e vos desviardes do caminho que hoje vos ordeno, de modo a andardes seguindo outros deuses que não conhecestes.

O povo escolhido desejava as bênçãos ou as maldições?? Quem é que deseja maldições?? Certo de que esta não é a melhor motivação, nesta mesma ocasião o próprio Criador afirmou que os humanos optariam pela desobediência:

(Deuteronômio 31:16) 16 Jeová disse então a Moisés: "Eis que te estás deitando com os teus antepassados; e este povo certamente se levantará e terá relações imorais com deuses estrangeiros da terra à qual vão, no seu próprio meio, e certamente me abandonarão e violarão meu pacto que concluí com eles.

Na verdade, o que estas maldições revelariam ser?? Será que seriam simplesmente meros castigos da parte de Deus?? Não seriam tais maldições as consequências lógicas, a curto, a médio e a longo prazo, em face das escolhas feitas pelos humanos pactuados??

Tanta certeza e principalmente para não deixar qualquer dúvida ao povo que Ele havia predito isso, que Jeová compôs um cântico, especificando detalhes das ações desobedientes deste povo pactuado:

(Deuteronômio 31:19-20) 19 "E agora, escrevei para vós este cântico e ensinai-o aos filhos de Israel. Ponde-o nas suas bocas, para que este cântico sirva como MINHA TESTEMUNHA contra os filhos de Israel . 20 Pois eu os levarei ao solo que jurei aos seus antepassados, que mana leite e mel, e certamente comerão e se fartarão, e engordarão e se virarão para outros deuses, e deveras os servirão e me tratarão com desrespeito, E VIOLARÃO MEU PACTO.

O povo já demonstrava o desejo de seguir o caminho oposto ao indicado pelo Criador. Assim falou Jeová:

(Deuteronômio 31:21) 21 E tem de dar-se que, vindo sobre eles muitas calamidades e aflições, então este cântico tem de responder diante deles como testemunha, pois não deve ser esquecido pela boca de tua descendência, porque bem sei a SUA INCLINAÇÃO QUE HOJE ESTÃO DESENVOLVENDO antes de eu os introduzir na terra que lhes jurei.”

O povo já apresentava o desejo de seguir um caminho oposto ao indicado pelo Criador. Mesmo sabendo das maldições previstas, plenamente avisadas pelo Pai, o povo desejava fazer o oposto ao que Jeová havia ordenado?? Isto não é incrível?? O que fez o Criador?? Bem, o Criador compôs um cântico que serviria de testemunha contra o povo. Será que com este alerta contra si mesmos, o povo mudaria de direção??

O Criador lhes havia dado regulamentos que determinavam o que era o bem e o que era o mau, o que era o certo e o que era o errado. O povo revelava discordar do Criador.

O cântico composto por Jeová encontra-se em Deuteronômio 32:1-43. Certamente esta motivação não foi suficiente para o "eu" tornar-se 100% confiável e abandonar a satisfação de suas vontades para dar lugar à vontade de Jeová. EGOÍSMO VERSUS ALTRUÍSMO. De um lado o egoísmo e do outro a abnegação.

Mesmo sabendo do desejo do povo, desejo este que simplesmente antecedia as ações, o Pai não só permitiu ao povo experimentar seus erros, como permaneceu mantendo o mesmo relacionamento com o povo. Decerto que o Pai revelou possuir um objetivo. Que objetivo tinha o Pai???

Será que o povo passou a ser visto por Jeová como um “OBSTÁCULO” a ser REMOVIDO através da ELIMINAÇÃO???

As palavras saídas da boca do próprio Jeová e retransmitidas por Jeremias deixam bem claro que o medo não foi uma motivação suficientemente forte para fazer Judá, a tribo remanescente, obedecer ao Criador. Foram estas as palavras:

(Jeremias 3:6-8) 6 E Jeová passou a dizer-me nos dias de Josias, o rei: “‘Viste o que fez a infiel Israel? Ela anda sobre todo monte alto e debaixo de toda árvore frondosa, para ali cometer prostituição. 7 E depois de ela fazer todas estas coisas, eu continuava a dizer que devia voltar a mim, mas ela não voltou; e Judá olhava para a sua própria irmã traiçoeira. 8 Quando cheguei a ver isso, pela própria razão de que a infiel Israel cometera adultério, mandei-a embora e passei a dar-lhe um certificado de seu pleno divórcio, contudo, a traiçoeira Judá, sua irmã, não ficou com medo, mas ela mesma também começou a ir e a cometer prostituição.

Apesar de ver seus irmãos (Israel – Samaria) sendo punidos por determinado erro (retirados da terra de Canaã), Judá passou a fazer ainda pior, não ficou com medo. O que acontece com aquele que obedece por medo, quando, por um motivo qualquer, o medo acaba?? Sua vontade reprimida vem à tona e ele satisfaz a esta vontade, apesar do risco. Ele passa a minimizar ou ainda, a desconsiderar o risco existente e ingressa em uma aventura atrás da satisfação do seu desejo. Será que também não entendiam plenamente todas as coisas que haviam acontecido a Samaria?? Será que se consideravam melhores do que Samaria?? Será que consideravam o que havia acontecido com Samaria como um mero castigo de um Deus que havia ficado com raiva de Samaria??



Depois da violação predita, o Criador afirmou que concluiria outro pacto com a mesma casa de Israel:

(Jeremias 31:31-34) 31 "Eis que vêm dias", é a pronunciação de Jeová, "e eu vou concluir um NOVO pacto com a casa de Israel e com a casa de Judá; 32 não um igual ao pacto que concluí com os seus antepassados no dia em que os tomei pela mão para os tirar da terra do Egito, ‘pacto meu que eles próprios violaram, embora eu mesmo tivesse a posse marital deles’, é a pronunciação de Jeová". 33 "Pois este é o pacto que concluirei com a casa de Israel depois daqueles dias", é a pronunciação de Jeová. "VOU PÔR A MINHA LEI NO SEU ÍNTIMO E A ESCREVEREI NO SEU CORAÇÃO . E vou tornar-me seu Deus e eles mesmos se tornarão meu povo." 34 "E não mais ensinarão, cada um ao seu companheiro e cada um ao seu irmão, dizendo: ‘Conhecei a Jeová!’ porque TODOS ELES ME CONHECERÃO , desde o menor deles até o maior deles ", é a pronunciação de Jeová. "Porque perdoarei seu erro e não me lembrarei mais do seu pecado."

O CRIADOR AFIRMOU AINDA MAIS: VOU FAZER USO DE OUTRO ELEMENTO; VOU FAZER USO DO PERDÃO.

O humano não mais se deixaria “ser ensinado” por outro humano.

Eu OUVI DIZER que o Senhor era assim”esta foi a resposta dada por Jó para Jeová. Na sua confissão de pecado, assim falou Jó para Jeová:

(Jó 42:1-6) 42 E Jó passou a responder a Jeová e a dizer: 2 Fiquei sabendo que és capaz de fazer todas as coisas, E não há idéia que te seja inalcançável. 3 Quem é este que está obscurecendo o conselho sem conhecimento?’ POR ISSO FALEI, mas não estava entendendo Coisas maravilhosas demais para mim, as quais não conheço. 4 Ouve, por favor, e eu mesmo falarei. Eu te perguntarei e tu mo farás saber.’ 5 EM RUMORES OUVI A TEU RESPEITO, Mas agora é o meu próprio olho que te vê. 6 Por isso faço uma retratação E deveras me arrependo em pó e cinzas.”

Jó aceitava como “verdade absolutatodos os rumores a respeito de Jeová, que seus antepassados lhe haviam transmitido, logo, os havia repetido. No entanto, agora Jó fazia uma retratação de suas afirmações a respeito de Jeová, se arrependia de tê-las pronunciado.

O Criador adicionou dois novos ingredientes neste novo pacto, ingredientes não usados até então. Um CONHECIMENTO pleno da personalidade daquele que estabelece o pacto junto com o SENTIMENTO de amor. Um humano plenamente informado e com uma profunda sensibilidade amorosa. Uma lei escrita no coração, um coração sensível. O humano deveria atribuir um alto valor para a vida, a coisa mais importante que ele possuía. Não apenas à sua vida, mas também à vida de todos demais a seu redor. O que levaria o humano a atribuir um Alto valor para a sua vida e para a vida os demais?? O pleno conhecimento da personalidade do Pai. O humano passaria a copiar os sentimentos do Pai.

O Criador, O Pai, é o “professor” e o humano é o “aluno”, o “aprendiz”.

Quando Jesus esteve na terra, deixou bem claro que todos os mandamentos ou leis se resumiam em duas leis. Ambas tinham a ver com o Amor :(Mateus 22:35-40) 35 E um deles, versado na Lei, perguntou para prová-lo: 36 "Instrutor, qual é o maior mandamento na Lei?" 37 Disse-lhe: "‘Tens de amar a Jeová, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de toda a tua mente.’ 38 Este é o maior e primeiro mandamento. 39 O segundo, semelhante a este, é: ‘Tens de amar o teu próximo como a ti mesmo.’ 40 Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas."

Adicionado ao amor acompanha o conhecimento : "Porque todos me conhecerão" disse Jeová, falando do novo acordo (pacto). Assim também falou Jesus:

(João 17:3) 3 Isto significa vida eterna, que absorvam conhecimento de ti, o único Deus verdadeiro, e daquele que enviaste, Jesus Cristo.. . .

PARA CONHECER O PAI, VOCÊ PRECISA CONHECER OS REAIS SENTIMENTOS DO PAI.

Os humanos, até a vinda de Jesus à terra, não conheciam a Jeová, NENHUM deles conhecia o Pai. Por não conhecerem o Pai, praticariam atos de maldade contra outros humanos, entretanto, fazendo isso pensando que estavam agradando a Deus. Neste caso, os humanos tiravam suas próprias conclusões em relação a alguma palavra ou alguma ação tomada pelo Pai e criavam os “rumores”. Isto pode acontecer com qualquer humano, em qualquer ponto da corrente do tempo, inclusive agora. Assim falou Jesus:

(João 16:1-4) 16 “Tenho falado estas coisas para que não tropeceis. 2 [Os] homens vos expulsarão da sinagoga. De fato, vem a hora em que TODO AQUELE que vos matar imaginará que tem prestado um serviço sagrado a Deus. 3 Mas, FARÃO estas coisas PORQUE NÃO VIERAM A CONHECER NEM O PAI NEM A MIM. 4 Não obstante, tenho-vos falado estas coisas para que, quando chegar a hora delas, vos lembreis de que vos falei delas.. . .


Para agradar a uma pessoa, "eu" tenho de conhecer profundamente a sua PERSONALIDADE. Em relação ao Pai, eu tenho de saber qual é o seu sentimento em relação cada um dos humanos e para cada um dos demais de sua criação.
Jesus veio à terra para nos informar como é o Pai e nos mostrar o Pai, para nos mostrar a real
personalidade do Pai, para nos revelar quais são os reais sentimentos do Pai. De Jesus podia-se afirmar: Tal Pai, Tal Filho. Jesus mostrou ser a imagem e semelhança do Pai.

Embora o “eu” não tenha dado o real valor à sua vida, ele supervaloriza a sua vontade. Pegar, receber, armazenar; possuir para si; geralmente são os objetivos do “eu. Por que o “eu” valoriza muito mais a “sua vontade” do que a “sua vida”?? Por que o “eu” se lança atrás de aventuras, mesmo sabendo que existe risco para a sua vida??

Enquanto o "eu" está preocupado em buscar e receber coisas e mais coisas para si, coisas que se pode ver e pegar, Jesus trouxe a atenção exatamente o contrário: (Lucas 6:38) 38 Praticai o dar, e dar-vos-ão. Derramarão em vosso regaço uma medida excelente, recalcada, sacudida e transbordante. Pois, com a medida com que medis, medirão a vós em troca.”

Não há lugar para o "eu" egoísta na teocracia. Enquanto o "eu" está preocupado e ansioso de satisfazer suas vontades e desejos, estas foram as palavras saídas da boca de Jesus:

(Mateus 16:24) 24 Jesus disse então aos seus discípulos: "Se alguém quer vir após mim negue-se a si mesmo e apanhe a sua estaca de tortura, e siga-me continuamente. . .

(Marcos 8:34-35) 34 Chamou então a multidão a si, com seus discípulos, e disse-lhes: “Se alguém quer vir após mim, repudie-se a si mesmo e apanhe a sua estaca de tortura, e siga-me continuamente. 35 Pois, todo aquele que quiser salvar a sua alma, perdê-la-á; mas todo aquele que perder a sua alma por causa de mim e das boas novas, salvá-la-á.

(Lucas 9:23-24) 23 Ele prosseguiu então a dizer a todos: “Se alguém quer vir após mim, repudie-se a si mesmo e apanhe a sua estaca de tortura, dia após dia, e siga-me continuamente. 24 Pois todo aquele que quiser salvar a sua alma, perdê-la-á; mas todo aquele que perder a sua alma por minha causa é o que a salvará. (Mateus 10:38-39) 38 E aquele que não aceita a sua estaca de tortura e não me segue não é digno de mim. 39 Quem achar a sua alma, perdê-la-á, e quem perder a sua alma por minha causa, achá-la-á.

Não tenha nada armazenado, não armazene nada, não tome posse de nada, não seja dono de nada, venda tudo o que tem e distribua entre os pobres; estas foram as ordens de Jesus para os discípulos.

(Lucas 12:32-34) 32 “Não temas, pequeno rebanho, porque vosso Pai aprovou dar-vos o reino. 33 VENDEI AS COISAS QUE VOS PERTENCEM e fazei dádivas de misericórdia. Fazei para vós mesmos bolsas que não se gastem, um tesouro que nunca falhe, nos céus, onde o ladrão não chega perto nem a traça consome. 34 Pois onde estiver o vosso tesouro, ali estará também o vosso coração.


Jesus era um homem muito rico. Qual era o seu tesouro?? Sua personalidade, fruto das qualidades espirituais. Na verdade, tais qualidades são SENTIMENTOS. Sentimento é algo que não se pode pegar, tomar, roubar, ... Ninguém podia roubar dele estas qualidades. A FONTE de tais qualidades é o Pai.

Jesus trouxe a atenção o imprescindível detalhe da abnegação. Onde houver abnegação não existe a busca de satisfazer a vontade do "eu". Há uma evidente oposição; onde estiver uma, a outra estará no lado oposto. Não era uma coisa ou situação temporária. Nas expressões "siga-me continuamente" e "dia após dia" Jesus deixa claro que se trata de eterna abnegação , todo o tempo, continuamente. A FORMA DE VIDA vivida por Jesus também deixou claro que ele vivia não para satisfazer a vontade do "eu", o "eu" não era a coisa principal, pois assim falou Jesus: (João 6:38) 38 porque desci do céu, não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou.

BEM, ISTO É OBEDIÊNCIA.

A abnegação é um sentimento que protege a “vida”; não coloca a “vida” em risco.

A abnegação é uma livre decisão pessoal. A pessoa decide abrir mão de algo que ela poderia fazer, logo, a abnegação é uma decisão consciente, que deve visar o bem-estar de alguém.

Jesus abria mão de vontades pessoais para satisfazer a vontade de alguém que ele amava. Jesus também CONHECIA o Pai. Tendo se tornado humano, naquele momento, Jesus era o ÚNICO humano que conhecia a personalidade do Pai. TODOS os humanos vivos e TODOS os humanos que haviam morrido NÃO CONHECIAM a personalidade do Pai. Estes humanos haviam feito muitas afirmações a respeito da personalidade do Pai, no entanto, ESTAVAM EQUIVOCADOS. Tais afirmações não passavam de “rumores”.

Jesus viveu e ensinou a abnegação como única forma de vida projetada pelo Criador para o ser humano. A fonte da sua motivação para tamanha abnegação certamente foi o pleno conhecimento sobre seu Pai Amoroso adicionado do pleno amor que sentia tanto por seu Pai como pelos seres humanos a serem beneficiados pelo seu amor. O inimigo também é beneficiado com o seu amor.

O primeiro e maior mandamento é o amar a Deus acima de todas as coisas. O que isto representa?? Representa usar a abnegação em favor do Pai, aquele que você ama..

Como assim?? O humano sempre abrirá mão de algo que ele poderia fazer contra o seu próximo, por levar em consideração o sentimento do Pai para com este próximo e por levar em conta a real situação doentia deste próximo.

Abnegação Esta é a definição dada por certo dicionário (Houaiss):

abnegação

s.f. (1549) ato ou efeito de abnegar 1 ação caracterizada pelo desprendimento e altruísmo, em que a superação das tendências egoísticas da personalidade é conquistada em benefício de uma pessoa, causa ou princípio; dedicação extrema; altruísmo 1.1 rel renúncia ascética à própria vontade em função de anseios místicos ou princípios religiosos 1.2 ét sacrifício voluntário dos próprios desejos, da própria vontade ou das tendências humanas naturais em nome de qualquer imperativo ético ¤ etim lat. abnegatìo,ónis 'recusa, negação' ¤ sin/var ver sinonímia de desprendimento ¤ ant ver antonímia de desprendimento




O humano precisa reconhecer que necessita do “CONHECIMENTOexistente na mente do Pai. O homem tem de viver de cada palavra que sai da boca de Jeová, logo, a continuidade da vida do humano está diretamente relacionada com a quantidade de conhecimento que ele se permite receber do Pai. A VIDA é algo extremamente valioso, no entanto, o CONHECIMENTO que está na mente do Pai, ainda é mais valioso. O Pai não se nega a transmitir tal conhecimento. Assim falou Jeová: (Deuteronômio 32:1-2) 32Dai ouvidos, ó céus, e fale eu; E ouça a terra as declarações da minha boca. 2 Meu ENSINAMENTO gotejará como a chuva, Minha declaração pingará como o orvalho, Como chuvas suaves sobre a relva, E como chuvas copiosas sobre a vegetação.

A “palavra” é uma semente; ela é plantada no coração e precisa produzir os efeitos necessários em cada coração. Por que o coração é o local onde a palavra é semeada?? Na verdade, trata-se do tipo de palavra. Trata-se de uma palavra que está direcionada ao coração, o local onde residem todos os nossos sentimentos, os bons e os maus. A palavra tem por objetivo tornar os nossos sentimentos 100% iguais aos sentimentos de Jesus, que são 100% iguais aos sentimentos de Jeová.

As informações transmitidas pelo Pai tem como objetivo, ensinar os filhos a como usar e proteger o tesouro mais valioso que Ele deu ao homem, isto é, a vida. Logo, as regras transmitidas pelo Pai, são regras que nos revelam como viver a vida. Estas regras quando agrupadas e escritas em um livro, formam o que podemos chamar de “rolo da vida”, ou “livro da vida”. O “rolo da vida” revela ser a BASE tanto para o humano analisar as suas ações passadas, como para este projetar as suas ações futuras. As regras de conduta que foram transmitidas por Jesus encontram-se agrupadas no chamado “Sermão do Monte”.

O que Jesus falou a respeito das palavras faladas por ele?? Ele afirmou que “a palavra” falada por ele é que julgaria o humano lá no “último dia”. As palavras exatas foram estas:

(João 12:48-50) 48 Quem me desconsiderar e não receber as minhas declarações, tem quem o julgue. A PALAVRA QUE EU TENHO FALADO é que o julgará NO ÚLTIMO DIA; 49 porque não falei de meu próprio impulso, mas o próprio Pai que me enviou tem-me dado um mandamento quanto a que dizer e que falar. 50 Sei também que o seu mandamento significa vida eterna. Portanto, as coisas que eu falo, assim como o Pai mas disse, assim [as] falo.”

No último dia, o humano seria QUESTIONADO em relação às palavras faladas por Jesus.

No último dia, o humano terá todas as suas palavras e suas ações QUESTIONADAS; suas palavras e suas ações serão COMPARADAS com as palavras e as ações de Jesus.

Os mandamentos do Pai significam vida; protegem a vida; ensinam a proteger a vida; ensinam a amar a vida.

Estas afirmações de Jesus foram confirmadas pelo Pai, quando o “futuro” foi revelado para nosso amado irmão João através da revelação: (Revelação 20:11-13) 11 E eu vi um grande trono branco e o que estava sentado nele. De diante dele fugiam a terra e o céu, e não se achou lugar para eles. 12 E eu vi os mortos, os grandes e os pequenos, em pé diante do trono, e abriram-se rolos. Mas outro rolo foi aberto; É O ROLO DA VIDA. E os mortos foram julgados pelas coisas escritas nos rolos, segundo as suas ações. 13 E o mar entregou os mortos nele, e a morte e o Hades entregaram os mortos neles, e foram julgados individualmente segundo as suas ações.. . .

As coisas escritas no rolo da vida é que SERVIRIAM DE PARÂMETRO para o julgamento das pessoas. Depois de ressuscitadas, as pessoas comparariam suas ações e teriam suas ações comparadas com as “coisas escritas no rolo da vida”. Exatamente assim como falado por Jesus, a palavra falada por ele é que julgaria o humano lá no Último dia. Não seria a palavra falada por nenhum humano considerado como sábio, que tivesse apresentado uma forma de viver a vida, diferente da forma apresentada e vivida por Jesus. Jesus estava sendo questionado pelos humanos com respeito às suas palavras e suas ações. As palavras e as ações de Jesus estavam sendo comparadas e questionadas, tendo como base de questionamento, as palavras faladas por outros humanos e registradas nas “escrituras”. Jesus foi julgado e condenado segundo tais palavras, palavras faladas por humanos e registradas nas “escrituras”. Exatamente por causa da palavra falada e das ações coerentes com estas palavras, é que Jesus foi rejeitado pelos judeus como “Libertador” (Cristo) dos judeus.

O que fazer com o “eu” egoísta?? Descartar-se dele?? Tratá-lo como um obstáculo a ser eliminado?? O que o Pai está fazendo?? O que revelou Jesus em relação a este assunto?? O que fez Jesus?? Jesus, copiando o exemplo dado pelo Pai, agiu como professor para o “eu” egoísta, ensinando-o a correta forma de viver a vida.


De acordo com o exemplo deixado por Jesus, o Criador espera que cada criatura inteligente, sábia e humildemente entenda, reconheça e aceite de forma voluntária, permanente e incondicional, satisfazer plenamente o objetivo para o qual foram projetadas e criadas. Entretanto, diferente dos objetos inanimados (passiva ou robótica), se espera que esta criatura tome a iniciativa de ir até o extremo de todos os seus limites, não importando as condições adversas, abdicando de vontades pessoais e até mesmo da vida se necessário, fazendo todos os sacrifícios (esforços) necessários (o amor transforma isso em alegria) para não se desvirtuar do objetivo de sua criação ou função recebida (OBEDECER), e isto de forma perfeita, sem qualquer erro, por estar plenamente cônscio, motivado e guiado pelo amor a Jeová e ao próximo, demonstrando assim estar inteiramente destituído de egoísmo, objetivando dar glória ao Criador, conhecendo-o como o único que pode e sempre desfará qualquer dano ocorrido por obedecê-lo.


Satisfazer a minha vontade pode me levar a sérias dificuldades para mim ou para meu próximo. Onde fica a minha vontade neste caso?? É o Criador que sabe qual a melhor coisa para mim em todos os casos. Será que "eu" acredito nisso? A curto, médio ou longo prazo, a satisfação de minhas vontades pode causar prejuízo para a vida de outros. Também pode causar prejuízo para a minha própria vida. Será que "eu" me preocupo com isso?? Preocupar-se com isso é uma questão de amor à “vida”, pois quem ama a “vida”, não põe a “vida” em risco.

ANIVERSÁRIO – Induzimento e busca da satisfação da “vontade” do aniversariante.

ANIVERSÁRIO – O dia em que o aniversariante é “elevado” diante dos demais. Neste dia ele é glorificado. Neste dia lhe é concedido o direito de ser lembrado, o direito de ser aquele que recebe, o direito de receber de outros aquilo que ele vier a desejar.

GLORIFICAREsta é a definição dada por certo dicionário (Houaiss):


glorificar

v. (sXIII) 1 t.d. prestar homenagem a; louvar <g. os benfeitores da humanidade> 2 t.d. proclamar a glória de; exaltar, celebrar <g. o passado> 3 t.d. conduzir (alguém) à felicidade perfeita ou à glória eterna; beatificar, canonizar 4 pron. cobrir-se de glória; notabilizar-se <glorificou-se em sua luta pelos direitos humanos> 5 pron. exprimir orgulho excessivo de si mesmo; jactar-se, ufanar-se gram a respeito da conj. deste verbo, ver -icar etim lat.ecl. glorifìco,ás,ávi,átum,áre 'glorificar, fazer glorioso' sin/var ver antonímia de aviltar; como pron.: ver sinonímia de bravatear ant humilhar, infamar; ver tb. sinonímia de aviltar




Satanás usou e continuará usando nossas emoções para nos induzir a sair do estado de abnegação e tomar atitudes egoístas (a busca de enaltecer e/ou satisfazer o “eu”) . A busca da satisfação/enaltecimento do “eu” em pequenas coisas, o mínimo, certamente induzirá a mesma busca em grandes coisas.

Exemplificando, o costume de celebrar o aniversário parece bem inocente, tão inocente quanto brincar com um dos jogos eletrônicos modernos, que na verdade incitam nossos sentimentos. Nos incitam a sermos competitivos na busca de sermos superiores aos demais, nos incitam a usarmos todos os meios para vencer, a sermos racistas, a discriminarmos certos grupos com violência, a usarmos da força para resolvermos diferenças e problemas, a sermos intolerantes e insensíveis e a sermos inconsequentes (não nos preocuparmos com as consequências de nossos atos, quer em nós mesmos, quer nos outros), nos sentirmos superiores a outros humanos, entre tantas outras coisas ensinadas através dos jogos eletrônicos.

A que nos incita o costume da celebração do aniversário? Trata-se uma simples reunião festiva onde todos são 100% iguais? Ou será que tem um MOTIVO específico para ALGUÉM específico?


QUE SENTIMENTOS ESTÃO SENDO PLANTADOS NO CORAÇÃO DO PEQUENO ANIVERSARIANTE?? ?



Tratamento igual ou tratamento diferenciado?? Você é igual ou você é especial?? Igualdade ou desigualdade?? Superior ou inferior??


A criança está sendo induzida a sentir-se igual ou a sentir-se especial?? O que acontece depois que uma criança acredita nisto e se sente especial?? A criança está sendo ensinada a buscar a “glorificação”, não está??

Esta é a minha vez de ser especial.


Estas são as definições dadas por certo dicionário para celebrar:

Celebrar - 1 Comemorar (algo) com festa ; FESTEJAR. [td.: celebrar os 18 anos da filha.]
2
Receber com festejos, remoques, comentários ou com exaltação . [td.: O povo celebrou nas ruas a libertação da cidade : "O olhar irônico e vitorioso com que o ministro celebrou a sua derrota." (Rebelo da Silva]
3
Louvar, exaltar, enaltecer. [td.: Camões celebra os feitos de Vasco da Gama.]
4 Realizar (algo) com as devidas formalidades ou com solenidade. [td.: celebrar um casamento: O presidente celebra hoje o acordo comercial.]
5 Rezar ou dizer (missa).  [td./ int.: O padre celebrou (uma missa) de manhã.]

[F.: Do lat. celebrare. Hom./Par.: celebre (s) (fl.), célebre (s) (a2g.[pl.]).]


Agora, do mesmo dicionário, a palavra aniversário:

(a.ni.ver.sá.ri:o)

sm.
1 Dia em que se completa um ou mais anos de idade : Hoje é meu aniversário.
2 Dia em que se completa um ou mais anos da ocorrência de um fato : Quinze de novembro é o aniversário da Proclamação da República.
3
Festa comemorativa de aniversário : Foram todos a um aniversário.

a.
4 Ref. a aniversário (data aniversária)

[F.: Do lat. anniversarius, a, um. Hom./Par.: aniversário (sm.), aniversario (fl. de aniversariar


Neste dia, o aniversariante é EXALTADO acima dos demais. Lembra-se da canção: Parabéns para você,... ?? Lembra-se que este é o dia dele “RECEBER”? Trata-se de um dia considerado “NORMAL” ou de um dia considerado “ESPECIAL”??

Neste dia ele se torna uma celebridade.


Celebridade - CELEBRIDADE s.f. Grande fama, renome, glória, reputação. / Personagem célebre.


O aniversariante não está sendo ensinado, induzido ou incentivado a buscar o estado de abnegação, negar a si mesmo, ensinada por Jesus, o nosso modelo perfeito. Jesus mandou-nos praticar o dar. Neste dia exalta-se o dar ou o receber?? Neste caso, trata-se do dia de receber. Exalta-se o “receber”. O dia do aniversário foi transformado no dia da exaltação e/ou satisfação do “eu” do aniversariante, um aprendizado e um induzimento ao egoísmo (busca da exaltação/satisfação do "eu"). Pode ser encarada como um exercício anual da supervalorização da “satisfação da vontade (desejo)” de um indivíduo , que passa a ser encarada e sentida como um direito deste, em detrimento da vontade de outros iguais. Neste dia, os demais humanos elevam o aniversariante acima dos demais humanos presentes. Neste dia ele recebe presentes, honrarias e louvores dos humanos presentes e fazem-no sentir-se especial. Todos se empenham em agradar ao aniversariante, atendendo às vontades (desejos) deste; uma verdadeira veneração ao desejo do “eu”. Neste dia o "eu" é ESPECIAL, o "eu" é induzido a sentir-se acima dos outros. Se nos outros dias ele é tratado como um inferior ou um igual, neste dia ele é tratado como um “especial”. Neste dia ele é induzido a crer que tem mais direitos que os demais. Neste dia, ou ele realiza, ou outros se empenham e realizam os desejos dele, as vontades dele. De quantos mais aniversários o "eu" participar, maior induzimento ao egoísmo (exaltação/satisfação do "eu"), haverá nele.

Lembra-se dos rituais de exaltação praticados diante do aniversariante??

Estes são os rituais que o aniversariante será exitado a ficar aguardando de todos ao redor dele.

Ele pensará: Todos os que gostam de mim praticarão o ritual da minha exaltação.

Todos os que me amam praticarão o ritual da minha exaltação.

Se alguém que ele vê como importante, não participa do ritual de exaltação dele, ele poderá ter diversas reações depois de rebaixar o valor que esta pessoa tinha diante dele.

Ele é o centro das atenções. Em alguns casos, passa a ser o reinado da vontade individual, pelo menos por um dia. Depois de algumas de tais celebrações, o indivíduo passa a ter aquele dia como o dia em que ele tem o DIREITO de satisfazer seus desejos, um dia de rei. Ele espera por este dia. Ele espera receber coisas neste dia. Alguns se sentem com o direito de receber as coisas que deseja. Se neste dia ele não receber o que espera, ele poderá ficar aborrecido, frustrado e até mesmo violento. Quanto mais poder tiver este indivíduo mais perigoso será para seus semelhantes humanos. Ele espera que neste dia todos o agradem. Os dois exemplos de aniversários citados na Bíblia não deixam qualquer dúvida quanto a este perigo, pois em cada caso, uma vida humana foi retirada. O induzimento ao egoísmo é tão perigoso quanto o induzimento a violência. Em ambos os casos, a "vida", o valor da vida é rebaixado. O egoísmo se apresenta em diversas facetas da nossa vida.
Não reconhecer a obrigação da pessoal desvalorização “consciente e voluntária” da importância dada à satisfação de desejos do “eu” (direitos do “eu”), ou seja, em resumo, não negar a si mesmo, nos impedirá de seguir o exemplo perfeito de Jesus.


A filosofia de vida ensinada e vivida por Jesus no dia a dia revela ser oposta ao que é ensinado ao aniversariante. Trata-se de um caminho oposto.


Conseguimos imaginar Jesus participando ativamente de uma festa organizada para comemorar o seu aniversário?? Podemos imaginar Jesus desejando receber enaltecimento neste dia?? Podemos imaginar Jesus desejando receber presentes neste dia?? Podemos imaginar Jesus ficando decepcionado por não receber um determinado presente ou a atenção de determinada pessoa neste dia?? Podemos imaginar Jesus acumulando coisas recebidas?? Bem, somente quem não conhece a Jesus é que poderia vê-lo comemorando seu próprio aniversário. Esta e muitas outras coisas que os humanos consideram como normal e certo, não eram praticadas por Jesus.

Que sentimento está sendo colocado e nutrido no coração do humano?? Será a VAIDADE?? O que é a vaidade?? Assim define certo dicionário:


VAIDADE s.f. Desejo imoderado de chamar atenção, ou de receber elogios: gasta bilhões por mera vaidade. / Idéia exageradamente positiva que alguém faz de si próprio; presunção, fatuidade, gabo: não teria a vaidade de intitular-se sábio. / Coisa vã, fútil; futilidade. / Alarde, ostentação, vanglória.


Não aceito a glória de homens” – Jesus revelou-nos o seu interior. Ele não tinha este desejo, tão comum aos demais humanos.

(João 5:41-42) .... 41 Não aceito glória de homens, 42 mas eu bem sei que não tendes em vós o amor de Deus.


Assim verte a Tradução Brasileira: (João 5:41-42) 41 Não recebo glória dos homens, 42 mas eu vos conheço e sei que não tendes em vós o amor de Deus.




Será que eu tenho o desejo de ser exaltado em uma festa de aniversário?? Será que eu tenho o desejo de ser especial neste dia, de ser tratado como alguém especial?? Será que eu tenho o desejo de que todos se lembrem de mim neste dia?? Será que eu desejo ser ovacionado?? Quão importante é para mim o dia do meu aniversário?? Desejo ser lembrado e presenteado neste dia?? Será que eu tenho inveja daquele que recebeu tal honraria?? Bem, se eu ainda tenho este desejo, o que devo fazer?? Que desejo eu vou provocar em meu semelhante?? Será que é o desejo de ter uma festa igual a minha, de ser tratado assim com eu fui e de ter um dia igual ao meu?? Não tem ele o mesmo direito de ser tão especial quanto eu fui naquele dia??


Não é assim nasce a competição e nasce a busca para ser “tão especial” quanto o outro foi??


Somente a “palavra” pode mudar este teu desejo. É preciso aceitar a “palavra” antes que as consequências nos mostrem o porque da “palavra”. A “palavra” é para a nossa própria proteção. A “palavra” objetiva proteger a “chama da vida”.

Mas lembre-se, mesmo que você ainda tenha este sentimento, Jeová e Jesus não o veem como um obstáculo a ser eliminado. Eles continuam a vê-lo como um “eu” que precisa ser ensinado. Por isto há a necessidade do uso constante do “perdão”.


Do ponto de vista de Jeová, o erro, o pecado, é praticado primeiro no coração, para depois e somente depois, ser materializado em atos reais, visíveis ou audíveis ao humano.



Trazendo a atenção que a obediência está intimamente relacionada com o coração, a sede de comando da motivação, o berço da motivação, o útero da motivação, nosso Sábio Instrutor Jesus trouxe a atenção algo inédito. As palavras saídas de sua boca foram:

(Mateus 5:27-28) 27 “Ouvistes que se disse: ‘Não deves cometer adultério.’ 28 Mas eu vos digo que todo aquele que persiste em olhar para uma mulher, a ponto de ter paixão por ela, já cometeu no coração adultério com ela.

Tiago, discípulo de Jesus e nosso irmão, tempos depois expressou o seu entendimento sobre esta questão, nas seguintes palavras:

(Tiago 1:14-15) 14 Mas cada um é provado por ser provocado e engodado pelo seu próprio desejo. 15 Então o desejo, tendo-se tornado fértil, dá à luz o pecado; o pecado, por sua vez, tendo sido consumado, produz a morte.

A conclusão lógica que foi trazida a atenção por nosso Sábio Instrutor Jesus é que para o Criador Jeová, do ponto de vista do nosso Todo-Sábio Criador, o pecado se configura muito antes de ser consumado, de ser praticado, de se tornar um fato material. É verdade que o desejo de torná-lo real pode ser refreado pelo medo da punição, no entanto, já existe o pecado. Com o passar do tempo, quando surgir a oportunidade propícia ou a condição mais propícia, quando a vontade se tornar mais forte que o medo, ou mesmo no insuportável calor da tribulação, dar-se-á vazão ao desejo.

Como vou morrer mesmo, então vou dar vazão as minhas palavras ou minhas ações” - ao estar diante da morte, assim racionará aquele que refreia-se do pecado por medo da morte.


Do mesmo modo, em relação a questão de obedecer a ordem de não assassinar por medo da merecida punição, nosso Sábio Instrutor Jesus, de forma inédita, traz a atenção a solução definitiva para o não cometimento do ato de assassinato .

(Mateus 5:21-22) 21 “Ouvistes que se disse aos dos tempos antigos: ‘Não deves assassinar; mas quem cometer um assassínio terá de prestar contas ao tribunal de justiça.’ 22 No entanto, digo-vos que todo aquele que continuar furioso com seu irmão terá de prestar contas ao tribunal de justiça; mas, quem se dirigir a seu irmão com uma palavra imprópria de desprezo terá de prestar contas ao Supremo Tribunal; ao passo que quem disser: ‘Tolo desprezível!’, estará sujeito à Geena ardente.


Continuar furioso, significa alimentar a fúria , produzir e adubar um solo, tornando-o fértil para a semente da fúria produzir uma frondosa árvore, que mais cedo ou mais tarde produzirá os frutos próprios da fúria, isto é, a violência. Nosso Sábio Instrutor Jesus nos chama a atenção, que um dos frutos da fúria é se dirigir a seu irmão com palavra imprópria de desprezo. Ir mais longe seria dizer "tolo desprezível". Em ambos os casos, estaria plantando a fúria no coração de outra pessoa, estaria induzindo outra pessoa ao erro, erro que já existe dentro daquele que continuou furioso. Além disso, revela a existência do sentimento de superioridade em relação àquela outra pessoa. Revela a desvalorização que se dá àquela pessoa. O caso de Davi com seu irmão Simei é um exemplo clássico prático do que Jesus queria nos mostrar. Davi continuou furioso com seu irmão durante um longo tempo, gerando ao final o fruto esperado, a satisfação do desejo de Davi - a morte para o idoso Simei. O caso Davi e Simei, sua motivação, também é analisado em Jesus é autoridade.



DEPOIS DO PAI PREPARAR UM SABOROSO E NUTRITIVO PRATO PARA SEU FILHO, O FILHO PERGUNTA PARA SEU PAI: O QUE VOU GANHAR SE EU COMER TUDO? O que esta pergunta revela a respeito do filho? Revela o total desconhecimento do filho a respeito da necessidade do seu organismo, não revela?? Sim, é isto o que revela.







ELES QUERIAM UMA RECOMPENSA POR FAZER O QUE É CERTO E NORMAL?? Sim, queriam.


O que Jesus mandou fazer era “certo e normal” NA MENTE DE JESUS, no entanto, NA MENTE DOS APÓSTOLOS, estas coisas ainda não eram as coisas certas e normais de se fazer.

Eles estavam conversando sobre a riqueza, sobre ser rico, sobre possuir coisas materiais, sobre manter a posse de coisas materiais como terras, casas, grandes safras, celeiros, muitas mudas de roupas, muitos pares de sandálias, etc,.... Se empenhar para ter tais coisas, nem que fosse o mínimo, era considerado como normal e natural.

Excetuando as roupas, Jesus não tinha nenhuma destas coisas; Jesus não tinha nada. Jesus os deixou assombrados quando lhes disse: “É mais fácil um camelo passar pelo orifício de uma agulha do que um rico entrar no reino de Deus”.

Ora, se não haverá riquezas, então o que haverá para nós??

Os apóstolos queriam saber o que GANHARIAM por seguir a Jesus. Que LUCRO há para os que obedecem?? Em certa ocasião Pedro perguntou a Jesus: O que haverá para nós por termos abandonado todas as coisas e seguido a você?? Será que para obedecer a Jesus o “eu” tem de ganhar alguma coisa?? Será que o “eu” tem de ganhar alguma coisa para poder obedecer?? Neste caso, o “eu” deseja uma recompensa por obedecer. Mas, por que o “eu” estava desejando uma recompensa por obedecer?? Será que o motivo era o grande desejo de não fazer o que foi mandado fazer?? Decerto, o “eu” ainda não compreendia o motivo benéfico de cumprir a ordem recebida. A resposta de Jesus a pergunta de Pedro foi a seguinte: (Mateus 19:27-29) 27 Pedro disse-lhe então, em resposta: “Eis que abandonamos todas as coisas e te seguimos; O QUE HAVERÁ REALMENTE PARA NÓS?” 28 Jesus disse-lhes: “Deveras, eu vos digo: Na recriação, quando o Filho do homem se assentar no seu glorioso trono, vós, os que me seguistes, também estareis sentados em doze tronos, julgando as doze tribos de Israel. 29 E todo aquele que tiver abandonado casas, ou irmãos, ou irmãs, ou pai, ou mãe, ou filhos, ou terras, por causa do meu nome, receberá muitas vezes mais e herdará a vida eterna.

QUE MOTIVAÇÃO APRESENTOU JESUS A SEUS APÓSTOLOS PARA QUE ESTES OBEDECESSEM ÀS SUAS ORDENS??

MEDO DE PUNIÇÃO?? ALGUMA RECOMPENSA ESPECIAL?? ALGUM ESPECIAL LUCRO PESSOAL??

AS PALAVRAS DE JESUS FORAM AS SEGUINTES:

(João 14:15) 15 Se me amardes, observareis os meus mandamentos; (João 14:21) 21 Quem tem os meus mandamentos e os observa, este é o que ME AMA. Por sua vez, quem me ama, será amado por meu Pai, e eu o amarei e me mostrarei claramente a ele.” (João 14:23-24) 23 Em resposta, Jesus disse-lhe: “Se alguém ME AMAR, observará a minha palavra, e meu Pai o amará, e nós iremos a ele e faremos a nossa residência com ele. 24 Quem NÃO ME AMA, não observa as minhas palavras; e a palavra que estais ouvindo não é minha, mas pertence ao Pai que me enviou.


Será que esta motivação será a melhor e a definitiva motivação para o “eu” obedecer a uma ordem dada a ele??





Se entendermos àquilo que nos é pedido, é mais fácil obedecer. Se tivermos a motivação correta em obedecer, não teremos um desejo interno de desobedecer assim que surgir uma oportunidade . Entretanto, caso surja alguma coisa que não compreendemos bem, o que fazer? Busquemos conhecer plenamente a Fonte da Vida a fim de sabermos o que Ele faria neste caso específico. Deixemos que a sensibilidade de um abnegado coração que busca amar a "vida" e a Fonte da vida guie nossa decisão até a plena compreensão. Todos os nossos semelhantes são "vida" a ser amada tanto quanto a nossa. Assim, quanto maior valor o “eu” der para sua vida, maior valor ele dará a qualquer outra vida. O amor à "vida" guiará a nossa decisão.

No ordenamento teocrático, nosso Criador Jeová é o nº. 1 em prioridade, eu e meu próximo somos o nº. 2. Esta é a universal forma de vida que leva à verdadeira felicidade, ao verdadeiro contentamento e à paz.

Significaria fazer pelo menos estas três perguntas antes de satisfazer um desejo qualquer.

1.      Atende primeiro ao objetivo do Criador Jeová para o qual fui projetado?

2.      Em que e como afetará o ‘meu próximo’, satisfazer este meu desejo? De alguma forma, coloca em risco a “vida” ou a “qualidade da vida”??

3.      Faria Jesus o mesmo?

Significa em todos os detalhes da vida, sempre abdicar amorosamente de desejos e coisas. Em relação ao próximo, significa que sempre tenho de amorosamente levar em conta que meu interesse está no mesmo patamar de prioridade e importância que o interesse do meu próximo.. Quando finalmente todos optarem pela abnegação amorosa, o que restará? O reinado da Teocracia.


Devo reconhecer que sou apenas um elo de um sistema, uma cadeia interdependente (vida), cuja estabilidade e continuidade dependem da minha abnegação, em favor dele (vida). No entanto, apenas "eu" sou responsável pelas minhas decisões. No futuro, quando devidamente informados, seremos cobrados individualmente. Sob a Teocracia, o "eu", primeiro, ama a fonte da vida, e segundo, ama a chama da vida. O "eu" sempre coloca em prioridade a chama da vida, não sua vida ou sua vontade, mas, coloca a vida de todos no mesmo nível, inclusive a sua. O "eu" ama a "chama da vida".

Uma sábia lição ainda está sendo ensinada a filhos nada sábios. O Pai também ensina sabiamente quão grande é a profundidade de seu amor a filhos nada sábios. O Criador nos ensina o que é Amar na sua forma perfeita. Mesmo que estes filhos se tornem inimigos, o Pai continua amando e demonstrando o seu verdadeiro amor. Os filhos não se tornam descartáveis por se encontrarem neste estado cego. Todos são recuperáveis. Nosso Sábio Instrutor disse que temos de fazer a mesma coisa se quisermos ser filhos. As palavras saídas da boca de Jesus foram:

(Mateus 5:43-45) 43 "Ouvistes que se disse: ‘Tens de amar o teu próximo e odiar o teu inimigo.’ 44 No entanto, eu vos digo: Continuai a amar os vossos inimigos e a orar pelos que vos perseguem; 45 para que mostreis ser filhos de vosso Pai, que está nos céus, visto que ele faz o seu sol levantar-se sobre iníquos e sobre bons, e faz chover sobre justos e sobre injustos.. . . (Lucas 6:35) 35 Ao contrário, continuai a amar os vossos inimigos e a fazer o bem, e a emprestar [sem juros], não esperando nada de volta; e a vossa recompensa será grande, e sereis filhos do Altíssimo, porque ele é benigno para com os ingratos e os iníquos.

A importância que a satisfação da minha vontade deve ter para mim está expressa na oração do Pai Nosso. Ali pedimos ao Pai: “Nosso Pai nos céus, santificado seja o vosso nome, venha a nós o vosso reino, seja feita a vossa vontade.

Quanto a importância que devemos dar a satisfação de nossa vontade, Jesus mostrou-nos o exemplo. Assim falou o nosso Instrutor:

(João 5:30) 30 Não posso fazer nem uma única coisa de minha própria iniciativa; assim como ouço, eu julgo; e o julgamento que faço é justo, porque não procuro a minha própria vontade, mas a vontade daquele que me enviou.

(João 6:37-38) 37 Tudo o que o Pai me dá virá a mim, e aquele que vem a mim, eu de modo algum enxotarei; 38 porque desci do céu, não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou.


Não procuro a minha própria vontade; desci do céu, não para fazer a minha vontade – estas afirmações de Jesus revelam uma disposição totalmente abnegada. Jesus fazia da vontade do Pai, a sua real vontade. Assim, ficou bem claro que o seguidor, o discípulo de Jesus, também tem de ter esta mesma disposição mental totalmente abnegada. Significa reconhecer que existimos para satisfazer a vontade do Pai e não estabelecermos vontades individuais diferentes da vontade do Pai.

Em uma sociedade como a nossa em que a satisfação da vontade individual é ensinada e idolatrada, fica mais difícil perceber o real benefício da abnegação. No entanto, vem a seguinte pergunta: “Com a busca da satisfação da vontade individual, o que ocorre quando minha vontade representa risco para a vontade de outro humano ou para a continuidade da vida deste”?? Este interessante assunto continua a ser analisado em seja feita a tua vontade.




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