PARAI DE JULGAR

Em pesquisa Alterado em 17/02/15





RELAÇÃO VALOR E ESTIMA

Uma pessoa desconhecida tinha um valor zero diante de mim, logo, minha estima por ela também era zero. Por que isto acontecia??

Ora, ela não havia feito nada de bom, nem nada de ruim aos meus olhos, e, em face disso ela tinha um valor zero.

Bem, esta pessoa fez algo admirável em favor de outra pessoa que eu tinha valor e estima igual a cinquenta. O que aconteceu?? Bem, esta pessoa passou a ter para mim um valor acima de zero e minha estima por ela também passou a estar acima de zero.

Agora esta mesma pessoa fez algo deplorável contra outra pessoa que eu tinha valor e estima igual a cinquenta. O que aconteceu??Bem, esta pessoa passou a ter para mim um valor abaixo de zero, e minha estima por ela também passou a estar abaixo de zero.

Na escala de valores, ficar abaixo de zero representa uma inimizade. Neste caso, toda pessoa à qual eu atribuo valores negativos e pela qual minha estima também é negativa, está na condição de inimigo.

O QUE É UM INIMIGO?? O que se faz com um inimigo??

Inimigo - Esta é a definição dada pelo dicionário Houaiss: indivíduo que tem ódio a outro, ou que lhe é antagônico, hostil

inimigo

adj. (1188-1230) 1 que se encontra em oposição, se mostra hostil; contrário, funesto, adverso <sorte i.> 2 que milita em campo contrário <forças i.> 3 relativo ou pertencente a grupo oposto <bandeira i.> n s.m. 4 indivíduo que tem ódio a outro, ou que lhe é antagônico, hostil <seu mais ferrenho i. é o irmão> 5 adversário militar (nação, força armada, unidade de combate) <o i. assediava a capital> 6 dir.int.púb cidadão do país beligerante 7 p.ext. adversário político, ideológico, religioso etc. <os dois deputados são velhos i.> 8 p.ext. aquele que sente aversão por ou é avesso a algo <i. das formalidades> 9 p.ext. aquilo que se opõe a algo <a pressa é i. da perfeição> 10 p.ext. infrm. o diabo ² i. alugado CE pessoa a quem se mata a mando de outrem • i. jurado inimigo declarado, que não se oculta ou dissimula • i. público indivíduo que se constitui em ameaça à ordem social ¤ gram nas acp. adj., sup.abs.sint.: inimicíssimo ¤ etim lat. inimícus,a,um 'inimigo, hostil, contrário etc.' ¤ sin/var como adj.: ver antonímia de favorável; como adj. e subst.: ver sinonímia de adversário; como subst.: ver sinonímia de diabo ¤ ant amigo; como adj.: ver sinonímia de favorável; como adj. e subst.: ver antonímia de adversário


O inimigo é todo aquele por quem se tem o sentimento de ódio e/ou por quem praticamos ações de hostilidade.

Hostil – esta é a definição dada pelo dicionário Houaiss: que revela agressividade; ameaçador; pouco acolhedor.

hostil

adj.2g. (sXV) 1 que manifesta inimizade; próprio de inimigo <uma multidão h.> <país h.> <atitude h.> 2 que revela agressividade; ameaçador <dirigia-se aos transeuntes de um modo h.> 3 que manifesta má vontade, mau humor; pouco acolhedor <recepção h.> 4 que se opõe a; adversário, contrário, desfavorável <um jornal h. às causas progressistas> <ele é h. à venda do imóvel> ¤ etim lat. hostílis,e 'do inimigo' ¤ sin/var ver sinonímia de adversário e malcriado ¤ ant ver antonímia de adversário e malcriado


Hostilizar – esta é a definição dada pelo dicionário Houaiss: tratar com agressividade; trocar agressão

hostilizar

v. (1706) 1 t.d. e pron. tratar com agressividade ou inimizade; trocar agressão; opor-se a ou opor-se mutuamente <nas ruas, o povo hostilizava francamente as forças policiais> <são duas nações que há décadas se vêm hostilizando> 2 t.d. revelar hostilidade para com (alguém ou algo); acolher mal <metade dos funcionários hostilizaram o novo administrador> 3 t.d. fazer guerra a; provocar dano; guerrear, prejudicar <h. os camelôs tornou-se prática da administração municipal> ¤ etim hostil + -izar


Inimigo é todo aquele que agredimos. A pessoa passa a ser vista por mim como um inimigo, logo, como uma pessoa a quem devo tratar com agressividade.

Agressividade – esta é a definição dada pelo dicionário Houaiss: disposição (espírito) para agredir …..objetivam prejudicar, destruir ou humilhar o outro.

agressividade

s.f. 1 qualidade, caráter ou condição de agressivo 2 disposição para agredir e/ou para provocar 3 espírito empreendedor; energia, atividade, combatividade 4 psicn segundo Sigmund Freud (1856-1939), conjunto de tendências presente em todos os indivíduos, que se manifesta em comportamentos reais ou fantasiosos que objetivam prejudicar, destruir ou humilhar o outro 5 psicn na teoria da psicanalista austríaca Melanie Klein (1882-1960), força que promove uma radical desorganização e fragmentação da psique 6 psicop forma de desequilíbrio que se caracteriza por uma constante hostilidade diante de outrem ¤ etim agressivo + -i- + -dade


Alguém perguntará: Ora, mas esta pessoa fez algo deplorável contra alguém que eu tenho em alta estima, não fez?? Sim, ela fez. Não Foi você quem fez, foi ela quem fez.

Neste caso, o que você fez??

Bem, você “julgou” tal pessoa.

Quando é que acontece o julgamento??

Acontece quando você “define” que aquela pessoa não é mais digna de ter a tua estima, pois você atribui a ela um baixo valor, ou seja, um valor abaixo do valor que você atribui a si mesmo e a outros que você tem alta estima e consideração.

O que percebemos??

Percebemos que o julgar acontece no coração do observador.

O julgar acontece no coração da vítima.

O julgar acontece no coração daquele que sente alta estima pela vítima.

Não praticamos agressividade contra aqueles que temos em alta estima, em alta consideração e nem contra aqueles que atribuímos um grande valor, não é mesmo??

Percebemos a importância do valor que atribuímos a nós mesmos e aos outros, não percebemos??

Dependendo deste valor que atribuímos aos outros, praticaremos estas ou aquelas ações para aquele próximo conhecido ou desconhecido.

Praticaremos contra aquele próximo, ações que não praticamos com aqueles a quem atribuímos um alto valor e que temos em alta estima e consideração.

Fica estabelecida a diferença, não fica??

Aquele próximo mudou diante de nossos olhos, não mudou??

Os nossos sentimentos mudaram em relação àquele próximo, não mudaram??

Então, aconteceu o julgamento.

Definimos no nosso interior o novo lugar que aquele próximo passou a ocupar, ou seja, um lugar bem abaixo em relação àqueles por quem temos uma alta estima e consideração..



Em uma colônia só de leprosos, deve um leproso individualmente sentir-se superior a seus outros companheiros leprosos? Deveriam formar grupos de leprosos e acharem-se superiores a outros grupos, condenando outros leprosos pelo simples fato de serem leprosos? Deveriam competir e matarem-se visando acabar com os "leprosos assim" ou "leprosos assado"? Sendo todos os leprosos irmãos, existe qualquer lógica neste ambiente de animosidade mútua? Devemos dizer: ele não é meu irmão pois é leproso? O que poderia corrigir tais sentimentos? A "lepra" é o pecado.



A clara "ordem" de Jesus a seus seguidores foi: (Mateus 7:1-2) 7 “PARAI DE JULGAR , para que não sejais julgados; 2 pois, com o julgamento com que julgais, vós sereis julgados; e com a medida com que medis, medirão a vós. (Lucas 6:37) 37 “Além disso, PARAI DE JULGAR , e de modo algum sereis julgados; e PARAI DE CONDENAR, e de modo algum sereis condenados. Persisti em livrar, e sereis livrados.
Com estas palavras, nosso instrutor deixa bem claro o estado de igualdade existente entre todos. Fica também claro que o aluno de Jesus não está autorizado a julgar, muito pelo contrário, está terminantemente proibido de fazê-lo.


Assim verte a Tradução Brasileira: (Mateus 7:1-2) 1 NÃO JULGUEIS, para que não sejais julgados; 2 porque com o juízo com que julgais, sereis julgados; e a medida de que usais, dessa usarão convosco. (Lucas 6:37) 37 NÃO JULGUEIS, e não sereis julgados; NÃO CONDENEIS, e não sereis condenados; perdoai, e sereis perdoados;


Assim verte a Tradução Almeida: (Mateus 7:1-2) 1 NÃO JULGUEIS, para que não sejais julgados. 2 Porque com o juízo com que julgais, sereis julgados; e com a medida com que medis vos medirão a vós. (Lucas 6:37) 37 NÃO JULGUEIS, e não sereis julgados; NÃO CONDENEIS, e não sereis condenados; perdoai, e sereis perdoados.



JULGAR - O que é julgar?? Esta é a definição dada por certo dicionário (Houaiss): Na qualidade de JUIZ ou ÁRBITRO, emitir um parecer, que se torna uma decisão a ser obedecida.

julgar

v. (1273) 1 t.d.int. tomar decisão, deliberar na qualidade de juiz ou árbitro <j. um processo> <j. de modo imparcial> 1.1 rg.mt. jur pronunciar sentença (de condenação ou de absolvição); sentenciar <j. um criminoso> <o júri julgou-o inocente> <o júri julgou-os ao desterro> <não poderia j. sem provas> 2 rg.mt. formar conceito, emitir parecer, opinião sobre (alguém ou algo) <j. um escritor> <julgaram dele em função de seus comentários> <a história ainda o julgará merecedor de glórias> <não se deve j. levianamente> 3 t.d. e t.d.pred. considerar; decidir <julgaram que o melhor era desistir> <julgaram tolo o seu parecer> 4 t.d. e pron. supor(-se), imaginar(-se), considerar(-se) <julgou que lhe dariam uma resposta afirmativa> <julga-se mais inteligente do que é> gram a respeito da conj. deste verbo, ver -ulgar etim lat. judìcó,as,ávi,átum,áre 'sentenciar, avaliar, ponderar' sin/var ver sinonímia de achar, acreditar e deliberar



CONDENAR – Esta é a definição dada por certo dicionário (Houaiss): Declarar culpado de pecado; imputar culpa; impor uma penalidade (uma pena).

condenar

v. (1266) 1 t.d. e pron. declarar(-se) ou reconhecer(-se) culpado; imputar(-se) culpa <condena-o por abandoná-la> <não se condene por isso> 2 t.d.bit. jur proferir (um juiz) sentença ou decisão definitiva reconhecendo a culpa de <c. uma adúltera (à execração pública)> <c. um assassino (à prisão perpétua)> 3 t.d.bit. jur impor (o juiz ou o tribunal do júri) uma pena a <o júri condenou o réu (a dez anos de prisão)> 4 t.d. declarar ou demonstrar o risco de <a prefeitura condenou as casas construídas nas encostas> 5 t.d. declarar ilegal (ato, procedimento etc.) <a lei condena o peculato> 6 t.d. declarar (alguém ou algo) censurável ou não conforme às regras, valores coletivos etc. <c. o comportamento da juventude> 7 t.d. interditar ou proscrever o uso de (algo não conforme a uma ortodoxia) <c. uma heresia> 8 t.d. interditar o acesso a (algo ger. perigoso) <c. um navio, um edifício, um elevador> 9 t.d. ser um indício contra (algo ou alguém); incriminar <sua própria atitude condena-o por falta de seriedade> 10 t.d. julgar (doente) perdido ou declará-lo em estado desesperador <os médicos já a condenaram> 11 t.d.bit. e pron. p.ext. fig. impor(-se) uma obrigação ou castigo <o vício condena os homens (à degradação)> <condenou-se a subir de joelhos a escadaria da igreja> etim lat. condemno,as,ávi,átum,áre 'condenar, acusar etc.' sin/var acoimar, censurar, criticar, denunciar, desaprovar, glosar, incriminar, reprovar, tachar, verberar, vituperar; ver tb. sinonímia de obrigar, punir e antonímia de desculpar ant ver antonímia de aviltar e sinonímia de desculpar






Declarar uma pessoa culpada de pecado; imputar ao culpado uma penalidade; definir e declarar o que ela merece receber em face do seu pecado.


Aquele que emitiu uma decisão que tem de ser obedecida por outros, se colocou na condição de “juiz” ou árbitro.


Quando chamado para agir qual juiz ou qual árbitro entre dois humanos em face de uma disputa existente, na qual havia uma vítima, qual foi a decisão tomada por Jesus?? (Lucas 12:13-14) 13 Disse-lhe então um dos da multidão: “Instrutor, dize a meu irmão que divida comigo a herança.” 14 Ele lhe disse: “Homem, quem me designou juiz ou partidor sobre vós?...



Assim verte a Tradução Brasileira - (Lucas 12:13-14) 13 Um homem disse-lhe do meio da multidão: Mestre, manda a meu irmão que reparta comigo a herança. 14 Mas ele lhe respondeu: Homem, quem me constituiu juiz ou partidor entre vós?


Afinal, porque Jesus não ficou do lado daquele que se apresentou como vítima e contra àquele que o fazia de vítima?? Qualquer um humano ficaria do lado da vítima, ordenando que houvesse a justa partilha entre os irmãos. Devia usar o princípio da igualdade, não deveria?? Não era esta a coisa certa a fazer?? A vítima veio a mim solicitando a minha ajuda. Devo negar-me a lhe proporcionar a devida “justiça” para este caso?? Um justiceiro jamais se negaria a intervir. Certamente o justiceiro praticaria a “justiça”. Não podemos esquecer que a pessoa pediu que ele interviesse qual julgador da questão.


Jesus negou-se a ajudar a vítima a alcançar o desejo dela, ou seja, a justa partilha de bens. Estava havendo uma usurpação de um humano em relação a outro humano?? Sim, estava. E isto não fazia deste homem uma vítima?? Sim, fazia.


Seria Jesus uma pessoa insensível?? Todas as ações de Jesus revelaram a sua ampla sensibilidade, não revelaram??


Ao observar uma ação de comprovada agressão contra um escravo, que decisão tomou Moisés??

(Êxodo 2:11-12) 11 Sucedeu então, naqueles dias, tornando-se Moisés forte, que ele saiu, indo ter com seus irmãos para ver os fardos que levavam; e avistou certo egípcio golpeando certo hebreu dos seus irmãos. 12 Ele se virou então para um lado e para outro, e viu que não havia ninguém à vista. Golpeou então o egípcio e encobriu-o na areia.

Assim verte a Tradução Almeida:

(Êxodo 2:11-12) 11 Ora, aconteceu naqueles dias que, sendo Moisés já homem, saiu a ter com seus irmãos e atentou para as suas cargas; e viu um egípcio que feria a um hebreu dentre, seus irmãos. 12 Olhou para um lado e para outro, e vendo que não havia ninguém ali, matou o egípcio e escondeu-o na areia.


Tratava-se de uma ação de misericórdia para com a vítima?? Sim, Moisés passou a livrar a vítima daquela dor. Moisés passou a dar àquele egípcio, o que ele merecia, não é verdade??


Em situação similar, não devia Jesus agir da mesma forma?? Não devia tomar uma atitude em defesa das vítimas de opressão??


O que ficou bem claro?? Ficou bem claro que deliberar sobre uma questão entre duas pessoas, tornar-se um árbitro, definindo quem está certo e quem está errado, definindo quem é o justo e quem é o iníquo, é praticar uma ação de julgamento. É arbitrar na disputa existente. Jesus negou-se a arbitrar sobre disputas entre humanos. Jesus negou-se a dar uma decisão, que envolveria declarar alguém culpado e atribuir uma penalidade qualquer. Seja lá qual for a disputa, seja lá qual for o motivo da existência da vítima, o procurado terá que arbitrar, terá que apresentar um parecer em relação àquela situação, pronunciando um como justo o outro como iníquo, tornando assim um juiz para aqueles que o procuraram. Jesus não tomou um imediato partido, ficando do lado desta ou daquela vítima, nem sequer solicitou a presença das partes, visando ouvi-las e decidir segundo as afirmações das partes, aquele que era justo e aquele que era iníquo, passando também a determinar o que um deveria fazer em relação ao outro. Jesus não assumiu a posição de árbitro. No entanto, não era Jesus mais sábio do que Salomão?? (Mateus 12:42) 42 A rainha do sul será levantada no julgamento com esta geração e a condenará; porque ela veio dos confins da terra para ouvir a sabedoria de Salomão, mas, eis que algo maior do que Salomão está aqui.

Deveria Jesus usar a sabedoria para julgar as questões entre humanos?? Bem, Jesus negou-se a julgar questões entre humanos. Jesus podia julgar, podia ser um juiz ou um árbitro para aqueles humanos?? Sim, ele podia, pois além da capacidade, ele tinha o livre-arbítrio. Então, porque Jesus negou-se a arbitrar questões existentes de humanos para humanos?? Que diretriz obedecia Jesus??


Todos os reis anteriores desejavam ter a sabedoria de julgar as questões entre os humanos. Não foi este o pedido de Salomão??


(1 Reis 3:10-12) 10 E esta coisa agradou aos olhos de Jeová, por Salomão ter pedido tal coisa. 11 E Deus prosseguiu, dizendo-lhe: “Visto que pediste tal coisa e não pediste para ti muitos dias, nem pediste para ti riquezas, nem pediste a alma dos teus inimigos, e pediste para ti entendimento, a fim de ouvir pleitos judiciais, 12 eis que certamente farei segundo as tuas palavras. Eis que certamente te darei um coração sábio e entendido, de modo que antes de ti não veio a haver ninguém igual a ti e depois de ti não se levantará quem te seja igual.


Salomão passou a julgar questões entre humanos. Uma delas é bem conhecida e elogiada. Ele tornou-se um árbitro entre duas mulheres.

Assim se fez registrar:

(1 Reis 3:23-28) 23 Finalmente, o rei disse: “Esta diz: ‘Este é meu filho, o vivo, e teu filho é o morto!’, e aquela diz: ‘Não, mas o teu filho é o morto e o meu filho é o vivo!’” 24 E o rei prosseguiu, dizendo: “Trazei-me uma espada.” Assim, trouxeram a espada perante o rei. 25 E o rei passou a dizer: “Cortai o menino vivo em dois e dai uma metade a uma mulher e a outra metade à outra.” 26 Imediatamente, a mulher cujo filho era o vivo disse ao rei (pois as suas emoções íntimas estavam agitadas para com o seu filho, de modo que disse): “Perdão, meu senhor! Dai-lhe o menino vivo. De modo algum o entregueis à morte.” Enquanto isso, a outra mulher dizia: “Não se tornará nem meu nem teu. Fazei o corte!” 27 Então respondeu o rei e disse: “Dai-lhe o menino vivo e de modo algum o deveis entregar à morte. Ela é sua mãe.” 28 E todo o Israel chegou a ouvir a decisão judicial que o rei havia proferido; e ficaram temerosos por causa do rei, pois viram que havia nele a sabedoria de Deus para executar decisões judiciais.


Outros reis agiam quais árbitros nas questões trazidas a ele. O objetivo de levarem as questões aos reis era para que eles agissem quais juízes.


Quando o povo tomou a decisão de ter um rei humano, o que afirmaram??


(1 Samuel 8:4-5) 4 Reuniram-se então todos os anciãos de Israel e vieram a Samuel, a Ramá, 5 e disseram-lhe: “Eis que tu mesmo ficaste velho, mas os teus próprios filhos não têm andado nos teus caminhos. Agora, designa-nos deveras um rei para nos julgar, igual a todas as nações.”

Os reis davam as suas decisões judiciais, estabeleciam o que era certo e errado e definiam as regras para o dia a dia do povo. O rei também agia qual árbitro entre disputas existentes entre seus súditos. Desta forma, a palavra do rei era a palavra final.


Moisés havia dado o seguinte mandamento para o povo:


(Deuteronômio 16:18) 18 “Deves constituir para ti juízes e oficiais dentro de todos os teus portões que Jeová, teu Deus, te dá segundo as tuas tribos, e eles têm de julgar o povo com julgamento justo.


Cumprindo este mandamento de Moisés eles constituíram juízes dentro de todos os portões. Os juízes arbitravam nas disputas entre os israelitas. Tudo parecia estar dentro da normalidade. Foi concedida autoridade a alguém para ele arbitrar e ele estava arbitrando.


ÁRBITROEsta é a definição dada por certo dicionário (Houaiss):

árbitro

s.m. (sXIII) 1 jur aquele que, por acordo das partes interessadas ou designação de tribunal, é indicado para dirimir uma questão; mediador, juiz <a determinação do á. foi sábia> 2 autoridade suprema; soberano <o Estado é o á. da guerra e da paz> 3 fig. aquilo ou aquele que se apresenta ou é visto como padrão a ser seguido <comportava-se como um á. das boas maneiras> 4 desp aquele que faz cumprir, numa competição ou disputa, as regras estabelecidas para a modalidade de esporte que está sendo praticada; juiz <á. de futebol> etim lat. arbìter,tri 'testemunha', donde 'juiz', p.ext., 'senhor do destino das pessoas' par arbitro (fl.arbitrar); árbitra(f.), árbitras(f.pl.) / arbitra, arbitras (fl.arbitrar)


Uma pergunta não quer calar: Precisa o ser humano que outro ser humano seja escolhido para fazer cumprir as regras já estabelecidas??


Ao final, as partes deveriam obedecer à decisão tomada pelo árbitro. A vítima dirá: Viu o que ele disse?? Viu, você tem de obedecer à decisão do árbitro. Assim, o árbitro passa a fazer valer as regras estabelecidas para aquele caso. Ao final, o juiz, aquele que faz cumprir as regras estabelecidas, usará a sua autoridade concedida pelas partes, para que se faça cumprir tais regras.


Aquele que emitiu o parecer se tornou um juiz ou árbitro, não se tornou?? Nenhuma dúvida.


No entanto, o que fez Jesus??


Neste caso em questão, Jesus apresentou a “diretriz do Pai” e deixou que as pessoas decidissem se seguiriam à diretriz ou não. Assim, Jesus afirmou: (Lucas 12:15) 15 Então lhes disse: “Mantende os olhos abertos e guardai-vos de toda sorte de cobiça, porque mesmo quando alguém tem abundância, sua vida não vem das coisas que possui.”


Assim verte a Tradução Brasileira: (Lucas 12:15) 15 Disse ao povo: Olhai e guardai-vos de toda a avareza, porque a vida de um homem não consiste na abundância das coisas que possui.


Na verdade, os dois homens revelavam ser culpados do mesmíssimo pecado, ou seja, a cobiça.


Suponhamos agora que chegue até alguém uma mulher. Ela está cheia de hematomas e chorando. Ela pede: Senhor, faça algo por mim, pois o meu marido me bateu. O que devo fazer?? Reunir um grupo de pessoas e espancá-lo também?? Mandar que ela o deixe?? Chamar a polícia para prendê-lo?? Passar a vê-lo como um inimigo?? Devo ficar do lado da vítima, não devo?? O que devo fazer??


Será que devo apresentar-lhe à “diretriz do Pai” que foi retransmitida por Jesus e deixá-la tomar a decisão de acordo com o seu livre-arbítrio?? A diretriz é a seguinte: (Mateus 6:14-15) 14 Pois, se perdoardes aos homens as suas falhas, também o vosso Pai celestial vos perdoará; 15 ao passo que, se não perdoardes aos homens as suas falhas, tampouco o vosso Pai vos perdoará as vossas falhas.

Assim verte a Tradução Brasileira: (Mateus 6:14-15) 14 Pois se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celestial vos perdoará; 15 mas se não perdoardes aos homens, tão pouco vosso Pai perdoará as vossas ofensas.


Afinal de contas, porque este homem estava espancando a sua esposa?? Não se tratava de “ausência” de perdão??


Tomaria Jesus o partido da vítima, ficando contra àquele que a vitimou?? Não, Jesus não se tornaria um árbitro, não se tornaria um juiz, não arbitraria na questão.


O árbitro emite o seu parecer que passa a ser uma decisão para os envolvidos, envolvidos que o procuraram, passando todos os envolvidos a obedecer àquela decisão, que passa a ter o peso de uma decisão judicial.


Geralmente, um juiz faz questão que a sua decisão judicial seja obedecida por todos. Por vezes a penalidade está prevista em uma lei. Outras vezes, ele cria uma penalidade pelo não cumprimento de sua decisão judicial.


Do lado oposto à ordem de Jesus, aliás, ordem do Pai, retransmitida por Jesus, “PARAI DE JULGAR, PARAI DE CONDENAR, NÃO JULGUEIS, NÃO CONDENEIS, temos a seguinte decisão pessoal em relação a um pecador qualquer: Ela é uma pessoa indigna de valor, de estima e de atenção.

Em lugar de ficar observando o que outros fazem de errado, em lugar de procurar erro nos outros, temos de fixar nossa atenção naquilo que estamos fazendo, para termos certeza se Jeová considera certo aquilo que nós estamos fazendo.


Temos de comparar o que fazemos com aquilo que Jesus fez para sabermos se é o certo ou se é o errado.


Jesus, antes de ascender aos céus, deu a seguinte "ordem" a todos os seus seguidores: (Mateus 28:18-20) 18 E Jesus, aproximando-se, falou-lhes, dizendo: “Foi-me dada toda a autoridade no céu e na terra. 19 Ide, portanto, e fazei discípulos de pessoas de todas as nações, batizando-as em o nome do Pai, e do Filho, e do espírito santo, 20 ensinando-as a observar TODAS as coisas que vos ORDENEI. E eis que estou convosco todos os dias, até à terminação do sistema de coisas.”





"Parai de julgar" também é uma "ordem". Esta também é uma ordem tão imperativa quanto "ide e fazei discípulos", muito embora, nem tanto obedecida. "Parai de condenar" também é uma ordem. Da mesma boca que saiu a ordem de “ide e fazei discípulos”, também saiu a ordem de “parai de julgar, parai de condenar”. Quando nossos irmãos antepassados, os católicos e demais protestantes (católicos dissidentes) saíram a fazer discípulos, não levaram a sério a ordem de não julgar e não condenar. A história já registrou seus atos de fé, dos quais se orgulhavam enquanto os praticavam ao julgarem e aplicarem suas penalidades.

Embora neste século os registros sejam diferentes, a obediência a ordem de "parai de julgar" continua pendente de ser obedecida. A quase unanimidade dos seguidores de Cristo ainda se julgam superiores aos não cristãos, além de grupos de cristãos se considerarem superiores a outros grupos de cristãos. Sempre é "neles" que se cumprem as profecias condenatórias e em nós que se cumprem as bondades. Nós somos os verdadeiros, os fiéis e eles os falsos, os infiéis, passando a acusá-los de reais pecados cometidos. Eles não têm valor – é o geralmente afirmam.


Parece que nos foge da percepção que o "justo" é aquele que não apresenta o menor vestígio de iniquidade
todo o tempo. A margem da iniquidade é entre 0% e 99,99% de justiça, enquanto a justiça só é justiça quando se apresentar com 0% de iniquidade e permanecer assim. Tendes de ser perfeitos, assim como vosso Pai - assim falou Jesus.

O humano quer se valorizar por obras que ele humano acha ser mais importante. Jesus sabia dessa tendência humana da valorização do muito pouco que se faz, conjugada com a desvalorização do que outros fazem, ao assim falar: (Lucas 18:9-14) 9 Mas, ele contou a seguinte ilustração também a alguns que confiavam em si mesmos como sendo justos e que consideravam os demais como nada: 10 "Dois homens subiram ao templo para orar, um sendo fariseu e o outro cobrador de impostos. 11 O fariseu estava em pé e começou a orar as seguintes coisas no seu íntimo: ‘Ó Deus, agradeço-te que não sou como o resto dos homens , extorsores, injustos, adúlteros, ou mesmo como este cobrador de impostos. 12 Jejuo duas vezes por semana, dou o décimo de todas as coisas que adquiro.’ 13 O cobrador de impostos, porém, estando em pé à distância, não estava nem disposto a levantar os olhos para o céu, mas batia no peito, dizendo: ‘Ó Deus, sê clemente para comigo pecador.’ 14 Digo-vos: Este homem desceu para sua casa provado mais justo do que aquele homem; porque todo o que se enaltecer será humilhado, mas quem se humilhar será enaltecido."


Confiar em si mesmo como sendo justo é o passo inicial antes do cometimento do pecado da soberba.


CONFIAR EM SI MESMO COMO SENDO JUSTO É IGUAL A APROVAR A SI MESMO.


O soberbo diz no íntimo (no coração):Eles são indignos de valor, de estima e de atenção. O iníquo é indigno de valor, de estima e de atenção”.

O iníquo apenas reconhecia:Pai, eu sou iníquo; por favor, seja clemente comigo”. Isto é humildade.

Reconhecer que é pecador, reconhecer a própria iniquidade é contado como justiça, como justiça maior que muitas obras das quais muitos homens se orgulham de estar praticando. Se achar ou afirmar que não é como o resto dos homens é se enaltecer. Isto é soberba. Isto é altivez. O altivo compara suas boas obras com as obras de outros e se vê acima destes outros.

O sentimento se transforma em palavras; o sentimento se transforma em ações.


Não era o “fariseu” que era soberbo. Qualquer humano que tiver este mesmo sentimento de superioridade em relação a qualquer pecador é um soberbo.

Ele vê a si mesmo como melhor do que outros humanos. Ele encontra motivos plenamente válidos para chegar a esta conclusão. A outra pessoa pode ter cometido muito mais pecados do que ela, por exemplo.

Aquele que se julga justo, que se sente superior a outros humanos pecadores, aquele que julga outros humanos como merecedores da morte eterna em face dos reais pecados cometidos por estes, enquanto afirma merecer melhor sorte, está repetindo os sentimentos dos fariseus. Como Jeová vê este que se julga justo, se enaltecendo sobre outros humanos? Jesus nos responde: (Lucas 16:15) 15 Conseqüentemente, ele lhes disse: "Vós sois os que vos declarais justos perante os homens, mas Deus conhece os vossos corações; porque aquilo que é ALTIVO entre os homens É UMA COISA REPUGNANTE À VISTA DE DEUS.


O altivo receberá a humilhação como recompensa. Por isso Jesus repreende os altivos: (Lucas 14:7-11) 7 Prosseguiu então a contar aos convidados uma ilustração, ao notar como eles escolhiam os lugares mais destacados para si mesmos, dizendo-lhes: 8 "Quando fores convidado por alguém para uma festa de casamento, não te deites no lugar mais destacado. Talvez ele tenha convidado ao mesmo tempo alguém mais distinto do que tu, 9 e aquele que te convidou venha com ele e te diga: ‘Deixa este homem ter o lugar.’ Então principiarás com vergonha a ocupar o lugar mais baixo. 10 Mas, quando fores convidado, vai e recosta-te no lugar mais baixo, para que, quando vier o homem que te convidou, te diga: ‘Amigo, vai mais para cima.’ Então terás honra na frente de todos os que contigo foram convidados. 11 Porque todo aquele que se enaltecer será humilhado, e aquele que se humilhar será enaltecido."


O altivo se sente e se vê como estando acima dos demais à sua volta; se sente como tendo mais valor que os demais. Consequentemente, ele sente repugnância pelos pecadores. Ele sente desprezo pelos iníquos. Ele desdenha os iníquos. Também, consequentemente, Jeová passa a ver o altivo com os mesmos olhos que o altivo vê os demais à sua volta. Assim, Jeová está trazendo de volta sobre o altivo os próprios sentimentos que o altivo tem por outras pessoas. Trazer o seu próprio procedimento sobre sua própria cabeça – esta é a promessa de Jeová. Vou fazê-lo sentir o menosprezo que ele impôs ao seu semelhante. Menosprezo é o que sente a pessoa que é desprezada.

Isto não significa que o Pai Jeová passe a sentir repugnância por este filho, pois o Pai Jeová é Santo, e exatamente por ser Santo é que o Pai Jeová não tem este tipo de sentimento em Seu coração.


MENOSPREZADOEsta é a definição dada por certo dicionário (Houaiss):

menosprezado

adj. (sXIV) que se menosprezou 1 diminuído em valor, qualidade, virtude; depreciado <um artista m.> 2 a quem se dedica sentimento de desprezo, de desconsideração; desestimado, desprezado <a menina m. fugiu de casa> 3 que não foi levado em conta; considerado ou tratado com desdém; desprezado, desdenhado <conselhos m.> etim part. de menosprezar



Trata-se de violência psicológica que pode levar à depressão e a morte.


Na nossa condição real de imperfeição, todos sem exceção, erramos muito. Tudo o que fazemos está impregnado de erros. TUDO que fazemos é impuro. As palavras saídas da boca de nosso Criador Jeová foram: (Ageu 2:10-14) 10 No vigésimo quarto [dia] do nono [mês], no segundo ano de Dario, veio a haver a palavra de Jeová para Ageu, o profeta, dizendo: 11 “Assim disse Jeová dos exércitos: ‘Por favor, pergunta aos sacerdotes a respeito [da] lei, dizendo: 12 “Se um homem levar carne sagrada na aba da sua veste e ele realmente tocar com a [aba da] sua veste em pão, ou cozido, ou vinho, ou azeite, ou em qualquer tipo de alimento, tornar-se-á este santo?”’” E os sacerdotes passaram a responder e a dizer: “Não!” 13 E Ageu prosseguiu, dizendo: “Se alguém que ficou impuro por uma alma falecida tocar em alguma destas coisas, tornar-se-á ela impura?” Os sacerdotes, por sua vez, responderam e disseram: “Tornar-se-á impura.” 14 Concordemente, Ageu respondeu e disse: “‘Assim é este povo e assim é esta nação diante de mim’, é a pronunciação de Jeová, ‘e assim é TODO o trabalho das suas mãos e TUDO o que apresentam ali. É IMPURO.

Carregar coisas sagradas não nos transforma em puros, não nos transforma em santos. Se não tivermos o cuidado necessário, poderemos impregnar de impureza as coisas sagradas que carregarmos.

Enquanto não tivermos plena consciência deste fato, poderemos nos achar melhores que outros e que nossos atos de adoração são melhores do que aqueles apresentados por outros. Na verdade nossos atos são tão impuros quanto os atos dos outros. O perfeitamente puro é 100% puro, "nunca" apresentando qualquer variação, entretanto, o que apresentamos para Jeová varia de 1% à 99%, talvez 100% de impureza. Quando nos sentimos no nosso íntimo melhores que outros, já estamos cometendo o pecado da SOBERBA. Ora, se no íntimo já é pecado, quanto mais o será externar tal sentimento. Pior será se passarmos a humilhar nossos semelhantes na presença ou na ausência deles ou mesmo usarmos palavras de desprezo. (Mateus 5:21-22) 21 "Ouvistes que se disse aos dos tempos antigos: ‘Não deves assassinar; mas quem cometer um assassínio terá de prestar contas ao tribunal de justiça.’ 22 No entanto, digo-vos que todo aquele que continuar furioso com seu irmão terá de prestar contas ao tribunal de justiça; mas, quem se dirigir a seu irmão com uma palavra imprópria de desprezo terá de prestar contas ao Supremo Tribunal; ao passo que quem disser : ‘Tolo desprezível!’, estará sujeito à Geena ardente.

Dirigir uma palavra de desprezo e dizer "tolo desprezível" é mais grave que assassinar. Este é o ponto de vista de Jeová e Jesus veio nos dizer isto, além de mostrar o que fazer para ser justo.


DESPREZO - Esta é a definição dada por certo dicionário: Desprezo é um sentimento.


DESPREZO s.m. Sentimento pelo qual se julga uma pessoa ou uma coisa indigna de valor, de estima ou de atenção: experimentar desprezo pelo mentiroso. / Sentimento pelo qual nos colocamos acima do temor e do desejo: o desprezo do perigo ou das riquezas. / Palavra ou atitude que inferioriza, que magoa; menosprezo: sentir o desprezo de alguém.

Esta definição é bem clara: Você vê a outra pessoa como não valendo nada, você a julga como nada valendo. "Você confia em si mesmo como justo e considera os demais como nada". É UM JULGAMENTO.

Como fruto do sentimento, a pessoa profere palavras que inferiorizam outras pessoas e pratica ações que inferiorizam outras pessoas.

Se ele inferioriza outras pessoas é porque ele se sente superior a estas pessoas.

Os judeus inferiorizavam todos os demais povos, pois eles eram circuncisos e todos os demais eram incircuncisos. Os judeus sentiam-se superiores a todos os demais povos, pois eles encontravam muitos motivos para sentirem-se superiores. Eram ensinados desde a infância a sentirem-se superiores.

Mesmo já sendo um discípulo de Jesus, assim afirmou nosso amado irmão Pedro a uma família de não judeus: (Atos 10:25-29) 25 Quando Pedro entrou, Cornélio foi ao seu encontro, prostrou-se aos pés dele e prestou-lhe homenagem. 26 Mas Pedro ergueu-o, dizendo: “Levanta-te; eu mesmo também sou homem.” 27 E, conversando com ele, entrou e achou muitas pessoas reunidas, 28 e disse-lhes: Vós bem sabeis quão ilícito é para um judeu juntar-se ou chegar-se a um homem de outra raça; contudo, Deus mostrou-me que eu não chamasse nenhum homem de aviltado ou impuro. 29 Por isso vim, realmente sem objeção, quando fui chamado. Portanto, indago a razão pela qual me mandastes chamar.”

Para todos os judeus e inclusive para Pedro, todos os homens de outras raças eram aviltados, eram impuros. Obviamente, os judeus não se achavam aviltados ou impuros. Bem, eles sentiam-se ou não sentiam-se SUPERIORES a todos os outros humanos??

Em outra ocasião, que sentido há nestas palavras faladas por nosso amado irmão Paulo??

(Romanos 9:20-24) 20 Quem realmente és tu, então, ó homem, para redargüires a Deus? Dirá a coisa moldada àquele que a moldou: “Por que me fizeste deste modo?” 21 O quê? Não tem o oleiro autoridade sobre o barro, para fazer da mesma massa um vaso para uso honroso, outro para uso desonroso? 22 Se Deus, pois, embora tendo vontade de demonstrar o seu furor e de dar a conhecer o seu poder, tolerou com muita longanimidade os vasos do furor, feitos próprios para a destruição, 23 a fim de dar a conhecer as riquezas de sua glória nos vasos de misericórdia, que ele preparou de antemão para glória, 24 a saber, nós, a quem ele chamou não somente dentre os judeus, mas também dentre as nações, [o que tem isso]?



Enquanto que de uma lado existiam os vasos do furor feitos próprios para a destruição, por outro lado existiam os vasos vasos preparados de antemão para a glória, a saber, nós. O que isto significa?? Eles são vasos para destruição e nós somos os vasos para a glória?? Será que há alguma diferença entre eles e nós??

Existe alguma diferença entre o valor que atribuímos a “eles” (vasos do furor) e o valor que atribuímos a “nós” (vasos da glória)??

Ora, eles são vasos próprios pra a destruição, logo, que valor eles têm para Deus??

Ora, se eles não têm valor para Deus, por que devo valorizar aquilo que Deus já desvalorizou??

O SENTIMENTO precede as palavras e as ações. Primeiro se SENTE desprezo por alguém e somente depois é que o chamamos de desprezível ou tomamos qualquer outra ação contra ele. Qual é o seu objetivo?? Fazer com que a pessoa se sinta menosprezada. Já vimos acima a definição de tal palavra. O que as palavras de Jeová, que foram repetidas por Jesus deixam bem claro?? Que trata-se realmente de uma condenável ação de violência. Segundo Jeová, trata-se de um pecado.

Aquilo que sai da boca é SEMPRE proveniente do coração. Assim falou Jesus: (Mateus 12:34-37) 34 Descendência de víboras, como podeis falar coisas boas quando sois iníquos? POIS É DA ABUNDÂNCIA DO CORAÇÃO QUE A BOCA FALA. 35 O homem bom, do seu bom tesouro, envia coisas boas, ao passo que o homem iníquo, do seu tesouro iníquo, envia coisas iníquas. 36 Eu vos digo que de toda declaração sem proveito que os homens fizerem prestarão contas no Dia do Juízo; 37 pois é pelas tuas palavras que serás declarado justo e é pelas tuas palavras que serás condenado.”

Assim, antes de chamar um irmão de "desprezível" com a minha boca, certamente meu coração já o vê, já o considera como DESPREZÍVEL; já o julga como DESPREZÍVEL. O julgamento ocorre primeiro no coração. Para considerar alguém como "desprezível", certamente o considero como INFERIOR a mim. Desprezível é aquele que EU JULGO como alguém que não vale nada. PARA MIM ele não vale nada; não é digno de atenção e de estima.

O PRÓXIMO PASSO SERIA DESTRUIR ÀQUILO QUE, PARA MIM, NÃO VALE NADA. PODERIA TAMBÉM SEPARÁ-LO COMO ALGO SEM VALOR A SER DESTRUÍDO E DIZER: “PAI, ESTE AQUI É PARA SER DESTRUÍDO; ESTE AQUI EU SEPAREI PARA SER DESTRUÍDO. Pai, aquilo que é impuro é para ser eliminado; aquilo que é pernicioso é para ser eliminado. Pai, eu não sou impuro e não sou pernicioso”.

Muitos dos judeus dos dias de Jesus achavam-se muito melhores do que seus antepassados que haviam desobedecido a Jeová e ido ao ponto de assassinar os profetas que repetiam as afirmações de Jeová. Obviamente havia profetas que falavam outras coisas; mas, estes não eram mortos. Exatamente para tais, Jesus proferiu estas palavras: (Mateus 23:29-36) 29 “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! porque construís os sepulcros dos profetas e decorais os túmulos memoriais dos justos, 30 e dizeis: ‘Se nós estivéssemos nos dias de nossos antepassados, não seríamos parceiros deles no sangue dos profetas.’ 31 Portanto dais testemunho contra vós mesmos de que sois filhos daqueles que assassinaram os profetas. 32 Pois bem, enchei a medida de vossos antepassados. 33 “Serpentes, descendência de víboras, como haveis de fugir do julgamento da Geena? 34 Por esta razão eu vos estou enviando profetas, e sábios, e instrutores públicos. A alguns deles matareis e pregareis em estacas, e a outros deles açoitareis nas vossas sinagogas e perseguireis de cidade em cidade; 35 para que venha sobre vós todo o sangue justo derramado na terra, desde o sangue do justo Abel até o sangue de Zacarias, filho de Baraquias, a quem assassinastes entre o santuário e o altar. 36 Deveras, eu vos digo: Todas essas coisas virão sobre esta geração.


Uma geração de adoradores de Jeová julgando e desprezando outra geração de adoradores de Jeová. Aquela geração se achava melhor, mais sábia e mais justa (menos iníqua) que seus antepassados, JULGANDO seus antepassados como iníquos, como não valendo nada. Se estivéssemos no lugar deles, nós não teríamos matado os profetas, muito pelo contrário, teríamos ouvido e obedecido a Jeová. Quão tolos e hipócritas eram. Jesus disse que eles teriam a mesma oportunidade que seus antepassados e que, no entanto, agiriam muito pior que seus antepassados, que naquele instante menosprezavam. Quanta humilhação!
A palavra saída da boca de Jeová ia de encontro ao interesse imediato destes humanos imperfeitos. Não sendo exatamente aquilo que queriam ouvir, condenavam todo e qualquer humano que se expressasse de forma contrária, mesmo que este estivesse apenas retransmitindo a palavra saída da boca de Jeová. Novamente, para os judeus, a "cidade", o "templo", o título de "povo de Deus", era a coisa a ser defendida.
Mais uma vez erravam. Suas avaliações humanas estavam erradas. Novamente deixaram de enxergar a coisa principal. Jesus lhes chamou a atenção e lhes disse: (Mateus 9:13) 13 Ide, pois, e aprendei o que significa : ‘Misericórdia quero , e não sacrifício.’ Pois eu não vim chamar os que são justos, mas pecadores.”
(Mateus 12:6-7) . . .. 7 No entanto, se tivésseis entendido o que significa: ‘MISERICÓRDIA quero, e não sacrifício’, não teríeis condenado os inocentes.
(Mateus 18:33) 33 Não devias tu, por tua vez, ter tido MISERICÓRDIA do teu co-escravo, assim como eu também tive MISERICÓRDIA de ti?’
(Mateus 23:23) 23 “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! porque dais o décimo da hortelã, e do endro, e do cominho, mas desconsiderastes os assuntos mais importantes da Lei, a saber, a justiça, a misericórdia e a fidelidade. Estas eram as coisas obrigatórias a fazer, sem, contudo, desconsiderar as outras.
(Lucas 6:36) 36 Continuai a tornar-vos MISERICORDIOSOS , assim como vosso Pai é misericordioso.

QUEM É MISERICORDIOSO NÃO JULGA A NINGUÉM
QUEM É MISERICORDIOSO NÃO CONDENA A NINGUÉM
O PAI NÃO JULGA A NINGUÉM
O PAI NÃO CONDENA A NINGUÉM
JESUS NÃO CONDENA A NINGUÉM

Por volta de 717 anos antes do nascimento de Jesus, da mente e boca de Jeová saíram as seguintes palavras informativas a seu povo: (Miquéias 6:6-8) 6 Com que confrontarei a Jeová? [Com que] me encurvarei diante de Deus no alto? Confrontá-lo-ei com holocaustos, com bezerros de um ano de idade? 7 Terá Jeová prazer em milhares de carneiros, com dezenas de milhares de torrentes de azeite? DAREI O MEU PRIMOGÊNITO PELA MINHA REVOLTA, o fruto do meu ventre PELO PECADO da minha alma? 8 Ele te informou, ó homem terreno, sobre o que é bom. E o que é que Jeová pede de volta de ti senão que exerças a justiça, e ames a benignidade, e andes modestamente com o teu Deus?

Miquéias foi o porta-voz usado por Jeová para retransmitir estas palavras.
"O que eu quero de vocês não é sacrifícios e mais sacrifícios", deixou bem claro o Criador, entretanto, o povo raciocinava que podiam abrandar a face de Jeová com muitos sacrifícios, que podiam comprar o Criador com muitos sacrifícios. Eu não quero sacrifícios pelos erros, antes, o que Eu quero é que não haja erros, deixou claro Jeová. Ao exercer a justiça, amar a benignidade e andar modestamente com Jeová não haveria necessidade de sacrifícios. Como seria bom se não houvesse sacrifícios! Haveria amor à justiça e amor à benignidade. O sacrifício devia lembrar-lhes suas iniqüidades; deviam se envergonhar e se humilhar por causa das iniqüidades. Deviam se envergonhar por matarem animais para os oferecerem como sacrifícios para Jeová. Muitas e muitas vidas dos animais estavam sendo retiradas por causa dos erros dos humanos. Os humanos pagavam seus erros, seus pecados, matando animais e se sentiam bem. Queriam pagar seus erros a Jeová com a vida dos animais. Um animal inocente pagando com sua vida pelo meu erro?? Eu me sinto feliz por poder fazer isso??? Não existe algo errado comigo???

Se eu não pecar, eu não preciso sacrificar um animal. Meu pecado está sendo exposto para mim desta forma e eu não consigo perceber a gravidade. Cada pecado meu está sendo pago com uma outra vida. O que tenho de fazer? Aumentar a produção dos rebanhos?? Quanta insensibilidade a minha!!!

Entre 778 e 732 anos antes do nascimento de Jesus, estas foram as palavras saídas da mente e boca de Jeová: “Não me agrado da morte destes animais”. (Isaías 1:10-17) 10 Ouvi a palavra de Jeová, ditadores de Sodoma. Dai ouvidos à lei de nosso Deus, povo de Gomorra. 11  “De que me serve a multidão de vossos sacrifícios?diz Jeová. “Já estou farto dos holocaustos de carneiros e da gordura de animais bem cevados; e não me agrado do sangue de novilhos, e de cordeiros, e de cabritos. 12 Quando estais entrando para ver a minha face, quem é que requereu isso da vossa mão, pisar meus pátios? 13 Parai de trazer mais ofertas de cereais sem valor algum. Incenso — é algo detestável para mim. Lua nova e sábado, a convocação de um congresso — não posso tolerar o [uso de] poder mágico junto com a assembléia solene. 14 Minha alma tem odiado as vossas luas novas e as vossas épocas festivas. Tornaram-se para mim um fardo; fiquei cansado de suportá-las. 15 E quando estendeis as palmas das vossas mãos, oculto de vós os meus olhos. Embora façais muitas orações, não escuto; as vossas próprias mãos se encheram de derramamento de sangue. 16 Lavai-vos; limpai-vos; removei a ruindade das vossas ações de diante dos meus olhos; CESSAI DE FAZER O MAL. 17 Aprendei a fazer o bem; buscai a justiça; ENDIREITAI O OPRESSOR; fazei julgamento para o menino órfão de pai; pleiteai a causa da viúva.”
O Criador deixou bem claro que ações Ele esperava de seu povo. Não era apontar o dedo, nem mesmo matar o opressor, ANTES ERA ENDIREITAR o opressor.

Vejamos como certo dicionário define opressor:

OPRESSOR adj. e s.m. Que ou aquele que oprime, que faz opressão.

 OPRIMIR v.t. Causar opressão a; carregar, sobrecarregar com peso. / Exercer violência, por abuso de autoridade; exercer pressão; tiranizar. / Forçar, coagir, violentar. / Fig. Esmagar, desfazer, aniquilar. / Fig. Afligir, incomodar, vexar; humilhar.

O desejo de ESMAGAR o opressor, de acabar com ele, tinha de ser substituído pelo desejo de ENDIREITAR o opressor. O opressor não é aquele que me causa o mal? O que me causa o mal, não é meu inimigo?? Devo endireitar o inimigo?? Era isto o que Jeová queria. Jesus nos mostrou como é que se faz.


A geração dos dias de Jesus arrogantemente julgava seus antepassados como iníquos, se colocando acima deles, melhor do que eles, mas qual foi o seu fim? Entretanto, ao final não agiram
pior que seus antepassados? Sim. Quanta vergonha!

Quanto a nossa geração, como julgamos a geração dos dias de Jesus?
A condenamos como iníqua merecedora da destruição definitiva? Será que a desprezamos?? Será que a julgamos como indigna de valor, de estima e de atenção?? Assim como a geração dos dias de Jesus, também teremos a mesma oportunidade de comprovarmos nosso arrogante julgamento . Como nos sairemos?


CESSAI DE “FAZER O MAL” – Retribuir o mal também é “fazer o mal”. Quem perdoa todo mal praticado contra si, nunca irá “fazer o mal”. Era exatamente isto o que Jeová queria. Jesus mostrou como é que se faz.

Quem busca a vingança só se sente satisfeito depois de “fazer o mal”. Ele está sempre pronto para “fazer o mal”.

Enquanto todas as gerações do povo de Deus amavam a vingança, Jeová queria que todas as gerações amassem a benignidade. Era um sentimento totalmente oposto. De um lado, AMAR a benignidade, e do outro lado, AMAR a vingança. Estar pronto para usar de vingança ou estar sempre pronto para usar de benignidade.



Nosso Instrutor chamou a atenção sobre o sentimento que devemos cultivar pelos nossos semelhantes? Não julgar, não condenar, antes, ter misericórdia; ser misericordioso, assim como vosso Pai é misericordioso. Estamos próximos ou muito longe disso?


Nosso Sábio e perfeito Instrutor não apenas ordenou aos seus alunos seguidores: "parai de julgar". Ele, servindo de modelo perfeito, não julgou quaisquer humanos. Ele é exemplo também neste aspecto. Jesus nos mostrou como é que se faz. Estas foram as palavras saídas da mente e boca de Jesus: (João 12:47) 47 Mas, se alguém ouvir as minhas declarações e não as guardar, EU NÃO O JULGO ; pois não vim julgar o mundo, mas salvar o mundo.
Quando estava sendo morto, como reagiu o Cordeiro?? Sua reação foi assim registrada: (Lucas 23:33-34) 33 E quando chegaram ao lugar chamado Caveira, pregaram-no numa estaca, e assim também os malfeitores, um à sua direita e outro à sua esquerda. 34 [[Mas Jesus estava dizendo: “PAI, PERDOA-LHES, POIS NÃO SABEM O QUE ESTÃO FAZENDO.]] Outrossim, para distribuírem as roupas dele, lançaram sortes.


Não se podia esperar outra reação de uma ovelha autêntica. OVELHA AUTÊNTICA NÃO SE VINGA NUNCA.

Em relação a seu Pai, estas foram as palavras que saíram da mente e boca de Jesus: (João 5:22-23) 22 PORQUE O PAI NÃO JULGA A NINGUÉM, mas tem confiado todo o julgamento ao Filho, 23 a fim de que todos honrem o Filho, assim como honram o Pai. Quem não honrar o Filho, não honra o Pai que o enviou.. . .

"O PAI NÃO JULGA A NINGUÉM" é uma verdade, 100% verdade saída da mente e boca de Jesus ou é uma mentira?

"EU NÃO O JULGO" é uma verdade, 100% verdade saída da mente e boca de Jesus ou é uma mentira?

Jesus, o médico dos leprosos, sendo perfeito, sem lepra, não condenou (julgou) os leprosos. Ao contrário, reconhecendo sua função de médico, estas foram as palavras saídas da boca de Jesus: eu vim "salvar o mundo", "não vim julgar o mundo". Devem ter credibilidade estas palavras? São 100% verdade.
Os fariseus não reconheciam sua enfermidade. Ademais, ainda não haviam cultivado a misericórdia para com os doentes. (Mateus 9:11-13) 11 Vendo isso, porém, os fariseus começaram a dizer aos discípulos dele: “Por que é que o vosso instrutor come com os cobradores de impostos e os pecadores?” 12 Ouvindo-os, ele disse: “As pessoas com saúde não precisam de médico, mas sim os enfermos. 13 Ide, pois, e aprendei o que significa: ‘Misericórdia quero, e não sacrifício.’ Pois eu não vim chamar os que são justos, mas pecadores.”
Por que o Instrutor se mistura com este "tipo de gente"? Perguntaram os fariseus.


Ora, "este tipo de gente" era exatamente o "tipo de gente" para o qual deveriam usar de Misericórdia. O estado deplorável deste "tipo de gente" devia despertar o sentimento de Misericórdia E NÃO O DE REPULSA. "Este tipo de gente" eram pessoas doentes, enfermas, que precisavam de ajuda médica. “Este tipo de gente” eram as pessoas a serem endireitadas.

Os sacerdotes e os fariseus viam Zaqueu e demais pecadores, como adúlteros, por exemplo, como um mal a ser eliminado do meio do povo. E por que?? Para não ensinar o povo a praticar coisas detestáveis.

Eu vim buscar e salvar o que estava perdido, afirmou Jesus a respeito de Zaqueu, o cobrador de impostos, desprezado pelos fariseus: (Lucas 19:9-10) 9 A isto Jesus disse-lhe: "Neste dia entrou a salvação nesta casa, porque ele também é filho de Abraão. 10 Pois o Filho do homem veio buscar e salvar o que estava perdido."


Zaqueu era uma das ovelhas perdidas da casa de Israel, que Jesus veio buscar e salvar. No lugar de desejar ELIMINAR o opressor, o sentimento de Jesus era o de ENDIREITAR o opressor.
Afinal, quando ocorrerá o julgamento de todos estes leprosos? As palavras saídas da mente e boca de Jesus são claras: (João 12:48) 48 Quem me desconsiderar e não receber as minhas declarações, tem quem o julgue. A palavra que eu tenho falado é que o julgará no último dia ;

 

Qualquer leproso que "desobedientemente" julgar ou condenar outro leproso receberá de volta o mesmo julgamento que proferiu. Está desobedecendo a uma ORDEM direta do Instrutor. Quem se enaltecer será humilhado. A humilhação deste leproso será maior no "último dia". Qual leproso (pecador) está julgando outros leprosos (pecadores) como dignos de morte eterna por aquele ainda ser leproso (pecador) ?

Neste caso, este pecador está afirmando que TODO aquele que for pecador merece e TERÁ a morte eterna.


Ele busca e encontra muitos motivos para se sentir e para agir como alguém superior.


Quem deseja eliminar o opressor, está indo na direção oposta aos sentimentos de Jesus, nosso "modelo de sentimentos".

Nosso instrutor perfeito, nosso modelo perfeito, não levou em conta que seus ouvintes não guardassem seus ensinos; NÃO OS CONDENOU por isso. Ora, Jesus é o Rei, foi colocado em uma posição enaltecida. Já era muito amado por seu Pai. E quanto ao resto da humanidade, há alguém semelhante a Jesus? Foi algum humano designado Juiz, possuindo autoridade maior que Jesus? Certamente não.

As palavras saídas da mente e boca de Jesus para seus discípulos foram: (João 13:15-17) 15 Pois estabeleci o MODELO para vós, a fim de que, ASSIM COMO como eu vos fiz , vós também façais. 16 Digo-vos em toda a verdade: O escravo não é maior do que o seu amo, nem é o enviado maior do que aquele que o enviou. 17 Se sabeis estas coisas, felizes sois se as fizerdes. 

 

Façais exatamente aquilo que eu fiz. "Eu" estabeleci o modelo. "Eu" não julgo e não condeno; façam exatamente o mesmo. Eu, como "amo" não julguei a ninguém, seguindo o exemplo do meu Pai, logo, vocês como escravos não têm o direito de julgar a ninguém.

Os alunos, os discípulos, os enviados, os escravos, não são maiores que o amo, Jesus. O Rei perfeito e puro estava lavando os pés de humanos imperfeitos e impuros; uma profunda lição de humildade. Como poderiam os "impuros" se considerarem melhores que outros "impuros"?

As palavras saídas da mente e boca de Jesus foram: a "palavra" o julgará no "último dia". Porque antecipar? Ademais o "julgamento" será feito por alguém puro, totalmente isento de impureza.

Ao leproso (pecador) que se arvora em juiz faltam Misericórdia e Humildade.


 


No lugar de julgar o que outros fazem, que outra ordem nos deu o nosso Instrutor, nosso Modelo perfeito? Estas foram as palavras que saíram de sua boca: (Mateus 5:20) 20 Pois eu vos digo que, se a vossa justiça não abundar mais do que a dos escribas e fariseus, de modo algum entrareis no reino dos céus.

Os escribas e os fariseus tinham certa medida de justiça. Os escribas e os fariseus se julgavam melhores que os demais humanos. Que adianta vermos as obras, os frutos produzidos por outros, que quando comparados com o Modelo perfeito, revelam ser obras iníquas, e no entanto fizermos igual ou pior do que eles? Os escribas e os fariseus eram homens entendidos na lei, logo, deveria ser bem mais fácil para estes, entenderem o que o Modelo estava sentindo, fazendo e ensinando, mas na prática dava-se exatamente o inverso. Assim falaram os entendidos da lei quanto ao Modelo de justiça, Jesus:  (João 7:47-49) 47 Os fariseus responderam, por sua vez: “Será que também vós fostes desencaminhados? 48 Será que um só dos governantes ou dos fariseus depositou fé nele? 49 Mas esta multidão, que não sabe a Lei,  SÃO pessoas amaldiçoadas. ” 


Estes davam testemunho contra si mesmos, de que não acreditavam nas palavras saídas da boca de Jesus. As palavras de Jesus estavam em rota de colisão com aquilo que os fariseus chamavam de "lei", lei que eles conheciam e praticavam. Buscavam desesperadamente motivos na lei para matarem Jesus.

Os fariseus e seus discípulos, os sacerdotes e demais levitas é que julgavam e condenavam outros humanos. Quanto mais conhecimento da lei eles tinham, mais condenavam outros humanos.


Enquanto Jesus "não julgou a ninguém", os fariseus julgavam e condenavam aquela multidão "como amaldiçoada". Realmente, os fariseus conheciam a Lei e a conheciam muito mais que a multidão, que para eles, não passava de pessoas amaldiçoadas, no entanto a soberba em seus corações não os permitia serem "misericordiosos" com os pecadores. Estes buscavam fazer justiça através de obras da lei e enfunavam-se de orgulho por causa das obras praticadas. Os fariseus não eram um bom modelo a ser imitado. Nosso modelo perfeito é Jesus.




Sem qualquer dúvida, todo aluno (discípulo) de Jesus tem a obrigação de perguntar-se antes de tomar qualquer decisão: "faria meu instrutor, mestre e único modelo perfeito o mesmo que estou fazendo"? Estou rotulando pessoas que desconhecem a lei como "pessoas amaldiçoadas"? Amaldiçoadas por quem? Por mim certamente. Quem me conferiu poder para amaldiçoar meus semelhantes?
Devo aceitar e repetir a palavra falada por Jesus, meu Instrutor, ou devo aceitar e repetir a palavra falada por outro aluno??

A palavra falada pelo Instrutor Jesus tem menos valor do que a palavra falada por outro aluno??

Que palavra devo repetir?? "Se alguém ouvir e não praticar os ensinos de Jesus ou nem mesmo quiser ouvir eu não o julgo", ou , "aquele que ouviu o ensino de Jesus e não obedeceu e aquele que não quis ouvir já estão condenados"??


Para o fariseu, as maldições descritas na lei, maldições da parte de Jeová, recairiam exatamente nestas pessoas que desconheciam a lei, e portanto, não realizavam as mesmas obras da lei, das quais eles, os fariseus, tanto se vangloriavam de estar realizando . Se julgavam APROVADOS e abençoados por Jeová e julgavam a multidão que não conhecia e não praticava a lei, como os REPROVADOS e amaldiçoados por Jeová. Entretanto, era esta a realidade "do ponto de vista de Jeová"? Era esta a verdade do "ponto de vista de Jesus"? Por não conhecerem a Jeová, aqueles fariseus pensavam e externaram seu conceito sobre Jeová. Se eles estivessem no lugar de Jeová, eles agiriam segundo o conceito externado. Gostaria você de ter tais fariseus como seu juiz? Jesus entretanto, externou e demonstrou a realidade de Jeová. Ele sentia compaixão, misericórdia em face da situação tão deplorável daqueles pecadores (leprosos). (Mateus 9:36) 36 Vendo as multidões, sentia compaixão delas, porque andavam esfoladas e empurradas dum lado para outro como ovelhas sem pastor.. . .

Quanto pior for o pecador, maior será a quantidade de compaixão e de misericórdia a ser sentida e demonstrada para com o pecador. Obrigatoriamente, para que sinta tal compaixão, terá de amá-lo muito, muito mesmo. Jesus é o nosso modelo humano perfeito também neste caso, pois aprendeu de Jeová.




Em uma colônia só de cegos, deve um cego individualmente sentir-se superior a seus outros companheiros cegos? Deveriam formar grupos de cegos e acharem-se superiores a outros grupos, condenando outros cegos pelo simples fato de serem cegos? Deveriam competir e matarem-se visando acabar com os "cegos assim" ou "cegos assado"? Sendo todos os cegos irmãos, filhos do mesmo pai, existe qualquer lógica neste ambiente de animosidade mútua? Devemos dizer: ele não é meu irmão pois é cego? O que poderia corrigir tais sentimentos?


 

 



Com o julgamento que julgas outros, tu serás julgado, logo, parai de condenar , pois estás condenando a ti mesmo.



Parai de julgar é uma das ordens dadas por Jesus a seus seguidores. Um iníquo não tem autoridade para julgar outro iníquo - isto foi o que Jesus deixou claro com suas sábias palavras. A outra ordem dada por Jesus foi: Parai de condenar. Um escravo não tem autoridade para julgar outro co-escravo. As sábias palavras que saíram da boca de Jesus foram:(Lucas 6:37-38) 37 "Além disso, parai de julgar, e de modo algum sereis julgados; e parai de condenar, e de modo algum sereis condenados. Persisti em livrar, e sereis livrados. 38 Praticai o dar, e dar-vos-ão. Derramarão em vosso regaço uma medida excelente, recalcada, sacudida e transbordante. Pois, com a medida com que medis, medirão a vós em troca." (Mateus 7:1-2) 7 "Parai de julgar, para que não sejais julgados; 2 pois, com o julgamento com que julgais, vós sereis julgados; e com a medida com que medis, medirão a vós.

A expressão que sair da boca de um escravo qualquer, afirmando que este ou aquele humano está condenado a morte eterna, é um julgamento, é uma condenação, esteja ele vivo ou morto, tenha ele morrido antes ou depois de Jesus. Afirmar que este ou aquele humano não será ressuscitado também é efetuar um julgamento, é efetuar uma condenação, é PENSAR COMO um juiz, FALAR COMO um juiz e AGIR COMO um juiz. Trata-se de uma “palavra de sentença” dada contra um humano ou contra um grupo de humanos. Afirmar que este ou aquele grupo de humanos não será ressuscitado também é efetuar um julgamento, é efetuar uma condenação. Se esta ou aquela pessoa ou grupo de pessoas dependessem deste escravo, não seriam ressuscitados, logo, é um julgamento, é uma condenação, é uma sentença aplicada ou a ser aplicada a estes. O que sai da boca é proveniente do coração.

NÃO TE TORNES UM JUIZ” PARA O TEU PRÓXIMO. Aquele que julga Adão, se torna um JUIZ para Adão. Ele profere palavras de condenação contra Adão. Para você julgar qualquer ser humano, você tem de se tornar um JUIZ para ele. Assim, você mostra ser um JUIZ; você passa a agir como um JUIZ para aquele humano. Assim, você se transforma em um JUIZ. O JUIZ é aquele que DECIDE o que deve acontecer com aquele que praticou qualquer ação contra a lei.

DEIXANDO CLARO QUE OS HUMANOS NÃO TÊM O PODER DE JULGAR assim falou e agiu Jesus mais uma vez, agora em uma situação real, estabelecendo o modelo de comportamento para nós, os discípulos: (João 8:1-11) 8 Mas Jesus foi para o Monte das Oliveiras. 2 De madrugada, porém, ele se apresentou novamente no templo e todo o povo começou a vir a ele, e ele se assentou e começou a ensiná-los. 3 Os escribas e os fariseus trouxeram então uma mulher apanhada em adultério, e, depois de a postarem no meio deles, 4 disseram-lhe: “Instrutor, esta mulher foi apanhada no ato de cometer adultério. 5 Na Lei, Moisés prescreve que apedrejemos tal sorte de mulher. Realmente, o que dizes tu?” 6 Naturalmente, diziam isso para o porem à prova, a fim de terem algo com que o acusar. Mas, Jesus abaixou-se e começou a escrever no chão com o seu dedo. 7 Quando persistiram em perguntar-lhe, endireitou-se e disse-lhes: “QUE AQUELE DE VÓS QUE ESTIVER SEM PECADO SEJA O PRIMEIRO A ATIRAR-LHE UMA PEDRA.” 8 E, abaixando-se novamente, escrevia no chão. 9 Mas, os que ouviram isso começaram a sair, um por um, principiando com os anciãos, e ele foi deixado só, bem como a mulher que estivera no meio deles. 10 Endireitando-se, Jesus disse-lhe: “Mulher, onde estão eles? NÃO TE CONDENOU NINGUÉM?” 11 Ela disse: “Ninguém, senhor.” Jesus disse: “TAMPOUCO EU TE CONDENO. Vai embora; doravante não pratiques mais pecado.”



Assim verte a Tradução Almeida:

(João 8:1-11) 1 Mas Jesus foi para o Monte das Oliveiras. 2 Pela manhã cedo voltou ao templo, e todo o povo vinha ter com ele; e Jesus, sentando-se o ensinava. 3 Então os escribas e fariseus trouxeram-lhe uma mulher apanhada em adultério; e pondo-a no meio, 4 disseram-lhe: Mestre, esta mulher foi apanhada em flagrante adultério. 5 Ora, Moisés nos ordena na lei que as tais sejam apedrejadas. Tu, pois, que dizes? 6 Isto diziam eles, tentando-o, para terem de que o acusar. Jesus, porém, inclinando-se, começou a escrever no chão com o dedo. 7 Mas, como insistissem em perguntar-lhe, ergueu-se e disse-lhes: Aquele dentre vós que está sem pecado seja o primeiro que lhe atire uma pedra. 8 E, tornando a inclinar-se, escrevia na terra. 9 Quando ouviram isto foram saindo um a um, a começar pelos mais velhos, até os últimos; ficou só Jesus, e a mulher ali em pé. 10 Então, erguendo-se Jesus e não vendo a ninguém senão a mulher, perguntou-lhe: Mulher, onde estão aqueles teus acusadores? Ninguém te condenou? 11 Respondeu ela: Ninguém, Senhor. E disse-lhe Jesus: Nem eu te condeno; vai-te, e não peques mais.

Em face dos mandamentos transmitidos por Jesus no sermão do monte, seria exatamente esta a atitude de Jesus ao encontrar-se em uma situação como esta.

O que estes homens estavam fazendo?? Estavam “CONDENANDO” uma real pecadora.

Se naquele dia e naquela hora, eu estivesse ali com uma pedra na mão, tendo a lei dada através de Moisés e registrada nas Escrituras como apoio daquela condenação, deixaria eu de jogar minha pedra naquela pecadora em face desta INÉDITA declaração de Jesus, para mim, não registrada nas Escrituras?? Se eu estivesse presente quando foi proferido o Sermão do Monte, certamente eu me lembraria da outra afirmação de Jesus: “Se não perdoardes aos homens as suas falhas, tampouco sereis perdoados das vossas falhas”. E agora, acredito ou não nestas INÉDITAS afirmações de Jesus??

Se a palavra saída da mente e boca de Jeová e da mente e boca de Jesus é que eles não julgaram a ninguém, que humano tem autoridade para ser Juiz de outros humanos??

Já no primeiro caso, Jeová estabelece qual deve ser o comportamento do humano na questão do julgamento.

Milênios antes, o Criador já havia determinado que o humano não estava autorizado a agir como juiz de outros humanos. Isto se deu no caso de Caim. Caim e Abel entraram em uma disputa. Caim ficou inconformado com o resultado, mas, Jeová lhe perguntou: Se voltares a fazer o bem, não haverá enaltecimento? Jeová ainda lhe disse: Cuidado com seus sentimentos. Mesmo assim Caim continuou com o seu sentimento, resultando em matar seu irmão Abel.

E agora, o que fazer? Quem agiria como juiz neste caso?? Adão?? Eva?? Quem efetuaria o julgamento de Caim?? Um outro humano qualquer?? Que penalidade receberia Caim?? “Vida por vida” parecia ser a melhor regra. Para acabar com qualquer dúvida, Jeová apresentou-se como um juiz, como aquele que sabiamente resolveria este problema.

Jeová disse: “O sangue do teu irmão está clamando a MIM desde o solo”. Assim, nada mais justo do que o Deus Clemente tomar para Si a decisão, já que o sangue de Abel, clamava a Ele e não a outro humano qualquer.

Assim, ficou bem claro que o único que tinha o direito de tomar qualquer decisão neste caso era Jeová.

Jeová então decidiu, usando toda a sua Misericórdia. Assim está registrado: (Gênesis 4:8-16) 8 Depois, Caim disse a Abel, seu irmão: [“Vamos ao campo.”] Sucedeu, pois, enquanto estavam no campo, que Caim passou a atacar Abel, seu irmão, e o matou. 9 Mais tarde, Jeová disse a Caim: “Onde está Abel, teu irmão?”, e ele disse: “Não sei. Sou eu guardião de meu irmão?” 10 A isto ele disse: “Que fizeste? Escuta! O sangue de teu irmão ESTÁ CLAMANDO A MIM desde o solo. 11 E agora, maldito és, banido do solo, o qual abriu a sua boca para receber da tua mão o sangue de teu irmão. 12 Quando lavrares o solo, não te dará de volta seu poder. Tornar-te-ás errante e fugitivo na terra.” 13 A isto Caim disse a Jeová: “Minha punição pelo erro é grande demais para suportar. 14 Eis que neste dia realmente me expulsas da superfície do solo e ficarei escondido da tua face; e tenho de tornar-me errante e fugitivo na terra, e é certo que quem me achar me matará.” 15 Então Jeová lhe disse: “Por esta causa, quem matar a Caim TERÁ DE SOFRER VINGANÇA SETE VEZES.E Jeová estabeleceu assim um sinal para Caim, A FIM DE QUE NÃO FOSSE GOLPEADO por aquele que o achasse. 16 Com isso, Caim foi embora de diante da face de Jeová e foi morar na terra da Fuga, ao leste do Éden.

Mas, só isto?? Poderia questionar alguém. Bem, era só isto; esta foi a
DECISÃO de Jeová.

Jeová estipulou e determinou uma punição para Caim em face de seu pecado. A punição dada pelo próprio Jeová não foi “vida por vida”; foi uma leve punição em relação à “vida por vida”. Além disso, Jeová, garantindo a manutenção da vida de Caim, colocou um sinal em Caim. Ninguém poderá julgar Caim, ninguém poderá condenar Caim, ninguém poderá punir Caim. Ninguém poderia querer vingar Abel, porque o próprio Jeová se colocou como o vingador de Abel. Nenhum humano poderia interferir neste caso. Jeová disse: "O sangue do seu irmão está clamando a Mim". Nenhum humano deveria usurpar esta posição que é só do Pai. Jeová já tinha dado a punição que Ele achava ser a ideal para este caso. Jeová determinou que nenhum humano poderia interferir na sua maneira de fazer as coisas no caso de Caim, nenhum humano tinha o direito de agir neste caso. Jeová assim determinou: "Quem matar a Caim terá de sofrer vingança sete vezes". Quem tentar se vingar por Abel terá de sofrer vingança sete vezes; quem o fizer se mostrará ser um usurpador. Que pesada penalidade pela interferência!! O insatisfeito, ficando com medo, não transformaria em realidade a sua insatisfação armazenada em seu coração. É como se Jeová houvesse afirmado para Caim, depois deste ter revelado seu medo de ser morto: "Este é um caso em que Eu já dei Minha decisão e você está sob minha proteção e este é o sinal que ponho em você. Não quero interferência". Depois da DECISÃO de Jeová, o caso Caim devia estar definitivamente encerrado.

A história revela que os contemporâneos de Caim repeitaram a decisão de Jeová no “caso” Caim.

E depois da morte de Caim? Há alguém que queira reabrir o “caso” já encerrado por Jeová?? Há alguém que deseje contestar a forma como Jeová cuidou do “caso”?? Há alguém que queira dar uma decisão diferente desta dada por Jeová?? Isto revelaria ser uma grande falta de respeito pelo Criador. Nem mesmo a ciência da pesada punição, impediu tal humano de desafiar o Criador??

Se algum humano assim o fez, corre o risco de sofrer vingança sete vezes. Não podemos esquecer que “a boca fala daquilo que o coração está cheio”. Somente um JUIZ pode condenar, somente da boca de um JUIZ é que pode sair uma palavra de condenação, logo, não te tornes um JUIZ para Caim, nem mesmo depois da morte dele. O que está ocorrendo com a tua sede de vingança?? Estás do lado de Abel e contra Caim??

Se você não foi chamado, não está autorizado e não tem autoridade para julgar, para condenar Caim, se mesmo assim você insistir e o fizer, você poderá sofrer a punição prevista para o caso Caim. E quem dará tal punição?? Somente quem tem a autoridade para fazê-lo, o próprio Jeová.

Assim define certo dicionário o ato de usurpar.

 (u.sur.pa.ção)

sf.
  1 Ação ou resultado de usurpar.
  2 Jur. Ação de
se apossar ilicitamente de coisas (títulos, bens, posições de mando etc.). Pl.: -ções

 [F.: Do lat.usurpatio,onis.]

 (u.sur.par)

v.
  1  Apropriar(-se) violenta ou desonestamente de  [td.: Usurpou o trono e coroou-se rei] [tdi.  + a, de: Usurparam -lhe o cargo]
  2 
Exercer de maneira indevida  [td.: Usurpou o cargo por vários anos]
  3 
Adquirir por meio de procedimento fraudulento  [td.: Casou com o rapaz simplesmente para usurpar sua herança]
  4  Conseguir (algo) sem merecimento  [td.: Usurpa posição que devia pertencer a um escritor de verdade]

 [F.: Do lat. usurpare. Hom./Par.: usurpáveis (fl.), usurpáveis (pl. de usurpável [a2g.]).]

DEPOIS DA ORDEM DE JESUS DE : "PARAI DE JULGAR" - PARAI DE CONDENAR, qualquer ATO de julgamento por parte de qualquer aluno (discípulo) de Jesus, revela ser USURPAÇÃO ILÍCITA do cargo de Juiz, praticada por quem julgar.

Neste caso, julgar é um pecado.

Daquele instante em que saiu esta ordem da boca de Jesus em diante, estava algum aluno liberado para julgar alguém vivo ou morto?? Não, não estava.

NÃO PODEMOS ESQUECER: A ORDEM PARTIU DE JEOVÁ.

DARIA JEOVÁ UMA ORDEM CONTRÁRIA A ESTA??

ABRIRIA EXCEÇÕES??

Jeová, aquele que é o OFENDIDO já afirmou que perdoará todos os pecados e blasfêmias. Neste caso é um relacionamento entre o OFENSOR e o OFENDIDO. Suponhamos que uma mulher cometa adultério pelo menos duas vezes, no entanto, seu marido decidiu perdoar sua esposa. Pode um vizinho, um amigo, seu pai ou sua mãe dizer: Não, ele não a perdoou?? Pode ainda afirmar: ele a perdoou, mas, eu não a perdoo?? Sim poderia. No entanto, o OFENDIDO dirá: Quem elegeu você como juiz neste caso?? Sou eu, o OFENDIDO, quem decide dar ou não o perdão. Esta é uma relação apenas entre eu e minha esposa. Eu, o OFENDIDO não chamei nenhum de vocês para dar qualquer opinião; este é um assunto que não lhes diz respeito.

No caso de Jeová, ainda é mais grave, pois Ele deu uma ordem: Parai de julgar; se o pecado for contra você, perdoe, perdoe e perdoe.

Quando Davi em uma das ocasiões em que efetuou julgamento e condenou um homem a morte, a quem na verdade estava julgando e condenando a morte? Estava julgando a si mesmo, estava condenando a si mesmo. E Davi ainda jurou por Jeová!! Jeová pediu a opinião de Davi. Davi, se você fosse o juiz, como julgarias este caso?? Este foi o caso: (2 Samuel 12:1-7) 12 E Jeová passou a enviar Natã a Davi. Portanto, entrou até ele e disse-lhe: "Sucedeu que havia dois homens numa cidade, um deles rico e o outro de poucos meios. 2 Acontece que o rico tinha muitíssimas ovelhas e gado vacum; 3 mas o homem de poucos meios não tinha senão uma só cordeira, uma pequena, que havia comprado. E conservava-a viva, e ela crescia com ele e com seus filhos, todos juntos. Comia do seu bocado e bebia do seu copo, e deitava-se no seu regaço, e veio a ser para ele como uma filha. 4 Depois de algum tempo chegou um visitante ao homem rico, mas este evitou tomar de suas próprias ovelhas e do seu próprio gado para aprontá-los para o viajante que chegara a ele. Tomou, portanto, a cordeira do homem de poucos meios e a aprontou para o homem que chegara a ele." 5 Nisso se acendeu grandemente a ira de Davi contra o homem, de modo que ele disse a Natã: "Por Jeová que vive, o homem que fez isso merece morrer! 6 E quanto à cordeira, deve compensá-la com quatro, em conseqüência do fato de ter feito tal coisa e por não ter tido compaixão." 7 Então disse Natã a Davi: "Tu mesmo és o homem! Assim disse Jeová, o Deus de Israel: ‘Eu mesmo te ungi rei sobre Israel e eu mesmo te livrei da mão de Saul. . .

O julgamento de Davi para o caso foi taxativo e definitivo, exatamente como determinado na lei que ele conhecia bem: “Dente por dente e olho por olho, (vingança) e que seja dada a justa compensação” para a vítima. Não se deve usar de Misericórdia para com tal homem, deixou claro Davi. Além de morrer (vida por vida), este homem tem de compensar o mal que ele praticou. No entanto, a história já registrou a decisão de Jeová para este caso. Será que algum humano poderia tomar outra decisão em relação a este caso?? Se o fizesse, estaria se intrometendo em um assunto que não era de sua alçada. São os justiceiros que se intrometem em assuntos que não são de sua alçada.

Será que Jeová tomou esta decisão só porque era Davi, um rei, um ungido, alguém especial, alguém que Ele se agradava, alguém que tinha um bom coração??

Não podemos esquecer daquela característica marcante de Jeová. Trata-se da Imparcialidade, isto é, mesmo peso e mesma medida para todos.

Não é Jeová o Pai de Urias assim como é Pai de Davi? Será que Urias tinha menor valor por ser um descendente de Canaã?? Embora Davi se mostrasse "pleno conhecedor da lei", quanto a vida por vida e a devida compensação, na hora de CONDENAR o "homem" (próximo), esqueceu-se dela na hora de pecar contra Jeová e contra Urias. (Êxodo 22:1) 22 "Caso um homem furte um touro ou um ovídeo e deveras o abata ou venda, deve compensar o touro com cinco da manada e o ovídeo com quatro do rebanho.

Assim como no caso de Caim, em que o sangue de Abel clamava a Jeová desde o solo, do mesmo modo, O SANGUE DE URIAS CLAMAVA A JEOVÁ DESDE O SOLO. Que diferença existia entre Urias e Abel?? Em ambos os casos, Jeová revelou como Ele age. Jeová agiu com Misericórdia tanto para Davi, como para Caim. Ambos continuaram vivos e geraram filhos e filhas.



SEJA LÁ QUAL FOR O DANO, ABRA MÃO DA "JUSTA" COMPENSAÇÃO, ABRA MÃO DO "JUSTO" REVIDE, ABRA MÃO DA "JUSTA" VINGANÇA. É UMA ORDEM DE JESUS.




No lugar de desejar o revide por exigir uma "justa" punição pelo erro praticado, dano por dano, exigir a justa compensação pelo dano pessoal sofrido, nosso Instrutor nos dá a ORDEM de "abrir mão da compensação", "não levar em conta o dano", o que significa perdoar de coração o dano sofrido, seja lá qual for o dano. Devolver o mal praticado na mesmíssima intensidade representava retribuir o MAL COM O MAL, na mesmíssima intensidade. Na verdade REPRESENTAVA TAMBÉM FAZER O MAL. Exatamente por isso, assim falou o nosso Instrutor e Modelo: (Mateus 5:38-39) 38 "Ouvistes que se disse: ‘Olho por olho e dente por dente.’ 39 No entanto, eu vos digo: Não resistais àquele que é iníquo; mas,a quem te esbofetear a face direita, oferece-lhe também a outra. (Lucas 6:29-30) 29 Àquele que te bater numa face, oferece também a outra; e a quem te tirar a tua roupa exterior, não negues nem mesmo a roupa interior. 30 Dá a todo o que te pedir,e daquele que te tirar tuas coisas, não [as] peças de volta.

Quando você sofrer o mal, não revide nunca. Perdoe, simplesmente perdoe. Jesus mandou fazer e fez exatamente assim. Jesus, sequer pediu que seu Pai vingasse o seu sangue derramado. Ele pediu para que Jeová perdoasse tais “ofensores”. Ele é o nosso Modelo humano de agir.




ABRIR MÃO DO EXIGIR JUSTIÇA (vingança); ABRIR MÃO DA COMPENSAÇÃO PELO DANO; ABRIR MÃO DO "DENTE POR DENTE E OLHO POR OLHO".




Voltemos um pouco no passado e vejamos o que realmente representava uma vida baseada na regra "dente por dente e olho por olho". (Êxodo 21:18-25) 18 “ E caso homens cheguem a altercar, e um golpeie outro com uma pedra ou com uma enxada e ele não morra, mas caia de cama, 19 se ele se levantar e deveras andar em volta, portas afora, com algo em que se apóie, então aquele que o golpeou terá de ficar livre de punição; somente dará COMPENSAÇÃO pelo tempo de trabalho que o outro perder, até que o faça completamente são. 20 “E caso um homem golpeie seu escravo ou sua escrava com um pau e o tal realmente morra sob a sua mão, sem falta deve ser VINGADO. 21 No entanto, se demorar um dia ou dois, não deve ser vingado, porque ele é seu dinheiro. 22 “E caso homens briguem entre si, e eles realmente firam uma mulher grávida e deveras saiam os filhos dela, mas não haja acidente fatal, sem falta se lhe deve impor uma indenização segundo o que o dono da mulher lhe impuser; e ele tem de dá-la por intermédio dos magistrados. 23 Mas se acontecer um acidente fatal, então terás de dar alma por alma, 24 olho por olho, dente por dente, mão por mão, pé por pé, 25 queimadura por queimadura, ferimento por ferimento, pancada por pancada. (Êxodo 21:33-36) 33 “ E caso um homem abra um poço, ou caso um homem escave um poço e não o cubra, e um touro ou um jumento deveras caia nele, 34 o dono do poço deve dar uma compensação. Deve restituir o preço ao seu dono e o animal morto se tornará seu. 35 E caso o touro dum homem fira o touro de outro e ele deveras morra, então têm de vender o touro vivo e dividir [entre si] o preço pago por ele; e devem dividir [entre si] também o morto. 36 Ou se era conhecido que o touro escornava anteriormente, mas o seu dono não o tiver mantido sob guarda, deve impreterivelmente dar em compensação, touro por touro, e o morto se tornará seu. (Êxodo 22:1-4) 22 “Caso um homem furte um touro ou um ovídeo e deveras o abata ou venda, deve compensar o touro com cinco da manada e o ovídeo com quatro do rebanho. 2 (“Se um ladrão for encontrado no ato de arrombar e ele deveras for golpeado e morrer, não há culpa de sangue por ele. 3 Se o sol tiver raiado sobre ele, há culpa de sangue por ele.)Sem falta deve dar uma compensação. Se não tiver nada, então terá de ser vendido pelas coisas que furtou. 4 Se aquilo que foi furtado for indubitavelmente achado vivo na sua mão, desde o touro até o jumento e o ovídeo, deve dar dupla compensação.

TODOS VIVIAM POR UM DIREITO ASSEGURADO DE COMPENSAÇÃO PELO MAL RECEBIDO E UM DIREITO DE RETRIBUIR O MAL. A VINGANÇA ERA CONHECIDA COMO JUSTIÇA E ENCARADA COMO UMA LEI VINDA DE JEOVÁ. ISTO SIGNIFICAVA QUE JEOVÁ APROVAVA A “VINGANÇA”.




No entanto, Jeová falou as seguintes palavras para Moisés e este fez registrar: (Levítico 19:18) 18 “‘Não deves tomar vingança nem ter ressentimento contra os filhos do teu povo; e tens de amar o teu próximo como a ti mesmo. Eu sou Jeová. . .

Tomar vingança ou não tomar vingança??? E agora?? Esta ordem está em oposição a muitas outras afirmações. Por hora, vamos apenas registrar a existência desta ordem dada a Moisés.




Em todos os detalhes da vida vivida pelos antepassados e até esta palavra saída da boca de Jesus, havia a justa compensação pelo dano pessoal sofrido. Era um direito legal (garantido em lei). Todos os judeus viviam orientados por esta regra de plena justiça, entretanto, nosso Instrutor nos ORDENA que em todos os detalhes da vida, temos de abrir mão da justa compensação, o que significava PERDOAR todo e qualquer mal físico ou qualquer dano material ou outro que qualquer humano possa nos causar, tantas quantas vezes ocorrer o dano. Isto era exatamente o OPOSTO do que se estava acostumado a fazer até então. Isto era um "vinho novo". Um “vinho novo” com um sabor muito estranho para quem já estava acostumado ao “vinho velho”.

Jesus trás algo novo: AGORA, não existe qualquer autorização para praticar o MAL. A ÚNICA opção que resta ao discípulo de Jesus é perdoar e perdoar, SEMPRE.

Em lugar de condenar, a ordem de Jesus foi de PERSISTI EM LIVRAR; exatamente o oposto: (Lucas 6:37) 37 "Além disso, parai de julgar, e de modo algum sereis julgados; e parai de condenar, e de modo algum sereis condenados. Persisti em livrar, e sereis livrados.

Jesus estava indo na DIREÇÃO OPOSTA às regras existentes e praticadas. Jesus estava vivendo estas novas regras. Aceito estas novas regras transmitidas por Jesus e vividas por ele, como as novas regras estipuladas pelo Pai, Jeová?? Para os sacerdotes, para os fariseus e para o povo geral, as regras existentes eram ordens que tinham sido dadas por Jeová. Na visão destes homens, eles estavam imitando os sentimentos de Jeová.



INIMIGO

A expressão "inimigo", depois do ensino de Jesus e do seu exemplo, passou a representar uma pessoa qualquer, meu semelhante, a quem eu TENHO de continuar a amar e "orar pelo seu bem estar". O MEU AMOR POR ESTA PESSOA TEM DE SER IGUAL AO AMOR QUE SINTO POR ALGUÉM QUE ME AMA. Trata-se de um amor real e sincero na forma ativa e não apenas na forma passiva. Da boca de nosso Instrutor saíram as seguintes palavras: (Mateus 5:43-48) 43 "Ouvistes que se disse: ‘Tens de amar o teu próximo e odiar o teu inimigo.’ 44 No entanto, eu vos digo:Continuai a amar os vossos inimigos e a orar pelos que vos perseguem; 45 PARA QUE MOSTREIS SER FILHOS de vosso Pai, que está nos céus, visto que ele faz o seu sol levantar-se sobre iníquos e sobre bons, e faz chover sobre justos e sobre injustos. 46 Pois, se amardes aos que vos amam, que recompensa tendes? Não fazem também a mesma coisa os cobradores de impostos? 47 E, se cumprimentardes somente os vossos irmãos, que fazeis de extraordinário? Não fazem também a mesma coisa as pessoas das nações? 48 Concordemente, tendes de ser perfeitos, assim como o vosso Pai celestial é perfeito.

Jeová não pede que eu faça algo que Ele mesmo ainda não tenha feito. Logo, Jeová ama o seu inimigo. Para ser um inimigo de Jeová, a pessoa precisa ser iníqua. Assim, vemos que Jeová ama o iníquo e nos pede para imitá-lo.

Davi afirmou que odiava o inimigo, que odiava o iníquo; e agora, a quem imitar??

Novamente voltamos àquela amorosa ordem de Jeová: "Endireitai o opressor". Enquanto o humano deseja DESTRUIR, deseja ELIMINAR, o Criador deseja INSTRUIR. Para o Criador, o opressor não é um caso perdido, o opressor não é algo a ser eliminado, antes, é um caso a ser endireitado, a ser curado.

A ordem é substituir o "odiar o inimigo" por "continuar a amar o inimigo de forma ativa", não apenas passiva. Amar de forma contínua o inimigo é se mostrar "ser filho de vosso Pai, que está nos céus". Jesus descreveu a maneira como Jeová vinha agindo durante todo este tempo. Quão enganados estavam todos os humanos a respeito de Jeová!

Assim, de acordo com as palavras e o exemplo de Jesus, meu Instrutor, não tenho o direito de julgar e condenar nem mesmo àquele que se comporta como meu inimigo, sob qualquer circunstância. Eu também não posso “fazer-lhe o mal” nem mesmo como retribuição, pois de um homem bom só pode sair coisas boas.



Enquanto que não nos cabe julgar, perdoar é uma OBRIGAÇÃO. Se não perdoardes, não sereis perdoados. O perdão substitui a justa compensação, substitui o julgamento e a condenação.



De forma coerente com “continuai a amar vossos inimigos” e “quem te esbofetear a face direita ofereça também a esquerda”, Jeová através de Jesus passa a determinar o PORQUE de sentir e agir assim. No lugar da "justa compensação" está o PERDÃO; no lugar do "julgamento" está o PERDÃO; no lugar da "condenação" está o PERDÃO. Já que não podeis julgar, então usem exaustivamente o perdão. As palavras saídas da mente e boca de Jesus foram: (Mateus 6:14-15) 14 "Pois, se perdoardes aos homens as suas falhas, também o vosso Pai celestial vos perdoará; 15 ao passo que, se não perdoardes aos homens as suas falhas, tampouco o vosso Pai vos perdoará as vossas falhas.

Como toda regra perfeita, esta também não deixa margem para qualquer dúvida, qualquer questionamento ou qualquer exceção. Teremos o pleno retorno daquilo que fizermos.

Ao fornecer o "modelo de oração", nosso Instrutor, de forma preocupada em que os novos ensinamentos não fossem esquecidos, deixou tal modelo de oração como uma TESTEMUNHA CONTRA nós mesmos. Entre outras coisas, somos lembrados a cada vez que oramos a Jeová: "nos perdoe ASSIM COMO nós temos perdoado", ou de forma contrária, "não nos perdoe assim como nós não temos perdoado nossos semelhantes", ou seja, nos julgue ou nos trate ASSIM COMO temos julgado os nossos semelhantes. NA MESMA PROPORÇÃO, "PERDÃO POR PERDÃO" OU "CONDENAÇÃO POR CONDENAÇÃO" . Nos condene ASSIM COMO estamos condenando nosso semelhante. Me retribua o mesmo tratamento que estou dando aos meus semelhantes. Estamos sempre sendo lembrados através desta oração, de que NÃO TEMOS A OPÇÃO de não perdoar nossos semelhantes ou escolher o tipo de pecado que perdoaremos. Deixar de perdoar o próximo significa deixar de receber perdão para si mesmo.

O perdão é dado, "não está condicionado" a isto ou aquilo já realizado pelo nosso próximo. “Não está condicionado” a se saber quem é o ofensor. "Não está condicionado" ao ofensor estar arrependido. Não está condicionado a absolutamente nada; não é uma troca. Antes e acima de tudo, perdoe, perdoe e perdoe, nos ordenou Jesus.

Para ENDIREITAR o opressor é imprescindível perdoar tudo que ele faz contra mim. Isto é o que Jeová já faz todo o tempo. É imprescindível ser abnegado. É imprescindível ser uma fonte de perdão.

A oração modelo foi assim definida por nosso Instrutor: (Mateus 6:9-13) 9 "Portanto, tendes de orar do seguinte modo: "‘Nosso Pai nos céus, santificado seja o teu nome. 10 Venha o teu reino. Realize-se a tua vontade, como no céu, assim também na terra. 11 Dá-nos hoje o nosso pão para este dia; 12 e perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós também temos perdoado aos nossos devedores. 13 E não nos leves à tentação, mas livra-nos do iníquo.’

Quando falamos "nosso Pai", estamos admitindo que "somos" filhos do mesmo Pai, logo, reconhecemos que todos somos irmãos. Jesus podia ter-nos ensinado a dizer "meu pai", mas não foi este o caso.




Quando nosso irmão pratica um erro contra o Pai, é revelada sabedoria de nossa parte não julgar nosso irmão. Quem foi ofendido foi o Pai. Não seja um entrometido. Assim como a lei sentencia o adúltero, ela também sentencia àquele que julga e condena o adúltero. Não afirmou Jeová, o Juiz, que perdoa o adúltero, então, quem é você para condenar o adúltero??




A parábola contada por Jesus revela o sentimento que podemos desenvolver por um pecador, nosso semelhante, nosso irmão. Podemos julgá-lo como um definitivo ex-irmão, principalmente se este adormeceu na morte como um rotulado de "infiel". Este perigo é chamado a atenção pelo nosso Instrutor. As palavras saídas da boca de Jesus foram: (Lucas 15:11-32) 11 Ele disse então: "Certo homem tinha dois filhos. 12 E o mais jovem deles disse a seu pai: ‘Pai, dá-me a parte dos bens que me cabe.’ Dividiu então os seus meios de vida entre eles. 13 Mais tarde, não muitos dias depois, o filho mais jovem ajuntou todas as coisas e viajou para fora, a um país distante, e ali esbanjou os seus bens por levar uma vida devassa. 14 Quando já tinha gasto tudo, ocorreu uma fome severa em todo aquele país, e ele principiou a passar necessidade. 15 Ele até mesmo foi e se agregou a um dos cidadãos daquele país, e este o enviou aos seus campos para pastar porcos. 16 E costumava desejar saciar-se das alfarrobas que os porcos comiam, e ninguém lhe dava [nada]. 17 "Quando caiu em si, disse: ‘Quantos empregados de meu pai têm abundância de pão, enquanto eu pereço aqui de fome! 18 Levantar-me-ei e viajarei para meu pai e lhe direi: ‘Pai, pequei contra o céu e contra ti. 19 Não sou mais digno de ser chamado teu filho. Faze de mim um dos teus empregados."’ 20 Levantou-se assim e foi ter com seu pai. Enquanto ainda estava longe, seu pai o avistou e teve pena, e correu e lançou-se-lhe ao pescoço e o beijou ternamente . 21 O filho disse-lhe então: ‘Pai, pequei contra o céu e contra ti. Não sou mais digno de ser chamado teu filho. Faze de mim um dos teus empregados.’ 22 Mas o pai disse aos seus escravos: Ligeiro! Trazei uma veste comprida, a melhor, vesti-o com ela, e ponde-lhe um anel na mão e sandálias nos pés. 23 E trazei o novilho cevado e abatei-o, e comamos e alegremo-nos, 24 porque este meu filho estava morto, e voltou a viver; estava perdido, mas foi achado.’ E principiaram a regalar-se. 25 "Ora, o filho mais velho dele estava no campo; e quando chegou e se aproximou da casa, ouviu um concerto de música e dança. 26 De modo que chamou a si um dos servos e indagou o significado destas coisas. 27 Este lhe disse: ‘Chegou teu irmão, e teu pai abateu o novilho cevado, porque o recebeu de volta em boa saúde.’ 28 Mas ele ficou furioso e não quis entrar. Saiu então seu pai e começou a suplicar-lhe. 29 Em resposta, ele disse ao seu pai: ‘Eis que trabalhei tantos anos como escravo para ti, e nunca, nem uma única vez, transgredi o teu mandamento, contudo, nunca, nem uma única vez, me deste um cabritinho para alegrar-me com os meus amigos. 30 Mas, assim que chegou este teu filho , que consumiu com as meretrizes o teu meio de vida, abates para ele o novilho cevado.’ 31 Disse-lhe então: ‘Filho, tu sempre estiveste comigo e todas as minhas coisas são tuas; 32 mas nós simplesmente tivemos de nos regalar e alegrar, porque ESTE TEU IRMÃO estava morto, e voltou a viver, e estava perdido, mas foi achado.’"

O pai correu ao encontro do filho assim que o avistou. Lançou-se-lhe ao pescoço e o beijou ternamente antes de falar qualquer palavra. A atitude do pai revelou seu alto e contínuo amor pelo filho mesmo quando este estava longe, enquanto a atitude do irmão mais velho revelou que ele considerava "àquele", como um ex-irmão que nunca mais deveria voltar ao seio familiar. Ele o havia JULGADO e CONDENADO como um indigno de valor, estima e atenção. Ele presumiu que o Pai não amava mais o seu iníquo irmão. Chegou "este TEU filho", foram as palavras do irmão mais velho. Certamente ele não amava seu irmão mais jovem. A volta do irmão em lugar de produzir grande alegria, produziu a fúria no irmão mais velho.
Esta é a recompensa que este rebelde recebe por ter levado uma vida devassa? Eu fiquei aqui todos estes anos e não fui festejado por tal lealdade. Como pode um rebelde
filho infiel ser tão amado e festejado pelo meu pai? O irmão mais velho passou a comparar-se com o seu irmão mais novo. Da comparação resultou: “Eu fiz bem mais do que ele”. Ele foi embora, eu é que fiquei aqui cumprindo as obrigações, enquanto ele se divertia.

O pai não estava usando de “justiça” para com o irmão mais jovem, antes, estava usando de “misericórdia”. Só se usa de misericórdia para com quem se ama.


Como a "volta" de alguém que realmente amamos poderia não produzir alegria? O irmão mais velho não sentia amor pelo seu irmão, pois já o havia JULGADO definitivamente como um "filho infiel", já o havia CONDENADO como um ex-irmão e um ex-filho de seu pai. Entretanto, os sentimentos de seu pai eram bem diferentes dos seus. O pai falou, relembrando a seu filho mais velho: "ELE É TEU IRMÃO" continua sendo teu irmão.

Certamente foi sabedoria da parte de nosso Instrutor nos chamar a atenção sobre este mesmo detalhe.
"É isto o que o Senhor considera como justiça"? Palavras similares já haviam sido proferidas por um "filho amado", o filho primogênito,  exatamente por Jeová ter agido com Misericórdia para com "filhos iníquos". Jeová mostrando que ouviu tais palavras de seu povo, assim falou através de seu porta-voz Malaquias: (Malaquias 2:17) 17 “Fatigastes a Jeová com as vossas palavras e dissestes: ‘De que modo [o] fatigamos?’ Por dizerdes: ‘Todo aquele que faz o mal é bom aos olhos de Jeová e de tais é que ele mesmo se agrada’; ou: ‘Onde está o Deus da justiça?. . . (Malaquias 3:13-15) 13 “Fortes foram as vossas palavras contra mim”, disse Jeová. E dissestes: “Que falamos entre nós contra ti?” 14 “Dissestes: ‘De nada vale servir a Deus. E que lucro há em termos cumprido a obrigação para com ele e em termos andado acabrunhados por causa de Jeová dos exércitos? 15 E atualmente declaramos felizes os presunçosos. Também os praticantes da iniqüidade foram edificados. Eles também têm experimentado a Deus e conseguem safar-se.’”

 

(Êxodo 4:22) 22 E tens de dizer a Faraó: ‘Assim disse Jeová: "Israel é meu filho, MEU PRIMOGÊNITO . (Jeremias 31:9) 9 Virão com choro, e eu os trarei com os [seus] rogos de favor. Fá-los-ei andar a vales de torrente de água, num caminho direito em que não se fará que tropecem. Porque eu me tornei Pai para Israel; e quanto a Efraim, ele é MEU PRIMOGÊNITO ."

Jó também já havia pronunciado tais palavras.

Realmente, os praticantes de iniquidade estavam sendo edificados. Falavam de seus vizinhos, mas na realidade também falavam de si próprios, embora não o vissem desta forma. Havia uma enorme trave no olho. Realmente, não sabiam a diferença entre o "justo" e o "iníquo". Na verdade, estes "remanescentes" que haviam retornado para reconstruir Jerusalém, queriam que aqueles "povos iníquos" ao redor tivessem sido totalmente exterminados por Jeová. Não haviam "TODOS" eles inclusive os judeus, sido punidos com a espada e com o exílio? Tendo sido todos punidos, não eram todos iníquos??

Nosso sábio Instrutor também nos chamou a atenção sobre esta disposição humana, a disposição egoísta, a disposição de NÃO SER misericordioso para com o semelhante. As sábias palavras saídas da mente e boca de Jesus foram: (Mateus 20:1-16) 20 "Porque o reino dos céus é semelhante a um homem, um dono de casa, que saiu cedo de manhã para contratar trabalhadores para o seu vinhedo. 2 Tendo concordado com os trabalhadores em um denário por dia, mandou-os ao seu vinhedo. 3 Saindo também por volta da terceira hora, viu outros parados, sem emprego , na feira; 4 e ele disse a estes: ‘Vós também, ide ao vinhedo, e eu vos darei o que for justo.’ 5 De modo que eles foram. Ele saiu novamente por volta da sexta hora e da nona hora, e fez o mesmo. 6 Finalmente, por volta da décima primeira hora, saiu e encontrou outros parados , e disse-lhes: ‘Por que ficastes parados aqui o dia todo sem emprego ?’ 7 Eles lhe disseram: ‘Porque ninguém nos contratou.’ Disse-lhes: ‘Ide vós também ao vinhedo.’ 8 "Quando anoiteceu, o dono do vinhedo disse ao seu encarregado: ‘Chama os trabalhadores e paga-lhes o seu salário, passando dos últimos para os primeiros.’ 9 Ao chegarem os homens da décima primeira hora, cada um deles recebeu um denário. 10 Portanto, ao chegarem os primeiros, concluíram que receberiam mais; mas eles também receberam o pagamento à razão de um denário. 11 Tendo-o recebido, começaram a murmurar contra o dono de casa 12 e disseram: ‘Estes últimos fizeram uma só hora de trabalho; ainda assim os fizestes iguais a nós, os que levamos o fardo do dia e o calor abrasador!’ 13 Mas ele disse, em resposta, a um deles: ‘Amigo, não te faço nenhuma injustiça. Não concordaste comigo em um denário? 14 Toma o que é teu e vai. Eu quero dar a este último o mesmo que a ti. 15 Não me é lícito fazer o que quero com as minhas próprias coisas? Ou é o teu olho iníquo PORQUE SOU BOM? 16 Deste modo, os últimos serão primeiros e os primeiros, últimos."


No lugar de se alegrarem pela bondade, pela misericórdia, pela benignidade IMERECIDA feita pelo Criador em favor de um semelhante desafortunado , ficaram furiosos e passaram a murmurar contra o Criador, passaram a chamar o Criador de injusto para com estes que murmuram. Egoistamente passam a se comparar com outros. Egoistamente passam a comparar o "mais" que fizeram com o "menos" que os demais estão fazendo, consequentemente passando a sentir que "MERECEM MAIS" que os outros. Este sentimento se apodera destes, em face de não amarem os "desafortunados" como a si mesmos, de não se colocarem no lugar destes "desafortunados". Os "desafortunados" têm necessidades, também precisam alimentar-se e provavelmente têm familiares necessitados. Os "desafortunados" tiveram suas dificuldades e exatamente por isso são "desafortunados ". Ninguém os havia contratado. É exatamente o egoísmo que alimenta este desamoroso espírito competitivo, este espírito de exclusão. O que tinham em comum? Não estavam "todos" sem emprego até algumas horas atrás? Não iniciaram o dia todos estes desafortunados na condição de desempregados?

Por serem mais desafortunados em face de terem ficado sem emprego até a décima primeira hora, estes deveriam ser tratados com mais misericórdia, principalmente por um igual, um homem sem trabalho fixo, um homem que também dependia de ser chamado para um dia de trabalho e receber o suficiente para seu sustento por um dia.

Aquele que se achava injustiçado, na verdade tinha um coração de pedra, um coração insensível. Todas as reações chamadas a atenção por Jesus são sintomas do EGOÍSMO; A SUPER VALORIZAÇÃO DO "EU". Quem se valoriza, automaticamente desvaloriza os demais ao seu redor.



SAIU DA BOCA DE JESUS: EU NÃO O JULGO.



 


O homem que ouve e não faz é semelhante a: (Lucas 6:49) 49 Por outro lado, aquele que ouve e não faz, é semelhante a um homem que construiu uma casa em solo sem alicerce. O rio lançou-se contra ela e ela se desmoronou imediatamente, e a ruína daquela casa tornou-se grande.”

O homem que ouve mas não pratica é comparado a um homem tolo: (Mateus 7:26) 26 Além disso, todo aquele que ouve estas minhas palavras e não as pratica será comparado a um homem tolo, que construiu a sua casa sobre a areia.

Àquele homem que ouvir o que eu falo e não praticar ou guardar, eu não o julgo. (João 12:46-47) 46 Eu vim como luz ao mundo, a fim de que todo aquele que depositar fé em mim não permaneça na escuridão. 47 Mas, se alguém ouvir as minhas declarações e não as guardar, eu não o julgo; pois não vim julgar o mundo, mas salvar o mundo.

ASSUMINDO A JESUS COMO NOSSO ÚNICO MESTRE, ALÉM DE JEOVÁ, NÃO TEMOS OUTRA OPÇÃO EXCETO A DE OBEDECER EXCLUSIVAMENTE A ELES. SEJAMOS COMO JESUS. NÃO IMITEMOS OS FARISEUS. IMITEMOS A JESUS. NÃO JULGUE NENHUM HOMEM.

SEJAMOS PERFEITOS, ASSIM COMO NOSSO PAI CELESTIAL É PERFEITO.
JULGAR QUALQUER HUMANO É USURPAR UM CARGO QUE NÃO TEMOS; É APROPRIAR-SE INDEVIDAMENTE DA CONDIÇÃO DE JUIZ.


Jesus apresentou outro motivo para não julgarmos ninguém. Estas foram as palavras saídas da mente e boca de Jesus: (Mateus 7:1-5) 7 "Parai de julgar, para que não sejais julgados; 2 pois, com o julgamento com que julgais, vós sereis julgados; e com a medida com que medis, medirão a vós. 3 Então, por que olhas para o argueiro no olho do teu irmão, mas não tomas em consideração a trave no teu próprio olho? 4 Ou, como podes dizer a teu irmão: ‘Permite-me tirar o argueiro do teu olho’, quando, eis que há uma trave no teu próprio olho? 5 HIPÓCRITA! TIRA PRIMEIRO A TRAVE DO TEU PRÓPRIO OLHO, E DEPOIS VERÁS CLARAMENTE COMO TIRAR O ARGUEIRO DO OLHO DO TEU IRMÃO.


Tratar-se-á de hipocrisia da parte de quem julga àquele que lhe é igual. Um leproso julgando e condenando outro leproso, exatamente por este ser um leproso. Realmente, quem julga é hipócrita.


OS DISCÍPULOS DE JESUS JULGAM SEUS IRMÃOS E SEUS PRÓXIMOS.

Ainda em relação a obedecer ou não obedecer a ordem de Jesus, de “parai de julgar”, o nosso amado irmão Tiago, irmão de Jesus e tido como escritor do livro que leva o seu nome, assim nos fala em sua mensagem escrita: (Tiago 4:11-12) 11 Cessai de falar uns contra os outros, irmãos. Quem falar contra um irmão ou julgar seu irmão fala contra a lei e julga a lei. Ora, se tu julgas a lei, não és cumpridor da lei, mas juiz. 12 Há um que é legislador e juiz, aquele que é capaz de salvar e de destruir. Mas tu, quem és tu para julgares o [teu] próximo?


Antes do ano 62 EC, aceito como provável data desta carta, nosso amado irmão Tiago, reafirma e relembra que irmãos não têm a autoridade para julgar outros irmãos. Tiago chama atenção para o fato de que TODOS têm de obedecer a lei, isto é, a ordem dada por Jesus. Nenhum de vós é juiz, nenhum de vós é legislador, foi o que afirmou nosso irmão Tiago. Já estava havendo desobediência à ordem deixada por Jesus, e exatamente por isso, Tiago usou a expressão “cesseis de”. Depois, Tiago questiona: Mas tu, quem és tu para julgares o teu próximo??

Por volta do ano 62 EC, já estava havendo uma REBELDIA por parte dos discípulos de Jesus, contra as palavras faladas pelo próprio Jesus há apenas alguns anos antes.


O que pudemos perceber em relação a nosso irmão Tiago??

Percebemos que Tiago não estava se colocando em uma posição acima dos demais, afirmando que estes irmãos não podiam julgá-lo em face da posição superior que ele estava. O nosso irmão Tiago convida todos a sermos CUMPRIDORES da lei.

Tiago continua: “Não devemos ser criadores de leis, antes, devemos ser cumpridores da lei já existente”.

O nosso irmão Tiago acrescenta: “Não devemos ser legisladores, pois só há um único Legislador”.

O nosso irmão Tiago acrescenta: “Só há um único Juiz”.


E hoje, o que ocorre?? Quantos juízes ainda encontramos hoje?? A quem tais juízes obedecem??

Assim como o “comer o fruto da árvore que estava no meio do jardim” era uma PROIBIÇÃO para Adão, “julgar alguém” é uma PROIBIÇÃO para cada ser humano.




Afinal de contas, o que é julgar?? Vamos ver a definição dada por certo dicionário (Koogan/Houaiss): JULGAR v.t. Decidir um litígio na qualidade de juiz ou árbitro: julgar um processo. / Pensar, supor: julgou necessário protestar. / Avaliar, emitir opinião, formular um juízo: julgar uma pessoa pela aparência. / Reputar, considerar: julgo-o bastante competente. / — V.pr. Ter-se por, considerar-se.

Para “julgar” é imprescindível que a pessoa se coloque na qualidade de JUIZ. Aquele que aceita esta pessoa como um juiz, passa a respeitar a decisão tomada por este “juiz”. Aquele que aceita tal pessoa como um juiz, passa a cumprir a decisão tomada por este “juiz”; passa a se submeter à decisão tomada por este “juiz”. A decisão tomada por um “juiz” passa a ser uma “decisão judicial”. Um “juiz” avalia um litígio qualquer entre duas ou mais pessoas e formula a sua opinião, que sendo oficial, deve ser obedecida por aqueles que o aceitam como um “juiz”. Assim, o juiz precisa ser uma pessoa investida de “autoridade”, uma pessoa que os demais aceitam como sendo “autoridade”, isto é, como uma pessoa que está acima das demais. Jesus negou-se a avaliar um litígio entre dois humanos, algo que envolvia uma partilha de bens. Embora tivesse toda a capacidade, negou-se a ser juiz para aqueles humanos. Mostrou-lhes o que a lei de Jeová falava sobre a questão, mostrou-lhes o que devia servir de base para eles resolverem o litígio.

Afinal de contas o que é um “juiz”?? Vamos ver a definição dada por certo dicionário (Koogan/Houaiss): JUIZ s.m. Magistrado que tem por função ministrar a Justiça. / Pessoa que serve de árbitro em alguma pendência ou competição. / Nome dado aos chefes supremos dos hebreus até a instituição da realeza. // Juiz de direito ou juiz togado, magistrado que julga, em uma comarca, segundo as provas nos autos. // Juiz de fato, o mesmo que jurado ou membro do júri. // Juiz relator, o que funciona junto a um tribunal para relatar o feito. // Juiz de paz, antigo magistrado eletivo a quem competia o julgamento das causas de pequena relevância (desavenças, cobranças de pequeno valor, realização de casamento), da alçada de um juízo de paz ou juízo conciliatório. // Juiz de fora, antigo magistrado no período colonial, a que corresponde hoje o juiz de direito. // Juiz de primeira instância, juiz de comarca.

Um “juiz” é um magistrado. Bem, o que é um magistrado?? Vamos ver a definição dada por certo dicionário (Koogan/Houaiss): MAGISTRADO s.m. Funcionário ou oficial civil INVESTIDO DE AUTORIDADE jurisdicional (membros dos tribunais e das cortes etc.), administrativa (prefeito, subprefeito etc.) ou política (presidente, governador etc.). / Designação geral dos juízes, desembargadores e ministros.

Ficou bem claro. “Juiz” é um humano qualquer a quem é outorgada a autoridade para julgar, emitir pareceres e decisões judiciais em relação outros humanos. Quando um humano, através de uma ação, ofende a lei, é sempre um juiz que o condena por ofensa a lei. Quem não é “juiz” não pode condenar aquele que ofendeu a lei. Também ficou claro que para ser juiz, a pessoa precisa receber autoridade para exercer tal função.

Uma ordem dada por Jesus foi esta: “Parai de julgar”; “Não julgueis”.

Uma outra ordem dada por Jesus foi esta: “Parai de condenar”; “Não condeneis”.

Julgar e Condenar são atos que só podem ser praticados por um juiz. Qualquer humano que desobedecer a este mandamento, comete um pecado, o que inclui qualquer discípulo de Jesus.

NÃO JULGUE NINGUÉM, NÃO CONDENE NINGUÉM – Jesus não deu autoridade a nenhum dos seus seguidores para agirem como juízes. De forma oposta, os seguidores de Jesus estavam proibidos por lei de agirem como juízes.

Assim, julgar e condenar pecadores, naquele instante, já era praticar algo contra a lei, desobedecer a lei, isto é, a nova lei vigente, enquanto que perdoar era obedecer a lei, isto é, a nova lei vigente. NÃO TE TORNES UM JUIZ” PARA O TEU PRÓXIMO. Aquele que condena Adão, se torna um JUIZ para Adão. Para você julgar qualquer ser humano, você tem de se tornar um JUIZ para ele. Assim, você mostra ser um JUIZ; você passa a agir como um JUIZ para aquele humano. Assim, você se transforma em um JUIZ. O JUIZ é aquele que DECIDE o que deve acontecer com aquele que praticou qualquer ação contra a lei.







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