A IGNORÂNCIA NO CAMINHO DO HOMEM

Última modificação em 18/09/07



O humano e a ignorância





Em cada esquina deste planeta, pessoas levam suas vidas (se submetem a costumes) segundo os conceitos que aprenderam em algum lugar na corrente do tempo de sua existência. Quando um bebê humano é deixado só, não desenvolve qualquer vocabulário conhecido. O homem foi projetado para aprender. Recebeu todos os instrumentos necessários para avançar no seu aprendizado. Recebeu um cérebro incrível.

Passamos a desenvolver novas teorias, sempre a partir dos conceitos que aceitamos como verdadeiros. Os diversos conceitos anteriores em relação ao planeta terra - ser o centro em relação ao sol, ser diferente de um círculo e outros - foram decisivos para os que viviam segundo tais conceitos. Muitos viveram, morreram e até mesmo mataram por tais conceitos, encarando-os como verdade definitiva. Este é um simples exemplo.

Ainda hoje, a título de exemplo, ainda podemos citar os muçulmanos, que vivem, morrem e matam em função do conceito que lhes foi transmitido desde a infância. Não estamos neste site, julgando-o como certo ou errado. É apenas um exemplo. Católicos também viveram, mataram e morreram em função de um conceito que lhes foi transmitido desde a infância. Estes simplesmente viveram pelo seu "conhecimento". Foram a consequência deste "conhecimento".

De acordo com o conceito que nos é ensinado desde a infância, transformamos na nossa mente, outros humanos iguais a nós em inimigos a serem eliminados, não merecedores de nada de bom, em pessoas a serem especialmente respeitadas e até mesmo idolatradas, ou simplesmente em pessoas a serem usadas para a satisfação pessoal.

O conceito que Jó e seus companheiros Bildade, Zofar e Elifaz tinham sobre quem é iníquo está claramente externado no livro bíblico de Jó. Entretanto, este conceito externado por estes humanos é o mesmo conceito do Criador? Analise.

O conceito do Criador sobre qualquer questão é a verdade absoluta sempre. O Todo Sábio Criador incentiva o humano a externar seus conceitos, e depois explica o conceito correto. Apresenta-o tanto na teoria como através do prático relacionamento que tem mantido com os seres humanos.

Como regra, os seres humanos após devidamente informados, afirmam que agiram em ignorância, e, não poderia ser de outra forma.

Entretanto, antes eram capazes de morrer e matar por causa do conceito que aceitavam como "o fidedigno" há apenas alguns segundos antes. Não é isso incrível?

Um novo "conhecimento", aceito como verdade lhe induzirá a matar e morrer por uma nova "verdade". Caso o "novo conhecimento" seja uma simples variação da verdade, ele morrerá e matará por uma outra mentira.

Outro fator determinante é se este homem confiará nesta mesma fonte que comprovou-se ou não falsa ou confiará na nova fonte do conhecimento. Obviamente ele tem de confiar nela antes de aceitá-la como verdade. Quanto mais amor e confiança tiver pela anterior fonte, mais difícil será aceitar a nova fonte.

Por que Saulo de Tarso se tornou o apóstolo Paulo? Analise aqui nesta página

Assim falou Paulo a respeito de si mesmo: (1 Timóteo 1:13) 13 embora eu fosse anteriormente blasfemador, e perseguidor, e homem insolente. Não obstante, foi-me concedida misericórdia, porque eu era ignorante e agi com falta de fé.

Somente depois de receberem o "novo conhecimento", reconheceram que estavam agindo como ignorantes. Esta é uma regra para os ignorantes aprendizes. O Todo Sábio Criador Jeová previu o futuro para o seu ignorante e já punido filho Efraim (Samaria): (Jeremias 31:18-19) 18 “Ouvi positivamente Efraim lastimar-se: ‘Corrigiste-me, para que eu ficasse corrigido, como o bezerro que não foi treinado. Faze-me voltar e eu voltarei prontamente, porque tu és Jeová, meu Deus. 19 Pois, após a minha volta senti lástima; e depois que se me fez saber bati na coxa. Fiquei envergonhado e senti-me também humilhado, porque eu levara o vitupério da minha mocidade.’”

Assim falou Jó a respeito de si mesmo: (Jó 42:3) 3 ‘Quem é este que está obscurecendo o conselho sem conhecimento?’ Por isso falei, mas não estava entendendo Coisas maravilhosas demais para mim, as quais não conheço.. . .

Jó reconhece sua ignorância, obviamente após receber o "novo conhecimento". Jó era respeitado por todos por sua sabedoria, que estava acima de todos os seus contemporâneos. Assim falou Jó: (Jó 29:21-25) 21 Escutavam-me; e esperavam, E silenciavam pelo meu conselho. 22 Após as minhas palavras não falavam mais, E sobre eles gotejava a minha palavra. 23 E esperavam-me como a chuva E escancaravam a sua boca à chuva da primavera. 24 Eu sorria para eles — eles não [o] acreditavam — E não lançavam [de si] a luz da minha face. 25 Eu lhes escolhia o caminho e ficava sentado como cabeça; E residia como um rei entre as [suas] tropas, Como quem consola os que pranteiam. Embora sábio para si mesmo e para seus contemporâneos, precisou ser corrigido pelo Todo Sábio Jeová. Após o "novo conhecimento", Jó declarou-se sem conhecimento, sem entendimento.

Toda pessoa sincera e tida como de "bom coração", quando está sem conhecimento e sem entendimento, fala e faz coisas ignorantes. Basta individualmente olharmos o nosso passado.

Sendo a única fonte fidedigna da verdade, o Projetista de todas as coisas e todas as criaturas, o Todo Sábio Criador Jeová é também a fonte fidedigna do "conhecimento". Em relação a seu filho Jesus Cristo, assim falou o Criador Jeová: (Mateus 17:5) 5 Enquanto ele ainda falava, eis que uma nuvem luminosa os encobriu, e eis uma voz vinda da nuvem, dizendo: “Este é meu Filho, o amado, a quem tenho aprovado; escutai-o.

Assim, o Criador nos diz que aquilo que Jesus fala também é 100% confiável. Entretanto, além destas fontes, todas as demais não são 100% confiáveis. Todas as demais se tornarão verdadeiras somente após serem comparadas com o que saiu da mente e boca de Jeová e da mente e boca de Jesus.

Para qualquer pergunta só há uma única resposta certa, enquanto sempre haverá inúmeras respostas erradas para a mesma pergunta.

Logo, para saber a resposta certa para qualquer pergunta, procure saber qual foi a palavra saída da mente e boca de Jeová ou de Jesus sobre ela e saberá qual é a única resposta certa para ela.

Jesus afirmou que ele era o instrutor e que todos os demais humanos são irmãos: (Mateus 23:8) 8 Mas vós, não sejais chamados Rabi, pois um só é o vosso instrutor, ao passo que todos vós sois irmãos. . . (João 13:13) 13 Vós me chamais de ‘Instrutor’ e ‘Senhor’, e falais corretamente, pois eu o sou.

Agora, suponhamos que eu, assim como Saulo de Tarso, que foi um blasfemador contra o Criador e contra Jesus, perseguidor e homem insolente contra aqueles que buscavam me ajudar, precisei da direta intervenção de Cristo para aceitar como fidedigna esta nova fonte da verdade, e agora, plenamente convencido, minha vida está sendo modificada pelo novo conhecimento. Embora eu agisse como inimigo querendo matá-lo, Jesus agiu com bondade, mesmo sendo extremamente superior em poder. Ele precisou usar um pouco de sua força para me ajudar a entender, ele não me condenou merecidamente.

Neste momento já estou convencido e estou tentando convencer outros. Caso eu encontre alguém que seja (esteja) exatamente como eu era, (blasfemador, perseguidor e insolente) que não se deixe convencer através de minhas palavras, e que me trata como um inimigo, que não quer ouvir, se eu chegar perto ele me mata, devo condená-lo, encarando-o como um inimigo que merece a morte? Se este fosse o caso, seria uma atitude justa da minha parte? Assim nos ensinou o nosso único Instrutor, aliás, é uma ordem saída diretamente de sua boca: (Mateus 7:1-2) 7 “Parai de julgar, para que não sejais julgados; 2 pois, com o julgamento com que julgais, vós sereis julgados; e com a medida com que medis, medirão a vós. (Lucas 6:37) 37 “Além disso, parai de julgar, e de modo algum sereis julgados; e parai de condenar, e de modo algum sereis condenados. Persisti em livrar, e sereis livrados. (Lucas 6:27-29) 27 “Mas, eu digo a vós, os que estais escutando: Continuai a amar os vossos inimigos, a fazer o bem aos que vos odeiam, 28 a abençoar os que vos amaldiçoam, a orar pelos que vos insultam. 29 Àquele que te bater numa face, oferece também a outra; e a quem te tirar a tua roupa exterior, não negues nem mesmo a roupa interior.

Paulo reconheceu: "foi-me concedida misericórdia, porque eu era ignorante"

Se foi usada misericórdia (não condicionada) para comigo quando eu não merecia, por qual motivo a misericórdia a ser demonstrada a meu próximo tem de ser, condicionada a "caso ele mereça" - "se ele for merecedor" - "caso se arrependa primeiro"? Agiria Jesus assim? Dois pesos e duas medidas? Uma para mim e outra para meu próximo. No que a minha ignorância é melhor que a ignorância do meu próximo? A benignidade é por mérito?


Benignidade imerecida, apesar de não merecer foi e continua sendo dada pelo Criador e é exatamente isto que engrandece enormemente o seu nome. Ele não é como os humanos.


Aquilo que quereis que os homens vos façam, fazei do mesmo modo a eles; ide e aprendei o que significa "misericórdia quero"; o escravo que foi perdoado por "milhões" e não estava disposto a perdoar "centavos" foi chamado de escravo iníquo.

A ignorância, não conhecer a Jeová e a Jesus pode fazer-nos agir contra eles, como o caso de Saulo demonstrou tão claramente, sendo este também o caso de Jó.

Exatamente por isso Jesus disse as seguintes palavras: (João 17:3) 3 Isto significa vida eterna, que absorvam conhecimento de ti, o único Deus verdadeiro, e daquele que enviaste, Jesus Cristo.

O novo pacto está baseado no pleno conhecimento, pois assim falou o Todo-Sábio Jeová: (Jeremias 31:34) 34 “E não mais ensinarão, cada um ao seu companheiro e cada um ao seu irmão, dizendo: ‘Conhecei a Jeová!’ porque todos eles me conhecerão, desde o menor deles até o maior deles”, é a pronunciação de Jeová. “Porque perdoarei seu erro e não me lembrarei mais do seu pecado.”

Jeová é bom. Para sermos seus filhos temos de ser misericordiosos. (Lucas 6:36) 36 Continuai a tornar-vos misericordiosos, assim como vosso Pai é misericordioso.


Jeová desde o Éden tem usado de Misericórdia para com iníquos, nós.


Apesar de tudo de errado que fizerem, e de suas almas terem abominado meus estatutos, não vou rejeitá-los, violando o meu pacto. As palavras saídas da boca de Jeová foram: (Levítico 26:44) 44 E apesar de tudo isso, enquanto continuarem na terra dos seus inimigos, certamente não os rejeitarei, nem os abominarei a ponto de exterminá-los, para violar meu pacto com eles; pois eu sou Jeová, seu Deus.

Para um povo "ensinado" um peso e uma medida, para um povo "não ensinado", outro peso e outra medida. Seres humanos podem agir de forma parcial, mas o Santo Criador Jeová não. Ele mesmo diz:"pois eu sou Jeová, seu Deus".

Jeová é imparcial.

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