A QUESTÃO DA IMPARCIALIDADE DE JEOVÁ

Alterada em 03/11/08







Imparcialidade é parte integrante do Criador Jeová



Que prerrogativa tinha o povo escolhido por Jeová???

Acaso, o erro, o pecado, a iniquidade do "povo escolhido" por Deus é mais suportável ou mais leve do que o pecado do "povo não escolhido"??? 

A punição para o "povo escolhido" deverá ser mais leve e mais branda do que para o "povo não escolhido"???

Isto caracterizaria o uso de dois pesos e duas medidas.

Caracteriza o uso de Parcialidade, de ser Parcial.

Caracteriza iniquidade de quem assim o faz, independente de quem seja.

 (im.par.ci:al) - segundo certo dicionário

a2g.
  1  Que é justo em seu julgamento,
sem favorecer qualquer pessoa ou grupo : O juiz foi imparcial ao condenar o réu [Antôn.: faccioso, injusto.]
  2  Neutro, isento : Queremos uma versão imparcial do fatos [Antôn.: parcial, partidário.] Pl.: -ais

 [F.: im-2 + parcial]

 (i.so.no.mi.a)  - segundo certo dicionário

sf.
  1  Jur.  Princípio, assegurado pela Constituição, segundo o qual
todos são iguais perante a lei, não podendo haver nenhuma distinção em relação a pessoas que estejam na mesma situação 
  2  A aplicação desta lei (isonomia salarial) 
  3  Condição ou estado daqueles que são governados pelas mesmas leis. 

 [F.: Do gr. isonomía, as.]

Não importa quem seja o humano, adorador de Jeová ou não, ele é igual a todos os demais humanos em relação à Lei e sua aplicação. Isto é imparcialidade.

Afinal, para o Criador perfeito, por menor que seja o erro, ele é classificado como erro, e quem cometer qualquer tipo de erro, não atinge a glória do Criador, logo, é imperfeito e está condenado à morte, exatamente por não ser 100% confiável. Assim entendeu Tiago; assim reza certo trecho da carta que leva seu nome: (Tiago 2:10-11) 10 Pois, quem observar toda a Lei, mas der um passo em falso num só ponto, tem-se tornado ofensor contra todos eles. 11 Pois, aquele que disse: “Não deves cometer adultério”, disse também: “Não deves assassinar.” Ora, se não cometeres adultério, mas assassinares, tens-te tornado transgressor da lei.

Embora o Criador seja IMPARCIAL, os humanos pactuados não compreendem sua IMPARCIALIDADE. Assim falou o próprio Jeová: (Ezequiel 18:24-26) 24 "‘Ora, quando o justo recuar da sua justiça e realmente fizer injustiça; se estiver fazendo segundo todas as coisas detestáveis que o iníquo tem feito e estiver vivendo, não será lembrado nenhum dos seus atos justos que praticou. Por sua infidelidade que praticou e por seu pecado com que pecou, por estes é que morrerá. 25 "‘E certamente direis: "O caminho de Jeová não é acertado." Ouvi, por favor, ó casa de Israel. Não é acertado o meu próprio caminho? Não são os vossos caminhos que não são acertados? 26 "‘Quando o justo recuar de sua justiça e realmente fizer injustiça e morrer por causa de tais [atos], morrerá pela sua injustiça que fez.

Não importa quem seja e o quanto fez antes, não importa o currículo de atos justos, se praticar uma injustiça, morrerá por causa de apenas uma única injustiça. Parece não ser acertado, no entanto, isto é que é imparcialidade. E é válido para todos, seja lá quem for. Jeová deixou isto bem claro. Quem se achava especial não gostou de ouvir esta "verdade" agora exposta  pelo Criador. "Nada" compra o pecado, "nada" compra o erro, "nada" compra a revolta.


Numa sinfonia que contenha mil notas, cada nota com seu tempo exato e entre cada nota também existindo seus tempos exatos..., esta só é apresentada de forma perfeita, quando forem cumpridos todos os detalhes (100%) de forma perfeita. Errar uma, cem ou duzentas notas ou tempos entre notas em qualquer local da sinfonia é apresentar a sinfonia de forma imperfeita. Não se pode confiar neste apresentador, seja ele um filho querido, um filho rebelde ou um estranho qualquer.


Um prisioneiro sentenciado a morrer na prisão (prisão perpétua), caso cometa outros crimes nesta condição de prisioneiro, ao receber outras sentenças iguais à primeira, ou aumentando o número de anos, não mudaria em nada sua condenação. Para que ele sentisse uma mudança qualquer imposta por uma nova punição, esta poderia vir através de castigos físicos ou com a antecipação de sua morte. Todo humano imperfeito está sentenciado a prisão perpétua (morte na prisão) na sua grande prisão Terra, pelo crime do pecado (incapacidade de fazer as coisas perfeitamente certas para o Criador), entretanto, mesmo sentenciado e cumprindo sua pena, continuam individualmente cometendo o crime do pecado todos os dias. Nesta condição, todo e qualquer humano, ao morrer a qualquer tempo e qualquer hora, apenas cumpre sua sentença. Não importa o tipo de morte, ele simplesmente cumpre a sua sentença. Não existe exceção, sendo punidos com castigos ou não, todos os prisioneiros estão sob a mesma condenação, quer prestem bons serviços na prisão por terem bom comportamento, quer não. Não são todos prisioneiros? Não estão todos condenados à morte? Não continuam todos pecando?
O prisioneiro “A” é aquele que por bom comportamento, fruto de um curso intensivo de boas maneiras a ele ministrado ali mesmo na cadeia, presta bons serviços na cadeia e o prisioneiro “B”, que não recebeu este curso, é aquele que tem péssimo comportamento. Seria demonstrar imparcialidade caso fosse concedido perdão para o prisioneiro “A” que comete um assassinato, enquanto não concede o mesmo perdão para o prisioneiro “B” que também cometa um assassinato? Não restaria configurado, “dois pesos e duas medidas”?


O Santo Criador não comete qualquer tipo de iniquidade pois Ele é cem por cento (100%) Santo, cem por cento (100%) Imparcial e cem por cento (100%) Bom.


A iniquidade é a variação da prática da justiça. Um iníquo tem uma variação de zero à noventa e nove vírgula noventa e nove por cento (0 a 99,99%) de justiça, enquanto que o justo não tem qualquer tipo de variação, assim como a mentira tem uma variação de 0 a 99,99% da verdade, enquanto a verdade não possue qualquer tipo de variação. O justo tem 0% de iniquidade, assim como a verdade tem 0% de mentira.


Seria parcialidade perdoar um iníquo na sua expressão máxima (0% de justiça) enquanto não perdoa outros, por exemplo (10% de justiça), principalmente por que a regra justa estabelecida é: a alma que pecar (0 a 99,99% de acerto) - é a que morrerá.

Muito embora humanos imperfeitos possam aceitar que o Santo Criador venha a punir certos iníquos (0 a 99,99% de justiça), enquanto que a outros não, e, estes mesmos humanos passam a estabelecer para eles mesmos (humanos) um grau de iniquidade praticada a ser perdoada, enquanto outro grau não seja perdoada, poderia o Santo Criador ter este mesmo conceito tão parcial?

Além disso, para os humanos imperfeitos seria muito normal, relevar e perdoar erros de um grupo (seu grupo), beneficiar em especial um grupo (seu grupo) em detrimento de todos os demais humanos. O pior do nosso grupo sempre será muito melhor do que o melhor daquele grupo, raciocinam alguns.

O grupo remanescente do povo escolhido de Jeová (tribo de Judá), após o retorno a Jerusalém depois do exílio de 70 anos em Babilônia, quando passou a ver outras nações iníquas também retornarem para suas terras assim falaram e o Criador ouvindo-os, passou a dizer: (Malaquias 2:17) 17 “Fatigastes a Jeová com as vossas palavras e dissestes: ‘De que modo [o] fatigamos?’ Por dizerdes: ‘Todo aquele que faz o mal é bom aos olhos de Jeová e de tais é que ele mesmo se agrada’; ou: ‘Onde está o Deus da justiça?’” (Malaquias 3:13-15) 13 “Fortes foram as vossas palavras contra mim”, disse Jeová. E dissestes: “Que falamos entre nós contra ti?” 14 “Dissestes: ‘De nada vale servir a Deus. E que lucro há em termos cumprido a obrigação para com ele e em termos andado acabrunhados por causa de Jeová dos exércitos? 15 E atualmente declaramos felizes os presunçosos. Também os praticantes da iniqüidade foram edificados. Eles também têm experimentado a Deus e conseguem safar-se.’”

Ora, eles tinham sido punidos por causa de sua grande iniquidade (do ponto de vista de Jeová, pior que as nações ao redor), TODA UMA GERAÇÃO FOI PUNIDA, mas o povo não foi merecidamente exterminado, pois a GERAÇÃO SEGUINTE poderiam retornar à Jerusalém e Jeová continuava tratando-os como seu povo escolhido e amado. No entanto estes achavam que os demais povos iníquos não mereciam nada de bom. Disseram: "Eles foram edificados", "Eles conseguem safar-se". Realmente era um povo cego.


Agiria o Santo Criador da forma esperada por estes humanos egoístas e cegos? Certamente que não. A imparcialidade é parte integrante da Sua personalidade; é parte do Seu ser.


Onde está o Deus da justiça? O Santo Criador estava sendo injusto com eles, os judeus, os remanescentes. Isto, do ponto de vista deles, os remanescentes. "Eu" não sou tão iníquo quanto aquele outro ali. "Eu" sou mais justo do que ele; assim pensavam e sentiam os remanescentes que retornaram a Jerusalém em 537 AEC (607-70=537).

No entanto, na visão do Criador, qual era a real situação do seu povo escolhido? As palavras saídas da boca de Jeová foram: (Amós 9:6-7) 6 “‘Aquele que constrói nos céus a sua escada, e sua estrutura sobre a terra que fundou; aquele que chama as águas do mar para derramá-las sobre a superfície da terra — seu nome é Jeová. 7 “‘Não sois para mim como os filhos dos cusitas, ó filhos de Israel?’ é a pronunciação de Jeová. ‘Não fiz o próprio Israel subir da terra do Egito, e os filisteus de Creta, e a Síria de Quir?’
Para o Criador Jeová, todos são filhos; todos igualmente amados, muito embora todos sejam simplesmente iníquos. Para o Santo Criador,
"todos" somos impuros e "tudo" o que tocamos fica impuro. As palavras saídas da boca de Jeová são claras como água: (Ageu 2:11-14) 11 “Assim disse Jeová dos exércitos: ‘Por favor, pergunta aos sacerdotes a respeito [da] lei, dizendo: 12 “Se um homem levar carne sagrada na aba da sua veste e ele realmente tocar com a [aba da] sua veste em pão, ou cozido, ou vinho, ou azeite, ou em qualquer tipo de alimento, tornar-se-á este santo?”’” E os sacerdotes passaram a responder e a dizer: “Não!” 13 E Ageu prosseguiu, dizendo: “Se alguém que ficou impuro por uma alma falecida tocar em alguma destas coisas, tornar-se-á ela impura?” Os sacerdotes, por sua vez, responderam e disseram: “Tornar-se-á impura.” 14 Concordemente, Ageu respondeu e disse: “‘Assim é este povo e assim é esta nação diante de mim’, é a pronunciação de Jeová, ‘e assim é todo o trabalho das suas mãos e tudo o que apresentam ali. É impuro.’

 

Por praticar 80% de justiça, o humano com 20% de iniquidade, se considera superior àquele que pratica 79% de justiça e que carrega 21% de iniquidade. Vai além disso e menospreza totalmente àquele que só comete 1% de justiça, que carrega 99% de iniquidade, julgando-o como um irrecuperável iníquo, digno de ser definitivamente exterminado.

As palavras saídas da boca de Jesus revelam essa tendência competitiva: (Lucas 18:9-14) 9 Mas, ele contou a seguinte ilustração também a alguns que confiavam em si mesmos como sendo justos e que consideravam os demais como nada: 10 “Dois homens subiram ao templo para orar, um sendo fariseu e o outro cobrador de impostos. 11 O fariseu estava em pé e começou a orar as seguintes coisas no seu íntimo: ‘Ó Deus, agradeço-te que não sou como o resto dos homens, extorsores, injustos, adúlteros, ou mesmo como este cobrador de impostos. 12 Jejuo duas vezes por semana, dou o décimo de todas as coisas que adquiro.’ 13 O cobrador de impostos, porém, estando em pé à distância, não estava nem disposto a levantar os olhos para o céu, mas batia no peito, dizendo: ‘Ó Deus, sê clemente para comigo pecador.’ 14 Digo-vos: Este homem desceu para sua casa provado mais justo do que aquele homem; porque todo o que se enaltecer será humilhado, mas quem se humilhar será enaltecido.”


A justiça acompanha aquele que já reconhece que é iníquo. Ele não é soberbo. Ele não tem obra alguma, não tem um bom currículo, entretanto é mais justo por ser humilde e simplesmente reconhecer sua iniquidade. 


O clássico pecado da 'soberba íntima' vem a tona com declarações diversas. Valoriza-se o que se faz e desvaloriza-se o que outros fazem. Esta é uma grande trave que está alojada no olho do soberbo. As palavras saídas da boca de Jesus foram: (Mateus 7:1-5) 7 “Parai de julgar, para que não sejais julgados; 2 pois, com o julgamento com que julgais, vós sereis julgados; e com a medida com que medis, medirão a vós. 3 Então, por que olhas para o argueiro no olho do teu irmão, mas não tomas em consideração a trave no teu próprio olho? 4 Ou, como podes dizer a teu irmão: ‘Permite-me tirar o argueiro do teu olho’, quando, eis que há uma trave no teu próprio olho? 5 Hipócrita! Tira primeiro a trave do teu próprio olho, e depois verás claramente como tirar o argueiro do olho do teu irmão.

Olhe para si mesmo e veja se tens condições de julgar o teu irmão! Tens? Não seja hipócrita; assim falou o nosso Instrutor, nosso modelo humano perfeito.

Para Jeová, todos são iníquos, independente da quantidade de iniquidade. Jesus mostrou para o imperfeito, o que é ser justo. A regra é clara e simples: a alma que pecar - ela é que morrerá. O imparcial Criador é benigno, é misericordioso com todos os iníquos, em todos os níveis. Não foi dito: a alma que "pecar muito" ou "pecar pouco", foi dito simplesmente a alma que "pecar".

São completamente sábias as palavras saídas da boca de Jesus, que resumem de forma clara a questão da iniquidade: (Lucas 16:10) 10 Quem é fiel no mínimo, é também fiel no muito, e quem é injusto no mínimo, é também injusto no muito.

Eliú assim se expressou sobre a imparcialidade do Criador: (Jó 34:19) 19 [Há Um] que não tem mostrado parcialidade para com príncipes E não tem dado mais consideração ao nobre do que ao de condição humilde, Porque todos eles são trabalho das suas mãos.


Todos são trabalho de Suas mãos; como o Criador poderia beneficiar um iníquo em detrimento de outros iníquos?


Ter 0,01% de iniquidade não é ser quase justo, é ser iníquo.


Sabedoria é parte integrante do próprio Jeová, tão facilmente notada em todos os seus trabalhos criativos. Ao lidar com as suas criaturas, obviamente o Criador continuaria demonstrando sua infindável sabedoria. No futuro, suas criaturas comprenderão as ações do Todo-Sábio Criador. As palavras saídas da sua boca foram: (Jeremias 23:20) 20 A ira de Jeová não recuará até que ele tenha executado e até que tenha realizado as idéias de seu coração. Na parte final dos dias dareis a isso vossa consideração com compreensão. (Jeremias 30:23-24) 23 Eis que saiu de Jeová um vendaval, o próprio furor, uma tormenta impetuosa. Rodopiará sobre a cabeça dos iníquos. 24 A ira ardente de Jeová não recuará até que ele tenha executado e até que tenha realizado as idéias de seu coração. Na parte final dos dias vós lhe dareis a vossa consideração.

Tal assunto, os atos praticados, obedecendo as ideias do coração de Jeová, exigia consideração futura e compreensão. Meditação para compreensão. A fonte de sabedoria deixou claro que suas criaturas compreenderiam seus atos. Quando se tornassem um pouco mais sábios, compreenderiam.

Logo, seria imparcialidade de Jeová enviar para a destruição eterna, alguém que Ele considera e declara mais justo que seu povo amado a quem Ele enviou para o Seol. O próprio Jeová declarou Sodoma mais justa que sua tribo remanescente de Judá. Veja aqui nesta página.

Os que atribuem tal iniquidade ao Santo Criador Jeová, certamente não o conhecem. Como no caso de Jó, certamente se arrependerão em pó e em cinza.

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