EGOÍSMO OU ALTRUÍSMO??

Criada em 01/01/09 Modificada em 26/06/16 às 09 : 38





SE NÃO TRABALHOU TAMPOUCO COMA – É UM ATO DE MISERICÓRDIA?


DÊ O QUE ELE MERECE – Ação de um justo retribuidor.


As ordens emanam apenas de pessoas que se sentem como autoridade. A ordem só é emitida por uma autoridade. Ela também só é obedecida por quem se sente debaixo de tal autoridade. Neste caso, você permite que tal pessoa seja uma autoridade para você.


A ordem de nosso amado irmão Paulo foi: Se alguém não quiser trabalhar, tampouco coma.


Assim lemos sua ordem que foi dada provavelmente no ano 51 EC: (2 Tessalonicenses 3:6-12) 6 Ora, NÓS VOS ORDENAMOS, irmãos, no nome do Senhor Jesus Cristo, que vos retireis de todo irmão que andar desordeiramente e não segundo a TRADIÇÃO QUE RECEBESTES DE NÓS. 7 Porque vós mesmos sabeis o modo em que  DEVEIS IMITAR-NOS, porque nós não nos comportamos desordeiramente entre vós, 8 NEM COMEMOS DE GRAÇA O ALIMENTO DE OUTRO. Ao contrário, por labor e labuta, noite e dia, trabalhávamos para não impor a nenhum de vós UM FARDO DISPENDIOSO. 9 Não é que não tenhamos autoridade, mas a fim de que nos oferecêssemos a vós como exemplo, para nos imitardes. 10 De fato, também, quando estávamos convosco, COSTUMÁVAMOS DAR-VOS ESTA ORDEM:SE ALGUÉM NÃO QUISER TRABALHAR, TAMPOUCO COMA.” 11 Pois ouvimos que certos estão andando desordeiramente entre vós, não trabalhando nada, mas intrometendo-se no que não lhes diz respeito.12 A tais pessoas DAMOS A ORDEM e a exortação, no Senhor Jesus Cristo, que, POR TRABALHAREM com sossego, comam o alimento que eles mesmos ganham.


OS QUE NÃO TRABALHAVAM ERAM UM FARDO DISPENDIOSO??


Assim verte a Tradução Brasileira: (2 Tessalonicenses 3:6-12) 6 Nós vos mandamos, irmãos, em nome do Senhor Jesus Cristo, que vos aparteis de qualquer irmão que anda desordenadamente e não segundo a tradição que de nós recebestes. 7 Pois vós mesmos sabeis como deveis imitar-nos, porque não andamos desordenadamente entre vós, 8 nem comemos de graça o pão de homem algum, antes em trabalho e fadiga, trabalhando de noite e de dia para não sermos pesados a nenhum de vós; 9 não porque não tivéssemos o direito, mas para vos oferecer em nós um modelo que imitásseis. 10 Pois ainda quando estávamos convosco, isto vos mandamos, que, SE ALGUÉM NÃO QUER TRABALHAR, NÃO COMA. 11 Temos ouvido que alguns andam entre vós desordenadamente, que nada fazem, antes se intrometem nos negócios alheios; 12 a estes tais ordenamos e rogamos no Senhor Jesus Cristo que, trabalhando sossegadamente, comam o seu pão.



PARECE QUE ESTAVA HAVENDO UM GRAVE ERRO E QUE PRECISAVA SER IMEDIATAMENTE CORRIGIDO.


Trata-se de uma ordem simples dada por Paulo à congregação de alunos COPIADORES de Jesus na cidade de Tessalônica. "Siga meu exemplo e não se torne um fardo dispendioso para outro; não coma de graça o alimento de outro, ANTES, trabalhe pelo seu sustento; quem não quiser trabalhar, tampouco coma; se afastem daqueles que não obedecem a estas nossas ordens". “Que a obediência de vocês a estas ordens, seja em nome do Senhor Jesus”. Outras pessoas que não trabalhavam, estavam comendo de graça o alimento, nas casas de outros que trabalhavam para ter tal alimento. OS QUE NÃO TRABALHAVAM ESTAVAM “VITIMANDO” AQUELES QUE TRABALHAVAM?? Segundo nosso amado irmão Paulo, esta situação estava errada. Depois, Paulo adicionou que esta atitude destes homens estava gerando comentários negativos das “pessoas de fora”. Paulo afirmou que ele fazia o que era certo e que devia ser imitado em nome do Senhor Jesus. “Nós estamos estabelecendo um modelo para ser imitado por vós”.


Afinal de contas, porque estes homens estavam comendo de graça o alimento dado por outros?? Porque não pagavam pelo alimento?? Porque estes homens se encontravam nesta condição de necessitado?? Porque estes homens não estavam trabalhando??


A quem estes homens estavam obedecendo?? O exemplo de quem estavam estes homens seguindo??



Alguns homens escolheram não enriquecer. Eles decidiram manterem-se pobres. Eles escolheram a pobreza.

Quem eram estes homens?? Como eram vistos estes homens??


Como será conviver com alguém que não trabalha? Como será conviver com alguém que se nega a semear semente, alguém que se nega a plantar sua própria lavoura para colher dos seus próprios frutos?? Se ele não planta enquanto outros plantam, como ele é visto por aqueles que plantam?? Será que eles eram vistos como um fardo dispendioso??

(Jeremias 35:6-10) 6 Mas eles disseram: “Não beberemos vinho, porque Jonadabe, filho de Recabe, nosso antepassado, foi quem nos deu a ordem, dizendo: ‘Não deveis beber vinho, nem vós nem os vossos filhos, por tempo indefinido. 7 E não deveis construir casa e não deveis semear semente; e não deveis plantar vinhedo, nem deve tornar-se vosso. Mas em tendas é que deveis morar todos os vossos dias, para que continueis vivendo por muitos dias na superfície do solo onde residis  COMO FORASTEIRO.’ 8 De modo que continuamos a obedecer à voz de Jonadabe, filho de Recabe, nosso antepassado, em tudo o que nos ordenou, não bebendo absolutamente nenhum vinho, todos os nossos dias, nós, nossas esposas, nossos filhos e nossas filhas, 9 e não construindo casas para morarmos nelas, para que nenhum vinhedo, nem campo, nem semente se tornem nossos. 10 E continuamos a morar em tendas e a obedecer e a fazer segundo tudo o que Jonadabe, nosso antepassado, nos ordenou”.


A nação israelita, costumeiramente agrícola, "dona" de vasta área territorial, vivendo em uma terra abençoadamente fértil, amando O ARMAZENAR, o COMERCIALIZAR e o LUCRAR com suas safras, também teve de conviver com uma pequena nação residindo em suas terras, que não plantavam semente alguma. Esta pequena nação habitava sempre em tendas, não construindo casas, não fixando residência em nenhum lugar, não semeando semente, não produzindo sua própria comida. Estes homens se negavam a serem proprietários de terras, de cultivarem solos e de semearem sementes. Uma opção de Jonadabe, filho de Recabe, e obedecida fielmente por seus descendentes. Estes homens estavam obedecendo a Jonadabe.


Eles adotaram perpetuamente a condição de “residentes forasteiros”. Eles adotaram perpetuamente a condição de pobres.


Enquanto o desejo dos demais povos era a prosperidade através posse de terras, através do suor do seu rosto, trabalhando arduamente em uma lavoura, esta pequena nação não tinha este mesmo espírito. Tratava-se de uma nação que não tinha um território para trabalhar e defender.

Fica claro que se tratava de um povo de pouca ou nenhuma prosperidade, face ao modo de vida escolhido por seu antepassado. Sendo extremista, podemos afirmar que enquanto Israel acumulava muitos bens, os recabitas viviam sem acumular bens, ou seja, viviam da misericórdia alheia. Os recabitas não se envergonhavam de sua escolhida condição de “pobre”.


De forma oposta, mesmo ainda no deserto, mesmo nos dias de Moisés, o povo revelava ter um objetivo. Estas são as palavras que revelavam o almejo do povo escolhido: (Deuteronômio 15:3-6) . . .. 4 No entanto, NINGUÉM DEVE FICAR POBRE NO TEU MEIO, porque Jeová, sem falta, te abençoará na terra que Jeová, teu Deus, te dá por herança, para tomares posse dela, 5 contanto que impreterivelmente escutes a voz de Jeová, teu Deus, de modo a cuidar em cumprir todo este mandamento que hoje te ordeno. 6 Pois, Jeová, teu Deus, DEVERAS TE ABENÇOARÁ assim como te prometeu, e CERTAMENTE EMPRESTARÁS SOB CAUÇÃO A MUITAS NAÇÕES, ao passo que tu mesmo não tomarás empréstimo; E TENS DE DOMINAR sobre muitas nações, ao passo que elas não dominarão sobre ti.



Ficar pobre revelaria não ter a bênção de Jeová e ficar rico ter a benção de Jeová. Através da riqueza acumulada eles chegariam a dominar sobre as outras nações. Este era o objetivo final.


Como uma pessoa se torna rica?? Acumulando muitos bens, obviamente.

Para ficarem ricos eles teriam de praticar a lavoura, estocar safras, negociar e comercializar suas safras. Isto também envolvia usar outros humanos como sendo seus braços e pernas, isto é, envolvia até mesmo escravizar outros seres humanos. Aquela sociedade era uma sociedade escravocrata. Bem, isto era o que todo mundo fazia, não é verdade??? Eles queriam ficar acima das outras pessoas, queriam ser mais ricos do que as outras pessoas. Segundo Moisés, era a bênção de Jeová que iria proporcionar a eles o “estarem por cima” das demais nações. Segundo Moisés, eles tinham o que as outras nações não tinham, isto é, a bênção de Jeová. Qual a consequência disso?? Em face de terem a Jeová como Deus, eles receberiam as coisas boas de Deus. O que fazer com a abundância de coisas boas?? Enriquecer e dominar os demais.

Tudo isto soava natural e lógico.


Suponhamos uma situação de escassez de alimentos por uma contínua seca. Nesta condição de carência para todos, os que viviam de plantar e colher safras cada vez maiores e enriquecendo por causa de suas safras armazenadas em seus depósitos, agora, estando em plena carência, vêm se aproximar e acampar em suas terras, pessoas que não trabalham como semeadores, pessoas que se negavam a trabalhar como semeadores. Obviamente, não possuíam depósitos, certamente, viviam o dia a dia de acordo com o local onde acampassem, colhendo o que outros haviam plantado ou dos frutos naturais da terra não cultivada por mãos humanas. Nem mesmo como escravos ou outra mão de obra barata na lavoura ou na construção estes podem ser usados!! E agora, o que fazer se eles não tivessem nada para trocar pelo alimento?


Aquele que trabalhou de sol a sol semeando semente e tendo uma safra minúscula que mal dá para ele, como deve reagir num caso como este?


Por não termos presenciado o que realmente ocorreu, não sabemos que espécie de trabalho realizavam estes homens.


Por viverem em tendas, certamente eram hábeis construtores e montadores de tendas. Talvez vendessem tendas ou trocassem por comida. No entanto, havendo pouca comida e não havendo a “paga” pela supervalorizada comida existente e não tendo estes, participado no plantio dela, o que fazer?


Deve-se aplicar a tais homens a regra: Não trabalhou tampouco coma? Neste caso, seriam eles um “fardo dispendioso” e de forma adicional, sem a perspectiva de lucro ou de pelo menos da devida “paga” por tal comida? Será que deviam vender-se como escravos para poder pagar a comida??


Será que aquele que tinha comida (israelita), deveria oferecer para os recabitas a opção de “ser escravo” em troca do alimento estocado?? Eu salvo sua vida desde que você se transforme em meu escravo, afinal, você não tem como pagar pelo alimento, ou será que tens??


Certamente, era um grupo de pobres famintos que se aproximava dos judeus.


Naquela condição de grande carência, com que olho, os judeus olhavam para os recabitas?? O que dizer para tais homens: Vá plantar para poder colher sua própria colheita??? A história da cigarra e da formiga PARECE aplicar-se muito bem neste caso. Neste caso, não cultivar e não semear semente era uma escolha pessoal.




Jeová é um professor?? Decerto que sim, pois Ele afirmou a respeito de si mesmo: (Deuteronômio 32:1-2) 32 “Dai ouvidos, ó céus, e fale eu; E ouça a terra as declarações da minha boca. 2 Meu ensinamento gotejará como a chuva, Minha declaração pingará como o orvalho, Como chuvas suaves sobre a relva, E como chuvas copiosas sobre a vegetação. . .

Um ensino suave e constante.

Que ensino havia dado Jeová a seu amado povo?

Como tratar o "residente forasteiro"?

Como tratar o "faminto"?


O tratar outros está intimamente ligado ao tipo de sentimento que se tem por este. O tratamento dado ao "residente forasteiro" e ao "faminto" é uma consequência do sentimento que se tem para com estes. Depende de como seu olho vê o faminto e o residente forasteiro.


Ordem de Jeová: Como tratar o “FAMINTO”? Como tratar a “ALMA ATRIBULADA”?? O QUE JEOVÁ ESPERAVA QUE O POVO ISRAELITA FIZESSE?? (Isaías 58:3-12) 3 “‘Por que razão jejuamos e tu não [o] viste, e atribulamos a nossa alma e tu não [o] notavas?’ “Deveras, vós vos agradastes do próprio dia de vosso jejum, quando havia todos os VOSSOS LABUTADORES que vós impelíeis a trabalhar. 4 Deveras, jejuáveis para altercação e para rixa, e para socar com o punho da iniquidade Não continuastes a jejuar como no dia para se fazer ouvir a vossa voz na altura? 5 Acaso deve o jejum que eu escolho tornar-se assim, como um dia em que o homem terreno atribula a sua alma? Para encurvar a sua cabeça como o junco e para que estenda apenas serapilheira e cinzas como o seu leito? É isto o que chamais de jejum e de dia aceitável para Jeová? 6 Não é este o jejum que escolhi? Soltar os grilhões da iniquidade, desatar as brochas da canga e deixar ir livres os esmagados, e que rompais toda canga? 7 Não é PARTILHARES o teu pão ao faminto e introduzires na tua] casa pessoas atribuladas[, sem lar? Que, caso vejas alguém nu, tu o tenhas de cobrir , e que não te ocultes da tua própria carne? 8 Neste caso romperia a tua luz como a alva; e rapidamente surgiria para ti o restabelecimento. E certamente andaria diante de ti a tua justiça; a própria glória de Jeová seria a tua retaguarda. 9 Neste caso chamarias e o próprio Jeová te responderia; clamarias por ajuda e ele diria: ‘Eis-me aqui!’ “Se removeres do teu meio a canga, o apontar com o dedo e falar o que é prejudicial, 10 e CONCEDERES ao faminto o teu próprio [desejo da] alma e FARTARES a alma atribulada , então certamente raiará a tua luz mesmo na escuridão e as tuas trevas serão como o meio-dia. 11 E Jeová forçosamente te guiará constantemente e fartará a tua alma mesmo numa terra abrasada e revigorará os próprios ossos teus; e terás de tornar-te igual a um jardim bem regado e como nascente de água, cujas águas não mentem. 12 E às tuas instâncias, homens certamente edificarão os lugares há muito devastados; erigirás até mesmo os alicerces de gerações contínuas. E serás realmente chamado consertador da brecha, restaurador de sendas junto às quais [se pode] morar.


No entanto, o partilhar, o conceder e o fartar outra pessoa, não foi condicionado ao: POR QUE você está pobre?? Não se pergunta: POR QUE você está faminto??

O egoísta vê o partilhar de uma forma, enquanto o altruísta vê de outra..


Partilhar o teu próprio pão ao faminto; conceder ao faminto o teu próprio desejo de alma – se coloque no lugar dele; dê ao faminto aquilo que você deseja quando você está faminto.


Fartar a alma atribulada – O altruísta não se pergunta o motivo de a alma se encontrar no estado de faminto. O altruísta não se pergunta, não se questiona e não se julga e se decide se o faminto MERECE ou não merece receber comida grátis.


Faminto” não tem religião, nacionalidade, cor de pele, sexo, idade, posição social, estado civil, grau de iniquidade, etc.. Ele é apenas um FAMINTO.


Partilhar o teu próprio pão é igual a dividir o teu próprio pão com o faminto. Dividir aquilo que você tem, seja pouco, ou seja muito. Um caso bem conhecido de alguém que dividiu o seu próprio pão com um faminto ocorreu nos dias do profeta Elias. Elias era um faminto desconhecido e de outra nação, um forasteiro . A viúva altruísta dividiu o pouco que tinha; o que ela tinha era suficiente apenas para ela e seu filho e apenas para aquele dia. Era seu último prato de comida; era comer e esperar a morte. Era um período de extrema carência.

Somente uma pessoa altruísta praticaria aquela ação praticada por aquela viúva.




Comprovando que faminto não tem religião, assim agiu a viúva incircuncisa: (1 Reis 17:8-16) 8 Veio então a ele a palavra de Jeová, dizendo: 9 Levanta-te, vai a Sarefá, que pertence a Sídon, e lá tens de morar. Eis que lá hei de mandar a uma mulher, uma viúva, que te supra de alimento.” 10 Por conseguinte, ele se levantou e foi a Sarefá, e chegou à entrada da cidade; e eis que uma mulher, viúva, ajuntava ali gravetos. Chamou-a, pois, e disse: “Por favor, dá-me um gole de água num vaso para que eu beba.” 11 Quando ela começou a ir para buscá-la, foi chamá-la e disse: “Por favor, traze-me um pedaço de pão na tua mão.” 12 A isto ela disse: “Assim como vive Jeová, teu Deus, não tenho bolo redondo, mas tenho um punhado de farinha num jarro grande e um pouco de azeite numa bilha pequena; e eis que estou ajuntando uns gravetos, e tenho de ir e fazer algo para mim e para meu filho, e vamos ter de comê-lo e morrer.” 13 Então lhe disse Elias: “Não tenhas medo. Entra, segundo a tua palavra. Apenas faze-me primeiro daquilo que houver um pequeno bolo redondo e tens de trazer-mo para fora, e depois podes fazer alguma coisa para ti e para teu filho. 14 Pois assim disse Jeová, o Deus de Israel: ‘O próprio jarro grande de farinha não se esgotará e a própria bilha pequena de azeite não ficará carente até o dia em que Jeová der um aguaceiro sobre a superfície do solo.’” 15 Portanto, ela foi e fez segundo a palavra de Elias; e continuou a comer, ela junto com ele e os da sua casa, por dias. 16 O próprio jarro grande de farinha não se esgotou e a própria bilha pequena de azeite não ficou carente, segundo a palavra de Jeová, que ele havia falado por intermédio de Elias.


Assim verte a Tradução Brasileira: (1 Reis 17:8-16) 8 Veio-lhe a palavra de Jeová, dizendo: 9 Levanta-te, vai para Sarepta, que pertence a Sidom, e ali habita. Eis que ordenei ali a uma mulher viúva que te sustente. 10 Levantou-se e foi para Sarepta. Quando chegou à porta da cidade, estava ali uma mulher viúva apanhando lenha; ele a chamou e lhe disse: Traze-me num vaso um pouco de água para eu beber. 11 Indo ela a trazê-la, ele a chamou e lhe disse: Traze-me também um bocado de pão na tua mão. 12 Ela respondeu: Pela vida de Jeová teu Deus não tenho pão, senão somente um punhado de farinha no vaso e um pouco de azeite na almotolia. Eis que ando apanhando uns gravetos para ir prepará-lo para mim e para meu filho, a fim de que o comamos, e morramos. 13 Elias disse-lhe: Não temas, vai e faze como disseste; mas primeiro faze dele para mim um pãozinho, e traze-mo cá fora; para ti e para teu filho o farás depois. 14 Porque assim diz Jeová, Deus de Israel: A farinha que está no vaso não se acabará, nem o azeite da almotolia faltará, até o dia em que Jeová faça cair chuva sobre a terra. 15 Ela foi e fez conforme a palavra de Elias; comeram ele, e ela e sua casa muitos dias. 16 A farinha não se acabou no vaso, nem o azeite faltou na almotolia, conforme a palavra que Jeová falou por meio de Elias.


Tratava-se de uma viúva com um filho pequeno. A viúva amava o seu pequeno filho. O que se considera como uma ação normal e natural em uma situação como esta?? A mãe defende o alimento para seu filho, principalmente, em se tratando de um filho pequeno. E não podemos esquecer que ela era uma viúva.


Esta viúva dividiu o seu próprio pão até mesmo no seu estado de extrema carência. Fez tal ato para com um "forasteiro desconhecido". Jeová quis chamar atenção para esta viúva, para a personalidade desta viúva e sua disposição de partilhar o seu próprio pão ao FAMINTO. Elias era um "faminto" de outra nação, que não era da mesma religião, que não adorava o mesmo deus que ela adorava e, no entanto, ela repartiu seu próprio pão mesmo assim.


Será que Elias entrava normalmente na casa de um incircunciso?? Não, Elias não entrava na casa de alguém incircunciso. E por que Elias não entrava em nenhuma casa de um incircunciso?? Porque ele era um adorador de Jeová.


Por qual motivo Elias teve de viajar para tão longe?? Não poderia Jeová providenciar comida para Elias dentro do território de Israel?? Porque viajar muitos quilômetros para encontrar uma incircuncisa viúva pobre, que tinha apenas o mínimo de comida para si e seu filho? Talvez, não fosse esta a situação de muitos ali onde Elias já estava, pessoas da mesma religião que Elias? Não havia ali nenhuma pessoa altruísta?? Que lição queria o professor Jeová ensinar? Elias era um porta-voz, um mensageiro que Jeová usava para transmitir Seus pensamentos, Seus ensinamentos, Suas lições, naquele momento específico do Seu amado povo escolhido. O povo escolhido considerava Elias como um irmão e vice versa. Elias não via e não considerava a viúva como sendo uma irmã, assim como o restante do povo amado por Jeová também não a via e não a considerava como uma irmã. Ela era uma incircuncisa, uma iníqua. Obviamente, ela não era considerada como membro da irmandade. Elias não entrava na casa de um incircunciso. Elias se sentiria um homem indigno, caso ele entrasse na casa de um incircunciso.


Será que o povo ensinado e amado por Jeová estava agindo para com os seus "residentes forasteiros" e para com os seus "famintos estrangeiros", adoradores de outros deuses, pessoas de outra religião, assim como agiu aquela viúva?? Será que escolhiam a quem repartir o pão? Será que procuravam e achavam "motivos" para não repartir o pão?? Condenavam os famintos de outra religião à morte, por não lhes repartir o pão, afinal, tratava-se de iníquos incircuncisos, não se tratava??

Será que o povo de Deus era composto de pessoas altruístas??


Jesus também chamou a atenção para esta viúva ao dizer: (Lucas 4:22-26) 22 E todos começaram a dar-lhe testemunho favorável e a maravilhar-se das palavras cativantes que saíam de sua boca, e diziam: “Não é este um filho de José?” 23 A isto lhes disse: “Sem dúvida aplicareis a mim a seguinte ilustração: ‘Médico, cura-te a ti mesmo; as coisas que ouvimos acontecer em Cafarnaum faze também aqui no teu próprio território.’” 24 Mas ele disse: Deveras, eu vos digo que nenhum profeta é aceito no seu próprio território. 25 Por exemplo, em verdade vos digo: HAVIA MUITAS VIÚVAS em Israel nos dias de Elias, quando o céu ficou fechado por três anos e seis meses, de modo que sobreveio grande fome a toda a terra, 26 CONTUDO, Elias não foi enviado a nenhuma destas [mulheres], mas apenas a Sarefá, na terra de Sídon, a uma viúva”.


Alguém que não era adorador de Jeová e que não era considerado como irmão, foi usado por Jeová para mostrar ao povo escolhido, amado e ensinado, o que é repartir o seu próprio pão ao faminto. Uma lição e tanto! Uma vergonha, uma grande vergonha para o povo ensinado, uma grande humilhação. Quando foram relembrados destes fatos por Jesus, como reagiu aquela outra geração do povo ensinado? (Lucas 4:28-30) 28 Ora, todos os que ouviam estas coisas na sinagoga ficaram cheios de ira; 29 e levantaram-se e o conduziram às pressas para fora da cidade, e o levaram à beirada do monte em que se situava a sua cidade, a fim de o lançarem de cabeça para baixo. 30 Mas ele passou pelo seu meio e seguiu caminho.


Em lugar da vergonha e humilhação por tal verdade exposta, os descendentes deste mesmo povo amado e ensinado, ficaram cheios de ira (ranger de dentes) e decidiram matar Jesus, pois sentiram-se ofendidos.

Como podia Jesus exaltar um iníquo incircunciso acima de um judeu circunciso e adorador de Jeová??




Como tratar o faminto? A palavra saída da boca de Jeová revela o que está na mente de Jeová: (Ezequiel 18:5-13) 5 “‘E no que se refere ao homem, se ele veio a ser justo e tem praticado o juízo e a justiça; 6 se não comeu nos montes e não elevou seus olhos para os ídolos sórdidos da casa de Israel, e não aviltou a esposa de seu companheiro, e não se chegou a uma mulher na sua impureza; 7 e se não maltratou a nenhum homem; se restituiu o penhor tomado pela dívida; se não arrebatou nada em roubo; SE DEU o seu próprio pão ao faminto e cobriu com roupa ao que estava nu; 8 se não deu nada em troca de juros e não tomou usura; se retirou sua mão da injustiça; se praticou a verdadeira justiça entre homem e homem; 9 se tem andado nos meus estatutos e tem guardado as minhas decisões judiciais para praticar a verdade, ele é justo. Ele positivamente continuará a viver, é a pronunciação do Soberano Senhor Jeová. 10 “‘E [se] alguém se tornou pai de um filho que é salteador, derramador de sangue, que fez coisas semelhantes a uma destas; 11 (mas ele mesmo não fez nenhuma destas coisas;) se também comeu sobre os montes e aviltou a esposa de seu companheiro; 12 se maltratou o atribulado e pobre; se arrebatou coisas em roubo, não restituindo a coisa tomada em penhor; e se elevou seus olhos para os ídolos sórdidos, fez uma coisa detestável. 13 Deu em troca de usura e cobrou juros, e ele positivamente não continuará a viver. Fez todas estas coisas detestáveis. Positivamente será morto. Sobre ele é que virá a haver seu próprio sangue.


Deu seu próprio pão ao “faminto” e cobriu com roupa o que estava nu – são 2 (dois) dos muitos atos de justiça. Não se trata de dar o pão que está sobrando, antes, trata-se de dar do próprio pão. Não dar o seu próprio pão ao faminto e não cobrir com roupa o que está nu é maltratar o atribulado e o pobre. Não existe meio termo. Deixar de dar o pão, quando se tem o pão, é se omitir; se omitir também é pecado, um pecado contra o faminto necessitado. Despreocupar-se na sua fartura é condenar o faminto à morte; é se omitir. A passividade do rico também é maltratar o atribulado e o pobre. A inércia do rico condena o faminto à morte.


Trata-se de um pecado, e todo pecado é grave, pois todos os pecados têm a mesmíssima penalidade, ou seja, a morte. Trata-se de um ato de iniquidade contra o próximo no seu estado atribulado. Trata-se de uma covardia. Trata-se de um coração de pedra.

O conceito de IGUALDADE, onde se encaixa??

Novamente, não interessa o motivo do homem, seja lá quem for o homem, se encontrar na condição de FAMINTO, ou na condição de NU. É obrigação dar a ele o que ele precisa naquele momento. É dividir o pão, mesmo que seja o único para aquele dia. Colocando-se na condição de faminto e na condição de nu, certamente não se fará qualquer questionamento quanto a se aquele que se encontra nesta condição merece ou não merece ter a sua alma saciada desta necessidade vital.


ISTO É O QUE JEOVÁ ESPERAVA QUE O POVO ENSINADO FIZESSE.


Para dividir o seu próprio pão com o faminto, este faminto tem de ser alguém considerado como muito valioso.


Quando alguém questiona se o faminto MERECE receber alimento, este está julgando o faminto, está se colocando na posição de juiz do faminto, está procurando uma justificativa para não dar. Caso decida não dar em face de não encontrar mérito no faminto, isto não representa uma condenação à morte através da fome?? Sim, é isto mesmo. É o mesmo que afirmar: “Este faminto merece morrer de fome por não possuir o valor necessário para continuar a viver”.


Condicionar dar o pão, estabelecer uma condição antes de fartar a alma faminta é maltratar o atribulado, é tirar proveito, obter vantagem sobre o necessitado. Tomaria esta mesma decisão se fosse um filho querido, um pai querido, um amigo querido ou um rei querido?? Isto é uma afronta ao conceito de igualdade, não é??


Jó foi acusado de não dar seu pão ao faminto: (Jó 22:5-10) 5 Não é já demais a tua própria maldade, E não haverá fim dos teus erros? 6 Pois, sem causa TOMAS UM PENHOR dos teus irmãos, E despes de roupa até mesmo gente nua. 7 Não dás de beber água ao cansado, E NEGAS o pão ao faminto. 8 Quanto ao homem de força, a terra é dele, E quem é tratado com parcialidade é que mora nela. 9 AS VIÚVAS MANDASTE EMBORA DE MÃOS VAZIAS, E os braços de meninos órfãos de pai estão esmigalhados. 10 Por isso há armadilhas de pássaros em volta de ti, E te perturba o pavor repentino;


Isto seria iniquidade Mesmo sem uma lei escrita. Tanto Jó como seus companheiros consideravam ser uma iniquidade se comportar desta maneira para com o faminto e o homem nu, ou seja, o atribulado.


Embora Jó não tivesse uma lei escrita que lhe determinasse agir assim, observemos os sentimentos de Jó em relação a este assunto: (Jó 31:17-23) 17 E costumava comer meu bocado sozinho, Não comendo dele o menino órfão de pai; 18 (Pois desde a minha mocidade cresceu comigo como que com um pai, E desde o ventre de minha mãe eu a guiava;) 19 Se eu costumava ver alguém perecer por não ter vestimenta Ou que o pobre não tinha cobertura; 20 Se os seus lombos não me abençoaram, Nem ele se aquecia com a lã tosquiada dos meus carneirinhos; 21 Se sacudi a mão para lá e para cá contra o menino órfão de pai, Quando via [a necessidade do] meu auxílio no portão, 22 Que caia a minha própria omoplata do seu ombro E se quebre o meu próprio braço desde o seu osso superior. 23 Porque o desastre da parte de Deus era para mim um pavor, E contra a sua dignidade eu nada podia.




Que falou Jeová sobre como tratar o residente forasteiro? Que ensino específico Jeová passou a dar ao povo escolhido?? Envolvia ter que tipo de sentimento pelo residente forasteiro?


Eu fiz vocês experimentarem a condição de "residente forasteiro atribulado" e os sentimentos de um "residente forasteiro atribulado": (Gênesis 15:13-14) . . .E ele começou a dizer a Abrão: “Sabe com certeza que o teu descendente se tornará residente forasteiro numa terra que não é sua; e eles terão de servir-lhes, e estes certamente os atribularão por quatrocentos anos. 14 Mas eu estou julgando a nação à qual servirão, e depois sairão com muitos bens.


Decerto, vocês não gostaram, vocês clamaram a mim por ajuda por estarem sendo oprimidos e maltratados: (Êxodo 2:23-25) 23 E durante esses muitos dias sucedeu que finalmente morreu o rei do Egito, mas os filhos de Israel continuaram a suspirar por causa da escravidão e a clamar em queixa, e seu clamor por ajuda, por causa da escravidão, ascendia ao [verdadeiro] Deus. 24 Então, Deus ouviu seu GEMIDO e Deus lembrou-se do seu pacto com Abraão, Isaque e Jacó. 25 Assim, Deus olhou para os filhos de Israel e Deus reparou [neles].


Lembrem-se do que vocês passaram. Lembrem-se do que vocês sentiram. Vocês chegaram lá como residentes forasteiros e depois passaram a ser usados como escravos. Vocês foram maltratados e oprimidos; vocês não foram amados. Não te tornes a causa do clamor do residente forasteiro. Lembrem-se que Eu ouvi o clamor de queixa feito por vocês ao estarem sendo oprimidos. Eu ouvi o som do vosso gemido. (Êxodo 22:21) 21 E não deves maltratar nem oprimir o residente forasteiro, PORQUE vós vos tornastes residentes forasteiros na terra do Egito.


Lembrem-se do que vocês foram. Lembrem-se do que vocês sentiram. Eu ouvi o clamor por ajuda emitido pelo atribulado. (Êxodo 23:9) 9 E não deves oprimir o residente forasteiro, VISTO QUE vós mesmos conhecestes a alma do residente forasteiro, PORQUE vos tornastes residentes forasteiros na terra do Egito”.


Preocupe-se com residente forasteiro e com o atribulado; não se esqueça dele. Lembre-se sempre que ele existe e que ele NECESSITA de algo que você tem. Ele não precisa vir a ti para lhe pedir algo. Providencie algo para ele antes que ele te peça. Trabalhe a terra, semeie a semente e deixe para o atribulado e para o residente forasteiro. Você trabalha para ele poder comer. (Levítico 19:9-10) 9 “‘E quando ceifardes a colheita da vossa terra, não deves ceifar completamente o canto do teu campo e não deves apanhar a respiga da tua colheita. 10 Tampouco deves rebuscar as sobras do teu vinhedo e não deves apanhar as uvas espalhadas do teu vinhedo. Deves deixá-los para o atribulado e para o residente forasteiro. Eu sou Jeová, vosso Deus.


Ame o residente forasteiro. (Levítico 19:33-34) 33 “‘E caso um residente forasteiro resida contigo no vosso país, não deveis maltratá-lo. 34 O residente forasteiro que reside convosco deve tornar-se para vós como o vosso natural; e tens de amá-lo como a ti mesmo, pois vos tornastes residentes forasteiros na terra do Egito. Eu sou Jeová, vosso Deus.


O QUE O PAI DA IGUALDADE ESTAVA ENSINANDO, ERA A IGUALDADE.


O ESTRANGEIRO É IGUAL AO NATURAL; SEUS OLHOS DEVEM VÊ-LO COMO UM IGUAL.

Preocupe-se com o residente forasteiro e com o atribulado, antes que ele te peça comida. (Levítico 23:22) 22 “‘E quando ceifardes a colheita da vossa terra, não deves acabar completamente o canto do teu campo quando estás ceifando e não deves apanhar a respiga da tua colheita. DEVES DEIXÁ-LOS para o atribulado e para o residente forasteiro. Eu sou Jeová, vosso Deus.’”


Será que eu deveria escolher o atribulado que merecia entrar no meu campo para pegar a comida?? Somente o atribulado da tribo "A" e da tribo "B" é que podem entrar no meu campo. O atribulado filisteu não pode entrar no meu campo para pegar comida. Será que Jeová ficaria satisfeito comigo?? Estaria eu satisfazendo o desejo de Jeová?? Estaria eu respeitando os sentimentos de Jeová pelo carente??

Se eu escolher a quem dar comida, como o Pai da IGUALDADE veria esta minha ação??


Trate o seu irmão que ficar pobre, que ficar carente, COMO VOCÊ TRATARIA um residente forasteiro. (Levítico 25:35-38) 35 “‘E caso teu irmão fique pobre e assim esteja financeiramente fraco ao teu lado, então tens de ampará-lo. Como residente forasteiro e colono tem de ficar vivo contigo. 36 Não cobres dele juros e usura, mas tens de ter temor de teu Deus; e teu irmão tem de ficar vivo contigo. 37 Não deves dar-lhe teu dinheiro [cobrando] juros e não deves dar teu alimento por usura. 38 Eu sou Jeová, vosso Deus, que vos fiz sair da terra do Egito para dar-vos a terra de Canaã, para mostrar-me vosso Deus.


Meu povo amado, o residente forasteiro é para ser tratado assim: "Não cobre dele juros e usura". Tenha dó do estado dele. Não o maltrate, não o oprima, não faça dele um escravo. Não tire proveito dele por seu estado de carência. Teu olho tem de vê-lo como um irmão. Ele precisa ser amparado. Você tem de AMPARÁ-LO.


Não se esqueça do teu passado como atribulado, falou Jeová diversas vezes. O "residente forasteiro" tinha de ser tratado com amor. Ame-o como tu amas a ti mesmo, foi a ordem de Jeová, foi o ensino de Jeová ao povo escolhido. Trate-o exatamente assim como você gostaria de ser tratado na condição de atribulado. Preocupe-se, importe-se com ele. Seja sensível, não tenha um coração de pedra. Providencie algo para ele muito antes que ele te peça. Plante para ele comer. Esteja com ele sempre em mente, planejando sempre (a todo tempo) lhe fazer o bem, em lhe saciar a fome. Quanto ao sem lar, introduza-o na sua casa. No entanto, se você o maltratar, ele emitirá um gemido, e Eu sempre ouço o gemido. Não seja você A CAUSA do gemido do atribulado.


Agora, se você armazena tua safra enquanto o atribulado e o faminto (residente forasteiro) morre de fome perto de você, só porque ele adora um ídolo de madeira, o mais iníquo é o faminto ou é você??


Jeová fazia questão que o povo não esquecesse seu passado, havia um motivo para que a festividade fosse celebrada: (Levítico 23:41-43) 41 E tendes de celebrá-la como festividade para Jeová, por sete dias no ano. Deveis celebrá-la no sétimo mês, como estatuto por tempo indefinido nas vossas gerações. 42 É nas barracas que deveis morar por sete dias. Todos os naturais de Israel devem morar nas barracas, 43 para que as vossas gerações saibam que foi nas barracas que fiz os filhos de Israel morar quando os fiz sair da terra do Egito. Eu sou Jeová, vosso Deus.’”


Eu os fiz morar em tendas; Eu morei em tendas junto com eles; Eu não os ensinei a morar em cidades; Eu não os ensinei a construir palácios e templos”. Eles deviam lembar-se disto. Estas festividades eram testemunhas silenciosas contra suas ações na corrente do tempo.


O PAI DA IGUALDADE FORNECE O EXEMPLO.


Moisés, despedindo-se do povo, fez seu resumo das declarações de Jeová. Moisés passou a descrever o sentimento de Jeová para com o "residente forasteiro". Assim falou Moisés: (Deuteronômio 10:17-19) 17 Pois, Jeová, vosso Deus, é o Deus dos deuses e o Senhor dos senhores, o Deus grande, poderoso e atemorizante, que não trata a ninguém com parcialidade, nem aceita suborno, 18 executando julgamento pelo menino órfão de pai e pela viúva, e AMANDO O RESIDENTE FORASTEIRO, de modo a dar-lhe pão e uma capa. 19 Também vós tendes de amar o residente forasteiro, pois vos tornastes residentes forasteiros na terra do Egito.


Assim verte a Tradução Brasileira: (Deuteronômio 10:17-19) 17 Porque Jeová vosso Deus é o Deus dos deuses e o Senhor dos senhores, o Deus grande, poderoso e terrível, que não se deixa levar de respeitos humanos, nem recebe peitas; 18 que executa o julgamento do órfão e da viúva, e ama ao estrangeiro, dando-lhe pão e vestido. 19 Amai, portanto, ao estrangeiro; porque fostes estrangeiros na terra do Egito.


Deveriam dar indiferença e ódio ao estrangeiro?? Não. Deviam dar amor.


Não maltrate aquele a quem Jeová ama; JEOVÁ AMA o “residente forasteiro”, Ele ama o estrangeiro; Jeová não trata a ninguém com parcialidade, afinal, Ele é o Pai da IGUALDADE.


O estrangeiro não é um incircunciso?? Devo amar um incircunciso?? Jeová ama o incircunciso?? Quem era o “estrangeiro”??


O ponto de referência quanto a como ver, sentir e tratar o residente forasteiro era Jeová. Assim como Jeová via, sentia e tratava o residente forasteiro, o estrangeiro, exatamente assim tinha de ser copiado pelos alunos. Era para copiar o professor.



Será que este “detalhe” era assim tão importante para Jeová? Examinemos outro fato ocorrido e deixemos que Jeová responda. Jeová disse que ouviu um clamor, e que Ele desceu para ver: (Gênesis 18:20-21) 20 Por conseguinte, Jeová disse: O CLAMOR de queixa a respeito de Sodoma e Gomorra, sim, é alto, e seu pecado, sim, É MUITO GRAVE. 21 Estou de todo resolvido a descer para ver se de fato agem segundo o clamor sobre isso, que tem chegado a mim, e se não for assim, ficarei sabendo disso.”...


Assim verte a Tradução Brasileira: (Gênesis 18:20-21) 20 Disse mais Jeová: Em verdade o clamor de Sodoma e Gomorra tem-se multiplicado, e o seu pecado tem-se agravado muito; 21 descerei e verei se em tudo têm praticado segundo o seu clamor, que é chegado a mim; e se assim não é, sabêlo-ei.



Naquele momento, o momento da punição, Jeová não disse o motivo do clamor de queixa contra Sodoma e Gomorra. Havia um "ALTO clamor de queixa" contra Sodoma. Jeová disse apenas que o pecado de Sodoma era "MUITO GRAVE". Seria promiscuidade sexual??



Assim falou o anjo para Ló, horas antes da destruição de Sodoma: (Gênesis 19:12-13) 12 Os homens disseram então a Ló: “Tens mais alguém aqui? Genro, e teus filhos, e tuas filhas, e todos os que são teus na cidade, leva-os para fora do lugar! 13 Pois vamos arruinar este lugar, porque O CLAMOR contra eles TORNOU-SE ALTO perante Jeová, de modo que Jeová nos enviou para arruinar a cidade....

Assim verte a Tradução Brasileira: (Gênesis 19:12-13) 12 Então perguntaram os homens a Ló: Tens tu mais alguém aqui? genro, e teus filhos e tuas filhas, todos quantos tens na cidade, tira-os para fora deste lugar: 13 pois nós vamos destruir este lugar, porque o clamor deles se tem tornado grande diante de Jeová; e Jeová nos enviou a destruí-lo.



Novamente, foi dito “apenas” que o clamor contra Sodoma tornou-se alto perante Jeová. JEOVÁ OUVIU O GEMIDO.

Afinal, qual era o pecado "muito grave" de Sodoma? Seria promiscuidade sexual?? Deixemos que o próprio Jeová responda. Tempos depois, cerca de 1000 (mil) anos depois, Ele mesmo revelou qual tinha sido o pecado de Sodoma. Estas foram as palavras que brotaram da mente e boca de Jeová: (Ezequiel 16:48-50) .... 49 Eis que este é o que mostrou ser o erro de Sodoma, tua irmã: Orgulho, FARTURA de pão e a DESPREOCUPAÇÃO do sossego foram [as coisas] que vieram a ser dela e das suas aldeias dependentes, e ela não fortaleceu a mão do atribulado e do pobre. 50 E elas continuaram a ser soberbas e a praticar uma coisa detestável diante de mim, e eu finalmente as removi, assim como vi [ser conveniente].


A Tradução Brasileira de 1917 assim verte: (Ezequiel 16:18-20) 49 Eis que esta era a iniqüidade de Sodoma, tua irmã: a soberba, a fartura de pão e a próspera tranqüilidade achavam-se nela e em suas filhas, porém não segurava ela a mão do pobre e do necessitado. 50 Eram arrogantes, e cometeram abominações diante de mim; portanto, ao ver isto, as removi do seu lugar.


Foi o próprio Jeová quem listou os erros de Sodoma. Entre outras coisas, Jeová ouvia o "clamor de queixa" de que os habitantes de Sodoma, Gomorra, Admá e Zeboim não fortaleciam a mão do atribulado e do pobre, não se importavam com o faminto, não davam seu próprio pão ao faminto, não se preocupavam se havia ou não gente com fome nas suas cidades, nos portões da cidade ou em volta dela. E havia fartura de pão!

Neste caso, que espécie de pessoas eram??

Eram pessoas egoístas ou eram pessoas altruístas??

Ora, o egoísta pensa em seu bem-estar, não é verdade??

O egoísta não se preocupa com o bem-estar dos outros, e principalmente dos não conhecidos, não é verdade??

Havia também um sentimento de SOBERBA, ou seja, consideravam-se superiores àqueles com quem não repartiam o pão. Certamente este era um conjunto de atitudes dos humanos ali, que causava muitas vítimas, vitimas que clamavam. Certamente havia muito gemido de gente atribulada e faminta. Como poderia existir famintos nas cidades onde havia fartura de pão?? Onde há fartura, há sobra. Eles eram responsáveis pelos GEMIDOS ouvidos por Jeová. Foi motivo suficiente para Jeová revelar o seu total desagrado desta situação, removendo-as assim como Ele viu ser conveniente. O egoísmo era abundante. Eles não se preocupavam com os necessitados.

Então, isto é algo muito sério, muito sério mesmo. Jeová considera o não dar teu próprio pão ao faminto com algo muito grave.


Jesus afirmou que aquele que armazena e armazena só pensa em si mesmo e é desarrazoado. Assim falou Jesus: (Lucas 12:13-20) 13 Disse-lhe então um dos da multidão: “Instrutor, dize a meu irmão que divida comigo a herança.” 14 Ele lhe disse: “Homem, quem me designou juiz ou partidor sobre vós?” 15 Então lhes disse: “Mantende os olhos abertos e guardai-vos de toda sorte de cobiça, porque mesmo quando alguém tem abundância, sua vida não vem das coisas que possui.” 16 Com isso contou-lhes uma ilustração, dizendo: “A terra de certo HOMEM RICO produziu bem. 17 Consequentemente, ele começou a raciocinar no seu íntimo, dizendo: ‘Que farei, agora que não tenho onde ajuntar as minhas safras?’ 18 De modo que ele disse: ‘Farei o seguinte: Derrubarei os meus celeiros e construirei maiores, e ali ajuntarei todos os meus cereais e todas as minhas coisas boas; 19 e direi à minha alma: “Alma, tens muitas coisas boas acumuladas para muitos anos; folga, come, bebe, regala-te.”’ 20 Mas Deus disse-lhe: ‘DESARRAZOADO, esta noite te reclamarão a tua alma. Quem terá então as coisas que armazenaste?’


Ele já era rico, já tinha fartura de pão e despreocupação do sossego gerado pelo seu grande estoque. E agora que aumentou a sua sobra, o que fará?? Como todo homem rico, ele acumulará mais coisas boas, visando aumentar a sua despreocupação do sossego. Não agir assim é que é ser desarrazoado, pensavam os demais.

O homem rico não admite perder sua riqueza, no entanto, ele sempre almeja aumentar a sua riqueza. Ele não se importa se os humanos em sua volta passem a ter cada vez menos a ponto de se tornarem escravos para ele ou ao ponto de mendigarem e finalmente morrerem de fome, ao não terem trabalho, por exemplo, não tendo como pagar a este rico uma troca qualquer pelo pão acumulado com ele.

Jesus descreve este homem de forma bem real: "Desarrazoado".


Quando certo homem rico que afirmava amar ao próximo como a si mesmo teve de provar este seu amor ao próximo, como reagiu? Assim está registrada a sua reação: (Mateus 19:16-24) 16 E eis que alguém, aproximando-se, disse-lhe: “Instrutor, que preciso fazer de bom, a fim de obter a vida eterna?” 17 Ele lhe disse: “Por que me perguntas sobre o que é bom? Há um que é bom. Se queres, porém, entrar na vida, observa continuamente os mandamentos.” 18 Disse-lhe ele: “Quais?” Jesus disse: “Ora, não deves assassinar, não deves cometer adultério, não deves furtar, não deves dar falso testemunho, 19 honra [teu] pai e [tua] mãe, e, tens de amar o teu próximo como a ti mesmo.” 20 O jovem disse-lhe: “Tenho guardado a TODOS estes; que me falta ainda?” 21 Jesus disse-lhe: “Se queres ser perfeito, vai vender teus bens e dá aos pobres, e terás um tesouro no céu, e vem, sê meu seguidor.” 22 Quando o jovem ouviu estas palavras, afastou-se contristado, porque tinha muitas propriedades. 23 Jesus, porém, disse aos seus discípulos: “Deveras, eu vos digo que será difícil para um rico entrar no reino dos céus. 24 Novamente, eu vos digo: É mais fácil um camelo passar pelo orifício duma agulha, do que um rico entrar no reino de Deus.”


Ele revelou onde estava o seu amor. Pelas palavras finais de Jesus, esta é a reação normal de quem é rico.


Em uma terra onde há fartura de pão, não devia existir famintos. Nota-se claramente que aquele que muito tem, recebeu o privilégio de poder ajudar mais famintos, de cuidar dos famintos. São muitos os famintos que sofrendo, olham para aquilo que está acumulado em suas mãos. O desejo de alma dos famintos está acumulado, armazenado, protegido, trancado e sobrando nas mãos daquele que tem muito, daquele que acumulou muito nos seus armazéns. Se ele não repartir o pão com o faminto, isto vai gerar gemidos e clamores contra aquele que tem tais coisas acumuladas.


Ao ver um iníquo incircunciso passando fome, o que deve fazer o supostamente justo circunciso?? O que o olho do suposto justo deve ver?? Deve ver alguém que está sendo corretamente punido por sua iniquidade??


O povo ensinado havia se afastado tanto daquilo que havia saído da mente de Jeová, seu professor, que em torno de 200 (duzentos) anos antes da destruição e desolação de Jerusalém no provável ano de 607 antes de Jesus, assim falou Jeová para toda a nação (Samaria e Jerusalém): (Amós 5:12) 12 Porque sei quantas são as vossas revoltas e quão fortes são os vossos pecados, vós os que sois hostis ao justo, vós os que aceitais peita e que tendes afastado os pobres até mesmo no portão.


Assim verte a Tradução Brasileira: (Amós 5:12) 12 Pois sei quão numerosas são as vossas transgressões e quão grandes os vossos pecados, vós que afligis o justo, que aceitais peitas, e que NA PORTA rejeitais o necessitado.



Mas, e se o necessitado for um iníquo incircunciso?? Aquele que foi ensinado a se preocupar com o pobre muito antes que este lhe pedisse comida, mesmo quando este ainda estava longe de seus olhos, estava agora afastando aquele pobre que ele via no seu portão?? Sim, era isto mesmo. Rejeitavam necessitado até mesmo quando este vinha até a sua porta??

Que valor este humano atribuía àquele que era rejeitado por ele dos seus portões??

Faria o mesmo com o seu filho queridinho??


Sim, isto mesmo. Bastava encontrar motivos, bastava rotular o necessitado. Bastava procurar um mérito no necessitado; bastava encontrar uma iniquidade no necessitado. Bastava atribuir um baixo valor para aquele necessitado. Esta atitude que caracterizava aquela geração, certamente produzia muitos clamores de queixa contra ela. Sem qualquer dúvida, produziam fortes clamores, e Jeová ouvia estes fortes clamores; Jeová ouvia os gemidos. Apesar de tudo isto, os rituais no templo continuavam, os lindos cânticos continuavam. Chamavam a Jeová por nome.


Qual foi a ordem dada pelo perfeito e sábio Jesus, o Único Instrutor e Modelo, ao qual seus alunos (apóstolos) tinham de obedecer, pelo menos 18 anos antes desta ordem de nosso amado irmão Paulo?

(Mateus 10:8-10) 8 Curai doentes, ressuscitai mortos, tornai limpos os leprosos, expulsai demônios. De graça recebestes, de graça dai. 9 Não adquirais nem ouro, nem prata, nem cobre, para os bolsos dos vossos cintos, 10 nem alforje para a viagem, nem duas peças de roupa interior, nem sandálias, nem bastão; pois o trabalhador merece o seu alimento.

(Marcos 6:7-10) 7 Convocou então os doze e principiou a enviá-los de dois em dois, e começou a dar-lhes autoridade sobre os espíritos impuros. 8 Deu-lhes também ordens de não levarem nada para a viagem, a não ser apenas um bastão, nem pão, nem alforje, nem dinheiro de cobre nos bolsos dos seus cintos, 9 mas de amarrarem sandálias, e de não usarem duas peças de roupa interior. 10 Outrossim, disse-lhes: “Onde quer que entrardes numa casa, ficai ali até sairdes daquele lugar.


Assim verte a Tradução Almeida: (Mateus 10:8-10) 8 Curai os enfermos, ressuscitai os mortos, limpai os leprosos, expulsai os demônios; de graça recebestes, de graça dai. 9 Não vos provereis de ouro, nem de prata, nem de cobre, em vossos cintos; 10 nem de alforje para o caminho, nem de duas túnicas, nem de alparcas, nem de bordão; porque digno é o trabalhador do seu alimento.

(Marcos 6:7-10) 7 E chamou a si os doze, e começou a enviá-los a dois e dois, e dava-lhes poder sobre os espíritos imundos; 8 ordenou-lhes que nada levassem para o caminho, senão apenas um bordão; nem pão, nem alforje, nem dinheiro no cinto; 9 mas que fossem calçados de sandálias, e que não vestissem duas túnicas. 10 Dizia-lhes mais: Onde quer que entrardes numa casa, ficai nela até sairdes daquele lugar.


Não leve nada e não receba nada, não receba nada, exceto o alimento.


Não leve dinheiro, logo, não pague pelo alimento. Não adquirais, não pegais, não tenhais, não apanhais, não embolsais nada; recebais APENAS o alimento. Esta foi a ordem. Ao serdes recebidos em um lar, ficai nele e comei ali. Uma ordem parecida com aquela dada por Jonadabe filho de Recabe a seus descendentes e obedecida por estes, sejais pobres.


Pelo menos 18 anos antes desta ordem de Paulo, qual foi a ordem dada pelo perfeito e sábio Jesus, até então, o Único líder ao qual seus outros setenta alunos (discípulos) tinham de obedecer??

(Lucas 10:1-8) 10 Depois destas coisas, o Senhor indicou outros setenta e os enviou, aos dois, na sua frente, a cada cidade e lugar aonde ele mesmo estava para ir. 2 Começou então a dizer-lhes: “A colheita, deveras, é grande, mas os trabalhadores são poucos. Por isso, rogai ao Senhor da colheita que mande trabalhadores para a sua colheita. 3 Ide. Eis que eu vos envio como cordeiros no meio de lobos. 4 Não leveis bolsa, nem alforje, nem sandálias, e não abraceis a ninguém em cumprimento ao longo da estrada. 5 Onde quer que entrardes numa casa, dizei primeiro: ‘Haja paz nesta casa.’ 6 E, se ali houver um amigo da paz, descansará sobre ele a vossa paz. Mas, se não houver, ela voltará para vós. 7 Assim, ficai naquela casa, comendo e bebendo as coisas que provêem, porque o trabalhador é digno de seu salário. Não vos estejais transferindo de casa em casa. 8 Também, onde quer que entrardes numa cidade e eles vos receberem, comei as coisas postas diante de vós,


A ordem de Jesus foi de cuidarem de seus próprios negócios e trabalhar para ter seu próprio sustento; plantar a sua própria safra?? “Seja dependente do sustento de outro”, não foi esta a ordem de Jesus?? Jesus não os mandou produzir o seu próprio sustento. Não leve nada, nem bolsa, nem alforje, nem dinheiro, nem sandálias, nem caixinhas de contribuições; ficai e comei na casa em que fordes acolhidos; coma de graça as coisas postas diante de vós; esta foi a ordem que saiu da boca do Instrutor, Líder e Modelo. Nunca é demais relembrar que Jesus só repetia aquilo que Jeová lhe mandara dizer. Durante três anos e meio, os discípulos de Jesus não o viram trabalhando, acumulando coisas, antes, o viram fazendo aquilo que ele os mandara fazer, fazer igual.

> Eles viram Jesus comendo de graça as coisas postas diante dele.

Alguém poderia objetar: Jesus, o que as pessoas vão falar? Ou ainda mais: Ser pobre é uma vergonha. Ser pobre revela que a pessoa não tem a bênção de Jeová. Ser pobre e não produzir o próprio alimento é ainda pior; eles vão falar mal de mim.


Para aqueles discípulos que dispunham de coisas, que ordem havia dado o Mestre?? (Lucas 6:38) 38 Praticai o dar, e dar-vos-ão. Derramarão em vosso regaço uma medida excelente, recalcada, sacudida e transbordante. Pois, com a medida com que medis, medirão a vós em troca.”

Assim verte a Tradução Brasileira: (Lucas 6:38) 38 DAI, e dar-se-vos-á; boa medida, recalcada, sacudida, trasbordando, vos porão no regaço; porque a medida de que usais, dessa tornarão a usar convosco.



Assim verte a Tradução Almeida: (Lucas 6:38) 38 DAI, e ser-vos-á dado; boa medida, recalcada, sacudida e transbordando vos deitarão no regaço; porque com a mesma medida com que medis, vos medirão a vós.


Em lugar de praticar o verbo “ARMAZENAR”, o discípulo devia praticar o verbo “DAR”.

Todos deviam sentirem-se felizes por praticarem o verbo “DAR”. Cada discípulo que tivesse algo para DAR, devia sentir prazer em praticar o verbo “DAR”.


Desta forma, os discípulos de Jesus caminhavam em direção à pobreza, caminhavam na direção de não ter nada armazenado. Fazendo assim, copiavam o Mestre.


Pelo menos por 18 anos, esta era a única ordem obedecida pelos alunos (discípulos) de Jesus, a ordem dada pelo próprio Jesus, até então, o único modelo humano a ser copiado pelos alunos. Além disso, para deixar bem claro que seria uma tarefa extremamente difícil, assim falou Jesus: "vos envio como cordeiros no meio de lobos".

Bem, durante aqueles dezoito anos, os discípulos de Jesus estavam obedecendo à forma de vida altruísta vivida e ensinada por Jesus.

Aquela obediência e forma de vida altruísta estava produzindo certos efeitos colaterais.

Bem, estes efeitos colaterais eram esperados, obviamente.

Como se comportar diante dos efeitos colaterais produzidos por uma forma de vida baseada no altruísmo??

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☺♥VOU TRABALHAR E TRABALHAR PARA QUE OUTRO USUFRUA DO FRUTO DO MEU TRABALHO??

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COMO DEVO ME SENTIR EM FACE DESTA REALIDADE???

FELIZ OU TRISTE??

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Bem, isto vai depender...

Vai depender de que exatamente???

Vai depender do VALOR que eu atribuo àqueles que se beneficiarão do fruto do meu trabalho..


Se eu tiver o beneficiado em ALTA ESTIMA e em alta consideração, será um prazer para mim ver tal próximo se beneficiando do fruto do meu trabalho...

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Se for um filho amado e queridinho, eu ficarei muito FELIZ em ver tal próximo se beneficiando com o fruto do meu trabalho.

Dependendo da quantidade de amor que sinto por este próximo, a minha alegria será maior ou menor..

Neste caso, a minha alegria estará CONDICIONADA ao amor que eu sinto por este próximo que se beneficia com o fruto do meu trabalho.

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Lembra do que Jesus nos informou sobre isso??

Vejam só o motivo da alegria....

(Lucas 14:13-14) 13 Mas, quando ofereceres uma festa, convida os pobres, os aleijados, os coxos, os cegos; 14 E SERÁS FELIZ, PORQUE eles não têm nada com que te pagar de volta. Porque se te pagará de volta na ressurreição dos justos.”

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Notaram o motivo da alegria??

Eles não têm nada com que te pagar de volta...

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Será que em algum momento, estes pobres se tornariam um fardo dispendioso??

Eles poderiam se tornar um fardo dispendioso, SE E SOMENTE SE, o meu amor por eles fosse reduzido...

Se o meu amor pelo beneficiado permanecer o mesmo, minha alegria será a mesma em toda a linha do tempo.

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Quando é mesmo que um discípulo de Jesus veria como um fardo dispendioso alimentar um outro próximo qualquer??

Ora, somente quando este discípulo passasse a atribuir um baixo valor àquele beneficiado, sentindo por este uma baixa estima.

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Bem, e aquela alegria em dar àquele que não tem como pagar de volta??

Aquela alegria só existiria, SE E SOMENTE SE, o beneficiado estivesse em alto valor e alta estima para aquele que dá....

Parece que o nosso irmão Paulo de Tarso dava muito mais valor ao bem gasto e ao trabalho realizado do que à alegria de dar altruistamente e se sentir alegre por dar altruistamente....

Somente um egoísta veria o dar continuamente o seu pão ao faminto como um fardo dispendioso.....

Estando louco para se ver livre de tal fardo, que poderia levar a pessoa à pobreza, Tal pessoa aceitaria a ordem dada por Paulo, considerando o recebedor como tendo BAIXO VALOR e sentindo por este uma BAIXA ESTIMA...

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♥♥

O altruísta Jesus estava ensinado as pessoas a se sentirem felizes por serem altruístas...


Em torno de dezoito anos depois desta ordem de Jesus, Paulo estava escrevendo para uma congregação de aprendizes, de alunos (discípulos) de Jesus e lhes disse: Não comemos de graça o alimento de outro, ao contrário, por labor e labuta, dia e noite trabalhávamos para não impor a vós nenhum fardo dispendioso. Nós pagamos pelo nosso alimento, enquanto outros comem de graça. Nós estamos produzindo o nosso próprio alimento enquanto outros vivem nas casas dos outros sem produzir nada, tornando-se assim um fardo dispendioso.

Quem eram estes que ficavam nas casas dos outros comendo o que era colocado à mesa para eles comerem?? Quem eram estes que necessitavam de tudo o que os outros dessem para eles?? Quem eram estes pobres necessitados??


Assim confirmou Paulo a sua ordem: (1 Tessalonicenses 4:9-12) 9 No entanto, com referência ao amor fraternal, não necessitais de que vos escrevamos, porque vós mesmos sois ensinados por Deus a vos amardes uns aos outros; 10 e, de fato, vós o estais fazendo para com todos os irmãos, em toda a Macedônia. Exortamo-vos, porém, irmãos, a que prossigais fazendo isso em medida mais plena, 11 e que tomeis por vosso alvo viver sossegadamente, E QUE CUIDEIS DE VOSSOS PRÓPRIOS NEGÓCIOS E TRABALHEIS COM AS VOSSAS MÃOS, ASSIM COMO VOS ORDENAMOS, 12 a fim de que andeis decentemente para com os de fora E NÃO NECESSITEIS DE NADA.


Estes pobres necessitados estavam andando de forma indecente diante dos de fora?? Quem eram os de fora??

Os pobres necessitados eram aqueles que haviam abandonado todas as coisas para seguir a Jesus.

Em certa ocasião Pedro perguntou a Jesus:

(Mateus 19:27) 27 Pedro disse-lhe então, em resposta: “Eis que abandonamos todas as coisas e te seguimos; o que haverá realmente para nós?”...


E assim, aquele que necessitasse de todas as coisas, passava a ser um fardo dispendioso para aquele que tendo, passasse a COMPARTILHAR de suas coisas com este discípulo pobre. Vá trabalhar para ter seu próprio sustento e não seja um fardo para outros. Isto representava uma vergonha para Paulo. Representava andar indecentemente para com os de fora, se tornar um fardo para os de fora e para os de dentro.


Os que valorizam o seu trabalho, os que valorizam o seu esforço, os que valorizam a sua busca e conquista de coisas, encaram o verbo “dar” com tristeza. Os que se empenham em conseguir coisas encaram o “dar” como um fardo, pois o DAR não lhes traz felicidade. Eles amam o LUCRO. Estes encaram o necessitado como um fardo dispendioso e sentem tristeza em praticar o verbo DAR.

No entanto, que ordens havia dado Jesus, o Mestre, aos aprendizes, aos alunos (discípulos) pelo menos 18 anos antes? Ninguém conhece o Pai tão bem quanto Jesus, além de Jesus ter sido o humano mais sábio que existiu até hoje, além do que, somente a respeito de Jesus foram proferidas as seguintes palavras desde os céus: “escutai-o”. Todas as palavras de Jesus são sábias, muito mais sábias do que as de quaisquer outros humanos.


Jesus disse: Ficai naquela casa, comendo e bebendo as coisas que provêm, porque o trabalhador é digno de seu salário. Não vos estejais transferindo de casa em casa. Também onde quer que entrares numa cidade e eles vos receberem, comei as coisas postas diante de vós...


Será que Jesus pediu a seus discípulos para vender todas as coisas e guardar para dar aos discípulos pobres?? Pediu Jesus que o fruto da venda dos bens fosse trazido a ele para que ele destinasse tais coisas aos pobres escolhidos por ele?? Algum apóstolo foi designado para ficar com um depósito de contribuições com o objetivo de “comandar e controlar” a distribuição dos bens aos pobres??


Os discípulos de Jesus estavam obedecendo alegremente esta ordem de Jesus?? Vejamos o relato histórico: (Atos 4:32-35) 32 Ainda mais, a multidão dos que haviam crido era de um só coração e alma, e nem mesmo um só dizia que qualquer das coisas que possuía fosse a sua própria; mas eles tinham todas as coisas em comum. 33 Também os apóstolos continuavam com grande poder a dar testemunho a respeito da ressurreição do Senhor Jesus; e sobre todos eles havia benignidade imerecida em grande medida. 34 De fato, não havia nem mesmo um só necessitado entre eles; porque todos os que eram proprietários de campos ou de casas vendiam-nos, e traziam os valores das coisas vendidas 35 e os depositavam aos pés dos apóstolos. Por sua vez, fazia-se distribuição a cada um, conforme tivesse necessidade.



Assim verte a Tradução Almeida: (Atos 4:32-35) 32 Da multidão dos que criam, era um só o coração e uma só a alma, e ninguém dizia que coisa alguma das que possuía era sua própria, mas todas as coisas lhes eram comuns. 33 Com grande poder os apóstolos davam testemunho da ressurreição do Senhor Jesus, e em todos eles havia abundante graça. 34 Pois não havia entre eles necessitado algum; porque todos os que possuíam terras ou casas, vendendo-as, traziam o preço do que vendiam e o depositavam aos pés dos apóstolos. 35 E se repartia a qualquer um que tivesse necessidade.


Será que era para repartir entre os “pobres” ou apenas entre os discípulos de Jesus que fossem pobres??


Embora de forma inicial tais ofertas estivessem sendo dadas a qualquer um que tivesse necessidade, o que ocorreria com o passar do tempo?? O que ocorreria quando houvesse um aumento dos necessitados?? Seria estabelecida uma ordem de prioridade??

Em face disto, qual tinha sido a ordem de Jesus?? (Lucas 12:32-34) 32 Não temas, pequeno rebanho, porque vosso Pai aprovou dar-vos o reino. 33 Vendei as coisas que vos pertencem e FAZEI DÁDIVAS de misericórdia. Fazei para vós mesmos bolsas que não se gastem, um tesouro que nunca falhe, nos céus, onde o ladrão não chega perto nem a traça consome. 34 Pois onde estiver o vosso tesouro, ali estará também o vosso coração.


Assim verte a Tradução Almeida: (Lucas 12:32-34) 32 Não temas, ó pequeno rebanho! porque a vosso Pai agradou dar-vos o reino. 33 Vendei o que possuís, e dai esmolas. Fazei para vós bolsas que não envelheçam; tesouro nos céus que jamais acabe, aonde não chega ladrão e a traça não rói. 34 Porque, onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração.


Era para vender todas as coisas que possuísse e dar esmolas. Quem devia vender?? O proprietário, não é verdade?? O fruto da venda continua sendo do proprietário, não continua?? Sim, continua. Ele deve dar aos pobres, não deve?? Dar para quem?? Que pobres?? Pobres judeus?? Pobres discípulos de Jesus?? Será que pobre passaria a ter nacionalidade, sexo, idade, religião, grau de iniquidade ou outra característica qualquer?? Deveria ser um pobre merecedor??

Deveria ser criado um centro de recolhimento de doações?? Deveria ser criado um grupo para comandar e administrar a distribuição das doações aos pobres?? Deveriam ser criadas regras para definir se o pobre merecia a doação??


O egoísta daria para aqueles que ele tivesse em alta estima e consideração, ou seja, pessoas do grupo dele. Desta forma, ele estava revelando a sua desvalorização de uns e valorização de outros. Desta forma, ele revelava o que realmente existia em seu coração.

Devia praticar a inclusão de todos??

Devia praticar a exclusão de alguns??

Devia haver mais importantes e menos importantes??


Afinal, quem deveria comandar e controlar tal distribuição de dádivas aos pobres??

O que o histórico revelou??


Bem, o histórico revelou que eles estavam alegremente vendendo todas as coisas que possuíam. Quem vende todas as coisas que possui, fica sem nada e dependente da esmola de outros que ainda têm, não é verdade??


Será que Jesus retificou esta ordem e passou a dar outra ordem??

Nosso amado irmão Paulo também era um aluno (discípulo; copiador) de Cristo e esta ordem também era para ser obedecida por ele.


Paulo disse que como aluno (apóstolo; copiador) de Cristo ele podia ser um fardo dispendioso, afinal, tinham recebido a ordem, mas,...

Estava o perfeito e Sábio Jesus ordenando que seus doze apóstolos e demais setenta discípulos se tornassem um fardo dispendioso para aquele que acolhesse um apóstolo ou um discípulo? Obedecendo a ordem do Mestre, o aluno (discípulo) devia ficar naquela casa, comendo e bebendo por vários dias.


Este que acolhesse um apóstolo no seu lar passava assim a estar carregando um fardo dispendioso? Bem, este era o pensamento e o SENTIMENTO de nosso amado irmão Paulo, pois na sua 1ª carta à mesma congregação dos tessalonicenses ele afirmou: (1 Tessalonicenses 2:6) 6 Nem estivemos buscando glória dos homens, não, nem de vós, nem de outros, EMBORA, COMO APÓSTOLOS DE CRISTO, PUDÉSSEMOS SER UM FARDO DISPENDIOSO.


Eu, por ser apóstolo, podia ser um fardo dispendioso, em face da ordem de Jesus?


Estou ciente da ordem de Jesus, no entanto, eu não a cumpro porque... : (1 Coríntios 9:14-15) 14 Deste modo, também, O SENHOR ORDENOU QUE os que proclamam as boas novas vivam por meio das boas novas. 15 MAS, EU NÃO TENHO FEITO USO DE NEM UMA ÚNICA DESTAS [provisões]. Deveras, não escrevi estas coisas para que se tornasse assim no meu caso, pois, para mim seria melhor morrer, do que — NINGUÉM ME VAI INVALIDAR A MINHA RAZÃO PARA JACTÂNCIA!


Paulo se orgulhava em não cumprir esta ordem de Jesus. Ninguém poderá me chamar de "fardo dispendioso". Eu prefiro a morte a ser chamado de "fardo dispendioso". Eu nunca fiquei na casa de ninguém comendo e bebendo de graça. Disto você nunca poderão me acusar.


Parece que a ordem dada por Jesus estava causando um problema. O que fazer para resolver este problema??


Neste caso, Paulo concordava que o homem encontrar-se na condição de ser alimentado por outro, se constitui em um fardo.

Neste caso, nosso amado irmão Paulo revelava discordar do seu Mestre, Jesus.


Assim verte a Tradução Brasileira: (1 Coríntios 9:14-15) 14 Assim também ordenou o Senhor aos que proclamam o Evangelho, que vivam do Evangelho; 15 mas nenhuma destas coisas tenho eu usado. Nem escrevo isto, para que se faça assim comigo; pois melhor me fora morrer, do que alguém fazer vã a minha glória.


Assim verte a Tradução Almeida: (1 Coríntios 9:14-15) 14 Assim ordenou também o Senhor aos que anunciam o evangelho, que vivam do evangelho. 15 Mas eu de nenhuma destas coisas tenho usado. Nem escrevo isto para que assim se faça comigo; porque melhor me fora morrer, do que alguém fazer vã esta minha glória.



Afinal, o que é ser um fardo dispendioso?? É ser algo pesado e oneroso (caro) para alguém, algo que além de ser pesado para carregar, também causa prejuízo financeiro, por causar redução no estoque de outro, causar empobrecimento. Neste caso, o fardo ou peso está diretamente relacionado com aquilo que não gostamos de fazer. Ver o valioso estoque, conseguido com muito trabalho, ser reduzido por ser consumido por este homem hospedado em sua casa causava muita dor. Em lugar deste homem estar me ajudando a aumentar o meu estoque, ele está contribuindo para que ele diminua??

No lugar de sentir a alegria de dar, a pessoa estava sentindo o pesar por dar...

Obedecer a ordem dada por Jesus estava sendo encarado como tornar-se um fardo dispendioso para alguém. O aluno de Jesus (discípulo) também a estava encarando assim. Onde estava o erro??


Certamente, nosso amado irmão Paulo se orgulhava de não ter sido um “fardo dispendioso”, pois reafirmou na mesma carta: (1 Tessalonicenses 2:9-10) 9 Certamente vos lembrais, irmãos, de nosso labor e labuta. FOI TRABALHANDO NOITE E DIA, para não impormos a nenhum de vós qualquer fardo dispendioso, que vos pregamos as boas novas de Deus. 10 Vós sois testemunhas, Deus também o é, de quão leais, e justos, e inculpáveis nos mostramos a vós, crentes.


Trabalhei dia e noite para não receber alimento gratuito de vós, afirmou alegremente nosso amado irmão Paulo. Vós sois testemunhas de que eu trabalhei muito para produzir meu próprio sustento e que também preguei as boas novas de Deus.


Assim verte a Tradução Brasileira: (1 Tessalonicenses 2:9-10) 9 Pois vos lembrais, irmãos, de nosso trabalho e fadiga; trabalhando noite e dia para não sermos pesados a nenhum de vós, vos pregamos o Evangelho de Deus. 10 Vós sois testemunhas, e também Deus, de quão santa, justa e irrepreensivelmente nos comportamos para convosco que credes,



Assim verte a Tradução Almeida: (1 Tessalonicenses 2:9-10) 9 Porque vos lembrais, irmãos, do nosso labor e fadiga; pois, trabalhando noite e dia, para não sermos pesados a nenhum de vós, vos pregamos o evangelho de Deus. 10 Vós e Deus sois testemunhas de quão santa e irrepreensivelmente nos portamos para convosco que credes;


Paulo e outros discípulos encontraram uma forma de descumprir o que Jesus pediu e continuar a pregar as boas novas. Eles passaram a pregar as boas novas sem permanecerem nos lares das pessoas, assim como Jesus havia pedido. Alguns passaram a ver o discípulo como um fardo dispendioso e o discípulo começou a sentir-se como um fardo dispendioso.

Não concordavam com a forma altruísta de viver o dia a dia.

>Onde estava o erro??

Estava naquele egoísta que sentia pesar por estar dando o que tinha sobrando..


Dar seu próprio pão ao faminto e cobrir com roupa ao que está nu é um fardo dispendioso??? É um motivo de pesar?? Deve ser encarado como um fardo dispendioso??

Quem é que sente o repartir como um pesar?? É o altruísta ou é o egoísta??

Cuidar do "residente forasteiro", do atribulado e do pobre deve ser encarado como um fardo dispendioso??

Deve o discípulo envergonhar-se de ser pobre e de ser acusado de ser um fardo dispendioso?? Quem é que acusa o pobre de ser um fardo dispendioso?? Não é aquele que ama profundamente o seu tesouro e que não sente a alegria de repartir o seu pão com o faminto??

O sentimento de pesar só existirá naquele egoísta que se vê diante do dar ao pobre aquilo que ele armazenou para ele, egoísta.


Jesus apresentou o “dar teu próprio pão ao famintocomo UMA ALEGRIA a ser sentida por quem faz. Assim falou o perfeito e sábio Jesus: (Lucas 14:12-14) 12 A seguir passou a dizer também ao homem que o convidara: “Quando ofereceres um almoço ou uma refeição noturna, não chames os teus amigos, nem teus irmãos, nem teus parentes, nem teus ricos vizinhos. Talvez eles por sua vez te convidem também e isso se torne para ti uma restituição. 13 Mas, quando ofereceres uma festa, convida os pobres, os aleijados, os coxos, os cegos; 14 E SERÁS FELIZ, porque ELES NÃO TÊM NADA COM QUE TE PAGAR DE VOLTA. Porque se te pagará de volta na ressurreição dos justos.”


Dar comida ao necessitado é uma CONTÍNUA fonte de alegria. Atender ao necessitado é uma CONTÍNUA fonte de alegria e nunca um fardo. Este era o ponto de vista de Jesus.


Será que Jesus era desarrazoado??


Dar para quem poderia restituir seria apenas um empréstimo, e o egoísta ama emprestar. Dê àquele que não tem como te pagar (doação). Serás feliz, porque ele não tem nada com que te pagar de volta. O faminto não fica lhe devendo absolutamente nada. Porque se te pagará de volta na ressurreição dos justos. Certamente, Jeová continua considerando tal ato como um importante ato de justiça, um ato a ser recompensado com a ressurreição “dos justos”. É um mandamento muito importante.


TRATA-SE DE UM MANDAMENTO COM PROMESSA.


ESTE ERA O OLHAR DE JESUS. ESTE ERA O OLHAR DE JEOVÁ. ESTE É O PONTO DE VISTA DELES.


Neste caso, que valor dá Jeová para aquele que profere o GEMIDO, para o faminto, para o atribulado e o pobre?? Certamente, este tem um grande valor, independente do suposto "MÉRITO" que o humano possa vir a procurar no faminto.


Experimente a alegria de dar seu próprio pão ao faminto; seja feliz por dar àquele que não te pagará nada de volta. Serás feliz por fartar a alma atribulada; serás feliz por fartar a alma do pobre. Experimente este vinho, disse Jesus. Experimente este sentimento. Não encare o pobre, o faminto e aquele que não tem nada, como um "fardo dispendioso" a ser carregado. Seja feliz por satisfazer a necessidade dele. Seja feliz por praticardes o verbo “dar”.


>O altruísta sentiria a alegria de “dar”. O egoísta sentiria o pesar pelo mesmo “dar”.


Se ele ainda não saiu da condição de pobre e faminto, se ele permanece pobre e faminto, a alegria de quem dá também permanecerá. A continuidade em dar, em repartir o próprio pão com o faminto, com o atribulado, não se transformará em “fardo dispendioso”. Esta continuidade comprovará que a “alegria” em repartir o pão é verdadeira, é autentica, pois a “alegria” quando verdadeira nunca se transforma em “fardo”. O “tempo” não transforma a “alegria de dar altruistamente”, em um “fardo dispendioso”.


Se este pobre for visto (encarado) e sentido como um fardo, isto significa que a pessoa que dá, estará ansiosa para se livrar do pobre, atribulado e faminto. Dar comida ao faminto um dia ou dois, uma semana ou duas, um mês ou dois e depois mandá-lo embora, porque este passou a ser um “fardo dispendioso”, revela o tipo de sensibilidade que há no coração de quem tem alimento. Certamente raciocinará: que vá trabalhar para continuar a comer senão poderá me levar à pobreza. Assim este homem revela onde realmente está o seu amor. Seu amor está no seu estoque de coisas, no seu dinheiro guardado, no seu tesouro acumulado. Seu amor não está no faminto, naquele que geme.


No entanto, o que Jesus pediu ao homem rico?? Ele pediu: Alcance a condição de pobre para beneficiar aquele que já é pobre”.

O que Jesus havia pedido também a seus discípulos?? Ele pediu: “Alcance a condição de pobre para beneficiar aquele que já é pobre”.


Será que o objetivo de Jesus era empobrecer os ricos??


ELE VALORIZA MUITO MAIS “ÀQUILO QUE FAZ” DO QUE O NECESSITADO.


Obviamente, o erro não está no pobre, no faminto, no atribulado ou no homem nu, pois ele é vítima de uma situação qualquer que o colocou nesta condição. Até ele sair desta condição, ele continuará sendo alguém que DEPENDE da misericórdia daquele que ainda tem alimento e/ou roupa. Vê-lo como fardo dispendioso é o sentimento do homem com um coração de pedra, que encara o continuar a dar” a quem necessita, como um fardo dispendioso, ou algo que além de não gostar de fazer, lhe traz prejuízo financeiro, reduzindo o seu estoque de riquezas acumuladas, um verdadeiro pesar. “Onde estiver o teu tesouro, ali estará o teu coração”, falou Jesus. Este homem fica preocupado com o estado do seu estoque. Este homem insensível, certamente prefere manter bem guardado e protegido o seu estoque, do que “dar altruistamente” àqueles que dele necessitam, sem se importar com o MOTIVO deste homem se encontrar na condição de necessitado. Ele é um homem ganancioso. Se este homem age assim com suas sobras, com o seu estoque, com o seu excedente, como reagirá quando houver grande carência, quando não mais houver sobras??

Não há dúvida, que se trata de um humano egoísta, não é mesmo??


Certamente, protegerá mais e mais o seu reduzido estoque, e mais ainda se não houver nenhuma sobra e encontrará diversas desculpas para não fartar a alma do faminto. Ele acusará o homem faminto de o estar empobrecendo, produzindo a causa do seu pesar. Não foi exatamente este o motivo de Jeová mandar Elias viajar para um povo vizinho, quando havia grande carência de pão para todos??

As pessoas nos dias de Elias, os irmãos de Elias, o povo ensinado por Jeová, certamente considerava o repartir o pão com o faminto naquela situação de fome, como um fardo dispendioso.
Dar do seu próprio pão ao faminto e vestir aquele que está nu são atos de Misericórdia.
Atos de Misericórdia sempre são atos altruístas. São atos que visam o “exclusivo” bem estar daquele a quem é dirigido. Misericórdia é um ato abnegado. O que se ganha?? Ganha-se a alegria de usar de misericórdia.

Ora, se alguns discípulos, muitos discípulos ou todos os discípulos de Jesus não encontrassem alegria em dar, onde será que estava o erro?? Será que o erro estava nas palavras de Jesus??


NÃO TER NADA ARMAZENADO É MOTIVO DE VERGONHA?? SER UM NECESSITADO É MOTIVO DE VERGONHA?? RECEBER ALIMENTO DE GRAÇA É MOTIVO DE VERGONHA??


JESUS NÃO TINHA VERGONHA EM RECEBER ALIMENTO DE GRAÇA.


A Misericórdia é um ato que vem do coração, sempre. Dependendo do valor que você atribui a alguém, você terá ou não misericórdia dele. A Misericórdia é sempre precedida do Amor. O beneficiado tem de ser alguém importante para aquele que usa de Misericórdia.
A
Abnegação sempre está em rota de colisão com o Egoísmo. O egoísta prefere armazenar, estocar o alimento, do que dá-lo àquele que necessita deste alimento para continuar a viver. O que Jeová havia afirmado?? Não foi “tendes de amar o residente forasteiro”??


A sábia ordem dada por Jeová através de Jesus no Sermão do Monte, também estava acompanhada do motivo da ordem. A sábia ordem é: (Mateus 6:19-21) 19 “PARAI DE ARMAZENAR para vós tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem consomem, e onde ladrões arrombam e furtam. 20 Antes, armazenai para vós tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem consomem, e onde ladrões não arrombam nem furtam. 21 POIS, ONDE ESTIVER O TEU TESOURO, ALI ESTARÁ TAMBÉM O TEU CORAÇÃO.

Assim verte a Tradução Brasileira: (Mateus 6:19-21) 19 Não ajunteis para vós tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem os consomem, e onde os ladrões penetram e roubam; 20 mas ajuntai para vós tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem os consomem, e onde os ladrões não penetram nem roubam; 21 PORQUE onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração.



Será que o dar alimento aos pobre deveria ser uma coisa esporádica e desde que não ocasionasse o empobrecimento daquele que dava?? O ganancioso sente grande dor ao ver uma simples redução em seu estoque. Lembremo-nos do homem rico que gostava de dar aos pobres apenas parte de suas sobras e que ficou muito triste quando Jesus lhe disse: venda "tudo" o que tens e "dê aos pobres". No caso do rico não haveria a alegria de dar, antes, haveria a dor da perda, haveria um total empobrecimento. Sua reação foi de grande pesar por amar as suas coisas armazenadas mais do que aos pobres, àqueles que gemiam. Assim foi contado por Mateus: (Mateus 19:16-24) 16 E eis que alguém, aproximando-se, disse-lhe: "Instrutor, que preciso fazer de bom, a fim de obter a vida eterna?" 17 Ele lhe disse: "Por que me perguntas sobre o que é bom? Há um que é bom. Se queres, porém, entrar na vida, observa continuamente os mandamentos." 18 Disse-lhe ele: "Quais?" Jesus disse: "Ora, não deves assassinar, não deves cometer adultério, não deves furtar, não deves dar falso testemunho, 19 honra [teu] pai e [tua] mãe, e, tens de amar o teu próximo como a ti mesmo." 20 O jovem disse-lhe: "TENHO GUARDADO A TODOS ESTES; que me falta ainda?" 21 Jesus disse-lhe: "Se queres ser perfeito, vai vender teus bens e DÁ AOS POBRES, e terás um tesouro no céu, e vem, sê meu seguidor." 22 Quando o jovem ouviu estas palavras, afastou-se contristado, porque tinha muitas propriedades. 23 Jesus, porém, disse aos seus discípulos: "Deveras, eu vos digo que será difícil para um rico entrar no reino dos céus. 24 Novamente, eu vos digo: É mais fácil um camelo passar pelo orifício duma agulha, do que um rico entrar no reino de Deus."


Jesus pediu: Substitua a "ganância" pelo "altruísmo". Substitua a dor da perda pela alegria de "dar". São sentimentos 100% opostos. Esta “alegria de dar”, o “amparar” o pobre, é um tesouro que ninguém pode roubar.

Esta alegria só é sentida pelo altruísta, pois o egoísta sente pesar por fazer a mesma coisa.


O que Jesus via como uma FONTE de alegria, o homem rico via como uma FONTE de dor.



Definição de altruísmo dada por certo dicionário - ALTRUÍSMO s.m. Amor desinteressado ao próximo; abnegação; filantropia. (O contr. de egoísmo.)


Decerto, este homem que afirmava amar o próximo como a si mesmo, amava mais as suas propriedades acumuladas do que aos pobres e famintos, e o destino destes. Quem trabalhou muito e acumulou muitas propriedades, ou seja, é rico, tendo fartura de pão e não se preocupando com o atribulado e o pobre (despreocupação do sossego), não fortalece a mão do atribulado e do pobre, e certamente será responsável por muitos clamores de queixa contra ele; é responsável por muitos gemidos. Como pode existir alguém que persista em manter guardado toneladas de comida enquanto muitos ao seu lado passam dias e dias sem comer e finalmente morrem de fome?? Esta era a condição de Sodoma. Jeová sempre está ouvindo todos os clamores, todos os gemidos. Todos são seus filhos e Ele ama a todos. Decerto, no Reino de Deus não existirá pessoas que sejam responsáveis pelos clamores de queixa, pelos gemidos de outros humanos. Os filhos não terão este sentimento de ganância. A ganância de uns sempre causa a existência de gemidos de outros e Jeová SEMPRE ouve os gemidos.


O Sábio Jesus deixou claro que a recompensa por usar de Misericórdia para com o atribulado é a Alegria.


Quem ama “AJUNTAR” não sente alegria em “REPARTIR”.


No caso do discípulo de Jesus, estar nesta condição de "residente forasteiro", sem ter bens, sem ter outra muda de roupa e sem produzir comida para si mesmo, era uma ordem direta do próprio Jesus. Uma ordem para aquele que quisesse ser um “discípulo” de Jesus. Este foi um “copo” que Jesus ordenou que fosse bebido por aquele que quisesse ser um discípulo seu. Era uma ordem de Jeová, pois Jesus só falou aquilo que saiu da boca de Jeová. Assim como Jeová fez seu povo escolhido experimentar a condição de residente forasteiro atribulado, assim também Jesus ordenou que seus alunos, seus discípulos, experimentassem esta condição.


Este homem rico não se considerava como um “igual” aos demais humanos.


IGUALVejamos a definição dada por certo dicionário (Houaiss):

igual

adj.2g. (sXIII) 1 que, numa comparação, não apresenta diferença quantitativa <dividir em partes i.> 2 que, numa comparação, não apresenta diferença qualitativa <combater com armas i.> 3 diz-se do que apresenta a mesma proporção, natureza, aparência, valor, intensidade; equivalente <os quartos eram todos i.> <os dias transcorriam i.> 4 cujos direitos e deveres não diferem <os homens são i. perante a lei> 5 que não apresenta desnível; plano, liso <uma superfície i.> 6 B diz-se de pessoa que, no trato com outras, não faz distinções de caráter social, econômico ou intelectual <ele é i. com todos> n s.2g. 7 pessoa que, em relação a outra, não apresenta diferença de qualidade ou valor <eles só se associam com os seus i.> n conj. 8 conj.cp. como, tal como, tal qual <andava de lá para cá, i. estivesse numa jaula> n adv. 9 igualmente, sem distinção <ele trata todo mundo i.> de i. a i. m.q de igual para igualde i. para i. 1 como se fosse do mesmo nível social; de igual a igual <fala com os figurões de i. para i.> 2 em pé de igualdade <brigou com o garoto grande de i. para i.>por i. com igualdade, de maneira igual • sem i. único em seu gênero; ímpar <um amor sem i.> etim lat. aequális,e 'igual, nivelado, de mesma duração, de mesma idade, camarada, companheiro' sin/var como adj.: ver sinonímia de concordante ant desigual, diferente; como adj.: ver antonímia de concordante



Se eu estou com o estômago cheio, ele também tem o direito de estar com com o estômago cheio, independente se eu o conheço ou não. Ei, você, venha aqui matar a tua fome. Isto é que é se achar igual.


Assim falou Jesus ainda mais, deixando bem claro que aquele que não se despedir de TODOS os seus bens, não pode ser seu discípulo: (Lucas 14:25-33) 25 Grandes multidões viajavam então com ele, e ele se voltou e lhes disse: 26 Quem se chegar a mim e não odiar seu pai, e mãe, e esposa, e filhos, e irmãos, e irmãs, sim, e até mesmo a sua própria alma, não pode ser meu discípulo. 27 Quem não levar a sua estaca de tortura e não vier após mim, não pode ser meu discípulo. 28 Por exemplo, quem de vós, querendo construir uma torre, não se assenta primeiro e calcula a despesa, para ver se tem bastante para completá-la? 29 Senão, ele talvez lance o alicerce dela, mas não a possa completar, e todos os espectadores comecem a ridicularizá-lo, 30 dizendo: ‘Este homem principiou a construir, mas não pôde terminar.’ 31 Ou que rei, marchando ao encontro de outro rei numa guerra, não se assenta primeiro e toma conselho para ver se pode com dez mil soldados lidar com o que vem contra ele com vinte mil? 32 Se, de fato, não o puder fazer, então, enquanto aquele ainda está longe, envia um corpo de embaixadores e pede termos de paz. 33 PODEIS ESTAR CERTOS, assim, de que NENHUM de vós que não se despedir de TODOS os seus bens pode ser meu discípulo.


Assim verte a Tradução Brasileira: (Lucas 14:33) 33 Assim, pois, todo aquele que dentre vós não renuncia a tudo o que possui, não pode ser meu discípulo.



Que espécie de bens tinha Jesus?? De forma compacta, o que eu falei é que: "Nenhum de vós que não se despedir de todos os seus bens pode ser meu discípulo".


Não foi somente aos "alunos" de Jesus em Tessalônica que Paulo afirmou não ter sido um "fardo dispendioso". Para os discípulos de Jesus em Corinto, orgulhosamente assim falou nosso amado irmão Paulo: (2 Coríntios 11:7-10) 7 Ou cometi um pecado por me humilhar, para que vós fôsseis enaltecidos, porque de bom grado, sem custo, vos declarei as boas novas de Deus? 8 A outras congregações roubei, por aceitar provisões, a fim de ministrar a vós; 9 contudo, quando estive presente entre vós e padeci necessidade, NÃO ME TORNEI FARDO nem mesmo para um único, pois os irmãos que vieram da Macedônia supriram abundantemente a minha deficiência. Sim, guardei-me de todos os modos PARA NÃO ME TORNAR ONEROSO para vós, e guardar-me-ei assim. . 10 É verdade de Cristo, no meu caso, que não se fará parar esta jactância minha nas regiões da Acaia. .


Assim verte a Tradução Brasileira: (2 Coríntios 11:7-10) 7 Porventura cometi eu pecado, humilhando-me, para que vós fôsseis exaltados, por que vos evangelizei as boas novas de Deus gratuitamente? 8 Despojei outras igrejas, recebendo delas salário para vos poder servir, 9 e quando estava convosco e tinha necessidades, não me fiz pesado a ninguém; pois os irmãos, quando vieram da Macedônia, supriram o que me faltava; e em tudo me guardei e guardarei de vos ser pesado. 10 a verdade de Cristo está em mim, não me será tirada esta glória nas regiões da Acaia.



Parece que este assunto foi de grande discussão nos dias dos apóstolos, pois nosso amado irmão Paulo continuou falando aos "alunos" de Jesus em Corinto: (2 Coríntios 12:13-16) 13 Pois, em que sentido é que vos tornastes menos que o resto das congregações, exceto que eu mesmo NÃO ME TORNEI FARDO para vós? Perdoai-me bondosamente este erro. 14 Eis que esta é a terceira vez que estou pronto para ir ter convosco, contudo, NÃO ME TORNAREI FARDO. Pois estou buscando, não as vossas posses, mas a vós; porque os filhos é que não deviam acumular para os [seus] pais, mas os pais para os [seus] filhos. 15 Pois eu, da minha parte, de muito bom grado gastarei e serei completamente gasto em prol das vossas almas. Se eu vos amo mais abundantemente, hei de ser amado menos? 16 Mas, seja como for, NÃO VOS SOBRECARREGUEI. Não obstante, dizeis que fui “ardiloso” e que vos apanhei “com velhacaria”.


Assim verte a Tradução Brasileira: ( 2 Coríntios 12:13-16) 13 Pois em que fostes inferiores às demais igrejas, senão que eu mesmo não vos fui pesado? Perdoai-me esta injustiça. 14 Eis que pela terceira vez estou pronto a ir ter convosco, e não vos serei pesado; pois não busco os vossos bens, mas a vós. Os filhos não devem entesourar para os pais, mas os pais para os filhos. 15 Eu de boa vontade gastarei tudo e serei inteiramente gasto por amor das vossas almas. Se mais abundantemente vos amo, serei menos amado? 16 Mas seja assim, eu não vos fui pesado; porém sendo astuto, vos apanhei com dolo.



Percebemos que os discípulos ali em Corinto queriam sentir a alegria de dar, enquanto Paulo negava-se terminantemente a ser um necessitado.


Se o povo de forma geral se comportava assim como nos dias de Elias, tendo os mesmos sentimentos para com o residente forasteiro, o atribulado e pobre e o faminto, podem ter induzido muitos cristãos a levar e/ou produzir seu próprio alimento, enquanto anunciavam a vinda do reino dos céus, por estes sentirem-se envergonhados de serem acusados de ser um "fardo dispendioso". Estes homens não trabalham, não produzem seu próprio sustento, certamente afirmavam. Não nos esqueçamos que os recabitas NÃO passaram a desobedecer Jonadabe, só por causa do que outros sentiam e falavam acerca do modo de vida deles.


Se a geração de Paulo "afastava os pobres até mesmo dos portões", ou mesmo de diante de suas portas, simplesmente repetia o mesmo erro de seus antepassados.


No entanto, a ordem do Cristo não havia mudado. A reação das pessoas era exatamente a esperada. Ser um pobre passou a ser sinônimo de ser um fardo dispendioso, que passou a ser um crime, uma iniquidade. O pecado grave agora estava em ser pobre. Obedecer a ordem de Jesus, viver como Jesus havia vivido, passou a ser um pecado. Assim, vender todas as coisas e dar aos pobres o levavam a tornar-se um fardo dispendioso para outra pessoa. Tornar-se um necessitado passou a ser um pecado?? Causar a redução do estoque de outrem passou a ser um grave pecado. Não ser um fardo dispendioso embora tivesse autoridade para isso, passou a ser motivo de orgulho. Fazer o que Jesus mandou, cumprir o mandamento de Jesus estava trazendo muita vergonha para o discípulo.


No entanto, para aquele "aluno" de Jesus que tivesse pão, continuava a ser uma alegria repartir o pão com o faminto durante o tempo que fosse necessário e mais ainda, até acabar o pão, pois o sentimento de igualdade assim o determinava. Para o aluno (discípulo) de Jesus, repartir o pão NUNCA seria um “fardo dispendioso”. Cuidar de famintos NUNCA deveria ser um fardo na primitiva congregação. Segundo Jesus, seria uma alegria.


Uma mãe divide dois pães em seis pedaços iguais para seus seis filhos, pois ama a todos igualmente, e não se importa quem seja o mais peralta. Ela ficaria muito decepcionada se um dos filhos comesse um pão inteiro sem dividir com os demais. Ficaria muito mais decepcionada se este comesse um pão e ainda guardasse o outro pão, enquanto seus cinco irmãos estão com fome. Um egoísmo profundo deste filho que não se importa com o gemido de seus irmãos.


Foi previsto em relação a Jesus: (Deuteronômio 18:18-19) 18 Suscitar-lhes-ei do meio dos seus irmãos um profeta semelhante a ti; e deveras porei as minhas palavras na sua boca e ele certamente lhes falará TUDO o que eu lhe mandar. 19 E tem de dar-se que o homem que não escutar as minhas palavras que ele falar em meu nome, deste eu mesmo exigirei uma prestação de contas.


Assim falou Jesus a respeito de si mesmo: (João 12:48-50) 48 Quem me desconsiderar e não receber as minhas declarações, tem quem o julgue. A palavra que eu tenho falado é que o julgará no último dia; 49 porque não falei de meu próprio impulso, mas o próprio Pai que me enviou tem-me dado um mandamento quanto a que dizer e que falar. 50 Sei também que o seu mandamento significa vida eterna. Portanto, as coisas que eu falo, ASSIM COMO o Pai mas disse, assim [as] falo.”  (João 7:16) 16 Jesus, por sua vez, respondeu-lhes e disse:O que eu ensino não é meu, mas pertence àquele que me enviou.

Depois de sua morte, foi dito em relação a Jesus: (Revelação 19:11-13) 11 E eu vi o céu aberto, e eis um cavalo branco. E o sentado nele chama-se Fiel e Verdadeiro, e ele julga e guerreia em justiça. 12 Seus olhos são chama ardente e na sua cabeça há muitos diademas. Ele tem um nome escrito que ninguém conhece, exceto ele mesmo, 13 e está vestido duma roupa exterior manchada de sangue, e o nome pelo qual é chamado é A PALAVRA DE DEUS.


Ser chamado de "A palavra de Deus" significa que Jesus foi aquele que repetiu com exatidão TUDO aquilo que Jeová falou, significa que Jesus foi o "verdadeiro profeta", o porta-voz verdadeiro, não modificando nem mesmo uma vírgula em tudo aquilo que foi falado por Jeová.

Logo, não obedecer àquilo que foi ordenado por Jesus, significa estar desobedecendo ao próprio Jeová, pois aquilo que Jesus falou, foi aquilo que havia saído da mente e boca de Jeová. Um ato de rebeldia contra o próprio Jeová. Seria um ato maior de rebeldia para aquele que ouviu esta ordem diretamente da boca de Jesus, antes ou depois de ouvir a voz desde os céus lhe dizer: "escutai-o".



"Dar do próprio pão ao faminto" tem tanto valor para Jeová, que Jesus afirmou àquele que cuidasse do atribulado e do pobre, do necessitado, do doente, do aleijado, do coxo, do cego: "se te pagará de volta na ressurreição dos justos". Para nenhum outro "ato de justiça" foi feita esta promessa. Para nenhum outro ato de justiça, afirmou Jesus que: "se te pagará de volta na ressurreição dos justos".


QUEM ERAM ESTES que se fossem cuidados, se te pagará na ressurreição dos justos?? Eram pessoas sem nacionalidade, cor, sexo, grau de iniquidade, idade, religião; eram apenas pessoas carentes, pessoas que gemiam, pois a “igualdade” assim o determinava. Jesus não disse: Chame os meus discípulos carentes. Jesus não disse: Se cuidares dos meus discípulos carentes, se te pagará de volta na ressurreição dos justos. Jesus também não disse: Verifique o currículo do meu discípulo. Se ele tiver um bom currículo e você cuidar dele, se te pagará de volta na ressurreição dos justos. Não, Jesus não disse nada disto.


IGUALDADE – Necessitado é necessitado, seja ele quem for.


Se importar com necessitado e cuidar dos carentes que suspiram e gemem, DO MESMO MODO como Jesus fez, SEGUNDO O MODELO deixado por Jesus, NÃO POR OUTRO, são importantes atos de justiça que continuam sendo observados pelo Filho do homem. Jesus não fez o bem "apenas" para seus discípulos obedientes. Jesus não fez o bem "principalmente" para seus discípulos, deixando outros em segundo plano. "Todos" os carentes eram e continuam a ser importantes para Jesus, pois a “igualdade” assim o determinava.


Moisés afirmou: Jeová ama o incircunciso, Jeová ama o estrangeiro e também lhe dá alimento e roupa. Isto é uma coisa óbvia, pois Jeová é o pai da “igualdade”.


Embora Jesus estivesse obedecendo a ordem de cuidar das ovelhas perdidas da casa de Israel, não deixou de usar de Misericórdia para com a mulher fenícia, apesar dos apóstolos revelarem sua motivação: (Mateus 15:21-28) 21 Partindo dali, Jesus retirou-se então para os lados de Tiro e Sídon. 22 E eis que uma mulher fenícia, daquelas regiões, saiu e gritou alto, dizendo: “TEM MISERICÓRDIA de mim, Senhor, Filho de Davi. Minha filha está muito endemoninhada.” 23 Mas ele não lhe respondeu nenhuma palavra. De modo que seus discípulos se aproximaram e começaram a solicitar-lhe: “MANDA-A EMBORA; porque persiste em clamar atrás de nós.” 24 Em resposta, ele disse: “Não fui enviado a ninguém senão às ovelhas perdidas da casa de Israel.” 25 Chegando a mulher, começou a prestar-lhe homenagem, dizendo: “Senhor, ajuda-me!” 26 Em resposta, ele disse: “Não é direito tirar o pão dos filhos e lançá-lo aos cachorrinhos.” 27 Ela disse: “Sim, Senhor; mas, realmente, os cachorrinhos comem as migalhas que caem da mesa dos seus amos.” 28 Jesus disse-lhe então, em resposta: “Ó mulher, grande é a tua fé; aconteça-te conforme desejas.E a filha dela ficou curada daquela hora em diante.

A OMISSÃO TAMBÉM É UM PECADO.


Afirmou ainda mais Jesus revelando a importância de cuidar dos carentes, e que também HAVERIA DÚVIDA em se saber QUEM ERAM OS "MÍNIMOS": (Mateus 25:31-46) 31"Quando o Filho do homem chegar na sua glória, e com ele todos os anjos, então se assentará no seu trono glorioso. 32 E diante dele serão ajuntadas todas as nações, e ele separará uns dos outros assim como o pastor separa as ovelhas dos cabritos. 33 E porá as ovelhas à sua direita, mas os cabritos à sua esquerda. 34 "O rei dirá então aos à sua direita: ‘Vinde, vós os que tendes sido abençoados por meu Pai, herdai o reino preparado para vós desde a fundação do mundo. 35 Pois fiquei com fome, e vós me destes algo para comer; fiquei com sede, e vós me destes algo para beber. Eu era estranho, e vós me recebestes hospitaleiramente; 36 [estava] nu, e vós me vestistes. Fiquei doente, e vós cuidastes de mim. Eu estava na prisão, e vós me visitastes.’ 37 Então, os justos lhe responderão com as palavras: ‘SENHOR, QUANDO TE VIMOS com fome, e te alimentamos, ou com sede, e te demos algo para beber? 38 QUANDO TE VIMOS como estranho, e te recebemos hospitaleiramente, ou nu, e te vestimos? 39 QUANDO TE VIMOS doente, ou na prisão, e te fomos visitar?’ 40 E o rei lhes dirá, em resposta: ‘Deveras, eu vos digo: Ao ponto que o fizestes a um dos mínimos destes meus irmãos, a mim o fizestes.41 "Então dirá, por sua vez, aos à sua esquerda: ‘Afastai-vos de mim, vós os que tendes sido amaldiçoados, para o fogo eterno, preparado para o Diabo e seus anjos. 42 Pois fiquei com fome, mas vós não me destes nada para comer, e fiquei com sede, mas vós não me destes nada para beber. 43 Eu era estranho, mas vós não me recebestes hospitaleiramente; [estava] nu, mas vós não me vestistes; doente e na prisão, mas vós não cuidastes de mim.’ 44 Então responderão também estes com as palavras: ‘Senhor, QUANDO TE VIMOS com fome, ou com sede, ou estranho, ou nu, ou doente, ou na prisão, e não te ministramos?’ 45 Então lhes responderá com as palavras: ‘Deveras, eu vos digo: Ao ponto que não o fizestes a um destes mínimos, a mim não o fizestes. 46 E estes partirão para o decepamento eterno, mas os justos, para a vida eterna."


Jesus deixou bem claro que esta dúvida persistiria ATÉ o último dia. Jesus deixou bem claro que os seus discípulos ficariam na dúvida em relação a quem eram os “mínimos destes meus irmãos”. Para muitos, esta dúvida só será esclarecida no último dia, quando finalmente ouvirão as palavras reprovadoras do próprio Jesus.


Não podemos esquecer que é o Pai da Igualdade quem dará a nota final nesta questão de igualdade.


Certamente, trata-se de uma prova para o meu conceito de “igualdade”.


Aquele criminoso que está na cadeia é um dos “mínimos”?? Aquele morador de rua é um dos mínimos?? Aquele mendigo faminto é um dos mínimos??? Aquele macumbeiro doente é um dos mínimos?? Será que todos estes também são irmãos de Jesus?? Apresentando diversas justificativas, muitos têm afirmado que não. Desta forma, não revelam ter o mesmíssimo conceito que tinha toda a nação dos circuncisos (israelitas), em relação aos estrangeiros (incircuncisos)?? Revelava ser este conceito praticado pelos circuncisos, o mesmo conceito do Pai em relação a “igualdade”??


Não há dúvida de que TODOS os pequenos que têm fé em Jesus são de grande importância para o Pai e para Jesus. Estes não devem ser considerados e tratados como fardo dispendioso, quer por aqueles que ainda não têm fé, quer por aquele que já têm fé. Atos de Misericórdia são destinados a quem deles NECESSITA, sem haver qualquer CONDICIONAMENTO quanto ao recebedor. Quem é o faminto, o nu, o doente e o homem na prisão? Quem são estes que devem ser tratados com misericórdia por aquele que se diz discípulo de Jesus?? Os discípulos de Jesus devem cuidar bem dos carentes discípulos de Jesus e ignorar os demais carentes?? Onde ficaria a igualdade?? Devem os discípulos de Jesus discriminar os necessitados que não sejam discípulos?? Devem os discípulos de Jesus atribuir Alto valor (exaltar) àqueles que já fazem parte do seu grupo e atribuir Baixo valor (rebaixar) aos demais?? Deve dizer: Para ser um "necessitado" você primeiro tem de ser discípulo de Jesus (cristão) e ter um bom currículo? Deve dizer ainda mais: Ele é um faminto, mas não é meu irmão?? Ou ainda mais: Primeiro você prova que é meu irmão, pois esta comida, esta roupa, esta ajuda é para meu irmão; está reservada para um irmão de Jesus, o que você não é?? Se for este o caso, então voltamos para a ilustração de Jesus sobre quem é realmente meu próximo, não voltamos??


Ali, o adorador de Jeová ESCOLHIA quem era seu próximo. Assim, este adorador se OMITIA quanto a usar Misericórdia, usando como DESCULPA a afirmação de que aquele outro não era seu próximo, ATRIBUINDO-LHE assim um Baixo valor. O adorador de Jeová (circunciso) não via aquele homem como um próximo (incircunciso). Deixava o outro morrer (crime de omissão), quando estava em suas mãos o poder de impedir sua morte. O poder de AMPARAR o próximo estava nas mãos, mas ele não via aquele outro como MERECEDOR de receber seu amparo. Na ilustração, Jesus deixou claro que o defeito estava no olho do adorador de Jeová. Afinal de contas, quem é que estava sendo ensinado, o circunciso ou o incircunciso??

O que ficou bem claro?? Ficou bem claro que o incircunciso, embora não ensinado, revelava ter um conceito bem mais próximo do conceito de Deus sobre quem é o próximo.


Ainda em relação a este assunto, Jesus pergunta: Por outro lado, se amardes aos que vos amam, que mérito há?? Se fizerdes o bem para aquele que você vê como teu irmão, que mérito há nisso?? Discípulos de Jesus fazendo o bem para outros discípulos de Jesus, que mérito há nisto?? (Lucas 6:32-33) 32 “E, se amardes aos que vos amam, de que mérito é isso para vós? Pois até mesmo os pecadores amam aos que os amam. 33 E, se fizerdes o bem aos que vos fazem o bem, realmente, DE QUE MÉRITO É ISSO PARA VÓS? Até os pecadores fazem o mesmo.


Jesus espera que os seus ensinados sejam melhores do que as pessoas das nações no aspecto de FAZER o bem, que se destaquem das outras pessoas exatamente por FAZEREM o bem. Os discípulos de Jesus se caracterizam por fazerem o bem aos seus inimigos e NUNCA fazer o mau para eles, exatamente como feito pelo MODELO Jesus.


A quem todos os discípulos de Jesus devem imitar?? A Jesus, obviamente.


Jeová já havia revelado que tal homem (carente) não tem nacionalidade, nível de iniquidade, nem cor, nem estado civil, nem condição moral, nem sexo, nem idade, nem religião. É uma condição digna de se sentir misericórdia, que QUALQUER humano pode se encontrar. Certamente é o homem que geme e clama a Deus por estar passando por aquele infortúnio. Aos olhos do Pai, é apenas um filho que clama por causa da sua dor. Não deve haver qualquer CONDICIONAMENTO para se conceder tais atos de Misericórdia. O discípulo de Jesus não pode ser o CAUSADOR do clamor, do gemido daquele homem carente, que, caído no chão, não recebe ajuda por não ser um discípulo de Jesus. Jeová ouve o clamor do "carente" e irá investigar para saber se é realmente assim. Os que clamaram contra Sodoma, NÃO ERAM "os do povo escolhido de Deus", ou eram??. Eram apenas vítimas. As ovelhas adoentadas, magras e famintas que são menosprezadas pelas ovelhas gordas, as ovelhas que não são tratadas com misericórdia pelas ovelhas gordas, as ovelhas que são impedidas de ter acesso ao pasto e a água, as ovelhas que são expulsas do rebanho - estas são as que gemem por tais coisas detestáveis praticadas contra elas; estas se tornam vítimas das ovelhas gordas e até mesmo de algumas "magras", logo, estas são a prioridade de Jeová.


Relembremos as palavras de Jeová: (Ezequiel 34:17-22) 17 “‘E quanto a vós, minhas ovelhas, assim disse o Soberano Senhor Jeová: “Eis que julgo entre ovídeo e ovídeo, entre os carneiros e os cabritos. 18 É algo de somenos importância para vós apascentardes a vós mesmos no melhor dos pastos, mas pisardes o resto dos vossos pastos com os vossos pés, e beberdes água pura, mas sujardes a que sobra, batendo com os vossos próprios pés? 19 E quanto às minhas ovelhas, devem elas pastar no pasto pisado pelos vossos pés e devem elas beber a água tornada suja pelo bater de vossos pés?” 20 “‘Portanto, assim lhes disse o Soberano Senhor Jeová: “Eis aqui estou, eu mesmo, e hei de julgar entre o ovídeo gordo e o ovídeo magro, 21 visto que continuastes a empurrar com o lado e com o ombro, e visto que continuastes a marrar com os vossos chifres a todas as adoentadas até que as tínheis espalhado para fora. 22 E eu vou salvar as minhas ovelhas e elas não mais se tornarão algo a ser saqueado; e vou julgar entre ovídeo e ovídeo.

Quem praticava tais iniquidades contra as ovelhas?? Jeová estava falando com ovelhas que tratavam mal outras ovelhas e ambas eram ovelhas de Jeová. Decerto, até ovelhas magras menosprezavam outras ovelhas magras. Jeová afirmou que sua prioridade era buscar e salvar as ovelhas expulsas do pasto, as ovelhas vitimadas por outras ovelhas, as ovelhas doentes que foram espalhadas para fora, as que foram abandonadas por serem rotuladas de "um caso perdido". Ovelhas autênticas não cometem atos agressivos, nunca. Ovelhas autênticas não produzem vítimas com seus atos, nunca. A ovelha autêntica não provoca o gemido de outra ovelha, e, todos os humanos são ovelhas de Jeová.


O PAI DA IGUALDADE DEVERIA AGIR DE FORMA DIFERENTE??


Muitos alunos de Jesus afirmam que para ser um irmão de Jesus, para Jesus considerar um pobre ou aleijado ou coxo ou cego como sendo seu irmão, o pobre precisa primeiro ser um discípulo, e um discípulo obediente, mais que isto, um verdadeiro discípulo. Bem, do ponto destes alunos, isto significa que aquele que não satisfizer tal exigência, não é um irmão de Jesus, não tendo prioridade pera receber atos de misericórdia. Consequentemente, Jesus não teria a estes como irmãos. Foi esta a atitude demonstrada por Jesus para com os pobres dos seus dias?? No tempo apropriado, Jesus dará satisfatória resposta.


Jesus deixou bem claro que necessitado não tem nacionalidade, quando apresentou a ilustração do próximo atribulado e o samaritano. Leiamos em Lucas 10:29-37. (Lucas 10:29-37) 29 Mas, querendo mostrar-se justo, o homem disse a Jesus: "Quem é realmente o meu próximo?" 30 Em resposta, Jesus disse: "CERTO HOMEM descia de Jerusalém para Jericó e caiu entre salteadores, que tanto o despojaram como lhe infligiram golpes, e foram embora, deixando-o semimorto. 31 Ora, por coincidência, certo sacerdote descia por aquela estrada, mas, quando o viu, passou pelo lado oposto. 32 Do mesmo modo também um levita, quando, descendo, chegou ao lugar e o viu, passou pelo lado oposto. 33 Mas, certo samaritano, viajando pela estrada, veio encontrá-lo, e, vendo-o, teve pena. 34 De modo que se aproximou dele e lhe atou as feridas, derramando nelas azeite e vinho. Depois o pôs no seu próprio animal e o trouxe a uma hospedaria, e tomou conta dele. 35 E no dia seguinte tirou dois denários, deu-os ao hospedeiro e disse: ‘Toma conta dele, e tudo o que gastares além disso, eu te pagarei de volta ao retornar para cá.’ 36 Qual destes três te parece ter-se feito próximo do homem que caiu entre os salteadores?" 37 Ele disse: "Aquele que agiu misericordiosamente para com ele." Jesus disse-lhe então: "Vai e faze tu o mesmo."


Aquele carente, qualquer carente que teu olho ver, este é teu próximo. Aja misericordiosamente com ele.


Comparemos agora a ação do "ensinado" (sacerdote e levita), com o ensino previamente recebido por estes: (Isaías 58:7) 7 Não é partilhares o teu pão ao faminto e introduzires na [tua] casa pessoas atribuladas, sem lar? Que, CASO VEJAS alguém nu, tu o tenhas de cobrir, e que não te ocultes da tua própria carne?


De novo, o ALUNO "ensinado" era mais insensível do que o "não ensinado". Houve grande vergonha e humilhação tanto para o sacerdote quanto para o levita, que chamavam a Jeová por nome e prestavam serviço sagrado no templo, ambos vestidos com uma suntuosa fantasia de adoradores de Jeová, quando a ação do samaritano, menosprezado e desdenhado por eles como alguém sem nenhum valor, mostrou ser a ação de um homem justo. Não foi exatamente igual à viúva de Sarefá e Elias, exatamente igual à Sodoma e Jerusalém, exatamente igual ao fariseu e o cobrador de impostos? O ensinado ACHAVA que com sua ação discriminatória ele estava agradando a Jeová.


Comparando Sodoma com Jerusalém, assim afirmou Jeová: (Ezequiel 16:46-47) 46 "‘E tua irmã mais velha é a própria Samaria com as suas aldeias dependentes, que mora à tua esquerda, e tua irmã mais moça do que tu, que mora à tua direita, é Sodoma com as suas aldeias dependentes. 47 E não andaste nos seus caminhos, nem fizeste segundo as suas coisas detestáveis. Em pouco tempo começaste a agir ainda mais ruinosamente do que elas, em todos os teus caminhos.

(Ezequiel 16:51-52) 51 "‘E quanto a Samaria, ela não cometeu nem a metade dos teus pecados, mas tu continuaste a fazer abundar as tuas coisas detestáveis mais do que elas, de modo que fizeste as tuas irmãs parecer justas por causa de todas as tuas coisas detestáveis que praticaste. 52 Também tu, carrega a tua humilhação ao teres de argumentar a favor de tuas irmãs. Em vista dos teus pecados, nos quais agiste de modo mais detestável do que elas [agiram], ELAS SÃO MAIS JUSTAS DO QUE TU. E também tu, envergonha-te e carrega a tua humilhação por fazeres as tuas irmãs parecer justas.’


Novamente, o "ensinado" revelou-se pior do que o "não ensinado". Jeová é um Pai imparcial, é um Deus imparcial; não importa quem você seja, ensinado ou não ensinado, se você é mais iníquo, é mais iníquo e pronto.


Falando ainda mais sobre o assunto de não cuidar dos atribulados e dos pobres, assim afirmou Jesus, chamando a atenção daqueles que também vestiam uma fantasia de adoradores de Jeová: (Lucas 16:19-31) 19 "Mas, certo homem era rico e costumava cobrir-se de púrpura e de linho, regalando-se de dia a dia com magnificência. 20 Mas, certo mendigo, de nome Lázaro, costumava ser colocado junto ao seu portão, [estando] cheio de úlceras 21 e desejoso de saciar-se com as coisas que caíam da mesa do rico. Sim, também os cães vinham e lambiam as suas úlceras. 22 Ora, no decorrer do tempo, morreu o mendigo e foi carregado pelos anjos para [a posição junto ao] seio de Abraão. "Também o rico morreu e foi enterrado. 23 E no Hades, ele ergueu os olhos, estando em tormentos, e viu Abraão de longe, e Lázaro com ele [na posição junto] ao seio. 24 Por isso chamou e disse: ‘Pai Abraão, tem misericórdia de mim e manda que Lázaro mergulhe a ponta do seu dedo em água e refresque a minha língua, porque eu estou em angústia neste fogo intenso.’ 25 Mas Abraão disse: ‘Filho, lembra-te de que recebeste plenamente as tuas boas coisas no curso da tua vida, mas Lázaro, correspondentemente, as coisas prejudiciais. Agora, porém, ele está tendo consolo aqui, mas tu estás em angústia. 26 E, além de todas essas coisas, estabeleceu-se um grande precipício entre nós e vós, de modo que os que querem passar daqui para vós não o podem, nem podem pessoas passar de lá para nós.’ 27 Ele disse então: ‘Neste caso, peço-te, pai, que o envies à casa de meu pai, 28 pois eu tenho cinco irmãos, a fim de que lhes dê um testemunho cabal, para que não cheguem a entrar neste lugar de tormento.’ 29 Mas Abraão disse: ‘Eles têm Moisés e os Profetas; que escutem a estes.’ 30 Ele disse então: ‘Não assim, pai Abraão, mas, se alguém dentre os mortos for ter com eles, arrepender-se-ão.’ 31 Mas ele lhe disse: ‘Se não escutam Moisés e os Profetas, tampouco serão persuadidos se alguém se levantar dentre os mortos.’"


"Pai Abraão"; "Não escutaram Moisés e os profetas" - certamente se tratava do mesmo povo ensinado, que havia sido envergonhado com a atitude da viúva de Sarefá. Também haviam se revelado ser uma nação mais iníqua que Sodoma. Novamente podemos ouvir a voz de Jeová dizer: (Amós 5:12) 12 Porque sei quantas são as vossas revoltas e quão fortes são os vossos pecados, vós os que sois hostis ao justo, vós os que aceitais peita e que tendes afastado os pobres até mesmo no portão.

Certamente o homem rico era um adorador de Jeová da nação de Israel, e é provável que Lázaro também fosse um adorador de Jeová. A vergonha é do homem rico. O seu tratamento dado ao pobre adorador de Jeová é que foi vergonhoso. No entanto, e se aquele mendigo não fosse um adorador de Jeová?? E se ele fosse um incircunciso?? Decerto, a vergonha seria muito maior, não é verdade???



Vestir a suntuosa fantasia de adorador de Jeová não quer dizer nada. Ouçamos o que o próprio Jeová disse: (Isaías 48:1-2) 48 Ouvi isto, ó casa de Jacó, vós os que vos chamais pelo nome de Israel e que procedestes das próprias águas de Judá, vós os que jurais pelo nome de Jeová e que fazeis menção até mesmo do Deus de Israel, NÃO EM VERDADE E NÃO EM JUSTIÇA. 2 Pois chamaram-se como sendo da cidade santa e firmaram-se no Deus de Israel, cujo nome é Jeová dos exércitos.


Este aluno, o rico ensinado adorador de Jeová, não se importava com a condição do mendigo que vivia em sua porta, no seu portão. O ensino dado através Moisés, de forma clara, já determinava que a preocupação com o faminto começava no plantio e continuava na colheita. O rico ensinado adorador de Jeová, certamente o via, mas, mesmo vendo Lázaro, o faminto, não se importava com sua fome nem com sua doença; não se importava com o seu sofrimento. Quanta insensibilidade!! Certamente raciocinava: Nunca vi um "servo" de Deus mendigando o pão. Se está nestas condições é porque é um iníquo que está sendo castigado por Deus, e certamente trata-se de um amaldiçoado. Decerto, sou abençoado por Deus. Minha fartura revela e determina o quanto sou abençoado. (Salmos 37:25-26) 25 Eu era moço, também fiquei velho, E, no entanto, não vi nenhum justo completamente abandonado, Nem a sua descendência procurando pão. 26 O dia inteiro ele mostra favor e empresta, E por isso a sua descendência está para receber uma bênção. . .


Certamente o mendigo Lázaro havia feito muitos clamores por ajuda. Jeová havia ensinado ao rico, que este devia se importar com o pobre e faminto mesmo sem vê-lo, por trabalhar para ele, semeando e não colhendo a parte destinada a estes desafortunados. Quanto mais vendo-o na sua própria porta, no seu portão!! Como podia não se importar com este? (Isaías 58:7) 7 Não é partilhares o teu pão ao faminto e introduzires na [tua] casa pessoas atribuladas, sem lar? Que, caso vejas alguém nu, tu o tenhas de cobrir, e que não te ocultes da tua própria carne?


Não foi ensinado a inventar desculpas, antes, foi ensinado a se importar. Não foi ensinado a CONDICIONAR sua Misericórdia. Jeová removeu Sodoma e Gomorra quando revelaram tamanha insensibilidade. No entanto, o povo ensinado, aquele que vestia uma suntuosa fantasia de adorador de Jeová, demonstrou uma insensibilidade ainda maior. Um coração de pedra.


O faminto Lázaro suportou dia após dia a sua carência, indo até a morte e não se rebelando contra sua angustiante situação, por exemplo, roubando o homem rico ou dando outro desonesto jeitinho qualquer. Morreu praticando esta justiça. O rico adorador de Jeová, por sua fartura de pão, por não ter tido a sensibilidade de notar a angústia, o desgosto, a aflição e a dor do pobre atribulado, sofrendo no seu portão, na sua porta, por não ter fortalecido a mão do atribulado e do pobre, morreu na sua iniquidade, cometendo grave pecado contra o pobre, dia após dia. Provavelmente ele encontrava um bom motivo para discriminar tal pobre e doente homem. Provavelmente se tratasse de um incircunciso. Vivia na despreocupação do sossego. Sua omissão era consequência de sua insensibilidade. Percebendo sua real condição desaprovada, agora o rico também clamava por ajuda. O pobre estava na posição junto ao seio - proximidade, aconchego, intimidade, aprovação. Aquele que achava que sua prosperidade representava a aprovação divina viu-se em situação reprovada. Agora que descobriu a verdade, que o pobre não era um amaldiçoado, antes, que o pobre era um pobre servo de Deus e que Deus amava aquele pobre, descobriu também que sua condição era desaprovada em face de seus anteriores atos egoístas. No entanto, foi-lhe dito que suportasse sua vergonha e humilhação consequente de não ter ouvido Moisés e os profetas - por isso sentiu-se estando sob "angústia" em fogo intenso. Agora, o aluno, o rico adorador de Jeová experimentava a dor, a ansiedade, a aflição, a agonia, a amargura e o desgosto, todos os sentimentos causados por ele na sua omissão, sentimentos que foram experimentados pelo pobre e faminto Lázaro, além da grande vergonha e humilhação por ter descoberto que aquele pobre desprezado por ele, na verdade era muito amado pelo Pai. Embora quisesse alguém levantado dentre os mortos para incitar seus irmãos ao arrependimento, foi-lhe informado que, se não escutaram a Moisés e aos profetas, também não escutariam a alguém levantado dentre os mortos. A informação seria a mesma, o ensino seria o mesmo. O erro estava na insensibilidade de seus corações egoístas. Seus irmãos insensíveis também receberiam de volta sobre suas cabeças o mal praticado aos pobres e famintos dia após dia. Certamente, agora aprenderiam esta lição prática. O calor do fogo intenso estava sendo usado para amolecer, sensibilizar o coração do rico. Rico é aquele que tem mais de um prato de comida. Pobre é aquele que não tem nenhum. O que faltava a este homem rico?? Jesus disse as seguintes palavras para aqueles que se consideravam justos, que se consideravam amigos de Jeová, que se consideravam "alunos" aprovados, que se consideravam abençoados por Jeová: (Mateus 9:10-13) 10 Mais tarde, enquanto estava recostado à mesa, na casa, eis que vieram muitos cobradores de impostos e pecadores, e começaram a recostar-se com Jesus e seus discípulos. 11 Vendo isso, porém, os fariseus começaram a dizer aos discípulos dele: “Por que é que o vosso instrutor come com os cobradores de impostos e os pecadores?” 12 Ouvindo-os, ele disse: “As pessoas com saúde não precisam de médico, mas sim os enfermos. 13 Ide, pois, e aprendei o que significa:Misericórdia quero, e não sacrifício.Pois eu não vim chamar os que são justos, mas pecadores.”  (Mateus 12:1-8) 12 Naquela época, Jesus passou pelas searas, no sábado. Seus discípulos ficaram com fome e principiaram a arrancar espigas e a comer. 2 Vendo isso, os fariseus disseram-lhe: “Eis que teus discípulos estão fazendo o que não é lícito fazer no sábado.” 3 Ele lhes disse: “Não lestes o que Davi fez quando ele e seus homens ficaram com fome? 4 Como entrou na casa de Deus, e comeram os pães da apresentação, algo que não lhe era lícito comer, nem aos que estavam com ele, mas apenas aos sacerdotes? 5 Ou, não lestes na Lei que os sacerdotes no templo, nos sábados, não tratam o sábado como sagrado e permanecem sem culpa? 6 Mas eu vos digo que algo maior do que o templo está aqui. 7 No entanto, se tivésseis entendido o que significa: ‘Misericórdia quero, e não sacrifício’, não teríeis condenado os inocentes. 8 Porque Senhor do sábado é o que é o Filho do homem.”


O que respondeu o "rico adorador de Jeová", quando Jesus lhe perguntou se ele como "rico adorador de Jeová" estava obedecendo aos mandamentos, os mandamentos dados através de Moisés?? Assim respondeu o "aluno", o rico adorador de Jeová: (Mateus 19:16-24) 16 E eis que alguém, aproximando-se, disse-lhe: “Instrutor, que preciso fazer de bom, a fim de obter a vida eterna?” 17 Ele lhe disse: “Por que me perguntas sobre o que é bom? Há um que é bom. Se queres, porém, entrar na vida, observa continuamente os mandamentos.” 18 Disse-lhe ele: “Quais?” Jesus disse: “Ora, não deves assassinar, não deves cometer adultério, não deves furtar, não deves dar falso testemunho, 19 honra [teu] pai e [tua] mãe, e, tens de amar o teu próximo como a ti mesmo.20 O jovem disse-lhe: Tenho guardado a todos estes; que me falta ainda?” 21 Jesus disse-lhe: “Se queres ser perfeito, vai vender teus bens E DÁ AOS POBRES, e terás um tesouro no céu, e vem, sê meu seguidor.” 22 Quando o jovem ouviu estas palavras, afastou-se contristado, porque tinha muitas propriedades. 23 Jesus, porém, disse aos seus discípulos: “Deveras, eu vos digo que será difícil para um rico entrar no reino dos céus. 24 Novamente, eu vos digo: É mais fácil um camelo passar pelo orifício duma agulha, do que um rico entrar no reino de Deus.”


"Tenho guardado a todos estes", respondeu o rico adorador de Jeová. Neste caso, então pratique o verbo DAR, foi o que Jesus lhe falou. Ele ACHAVA que obedecia aos mandamentos. Ele ACHAVA. Ele amava o próximo como a si mesmo, mas deixava o próximo morrer de fome com sua omissão. Não admitia empobrecer. Quando Jesus lhe mandou repartir o pão que estava estocado em suas mãos foi que ele percebeu que não amava o próximo e que não obedecia a lei. Vender suas coisas para DAR AOS POBRES, no lugar da alegria prevista por Jesus, causaria uma dor insuportável neste aluno rico. Se ele agia assim para com aquele que ele considerava irmão e dizia amar, imaginemos o que ele faria com os demais gentios incircuncisos!!


Era para o rico doar sua riqueza acumulada para OS NA CONDIÇÃO DE POBRES; não era para dar para os "irmãos", não era para dar para os que já fossem "discípulos". Jesus não disse: "e dê aos meus discípulos pobres". Jesus disse: "dê aos pobres". Sabemos exatamente a que pobres se referia Jesus, pois ele disse para outro rico: (Lucas 14:13-14) 13 Mas, quando ofereceres uma festa, convida os pobres, os aleijados, os coxos, os cegos; 14 e serás feliz, porque eles não têm nada com que te pagar de volta. Porque se te pagará de volta na ressurreição dos justos.. . .


Não podemos esquecer que tanto os pobres quanto os aleijados, os coxos e os cegos eram tidos como “pecadores”. Os que apresentavam deficiência física eram tidos como “pecadores” e tratados como “pecadores”. Existia um preconceito contra tais pessoas.

Nascestes inteiramente em pecados, foi afirmado para alguém que havia nascido cego e a a quem Jesus curou a cegueira: (João 9:32-34) 32 Desde a antiguidade, nunca se ouviu [falar] que alguém abrisse os olhos de alguém que nasceu cego. 33 Se este [homem] não fosse de Deus, não poderia fazer nada.” 34 Em resposta, disseram-lhe: Nasceste inteiramente em pecados, e, contudo, ensinas tu a nós?” E lançaram-no fora!

Ora, se eles tinham este sentimento para com seus irmãos judeus, imaginemos qual o sentimento que tinham por um cego incircunciso!!!!!


O homem rico retrataria com muita propriedade, toda a nação de Israel, ou seja, os circuncisos, aqueles que se achavam ricos em obras excelentes, e obviamente, mais próximos de Jeová, e que viam no incircunciso alguém repugnante em face do seu real estado faminto e cheio de úlceras, isto é, pobre de obras excelentes e “nascido inteiramente em pecado”. Os sentimentos, as palavras e as ações dos circuncisos em relação aos incircuncisos são “fatos” históricos.


Era a condição de pobre, condição de faminto, condição de necessitado, condição de dependente de misericórdia, independente de sua formação religiosa, formação moral, nacionalidade, sexo, cor de pele, etc. A Misericórdia não deveria estar condicionada a absolutamente nada.




O homem rico não sabia o que era Misericórdia, os fariseus não sabiam o que era Misericórdia, o sacerdote e o levita não sabiam o que era Misericórdia e o povo em geral não sabia o que era Misericórdia. O resultado era o péssimo tratamento dispensado por todos estes ao forasteiro, ao estranho, ao atribulado, ao pobre, ao faminto, ao doente, ao nu, àquele que se encontrava na prisão, ao condenado. Precisavam ser ensinados e Jesus os estava ensinando.


Voltemos ao ensino dado por Jeová.



O sábado de Jeová era o dia em que Ele mais usava de Misericórdia. Era o dia em que o Professor Jeová ensinava a seu povo amado a também serem Misericordiosos.

Um sábado diário (24 horas) de descanso para todos; um sábado anual (365 dias) de sete em sete anos para perdão de dívidas; um sábado anual (365 dias) de setenta em setenta anos - o Jubileu - para perdão de todas as dívidas e retorno livre para as propriedades hereditárias; um sábado diário (24 horas) especial no ano para o perdão de todos os pecados do povo – realmente, o sábado é um dia muito especial para Jeová. É o dia da Misericórdia, um dia de felicidade, um dia de deleite. Nestes sábados havia o “cancelamento” de todas as dívidas; “cancelamento”. Não se manda julgar, fazer uma análise para ver se há merecimento; não está previsto qualquer “condicionamento” para o cancelamento da dívida. Deveria ser um dia de plena felicidade. Felicidade de quem cancelava a dívida e a felicidade do devedor. Muito valor ou pouco valor, a dívida tinha de ser cancelada, simplesmente cancelada. Realmente, era o Dia da Misericórdia.


Assim falou Jeová quanto ao sentimento que Ele esperava de seus "alunos" em relação ao sábado:

(Isaías 58:13-14) 13 “Se em vista do sábado fizeres teu pé retornar de fazer os teus próprios agrados no meu dia santo e realmente chamares o sábado de deleite, [dia] santo de Jeová, um que se glorifica, e tu realmente o glorificares em vez de seguires os teus próprios caminhos, em vez de achares o que te agrada e falares uma palavra, 14 neste caso te deleitarás em Jeová e eu vou fazer-te cavalgar sobre os altos da terra; e eu vou fazer-te comer da propriedade hereditária de Jacó, teu antepassado, porque a própria boca de Jeová falou [isso].”


Jeová esperava que seu "aluno" amasse o sábado, que o glorificasse e que o chamasse de dia de deleite, afinal, a alma atribulada dependia deste sábado para sair desta condição e recomeçar, sempre como consequência da misericórdia de outros a quem deviam, de que eram devedores, nunca por seus méritos próprios. Ele não pagava a dívida, antes, a dívida era cancelada.


Os objetivos do sábado.


Sábado diário na semana> um dia de completo descanso para todos: Êxodo 20:8-11 8 “Lembrando o dia de sábado para o manteres sagrado, 9 deves prestar serviço e tens de fazer toda a tua obra por seis dias. 10 Mas o sétimo dia é um sábado para Jeová, teu Deus. Não deves fazer nenhuma obra, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem teu escravo, nem tua escrava, nem teu animal doméstico, nem teu residente forasteiro que está dentro dos teus portões. 11 Pois em seis dias fez Jeová os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há, e no sétimo dia passou a descansar. É por isso que Jeová abençoou o dia de sábado e passou a fazê-lo sagrado. 


Sábado anual de sete em sete anos> Descanso para a terra durante um ano, terra sem cultivo; descanso para o touro, para o jumento, para o escravo e para o residente forasteiro: (Êxodo 23:10-12) 10 “E por seis anos deves semear a tua terra e tens de recolher os seus produtos. 11 Mas no sétimo ano deves deixá-la sem cultivo e tens de deixá-la de pousio, e os pobres do teu povo têm de comer dela; e o que for deixado por eles deve ser comido pelos animais selváticos do campo. É assim que deves fazer com o teu vinhedo e com o teu olival. 12 “Seis dias deves fazer teu trabalho; mas no sétimo dia deves desistir, para que teu touro e teu jumento descansem, e o filho da tua escrava e o residente forasteiro tomem fôlego.


Jubileu> sábado anual de cinquenta em cinquenta anos deveis proclamar liberdade – duração de 365 dias: (Levítico 25:8-13) 8 “‘E tens de contar para ti sete sábados de anos, sete vezes sete anos, e os dias dos sete sábados de anos têm de somar para ti quarenta e nove anos. 9 E no sétimo mês, no décimo [dia] do mês, tens de fazer soar a buzina sonora; no dia da expiação deveis fazer soar a buzina em toda a vossa terra. 10 E tendes de santificar o quinquagésimo ano e proclamar liberdade no país, A TODOS OS SEUS HABITANTES. Tornar-se-á para vós um jubileu, e tendes de retornar cada um à sua propriedade e deveis retornar cada um à sua família. 11 Um jubileu é que se tornará para vós este quinquagésimo ano. Não deveis semear, nem deveis ceifar o que na terra crescer de grãos caídos, nem colher as uvas de suas videiras não podadas. 12 Pois é um jubileu. Deve tornar-se algo sagrado para vós. Do campo podeis comer o que a terra produzir. 13 “‘Neste ano do jubileu deveis retornar cada um à sua propriedade.


Assim verte a Tradução Brasileira: (Levítico 25: 9-10) 9 Fareis soar a trombeta sonora aos dez dias do sétimo mês; no dia da expiação farei soar a trombeta em toda a vossa terra. 10 Santificarei o ano qüinquagésimo, e proclamareis liberdade por toda a terra A TODOS OS SEUS HABITANTES: ano de jubileu será para vós. Voltareis, cada um à sua possessão, e voltareis, cada um para a sua família



O Pai da IGUALDADE definiu: TODOS os habitantes do reino usufruirão da mesma liberdade.


Não importa o tamanho da dívida de seu irmão, cancele-a e conceda-lhe a liberdade se este for teu escravo. Todos os habitantes do reino deviam usufruir a liberdade. Se eram todos, então todos os estrangeiros também deviam usufruir a mesmíssima liberdade.


De sete em sete anos há um sábado de remissão, ou seja, perdão das dívidas; não se pergunta o motivo da dívida, simplesmente se cancela a dívida – duração de 365 dias> (Deuteronômio 15:8-14) 8 Pois deves abrir generosamente tua mão para com ele e deves terminantemente emprestar-lhe sob caução tanto quanto ele necessita, de que carece. 9 Guarda-te de que não venha a haver alguma palavra vil no teu coração, dizendo: ‘O sétimo ano, o ano da remissão está perto’, e teu olho fique deveras sovina para com teu irmão pobre e não lhe dês nada, e ele tenha de clamar a Jeová contra ti e isso se tenha tornado um pecado da tua parte. 10 Deves terminantemente dar-lhe e teu coração não deve ser mesquinho ao lhe dares, porque é por esta razão que Jeová, teu Deus, te abençoará em todo ato teu e em todo empreendimento teu. 11 Pois, nunca deixará de haver pobre no meio do país. É por isso que te ordeno, dizendo: ‘Deves abrir generosamente tua mão para com teu irmão atribulado e pobre no teu país.’ 12 Caso te seja vendido teu irmão, um hebreu ou uma hebreia, e ele te tenha servido por seis anos, então no sétimo ano deves mandá-lo embora como alguém liberto. 13 E quando o mandares embora como alguém liberto, não o deves mandar embora de mãos vazias. 14 Deves realmente provê-lo de alguma coisa do teu rebanho e da tua eira, e do teu lagar de azeite e vinho. Assim como Jeová, teu Deus, te tem abençoado, assim é que lhe deves dar.


Não importa o tamanho da dívida, cancele-a, e se ele for teu escravo, liberte-o.


Dia da Expiaçãoperdão para todos – duração de 24 horas> Uma vez por ano Jeová perdoava todos os pecados do povo; Jeová CANCELAVA todos os pecados de todos; Jeová os declarava limpos de todos os pecados: (Levítico 16:29-31) 29 “E isso vos tem de servir de estatuto por tempo indefinido: No sétimo mês, no décimo [dia] do mês, deveis atribular as vossas almas, e não deveis fazer obra alguma, quer o natural quer o residente forasteiro que reside no vosso meio. 30 Pois neste dia se fará expiação por vós, para declarar-vos limpos. Sereis limpos de todos os vossos pecados perante Jeová. 31 É um sábado de completo repouso para vós, e tendes de atribular as vossas almas. É um estatuto por tempo indefinido.


Isto é que é um dia especial!! Isto é que é um dia especial!! Um dia de completa alegria.


Todas as dívidas do pecador para com Jeová eram perdoadas neste dia. Ninguém podia pagar esta dívida a Jeová, no entanto, Jeová de forma liberal, altruísta e misericordiosa, CANCELAVA “todas” as dívidas de “todos” os alunos. Jeová não perdoava aos merecedores; Jeová perdoava todos os pecados de todos os pecadores, independente dos motivos individuais das dívidas, independente de ser ou não reincidente, independente de este estar ou não estar consciente de seu pecado, independente do pecador estar agindo como um inimigo Dele. Jeová não estipulava condições para Ele perdoar aos pecadores, Jeová não condicionava o seu perdão a qualquer atitude do pecador, do devedor. Jeová SIMPLESMENTE cancelava todas as dívidas, independente do valor delas. Jeová estava dando o exemplo. Jeová pedia que os humanos copiassem aquilo que ele já fazia. Jeová se sentia alegre por usar de “Misericórdia incondicionada”. Jeová estava mostrando como devia ser feito; como devia ser sentido. “Mostrarei Ser” estava em plena atividade de ensino.


Novamente o Pai da IGUALDADE deixa bem claro que todos os habitantes daquele reino recebiam Dele o mesmíssimo tratamento. Da parte Dele, todos recebiam o mesmíssimo perdão.


Notamos assim, que o sábado se caracterizava pelo amplo uso da “Misericórdia incondicionada” para todos. Jeová usava Misericórdia incondicionada para com todos e todos os humanos, imitando ao Criador, também deviam usar de misericórdia incondicionada entre si (naturais e/ou estrangeiros), usar de misericórdia para com a terra e usar de misericórdia para com os animais.

O que havia de comum?? Misericórdia, Misericórdia, Misericórdia; Incondicionada.


Sem sombra de dúvida, era um dia de alegria para quem recebia os benefícios. Os endividados se alegravam. Os que haviam perdido suas terras se alegravam. Os que tinham se vendido como escravos se alegravam. Os pobre se alegravam. A terra se alegrava com o descanso. No entanto, como se sentiam aqueles que haviam acumulado riquezas, neste dia em que tinham de devolver as riquezas?? Deveria ser um dia de completa alegria para todos.


Jeová exalta o seu sábado nas seguintes palavras: (Isaías 58:6-7) 6 Não é este o jejum que escolhi? Soltar os grilhões da iniquidade, desatar as brochas da canga e deixar ir livres os esmagados, e que rompais toda canga? 7 Não é partilhares o teu pão ao faminto e introduzires na [tua] casa pessoas atribuladas, sem lar? Que, caso vejas alguém nu, tu o tenhas de cobrir, e que não te ocultes da tua própria carne?


O que Jeová exaltava? Misericórdia, Misericórdia e Misericórdia; atos de misericórdia.


No dia de hoje, que vivemos em um constante sábado, no qual, todas as nossas dívidas conscientes ou não, são incondicionalmente CANCELADAS (perdoadas) por Jeová a cada dia, sem que haja qualquer mérito de nossa parte, será que ainda temos coragem de não perdoar a dívida de qualquer humano??

Jeová não considera um fardo dispendioso, estar continuamente perdoando (cancelando) as nossas dívidas para com Ele, pois a cada pecado nosso, estamos aumentando a nossa dívida para com Ele, dívida esta que não temos como pagar.

Se não cancelarmos toda e qualquer dívida que o próximo tenha conosco, como poderemos fazer a oração do Pai Nosso e dizer: Cancele a minha dívida ASSIM COMO eu tenho cancelado a dívida daquele que me deve?? (Mateus 6:9-13) 9 "Portanto, tendes de orar do seguinte modo: "‘Nosso Pai nos céus, santificado seja o teu nome. 10 Venha o teu reino. Realize-se a tua vontade, como no céu, assim também na terra. 11 Dá-nos hoje o nosso pão para este dia; 12 e perdoa-nos as nossas dívidas, ASSIM COMO nós também temos perdoado aos nossos devedores. 13 E não nos leves à tentação, mas livra-nos do iníquo.’


Falou ainda mais Jesus sobre o perdoar: (Mateus 6:14-15) 14 "Pois, SE perdoardes aos homens as suas falhas, TAMBÉM o vosso Pai celestial vos perdoará; 15 ao passo que, SE NÃO perdoardes aos homens as suas falhas, TAMPOUCO o vosso Pai vos perdoará as vossas falhas.


Não há outra opção ao humano em relação as dívidas de outros humanos. O humano tem de perdoar.

Dá um nó na garganta quando temos de perdoar alguém? Está na hora de começar a desatar este nó, até que desça suavemente pela nossa garganta e até que o perdoar se torne um prazer.


Ser misericordioso não é um fardo para Jeová, logo, ser misericordioso não deve ser um fardo para nós humanos.


Temos de ser perfeitos, assim como o nosso Pai celestial é perfeito, nos informou e orientou Jesus.

Usar misericórdia produz sentimentos; receber misericórdia produz sentimentos. O sentimento comum é a alegria.


Quem usa de misericórdia incondicionada não julga se a pessoa merece ou não merece receber a misericórdia dada.


Quem sentir a alegria de usar misericórdia incondicionada nunca considerará ou encarará o mostrar misericórdia como um fardo dispendioso.


Você faz, mas, não era isso o que você gostaria de estar fazendo – isto produz uma alegria que não provêm do fundo do coração; é uma ação superficial, uma ação pró-forma. A continuidade de tal ação se revelará um fardo. Na verdade, você atura, carrega e suporta esta carga. Carregar os famintos, alimentar os famintos e cobrir com roupa o homem nu, ao final se revelará uma "carga dispendiosa" para tal pessoa. O tempo transformará a alegria do dar, em um "fardo dispendioso", quando houver um decréscimo no nível do estoque, quando houver um empobrecimento.


O povo encarava as palavras de Jeová como uma carga. O profeta também o encarava. Assim falou o próprio Jeová: (Jeremias 23:33-40) 33 “E quando este povo, ou o profeta, ou o sacerdote te perguntar, dizendo: ‘Qual é a carga de Jeová?’ então terás de dizer-lhes: ‘“Vós sois — ó que carga! E eu certamente vos abandonarei”, é a pronunciação de Jeová.’ 34 Quanto ao profeta, ou ao sacerdote, ou ao povo que disser: ‘A carga de Jeová!’ eu também vou voltar a minha atenção para tal homem e para os da sua casa. 35 Assim é que estais dizendo, cada um ao seu próximo e cada um ao seu irmão: ‘Que respondeu Jeová? E que falou Jeová?’ 36 Mas não mais mencioneis a carga de Jeová, porque a própria carga torna-se para cada um a sua própria palavra, e mudastes as palavras do Deus vivente, Jeová dos exércitos, nosso Deus. 37 “Assim dirás ao profeta: ‘Que resposta te deu Jeová? E que falou Jeová? 38 E se o que continuais a dizer é: “A carga de Jeová!” então é assim que disse Jeová: “Visto que dizeis: Esta palavra é a própria carga de Jeová’, quando eu vos mandava dizer: ‘Não deveis dizer: “A carga de Jeová!”’, 39 portanto, eis-me aqui! E eu vou negligenciar-vos terminantemente, e vou abandonar a vós e a cidade que dei a vós e aos vossos antepassados — de diante de mim. 40 E vou pôr sobre vós vitupério por tempo indefinido e humilhação por tempo indefinido, que não será esquecida.”’”


Uma carga, um sacrifício é estar fazendo o que Jeová pede. Assim pensava e agia o povo.


Jesus também nos chamou a atenção sobre tal sentimento de humanos quanto às palavras de Jeová, ou seja, encarar os ensinamentos de Jeová como um fardo, como uma carga. Assim falou Jesus, chamando atenção a uma situação já existente: (Revelação 2:24-29) 24 “‘No entanto, digo aos demais de vós, os que estais em Tiatira, a todos os que não têm este ensino, aos mesmos que não chegaram a conhecer as coisas profundas de Satanás”, conforme eles dizem: Não ponho sobre vós nenhum outro fardo. 25 Assim mesmo, apegai-vos ao que tendes até que eu venha. 26 E àquele que vencer e observar as minhas ações até o fim, eu darei autoridade sobre as nações, 27 e ele pastoreará as pessoas com vara de ferro, de modo que serão despedaçadas como vasos de barro, assim como recebi de meu Pai, 28 e eu lhe darei a estrela da manhã. 29 Quem tem ouvido ouça o que o espírito diz às congregações.’


Jesus chamou tais sentimentos de “coisas profundas de Satanás”, ou seja, um ensino ou uma filosofia profunda de Satanás. Esta filosofia é revelada sempre que colocamos em cheque a verdadeira motivação de se estar fazendo algo, ou seja, revela a verdadeira motivação de se estar fazendo o que Jeová pede. A pessoa pensa e se expressa: só mesmo por Jeová é que eu faço tal "sacrifício".


Do ponto de vista do egoísmo, ou seja, quando se coloca o “eu” em primeiro lugar, importar-se e cuidar de outro é um fardo, é algo pesado a ser carregado, pois a pessoa está com vontade de cuidar de si mesma, de cuidar de seus interesses, cuidar de suas coisas, seus prazeres, de voltar a acumular coisas. Logo em seguida vem a pergunta: o que “eu” ganho em fazer isso? O que ganho por deixar de cuidar de minhas coisas? Me “sacrifico” para ganhar o que? Qual é o meu lucro?? “Deixar de estar cuidando das suas coisas ou de si mesmo para cuidar de outro é um sacrifício que se admite fazer, de forma temporária, e desde que haja uma recompensa” para ele. Assim pensa o egoísta.


Novamente ouçamos a voz de Jeová: (Isaías 58:13-14) 13 “Se em vista do sábado fizeres teu pé retornar de fazer os teus próprios agrados no meu dia santo e realmente chamares o sábado de deleite, [dia] santo de Jeová, um que se glorifica, e tu realmente o glorificares em vez de seguires os teus próprios caminhos, em vez de achares o que te agrada e falares uma palavra, 14 neste caso te deleitarás em Jeová e eu vou fazer-te cavalgar sobre os altos da terra; e eu vou fazer-te comer da propriedade hereditária de Jacó, teu antepassado, porque a própria boca de Jeová falou [isso].”


Se você se agradar de retornar o pé de fazer teus próprios agrados (satisfação pessoal, satisfação do “eu”); se você glorificar o sábado e o que se faz nele, em vez de seguir os teus próprios caminhos, em vez de procurar e achar o que te agrada (satisfação do “eu”), neste caso te deleitarás em Jeová. Acharás prazer, acharás a verdadeira alegria. Deleitar é o mesmo que agradar, aprazer e deliciar. Sentirás isto como algo delicioso. Não será um fardo, não será um sacrifício. Acharás o sábado e o que se faz nele como algo delicioso e dirás a palavra: Há, que delícia!! Que delícia!!


Certamente se desejará que o sábado nunca acabe. Isto só ocorrerá quando a pessoa amar o que se faz no sábado.


O que se faz quando não é sábado?? Não voltamos a acumular coisas, escravizar pessoas, cobrar dívidas e ganhar, ganhar e ganhar?? É disso que realmente gostamos?


O que caracterizava e ainda caracteriza o sábado de Jeová é a Misericórdia, o perdão, a liberdade de todos para com todos; um recomeço, livre de todas as dívidas passadas. No sábado ninguém trabalhava para você, nem mesmo os animais. No sábado se reparte o lucro (algo além do que você precisa) com aquele que só teve prejuízo; se reparte o lucro com aquele que te deve (que passa a não te dever), aquele que nada tem. No sábado se devolve o que é de outro, que porventura veio parar na sua mão. Será que usar de Misericórdia todo o tempo, perdoar todo o tempo e repartir o que se tem todo o tempo é um fardo para nós? Será que fazer isto dói?? Mas, deveria ser um prazer!!


Será que fazemos, mas, não é exatamente isto que gostaríamos de fazer? Será que perdoamos, mas somente por obrigação e não esquecemos a dívida? Se for, então é um fardo.

Se não trabalhou, tampouco coma - Certamente, passando a observar Jeová, nosso Todo Sábio Professor com mais atenção, podemos afirmar que Jeová jamais trataria seus filhos desta forma e tampouco daria esta ordem para que os filhos tratassem seus irmãos desta forma, quando nem mesmo o inimigo deve ser tratado desta forma.


No mesmo caso se encontra Jesus o nosso único Modelo humano e nosso único Instrutor. Jamais uma ordem como esta sairia da boca de Jesus. Em nenhuma das palavras que saíram da boca de Jesus é encontrada uma ordem como esta. “Se não trabalhou, tampouco coma” é uma ordem que não tem a Misericórdia como base.


Se ele for inimigo, como tratá-lo? Jesus ordena a seus discípulos: (Mateus 5:43-48) 43 “Ouvistes que se disse: ‘Tens de amar o teu próximo e odiar o teu inimigo.’ 44 No entanto, eu vos digo: Continuai a AMAR os vossos inimigos e a orar pelos que vos perseguem; 45 para que mostreis ser filhos de vosso Pai, que está nos céus, visto que ele faz o seu sol levantar-se sobre iníquos e sobre bons, e faz chover sobre justos e sobre injustos. 46 Pois, se amardes aos que vos amam, que recompensa tendes? Não fazem também a mesma coisa os cobradores de impostos? 47 E, se cumprimentardes somente os vossos irmãos, que fazeis de extraordinário? Não fazem também a mesma coisa as pessoas das nações? 48 Concordemente, tendes de ser perfeitos, assim como o vosso Pai celestial é perfeito.


Nem mesmo ao inimigo se pode deixar de repartir o pão e cobrir com roupa por este estar nu. Isto significa que, em se tratando de ter misericórdia, todos têm o mesmo direito de ser tratado com a mesma misericórdia por mim, durante todo o tempo, pois a igualdade assim o pede.


A Misericórdia e o perdão estão relacionados com a abnegação, ou seja, negar, abrir mão definitivamente de seus direitos, negar seus sentimentos, negar seus interesses e sempre tomar a iniciativa de ajudar àquele que sofre, àquele que necessita. Por exemplo, Jeová ao perdoar uma nação adúltera, abriu mão de Seu direito ao divórcio. Divórcio é uma coisa definitiva. Jeová perdoou definitivamente a sua adúltera nação ensinada e reiniciou um relacionamento com ela, cancelando esta já contraída dívida impagável. Não se parcelou, não se adiou o pagamento. E para provar que houve o cancelamento da dívida, iniciou-se um novo relacionamento sob as mesmas condições anteriores.


Como no caso da remissão (no sábado), que além de se perdoar a dívida incondicionalmente, aquele que perdoava a dívida ainda dava alimento, roupa, semente e outras coisas essenciais para o recomeço do devedor, assim é o perdão de Jeová para a dívida do humano. O devedor era assim plenamente dependente da misericórdia do seu credor. O devedor nada tinha de fazer para merecer tal tratamento misericordioso.


Logo, o Criador estava ensinando o humano a ser Misericordioso. O Criador deu-lhes um copo para ser bebido. Experimentem fazer deste jeito. O que acharam??


Não se pode discriminar o pobre, não se pode discriminar o faminto, não se pode classificar o pobre, não se pode classificar o faminto, pois todos gemem. Jeová ouve o gemido, independente da fonte do gemido.


Faminto "A" > é aquele que merece.

Faminto "B" > é aquele que não merece.

Faminto "C" > é aquele que se esforça.

Faminto "D" > é aquele que não se esforça.

Faminto "E" > é aquele que tem bons antecedentes.

Faminto "F" > é aquele que não tem bons antecedentes.

Faminto "G" > é aquele que trabalha.

Faminto "H" > é aquele que não trabalha.

Faminto "I" > é aquele que é reincidente.

Faminto "J" > é aquele que é primário.

Faminto "K" > é aquele que é muito iníquo.

Todos os famintos emitem gemido.













Discriminar, classificar o faminto e ao final não lhe dar comida é praticar uma iniquidade contra ele. Na verdade, estaremos procurando uma desculpa para matar alguém de fome. Estaremos tentando transferir a responsabilidade pela morte do faminto para ele mesmo. Por certo, ele clamará a Jeová, que verá o nosso grandioso egoísmo.


Está na hora de experimentar este copo dado por Jeová. Ser misericordioso ASSIM COMO, do mesmo modo como Jeová é Misericordioso.



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