QUE FAZER PARA ENTRAR NO REINO DE DEUS

Criada em 11/02/2010. Última alteração em 28/11/16 às 18 : 30









ENTRAR NO REINO É UMA QUESTÃO DE QUE??



Observemos primeiro estes detalhes.....


DE DENTRO DE UMA PESSOA EGOÍSTA SÓ PODE SAIR PENSAMENTOS, PALAVRAS, VONTADES E AÇÕES "EGOÍSTAS"..

Que espécie de REINO poderiam produzir pessoas egoístas??

Só poderiam criar, produzir e praticar o reino do egoísmo.

Lembra das palavras de Jesus???

Primeiro o coração fica iníquo para depois ser materializada a iniquidade gerada ali no coração??

Lembra disso, não lembra??

(Marcos 7:20-23) 20 Outrossim, ele disse: “O que sai do homem é o que avilta o homem; 21 pois, de dentro, dos corações dos homens, saem raciocínios prejudiciais: fornicações, ladroagens, assassínios, 22 adultérios, cobiças, atos de iniqüidade, fraude, conduta desenfreada e um olho invejoso, blasfêmia, soberba, irracionalidade. 23 Todas estas coisas iníquas saem de dentro e aviltam o homem.”

§♥ Até ser materializada, aquela iniquidade (fornicação, ladroagem, assassínio, adultério, cobiça, etc.,) é apenas algo invisível, embora já existente...

Observemos este detalhe:

Primeiro existiam os homens juntos, e sem nenhum reino..

Não existia rei e nem existia reino.

Existia um convívio entre humanos, mas, não existia nenhum reino.

Aqueles humanos viviam o dia a dia com hábitos egoístas, afinal de contas, eles eram egoístas.

Tudo o que viam, eles procuravam se apossar.

Pobres dos animais, das plantas e da terra. Passaram a ser objetos de disputa entre humanos.

Até que humanos começaram a se apossar de outros humanos.

O que reinava??

Reinava a cobiça e a posse.

Na busca de defender a coisa possuída, ou seja, o objeto da posse, os humanos passaram a formar grupos familiares.

No entanto, as famílias mais fortes começavam a cobiçar e possuir as famílias mais fracas, para usá-las como força de trabalho para o aumento e a manutenção das coisas cobiçadas e já possuídas, bem como na conquista (tomar) das coisas que estavam apenas na condição de cobiçadas, muito embora já fossem possuídas por outras pessoas ou famílias.

Qual era o fato comum entre aquelas pessoas??

O egoísmo.

O egoísmo dava luz ao desejo e ao sentimento de posse.


O que decidiram fazer aqueles homens??

Decidiram formar um reino, através da criação da figura do rei humano, ou seja, um mero humano que seria aquele que fosse o mais egoísta e que mais posses já tinha acumulado ou que acumularia.

Que espécie de reino poderiam dar à luz aquelas pessoas egoístas??

Só poderiam dar à luz, ou seja, tornar visível um reino que se caracterizava pelo egoísmo.


Aquela informação dada por Jesus correspondia a verdade do comportamento humano no seu dia.

Pessoas desonestas só podem produzir um reino de desonestos em que reinará a desonestidade.

Pessoas que roubam só poderiam produzir (dar à luz) um reino de ladrões.

§§ De dentro do coração do homem sai a fornicação...

Que reino poderia ser gerado??

Um reino de fornicadores...

O que comandaria aquele reino??

A fornicação.

Pessoas desonestas não concebem e nem concordam com a existência de um reino honesto.

O que comanda o reino dos desonestos??

Ora, uma coisa invisível chamada desonestidade...



Todo reino tem uma dinâmica física (visível) e uma dinâmica espiritual (invisível).

Todo reino tem uma sistemática física e uma sistemática espiritual. O uso de força física para suplantar rebeldes pode ser uma sistemática de um reino, uma sistemática espiritual, plenamente observável nas ações do rei e dos súditos. A liberdade plena também é uma dinâmica invisível (espiritual), plenamente observável nas ações do rei e dos súditos.

Quando existem dois reinos antagônicos, deve um reino sobrepujar o outro através da força física e da violência??

Jesus afirmou que o reino de Deus estava dentro daqueles que estavam demonstrando o interesse de saber onde é que estava aquele reino divulgado por Jesus.

  1. Jesus, que reino é esse que você está divulgando??

  2. Onde é que ele está??

  3. Onde estão os teus generais com teus soldados??

  4. Onde está o teu castelo??

  5. Onde está o teu trono??

  6. Onde está a tua coroa e o teu cetro??

  7. Onde está a tua rainha??

  8. Onde está a tua fábrica de armas??

  9. Qual é a fonte da tua riqueza, riqueza necessária para ter todas estas coisas??

  10. Quantos escravos existem no teu reino, e onde é que consegues os escravos??


O que é um reino??


REINO – Esta é a definição dada por certo dicionário (Houaiss): o conjunto dos súditos de uma monarquia.



reino

s.m. (sXIII) 1 país, estado governado por um rei ou rainha; monarquia 1.1 abs. o reino de Portugal (em relação ao Brasil colonial e a outras ex-colônias) F inicial maiúsc. 2 o conjunto dos súditos de uma monarquia 3 fig. lugar ou esfera em que alguém ou algo domina <isso é o r. da desordem> 4 fig. domínio, esfera, âmbito, campo <perdera-se no r. dos delírios poéticos> <o r. dos negócios> 5 cada um dos domínios estudados pelas ciências naturais 6 bio a mais elevada das categorias taxonômicas [A taxonomia tradicional classifica os organismos existentes em cinco reinos: Animalia, Plantae, Fungi, Monera e Protista.] ² r. animal conjunto de todos os seres animais • r. celeste o paraíso cristão, o céu • r. do céu teol a vida eterna • r. mineral a totalidade dos corpos inorgânicos da natureza • r. vegetal o conjunto de todos os vegetais encontrados na natureza ¤ etim lat. regnum,i 'id.' ¤ hom reino(fl.reinar)


O Brasil, isto é, o território com todos os seus produtos naturais e os indígenas, faziam parte do “reino” de Portugal, ou seja, de uma monarquia. A monarquia é uma forma de governo na qual o chefe recebe o título de rei.

O rei é um monarca, ou seja, o indivíduo que exerce o poder supremo, logo, ele manda, ele domina..

Durante os séculos, os reis humanos têm revelado como se comporta a figura do rei. Todos eles nos mostraram a visão humana em relação a um rei.


Entrar no reino é uma questão de fazer parte do reino. Em face do livre-arbítrio, é uma questão de você fazer o reino existir para você. Como é que isto acontece?? Não posso entrar em algo que ainda não existe, não é verdade?? Logo, o reino dos céus tem de existir para poder se entrar nele.

Se o reino dos céus já existe, onde é que ele está agora??


Quais são os ingredientes necessários para a existência de um “reino”?? É imprescindível haver um rei (monarca), súditos, território e uma legislação. A inexistência de um destes ingredientes impedirá a existência de um “reino”. No sistema monárquico, é o rei quem cria as leis do reino.

Se uma pessoa estiver dentro do território delimitado de um reino, ela automaticamente se torna súdita deste reino??

Se uma pessoa conhecer e conversar amistosamente com o rei, ela automaticamente se tornou súdita deste reino??

Você pode estar em um reino, e no entanto, não fazer parte dele?? Sim, Jesus deixou isto bem claro ao dizer: Não fazem parte do mundo, apesar de estarem no mundo. (João 17:14-16) 14 Tenho-lhes dado a tua palavra, mas o mundo os tem odiado, porque não fazem parte do mundo, assim como eu não faço parte do mundo. 15 Solicito-te, não que os tires do mundo, mas que vigies sobre eles, por causa do iníquo. 16 Não fazem parte do mundo, assim como eu não faço parte do mundo.

Como ele não fazia parte do mundo se ele vivia naquele mundo?? Tratava-se de algo espiritual, invisível.

As regras (coisas espirituais) que se aplicavam àquele mundo não eram compactuadas por Jesus. Jesus não concordava com as regras (coisas invisíveis) daquele mundo. As diretrizes, as normas de comportamento daquele mundo (coisas espirituais), não eram compactuadas por Jesus. Jesus não vivia o seu dia a dia de acordo com as normas de comportamento que serviam de base para os demais contemporâneos. Em consequência disto, os sentimentos (coisas invisíveis) de Jesus eram diferentes dos sentimentos dos seus contemporâneos. Jesus nos mostrou que isto é possível.

NAÇÃO – O que é uma nação??

Trata-se de um termo bem abrangente, pois individualmente, as pessoas espalhadas em diversos países, podem formar uma nação, desde que compartilhem diretrizes, desde que compartilhem as normas de comportamento que “antecedem” aos costumes, e desde que compartilhem os sentimentos gerados pelas diretrizes (normas de comportamento).

nação

s.f. (sXIV) 1 agrupamento político autônomo que ocupa território com limites definidos e cujos membros respeitam instituições compartidas (leis, constituição, governo) 2 p.met. território ocupado por esse agrupamento; país 3 o povo que ali vive <o presidente falará à n. em cadeia nacional de tevê> 4 o governo, o Estado <a n. substancia-se nos poderes estabelecidos constitucionalmente> 5 pátria, país natal <a n. de Castro Alves> 6 nacionalidade, naturalidade, origem <emigrantes de n. polonesa> 7 comunidade de indivíduos que, dispersos em áreas geográficas e políticas diversas, estão unidos por identidade de origem, costumes, religião <a n. católica, maometana, judaica> 8 grupo indígena (do Brasil ou de outra área geográfica) <a n. tupinambá> 9 B denominação atribuída aos grupos de negros africanos trazidos como escravos para o Brasil, quer se tratasse de povos, quer fossem grupos etnolinguísticos, como no caso dos bantos <a n. nagô> <a n. cabinda> 10 etn rel conjunto de rituais que cada um desses grupos trouxe para o Brasil, determinante dos diversos tipos de candomblés e seitas existentes ª nações s.f.pl. 11 em linguagem bíblica, os pagãos, os gentios ¤ etim lat. natìo,ónis 'raça, espécie, casta, povo etc.' ¤ col aliança, coalizão, coligação, confederação, federação, liga




É DA ABUNDÂNCIA DO CORAÇÃO QUE A BOCA FALA – Enquanto que para tomar qualquer ação, o animal obedece ao seu instinto, o ser humano para tomar qualquer ação, obedece aos seus diversos sentimentos. A vontade do humano é fruto do seu sentimento. Desaparecendo os sentimentos, o humano se tornará um mero robô, isto é, alguém sem vontade própria, alguém que obedece a comandos diretos. Faça isto; faça aquilo; ande; pare; deite; levante. Sendo um robô, inexiste desobediência.

A NAÇÃO ESCOLHIDA DE ISRAEL REPRESENTAVA O REINO DE DEUS, na verdade, era o reino de Deus.

O Rei tinha escolhido seus súditos e não o contrário. (Ezequiel 20:5-7) 5 E tens de dizer-lhes: ‘Assim disse o Soberano Senhor Jeová: “NO DIA EM QUE ESCOLHI ISRAEL, passei também a levantar a minha mão [em juramento] à descendência da casa de Jacó e a dar-me a conhecer a eles na terra do Egito. Sim, passei a levantar a minha mão [em juramento] a eles, dizendo: ‘Eu sou Jeová, vosso Deus.’ 6 Naquele dia levantei a minha mão [em juramento] a eles de fazê-los sair da terra do Egito para uma terra que espiei para eles, uma [terra] que manava leite e mel. Era o ornato de todas as terras. 7 E prossegui, dizendo-lhes:Lançai fora, cada um de vós, as coisas repugnantes dos seus olhos, e não vos avilteis com os ídolos sórdidos do Egito. Eu sou Jeová, vosso Deus.’

Os outros povos, povos não escolhidos, também tinham seus deuses, não tinham??

Ser seu Deus não representava apenas ser aquele que os libertava, ou seja, alguém poderoso que satisfazia suas necessidades e vontades humanas. Será que um deus é alguém comandado por aqueles que o adoram?? Tratava-se de ser aquele que os ENSINAVA. Deus estabelece ordens, estabelece diretrizes, as quais aquele que o aceita como seu Deus, aquele que O aceita como seu Senhor, passa a obedecer quando concorda. Expressando SUA” VONTADE, Jeová afirmou: “Eu prossegui dizendo a eles: Façam isto, façam assim; façam desta forma; Eu sou vosso Deus”. O povo devia aceitar a liderança do Rei Jeová, do Senhor Jeová e não de quaisquer outros humanos (amigos ou inimigos). Aceitar a liderança seria demonstrado por fazer aquilo que o Senhor IHVH havia pedido a eles humanos, independente dos outros humanos estarem fazendo algo diferente. Fazer por concordar, obviamente. Percebemos que se trata de uma questão individual, não percebemos??

O que significava para Jeová ser um Deus para a nação de Israel?? Será que era Aquele que satisfazia os desejos daquela nação??

Ainda no deserto, Jeová expressou as seguintes palavras:

(Levítico 26:44) 44 E apesar de tudo isso, enquanto continuarem na terra dos seus inimigos, certamente não os rejeitarei, nem os abominarei a ponto de exterminá-los, para violar meu pacto com eles; pois eu sou Jeová, seu Deus.


Assim verte a Tradução Brasileira:

(levítico 26:44) 44 Também ainda assim não os rejeitarei, quando estiverem na terra dos seus inimigos, nem os aborrecerei, para os consumir de todo, e violar a minha aliança com eles; pois eu sou Jeová seu Deus.

De forma resumida, Jeová estava falando: Apesar da deslealdade deles em relação ao pacto feito comigo, Eu não serei desleal ao pacto assim como eles foram, pois Eu sou Deus para eles.

Percebemos que IHVH tinha um comportamento diferente do comportamento do humano??

Será que o humano se mantém leal a alguém desleal??

Como aqueles humanos viviam o seu dia a dia segundo uma regra de comportamento que lhes mandava serem autênticos retribuidores de ações e sentimentos recebidos, ou seja, seriam leais somente para com aqueles que fossem leais a eles, certamente que estes humanos também atribuiriam ao Pai esta mesma forma de proceder no dia a dia.

Assim foi dito em relação ao Pai IHVH:

(2 Samuel 22:26-27) 24 E mostrar-me-ei sem defeito para com ele, E vou guardar-me do erro da minha parte.25 E que Jeová me pague de volta segundo a minha justiça, Segundo a minha limpeza diante dos seus olhos. 26 Com alguém leal agirás com lealdade; Com o que está sem defeito, o poderoso, procederás sem defeito; 27 Com aquele que se mantém limpo, tu te mostrarás limpo, E com o pervertido agirás como que de modo ridículo.



Assim verte a Tradução Brasileira:

(2 Samuel 22:24-27) 24 Fui perfeito para com ele, e guardei-me da minha iniqüidade. 25 Por isso me retribuiu o Senhor conforme a minha justiça, conforme a minha pureza diante dos meus olhos. 26 Para com o benigno te mostras benigno; para com o perfeito te mostras perfeito, 27 para com o puro te mostras puro, mas para com o perverso te mostras avesso.

Bem, o Pai já havia falado que Ele continuaria sendo leal com aqueles que descumpriam o pacto, ou seja, continuaria leal com os desleais.

Enquanto o Pai fala de Si mesmo como aquele que mesmo tendo todas as legítimas justificativas para desfazer o pacto (acordo, contrato) em face do descumprimento deste pacto por parte do outro pactuado, Ele mantêm-se leal ao pacto.

Por que o Pai seria leal com os desleais??

Ele respondeu que permaneceria leal com os desleais, por ser Deus para eles.

Percebemos que se tratava de algo além de ser um mero libertador. Tratava-se de alguém a quem os escolhidos deviam ter como exemplo.

Tratava-se de Alguém que os pactuados precisavam conhecer, afinal de contas, este Alguém era um Deus para eles, era um Senhor para eles.

Percebemos também que o indivíduo permanecia livre para aceitar ou rejeitar a liderança de um Deus.



OS SÚDITOS FORAM ESCOLHIDOS PELO REI E CONVIDADOS A SEREM SÚDITOS.

Não foram os súditos que escolheram a Jeová como Deus. Quando você escolhe é uma coisa, no entanto, quando você é escolhido, a coisa é diferente. Quando você escolhe, é você quem toma a decisão, é você quem sabe O PORQUE escolheu. Quando você escolhe é você quem tem os MOTIVOS bem claros em sua mente, e assim, você toma a decisão. A decisão de tê-los como súditos foi de Jeová. Neste caso, Jeová estava satisfazendo a Sua vontade. Bem, se o Rei tinha escolhido os súditos, será que tais “súditos escolhidos” eram os melhores humanos que existiam sobre a face da terra?? Foram escolhidos “por que” eram melhores que os demais povos?? Foram escolhidos “por que” eram justos?? Que OBJETIVO tinha Jeová ao escolher Israel??

O próprio Jeová continua contando a ordem dos fatos já acontecidos. “Depois que Eu os escolhi, passei a dar-lhes os Meus estatutos, passei a dar-lhes os Meus mandamentos, diretrizes e mandamentos (coisas invisíveis) que significam vida. Eles deviam fazer destes mandamentos o seu dia a dia, deviam viver segundo os mandamentos, pois esta é a minha vontade”. Assim falou o próprio Jeová: (Ezequiel 20:10-12) 10 Por isso os fiz sair da terra do Egito e os levei ao ermo. 11 “‘“E passei a dar-lhes os MEUS estatutos; e dei-lhes a conhecer as MINHAS decisões judiciais, para que o homem que continuar a cumpri-las também continue a viver por meio delas. 12 E também lhes dei os meus sábados, para se tornarem um sinal entre mim e eles, para que soubessem que sou eu, Jeová, quem os santifica.

Assim verte a Tradução Brasileira: (Ezequiel 20:10-12) 10 Assim os fiz sair da terra do Egito, e os trouxe para o deserto. 11 Dei-lhes os MEUS estatutos, e mostrei-lhes os MEUS juízos, os quais, se os observar o homem, viverá por eles. 12 Demais lhes dei também os meus sábados para servirem de sinal entre mim e eles, a fim de que soubessem que eu sou Jeová que os santifica.

Assim verte a Tradução Almeida: (Ezequiel 20:10-12) 10 Assim os tirei da terra do Egito, e os levei ao deserto. 11 E dei-lhes os MEUS estatutos, e lhes mostrei as MINHAS ordenanças, pelas quais o homem viverá, se as cumprir. 12 Demais lhes dei também os meus sábados, para servirem de sinal entre mim e eles; a fim de que soubessem que eu sou o Senhor que os santifica.

Assim verte a Edição Pastoral:

(Ezequiel 20:10-12) 10 Então eu os tirei da terra do Egito e os levei para o deserto. 11 Aí eu lhes dei os Meus estatutos e comuniquei as Minhas normas, que dão vida a quem os pratica. 12 Dei-lhes também os meus sábados, para que fossem um sinal entre mim e eles, um sinal que fizesse o povo aprender que eu, Javé, é que santifico o povo.

Percebemos a existência de um rei, de súditos e de uma lei (regulamentos, estatutos, decisões judiciais, normas), não percebemos??

O Deus IHVH lhes informava quais eram as diretrizes, os estatutos, as ordenanças, as normas de comportamento que representava vida para eles. Como Projetista do ser humano, somente o Pai IHVH é que tinha toda a capacidade de informar ao humano, quais eram seus limites em relação ao projeto.

A nação tinha a Jeová como Rei, tinha as leis dadas por Jeová e um território também dado por Jeová. Era a única nação que tinha a Jeová por Rei. Tratava-se de um “reino” que tinha como vizinhos, muitos outros reinos que não tinham a Jeová como rei. Tratava-se de um “reino” que deveria ter a cara do Rei e que CUMPRISSE O OBJETIVO para o qual haviam sido escolhidos. O perfil do reino era o resultado do perfil dos súditos e devia revelar o perfil do rei. Como se comportavam os súditos deste reino? Em comparação com os súditos de outros reinos, como se comportavam os súditos do reino de Deus? Em qual dos reinos seria um lugar melhor para ser viver, um lugar mais seguro para se viver, sendo você um súdito ou sendo você um turista (residente forasteiro)?? Será que este era um reino que se destacava pela equidade praticada ali por todos os súditos?? Será que era um reino que se destacava pela benevolência praticada ali por todos os súditos?? Será que era um reino que se destacava pela misericórdia praticada ali por todos os súditos?? Será que era um reino que se destacava por haver súditos perdoadores praticando o perdão entre si e para com os estrangeiros?? Será que era um reino que se destacava pelo amor ao próximo como a ti mesmo, praticado por todos os súditos?? Será que era um reino que se destacava pelo amor ao Rei acima de todas as coisas??

O Rei passou a residir NO MEIO dos seus súditos; o Rei veio residir NO MEIO dos seus súditos. Assim falou o Rei sobre esta sua decisão: (Êxodo 29:43-46) 43 E ali vou apresentar-me aos filhos de Israel, e ele certamente será santificado pela minha glória. 44 E vou santificar a tenda de reunião e o altar; e santificarei Arão e seus filhos, a fim de atuarem para mim como sacerdotes. 45 E VOU RESIDIR NO MEIO DOS FILHOS DE ISRAEL E VOU MOSTRAR-ME SEU DEUS. 46 E saberão certamente que eu sou Jeová, seu Deus, que OS FIZ SAIR DA TERRA DO EGITO PARA RESIDIR NO MEIO DELES. Eu sou Jeová, seu Deus.

Assim está traduzido na Versão Brasileira: (Êxodo 29: 45-46) 45 HABITAREI NO MEIO dos filhos de Israel, e serei o seu Deus. 46 Eles saberão que eu sou Jeová seu Deus que os tirou da terra do Egito, PARA HABITAR NO MEIO deles; eu sou Jeová seu Deus.

Afinal, o que seria a coisa mais importante??

  1. O que os súditos esperavam do Rei??

  2. O que o Rei esperava de Seus súditos??

Não se tratava de uma disputa de vontades?? O povo escolhido devia satisfazer a vontade do Rei ou o Rei devia satisfazer a vontade do povo escolhido??

O que o povo escolhido esperava de Jeová?? O que Jeová esperava do povo escolhido por Ele?? Jeová os havia escolhido com um OBJETIVO em mente. Eu os tirei da terra do Egito PARA habitar no meio deles e PARA ser Deus para eles.

Tratava-se de um relacionamento no qual ambas as partes deviam respeitar o LIVRE-ARBÍTRIO.

Diferente de todos os outros reis existentes, Jeová sempre respeitava o LIVRE-ARBÍTRIO de cada súdito.

O rei aceita livremente ser o líder do povo e cada um humano do povo aceita livremente ser liderado pelo rei.

O que estava envolvido em Jeová ser “Deus” PARA o povo escolhido??

Em face das leis recebidas, os súditos do reino de Jeová deviam comportar-se melhor do que os súditos das outras nações ao redor. Os súditos deviam apresentar um perfil elogiável do ponto de vista do Rei. Deviam ser motivos de elogio da parte das demais nações, mas não por viverem assim como elas viviam. Deviam ser um motivo de espanto perante as nações em face da bondade existente no reino e não da ruindade (maldade).

O Rei devia ver nos seus súditos, o que Ele mesmo chamou de: “algo belo”: (Jeremias 13:11) 11 Pois assim como o cinto se apega aos QUADRIS do homem, assim fiz toda a casa de Israel e toda a casa de Judá apegar-se a mim mesmo’, é a pronunciação de Jeová, A FIM DE QUE SE TORNASSEM PARA MIM um povo, e um nome, e louvor, e ALGO BELO; mas eles não obedeceram’.

Afirmou Aquele que escolheu Israel: “Eu os escolhi COM O FIM DE QUE se tornassem para mim algo belo”, ou seja, algo para se ter orgulho de exibir. Este algo belo nada tinha a ver com coisas visíveis.

Assim verte a Tradução Brasileira: (Jeremias 13:11) 11 Pois assim como se une o cinto aos lombos dum homem, assim fiz unir-se a mim toda a casa de Israel e toda a casa de Judá, diz Jeová; PARA QUE ME FOSSEM por povo, e por nome, e por louvor, e por glória. Porém não quiseram ouvir.

Assim verte a Tradução Almeida: (Jeremias 13:11) 11 Pois, assim como se liga o cinto aos lombos do homem, assim eu liguei a mim toda a casa de Israel, e toda a casa de Judá, diz o Senhor, PARA ME SEREM por povo, e por nome, e por louvor, e por glória; mas não quiseram ouvir:

Eu expus a minha vontade para eles, mas eles “não quiseram ouvir”; mas eles “não concordaram”; mas eles “não obedeceram”.

O que mais foi dito pelo Pai que nos revelam o motivo do Pai os ter escolhido como um povo??

O sábado servia de sinal do objetivo de IHVH para com o povo escolhido por Ele.

Trata-se de um sinal entre Mim e eles?? Era sinal de que mesmo??

Com o fim de que ficassem sabendo que Sou Eu quem os santifica. De que Sou Eu quem santifico o povo.

Santificar o povo?? O povo precisava ser santificado??

O que é mesmo santificar??

Santificaresta é a definição dada pelo dicionário Houaiss: tornar santo; sagrar

santificar Datação: sXIII

n verbo

transitivo direto e pronominal

1 tornar(-se) santo; sagrar(-se)

transitivo direto

2 canonizar

Ex.: possibilidade de s. o padre José de Anchieta

transitivo direto e pronominal

3 elevar(-se) pelo ensino e prática dos princípios religiosos

transitivo direto e pronominal

4 tornar(-se) digno de veneração e respeito



O objetivo do Pai era tornar santo cada pessoa daquele reino.

Como é que uma pessoa se torna santa??

O que é um santo?

Santoesta é a definição dada pelo dicionário Houaiss: que ou aquele que vive conforme a lei de Deus e a moral de Deus; diz-se de ou pessoa de conduta exemplar, irrepreensível.

santo Datação: sXIII

n adjetivo

1 que pertence à religião ou aos ritos sagrados; relativo à divindade; que serve a uso sagrado

2 essencialmente puro, perfeito

Ex.: s. união

3 que não pode ser violado

Ex.: s. liberdade

4 diz-se de cada um dos dias da semana anteriores ao domingo de Páscoa; diz-se de cada um dos dias em que a Igreja proíbe o trabalho e manda consagrar ao culto religioso

5 útil, benéfico; seguro, eficaz

Ex.: um s. remédio


n adjetivo e substantivo masculino

6 que ou aquele que foi canonizado e/ou a quem os fiéis rendem culto

Exs.: s. Antônio

tornou-se s.

7 que ou aquele que vive conforme a lei de Deus e a moral religiosa

8 Derivação: por extensão de sentido.

diz-se de ou pessoa de conduta exemplar, irrepreensível

9 Derivação: por extensão de sentido.

diz-se de ou pessoa que se finge inocente, simples, ingênua


n substantivo masculino

10 Derivação: por metonímia.

imagem de alguém que foi canonizado

11 Rubrica: religião. Regionalismo: Brasil.

nos cultos afro-brasileiros, termo equivalente a orixá, inquice, entidade etc.



O que é necessário para se poder ensinar alguém a ser santo??

Em primeiro lugar, a pessoa que está ensinando, deve ser santa.

O que o Pai disse a respeito de si mesmo e a respeito do que ele desejava para o povo??

(Levítico 11:45) 45 Pois eu sou Jeová, que vos conduzo para fora da terra do Egito, a fim de me mostrar Deus para vós; e tendes de mostrar ser santos, porque eu sou santo.

Assim verte a Tradução Brasileira:

(Levítico 11:45) 45 Eu sou Jeová, que vos fiz sair da terra do Egito, para ser o vosso Deus; portanto, vós sereis santos, porque eu sou santo.

Assim verte a Edição Pastoral:

(Levítico 11:45) 45 Eu sou Javé, que os tirei do Egito, para ser o Deus de vocês: sejam santos, porque eu sou santo.

Eu Sou Santo e vós também deveis ser santos.

Ora, ser santo é uma questão de capacidade pessoal.

O sábado servirá de sinal entre Mim e vós de que Eu sou Aquele que vos ensina a serem santos.

Eu uso o sábado como um ponto de referência, para que vocês percebam o que fazer para serem santos, assim como Eu Sou Santo.

O Pai IHVH passou a informar ao povo escolhido quais eram as “normas de comportamento” de um santo.

O Pai IHVH também passou a mostrar como um Santo se comporta no dia a dia, diante das mais diversas circunstâncias. Ele, IHVH, era o exemplo para ser copiado pelos humanos escolhidos.

Qual foi o comportamento do povo??

Em determinado ponto da corrente do tempo, fazendo uma comparação entre o povo escolhido e os povos não escolhidos, o Rei foi obrigado a dizer em relação a seus súditos: (Ezequiel 5:5-9) 5 Assim disse o Soberano Senhor Jeová: ESTA É JERUSALÉM. Coloquei-a no meio das nações, com terras ao seu redor. 6 E ELA PASSOU A COMPORTAR-SE REBELDEMENTE contra as minhas decisões judiciais, EM INIQÜIDADE MAIOR DO QUE AS NAÇÕES, e contra os meus estatutos, mais do que as terras ao seu redor, pois rejeitaram as minhas decisões judiciais, e quanto aos meus estatutos, não andaram neles.’ 7 Portanto, assim disse o Soberano Senhor Jeová: ‘VISTO QUE FOSTES MAIS TUMULTUOSOS DO QUE AS NAÇÕES AO VOSSO REDOR, não andastes nos meus estatutos e não executastes as minhas decisões judiciais — mas, porventura não agistes segundo as decisões judiciais das nações ao vosso redor? — 8 portanto, assim disse o Soberano Senhor Jeová: “Eis que sou contra ti, [ó cidade,] sim, eu, e vou executar no teu meio decisões judiciais aos olhos das nações. 9 E vou fazer em ti o que não fiz e como não mais farei, por causa de todas as tuas coisas detestáveis.. . .

O que o Rei via?? Um reino de rebeldes, súditos rebeldes, súditos mais iníquos que os súditos das nações ao redor, um reino mais tumultuoso do que as nações ao redor. Os súditos rebelaram-se contra o Rei ao rebelarem-se contra as leis criadas pelo Rei. Os súditos não concordavam com a revelada vontade do Rei para eles. O Rei não tapava o sol com a peneira, visando não ver a iniquidade do povo amado. O Rei revelou a Sua imparcialidade, ou seja, mais uma coisa invisível que o caracterizava.

Assim reza a Edição Pastoral:

(Ezequiel 5:5-9) 5 Assim diz o Senhor Javé: Isso aí é Jerusalém, que eu coloquei entre as nações, com muitos países ao redor. 6 Mas ela se rebelou contra minhas normas, de maneira ainda mais criminosa que as outras nações. Ela desobedeceu aos meus estatutos, pior que os outros países que estão à sua volta, pois desprezou as minhas normas e não andou de acordo com os meus estatutos. 7 Por isso, assim diz o Senhor Javé: Dado que vocês se mostraram mais rebeldes comigo do que as nações que estão ao seu redor, não andando conforme os meus estatutos e deixando de pôr em prática as minhas normas, nem cumprindo as normas das nações que estão ao seu redor, 8 assim diz o Senhor Javé: Eu também me coloco contra você. Vou executar os meus julgamentos no seu meio, diante das nações. 9 Farei com você o que nunca fiz e nunca mais farei, tudo por causa de suas abominações.

Uma coisa ficou bem clara em relação aos escolhidos:

Ela desobedeceu aos meus estatutos, pior que os outros países que estão à sua volta, pois desprezou as minhas normas e não andou de acordo com os meus estatutos.

Jerusalém, caracterizada pelos seus habitantes, não obedecia aos estatutos, e ainda ia além disso, pois desprezava as normas do Pai IHVH. Foi o próprio Pai quem falou tais coisas.

O Rei havia afirmado que Sua personalidade se destacava pela equidade, pela misericórdia, pela benevolência e pelo perdão.

EU SOU UM DEUS QUE...

Assim verte a Tradução Brasileira:

(Êxodo 34:5-8) 5 Tendo Jeová descido na nuvem, esteve com ele ali e proclamou o nome de Jeová. 6 Passando Jeová por diante dele, proclamou: Jeová, Jeová, Deus misericordioso e clemente, tardio em irar-se e grande em beneficência e verdade; 7 que guarda beneficência em milhares, que perdoa a iniqüidade, a transgressão e o pecado; e que de maneira alguma terá por inocente o culpado, visitando a iniqüidade dos pais nos filhos, e nos filhos dos filhos, na terceira e na quarta geração. 8 Então Moisés se apressou e, curvando-se para a terra, adorou.

Assim verte a Tradução Almeida de 1967:

(Êxodo 34:5-8) 5 Tendo Jeová descido na nuvem, esteve com ele ali e proclamou o nome de Jeová. 6 Passando Jeová por diante dele, proclamou: Jeová, Jeová, Deus misericordioso e clemente, tardio em irar-se e grande em beneficência e verdade; 7 que guarda beneficência em milhares, que perdoa a iniqüidade, a transgressão e o pecado; e que de maneira alguma terá por inocente o culpado, visitando a iniqüidade dos pais nos filhos, e nos filhos dos filhos, na terceira e na quarta geração. 8 Então Moisés se apressou e, curvando-se para a terra, adorou.

EU SOU (IHVH), EU SOU (IHVH) UM DEUS QUE....

Neste caso, o nome de Deus é um nome bem longo (cumprido). Um nome caracterizado por Suas qualidades demonstradas em Suas ações.

Eram exatamente estas qualidades sendo colocadas em prática diante das circunstâncias do dia a dia que caracterizavam o Pai IHVH como um “Santo”.

Estando o Rei morando no meio dos filhos de Israel, aproveitou para cumprir um dos objetivos de estar morando com eles e passou a lhes mostrar que Ele cumpria toda a lei que Ele havia dado para eles, afinal de contas, a lei era o resultado (um fruto) da personalidade do rei.

Um Rei Santo só poderia produzir diretrizes santas. Um Legislador Santo só poderia criar mandamentos santos.

Uma pessoa que escraviza outras, usando estas pessoas para enriquecer, mostra ser uma pessoa santa??

Neste caso, fica bem claro que uma pessoa revela ser santa através de suas ações no relacionamento com outras pessoas, não é verdade??

Percebemos então que a santidade está diretamente vinculado às ações do indivíduo.

No lugar de se tornarem pessoas santas, produzindo ações de santidade (tendo um comportamento de santidade), os súditos passaram a ser os mais iníquos, a se comportar de forma mais iníqua que TODOS os demais povos ao redor. Por que eram os mais iníquos??? Ora, era o comportamento do povo escolhido que saltava aos olhos de qualquer observador. Em relação às normas comportamentais do Pai, o Santo, o comportamento do povo escolhido estava sendo comparado com o comportamento dos povos não escolhidos, e revelava que o povo escolhido era o que mais se afastava das normas de comportamento do Pai Santo.

Qual o motivo disto ter acontecido?? O Rei responde:Mas eles não obedeceram; Rejeitaram as MINHAS decisões judiciais, e quanto aos MEUS estatutos, não andaram neles; rejeitaram satisfazer a Minha vontade”, desprezaram Minhas normas de comportamento.”

Na verdade, todos os súditos se rebelaram contra o Rei, contra a palavra do Rei, contra o desejo, contra a vontade do Rei para cada um deles. Os súditos não respeitavam os SENTIMENTOS do Rei, pois os sentimentos do Rei foram materializados em mandamentos e escritos em forma de lei. O súdito individual poderia obedecer a lei do reino por ele ter medo das punições previstas e informadas, mas, para cumprir voluntariamente a lei do reino, o súdito precisa ter os mesmos sentimentos do rei. O súdito revela isto por concordar inteiramente com a lei do reino.

O que o Pai IHVH estava observando??

Estava observando o comportamento do povo escolhido. O Pai IHVH também observava o comportamento das demais nações. O Pai IHVH aproveitou para comparar o comportamento do povo escolhido que havia recebido as normas de comportamento dadas pelo Pai, com o comportamento das demais nações. Ao fazer tal comparação, o que o Pai viu??

O Pai afirmou que Ele viu o povo escolhido com um comportamento muito pior do que o comportamento das demais nações, em relação às normas de comportamento dadas por Ele. Em relação as normas de santidade, o povo escolhido estava muito mais longe delas do todas que as nações da terra da promessa.

Neste caso, é o Rei quem define as regras de comportamento dentro do Seu reino e o Rei vive o seu dia a dia por estas regras. Do comportamento individual dos súditos, forma-se um perfil do reino. O perfil do reino devia revelar a personalidade do Rei. Na verdade, todos os súditos deviam copiar o Rei. O Rei fornecia um modelo de personalidade que deveria ser copiado por cada súdito. O reino devia ser a cara do Rei.

Embora o Rei respeitasse o livre-arbítrio dos súditos que Ele havia escolhido e o povo concordado, foi através de Suas ações, que Ele, o Rei, passou a mostrar a seus súditos como se tornaria uma pessoa que vivesse o seu dia a dia de acordo com as regras (normas) que Ele havia dado aos súditos. O Rei fez isto dando o Seu exemplo.

Embora o povo escolhido tivesse rejeitado as decisões judiciais do Rei, o Rei não rejeitou o povo escolhido. Por que não?? Porque o Rei respeitava o livre-arbítrio do povo escolhido. Não se tratava de um rei tirano. Tratava-se de um rei que não comprava (acompanhava) o sentimento do povo, pois Ele se mantinha no Seu próprio sentimento. Este tipo de lealdade também era uma característica invisível do Rei.

A falsa pena do escriba transforma a lei de Deus em uma mentira registrada, que é encarada pelos que a leem, como uma verdade.

Os súditos estavam exercendo o livre-arbítrio e o Rei estava respeitando. Se rejeitavam as decisões judiciais e os estatutos do Rei, sob que regras viviam estes súditos?? Haviam encontrado regras melhores?? Centenas de anos depois de dar os Seus estatutos ao povo que Ele havia escolhido, a afirmação do Rei foi: “Vocês decidiram viver segundo as regras das nações ao vosso redor”. O Rei falou mais: "Vocês se acham sábios":

(Jeremias 8:8-9) 8 “‘Como podeis dizer: “Somos sábios e a lei de Jeová está conosco”? Seguramente, pois, o estilo falso dos secretários trabalhou em pura falsidade. 9 Os sábios ficaram envergonhados. Ficaram aterrorizados e serão apanhados. Eis que REJEITARAM a própria palavra de Jeová, e que sabedoria é que eles têm?

Assim verte a Tradução Brasileira: (Jeremias 8:8-9) 8 Como dizeis: Nós somos sábios, e a lei de Jeová está conosco? Mas, na verdade, eis que A FALSA PENA DOS ESCRIBAS A CONVERTEU EM MENTIRA. 9 Os sábios são envergonhados, espantados e presos; rejeitaram a palavra de Jeová, e que sabedoria é essa que eles têm?

Assim verte a Tradução Almeida: (Jeremias 8:8-9) 8 Como pois dizeis: Nós somos sábios, e a lei do Senhor está conosco? Mas eis que A FALSA PENA DOS ESCRIBAS A CONVERTEU EM MENTIRA. 9 Os sábios são envergonhados, espantados e presos; rejeitaram a palavra do Senhor; que sabedoria, pois, têm eles?

Neste trecho, o Rei deixa bem claro que os escribas também tiveram sua participação cúmplice com o resto do povo em rejeitar a Sua palavra de rei, o Legislador oficial do reino. A participação dos escribas foi em transformar em mentira aquilo que fora falado e aquilo que já estava escrito, ou seja, converteram a lei de Jeová em mentira registrada.

Onde estava escrita a lei de Jeová?? Nas Escrituras??

Onde estava escrita a lei já transformada em mentira pelos escribas?? Nas Escrituras.


O Rei estava vendo e o rei afirmou: “Eles REJEITARAM a minha palavra, palavra esta que revela a minha vontade”. Alguém gostaria de contestar esta informação divina??

Aqueles súditos contestavam e afirmavam: “A lei de Jeová esta conosco”. No entanto era o próprio Rei quem afirmava: “Vocês rejeitaram a Minha lei.”

Neste caso, os mandamentos de pura maldade eram ensinados ao povo como se fossem os mandamentos de Jeová.

Os súditos gostavam do Rei e das bênçãos concedidas pelo Rei, como um território fértil e suas grandiosas safras, bem como a proteção contra os que agiam como inimigos, pois o Rei era muito mais forte que todos os outros reis, no entanto, os súditos rejeitavam as palavras (informações) do Rei, palavras (informações) que resumiam os sentimentos do Rei, palavras (informações) que revelavam a sabedoria do Rei, revelavam o tipo de comportamento que agradava ao Rei. O comportamento do súdito individual é fruto do sentimento individual que está no coração do súdito. Na verdade, os súditos QUERIAM USAR o Rei para satisfazer os seus desejos de súditos. Os súditos queriam que o Rei satisfizesse todas as suas vontades. Os súditos queriam inverter as coisas. Os súditos QUERIAM USAR o Rei como uma arma muito poderosa contra todos os seus inimigos; QUERIAM USAR os poderes do Rei para dominar sobre todos os seus inimigos, transformando-os em servos subservientes. Os súditos QUERIAM USAR o Rei e os poderes do Rei para enriquecerem, para se manterem sempre ricos e para dominar sobre as demais nações, passando a exigir tributo de tais nações, usando cada estrangeiro como escravo.

Na verdade só estavam interessados no Poder do Rei. Temos o mais poderoso do nosso lado. Temos o Deus mais poderoso entre as nações.... Quais as vantagens que buscavam por terem o Deus mais poderoso??

Será que era isto mesmo o que o povo escolhido queria?? Vejamos o desejo do povo escolhido. Vejamos a vontade humana expressa em palavras. (Deuteronômio 28:1) 28E tem de suceder que, se sem falta escutares a voz de Jeová, teu Deus, cuidando em cumprir todos os seus mandamentos que hoje te ordeno, então Jeová, teu Deus, certamente te porá ALTO ACIMA de todas as outras nações da terra. (Deuteronômio 28:11-13) 11 Jeová deveras te fará também transbordar de prosperidade no fruto do teu ventre e no fruto dos teus animais domésticos, e nos frutos do teu solo, no solo de que Jeová jurou aos teus antepassados que to havia de dar. 12 Jeová te abrirá seu bom depósito, os céus, para dar chuva à tua terra na sua estação e para abençoar todo ato da tua mão; e certamente emprestarás a muitas nações, ao passo que tu mesmo não tomarás empréstimo. 13 E Jeová te porá deveras à cabeça e não na cauda; e terás de vir a estar somente EM CIMA e não virás a estar embaixo, por estares obedecendo aos mandamentos de Jeová, teu Deus, que hoje te ordeno observar e cumprir.



Para os súditos, a figura do Deus estava resumida em ser Poderoso.

Os súditos não gostavam das palavras do Rei – as palavras sintetizavam os sentimentos do Rei. Era uma questão de coração. Os súditos andavam atrás de seus próprios corações, atrás de seus próprios sentimentos, atrás de suas próprias vontades. Assim falou o Rei: (Jeremias 9:13-14) 13 E Jeová passou a dizer: “Por terem ABANDONADO a minha lei que dei [para estar] diante deles, e [por] não terem obedecido à minha voz e não terem andado nela, 14 MAS TEREM ANDADO ATRÁS DA OBSTINAÇÃO DO SEU CORAÇÃO e atrás das imagens de Baal, que seus pais lhes ensinaram;

Assim verte a Tradução Almeida: (Jeremias 9:13-14) 13 E diz o Senhor: porque deixaram a minha lei, que lhes pus diante, e não deram ouvidos à minha voz, nem andaram nela, 14 antes andaram obstinadamente segundo o seu próprio coração, e após baalins, como lhes ensinaram os seus pais.

OBSTINAÇÃOEsta é a definição dada por certo dicionário (Houaiss): apego às próprias ideias.

obstinação Datação: sXV

n substantivo feminino

1 apego forte e excessivo às próprias ideias, resoluções e empreendimentos; pertinácia, persistência, tenacidade 2 comportamento que denota esse apego; teima, birra



Um forte e teimoso apego a seus próprios sentimentos, um forte apego as suas próprias vontades.

Tanto no Egito como no deserto, eles haviam se negado a abandonar os costumes egípcios. Eles amavam estes costumes; eles amavam fazer aquelas coisas e queriam continuar a fazê-las. Assim contou o Rei para Ezequiel a história dos antepassados deste: (Ezequiel 20:6-8) 6 Naquele dia levantei a minha mão [em juramento] a eles de fazê-los sair da terra do Egito para uma terra que espiei para eles, uma [terra] que manava leite e mel. Era o ornato de todas as terras. 7 E prossegui, dizendo-lhes: ‘Lançai fora, cada um de vós, as coisas repugnantes dos seus olhos, e não vos avilteis com os ídolos sórdidos do Egito. Eu sou Jeová, vosso Deus.’ 8 “‘“E ELES COMEÇARAM A REBELAR-SE CONTRA MIM E NÃO QUISERAM ESCUTAR-ME. As coisas repugnantes dos seus olhos eles não lançaram fora, individualmente, e não abandonaram os ídolos sórdidos do Egito, de modo que prometi derramar sobre eles o meu furor, a fim de levar a cabo a minha ira contra eles no meio da terra do Egito.. . .

Assim verte a Tradução Brasileira: (Ezequiel 20:6-8) 6 naquele dia levantei a minha mão para eles, jurando que eu os tiraria da terra do Egito para uma terra que lhes tinha espiado, que mana leite e mel, a qual é a glória de todas as terras. 7 Disse-lhes: Lançai de vós, cada uma as abominações dos seus olhos, e não vos contamineis com os ídolos do Egito; eu sou Jeová vosso Deus. 8 MAS REBELARAM-SE CONTRA MIM, E NÃO ME QUISERAM OUVIR; não lançaram de si cada um as abominações dos seus olhos, nem abandonaram os ídolos do Egito: então eu disse que derramaria o meu furor contra eles, para cumprir contra eles a minha ira no meio da terra do Egito.

Assim verte a Tradução Almeida: (Ezequiel 20:6-8) 6 Naquele dia levantei a minha mão para eles, jurando que os tiraria da terra do Egito para uma terra que lhes tinha espiado, que mana leite e mel, a qual é a glória de todas as terras. 7 Então lhes disse: Lançai de vós, cada um, as coisas abomináveis que ENCANTAM os seus olhos, e não vos contamineis com os ídolos do Egito; eu sou o Senhor vosso Deus. 8 MAS REBELARAM-SE CONTRA MIM, E NÃO ME QUISERAM OUVIR; não lançaram de si, cada um, as coisas abomináveis que encantavam os seus olhos, nem deixaram os ídolos de Egito; então eu disse que derramaria sobre eles o meu furor, para cumprir a minha ira contra eles no meio da terra do Egito.

Assim verte a Edição Pastoral:

(Ezequiel 20:6-8) 6 Nesse dia, ergui a mão jurando tirá-los da terra do Egito, a fim de levá-los para outra terra que eu mesmo explorei para eles, terra onde corre leite e mel e que é o encanto de todos os países. 7 Eu lhes havia dito: ‘Joguem fora as coisas abomináveis que os seduzem, e não se contaminem com os ídolos do Egito, porque eu sou Javé, o Deus de vocês’. 8 Mas eles foram rebeldes comigo e não quiseram obedecer-me. Não jogaram fora as coisas abomináveis que os seduziam, nem abandonaram os ídolos do Egito. Pensei então em derramar a minha ira contra eles, desafogar neles o meu ódio, dentro mesmo da terra do Egito.

Quais eram as “coisas invisíveis” que eram idolatradas pelos habitantes do Egito??

Quais eram as “coisas visíveis” que eram idolatradas pelos habitantes do Egito??

Embora não se curvassem diante das figuras dos deuses egípcios (coisas visíveis), eles se curvavam diante das regras de comportamento dos egípcios (coisas invisíveis). Se agradavam das regras de comportamento dos egípcios, logo, se curvavam diante destas regras (coisas invisíveis). Se agradavam dos costumes praticados pelos egípcios, logo, se curvavam diante dos costumes praticados pelos egípcios.

As “normas de comportamento” (coisas invisíveis) dos egípcios produziam o comportamento dos egípcios no seu dia a dia (coisas visíveis).

Eles eram os “escravos” dos egípcios. Eles eram as vítimas de uma norma de comportamento praticada pelos egípcios. Será que eles concordavam com esta norma de comportamento?? A norma de comportamento produzia a condição escrava deles ali no Egito, condição que eles não gostavam. Eles clamaram e clamaram, exatamente por causa da sua condição escrava ali no Egito.

O que ficou provado??

Ficou plenamente provado que os egípcios não praticavam a plena liberdade e tampouco respeitavam o pleno livre-arbítrio de todos os humanos.

Ficou provado que a condição escrava dos hebreus era o fruto das “normas de comportamento” praticadas por todos os súditos do reino do Egito.

O comportamento de uma pessoa, qualquer pessoa, é fruto das normas de comportamento que esta pessoa adota como base para suas decisões do dia a dia.

Estes humanos discordavam de Jeová; discordavam dos regulamentos de Jeová. Estes humanos escolhidos viviam e morriam segundo regras estabelecidas por outros “senhores”, com os quais eles concordavam. Por isto, eles praticavam os costumes não praticados pelo Rei. Eram costumes que encantavam os seus olhos, no entanto, eram abomináveis para o Rei.

O Pai afirmou que mesmo quando a nação estava para sair do Egito Ele podia tê-los exterminado ainda em solo egípcio.

Assim falou o Pai:

Não os exterminei no Egito para não profanar o Meu nome. Por isto os levei ao ermo. Bem, se Jeová os exterminasse ali no Egito, o que ficaria comprovado em relação ao povo?? Assim como Sodoma, ficaria comprovada a iniquidade do povo. No entanto, Jeová queria mostrar algo em relação a Seu nome. O que era?? Sou um Deus Perdoador, afirmou Jeová.

(Ezequiel 20:9-10) 9 E eu prossegui, agindo em prol do meu próprio nome, para que não fosse profanado perante os olhos das nações entre as quais estavam, porque eu me dera a conhecer a eles perante os seus olhos, fazendo-os sair da terra do Egito. 10 Por isso os fiz sair da terra do Egito e os levei ao ermo.


Assim verte a Tradução Almeida:

(Ezequiel 20:9-10) 9 O que fiz, porém, foi por amor do meu nome, para que não fosse profanado à vista das nações, no meio das quais eles estavam, a cujos olhos eu me dei a conhecer a eles, tirando-os da terra do Egito. 10 Assim os tirei da terra do Egito, e os levei ao deserto.

Assim verte a Tradução Brasileira:

(Ezequiel 20:9-10) 9 Mas o fiz por amor do meu nome, para que ele não fosse profanado à vista das nações, no meio das quais estavam, a cujos olhos eu me dei a conhecer a eles, tirando-os da terra do Egito. 10 Assim os fiz sair da terra do Egito, e os trouxe para o deserto.

Nesta ocasião, estes homens já revelavam discordar dos regulamentos de Jeová (coisas invisíveis). Eles já amavam outras coisas, coisas que Jeová via como abomináveis.

O Pai IHVH havia usado poder para libertá-los fisicamente do Egito dirigido por Faraó.

Embora libertos fisicamente do Egito, eles carregavam o Egito espiritual consigo para onde quer que fossem, pois continuavam escravos das coisas invisíveis existentes no Egito, ou seja, todas as decisões judiciais e regras de comportamento usados no Egito para resolverem os problemas do dia a dia, eles estavam levando consigo, como as reais soluções a serem praticadas por qualquer humano, inclusive o escravizar outros humanos.

Revelaram estar presos ao “mundo espiritual” do Egito. Desejavam formar um novo Egito, ou seja, um mundo real igual ao praticado no Egito.

O mundo espiritual do Egito (normas de comportamento), produzia pessoas como aquelas que viviam no Egito, isto é, tanto o Faraó, como a corte de Faraó e todos os demais egípcios escravocratas.

O mundo espiritual do Egito produzia a sociedade egípcia com o seu comportamento.

Os regulamentos do Rei IHVH (coisas invisíveis) produziria uma sociedade diferente da sociedade egípcia (coisas visíveis), pois produziria pessoas diferentes das pessoas egípcias.

Os regulamentos do Pai produziriam pessoas santas, cujo comportamento seria o oposto do comportamento da sociedade egípcia.

Revelou-se que aqueles humanos não concordavam com os regulamentos do Rei.

Concordavam em não serem escravos dos egípcios, mas, desejavam ter seus próprios escravos e formarem uma nação igual ao que os seus olhos viam, ou seja, a nação egípcia.

O que revelavam os hebreus??

Revelavam concordar com quase todo o comportamento do povo egípcio, mas discordar de alguns. Ter seus próprios escravos era um dos comportamentos egípcio que o povo hebreu concordava e desejava praticar.

Como estes homens se curvariam diante de Jeová?? Como estes homens adorariam a Jeová?? Como estes homens andariam atrás de Jeová??

O próprio Jeová revela que eles fizeram isto para com outros deuses e senhores, mas, que em relação a Ele, estes homens se negavam a obedecer as palavras de Jeová.

Fica bem claro que se curvar diante de Jeová não é um ato físico e sim CONCORDAR e ACEITAR as palavras de Jeová em relação a como viver o dia a dia. Adorar a Jeová é aceitar as diretrizes de Jeová (as normas de comportamento de Jeová) e usá-las sempre para resolver todos os problemas do dia a dia, independente das circunstâncias. Adorar a Jeová não era ir ao simples tabernáculo ou a um grandioso templo para ali praticar certos rituais. Ali no deserto eles não estavam praticando nenhum ritual de adoração àquelas figuras que os egípcios chamavam de deuses. Talvez, até mesmo abominassem aquelas figuras reverenciadas pelos egípcios.

Estavam sendo libertos do Egito, no entanto, continuavam encantados com a forma como os egípcios viviam o seu dia a dia e desejavam ardentemente construírem seu próprio Egito (um reino físico como o Egito).

Ficou claro também que a libertação física não produz a libertação espiritual. Este fato aconteceu com a libertação do povo escolhido. Foram libertados do Egito, no entanto, o Egito estava arraigado dentro de cada um dos fisicamente libertados.

Para onde fossem, eles produziriam um outro Egito, ou seja, produziriam uma outra sociedade igual a sociedade egípcia.

Eles necessitavam de uma libertação mental.

Eles amavam o “mundo espiritual” do Egito.

Como o Pai havia afirmado, eram coisas que encantavam os olhos dos fisicamente libertados.

Enquanto o Pai via o mundo espiritual do Egito como uma coisa abominável, os fisicamente libertados se sentiam encantados exatamente com estas coisas abomináveis.

Estes convidados amavam as coisas que o Rei abominava.



Assim falou mais o Rei: É uma questão de coração. Não obedecem a Mim, no entanto, obedecem e se curvam diante de outros deuses; satisfazem as vontades de outros senhores, vivem segundo as diretrizes de outros senhores. Jeová lhes havia dado DIRETRIZES para o dia a dia, no entanto, eles prosseguiam seguindo outros deuses, outros “senhores” cujas leis e regulamentos eles desejavam copiar para o dia a dia deles. (Jeremias 13:10) . . . Este povo mau que SE NEGA a obedecer às minhas palavras, que ESTÁ ANDANDO NA OBSTINAÇÃO DO SEU CORAÇÃO e que prossegue andando atrás de outros deuses, a fim de os servir e de se curvar diante deles, também se tornará igual a este cinto que não presta para nada.’

Tratava-se de um povo mau”?? As palavras do Rei são claras, não são?? Assim verte a Tradução Brasileira: (Jeremias 13:10) 10 ESTE POVO MAU que recusa ouvir as minhas palavras, que anda na obstinação do seu coração e já se foi após outros deuses para os servir, e para os adorar, será tal qual este cinto, que para nada presta.

Os outros senhores apresentavam ao povo determinadas diretrizes para eles viverem o dia a dia e o povo gostava, aceitava e praticava tais diretrizes opostas às diretrizes de Jeová.

Continuou falando o Rei: É uma questão de coração. (Jeremias 7:24-26) 24 Mas eles não escutaram, nem inclinaram seu ouvido, mas FORAM ANDAR NOS CONSELHOS DA OBSTINAÇÃO DO SEU MAU CORAÇÃO, de modo que deram para trás e não foram para diante, 25 desde o dia em que os vossos antepassados saíram da terra do Egito até o dia de hoje; e eu continuei a enviar-vos todos os meus servos, os profetas, diariamente levantando-me cedo e enviando-os. 26 MAS NÃO ME ESCUTARAM e não inclinaram seu ouvido, mas continuaram a endurecer sua cerviz. Agiram pior do que os seus antepassados!

Assim verte a Tradução Almeida: (Jeremias 7:24-26) 24 Mas não ouviram, nem inclinaram os seus ouvidos; porém andaram nos seus próprios conselhos, no propósito do seu CORAÇÃO MALVADO; e andaram para trás, e não para diante. 25 Desde o dia em que vossos pais saíram da terra do Egito, até hoje, tenho-vos enviado insistentemente todos os meus servos, os profetas, dia após dia; 26 contudo não me deram ouvidos, nem inclinaram os seus ouvidos, mas endureceram a sua cerviz. Fizeram pior do que seus pais.

Está bem claro, não está?? Eram um povo mau. Eles andavam segundo a maldade de seus corações.

Continuou falando Jeová, o Rei: É uma questão de coração. (Jeremias 11:7-8) 7 Pois admoestei solenemente os vossos antepassados no dia em que os fiz subir da terra do Egito e até o dia de hoje, levantando-me cedo e admoestando-os, dizendo: “Obedecei à minha voz.” 8 MAS ELES NÃO ESCUTARAM nem inclinaram seu ouvido, MAS CONTINUARAM ANDANDO CADA UM NA OBSTINAÇÃO DE SEU MAU CORAÇÃO; e por isso eu trouxe sobre eles todas as palavras deste pacto que [lhes] ordenei cumprir, mas que . . .

Assim verte a Tradução Almeida: (Jeremias 11:7-8) 7 Porque com instância admoestei a vossos pais, no dia em que os tirei da terra do Egito, até o dia de hoje, protestando persistentemente e dizendo: Ouvi a minha voz. 8 Mas não ouviram, nem inclinaram os seus ouvidos; antes andaram cada um na obstinação do seu CORAÇÃO MALVADO; pelo que eu trouxe sobre eles todas as palavras deste pacto, as quais lhes ordenei que cumprissem, mas não o fizeram.

Eles gostavam de fazer maldades em lugar de gostarem de fazer bondades. Eram um povo mau.

Continuou falando Jeová, o Rei: É uma questão de coração. (Jeremias 16:11-13) 11 então terás de dizer-lhes: ‘“Pelo fato de que os vossos pais ME ABANDONARAM”, é a pronunciação de Jeová, “e seguiram andando atrás de outros deuses, e continuaram a servi-los e a curvar-se diante deles. Mas a mim me deixaram, e a minha lei não guardaram. 12 E vós mesmos agistes pior do que vossos pais, naquilo que fizestes, E EIS QUE ESTAIS ANDANDO, CADA UM, ATRÁS DA OBSTINAÇÃO DE SEU MAU CORAÇÃO, não me obedecendo. 13 E eu vou arremessar-vos para fora desta terra, para uma terra que não conhecestes, nem vós, nem vossos pais, e lá tereis de servir a outros deuses, dia e noite, porque não vos concederei nenhum favor.”

Assim verte a Tradução Almeida: (Jeremias 16:11-13) 11 Então lhes dirás: Porquanto vossos pais me deixaram, diz o Senhor, e se foram após outros deuses, e os serviram e adoraram, e a mim me deixaram, e não guardaram a minha lei; 12 e vós fizestes pior do que vossos pais; pois eis que andais, cada um de vós, após o pensamento obstinado do seu MAU CORAÇÃO, recusando ouvir-me a mim; 13 portanto eu vos lançarei fora desta terra, para uma terra que não conhecestes, nem vós nem vossos pais; e ali servireis a deuses estranhos de dia e de noite; pois não vos concederei favor algum.

Cada um deles tinha um teimoso apego à maldade. Era um povo mau. Não gostavam de praticar bondades.

Os súditos queriam ser justiceiros e negavam-se e a serem perdoadores.

Aqueles homens podiam dizer: Mas, nós só adoramos ao Pai IHVH, pois vamos ao templo e ali praticamos todos os rituais previstos. Onde está o nosso erro??

Não há nenhuma dúvida. Aqueles homens praticavam rituais de adoração ao Pai IHVH.

O que disse o Pai IHVH?

(Isaías 1:10-17) 10 Ouvi a palavra de Jeová, ditadores de Sodoma. Dai ouvidos à lei de nosso Deus, povo de Gomorra. 11 De que me serve a multidão de vossos sacrifícios?” diz Jeová. “Já estou farto dos holocaustos de carneiros e da gordura de animais bem cevados; e não me agrado do sangue de novilhos, e de cordeiros, e de cabritos. 12 Quando estais entrando para ver a minha face, quem é que requereu isso da vossa mão, pisar meus pátios? 13 Parai de trazer mais ofertas de cereais sem valor algum. Incenso — é algo detestável para mim. Lua nova e sábado, a convocação de um congresso — não posso tolerar o [uso de] poder mágico junto com a assembléia solene. 14 Minha alma tem odiado as vossas luas novas e as vossas épocas festivas. Tornaram-se para mim um fardo; fiquei cansado de suportá-las. 15 E quando estendeis as palmas das vossas mãos, oculto de vós os meus olhos. Embora façais muitas orações, não escuto; as vossas próprias mãos se encheram de derramamento de sangue. 16 Lavai-vos; limpai-vos; removei a ruindade das vossas ações de diante dos meus olhos; cessai de fazer o mal. 17 Aprendei a fazer o bem; buscai a justiça; endireitai o opressor; fazei julgamento para o menino órfão de pai; pleiteai a causa da viúva.”



Assim verte a Tradução Brasileira:

(Isaías 1:10-17) 10 Ouvi a palavra de Jeová, governadores de Sodoma, dai ouvidos à lei do nosso Deus, povo de Gomorra. 11 De que me serve a mim a multidão dos vossos sacrifícios? diz Jeová. Já estou farto dos holocaustos de carneiros, e da gordura de animais cevados; e não me agrado do sangue de novilhos, ou de cordeiros, ou de bodes. 12 Quando vindes a comparecer perante mim, quem requereu de vós isto, o pisardes os meus átrios? 13 Não continueis a trazer oblações; o incenso para mim é abominação; a lua nova e o sábado, a convocação das assembléias...não posso suportar a iniqüidade e o ajuntamento solene. 14 As vossas luas novas e as vossas festas fixas, a minha alma as aborrece; elas me são como carga: estou cansado de as sofrer. 15 Quando estenderdes as vossas mãos, esconderei de vós os meus olhos: ainda quando multipliqueis as vossas orações, não ouvirei: as vossas mãos estão cheias de sangue. 16 Lavai-vos, purificai-vos; tirai de diante dos meus olhos a maldade das vossas ações; cessai de fazer o mal. 17 Aprendei a fazer o bem, procurai o que é justo, fazei que o opressor seja reto, fazei justiça ao órfão, defendei a causa da viúva.

Não há nenhuma dúvida.

Havia rituais sendo praticados para agradar a Jeová. Praticavam rituais e desprezavam as normas de comportamento dadas pelo Pai.

No entanto, o que o Pai IHVH havia falado?? Não guardaram as minhas leis, mas foram atrás de outros deuses.

Cada um é provocado e enganado segundo o seu próprio desejo – assim nos informou o irmão Tiago.

Uma verdade acontecida no caso do povo escolhido.

Ouviram os mandamentos do Pai IHVH e não gostaram.

Ouviram os mandamentos de outros deuses, senhores, orientadores, dirigentes, etc., e, amaram o que ouviram.

Ficou claro que não era praticar rituais. O Pai estava falando em obedecer Seus mandamentos. Desta forma, no lugar de estarem obedecendo aos mandamentos do Pai IHVH, eles haviam eleito outros mandamentos como os melhores para viverem o dia a dia. Estes outros mandamentos eram de outros deuses, inclusive de idolatrados antepassados. Neste caso, tais mandamentos eram em si mesmos outros deuses.

O Rei queria que os corações dos súditos tivessem sentimentos nobres, logo, corações sensíveis. Com um coração duro como pedra de esmeril, eles não conseguiriam obedecer ao rei. Para praticar benevolência e misericórdia, a pessoa não pode ter um coração duro: (Zacarias 7:8-12) 8 E continuou a vir a haver a palavra de Jeová para Zacarias, dizendo: 9 Assim disse Jeová dos exércitos: ‘Fazei o vosso julgamento com verdadeira justiça; e praticai mutuamente BENEVOLÊNCIA e MISERICÓRDIAS; 10 e não defraudeis nem viúva, nem menino órfão de pai, nem residente forasteiro, nem atribulado, e não maquineis nada de mal um contra o outro NOS VOSSOS CORAÇÕES.’ 11 Mas, persistiram em NEGAR-SE A PRESTAR ATENÇÃO e continuaram a oferecer um ombro obstinado, e fizeram seus ouvidos demasiadamente irresponsivos para ouvir. 12 E tornaram SEU CORAÇÃO como pedra de esmeril PARA NÃO OBEDECER à lei e às palavras que Jeová dos exércitos enviara por meio de seu espírito, por intermédio dos profetas anteriores; de modo que ocorreu grande indignação da parte de Jeová dos exércitos.. . .

Assim verte a Tradução Almeida: (Zacarias 7:8-12) 8 E a palavra do Senhor veio a Zacarias, dizendo: 9 Assim falou o Senhor dos exércitos: Executai juízo verdadeiro, mostrai BONDADE e COMPAIXÃO cada um para com o seu irmão; 10 e não oprimais a viúva, nem o órfão, nem o estrangeiro, nem o pobre; e nenhum de vós intente no seu coração o mal contra o seu irmão. 11 Eles, porém, não quiseram escutar, e me deram o ombro rebelde, e taparam os ouvidos, para que não ouvissem. 12 Sim, fizeram duro como DIAMANTE o seu coração, para não ouvirem a lei, nem as palavras que o Senhor dos exércitos enviara pelo seu Espírito mediante os profetas antigos; por isso veio a grande ira do Senhor dos exércitos.

Nenhum de vós intente no seu coração o mal contra o seu irmão. Não passe pelo vosso coração a intenção de fazer qualquer maldade contra seu irmão. Não deviam esquecer que o estrangeiro também era seu irmão. Não deviam esquecer que aquele israelita que cometesse um pecado qualquer, mesmo assim, continuava sendo seu irmão a quem deviam mostrar bondade e compaixão.

Qual era a norma de comportamento (coisa invisível) dada pelo Pai??

Mostrai bondade e compaixão dada um com o seu irmão.

Eles abominaram esta coisa invisível.

Que outra coisa invisível era encantadora para eles??

O que Moisés havia dito??

Não deveis ter dó. Não deveis ter misericórdia.

(Deuteronômio 7:16) 16 E tens de consumir todos os povos que Jeová, teu Deus, te dá. Teu olho não deve ter dó deles; e não deves servir aos seus deuses, pois isso te será por laço.



Assim verte a Tradução Brasileira:

(Deuteronômio 7:16) 16 Devorarás todos os povos que Jeová teu Deus te entregar; os teus olhos não terão piedade deles, nem servirás aos seus deuses; pois isso te será por laço.

Um povo que não tinha piedade?? Um povo desapiedado??

O que mais falou Moisés??

O que fazer com aquele que tenta te convencer a adorar outro deus??

(Deuteronômio 13:8-10) 8 não deves aceder ao seu desejo, nem o deves escutar, nem deve teu olho ter dó dele, nem deves ter compaixão, nem deves encobri-lo [em proteção]; 9 mas deves impreterivelmente matá-lo. Tua mão deve ser a primeira a vir sobre ele para o entregar à morte, e depois a mão de todo o povo. 10 E tens de matá-lo a pedradas e ele tem de morrer, visto que procurou desviar-te de Jeová, teu Deus, que te fez sair da terra do Egito, da casa dos escravos.



Assim verte a Tradução Brasileira:

(Deuteronômio 13:8-10) 8 não lhe cederás, nem o ouvirás, o teu olho não terá piedade dele, nem o pouparás, nem o esconderás; 9 mas certamente o matarás. A tua mão será a primeira contra ele para o matar, e depois a mão de todo o povo. 10 Tu o apedrejarás, até que morra; porque procurou apartar-te de Jeová teu Deus, que te tirou da terra do Egito, da casa de servidão.

Não tenha piedade daquele que tentar te convencer a deixar de adorar a Jeová, teu Deus. Mate-o, sem dó e sem piedade.

Uma interessante forma de resolver um problema como este, não é??

Uma pessoa pensa de forma diferente de você e vem te expor o que ela pensa. O que fazer?? Mate-a, diz Moisés.
O que aconteceria se a outra pessoa também viver por esta regra de comportamento, quando você vai falar com ela sobre o teu Deus?? Ela também deverá te matar, assim que tiver uma oportunidade, não deve??

Será que esta regra de comportamento é uma regra sábia?? É a regra de comportamento de uma pessoa santa??

O que mais disse Moisés??

(Deuteronômio 19:12-13) 12 então os anciãos da sua cidade têm de mandar tirá-lo de lá, e têm de entregá-lo na mão do vingador do sangue, e ele tem de morrer. 13 Teu olho não deve ter dó dele, e tens de eliminar de Israel a culpa pelo sangue inocente, para que te vá bem...


Assim verte a Tradução Brasileira:


(Deuteronômio 19:12-13) 12 os anciãos da sua cidade enviarão e o tirarão dali, e o entregarão nas mãos do vingador de sangue, para que morra. 13 Não terá piedade dele o teu olho, mas tirarás o sangue inocente do meio de Israel, para que te vá bem.

Não tenha piedade. Não tenha dó. Entregue-o para que aquele que tem sede de vingança, o mate.

O que mais disse Moisés??

O que fazer com aquele que planejar e tentar praticar uma maldade contra você??

(Deuteronômio 19:18-21) 18 E os juízes têm de pesquisar cabalmente, e se a testemunha for uma testemunha falsa e tiver levantado uma acusação falsa contra seu irmão, 19 então tendes de fazer-lhe assim como ele tramou fazer ao seu irmão, e tens de eliminar o mal do teu meio. 20 Assim, os remanescentes ouvirão e ficarão com medo, e nunca mais farão no teu meio algo mau como isso. 21 E teu olho não deve ter dó: será alma por alma, olho por olho, dente por dente, mão por mão, pé por pé.



Assim verte a Tradução Brasileira:

(Deuteronômio 19:18-21) 18 Os juízes indagarão bem; se a testemunha for falsa, e tiver dado falso testemunho contra seu irmão, 19 tratá-lo-eis como ele tinha intento de tratar a seu irmão; assim exterminarás o mal do meio de ti. 20 Os restantes ouvirão, e temerão, e nunca mais tornarão a cometer semelhante mal no meio de ti. 21 Não terá piedade dele o teu olho; dar-se-á vida por vida, olho por olho, dente por dente, mão por mão e pé por pé.

Esta foi terrível, não foi??

Faça a teu irmão aquilo que ele INTENCIONOU fazer contra você??

Ele não fez nada?? Não, ele não fez nada.

Ele intencionou fazer?? Sim, ele intencionou fazer.

Então faça contra ele aquilo que ele intencionou fazer contra você.

Não tenha dó dele. Não tenha piedade dele.

Uma supervalorização da possível vítima, não é??

O que mais disse Moisés??

(Deuteronômio 25:11-12) 11 “Caso homens briguem entre si e a esposa de um deles se chegue para livrar seu esposo da mão daquele que o golpeia, e ela tenha estendido sua mão e o tenha agarrado pelas suas vergonhas, 12 então tens de amputar-lhe a mão. Teu olho não deve ter dó.



Assim verte a Tradução Brasileira:

(Deuteronômio 25:11-12) 11 Quando brigarem dois homens, um com o outro, e a mulher de um se chegar para livrar o marido da mão daquele que o fere, e estender a mão e lhe pegar pelas suas vergonhas; 12 decepar-lhe-ás a mão, o teu olho não terá piedade dela.

Incrível, não é mesmo??

Estas regras de comportamento serviam de base para as ações do povo no seu dia a dia.

Percebemos que estas mesmas normas de comportamento (coisas invisíveis) produziam sentimentos naqueles humanos.

No lugar das normas de comportamento levarem o humano a ter compaixão, estas normas levavam o humano a não ter nenhuma compaixão, nenhuma piedade, nenhuma dó.

Eram normas de comportamento (coisas invisíveis) semeadas no coração de cada súdito, não é mesmo??

Quem tem o coração duro como diamante não pratica bondade e compaixão, decerto, ele praticará maldade.

Independente de quem fosse a pessoa, será que é este o comportamento de uma pessoa santa??

Os súditos negaram-se a praticar benevolências e misericórdias entre si; negaram-se a praticar bondade e compaixão. Os súditos negaram-se também a praticar a equidade. Respeitando o livre-arbítrio, O Rei insistia no seu objetivo de modificar o coração do Seu súdito. As palavras do Rei eram dirigidas ao coração, o local onde ficam armazenados os sentimentos, logo, o objetivo do Criador era modificar os sentimentos dos seus súditos: (Zacarias 8:16-17) 16 “‘Estas são as coisas que deveis fazer: Falai verazmente uns com os outros. Fazei o vosso julgamento nos vossos portões com verdade e com julgamento de paz. 17 E não maquineis NOS VOSSOS CORAÇÕES a calamidade um para com outro e não ameis nenhum juramento falso; pois todas estas são as coisas que tenho odiado’, é a pronunciação de Jeová.”

Assim verte a Tradução Brasileira:

(Zacarias 8:16-17) 16 Estas são as coisas que fareis: falai a verdade, cada um com o seu próximo; julgai nas vossas portas juízo de verdade e de paz; 17 nenhum de vós intente NO SEU CORAÇÃO o mal contra o seu próximo; e não ameis o juramento falso; porque todas estas são coisas que aborreço, diz Jeová.

As palavras foram bem claras: “Não tenha a intenção de praticar o mal contra o teu próximo”. O que estas palavras revelam?? Apenas a intenção de fazer o mal contra o próximo já era algo abominável aos olhos de Jeová.

Mas, o que deveria fazer com alguém que intencionou praticar o mal contra mim, um próximo meu??

Devo eu praticar o mal contra ele, quando apenas o intencionar já é algo que o Pai IHVH já abomina??

Ora, se Ele abomina o intencionar, Ele também abomina o fazer, não é mesmo??

Que coisas invisíveis deviam sair continuamente de dentro destes súditos?? Benevolências e misericórdias.

DESEJO DO REI: “Praticai mutuamente benevolências e misericórdias e não planejeis nada de mal uns contra os outros”.

Se não praticavam a bondade e a compaixão, o que praticavam estes súditos?? Praticavam a maldade.

Os súditos revelaram não gostar daquilo de que o Rei gostava. Assim, não queriam fazer o que o Rei fazia. O Rei, que estava residindo no meio deles, lhes mostrava COMO cumprir àqueles mandamentos. Os súditos deviam ter o Rei como o Modelo a ser seguido.

O que desejava o Rei IHVH?? Desejava que cada um dos súditos fosse uma fonte de benevolência e uma fonte de misericórdia.

Neste caso, o reino de Deus, embora existisse, não era aquilo que o rei tinha projetado para ele. Nada acontecia segundo o projeto do Rei Jeová, pois os súditos não concordavam em transformar em realidade aquele reino existente no projeto do Rei, projeto este que foi devidamente informado a eles.

Apenas para exemplificar, podemos citar “uma” das muitas decisões judiciais dadas pelo Rei e que os súditos repudiavam. O Rei havia afirmado para seus súditos e que deveria valer para todos eles: Todos os pecados têm o mesmo peso, isto é, matar é igual a roubar, que é igual a cobiçar, que é igual a mentir, que é igual a receber mais do que emprestou, e, para todos eles a consequência é a mesmíssima morte”.

Praticar qualquer uma de todas as coisas que Jeová manda que não se faça, os faria impuros perante Jeová. Isto foi o que Jeová afirmou para Moisés. Todo e qualquer pecado é uma “coisa repugnante”. No entanto, determinados pecados foram classificados como sendo merecedores de apedrejamento até a morte enquanto outros, não. Eles passaram a viver esta realidade dentro de reino, apesar da legislação original do reino, aquela saída da mente do Criador, determinar outra. O costume de apedrejar pessoas até a morte, eles estavam copiando do Egito.

(Êxodo 8:26) 26 Moisés disse, porém: “Não é admissível fazer isso, pois ofereceríamos em sacrifício a Jeová, nosso Deus, algo detestável para os egípcios. Suponhamos que sacrificássemos algo detestável para os egípcios, diante dos seus olhos; não nos apedrejariam?

(Êxodo 17:4) 4 Por fim, Moisés clamou a Jeová, dizendo: “Que hei de fazer com este povo? Mais um pouco e eles me apedrejarão!”

Assim verte a Tradução Almeida: (Êxodo 8:26) 26 Respondeu Moisés: Não convém que assim se faça, porque é abominação aos egípcios o que havemos de oferecer ao Senhor nosso Deus. Sacrificando nós a abominação dos egípcios perante os seus olhos, não nos apedrejarão eles?

(Êxodo 17:4) 4 Pelo que Moisés, clamando ao Senhor, disse: Que hei de fazer a este povo? daqui a pouco me apedrejará.

Tratava-se de um costume egípcio que eles resolveram copiar e amavam praticar. Ao apedrejarem uma pessoa, eles estavam satisfazendo a vontade de Jeová para eles ou estavam satisfazendo as suas vontades de humano?? A quem estavam adotando como “senhores” espirituais??

Ao apedrejarem uma pessoa, qualquer pessoa, eles estavam mostrando ser uma fonte de benevolência e uma fonte de misericórdia??

Não viver a realidade do Criador em relação a “igualdade dos pecados” geraria frutos, isto é, pessoas soberbas que se achavam melhores que as outras em face de seus pecados serem diferentes. Por se acharem mais valiosas que as demais pessoas, atribuindo um baixo valor para pessoas que não fizessem parte do grupo escolhido, eles revelavam seus sentimentos por estas pessoas através de palavras e de ações, afinal, eles se achavam um povo superior aos demais povos ao redor, um povo melhor que os demais povos ao redor, afinal, eles eram circuncisos e os outros povos eram incircuncisos. Assim, depois de atribuírem um baixo valor para os demais humanos, passaram a revelar a sua baixa estima por tais pessoas. Em face do valor que atribuíam às pessoas das nações, eles não viam como pecado escravizar pessoas das nações. Eles passaram a afirmar que Jeová, seu Deus também tinha este mesmo sentimento de desprezo pelos demais povos. Bem, estas coisas são provenientes de um MAU CORAÇÃO, de um coração duro como pedra de esmeril, a pedra mais dura que existe. Realmente, tratava-se de um povo mau.

Que diferença existia entre o circunciso e o incircunciso??

Um corte na carne.

Qual era a diferença entre o coração do circunciso e o coração do incircunciso??

(Jeremias 4:4) 4 Fazei-vos circuncidar para Jeová e tirai os prepúcios de vossos corações, ó homens de Judá e habitantes de Jerusalém; para que o meu furor não saia como um fogo e certamente arda sem haver quem [o] apague, por causa da ruindade das vossas ações.”



Assim verte a Tradução Brasileira:

(Jeremias 4:4) 4 Circuncidai-vos a Jeová, e tirai os prepúcios do vosso coração, homens de Judá e habitantes de Jerusalém; para que o meu furor não saia como fogo, e arda de modo que ninguém o possa apagar, por causa da maldade dos vossos feitos.

Embora o povo sentisse orgulho de ser circunciso na carne, seus corações eram iguais aos corações do incircuncisos.

O que saíam de seus corações incircuncisos??

Maldades e mais maldades.

ESTAVAM DESEJANDO CALAMIDADE PARA SEUS SEMELHANTES HUMANOS.

Uma outra decisão judicial dada pelo Rei foi a de “não se vingue e não guarde ressentimento”. No entanto, os súditos viveram outra realidade dentro do reino. E qual era a realidade que eles viviam?? Olho por olho, dente por dente, pancada por pancada. Uma realidade 100% oposta à determinada pelo Rei. No lugar de viver o PERDÃO, eles viviam o pleno REVIDE. Assim, estes súditos eram reconhecidos por sua misericórdia e sua benevolência OU por sua eterna violência e maldade?? Que frutos poderiam gerar, este mandamento de “olho por olho, dente por dente”?? Que corações podiam gerar?? Quão perigoso seria viver próximo a este povo?? O Rei afirmou que eles mesmos tornaram seus corações tão duros como pedra de esmeril. Bem, eles estavam exercitando o livre-arbítrio.

Estes mandamentos estavam produzindo fontes de misericórdia e benevolência??

Não estavam produzindo fontes de violência e maldades??

O que estava saindo de dentro de cada súdito?? O desejo de vingança. O desejo de ver e de praticar calamidades contra outros humanos, desde que encontrassem motivos válidos aos seus olhos.

Vejamos uma das diretrizes que este povo tinha em relação aos seus vizinhos:

(Deuteronômio 23:19-20) 19 Não deves fazer teu irmão pagar juros, juros sobre dinheiro, juros sobre mantimentos, juros sobre qualquer coisa pela qual se possam cobrar juros. 20 Podes fazer o estrangeiro pagar juros, mas não deves fazer teu irmão pagar juros, para que Jeová, teu Deus, te abençoe em todo empreendimento teu na terra à qual vais para tomar posse dela.



Não tratavam o estrangeiro com igualdade. O estrangeiro era alguém de menor valor em relação aos naturais do reino.

Ora, isto é o que era praticado no Egito, não era??

Que mais deviam fazer aos estrangeiros residentes de Canaã??

(Deuteronômio 20:10-14) 10 Caso te chegues a uma cidade para lutar contra ela, então tens de anunciar-lhe termos de paz. 11 E tem de suceder que, se te der uma resposta pacífica e se abrir para ti, então tem de acontecer que todo o povo encontrado nela deve tornar-se teu para trabalho forçado, e eles têm de servir-te. 12 Mas, se não fizer paz contigo e realmente te fizer guerra, e tu a tiveres de sitiar, 13 então Jeová, teu Deus, certamente a entregará na tua mão e terás de golpear todo macho nela com o fio da espada. 14 Somente as mulheres e as criancinhas, e os animais domésticos, e tudo o que houver na cidade, todo o seu despojo, saquearás para ti; e terás de comer do despojo dos teus inimigos que Jeová, teu Deus, te entregou.



Se aceitarem serem teus escravos, então os use como escravos. Tome deles todas as riquezas que eles tiverem, tomem tudo e os usem como escravos.

Este mandamento os tornariam fontes de igualdade?? Ou será que produziam fontes de desigualdade??

Mas, se não se submeterem como escravos, então deveis matar todos os machos e escravizar as mulheres e crianças, tomando tudo o que eles tiverem.

Bem, estas eram as opções que os vizinhos da terra de Canaã tinham diante do povo escolhido de Deus.

Este comportamento era o comportamento de um povo santo??

Podiam estes súditos serem uma FONTE de paz” para os reinos vizinhos?? Eles formavam um reino que não perdoava nada, os súditos guardavam ressentimento de tudo, inclusive da palavra falada, pois não havia ali a liberdade de expressão. Esta era uma “DIRETRIZ” que lhes havia sido ensinada por seus antepassados e que eles receberam-na como lei e obedeciam-na como lei, obedeciam-na como uma “regra de comportamento”. Eles amavam estas diretrizes de maldade.

Embora o reino existisse, os súditos não obedeciam a lei dada pelo Rei. Os súditos revelaram não gostar da forma de vida estabelecida e vivida pelo Rei. Os súditos não queriam ter a mesma personalidade do Rei. Não concordavam em ter a mesma personalidade do Rei.

Jonas admitiu em relação a personalidade do Rei Jeová: (Jonas 3:10-4:2) 10 E o [verdadeiro] Deus chegou a ver os seus trabalhos, que tinham recuado de seu mau caminho; e por isso o [verdadeiro] Deus deplorou a calamidade de que falara que lhes ia causar; e ele não [a] causou. 4 Isso, porém, desagradava muito a Jonas e acendeu-se a sua ira. 2 Por isso orou a Jeová e disse: “Ai! ó Jeová, não foi esta a minha questão quando vim a estar no meu próprio solo? Por isso é que fui e fugi para Társis; POIS EU SABIA QUE ÉS UM DEUS CLEMENTE E MISERICORDIOSO, VAGAROSO EM IRAR-SE E ABUNDANTE EM BENEVOLÊNCIA, E QUE DEPLORAS A CALAMIDADE.

No entanto, embora Jonas fosse um dos súditos do Rei, não via a personalidade de Jeová como um modelo a ser copiado por ele. Jonas tinha grande dificuldade em perdoar. Jonas desejava muito e queria ver a calamidade dos ninivitas. Jonas ficou irado por Jeová decidir não matar os ninivitas. Jonas abominava o perdão. Não foi esta a questão desde o início quando eu ainda estava no meu próprio solo?? Eu não sabia que deploras a calamidade?? Jonas amava a CALAMIDADE para os iníquos. Jonas era um “justiceiro”.

CALAMIDADE – Esta é a definição dada por certo dicionário (Houaiss):

calamidade

s.f. (1585) 1 grande perda, dano, desgraça, destruição, esp. a que atinge uma vasta área ou grande número de pessoas; catástrofe 2 fig. grande infortúnio ou infelicidade pessoal <a perda do filho foi uma c. para ele> 3 fig. joc. algo ou alguém que aflige ou incomoda por ter graves defeitos ou inconvenientes <o ensino público está uma c.> <o elenco do filme é uma c.> ² c. pública 1 jur interrupção da vida normal de uma coletividade, por efeito de desgraça pública, catástrofe ou desastre decorrentes de fenômenos naturais ou de lutas armadas 2 fig. joc. algo ou alguém que perturba ou transtorna a vida dos outros ¤ etim lat. calamìtas,átis 'calamidade, desgraça, desastre' ¤ sin/var ver sinonímia de catástrofe




Anos depois, Jesus, o Filho, anuncia a vinda do reino. Os homens precisavam entrar no reino, precisavam tornar-se súditos deste novo reino anunciado. Novamente era uma questão de comportamento. Novamente, era uma questão individual de aceitar as leis do rei, concordar com as leis do reino.

Novamente, existia um Rei, existiam súditos também escolhidos pelo Rei (doze apóstolos), e demais discípulos, existiam mandamentos fixados pelo Rei e existia um vasto território. A VONTADE do Rei é que as coisas funcionassem exatamente como Ele queria. Será que os súditos abandonariam suas vontades para satisfazer a vontade do Rei?? Será que os súditos abandonariam os seus sentimentos e adotariam os sentimentos do Rei?? Ou será que os súditos iriam querer usar o rei para satisfazer as vontades de seus corações???

Novamente tratava-se de um rei residindo com seus súditos, súditos escolhidos por ele. Na verdade, estes homens haviam sido convidados para participarem do reino, ou seja, para fazerem o reino tornar-se uma realidade.

O que revela ser a lei do reino?? Revela ser a materialização da “vontade” do Rei. A “vontade” do Rei passa a ser especificada através da palavra “falada” e posteriormente “escrita”. A lei do reino revela e destaca a personalidade” do Rei. Os “desejos” do Rei passam a ser revelados aos súditos através da lei do reino.

Só que agora, havia um detalhe adicional. Aquele que foi designado como rei, COMO UM HUMANO, passou a revelar de forma prática, JUNTO AOS HUMANOS ESCOLHIDOS, como fazer a vontade do Pai. Os doze escolhidos representavam as doze tribos de Israel. Embora pudesse ter passado despercebido para eles a forma como o Pai havia agido de forma prática, não foi deixada nenhuma dúvida quanto a como era a personalidade do Pai e quais eram os desejos do Pai em relação ao súdito individual. O rei designado, o Filho, mostrou ser o modelo para os súditos do reino, obviamente, o único modelo humano instituído e APROVADO pelo Pai. Assim, o rei passou três anos e meio convivendo diariamente com os convidados escolhidos, fazendo-os ouvir, e, principalmente ver, “como” obedecer ao Pai. Eles puderam notar cada detalhe da personalidade do Filho. Esta deveria ser a personalidade de um súdito do reino de Deus, todo e qualquer súdito.

Qualquer outro que se apresentasse como um modelo estaria agindo presunçosamente. O súdito que realmente conhecesse o seu rei não se deixaria modelar pela personalidade de qualquer outro que se apresentasse como “modelo”.

Pedro, um dos convidados escolhidos pelo rei, sendo testemunha do comportamento do rei durante aqueles três anos e meio, assim falou a respeito do rei: (1 Pedro 2:22-23) 22 Ele não cometeu pecado, nem se achou engano na sua boca. 23 Quando estava sendo injuriado, não injuriava em revide. Quando sofria, não ameaçava, mas encomendava-se àquele que julga justamente.

Assim verte a Tradução Almeida: (1Pedro 2:22-23) 22 Ele não cometeu pecado, nem na sua boca se achou engano; 23 sendo injuriado, não injuriava, e quando padecia não ameaçava, mas entregava-se àquele que julga justamente;

Será que Pedro foi testemunha de algum ressentimento guardado por Jesus?? Será que foi testemunha de Jesus ter falado uma frase como esta: Eu não perdoo, pois quem perdoa é Deus?? Será que Pedro foi testemunha de Jesus eximir-se de perdoar qualquer ofensa de qualquer ofensor??

Agia Jesus como um “justiceiro” ou como um “perdoador”?? Em algum momento, Jesus agiu como um justiceiro?? Jesus SEMPRE agiu como um perdoador, não foi??

Será que Pedro foi testemunha de Jesus abrir mão de perdoar alguém e entregar nas mãos de Deus para que Deusa julgasse tal pessoa??

Quanto àqueles que o estavam matando, o que fez Jesus?? Será que ele abriu mão do seu direito de perdoar tais pessoas más??

(Lucas 23:33-34) 33 E quando chegaram ao lugar chamado Caveira, pregaram-no numa estaca, e assim também os malfeitores, um à sua direita e outro à sua esquerda. 34 [[Mas Jesus estava dizendo: “Pai, perdoa-lhes, pois não sabem o que estão fazendo.”]] Outrossim, para distribuírem as roupas dele, lançaram sortes.

Assim verte a Tradução Brasileira:

(Lucas 23:33-34) 33 Quando chegaram ao lugar chamado Calvário, ali o crucificaram a ele, e também aos malfeitores, um à direita, e outro à esquerda. 34 Disse Jesus: Pai, perdoa-lhes; pois não sabem o que fazem. Então repartindo as vestes dele, deitaram sortes sobre elas.

Conseguiria um dos discípulos de Moisés ser uma fonte de perdão, assim como Jesus mostrou ser??

Não deveriam todos os “súditos convidados” agirem exatamente assim como o rei agia??

Bem, isto era o que o rei esperava.

Haveria um adicional em relação a este reino. Jesus afirmou que este reino seria ampliado. Haveria outras ovelhas, até então não consideradas como ovelhas pelos que haviam sido escolhidos para fazer parte do reino. Do ponto de vista dos primeiros “convidados” (judeus) ninguém mais merecia ser convidado a participar do reino, exceto os circuncisos. Neste caso, eles sentiam-se donos do reino. Este reino é só nosso, pensavam, sentiam e falavam os judeus já convidados. Haviam se apossado do reino??

Ora, que coisa hein?? A pessoa é apenas uma convidada. Só porque foi a primeira a ser convidada, ela quer que aquele que a convidou faça todas as suas vontades, inclusive a de dar a ela a autoridade para definir quem deve ser convidado e quem deve permanecer ali no reino.

Quem foram os primeiros a serem convidados a fazer parte do reino?? Tinham eles exclusividade?? Até quando foi fixada esta exclusividade?? Mesmo havendo tal exclusividade, como se comportava o rei em relação às necessitadas ovelhas do outro aprisco??

Esta ordem de Jesus deixa bem claro que até aquele momento a prioridade era convidar apenas um grupo.

Vejamos as palavras de Jesus:

(Mateus 10:5-6) 5 A estes doze enviou Jesus, dando-lhes as seguintes ordens: “Não vos desvieis para a estrada das nações, e não entreis em cidade samaritana; 6 mas, ide antes continuamente às ovelhas perdidas da casa de Israel. . .



Assim verte a Tradução Almeida:

(Mateus 10:5-6) 5 A estes doze enviou Jesus, e ordenou-lhes, dizendo: Não ireis aos gentios, nem entrareis em cidade de samaritanos; 6 mas ide antes às ovelhas perdidas da casa de Israel;

Não resta nenhuma dúvida que, naquele exato momento, a casa de Israel tinha a prioridade, até mesmo a exclusividade.

Havia outras ovelhas?? Sim, havia outras ovelhas e Jesus também deixou isto bem claro.

Em relação a outras ovelhas, estas foram as palavras de Jesus:

(João 10:16) 16 E tenho outras ovelhas, que não são deste aprisco; a estas também tenho de trazer, e elas escutarão a minha voz e se tornarão um só rebanho, um só pastor.

Assim verte a Tradução Almeida:

(João 10:16) 16 Tenho ainda outras ovelhas que não são deste aprisco; a essas também me importa conduzir, e elas ouvirão a minha voz; e haverá um rebanho e um pastor.

O que Jesus afirmou em relação as outras ovelhas que ele tinha??

Confirmou-se assim que havia os primeiros a serem convidados. Confirmou-se que Jesus sabia da existência de um outro grupo de ovelhas. Jesus estava repassando esta informação para seus discípulos. Os discípulos precisavam desta informação. Tratava-se de uma realidade “informada” ao discípulo. Será que o discípulo concordaria??

Notamos a expressão “convidados”?? Somente o uso da expressão “convidados”, revela que entrar neste reino é uma decisão pessoal respaldada pelo livre-arbítrio. Notamos que o rei não impunha o seu reino para as pessoas. Notamos que o rei não usava a força, embora fosse muito forte, na verdade, muito mais forte do que todos os outros reis. Notamos que o rei “convidava” as pessoas para serem súditos do seu reino.

(Mateus 22:1-14) 22 Em resposta adicional, Jesus falou-lhes novamente com ilustrações, dizendo: 2 O reino dos céus tem-se tornado semelhante a um homem, um rei, que fez uma festa de casamento para seu filho. 3 E ele mandou os seus escravos chamar os convidados à festa de casamento, mas não quiseram vir. 4 Mandou novamente outros escravos, dizendo: ‘Dizei aos convidados: “Eis que tenho preparado o meu repasto, meus touros e animais cevados já foram abatidos e todas as coisas estão prontas. Vinde à festa de casamento.”’ 5 Mas eles, indiferentes, foram embora, um para o seu próprio campo, outro para o seu negócio comercial; 6 mas os restantes, agarrando os escravos dele, trataram-nos com insolência e os mataram. 7 O rei, porém, ficou furioso e enviou os seus exércitos, e destruiu aqueles assassinos e queimou a cidade deles. 8 Depois disse aos seus escravos: ‘A festa de casamento, deveras, está pronta, mas os convidados não eram dignos. 9 Ide, portanto, às estradas que saem da cidade e convidai a qualquer que achardes para a festa de casamento.’ 10 Concordemente, esses escravos foram às estradas e ajuntaram a todos os que acharam, tanto iníquos como bons; e a sala para as cerimônias do casamento ficou cheia dos que se recostavam à mesa. 11 Quando o rei entrou para inspecionar os convidados, avistou ali um homem que não vestia a roupa de casamento. 12 Disse-lhe, portanto: ‘Amigo, como entraste aqui sem roupa de casamento?’ Ele ficou sem fala. 13 O rei disse então aos seus servos: ‘Amarrai-lhe as mãos e os pés, e lançai-o na escuridão lá fora. Ali é onde haverá o [seu] choro e o ranger de [seus] dentes.’ 14 Porque há muitos convidados, mas poucos escolhidos.”



Notamos nesta ilustração de Jesus, que haviam dois grupos de convidados. O primeiro grupo era formado por pessoas que já conheciam o rei, enquanto o segundo grupo era formado por pessoas que não conheciam o rei.

Que dois detalhes chamamos a atenção??

  1. Os súditos eram “convidados”.

  2. Havia dois grupos de convidados, ou seja, os “primeiros” a serem convidados e os “últimos” a serem convidados.

  3. Isto é bem próprio do livre-arbítrio.

Jesus, eu não estou vendo o reino, logo ele não existe, pois eu não sou cego.

De forma totalmente sincera, uma pessoa podia falar esta frase acima para Jesus. Qualquer um podia falar tal frase para Jesus, não poderia?? Claro, que sim.

ENTRAREIS NO REINO - NÃO É UMA COISA AUTOMÁTICA.

É necessário ver o reino para se poder encaminhar em direção a ele e entrar nele. Entrar no reino é uma decisão pessoal, pois o súdito continua com o seu livre-arbítrio, podendo também sair dele quando quiser.

As pessoas da geração de Jesus não estavam vendo o reino de Deus: (Lucas 17:20-21) 20 Mas, perguntando-lhe os fariseus QUANDO havia de vir o reino de Deus, ele lhes respondeu e disse: “O reino de Deus não vem de modo impressionantemente observável, 21 nem dirão as pessoas: ‘Eis aqui!’ ou: ‘Ali!’ POIS, EIS QUE O REINO DE DEUS ESTÁ NO VOSSO MEIO.”

O REINO DE DEUS NÃO VIRÁ DE UM MODO IMPRESSIONANTEMENTE OBSERVÁVEL.

Assim verte a Tradução Almeida: (Lucas 17:20-21) 20 Sendo Jesus interrogado pelos fariseus sobre quando viria o reino de Deus, respondeu-lhes: O reino de Deus não vem com aparência exterior; 21 nem dirão: Ei-lo aqui! ou: Ei-lo ali! pois o reino de Deus está dentro de vós.

O REINO DE DEUS NÃO VEM COM APARÊNCIA EXTERIOR.

Assim verte a Tradução Brasileira: (Lucas 17:20-21) 20 Tendo os fariseus perguntado a Jesus quando viria o reino de Deus, ele respondeu: O reino de Deus não vem visivelmente, 21 nem dirão: Ei-lo aqui! ou: Ei-lo acolá! porque o reino de Deus está no meio de vós.

Ou ainda como descrito na Versão Pastoral: (Lucas 17:20-21) 20 Os fariseus perguntaram a Jesus sobre o momento em que chegaria o Reino de Deus. Jesus respondeu: «O Reino de Deus não vem ostensivamente. 21 Nem se poderá dizer: ‘Está aqui’ ou: ‘está ali’, porque o Reino de Deus está no meio de vocês.»

O REINO DE DEUS NÃO VEM VISIVELMENTE.

Não se poderá afirmar que ele está aqui ou que está ali ou está acolá.

Eles estavam questionando sobre o futuro, ou seja, quando havia de vir, e Jesus afirmou: “o reino já está no vosso meio”.

O reino estava invisível aos olhos daqueles humanos, no entanto, estava bem visível aos olhos de Jesus. O conceito que aqueles humanos tinham em relação a como funciona um reino fazia-os esperar por algo visível a seus olhos, exatamente como eles viam os outros reinos.

Eles esperavam ver uma cidade fortificada, o castelo do rei, o trono do rei e a coroa do rei. Esperavam ver soldados treinados e armados de espadas e lanças para defenderem o rei e o reino. Eles esperavam força e violência. Esperavam um rei corajoso e violento que imperasse sua autoridade sobre seus súditos, e principalmente contra os inimigos do reino (os gentios).

No entanto, o reino do qual Jesus é o rei, não tem nada disso.

Até mesmo os discípulos de Jesus, aqueles que o acompanhavam, revelaram após a sua morte, de forma decepcionada, o que eles esperavam de Jesus. Eles desejavam um rei poderoso que os livrasse de Roma. Eles esperavam um poderoso libertador.

Eles afirmaram:

(Lucas 24:21) 21 Mas nós esperávamos que este [homem] fosse o destinado a livrar Israel; sim, e além de todas estas coisas, este já é o terceiro dia desde que essas coisas ocorreram.

Assim verte a Tradução Almeida:

(Lucas 24:21) 21 Ora, nós esperávamos que fosse ele quem havia de remir Israel; e, além de tudo isso, é já hoje o terceiro dia desde que essas coisas aconteceram.

Assim verte a Tradução Brasileira:

(Lucas 24:21) 21 Mas nós esperávamos que fosse ele quem havia de resgatar a Israel; além de tudo isto, é já este o terceiro dia depois que estas coisas sucederam.

Assim verte a Edição Pastoral:

(Lucas 24:21)21 Nós esperávamos que fosse ele o libertador de Israel, mas, apesar de tudo isso, já faz três dias que tudo isso aconteceu!

Eles esperavam alguém que os libertasse do império romano. Como isto poderia ser feito?? Eles desejavam uma forma violenta, a única forma que conheciam e que amavam. Neste momento, estes homens estavam revelando a sua sincera decepção em relação a Jesus. Estavam afirmando: Ele não correspondeu ao que esperávamos dele.

Libertação a partir de um homem?? Como viria esta libertação??

Este homem teria de fazer algo para providenciar a libertação daquele povo.

O que aqueles humanos esperavam??

Esperavam um homem com poderes. Esperavam um homem forte. Esperavam um homem que usasse a força para lhes dar a liberdade.

Como isto aconteceria??

Usando a força, este homem deveria matar aqueles que mantinham tais pessoas naquele cativeiro.

Por que houve decepção daqueles que seguiam Jesus???

Porque Jesus foi morto. Aqueles que contavam que Jesus usasse aquela força que ele revelou ter, contra os opressores, não viram Jesus fazer tal coisa. Aquele que deveria matar os opressores do povo, foi morto.

Embora não fosse o reino esperado pelo povo, ou seja, o restabelecimento da casa de Davi como um reino independente e forte, Jesus sempre deixou bem claro que havia um reino em plena atividade.

Se o povo estava tão concentrado em ver um reino igual ao de Davi, como poderiam ver o reino que Jesus trazia para eles???

Jesus não afirmou: “O reino de Deus virá”.

Jesus não afirmou: “O reino de Deus está lá nos céus”.

Jesus afirmou: “O reino de Deus está”; “o reino de Deus está aqui”.

O tempo do verbo é o presente em relação ao momento que Jesus estava falando entre o ano 29 EC e o ano 33 EC.

O local onde o reino estava, também é claro. Aqui. Foi definido o local. O local era exatamente onde Jesus estava. O reino está no vosso meio.

Jesus não era o reino, isto também é uma coisa óbvia.. Jesus era e ainda é o rei do reino. Neste caso, Jesus estava dentro do reino. Jesus estava agindo no território do reino.

Jesus passou a agir como rei e sacerdote no ano 29 EC, logo, o reino existia já no ano 29 EC. No ano 29 EC já era possível entrar no reino dos céus.

Embora o reino já existisse e embora Jesus o visse, a maioria dos contemporâneos de Jesus ainda não conseguiam ver o reino. Tratava-se de algo invisível aos olhos físicos.

Confirmando que o reino já existia, que estava ali, mas que nem todos o viam, podemos REVER as palavras de Jesus: (Lucas 9:27) 27 Mas eu vos digo em verdade: Há alguns dos em pé aqui, que não provarão absolutamente a morte, até que primeiro vejam o reino de Deus.”

Assim verte a Tradução Brasileira: (Lucas 9:27) 27 Mas em verdade vos digo: Alguns há dos que estão aqui, que de modo algum morrerão, até que vejam o reino de Deus.

Assim verte a Tradução Almeida: (Lucas 9:27) 27 Mas em verdade vos digo: Alguns há, dos que estão aqui, que de modo nenhum provarão a morte até que vejam o reino de Deus.

Será que estes homens não tinham a capacidade de ver o reino de Deus??

Então, como eles não conseguiam enxergar um reino que já estava no meio deles entre os anos 29 EC e 33 EC?? Será que eles eram cegos?? As palavras de Jesus para eles foram as seguintes: (Mateus 23:16-24) 16 Ai de vós, guias cegos, que dizeis: ‘Se alguém jurar pelo templo, isto não é nada; mas, se alguém jurar pelo ouro do templo, ele está sob obrigação.’ 17 Tolos e cegos! O que, de fato, é maior, o ouro ou o templo que santifica o ouro? 18 Também: ‘Se alguém jurar pelo altar, isso não é nada; mas, se alguém jurar pela dádiva nele, ele está sob obrigação.’ 19 Cegos! O que, de fato, é maior, a dádiva ou o altar que santifica a dádiva? 20 Portanto, quem jurar pelo altar, está jurando por ele e por todas as coisas sobre ele; 21 e quem jurar pelo templo, está jurando por ele e por aquele que habita nele; 22 e quem jurar pelo céu, está jurando pelo trono de Deus e por aquele que está sentado nele. 23 Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! porque dais o décimo da hortelã, e do endro, e do cominho, mas desconsiderastes os assuntos mais importantes da Lei, a saber, a justiça, a misericórdia e a fidelidade. Estas eram as coisas obrigatórias a fazer, sem, contudo, desconsiderar as outras. 24 Guias cegos, que coais o mosquito, mas engolis o camelo!

Misericórdia é um sentimento, fidelidade também é um sentimento, logo, justiça também é um sentimento. Assim, estes três sentimentos são marcas registradas do individual súdito do reino. Estes sentimentos devem fluir de forma natural do súdito do reino, gerando ações próprias destes sentimentos. Misericórdias e benevolências deviam fluir de forma natural do súdito do reino dos céus.

O reino JÁ EXISTIA e, JÁ ESTAVA NO MEIO DELES, no entanto, estes homens a quem Jesus chamou de cegos, não estavam vendo tal reino.

Em certa ocasião, e já depois da ressurreição de Jesus, os apóstolos insistiram em falar sobre restabelecimento do reino na nação de Israel.

(Atos 1:6-11) 6 Tendo-se eles então reunido, perguntavam-lhe: “Senhor, é neste tempo que restabeleces o reino a Israel?” 7 Disse-lhes ele: “Não vos cabe obter conhecimento dos tempos ou das épocas que o Pai tem colocado sob a sua própria jurisdição; 8 mas, ao chegar sobre vós o espírito santo, recebereis poder e sereis testemunhas de mim tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria, e até à parte mais distante da terra.” 9 E, depois de dizer estas coisas, enquanto olhavam, foi elevado e uma nuvem o arrebatou para cima, fora da vista deles. 10 E, enquanto fitavam os olhos no céu, durante a partida dele, eis que havia também dois homens em roupas brancas em pé ao lado deles, 11 e estes disseram: “Homens da Galiléia, por que estais parados aí olhando para o céu? Este Jesus, que dentre vós foi acolhido em cima, no céu, virá assim da mesma maneira em que o observastes ir para o céu.”


Assim verte a Tradução Brasileira:

(Atos 1:6-11) 6 Eles estando reunidos outra vez, perguntaram-lhe: Senhor, é agora, porventura, que restabeleces o reino a Israel? 7 Ele lhes respondeu: A vós não vos compete saber os tempos ou as épocas, que o Pai fixou pela sua própria autoridade; 8 mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém, como em toda a Judéia e Samaria, e até as extremidades da terra. 9 Tendo dito estas coisas, foi Jesus elevado à vista deles, e uma nuvem o recebeu e ocultou aos seus olhos. 10 Estando eles com os olhos fitos no céu, enquanto ele subia, eis que dois varões com vestiduras brancas se puseram ao lado deles, 11 e lhes perguntaram: Galileus, por que estais olhando para o céu? esse Jesus que dentre vós foi recebido no céu, assim virá do modo como o vistes ir para o céu.

Assim verte a Tradução Almeida:

(Atos 1:6-7) 6 Aqueles, pois, que se haviam reunido perguntavam-lhe, dizendo: Senhor, é nesse tempo que restauras o reino a Israel?7 Respondeu-lhes: A vós não vos compete saber os tempos ou as épocas, que o Pai reservou à sua própria autoridade.

De que reino falavam estes homens??

Eles usaram a palavra restabelecer, mesmo depois de tudo o que Jesus já lhes havia explicado sobre o reino??

Restabelecer – Esta é a definição dada pelo dicionário Houaiss: repor ao seu estado primeiro, repor, fazer existir novamente.

restabelecer

v. (sXVII) 1 t.d. repor em seu estado primeiro, ou em melhor estado <r. uma firma> <r. a lucratividade> 2 t.d. apresentar com autenticidade <r. a verdade, os fatos> 3 t.d. e pron. repor, fazer existir novamente <r. o progresso> 4 t.d. e pron. dar(-se) novo vigor; recuperar(-se), curar(-se); revigorar <uma boa dieta há de restabelecê-lo> <r.-se fisicamente> 4.1 pron. recobrar a saúde <sofreu muito, mas restabeleceu-se depressa> 5 bit. pôr no lugar, na posição ou situação anterior; reintegrar, reconduzir <r. na escola o diretor demitido> 6 t.d. pôr novamente em bom estado; restaurar, recuperar <o sono restabelece as forças> 7 pron. voltar ao estado primitivo <restabeleceu-se a ordem na cidade> 8 t.d. instituir novamente <os conservadores queriam r. a escravidão> gram a respeito da conj. deste verbo, ver -ecer etim re- + estabelecer sin/var ver antonímia de abolir ant ver sinonímia de abolir


Restaurar – Esta é a definição dada pelo dicionário Houaiss: recuperar a posse ou o domínio; instituir novamente, restabelecer.

restaurar

v. (1333) 1 t.d. recuperar a posse ou o domínio de (alguma coisa perdida); recuperar <restaurou a faixa de terra invadida> 2 t.d. pôr em bom estado; reparar, recuperar, consertar <r. uma obra de arte> 3 t.d. instituir novamente; restabelecer <r. o regime democrático> 4 t.d. ter novo começo; recomeçar, reincidir <r. a guerra> 5 t.d. restituir o esplendor a <r. as artes> 6 t.d. dar compensação a; pagar, indenizar <r. danos> 7 t.d. e pron. dar novo vigor a (alguém, algo ou si mesmo); restabelecer(-se), reanimar(-se) <r. as energias> <restaurou-se com o repouso> etim lat. imp. restauro,as,ávi,átum,áre 'reparar, consertar etc.' sin/var ver antonímia de abolir e rasgar ant cancelar; ver tb. sinonímia de abolir e rasgar hom restauráveis(2ªp.pl.) / restauráveis(pl.restaurável[adj.2g.]); restauro(1ªp.s.) / restauro(s.m.)




O que desejavam ver?? Que reino existia na mente daqueles homens?? Que coisas encantavam os olhos dos apóstolos de Jesus?? Sobre o restabelecimento de que reino falavam?? Qual era o desejo deles??

Neste caso, Jesus estava trazendo uma “libertação espiritual”, enquanto eles desejam desesperadamente uma “libertação física”.

Desejavam ver a glória do reinado da casa de Davi. A visão humana dos apóstolos estava presa à casa real de Davi. Eles estavam desejosos de ver o restabelecimento da casa real de Davi e a sua consequente glória. Estavam desejosos de ver ao vivo toda aquela “glória” praticada pela casa real de Davi e cantada em verso e prosa. Eles desejavam ver um rei coroado. Eles sentiam falta da coroa. Eles desejavam a volta da coroa e de toda aquela opulência e luxo vivida por Salomão e outros.

Eles desejavam ver aquelas ações praticadas por Davi contra os inimigos da casa de Jacó.

Um rei humano com os poderes dados por Jeová, com uma majestosa coroa sobre a cabeça e um exército de subordinados ao rei, servindo o rei, muitos armados com espadas e dispostos a matar e morrer por seu rei, um lindo palácio construído por escravos conquistados de outras nações, onde se coloca um lindo trono onde o rei se senta na sua glória (vitória sobre os seus inimigos), local onde ele guarda a sua riqueza conquistada. Esta é a descrição do “reino” que todos ali estavam costumados a ver. Eles desejavam competir em força contra os demais reinos ali presentes, esmagando-os, repetindo as ações de Moisés e Josué, ações de matança e roubo de riquezas.

Estes eram os reinos deste mundo. Certamente, os reinos deste mundo vêm acompanhados de suas glórias. Todos os reinos existentes se caracterizavam por estas coisas visíveis. O que havia dito Jesus em relação aos reinos deste mundo e a glória inerentes a eles??

(Mateus 4:8-10) 8 Novamente, o Diabo levou-o a um monte extraordinariamente alto e mostrou-lhe todos os reinos do mundo e a glória deles, 9 e disse-lhe: “Todas estas coisas te darei, se te prostrares e me fizeres um ato de adoração.” 10 Jesus disse-lhe então: “Vai-te, Satanás! Pois está escrito: ‘É a Jeová, teu Deus, que tens de adorar e é somente a ele que tens de prestar serviço sagrado...


Assim verte a Tradução Almeida:

(Mateus 4:8-10) 8 Novamente o Diabo o levou a um monte muito alto; e mostrou-lhe todos os reinos do mundo, e a glória deles; 9 e disse-lhe: Tudo isto te darei, se, prostrado, me adorares. 10 Então ordenou-lhe Jesus: Vai-te, Satanás; porque está escrito: Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele servirás.

A existência de uma casa real traz como efeito colateral as seguintes coisas a ela inerente: Reinar, coroa, trono, cetro, entronizar, entronização, realeza, rei, monarca, soberano, posse, domínio, força e dignidade, exércitos, favoritismo, plena desigualdade, e escravos, obviamente. Todas estas coisas estão diretamente relacionadas com uma “casa real”.

Não havendo isto, não estavam vendo nenhum “reino” e nenhum rei.


Quando falamos em “casa real”, estamos falando de “igualdade” entre todos os humanos??

Quando falamos em “casa real”, não estamos falando de um grupo de humanos que vivem agarrados a “privilégios”??

Casa real é sinônimo de “privilégios”, o que caracteriza plenamente a “desigualdade”.

Neste caso, como Jesus se mostraria como rei de um reino da forma como os judeus desejavam?? Jesus não seria este rei esperado e desejado pelos judeus, pois, segundo o desejo deles, envolvia ser um reino igual ao das nações em volta, usando o poder dado por Deus para esmagar fisicamente os demais reinos. Jesus não praticaria aquele reinar praticado por Moisés, Josué, Davi e outros.

Neste caso, Jesus não seria uma fonte de paz, e sim, uma fonte de destruição e morte.

Eles desejavam a libertação do jugo de Roma.

Como a liberdade não seria dada de forma liberal e altruísta, isto envolveria muitas mortes para que tal liberdade fosse alcançada.

Eles falavam de um reino que satisfizesse as necessidades, desejos e sentimentos imediatos da casa de Jacó.

Os apóstolos e demais contemporâneos de Jesus tinham em mente e desejavam o mesmo reino praticado por Davi, logo, falavam em “restabelecimento” do reino e/ou “restauração” do reino.

Neste caso, falavam sobre a caída barraca de Davi.

No entanto, a barraca de Davi não era o reino de Deus a ser restabelecido.

Naquele momento, a casa de Davi estava representada na figura dos reis que governavam Jerusalém sob a direção do Império Romano, pois estavam subjugados à Roma.

O reino de Deus existente na mente de Jesus e praticado por ele era outro, um que nada tinha a ver com a barraca de Davi.

Enquanto isto, aqueles humanos revelavam toda a sua saudade da casa real de Davi com suas ações de pura violência.

Jesus estava buscando libertá-los daquele “mundo espiritual” e introduzi-los em um outro mundo espiritual, chamado de reino de Deus. Aquele reino que os apóstolos desejavam só poderia se tornar realidade, se e somente se, a personalidade de Jesus fosse a mesma personalidade de Moisés, Josué, Davi e outros. Ao sair do Egito, Moisés e o povo projetaram um tipo de reino que eles desejavam, que era um reino idêntico ao reino do Egito. Eles desejaram e tornaram realidade aquele tipo de reino, espelhado no reino do Egito e demais nações existentes.

As normas de comportamento (coisas espirituais) que Jesus usava como base para tomar suas decisões em relação às circunstâncias do dia a dia, jamais produziriam um reino como o formado pela casa de Davi.

Nos dias de Moisés houve uma libertação física de um povo que também estava prisioneiro de um mundo espiritual. Sendo fisicamente libertos do Egito, aqueles humanos formaram um reino físico idêntico ao reino do Egito, o que comprovava estarem agarrados ao mundo espiritual do Egito, ou seja, ao mundo espiritual que servia de base para a formação do Egito físico.

Aquela geração estava desesperada por uma libertação física do Império Romano, pois eram escravos em suas próprias terras, ou seja, eram prisioneiros na terra de Canaã.

Que solução desejavam?? Desejavam a repetição das ações de Moisés, Josué, Davi e outros.

No entanto, Jesus estava oferecendo um reino diferente e uma libertação diferente, ou seja, um reino invisível e uma libertação invisível.

Neste caso, o reino seria feito de pessoas que compartilhassem as mesmas “diretrizes de Jesus, pois individualmente, as pessoas espalhadas em diversos países, formariam uma nação, desde que compartilhassem as “normas de comportamento de Jesus, normas que antecedem aos costumes, desde que compartilhassem os sentimentos gerados pelas diretrizes e desde que tais pessoas tivessem no rei que estabeleceu as “diretrizes”, o seu modelo de comportamento”.

Ver o reino é uma questão de “raciocinar”, “compreender”, “entender”.

Entenderesta é a definição dada por certo dicionário (Houaiss):

entender

v. (sXIII) 1 t.d. perceber ou reter pela inteligência; compreender, captar <entendia o que diziam, mesmo sem saber a língua> 2 t.d. captar a intenção de; perceber a razão de <não entendeu o critério de promoção da empresa> 3 t.d. e t.i. ter conhecimento(s) [teóricos ou práticos] ou ciência de; conhecer, saber <fala e entende espanhol> <entendeu a situação do amigo e tentou ajudar> <não entende nada de cozinha> 4 t.d. ouvir, escutar <o barulho impediu que entendessem o conferencista> 5 t.d. concluir, depreender, inferir, deduzir <pela alegria da mãe, entendeu que tudo estava bem> 6 t.d. e t.i. ter como certo ou decidido; acreditar, considerar, julgar <entendemos que você vai ficar aqui> <entenderam que seria melhor desistir da tarefa> <o governo entendeu de cancelar o horário de verão> 7 t.d. e t.i. firmar o propósito de; pretender, decidir <descobriu o que ela entende fazer> <entendeu de viajar e partiu em uma semana> 8 t.i. e pron. ter relação com; dizer respeito a <analisaram tudo que entende com as normas da empresa> <essa questão não se entende contigo> 9 pron. ter bom trato, bom entendimento com; entrar em acordo com; avir-se <e.-se bem com o chefe> 10 pron. saber o que faz; resolver-se <ele lá se entende> 11 pron. ter por distração ou ocupação; entreter-se <gosta de se e. com seus bordados> n s.m. 12 m.q. entendimento <no meu e., ela não tem jeito> ¤ etim lat. intendo,is,tendi,tentum ou tensum,ère 'entesar, tornar atento, propor-se a, reforçar' ¤ sin/var ver sinonímia de achar e pretender ¤ ant desconhecer, desentender, ignorar ¤ par intender(todos os tempos do v.)




Jesus estava conversando com alguém entre os anos 29EC e 33EC e lhe disse: 'você não está longe do reino de Deus'. (Marcos 12:32-34) ...” 32 O escriba disse-lhe: “Instrutor, bem disseste em harmonia com a verdade: ‘Ele é Um só, e não há outro senão Ele’; 33 e este amá-lo de todo o coração e de todo o entendimento, e de toda a força, e este amar o próximo como a si mesmo, vale muito mais do que todos os holocaustos e sacrifícios.” 34 Jesus, em vista disso, discernindo que tinha respondido inteligentemente, disse-lhe: “Não estás longe do reino de Deus.Mas, ninguém tinha mais coragem de interrogá-lo.

Assim verte a Tradução Almeida: (Marcos 12:32-34) 32 Ao que lhe disse o escriba: Muito bem, Mestre; com verdade disseste que ele é um, e fora dele não há outro; 33 e que amá-lo de todo o coração, de todo o entendimento e de todas as forças, e amar o próximo como a si mesmo, é mais do que todos os holocaustos e sacrifícios. 34 E Jesus, vendo que havia respondido sabiamente, disse-lhe: Não estás longe do reino de Deus. E ninguém ousava mais interrogá-lo.

Assim verte a Tradução Brasileira: (Marcos 12:32-34) 32 Disse-lhe o escriba: Na verdade, Mestre, disseste bem que Ele é um; e não há outro senão Ele; 33 e que o amá-lo de todo o coração, de todo o entendimento e de toda a força, e o amar ao próximo como a si mesmo, excede a todos os holocaustos e sacrifícios. 34 Vendo Jesus que ele havia falado sabiamente, disse-lhe: Não estás longe do reino de Deus. Ninguém ousava mais interrogá-lo.

Bem, segundo Jesus, este escriba estava perto do reino de Deus, em face do diálogo que tiveram.

Sobre o que conversavam?? Conversavam sobre os mandamentos do reino. Todos os mandamentos do reino realmente poderiam ser resumidos em apenas dois. Aquele homem começava a perceber tal coisa. Em face disto, Jesus afirmou que tal homem não estava longe do reino. Faltava pouco para este homem ver e entrar no reino dos céus.

Entrar no reino tinha algo a ver com os mandamentos do reino. A pessoa precisaria identificar os mandamentos do reino. A pessoa precisaria concordar com os mandamentos do reino. O escriba afirmou: Percebo que amar excede a todos os holocaustos e sacrifícios.

Eu percebo, eu percebo”. Este homem começou a perceber algo.

Este homem estava raciocinando. Este homem estava manipulando certas informações já existentes em sua mente após Jesus lhe adicionar uma nova informação. Esta nova informação dada por Jesus levaria este homem a manipular as informações já existentes em sua mente e compará-las com esta nova informação dada por Jesus. O que aconteceria se a nova informação dada por Jesus viesse a contrariar certas informações já registradas em sua mente e tidas como verdadeiras?? Se tal homem confiasse nas novas informações transmitidas por Jesus, este homem precisaria comparar informações opostas e definir em sua mente novas verdades. Este homem estava revelando um certo entendimento. Este entendimento o fazia ver algo que os outros ainda não estavam vendo. Neste caso, se tratava de uma visão adquirida pelo entendimento, ou seja, um fruto do entendimento.

Entendimento – esta é a definição dada por certo dicionário (Houaiss): faculdade humana da compreensão intelectual

entendimento

s.m. (sXIII) 1 faculdade de avaliar os seres e as coisas; julgamento, opinião 2 ajuste entre partes; combinação, consenso, pacto, acordo 3 fil faculdade humana da compreensão intelectual; inteligência, intelecção, intelecto 4 fil no idealismo alemão, o intelecto, como a faculdade de conhecimento relacionada com a investigação da natureza, porém incapaz de refletir plenamente a respeito da realidade metafísica ² abrir o e. aclarar, esclarecer; abrir o espírito ¤ etim entender + -mento ¤ sin/var ver sinonímia de inteligência e sapiência e antonímia de desinteligência ¤ ant ver sinonímia de desinteligência, ignorância e inépcia e antonímia de prática


O entendimento é uma coisa pessoal e intransferível.

De acordo com o entendimento de cada um, cada um perceberá algo não visível.

Perceber – esta é a definição dada por certo dicionário (Houaiss): captar com a inteligência; compreender

perceber

v. (sXIII) 1 t.d. tomar consciência de, por meio dos sentidos <percebe ao longe o som dos sinos> <percebeu, pelo cheiro, que havia fumaça no quarto> 2 t.d. captar com a inteligência; compreender <não percebeu o significado da mensagem> 3 t.d. notar, conhecer por intuição ou perspicácia <percebia que a esposa não estava satisfeita a seu lado> 4 t.d. receber (salário, rendimentos etc.) ¤ gram a respeito da conj. deste verbo, ver -eber ¤ etim lat. percipìo,is, cépi,céptum,cipère 'id.' ¤ sin/var ver sinonímia de entrever ¤ hom percebe(3ªp.s.), percebes(2ªp.s.) / percebe \ê\ (s.m.) e pl.


Jesus deixou bem claro que os olhos físicos não veriam tal reino dos céus.

Como o reino dos céus não viria de forma visível, embora ele já estivesse ali entre eles, este reino precisava ser “percebido” através da perspicácia, através da sagacidade.

Sagacidade – esta é a definição dada por certo dicionário (Houaiss): aptidão para compreender ou aprender por simples indícios...

sagacidade

s.f. (1540) 1 qualidade ou virtude de sagaz; aptidão para compreender ou aprender por simples indícios 2 agudeza de espírito; argúcia, manha, malícia ¤ etim lat. sagacìtas,átis 'id.' ¤ sin/var ver sinonímia de ardil, inteligência e perspicácia ¤ ant estupidez; ver tb. antonímia de ardil e sinonímia de inépcia


Um reino invisível só pode ser percebido através de olhos invisíveis. Veria o reino aquele que tivesse os olhos invisíveis da percepção, olhos alimentados pelo entendimento correto do conhecimento correto (informações) que já havia sido disponibilizado pelo Pai. Jesus estava complementando as informações e ajudando-os no entendimento. Percebemos que naquele momento, não seria qualquer um que teria a capacidade de ver o reino de Deus.

Era necessário raciocinar.

Raciocinar – esta é a definição dada por certo dicionário (Houaiss): “fazer uso da razão para estabelecer relações entre (coisas e fatos), para entender.....

raciocinar

v. (1702) 1 t.i.int. fazer uso da razão para estabelecer relações entre (coisas e fatos), para entender, calcular, deduzir, julgar (algo); refletir <pôs-se a r. sobre a melhor solução para o problema> <não conseguia r., naquela balbúrdia> 2 t.d. apresentar razões; ponderar <convenceu-o raciocinando que as vantagens se sobrepunham às desvantagens> ¤ etim lat. ratiocìnor,átus sum,ári 'calcular; examinar'




Entrar no reino não era uma coisa simples, tampouco física. Era uma questão de capacidade.

O reino mostra ser um conjunto de pessoas que “compreendem” a lei do reino e que praticam a lei do reino.

Você está chegando perto do reino dos céus”. Se Jesus falasse esta frase pra você, o que você faria?? Entenderias o que Jesus queria te dizer?? Saberias exatamente o que ele quis lhe dizer??

O rei Jesus estava repassando informações que indicavam como uma pessoa conseguiria entrar no reino de Deus.

A pessoa precisava desejar obter tais informações. Depois de provocada, a pessoa revelaria seu desejo. A pessoa poderia se sentir provocada ou não se sentir provocada. Tudo dependeria do coração desta pessoa. Cada um é provocado pelo seu próprio desejo.

Para entrar no reino a pessoa precisa ser um praticante da “justiça”. (Mateus 5:20) 20 Pois eu vos digo que, se a vossa justiça não abundar mais do que a dos escribas e fariseus, de modo algum ENTRAREIS no reino dos céus.

O fariseu era praticante da justiça, não era?? Até hoje, os judeus afirmam que a lei de Moisés é uma lei de “justiça”. Afirmam que a falta de “justiça” incentiva a criminalidade.

O tipo de “justiça” praticada pelos fariseus não permitia a eles entrar no reino dos céus. Segundo as palavras de Jesus acima, as coisas mais importantes da lei, eram a justiça, a misericórdia e a fidelidade. Os fariseus eram justiceiros. Eles defendiam a plena punição para o pecador. Isto não é satisfazer a justiça?? Segundo o justiceiro, sim.

Aqueles homens acreditavam que “justiça” era a plena retribuição do mal praticado, sintetizada na lei 'dente por dente, olho por olho'. Eles acreditavam que a justiça era sintetizada na plena 'punição' dada àquele que cometia “pecado”, eliminando assim o mal.

Ora, ora, eles praticavam o “olho por olho” ensinado por Moisés e acreditavam estar praticando a mais pura ”justiça”; segundo estes humanos esta era a “perfeita justiça”. Segundo estes humanos esta era a “perfeita justiça divina”. Estes homens eram justiceiros e se agradavam na plena punição dos culpados. Não é isto o que representa a “justiça”??

Daí afirmavam que Jeová é um Deus de “justiça”. O que queriam dizer com isto?? Queriam dizer que Jeová não deixa ninguém impune, dando a cada um segundo as suas ações, afinal, Ele é o mais poderoso.

Não deixar impune aquele que é culpado – Não é isto o que as pessoas entendem como fazer justiça??

Muitos afirmam que só há justiça quando o culpado é devidamente punido. Esta é uma amada diretriz (norma de comportamento) pela qual muitos vivem o seu dia a dia ainda hoje.

No entanto, Jesus vivia o seu dia a dia segundo o pleno perdão; Jesus vivia segundo o perdão incondicional; uma outra diretriz, uma diretriz oposta, uma norma de comportamento oposta. Em uma sociedade de justiceiros, como se poderia deixar de punir um culpado?? E aquela sensação de impunidade existente no justiceiro?? Será que Jesus estava andando em um caminho oposto ao caminho do Pai, um Deus de “justiça”??

O humano precisava perceber que tal “justiça” não fazia parte do reino dos céus.

Não se pode negar que Jesus estava caminhando no sentido oposto, não só desta sociedade de justiceiros, como também caminhava no sentido oposto à lei desta sociedade de justiceiros. As normas de comportamento seguidas por aquela geração eram as mesmas normas de comportamento praticadas no Egito, ou seja, tinham por base as mesmas normas de comportamento que serviam de base para a existência do reino do Egito.

Logo, quando Jesus falava em “justiça” ele estava se referindo à plena equidade, na justiça entre homem e homem, na igualdade. Jesus falava no sentimento de se sentir igual em valor e em importância aos demais humanos ao seu redor. Jesus falava em não se sentir superior, em não se sentir melhor, em não se sentir mais importante, em não se sentir especial em relação a outros humanos, independente das circunstâncias. Também falava em não ver nenhum humano como superior, como melhor, como mais importante, como especial em relação aos demais humanos, independente de quem seja e o do que ele esteja fazendo. Não veja nenhum outro humano como sol, lua ou estrelas. Para que haja plena igualdade, é necessário que cada ser humano a pratique individualmente. Como?? Por sentir-se 100% igual aos demais humanos ao seu redor, NUNCA se colocando acima dos demais e NUNCA colocando nenhum outro humano acima dele mesmo ou dos demais, independente das circunstâncias.

Obs.: “Justiça” não se refere a plena punição àquele que erra, tampouco a plena retribuição pelo erro.

Tratava-se da equidade. Tratava-se de considerar a todos como iguais. Os súditos do reino de Deus, os israelitas, os escolhidos, não se consideravam iguais aos demais povos. Eles achavam-se muito superiores. É óbvio que eles encontravam motivos e mais motivos, todos eles plenamente lógicos dentro de suas mentes, que os colocavam como humanos melhores do que os demais humanos incircuncisos. Ao estabelecer diferenças entre os pecados, ao determinar valores diferenciados para os pecados, este humano encontrará motivos lógicos para se achar melhor que outro humano.

EQUIDADE – Esta é a definição dada por certo dicionário (Houaiss) respeito à igualdade de direito de cada um; imparcialidade.

equidade Datação: sXV Ortoépia: qü ou qu

n substantivo feminino

1 apreciação, julgamento justo

1.1 respeito à igualdade de direito de cada um, que independe da lei positiva, mas de um sentimento do que se considera justo, tendo em vista as causas e as intenções

2 virtude de quem ou do que (atitude, comportamento, fato etc.) manifesta senso de justiça, imparcialidade, respeito à igualdade de direitos

Exs.: a e. de um juiz

a e. de um julgamento

3 correção, lisura na maneira de proceder, julgar, opinar etc.; retidão, equanimidade, igualdade, imparcialidade



FARISEUS ESTAVAM IMPEDINDO PESSOAS DE ENTRAREM NO REINO.

Como os fariseus poderiam impedir alguém de entrar em um lugar que não existe?? Neste caso seria uma falsa acusação de Jesus, não é verdade?? Seria uma grande mentira de Jesus, não seria??

Além do mais, Jesus deixou bem claro que o reino dos céus já existia e que já estava em plena atividade e atuação, quando afirmou que os fariseus estavam impedindo pessoas de entrar no reino dos céus: (Mateus 23:13) 13 Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! porque FECHAIS o reino dos céus diante dos homens; pois, vós mesmos não entrais, NEM DEIXAIS ENTRAR os que estão em caminho para entrar.

Assim verte a Tradução Almeida: (Mateus 23:13) 13 Mas ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! porque fechais aos homens o reino dos céus; pois nem vós ENTRAIS, nem aos que entrariam permitis ENTRAR.

Vocês não entram no reino e ainda impedem outros de entrar.

Bem, com esta informação dada por Jesus, fica bem claro que aqueles fariseus poderiam entrar no reino, logo, o reino realmente estava ali e plenamente disponível para quem desejasse entrar.

Os fariseus estavam impedindo pessoas de entrarem no reino?? Como eles podiam fazer isto, se eles nem sequer estavam vendo o reino?? Por tentar impedir que as pessoas recebessem as imprescindíveis informações que serviriam de base para elas começarem a raciocinar.

A pessoa precisaria identificar a lei do reino e passar a obedecer à lei do reino, o que Jesus já estava fazendo, fornecendo um modelo para os demais humanos. O modelo fornecido por Jesus mostrava aos demais humanos a forma correta de obedecer aos mandamentos do reino.

Percebemos assim que entrar no reino está diretamente relacionado com DECIDIR obedecer a lei do reino.

Se alguém supostamente confiável afirma que uma informação vem de Belzebu, muitas pessoas passam a descartar tais informações, sem sequer raciocinar sobre elas. A pessoa coloca uma barreira contra aquela informação, ou qualquer outra informação que saísse da boca de Jesus. Desta forma, bem como usando a força física, ou a força psicológica, os fariseus tentavam impedir que aquela informação saída da boca de Jesus chegasse às pessoas, para que estas pessoas começassem a raciocinar. Como estrelas que eram para as demais pessoas, eles desacreditavam a pessoa de Jesus diante destas pessoas.

- Vê se nós, as estrelas, estamos acreditando nas palavras faladas por este Jesus!!!!!

Esta afirmação foi feita pelos sacerdotes e pelos fariseus, homens que eram vistos como estrelas por todo o povo.

Assim está registrado:

(João 7:45-49) 45 Portanto, os oficiais voltaram aos principais sacerdotes e fariseus, e estes últimos lhes disseram: “Por que é que não o trouxestes para cá?” 46 Os oficiais responderam: “Nunca homem algum falou como este.” 47 Os fariseus responderam, por sua vez: “Será que também vós fostes desencaminhados? 48 Será que um só dos governantes ou dos fariseus depositou fé nele? 49 Mas esta multidão, que não sabe a Lei, são pessoas amaldiçoadas.”...

Assim verte a Tradução Almeida:

(João 7:45-49)45 Os guardas, pois, foram ter com os principais dos sacerdotes e fariseus, e estes lhes perguntaram: Por que não o trouxestes? 46 Responderam os guardas: Nunca homem algum falou assim como este homem. 47 Replicaram-lhes, pois, os fariseus: Também vós fostes enganados? 48 Creu nele porventura alguma das autoridades, ou alguém dentre os fariseus? 49 Mas esta multidão, que não sabe a lei, é maldita.

Assim verte a Tradução Brasileira:

(João 7:45-49) 45 Voltaram, então, os oficiais de justiça aos principais sacerdotes e fariseus, e estes lhes perguntaram: Por que não o trouxestes? 46 Responderam os oficiais: Nunca homem algum falou como este homem. 47 Replicaram-lhes os fariseus: Estais vós também iludidos? 48 Porventura creu nele alguma das autoridades, ou alguns dos fariseus? 49 Mas este povo que não entende a Lei é amaldiçoado.

Ficou bem evidente a pressão psicológica exercida pelos fariseus através de suas palavras.

Passaram a desvalorizar as pessoas, afirmando que tais pessoas só acreditavam em Jesus por não entenderem a lei. Somente os ignorantes, os mal-informados acreditam em Jesus.

Notamos a pressão psicológica destas palavras, não notamos??

Nós, as estrelas diante de vós, não acreditamos neste homem. Quem acredita nele é no mínimo, mal-informado, na verdade, só amaldiçoados (pobres, aleijados e pecadores) acreditam nele.

Para ficar bem com estas estrelas, a pessoa até mesmo fugiria de Jesus, só para não ouvi-lo falar.

De que lei falavam?? Falavam da lei de Moisés, obviamente.

De acordo com os sacerdotes e os fariseus, Jesus era um fora da lei, ou seja, alguém que desrespeitava e afrontava a lei daquele reino do qual eles eram estrelas.

A sociedade como um todo vivia e concordava plenamente com a filosofia implantada por Moisés, com as normas de comportamento implantadas por Moisés.

Que mais foi dito em relação a esta pressão psicológica??

Está registrado:

(João 12:42-43) 42 De qualquer modo, muitos dos próprios governantes depositavam realmente fé nele, mas, por causa dos fariseus, não [o] confessavam, a fim de que não fossem expulsos da sinagoga; 43 pois amavam mais a glória dos homens do que mesmo a glória de Deus.

Assim verte Tradução Almeida:

(João 12:42-43) 42 Contudo, muitos dentre as próprias autoridades creram nele; mas por causa dos fariseus não o confessavam, para não serem expulsos da sinagoga; 43 porque amaram mais a glória dos homens do que a glória de Deus.

Assim verte a Tradução Brasileira:

(João 12:42-43) 42 Contudo muitos das próprias autoridades creram nele, mas por causa dos fariseus não o confessavam, para não serem expulsos da sinagoga; 43 porque prezaram mais a glória que vem dos homens, do que a glória que vem de Deus.

Não há como negar. Havia uma grande pressão das autoridades (estrelas) para que as pessoas não acreditassem nas palavras faladas por Jesus, palavras estas que induziriam as pessoas a raciocinar. Os mais fanáticos defensores da filosofia de Moisés eram os fariseus.

Se não raciocinassem, como poderiam ver o reino dos céus?? Se não raciocinassem, como poderiam entrar no reino dos céus??

Será que o humano precisaria morrer para poder entrar no reino??

Em relação ao reino de Deus já estar entre os humanos contemporâneos dele, assim falou Jesus:

(Lucas 9:26-27) 26 Porque todo aquele que ficar envergonhado de mim e das minhas palavras, deste o Filho do homem se envergonhará quando chegar na sua glória e na de seu Pai e dos santos anjos. 27 Mas eu vos digo em verdade: Há alguns dos em pé aqui, que não provarão absolutamente a morte, até que primeiro vejam o reino de Deus.”


Assim verte Edição Pastoral:

(Lucas 9:26-27) 26 Se alguém se envergonhar de mim e das minhas palavras, o Filho do Homem também se envergonhará dele quando vier na sua glória, na glória do Pai e dos santos anjos. 27 Eu garanto a vocês: alguns aqui presentes não morrerão sem ter visto o Reino de Deus.»

O que prova esta afirmação de Jesus??

Que o reino de Deus podia ser visto por seus contemporâneos. Alguns dos presentes conseguiriam ter a capacidade de ver o reino de Deus. A pessoa veria o reino antes de morrer, logo, a pessoa não precisava morrer para poder ver e entrar no reino.

Esta mesma cena foi assim retratada por Mateus:

(Mateus 16:28) 28 Deveras, eu vos digo que há alguns dos parados aqui que não provarão absolutamente a morte, até que primeiro vejam o Filho do homem vir no seu reino.”

Assim verte a Edição Pastoral:

(Mateus 16:28) 28 Eu garanto a vocês: alguns daqueles que estão aqui, não morrerão sem terem visto o Filho do Homem vindo com o seu Reino.»

Nada de diferente. Nem todos teriam a capacidade de verem o reino de Deus. Alguns conseguiriam ver antes de morrerem. Outros morreriam sem conseguir ver o reino de Deus.

Lembramos das palavras de Jesus para aquele escriba: “Não estás longe do reino de Deus”.

Embora este escriba não estivesse longe de ver o reino e de entrar nele, outros contemporâneos de Jesus estavam longe e a maioria deles estava sendo impedida pelos fariseus de ver e de entrar no reino.

Ora, naquele ano, naquele exato momento já se podia entrar no reino dos céus?? Bem, as palavras de Jesus foram bem claras, não foram?? Entre os anos 29 EC e 33 EC já se podia entrar no reino dos céus.

Não se tratava de reino físico, reino desejado tanto pelos discípulos como pelo resto do povo, pois se assim o fosse, todos poderiam vê-lo, antes, tratava-se de um reino invisível, tratava-se de um “reino espiritual”, que as pessoas físicas poderiam ver e entrar.

Embora se tratasse de um reino espiritual (invisível), este reino se encontrava na terra, isto é, no local físico onde estes humanos estavam habitando. Era exatamente no local onde estes homens estavam habitando que eles deveriam entrar no reino. Segundo as palavras de Jesus, estes homens não precisavam se mudar para outro local físico. Segundo Jesus, os humanos a quem ele estava falando podiam e deviam entrar no reino dos céus enquanto ainda vivos.

Segundo as palavras de Jesus estes homens não precisavam morrer para poderem ver e entrar no reino dos céus.


Sendo o humano pertencente ao plano físico, como ele poderia ver e entrar em um reino espiritual??


Adorar “com” espírito ou adorar “em” espírito??

Ha alguma diferença?? Certamente.


Adorareis o Pai em espírito. Agora já é o tempo disto acontecer.

(João 4:20-24) 20 Nossos antepassados adoravam neste monte; mas vós dizeis que o lugar onde as pessoas devem adorar é em Jerusalém.” 21 Jesus disse-lhe: “Acredita-me, mulher: Vem a hora em que nem neste monte, nem em Jerusalém, adorareis o Pai. 22 Adorais o que não conheceis; nós adoramos o que conhecemos, porque a salvação se origina dos judeus. 23 Não obstante, vem a hora, e agora é, quando os verdadeiros adoradores adorarão o Pai com espírito e verdade, pois, deveras, o Pai está procurando a tais para o adorarem. 24 Deus é Espírito, e os que o adoram têm de adorá-lo com espírito e verdade.. . .


Assim verte a Tradução Almeida:

(João 4:20-24) 20 Nossos pais adoraram neste monte, e vós dizeis que em Jerusalém é o lugar onde se deve adorar. 21 Disse-lhe Jesus: Mulher, crê-me, a hora vem, em que nem neste monte, nem em Jerusalém adorareis o Pai. 22 Vós adorais o que não conheceis; nós adoramos o que conhecemos; porque a salvação vem dos judeus. 23 Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem. 24 Deus é Espírito, e é necessário que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade.


Assim verte a Tradução Brasileira:

(João 4:20-24) 20 Nossos pais adoraram neste monte; e vós dizeis que em Jerusalém é o lugar onde se deve adorar. 21 Disse-lhe Jesus: Mulher, crê-me, a hora vem em que nem neste monte, nem em Jerusalém adorareis o Pai. 22 Vós adorais o que não conheceis, nós adoramos o que conhecemos, pois a salvação vem dos judeus. 23 Mas a hora vem e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque são estes que o Pai procura para seus adoradores. 24 Deus é espírito; e é necessário que os que o adoram, o adorem em espírito e em verdade.


Agora é o tempo de se adorar o Pai em espírito. O Pai é espírito e os que o adoram devem adorá-lo em espírito.


Embora a TNM tenha vertido por adorar com espírito, adotamos as demais traduções que vertem adorar em espírito.


EmEsta é a definição dada pelo dicionário Houaiss: expressa o sentido de: maneira de ser, estado, modo


em

prep. (1152) 1 relaciona por subordinação e expressa os sentidos de: 1.1 tempo <doou a fortuna em vida> <em poucos dias o assunto se resolverá> 1.2 lugar <estar em casa> 1.3 maneira de ser, estado, modo <viver em paz> <andar em andrajos> <cabelos em ondas> 1.4 distribuição <peça em três atos> 1.5 forma como se pratica uma ação <falou-lhe em alemão> 1.6 finalidade <calou-se em protesto> 1.7 conformidade <em verdade vos digo> 1.8 equivalência e valor <a joia está avaliada em 10 mil reais> 2 participa da composição de complementos verbais e nominais, emprega-se para juntar ao verbo, substantivo ou adjetivo que a precede, o complemento que determina a sua significação <a discussão deu em nada> <confiança em Deus> <mostrou-se interessado na conversa> 3 faz parte da composição de várias locuções adverbiais: 3.1 de modo <contemplava-a em silêncio> 3.2 de tempo <de vez em quando vamos ao teatro> 3.3 de causa <em vista das circunstâncias, desistimos> 3.4 de lugar <conversavam em torno da mesa> 4 participa da composição de adjuntos adnominais que especificam o significado do substantivo <pintura em relevo> 5 antecede o gerúndio em certas orações temporais e condicionais <em amanhecendo, partiremos> ¤ gram a prep. em pode combinar-se com artigos e pronomes (o, a, os, as, um, uma, uns, umas, este, esta, isto, esse, essa, isso, ele, ela, aquele, aquela, aquilo), e nesses casos perde-se a prep. e fica o n eufônico que se acrescenta a um som nasal, quando se lhe segue vogal (como em louvaram-no, fazem-no etc.), dizendo-se no, na, nos, nas, neste etc., em lugar de em-no, em-na etc. ¤ etim lat. in 'id.' ¤ hom hem(interj.)


Com – Esta é a definição dada pelo dicionário Houaiss: expressa o sentido de: companhia, acompanhamento, reunião


com

prep. (1273) 1 expressa os sentidos de: 1.1 companhia, acompanhamento, reunião <vive c. a mãe> <anda c. o violão debaixo do braço> <café c. leite> 1.2 acordo ou desacordo; em conformidade (ou inconformidade) com <concordaram c. o mestre> <de acordo c. isso, as tarifas terão de baixar> <em desacordo c. sua família, divorciou-se> 1.3 relações interpessoais diversas (afeto, adversidade, aproximação, união, oposição etc.) <ser dócil c. os filhos> <portar-se cruelmente c. a mulher> <conversar c. a vizinha> <identificar-se c. o pai> <estar em luta c. a própria consciência> <o conflito do Brasil c. o Paraguai> 1.4 meio ou instrumento; por meio de <segurou a brasa c. uma tenaz> 1.5 comparação <muito parecido c. o pai> 1.6 matéria de um conteúdo ou de uma parte ou de um acessório <um jarro c. vinho> <uma pasta c. documentos> 1.7 sensação ou padecimento <estar c. sono> <estar c. cãibras> 1.8 matéria <só cozinhamos c. azeite de primeira> <uma balaustrada construída c. madeira de lei> 1.9 modo de ser ou de agir <viver c. medo> <comentar c. prazer um bom livro> 1.10 processo, relação simultânea; concomitante com, perto de, junto de <levanta-se sempre c. a aurora> <a dor vai passar c. o tempo> 1.11 finalidade, objetivo, propósito <apareceram aqui c. a pretensão de nos dominar> 2 empr. com valor adverbial, pode ter o sintagma introduzido por com 2.1 equivalente a um gerúndio <c. fazer tantas concessões, não haverá mais o que negociar (= fazendo)> 2.2 equivalente a um advérbio em -mente <atingiu-o com covardia (= covardemente)> 3 empr. em exclamações <c. a breca!> <c. mil demônios!> ¤ etim prep. lat. cùm 'id.' ¤ ant sem


Estado de ser - em espírito.


Acompanhado – com espírito


Embora a TNM tenha vertido por adorar com espírito (acompanhado do espírito), adotamos as demais traduções que vertem adorar em espírito.



O Pai é invisível aos olhos humanos. A adoração dada por um humano ao Pai invisível precisa ser dada de forma invisível aos olhos de outros humanos, e não em nenhum local físico, sendo assim visível aos demais humanos. Não seria um conjunto definido de gestos, costumes e festas que revelariam se a pessoa estava dentro ou fora do reino.


Para entrar no reino, a pessoa precisa estar livre de certos sentimentos. Superioridade é um deles. O espírito competitivo é outro. Desejar ser maior em um grupo é uma consequência do sentimento de superioridade. Junto com a superioridade vem a competição. (Mateus 18:1-3) 18 Naquela hora, aproximaram-se de Jesus os discípulos e disseram: “Quem é realmente o MAIOR no reino dos céus?” 2 Portanto, chamando a si uma criancinha, colocou-a no meio deles 3 e disse: “Deveras, eu vos digo: A MENOS QUE DEIS MEIA-VOLTA e vos torneis como criancinhas, de modo algum “entrareisno reino dos céus.. . .



Assim verte a Tradução Almeida: (Mateus 18:1-4) 1 Naquela hora chegaram-se a Jesus os discípulos e perguntaram: Quem é O MAIOR no reino dos céus? 2 Jesus, chamando uma criança, colocou-a no meio deles, 3 e disse: Em verdade vos digo que se não vos converterdes e não vos fizerdes como crianças, de modo algum “entrareis” no reino dos céus. 4 Portanto, quem se tornar HUMILDE como esta criança, esse é o maior no reino dos céus.

Quem deseja ser “maior” não vive o dia a dia segundo a diretriz da “justiça entre homem e homem”. Ele está fugindo da equidade e está induzindo outros ao erro.

Nos demais reinos havia o maior e o menor, havia a classe superior dos dominantes e a classe inferior dos dominados. Nestes reinos havia uma competição para ser “MAIOR”. Havia um espírito de competição e uma plena disputa para ser o maior. Também havia o favoritismo do rei àqueles que ele desejava favorecer. O maior ficava em posição de honra e destaque, e por isso, usufruía das regalias inerentes à sua posição de destaque. Os que ficam acima são os “privilegiados”. O maior era servido pelos menores. Assim, ninguém queria ser um menor. Os apóstolos disputavam entre si posições de destaque visando estar acima. POR TRÁS DESTA DISPUTA HAVIA UM “SENTIMENTO”. Uma criancinha ainda não tem este “sentimento”.

Por estarem no sentido oposto eles precisavam dar meia-volta. Revelavam ter um sentimento oposto àquele que deveria permear o reino dos céus.

Meus amados apóstolos, se vocês não mudarem os vossos sentimentos, vocês não conseguirão entrar no reino. Abandonem a soberba (sentimento) e busquem a humildade (sentimento).

Segundo as palavras do rei designado, os já apóstolos de Jesus ainda não haviam entrado no reino dos céus e ainda estavam andando no sentido oposto ao reino dos céus. Tinham de parar e dar meia-volta (converter). Os apóstolos revelavam ter sentimentos opostos aos sentimentos de um súdito do reino dos céus. Embora tivessem poderes para fazerem obras poderosas em nome de Jesus, ainda não haviam entrado no reino dos céus. Andavam diariamente com o rei, no entanto, ainda não tinham entrado no reino, logo, ficou bem claro que, andar lado a lado com o rei, não significa que a pessoa já entrou no reino. Como “convidados” que eram, estavam revelando ter um sentimento que não existe nas pessoas que estão dentro do reino dos céus. Se o rei não tem este sentimento, os súditos também não devem ter este sentimento.

ESTAR POR CIMAOs apóstolos buscavam a posição mais privilegiada entre os privilegiados?? Sim, eles buscavam. Eles usavam todos os artifícios disponíveis para conseguir chegar na posição mais privilegiada.

O que é mesmo um privilegiado??

Privilegiadoesta é a definição dada pelo dicionário Houaiss: que goza de privilégio, de vantagem, de preferência...

privilegiado Datação: sXIII

n adjetivo

que se privilegiou

1 que goza de privilégio, de vantagem, de preferência, de prerrogativa etc.

Exs.: membros p. do clube

dívida p.

2 que possui bens, riqueza, alto nível de vida, a que a maioria da população não tem acesso; abastado, rico

Ex.: classe economicamente p.

3 detentor de algo de valor estimativo, não material

Ex.: sua família, seus filhos fazem-no sentir-se p.

4 que é superior ao comum

Ex.: ouvido p.


n substantivo masculino

5 indivíduo privilegiado



A existência de privilegiado foge totalmente da igualdade, não foge??

A existência do privilegiado é a prova da existência da desigualdade, não é mesmo??

Será que os apóstolos já tinham a igualdade como uma base de suas decisões do dia a dia??

Uma família estava desejosa de ser a mais privilegiada de todo o reino.

Era a família de um dos apóstolos.

(Mateus 20:20-22) 20 Aproximou-se dele então a mãe dos filhos de Zebedeu com os seus filhos, prestando homenagem e pedindo-lhe algo. 21 Ele lhe disse: “O que queres?” Disse-lhe ela: “Manda que estes dois filhos meus se assentem, no teu reino, um à tua direita e outro à tua esquerda.” 22 Jesus disse, em resposta: “Vós não sabeis o que pedis. Podeis beber o copo que eu estou para beber?” Disseram-lhe: “Podemos.”



Assim verte a Tradução Almeida:

(Mateus 20:20-22) 20 Aproximou-se dele, então, a mãe dos filhos de Zebedeu, com seus filhos, ajoelhando-se e fazendo-lhe um pedido. 21 Perguntou-lhe Jesus: Que queres? Ela lhe respondeu: Concede que estes meus dois filhos se sentem, um à tua direita e outro à tua esquerda, no teu reino. 22 Jesus, porém, replicou: Não sabeis o que pedis; podeis beber o cálice que eu estou para beber? Responderam-lhe: Podemos.

Quem eram estes dois apóstolos??

(Marcos 10:35-37) 35 E Tiago e João, os dois filhos de Zebedeu, aproximaram-se dele e disseram-lhe: “Instrutor, queremos que faças para nós o que for que te peçamos.” 36 Disse-lhes ele: “Que quereis que eu faça para vós?” 37 Disseram-lhe: Concede-nos que nos assentemos um à tua direita e outro à tua esquerda, na tua glória.. . .



Assim verte a Tradução Almeida:

(Marcos 10:35-37) 35 Nisso aproximaram-se dele Tiago e João, filhos de Zebedeu, dizendo-lhe: Mestre, queremos que nos faças o que te pedirmos. 36 Ele, pois, lhes perguntou: Que quereis que eu vos faça? 37 Responderam-lhe: Concede-nos que na tua glória nos sentemos, um à tua direita, e outro à tua esquerda.

Uma disputa para ser o mais privilegiado entre os privilegiados??

Sim.

Qual foi a reação dos demais?? Será que já tinham o espírito de plena igualdade ou será que também desejavam os privilégios??

Desejavam o favoritismo??

Desejavam que Jesus praticasse o favoritismo??

Favoritismo – Esta é a definição dada pelo dicionário Houaiss: preferência que soberanos ou pessoas poderosas concedem a seus favoritos. Que concede privilégios por influência, amizade, parentesco, etc.., sem levar em conta valores como a competência, merecimento e honestidade.

favoritismo Datação: 1881

n substantivo masculino

Rubrica: política.

1 preferência que se dá ao favorito

1.1 preferência que soberanos ou pessoas poderosas concedem a seus favoritos

2 regime (político, administrativo etc.) que concede compensações ou privilégios por influência, amizade, parentesco etc., sem levar em consideração valores como competência, merecimento e honestidade



Bem interessante o desejo destes homens, não é mesmo??

Como se não bastasse competirem entre si sobre quem seria o mais importante, ainda queriam que Jesus praticasse tal pecado, desejavam que Jesus praticasse o favoritismo.

Eles desejavam partilhar da glória de Jesus, um tipo de glória que existia em suas mentes. Neste momento, Jesus lhes chamou a atenção sobre a competência.

Só entra na glória aquele que vence, e só vence aquele que tem competência.

No lugar de desejarem ter outras pessoas como servos seus, os apóstolos deveriam ter outra disposição mental. Qual deveria ser?? Jesus, o Rei e também Instrutor destes homens passou a lhes falar como fazer. (Mateus 20:24-28) 24 Quando os outros dez ficaram sabendo disso, indignaram-se com os dois irmãos. 25 Jesus, porém, chamando-os a si, disse: “Sabeis que os governantes das nações dominam sobre elas e que os grandes homens exercem autoridade sobre elas. 26 NÃO É ASSIM ENTRE VÓS; mas, quem quiser tornar-se grande entre vós tem de ser o vosso ministro, 27 e QUEM QUISER SER O PRIMEIRO ENTRE VÓS TEM DE SER O VOSSO ESCRAVO. 28 Assim como o Filho do homem não veio para que se lhe ministrasse, mas para ministrar e dar a sua alma como resgate em troca de muitos.”

Ficaram indignados por fazerem aquilo pelas costas deles, um golpe baixo.

Jesus aproveitou a oportunidade para lhes mostrar o reino no qual eles deveriam entrar.

Ora, ora, um rei humano que não é ministrado por outros humanos?? Um rei humano que não tem escravos?? Um rei humano que trabalha como um escravo para seu súdito?? Alguém diria: “o mundo está de cabeça pra baixo”.

No lugar de um comandante, posição ocupada pelos demais reis, Jesus era aquele que servia aos convidados a súditos do reino.

No lugar do egoísmo, deveria existir o altruísmo. Jesus praticava o altruísmo.

Somente uma pessoa altruísta é que tem a disposição mental de se colocar como escravo de todos. O altruísta é aquele que no lugar de procurar a vantagem para si, ele busca a vantagem para a outra pessoa. Jesus estava lhes dizendo que cada um deveria procurar ser o mais altruísta. Jesus mostrou ser o rei do altruísmo, ou seja, o mais altruísta entre os altruístas.

Jesus afirma que no reino dos céus, maior é aquele que mais serve, maior é aquele que mais se dá em benefício de outros; o escravo de todos é o maior de todos; maior é aquele que é mais altruísta. Assim, dando o seu exemplo, Jesus, o rei do reino, mostrou ser aquele que mais servia aos súditos do reino e aos convidados. Revelando ao súdito como as coisas deviam ser feitas, o rei Jesus mostrou ser aquele que mais trabalhava em prol dos súditos. A ordem de valores no reino de Deus, é INVERSA à ordem de valores dos demais reinos das nações.

O súdito vive o seu dia a dia de acordo com as diretrizes de dentro do seu reino, e não de acordo com o lugar onde ele mora, logo, para onde ele for, ele leva o reino.

Após uma intensa discussão entre os doze apóstolos, os primeiros convidados por Jesus a entrar no reino, uma discussão sobre quem era maior entre eles, Jesus, o Rei e também Instrutor destes homens passou a lhes mostrar como fazer; passou a lhes mostrar que tipo de disposição interior devia ter o súdito. (João 13:4-17) 4 levantou-se da refeição noturna e pôs de lado a sua roupagem exterior. E, tomando uma toalha, cingiu-se. 5 Depois pôs água numa bacia e principiou a lavar os pés dos discípulos e a enxugá-los com a toalha de que estava cingido. 6 E, assim chegou a Simão Pedro. Este lhe disse: “Senhor, estás lavando os meus pés?” 7 Em resposta, Jesus disse-lhe: “O QUE ESTOU FAZENDO, TU NÃO ENTENDES ATUALMENTE, mas entenderás depois destas coisas.” 8 Pedro disse-lhe: “Certamente nunca lavarás os meus pés.” Jesus respondeu-lhe: “A menos que eu te lave, não tens parte comigo.” 9 Simão Pedro disse-lhe: “Senhor, não só os meus pés, mas também as minhas mãos e a minha cabeça.” 10 Jesus disse-lhe: “Quem se banhou, não precisa lavar senão os seus pés, mas está inteiramente limpo. E vós estais limpos, mas não todos.” 11 Ele sabia, deveras, quem o traía. É por isso que disse: “Nem todos vós estais limpos.” 12 Tendo então lavado os pés deles e vestido a sua roupagem exterior, e tendo-se deitado novamente à mesa, disse-lhes: SABEIS O QUE VOS TENHO FEITO? 13 Vós me chamais de ‘Instrutor’ e ‘Senhor’, e falais corretamente, pois eu o sou. 14 Portanto, se eu, embora Senhor e Instrutor, lavei os vossos pés, vós também deveis lavar os pés uns dos outros. 15 POIS ESTABELECI O MODELO PARA VÓS, a fim de que, assim como eu vos fiz, vós também façais. 16 Digo-vos em toda a verdade: O escravo não é maior do que o seu amo, nem é o enviado maior do que aquele que o enviou. 17 Se sabeis estas coisas, felizes sois se as fizerdes.

No lugar de um comandante, posição ocupada pelos demais reis, Jesus era um instrutor, um ajudador.

O que estava acontecendo neste reino?? Os convidados estavam disputando entre si uma posição elevada?? Sim, estavam. O que esta disputa revelava em relação a estes convidados à refeição noturna de Jesus??

Depois desta acalorada disputa, o que fez o rei?? O rei estava lavando os pés de seus súditos?? Isto é algo inédito, não é?? Trata-se de um reino diferente, não é verdade??

Neste caso, ficou bastante claro que Jesus era realmente um instrutor daqueles homens. O que lhes estava ensinado Jesus?? Estava ensinando como entrar no reino de Deus, reino do qual ele era o rei.

O que estes homens estavam fazendo momentos antes desta ação do rei?? Estavam disputando quem era o maior entre eles. Havia um sentimento de competição dentro de cada apóstolo. No que competiam?? O que buscavam??

Cada um buscava o melhor para si.

Quem procura tal coisa?? É o egoísta ou é o altruísta??

Jesus já havia visto este espírito em outras pessoas e já havia lhes advertido sobre tais sentimentos.

O que Jesus havia falado para aquele outro grupo de pessoas?

(Lucas 14:7-11) 7 Prosseguiu então a contar aos convidados uma ilustração, ao notar como eles escolhiam os lugares mais destacados para si mesmos, dizendo-lhes: 8 Quando fores convidado por alguém para uma festa de casamento, não te deites no lugar mais destacado. Talvez ele tenha convidado ao mesmo tempo alguém mais distinto do que tu, 9 e aquele que te convidou venha com ele e te diga: ‘Deixa este homem ter o lugar.’ Então principiarás com vergonha a ocupar o lugar mais baixo. 10 Mas, quando fores convidado, vai e recosta-te no lugar mais baixo, para que, quando vier o homem que te convidou, te diga: ‘Amigo, vai mais para cima.’ Então terás honra na frente de todos os que contigo foram convidados. 11 Porque todo aquele que se enaltecer será humilhado, e aquele que se humilhar será enaltecido.”



Assim Verte a Tradução Almeida:

(Lucas 14:7-11) 7 Ao notar como os convidados escolhiam os primeiros lugares, propôs-lhes esta parábola: 8 Quando por alguém fores convidado às bodas, não te reclines no primeiro lugar; não aconteça que esteja convidado outro mais digno do que tu; 9 e vindo o que te convidou a ti e a ele, te diga: Dá o lugar a este; e então, com vergonha, tenhas de tomar o último lugar. 10 Mas, quando fores convidado, vai e reclina-te no último lugar, para que, quando vier o que te convidou, te diga: Amigo, sobe mais para cima. Então terás honra diante de todos os que estiverem contigo à mesa. 11 Porque todo o que a si mesmo se exaltar será humilhado, e aquele que a si mesmo se humilhar será exaltado.

Assim verte a Tradução Brasileira:

(Lucas 14:7-11) 7 Ao notar como os convidados escolhiam os primeiros lugares, propôs-lhes esta parábola. 8 Quando fores por alguém convidado para um casamento, não te sentes no primeiro lugar; para não suceder que seja por ele convidada uma pessoa mais considerada do que tu e, 9 vindo o que te convidou a ti e a ele, te diga: Dá o lugar a este. Então irás envergonhado ocupar o último lugar. 10 Pelo contrário quando fores convidado, vai tomar o último lugar; para que, quando vier o que te convidou, te diga: Amigo, senta-te mais para cima. Então isto será para ti uma honra diante de todos os mais convivas. 11 Pois todo o que se exalta, será humilhado; mas todo o que se humilha, será exaltado.

Bem, depois de observarem a cena e depois de ouvirem as palavras de Jesus, estes homens como convidados de Jesus que eram, já sabiam como deveriam se comportar, não sabiam??

Toda aquela ação praticada por Jesus, não se tratava de uma mera cena de uma peça teatral. Tratava-se de uma lição de humildade e altruísmo. Como instrutor que era, Jesus estava ensinado. Tratava-se de uma disposição interior de não se considerar maior que os demais, independente da posição ocupada. Se tratava de um esforço de Jesus em tornar claro para seus doze apóstolos, sobre qual devia ser o sentimento existente entre eles. O comportamento é fruto do sentimento. Jesus já era humilde. Na verdade, ele era o rei da humildade, o rei do altruísmo. Faltava humildade nos doze escolhidos, pois estavam disputando uma maior posição.

Faltava o espírito de altruísmo.

Altruísmo – esta é a definição dada pelo dicionário Houaiss: amor desinteressado ao próximo; filantropia, abnegação..

altruísmo Datação: 1891

n substantivo masculino

1 Rubrica: filosofia.

segundo o pensamento de Comte (1798-1857), tendência ou inclinação de natureza instintiva que incita o ser humano à preocupação com o outro e que, não obstante sua atuação espontânea, deve ser aprimorada pela educação positivista, evitando-se assim a ação antagônica dos instintos naturais do egoísmo

1.1 amor desinteressado ao próximo; filantropia, abnegação



Abnegar – esta é a definição dada pelo dicionário Houaiss: renunciar a (os próprios interesses e/ou tendências naturais) ou sacrificar-se em benefício de outrem ou em nome de uma ideia, de uma causa

abnegar Datação: 1579

n verbo

transitivo direto e pronominal

1 renunciar a (os próprios interesses e/ou as tendências naturais) ou sacrificar-se em benefício de outrem ou em nome de uma ideia, de uma causa

Exs.: abnegou a vida de prazeres para lutar pelos grandes ideais

aqueles que se abnegarem de si terão altas recompensas morais

transitivo direto

2 não admitir, não aceitar; lançar fora, desprezar

Ex.: abnegava a injustiça e a impiedade



Abrir mão daquilo que tem e daquilo que poderia ter, visando o benefício de outrem.

Os doze apóstolos de Jesus estavam comprovando diante de Jesus que ainda não tinham o espírito altruísta e abnegado... Estavam comprovando diante de Jesus que ainda possuíam o espírito egoísta revelado naquela contínua competição quanto a uma suposta condição privilegiada. Somente pessoas egoístas é que buscam o favoritismo.

Estes homens disputavam se sentar em um dos lados de Jesus, no trono de glória de Jesus. Isto representava uma competição para estar em uma posição acima dos demais. Havia acontecido uma discussão acalorada entre os discípulos sobre quem era o maior entre eles.

Não podemos esquecer que estes homens eram apenas convidados. Na condição de convidados para uma refeição noturna, o que estes homens estavam fazendo??

(Lucas 22:24-26) 24 No entanto, levantou-se também uma disputa acalorada entre eles sobre qual deles parecia ser o maior. 25 Mas ele lhes disse: “Os reis das nações dominam sobre elas, e os que têm autoridade sobre elas são chamados de Benfeitores. 26 Vós, porém, não deveis ser assim. Mas, que o maior entre vós se torne como o mais jovem, e o que age como principal, como aquele que ministra....


Assim verte a Tradução Almeida:

(Lucas 22:24-26) 24 Levantou-se também entre eles contenda, sobre qual deles parecia ser o maior. 25 Ao que Jesus lhes disse: Os reis dos gentios dominam sobre eles, e os que sobre eles exercem autoridade são chamados benfeitores. 26 Mas vós não sereis assim; antes o maior entre vós seja como o mais novo; e quem governa como quem serve.

Assim verte a Tradução Brasileira:

(Lucas 22:24-26) 24 Houve também entre eles uma discussão sobre qual deles era considerado o maior. 25 Jesus disse-lhes: Os reis dos gentios dominam sobre eles, e os que exercem sobre eles autoridade, são chamados benfeitores. 26 Mas vós não façais assim. Pelo contrário o que entre vós é maior, seja como o menor; e aquele que manda, seja como o que serve.

Depois da atitude de Jesus, aqueles doze homens deviam se envergonhar, não deveriam??

Neste caso, Jesus estava lhes indicando um outro caminho, isto é, um caminho oposto ao que estavam seguindo. Seguindo este caminho oposto ao indicado por Jesus, aqueles doze apóstolos jamais conseguiriam entrar no reino.

Vós me chamais de Mestre e Senhor e falais corretamente, pois eu o sou”.

Assim verte a Tradução Brasileira: (João 13:13-15) 13 Vós me chamais Mestre, e Senhor, e dizeis bem; porque eu o sou. 14 Se eu, pois, sendo Senhor e Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns aos outros; 15 porque vos dei exemplo, a fim de que, como eu fiz, assim façais vós também.

Assim verte a Tradução Almeida: (João 13:13-15) 13 Vós me chamais Mestre e Senhor; e dizeis bem, porque eu o sou. 14 Ora, se eu, o Senhor e Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns aos outros. 15 Porque eu vos dei exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também.

O Mestre tinha um sentimento oposto ao de seus alunos. No lugar de vocês competirem para ficarem acima uns dos outros, tende a disposição de humildade uns para com os outros. Puxa, que lição!!!!!!!!!!! Tinham motivos de sobra para se sentirem envergonhados, não tinham??

Que recompensa tereis?? Sereis felizes se assim o fizerdes.

Quem era o Amo?? Jesus. Quem eram os escravos?? Aqueles a quem Jesus falava, ou seja, os doze apóstolos. Que espécie de modelo havia estabelecido o Amo e Instrutor destes homens?? Vejam o que o rei fez!!!!!! Será que o rei era um ator?? Tratava-se de um modelo de HUMILDADE. No reino, este “sentimento” de humildade deve existir em todos os súditos. Humildade é um sentimento, e como todo sentimento, ele se aloja no coração, ele produz palavras e ele produz ações que lhe são exclusivas, são frutos próprios e exclusivos deste sentimento. O sentimento produz frutos segundo a sua espécie.

Estes homens, ou seja, os doze apóstolos, revelaram ter sentimentos opostos aos sentimentos do rei.

O que o rei afirmou??

Ninguém pode sentir humildade por mim. Ninguém pode ser pacífico por mim. Ninguém pode ser altruísta por mim. Sentimento é uma coisa individual, não é verdade??

Estar dentro ou fora do reino de Deus é uma questão de “TER E PRATICAROU “NÃO TER E NÃO PRATICARos mesmíssimos “SENTIMENTOSque existem no rei.



Para poder ter e praticar os mesmos sentimentos de Jesus é necessário estar em unidade com Jesus, concordando plenamente com as diretrizes (normas de comportamento) pelas quais Jesus vivia o seu dia a dia.

Sentimentos são coisas invisíveis. Diretrizes são coisas invisíveis. Palavras são coisas invisíveis. Coração é uma coisa invisível. Estas coisas invisíveis são responsáveis pelo comportamento do ser humano.

O que ficou bem claro??

Ficou bem claro que o que caracteriza um súdito do reino dos céus não é nada visível como uma roupa, um sapato, um idioma, uma cor de pele, um corte de cabelo ou qualquer outra caraterística física que possa ser observada.

O que caracteriza o súdito do reino dos céus??

Aquilo que ele tem no coração.

E o que é que ele tem no coração?? O coração está em um local invisível e está cheio de coisas invisíveis.

Benevolência, misericórdia e equidade são algumas das coisas invisíveis que devem existir no coração do súdito do reino dos céus.

O súdito do reino dos céus destaca-se pela benevolência; o súdito destaca-se pela misericórdia; o súdito destaca-se pela equidade; o súdito destaca-se pela abnegação; o súdito destaca-se pelo pleno respeito ao livre-arbítrio; o súdito mostra que é súdito quando ele ama o próximo como a si mesmo e de forma incondicional. Além disto, ele é humilde. Ele não se sente melhor que nenhum humano vivo ou morto, independente de quanto pecado este humano tenha praticado.

Este reino esmiuçaria todos os demais reinos.

Como isto se daria??

Será que seria através do uso da força física??

Trata-se de um reino espiritual, não é verdade??

O que o foi revelado por Deus para Daniel??

(Daniel 2:44) 44 E nos dias daqueles reis o Deus do céu estabelecerá um reino que jamais será arruinado. E o próprio reino não passará a qualquer outro povo. Esmiuçará e porá termo a todos estes reinos, e ele mesmo ficará estabelecido por tempos indefinidos;



Assim verte a Tradução Brasileira:

(Daniel 2:44) 44 Nos dias desses reis suscitará o Deus do céu um reino que não será jamais destruído, nem passará a soberania deste a outro povo; mas fará em pedaços e consumirá todos estes reinos, e ele mesmo subsistirá para sempre.

Onde aconteceria tal despedaçamento e destruição dos outros reinos??

Seria uma guerra física na qual todos os reinos do mundo seriam pulverizados e queimados por Deus ou por Jesus??

Não, não será desta forma.

Não é um reino que se caracteriza pelo pleno respeito ao livre-arbítrio??

Então, onde acontecerá tal aniquilamento de todos os reinos do mundo??

Será na mente de cada humano.

Será que seria feita uma lavagem cerebral no convidado para que ele se torne um súdito??

Será que Deus usaria o espírito santo para fazer tal lavagem cerebral no “convidado”??

Estes reinos passaram a existir pela criação do homem, que os vê como uma coisa imprescindível para o relacionamento em grupo. Deus permitiu que o homem vivenciasse suas escolhas, muito embora Ele soubesse do fim posterior de cada escolha feita pelo humano. Durante todo este tempo, o Pai continua a se relacionar amistosamente com seus rebeldes filhos. O filho rebelde precisa perceber que sua escolha é errada em face do fruto produzido por ela, que, embora o Pai tenha avisado, o filho manteve a sua escolha. Com a sua escolha, o filho rebelde não conquistou a inimizade do Pai.

Com a percepção do reino de Deus, aquele reino revelado por Jesus, o indivíduo irá destruir completamente tal solução humana de sua mente, depois de plenamente convencido de que a forma de vida dentro do reino de Deus é a mais sábia, nunca mais retornando àquelas velhas soluções criadas pelos antepassados humanos. Finalmente, o humano se envergonhará de suas insistentes escolhas.

Depois de ver o reino e entrar nele, algo pessoal, consciente e intransferível, o humano jamais voltaria a desejar aquela velha solução praticada pelos antepassados, pois o humano se convenceria plenamente da superioridade da forma de vida do reino de Deus em relação ao reinar humano.

Sendo assim, onde ocorrerá tal aniquilamento completo e definitivo dos reinos humanos??

Este aniquilamento ocorrerá dentro da mente daquele que passa a ver o reino de Deus e entra nele.

O humano passará a sentir aversão àquilo que ele tanto amava.

SEM IMPOSIÇÃO -

Ficou bem claro que não haverá nenhuma imposição de Deus para quaisquer um dos humanos. O reino não será imposto aos humanos. O uso da força e da imposição gera a rebeldia e não resolve o problema, pois o humano continuaria desejando fazer da forma indicada e praticada pelos antepassados, porque ele ainda concorda com a fórmula criada pelos antepassados.

Com a imposição, o humano poderia obedecer simplesmente para não morrer, entretanto, sem estar plenamente convencido do erro daquela outra escolha.

Desaparecendo o medo da morte, o humano voltaria a praticar a velha forma de regência humana, pois o Pai estaria lidando com um falso obediente.

Ademais, onde há imposição também há o desrespeito pelo livre-arbítrio da outra pessoa. Desta forma, também percebemos que a escolha deve estar livre de qualquer imposição ou ameaça, pois trata-se de uma escolha por aquilo que é mais sábio.

Toda escolha é pessoal e intransferível.

ESTAR DENTRO DO REINO

Só entrará no reino, aquele que fizer a vontade do meu Pai, que está nos céus. Só entrará no reino aquele que cumprir a lei do reino. Novamente era uma questão de OBEDECER incondicionalmente aos mandamentos estabelecidos pelo Rei. É uma questão de obedecer porque concorda com o mandamento. Profetizar, expulsar demônios e fazer outras obras poderosas em nome de Jesus, autorizados por Jesus, o rei designado, não indica que a pessoa que faz tais coisas já entrou no reino, no sentido de ser um real súdito, isto é, um súdito obediente, pois o exemplo dos apóstolos deixou isto bem claro. É o seu comportamento em relação a outras pessoas e a determinadas situações, que irá revelar se esta pessoa entrou ou não no reino. O “comportamento” é fruto de “sentimentos”. A afirmação de Jesus foi: A pessoa que tem a Jesus como seu Senhor pode profetizar, expulsar demônios e fazer outras obras poderosas em nome de Jesus, como por exemplo, curar, e ao mesmo tempo ser um “obreiro do que é contra a lei”. O súdito que “recebe poder” para fazer algo, continua com o seu “livre-arbítrio”; não se torna um robô; não se torna uma marionete, não tem seus sentimentos substituídos. Neste momento, Jesus não estava falando de pessoas que não o tinham como seu Senhor e rei, e sim, de pessoas que já o aceitavam como Senhor e rei. Neste caso, falava de discípulos, falava de pessoas que se consideravam discípulos do rei designado. Tais pessoas receberiam poderes do rei, para realizarem diversos tipos de tarefas necessárias ao reino, no entanto, revelariam ter sentimentos opostos aos sentimentos do rei designado. O rei não praticava a imposição de sentimentos sobre aquele que havia recebido tarefas a fazer. Tais discípulos tinham visto (testemunhado) não só os poderes do rei designado, como também tinham visto os sentimentos do rei para com os humanos. Embora os sentimentos sejam coisas invisíveis, os doze apóstolos puderam ver que os sentimentos do rei eram os mesmos, tanto para os que já afirmavam aceitá-lo como Senhor quanto para com os que ainda não o aceitavam como Senhor. Assim, o rei designado mostrou ser imparcial no uso dos seus sentimentos. Percebemos assim que é necessário ter o espírito de imparcialidade para entrar e se manter dentro do reino de Deus.

Ao receber o espírito santo para executar esta ou aquela tarefa, aquele que o recebe não se torna uma marionete. Não é imposto a este humano nenhuma opinião, teoria de vida, diretrizes ou sentimentos. O humano continua decidindo, ou seja, escolhendo livremente entre duas ou mais opções.

MARIONETE – Esta é a definição dada por verto dicionário (Houaiss): boneco (pessoa, animal ou objeto animizado) movido por meio de cordéis manipulados por uma pessoa oculta..

marionete

s.f. (1899) 1 boneco (pessoa, animal ou objeto animizado) movido por meio de cordéis manipulados por pessoa oculta atrás de uma tela, em um palco em miniatura; títere 2 m.q. fantoche 3 fig. pej. pessoa sem personalidade, que se deixa manipular etim fr. marionette 'instrumento musical; espécie de dança; boneco que se movimenta pela articulação de fios presos à mão de alguém; pessoa manipulável', da f. dissimilada de Mariole, dim. de Marie, designativo de uma pequena imagem da Virgem Maria sin/var boneco, bonifrate, fantoche, mamulengo, presepe, títere



O humano sempre continua com o seu livre-arbítrio. Concordando com o Pai, ele faz a vontade do Pai. Discordando do Pai ele não faz a vontade do Pai. O Pai respeita o livre-arbítrio de cada súdito. O Pai não deixa de respeitar este direito de escolha de cada filho.

(Mateus 7:21-23) 21 Nem todo o que me disser: ‘Senhor, Senhor’, entrará no reino dos céus, senão aquele que FIZER a vontade de meu Pai, que está nos céus. 22 Muitos me dirão naquele dia: ‘Senhor, Senhor, não profetizamos em teu nome e não expulsamos demônios em teu nome, e não fizemos muitas obras poderosas em teu nome?’ 23 Contudo, eu lhes confessarei então: Nunca vos conheci! Afastai-vos de mim, vós OBREIROS DO QUE É CONTRA A LEI.

Como no caso do "profeta sem nome" nos dias de Jeroboão, rei das dez tribos de Israel, que apesar de mostrar um portento (sinal de autenticidade como profeta), apesar de ter uma mensagem da parte de Jeová e apesar de danificar e curar o braço de Jeroboão, mostrou-se rebelde contra a palavra de Jeová para ele especificamente, quanto a não comer pão no território de Israel e só comê-lo quando chegasse ao território de Judá. Ele profetizou corretamente em nome de Jeová, tinha obras poderosas em nome de Jeová, tinha poderes dados pelo Rei Jeová e FEZ obras poderosas em nome de Jeová, e no entanto, mostrou ser “obreiro do que é contra a lei”. Desobedeceu a uma ordem que era somente para ele. Ele preferiu obedecer a voz de um outro profeta. Usando plenamente o seu livre-arbítrio, este profeta sem nome desobedeceu a um mandamento que só dizia respeito a ele. Jesus afirmou que coisa semelhante ocorreria com seus discípulos.

Veja o relato sobre o profeta sem nome em 1 Reis 13.

Fazer a “VONTADEdo Pai que está nos céus é contrastado com se tornar "obreiro do que é contra a lei". Obviamente, este é um reino que tem sua própria lei, uma lei estabelecida pelo Rei e obedecida pelo Rei. No reinado, é o rei quem formula a lei; o rei é também o legislador. Jesus prevê e informa que os filhos do reino, os primeiros escolhidos, seriam lançados fora, seriam reprovados quanto a se terem tornado súditos do reino. O motivo era bem simples: Embora afirmassem ser súditos, não obedeciam às palavras do Rei; a "palavra do Rei" é a lei do reino. Revelariam não ter os mesmos sentimentos que revelou ter o rei designado. Não concordariam em repetir as mesmas ações do Rei. Viriam pessoas de outros reinos, se identificariam e adotariam para si o reino que estava sendo rejeitado pelos “naturais do reino”. Assim, os últimos a serem chamados (os não escolhidos) serão os primeiros a entrar no reino. E todos o faziam de acordo com o seu livre-arbítrio..

Toda “vontade” é fruto de um “sentimento”.

Fazer a vontade do Pai significa levar em conta os SENTIMENTOS do Pai, pois a vontade do Pai é FRUTO dos sentimentos do Pai.

Os primeiros a serem convidados para serem súditos do novo reino rejeitaram o convite, no entanto, outros seriam convidados e aceitariam prontamente. Rejeitaram o convite por não aceitarem a “lei do reino”, por discordarem da lei do reino. Obviamente, era uma nova lei para eles. Novamente, assim os primeiros serão os últimos e os últimos serão os primeiros. Na verdade estavam SE NEGANDO a ter os mesmos sentimentos do rei designado, e assim, REJEITAVAM os sentimentos do rei designado.

O local onde se alojam os sentimentos é o coração. Em um coração duro como pedra de esmeril, árvores como a misericórdia, a humildade a benevolência e a equidade não conseguem se desenvolver.

(Mateus 8:10-13) 10 Ouvindo isso, Jesus ficou pasmado e disse aos que o seguiam: “Em verdade vos digo: Em ninguém em Israel tenho encontrado tamanha fé. 11 Mas, eu vos digo que muitos virão das regiões orientais e das regiões ocidentais e se recostarão à mesa junto com Abraão, Isaque e Jacó, no reino dos céus; 12 ao passo que os filhos do reino serão lançados na escuridão lá fora. Ali é que haverá o [seu] choro e o ranger de [seus] dentes.” 13 Jesus disse então ao oficial do exército: “Vai. Assim como tem sido a tua fé, assim aconteça para ti.” E o servo sarou naquela hora.

(Lucas 13:22-30) 22 E ele viajava de cidade em cidade e de aldeia em aldeia, ensinando e continuando na sua viagem a Jerusalém. 23 Então, certo homem lhe disse: “Senhor, são poucos os que estão sendo salvos?” Ele lhes disse: 24 ESFORÇAI-VOS VIGOROSAMENTE a entrar pela porta estreita, porque eu vos digo que muitos buscarão entrar, mas não poderão, 25 uma vez que o dono de casa se tiver levantado e fechado a porta à chave, e vós principiardes a ficar de fora e a bater na porta, dizendo: ‘Senhor, abre-nos.’ Mas ele, em resposta, vos dirá: ‘Não sei donde sois.’ 26 Então principiareis a dizer: ‘Comemos e bebemos na tua frente e tu ensinaste nas nossas ruas largas.’ 27 Mas ele falará e vos dirá: ‘Não sei donde sois. Afastai-vos de mim, todos vós obreiros da injustiça!’ 28 Ali é que haverá o [vosso] choro e o ranger de [vossos] dentes, quando virdes Abraão, e Isaque, e Jacó, e todos os profetas, no reino de Deus, mas vós mesmos lançados fora. 29 Outrossim, pessoas virão das regiões orientais e das ocidentais, e do norte e do sul, e se recostarão à mesa no reino de Deus. 30 E, eis que há os que são últimos, que serão primeiros, e há os que são primeiros, que serão últimos.”

Pessoas das nações revelavam acreditar em Jesus, enquanto que os escolhidos (nação santa) revelavam não acreditar em Jesus. Acreditar em um milagre feito é uma coisa, no entanto, acreditar nas palavras faladas é outra coisa bem diferente. As prostitutas, os cobradores de impostos e as pessoas das regiões orientais e ocidentais e do norte e do sul (pessoas das nações) entrarão na frente de vós (os filhos do reino) no reino. Como poderia uma prostituta e um cobrador de impostos, ambos vistos e tratados como amaldiçoados por Deus por seus reais pecados, entrarem no reino de Deus, enquanto os sacerdotes, os fariseus e outros tidos como homens justos, por não cometerem estes mesmos pecados, ficarem do lado de fora do reino?? Assim, os primeiros a serem ensinados serão os últimos a entrar no reino. Uma grande vergonha para eles, isto é, os primeiros ensinados. Ora, ora, aqueles chamados de amaldiçoados e de povo que não entende a lei, entrariam no reino dos céus, na frente dos governantes e dos fariseus?? Sim, esta foi a afirmação de Jesus.

Mas eles não cometiam os pecados cometidos pelas prostitutas e nem os mesmos pecados cometidos pelos cobradores de impostos e mesmo assim ficariam de fora?? Ficar de fora é o mesmo que ser reprovado ou reprovar-se a si mesmo?? Entrar no reino é uma livre decisão pessoal. As prostitutas e os cobradores de impostos seriam aprovados primeiro?? As prostitutas e os cobradores de impostos entrariam primeiro. As prostitutas e os cobradores de impostos seriam os primeiros a concordarem com as leis do reino dos céus.

Mas, como isto acontecia??

O primeiro passo para se entrar no reino é admitir que é um pecador.

A pessoa precisa acreditar que suas ações são pecaminosas; a pessoa precisa se ver como cometendo pecados dos quais ela precisa se arrepender; a pessoa precisa admitir que está cometendo pecados; a pessoa precisa estar convencida de que está cometendo pecados.

Um justiceiro vê erro naquela pessoa que é um perdoador. O justiceiro sempre fica do lado da vítima e contra o ofensor. O justiceiro deseja que o ofensor seja irremediavelmente punido. Se não houver punição, o justiceiro fica com a sensação de impunidade e o seu desejo é punir o ofensor.

Existe algo de errado nisto?? No reino dos céus, ter tal sentimento já é um pecado, tão pecado quanto a prostituição ou o assassinato.

No reino dos céus, a vítima sempre oferece a outra face, ela sempre perdoa.

Bem, neste caso, a pessoa precisa aceitar esta posição, precisa aceitar este mandamento, precisa concordar com esta forma de viver a vida, o que revela ser um caminho estreito e apertado. Tudo gira em torno da misericórdia e do perdão àquele que comete qualquer pecado. Neste caso, é a vítima quem deve revelar sempre ter tais sentimentos benéficos para com o ofensor. Neste caso, a vítima revela não sentir ódio ou desprezo pelo ofensor de qualquer pecado.

Ora, o fariseu não era mais justo do que o cobrador de impostos?? Sim, ou não?? O fariseu não era mais justo do que uma prostituta?? Sim, ou não?? Não tinham os fariseus um coração mais duro do que pedra de esmeril?? Neste caso, as palavras faladas por Jesus, não encontravam um solo fértil, logo, os sentimentos necessários aos súditos do reino não floresciam nestes corações. Diferente dos fariseus, as prostitutas e os cobradores de impostos tinham um coração mais sensível, logo, as palavras faladas por Jesus, lançadas como sementes, começariam a produzir os frutos esperados e necessários aos súditos do reino de Deus, em face de encontrar um solo muito mais fértil. As prostitutas e os cobradores de impostos admitiam receber outras DIRETRIZES, diretrizes opostas às obedecidas pelos fariseus. Neste caso, as prostitutas e os cobradores de impostos mostraram ser menos obstinados do que os sacerdotes e os fariseus, pois viam-se e sentiam-se pecadores e percebiam que estavam sendo tratados com muita misericórdia. “Quem é sabedor que deve mais e recebe o perdão altruísta da dívida passa a amar àquele que lhe perdoou muito mais do que aquele que acha que deve muito menos e que recebe o mesmo perdão altruísta”. Assim, o perdão é uma semente que produz o amor. Estas foram as palavras de Jesus, que eram uma repetição das palavras do Pai.

No entanto, se aquela pessoa que deve muito ou pouco não perceber que está recebendo o perdão, ela não amará àquele que lhe perdoa. Esta pessoa precisa estar ciente da sua dívida e estar ciente do perdão que lhe foi dado, para que o perdão dado possa agir qual semente em seu coração.

OS ÚLTIMOS (OS NÃO ESCOLHIDOS) QUE SERÃO OS PRIMEIROS A ENTRAR NO REINO E OS PRIMEIROS (OS ESCOLHIDOS E ENSINADOS) QUE SERÃO OS ÚLTIMOS A ENTRAR NO REINO.

Eles foram os primeiros a serem convidados?? Sim, aqueles que se consideravam “justos”, foram os primeiros a serem convidados. No entanto, eles se escusaram. Bem, chamem então os rotulados de “injustos” e que realmente são “injustos”.

(Lucas 14:15-24) 15 Ouvindo estas coisas, disse-lhe um dos convivas: “Feliz é aquele que comer pão no reino de Deus.” 16 [Jesus] disse-lhe: “Certo homem estava oferecendo uma lauta refeição noturna, e convidou a muitos. 17 E ele enviou seu escravo na hora da refeição noturna para dizer aos convidados: ‘Vinde, porque todas as coisas estão agora prontas.’ 18 Mas todos em comum começaram a escusar-se. O primeiro disse-lhe: ‘Comprei um campo, e preciso sair e vê-lo; peço-te: Tem-me por escusado.’ 19 E outro disse: ‘Comprei cinco juntas de gado e vou examiná-las; peço-te: Tem-me por escusado.’ 20 Ainda outro disse: ‘Acabei de tomar uma esposa e por esta razão não posso ir.’ 21 O escravo chegou-se assim e relatou estas coisas ao seu amo. O dono de casa ficou então furioso e disse ao seu escravo: Vai depressa para as ruas largas e becos da cidade e traze para cá os pobres, e os aleijados, e os cegos, e os coxos.22 No tempo respectivo, o escravo disse: ‘Amo, foi feito o que me ordenaste, contudo, ainda há lugar.’ 23 E o amo disse ao escravo: ‘Vai para as estradas e para os lugares cercados, e compele-os a vir para dentro, a fim de que a minha casa se encha. 24 Pois, eu vos digo: Nenhum dos homens que foram convidados provará a minha refeição noturna.’”

OS PRIMEIROS CONVIDADOS SE ESCUSARAM DE PARTICIPAR NA REFEIÇÃO NOTURNA, MAS, MUITOS OUTROS FORAM CONVIDADOS E A CASA FICOU CHEIA. OS PRIMEIROS É QUE PERDERAM ALGO VALIOSO.

Assim como Jesus falou, nenhum daqueles convidados presentes e ouvintes de Jesus participou da refeição noturna de Jesus. Na refeição noturna de Jesus só estavam presentes os seus doze apóstolos.

Estes primeiros convidados (as gerações de Moisés até Jesus) se afastavam dos pobres, dos aleijados, dos cegos e dos coxos, não viam estes humanos com os olhos da igualdade e sentiam desprezo por tais pessoas, e do alto de sua posição, passaram a atribuir a tais pessoas um diploma de “pessoas amaldiçoadas por Deus”, passando a tratá-las como se elas realmente fossem pessoas amaldiçoadas por Deus. Estes homens sentiam o mesmo sentimento que demonstrou ter um dos seus respeitados ancestrais.

Assim se fez registrar segundo a Tradução Brasileira:

(2 Samuel 5:7-8) 7 Todavia Davi tomou a fortaleza de Sião: esta é a cidade de Davi. 8 Disse Davi naquele dia: Todo o que ferir os jebuseus, suba ao canal e fira os cegos e os coxos, a quem a alma de Davi aborrece. Por isso se diz: Nem cego nem coxo entrará na casa.

Assim se fez registrar segundo a Edição Pastoral:

(2 Samuel 5:7-8) 7 Mas Davi conquistou a fortaleza de Sião, que ficou sendo a cidade de Davi. 8 Nesse dia, Davi disse: «Todo aquele que ferir os jebuseus e subir pelo canal... Quanto aos cegos e aleijados, Davi os detesta». É por isso que se diz: «Os cegos e aleijados não poderão entrar no Templo».



João Batista não havia entrado no reino, no entanto, a partir se seus dias, muitos estavam se apoderando do reino.

(Mateus 11:11-15) 11 Deveras, eu vos digo: Entre os nascidos de mulheres não se levantou ninguém maior do que João Batista; mas aquele que é menor no reino dos céus é maior do que ele. 12 Mas, desde os dias de João Batista até agora, o reino dos céus é o alvo para o qual os homens avançam impetuosamente, e os que avançam impetuosamente se apoderam dele. 13 Pois todos, os Profetas e a Lei, profetizaram até João; 14 e, se quiserdes aceitá-lo: Ele mesmo é ‘Elias, que está destinado a vir’. 15 Escute quem tem ouvidos.

Assim verte a Tradução Brasileira: (Mateus 11:11-15) 11 Em verdade vos digo que não tem aparecido entre os nascidos de mulher outro maior que João Batista; mas o que é menor no reino dos céus, é maior do que ele. 12 Desde os dias de João Batista até agora o reino dos céus é tomado à força, e os que se esforçam, são os que o conquistam. 13 Pois todos os profetas e a lei até João profetizaram; 14 e se quereis recebê-lo, ele mesmo é Elias que há de vir. 15 O que tem ouvidos, ouça.

Assim verte a Tradução Almeida: (Mateus 11:11-15) 11 Em verdade vos digo que, entre os nascidos de mulher, não surgiu outro maior do que João, o Batista; mas aquele que é o menor no reino dos céus é maior do que ele. 2 E desde os dias de João, o Batista, até agora, o reino dos céus é tomado a força, e os violentos o tomam de assalto. 13 Pois todos os profetas e a lei profetizaram até João. 14 E, se quereis dar crédito, é este o Elias que havia de vir. 15 Quem tem ouvidos, ouça.

O reino não é algo que alguém deva se apoderar dele, afinal de contas, o reino é de Jeová e o rei já é Jesus. Este é um reino que se caracteriza pelo livre-arbítrio. Pelo menos o rei respeita o livre-arbítrio de todos os demais humanos.

Ora, se o reino dos céus se caracteriza pelo livre-arbítrio, obviamente também se caracterizará pela obediência. A obediência é uma decisão pessoal e intransferível que aquele que possui o livre-arbítrio toma em relação a um mandamento qualquer que ele recebe.

O súdito revelará ser súdito por sua dedicação em “obedecer” a lei do reino.

O reino é algo invisível. Para entrar no reino, a pessoa precisa ouvir a palavra falada por Jesus, que qual semente, penetrará em seu coração, produzindo os mesmos sentimentos que existem no coração de Jesus. Todo súdito continuará com o seu livre-arbítrio, logo, é o súdito quem decide aceitar ou não qualquer uma das DIRETRIZES saídas da boca de Jesus para o dia a dia do súdito. As diretrizes dadas ao súdito serão as bases usadas por este súdito para resolver os problemas de relacionamento com quaisquer pessoas, quer dentro do reino, quer fora dele, independente das diretrizes existentes nos outros reinos. O súdito precisa concordar em fazer as coisas assim com o rei está fazendo.

Ora, se o reino é algo invisível, como saber se uma pessoa entrou no reino ou não entrou nele??

Os frutos produzidos pelos invisíveis sentimentos são as palavras e as ações, isto é, coisas audíveis e visíveis.

Algo invisível que produz algo audível e coisas visíveis. Da mesma forma, aquele humano que entrou no reino de Deus produzirá as obras de Deus. Ao se tornar um com Jesus, este humano produzirá as mesmas obras produzidas por Jesus, isto é, falará as mesmas palavras e praticará as mesmas ações de Jesus. O súdito revelará estar em união com o rei Jesus.

(João 17:20-23) 20 Faço solicitação, não somente a respeito destes, mas também a respeito daqueles que depositam fé em mim por intermédio da palavra deles; 21 a fim de que todos sejam um, assim como tu, Pai, estás em união comigo e eu estou em união contigo, para que eles também estejam em união conosco, a fim de que o mundo acredite que me enviaste. 22 Também, eu lhes tenho dado a glória que tu me tens dado, a fim de que sejam um, assim como nós somos um. 23 Eu em união com eles e tu em união comigo, a fim de que sejam aperfeiçoados em um, para que o mundo tenha conhecimento de que tu me enviaste e que os amaste assim como amaste a mim.

Assim verte a Tradução Almeida:

(João 17:20-23) 20 E rogo não somente por estes, mas também por aqueles que pela sua palavra hão de crer em mim; 21 para que todos sejam um; assim como tu, ó Pai, és em mim, e eu em ti, que também eles sejam um em nós; para que o mundo creia que tu me enviaste. 22 E eu lhes dei a glória que a mim me deste, para que sejam um, como nós somos um; 23 eu neles, e tu em mim, para que eles sejam perfeitos em unidade, a fim de que o mundo conheça que tu me enviaste, e que os amaste a eles, assim como me amaste a mim.

Assim verte a Tradução Brasileira:

(João 17:20-23) 20 Não rogo somente por estes, mas também por aqueles que crêem em mim por meio da sua palavra; 21 a fim de que todos sejam um, e que, como tu, Pai, és em mim e eu em ti, também sejam eles em nós; para que o mundo creia que tu me enviaste. 22 Eu lhes tenho dado a glória que tu me tens dado, para que sejam um como nós somos um; 23 eu neles e tu em mim, para que sejam aperfeiçoados em um; e para que o mundo conheça que tu me enviaste e que tu os amaste, como também amaste a mim.

Ser “um” com o rei será percebido nas palavras e nas ações deste súdito. Trata-se de algo individual. Quando submetido às mesmas condições, o súdito agirá igual ao rei.

Neste caso, aquele que se tornou um com Jesus poderá ser um substituto de Jesus. Substituir alguém é algo de grande responsabilidade. As decisões do substituto devem coincidir com as decisões daquele que ele está substituindo. As palavras e as ações do substituto devem ser idênticas às daquele que ele está substituindo.

O que Jesus falou a Felipe??

(João 14:8-11) 8 Filipe disse-lhe: “Senhor, mostra-nos o Pai, e isso chega para nós.” 9 Jesus disse-lhe: “Tenho estado tanto tempo convosco e ainda não vieste a conhecer-me, Filipe? Quem me tem visto, tem visto [também] o Pai. Como é que dizes: ‘Mostra-nos o Pai’? 10 Não acreditas que eu esteja em união com o Pai e que o Pai esteja em união comigo? As coisas que vos digo não falo da minha própria iniciativa; mas o Pai, que permanece em união comigo, está fazendo as suas obras. 11 Acreditai-me que estou em união com o Pai e que o Pai está em união comigo; senão, acreditai por causa das próprias obras.


Assim verte a Tradução Almeida:

(João 14:8-11) 8 Disse-lhe Felipe: Senhor, mostra-nos o Pai, e isso nos basta. 9 Respondeu-lhe Jesus: Há tanto tempo que estou convosco, e ainda não me conheces, Felipe? Quem me viu a mim, viu o Pai; como dizes tu: Mostra-nos o Pai? 10 Não crês tu que eu estou no Pai, e que o Pai está em mim? As palavras que eu vos digo, não as digo por mim mesmo; mas o Pai, que permanece em mim, é quem faz as suas obras. 11 Crede-me que eu estou no Pai, e que o Pai está em mim; crede ao menos por causa das mesmas obras.

- Filipe, quem tem me visto, tem visto o Pai. As minhas obras são as obras do Pai; as minhas palavras são as palavras do Pai, acredite.

Havia plena unidade entre o Pai e Jesus, pois as palavras e as obras coincidiam plenamente.

O discípulo também devia ter esta mesma unidade com Jesus, pois, o discípulo devia falar as mesmas palavras de Jesus e praticar as mesmas obras de Jesus.

Jesus também previu e chamou a atenção, que haveria aqueles que embora afirmassem ser súditos do reino, fariam coisas contrárias à lei do próprio reino. Como a lei é fruto dos sentimentos do Pai, tais súditos não estavam levando em conta os sentimentos do Pai, logo, rejeitavam ter os mesmos sentimentos do Pai. No entanto, no tempo próprio do Pai, estes seriam desmascarados e consequentemente humilhados por suas próprias ações, ações que eram frutos de seus próprios sentimentos, sentimentos que rivalizavam com os sentimentos do Pai. (Mateus 13:41-43) 41 O Filho do homem enviará os seus anjos, e estes reunirão dentre o seu reino todas as coisas que causam tropeço e os que fazem o que é CONTRA a lei, 42 e lançá-los-ão na fornalha ardente. Ali é que haverá o [seu] choro e o ranger de [seus] dentes. 43 Naquele tempo, os justos brilharão tão claramente como o sol, no reino de seu Pai. Escute aquele que tem ouvidos.

Através de Sua lei, Jeová passa a mostrar ao humano, como Ele (Jeová) reagirá ao ser submetido a determinadas condições.

O que identificaria o súdito do reino de Deus??

Jesus afirmou: Eu vim cumprir a lei.

(Mateus 5:17) 17 Não penseis que vim destruir a Lei ou os Profetas. Não vim destruir, mas cumprir;


Assim verte a Edição Pastoral:

(Mateus 5:17) 17 «Não pensem que eu vim abolir a Lei e os Profetas. Não vim abolir, mas dar-lhes pleno cumprimento.

Ora, como Jesus cumpriria a lei??

A única forma de Jesus cumprir a lei seria por ele mesmo “obedecer” a lei, obviamente.

Existiria uma outra forma lógica e aceitável??

Que relação existia entre reino e obediência dentro do reino??

Jesus continuou explicando:

(Mateus 5:19) 19 Quem, portanto, violar um destes mínimos mandamentos e ensinar a humanidade neste sentido, será chamado ‘mínimo’ com relação ao reino dos céus. Quanto àquele que os cumprir e ensinar, esse será chamado ‘grande’ com relação ao reino dos céus.


Assim verte a Edição Pastoral:

(Mateus 5:19) 19 Portanto, quem desobedecer a um só desses mandamentos, por menor que seja, e ensinar os outros a fazer o mesmo, será considerado o menor no Reino do Céu. Por outro lado, quem os praticar e ensinar, será considerado grande no Reino do Céu.

A relação é bem simples. Obedecer e ensinar a obedecer ou desobedecer e ensinar a desobedecer.

Quero chamar a atenção para um detalhe. Depois da morte de Jesus, algumas pessoas (discípulos de Jesus, obviamente) poderiam afirmar que a pessoa teria de morrer para poder entrar no reino. As diversas afirmações que Jesus fez, tanto aquelas já consideradas acima como outras a serem vistas deixam claro que o humano entraria no reino enquanto estivesse vivo, que ele estaria dentro do reino, que, estando vivo, faria coisas que afrontavam as leis do reino e que, ainda vivos seriam reunidos dentro do reino e lançados em uma fornalha ardente, onde, ainda vivos, chorariam e rangeriam os dentes. Embora lançados em uma “fornalha ardente”, são seriam fisicamente mortos, pois seria observado o seu chorar e o ranger de seus dentes. Isto deixa claro que a pessoa não precisa morrer para poder entrar no reino.

Pessoas estariam vivendo dentro do reino e no entanto, estariam fazendo coisas contra a lei. Súditos convidados que fazem o que é contra a lei. Contra que lei? Obviamente, tratava-se da lei do reino, a lei que expressava a vontade do Pai, que expressava os SENTIMENTOS do Pai, que expressava a forma como o Pai reagiria ao ser submetido àquelas circunstâncias.

Esta pessoa se considera súdito, afirma para todos que é um súdito de Jesus, isto é, afirma para todos que Jesus é o seu Senhor. Esta situação foi prevista por Jesus. O reino ficaria assim composto de muitas pessoas. Haveria diferenças de opinião entre tais “súditos”. Consequentemente, alguns tomariam o reino em suas mãos, ou seja, se apossariam do reino. Sentindo-se donos do reino, passariam a agir como “donos” e a tomar atitudes contra pecadores existentes no reino, passando até mesmo a matar e expulsar pecadores de dentro do reino, visando manter o reino dos céus limpo de pecadores, fazendo tudo isto para agradar ao rei do reino. As pessoas que encontram razões lógicas para assim agir contra os pecadores, revelam não conhecer nem o Pai, nem o Filho. O Filho mostrou ser um ajudador. Os doze apóstolos estavam sendo continuamente ajudados a entrarem no reino. Apesar da insistência dos apóstolos em permanecerem com certos espíritos característicos de quem está fora do reino, Jesus não os rejeitou, expulsando-os do reino. Eles permaneceram como convidados e continuaram a usufruir de um relacionamento amistoso com Jesus.

Ficou bem claro que praticar tais ações (excluir pecadores) é estar praticando algo que é contra a lei do reino, logo, os súditos que se tornam um com Jesus não praticam este tipo de ação contra nenhuma pessoa, quer de dentro do reino, quer fora do reino.

Estes homens encontraram razões e mais razões para tomarem o reino em suas mãos, objetivando limpar o reino, retirando dele aqueles pecadores nojentos, pois segundo eles, o Pai não admite pecadores dentro do Seu reino, pois se trata do Pai, aquele que é Santo.

Qual o sentimento e de quem copiavam tal sentimento?

Pudemos observar que o reino estaria em plena atividade, pois Jesus enviaria os seus anjos para fazer um trabalho de separação dentro do reino. O que isto significa?? Significa que este reino é constituído de pecadores?? Sim. Isto significa que estamos vivendo dentro do reino de Deus?? Sim. Todos os que afirmam ser discípulos de Jesus formam um reino, afinal de contas, todos afirmam ter Jesus como rei. Além disto, os discípulos afirmam obedecer aos mandamentos dados por aquele que afirmam ser seu Senhor e rei, isto é, Jesus. Não há como negar que formamos um reino em plena atividade.

O que isto revela em relação aos convidados?? Isto revela que os que receberam o convite para participarem do reino não o receberam por já serem aprovados. Na verdade, todos os “convidados” estão dentro do reino “aprendendo” a serem súditos do rei.

O reino pode não estar segundo a vontade do rei, pode não estar do jeito que o rei deseja, mas não se pode negar que ele existe desde os apóstolos até agora, isto é, até hoje.

Aquela descrição antecipada de Jesus em relação ao desenvolvimento dos súditos mostra-se muito importante para entendermos o comportamento dos súditos. Jesus previu as diferenças individuais até mesmo entre aqueles que entenderiam as leis do reino.

Ele nos afirmou:

(Mateus 13:23) 23 Quanto ao semeado em solo excelente, este é o que ouve a palavra e a entende, que realmente dá fruto e produz, este cem vezes mais, aquele sessenta vezes mais, outro trinta vezes mais.”

Assim verte a Tradução Almeida:

(Mateus 13:23) 23 Mas o que foi semeado em boa terra, este é o que ouve a palavra, e a entende; e dá fruto, e um produz cem, outro sessenta, e outro trinta.

Conhecendo muito bem o ser humano, Jesus passa a nos avisar de qual seria o nosso comportamento em relação ao reino.

As pessoas estariam súditos, e no entanto, ainda estariam aprendendo a ser um com Jesus. Estas pessoas ainda estariam removendo se si mesmas os muitos sentimentos nocivos semelhantes a joio que haviam aprendido desde a infância, e aprendendo a desenvolver novos sentimentos, os semelhantes ao trigo. Tudo isto ocorrendo de forma prática dentro do reino.

Outra das previsões de Jesus em relação ao comportamento dos súditos foi esta: O poder enganoso das riquezas impede que a pessoa entre no reino. Enquanto o rico vive para armazenar e armazenar safras, riquezas, armazenar qualquer coisa, o verdadeiro súdito do reino de Deus não armazena riquezas, não armazena nada. Ora, se o verdadeiro súdito do reino não armazena nada, ele nunca será rico. São ações opostas, frutos de sentimentos opostos, obviamente. Enquanto o rico sempre DESEJA armazenar, o súdito do reino nunca deseja armazenar. São sentimentos totalmente opostos. Armazenar é uma ação que fere a lei do reino de Deus, logo, quem armazena se torna um obreiro do que é contra a lei do reino de Deus. O desejo do Pai é que o filho não armazene. O filho deve respeitar este desejo do Pai. Não só respeitar, em face do livre-arbítrio, na verdade, trata-se de ter o mesmo desejo e o mesmo sentimento do Pai. Concordando com o Pai, ele desejará ter os mesmos sentimentos que o Pai já revelou possuir.

(Mateus 19:16-24) 16 E eis que alguém, aproximando-se, disse-lhe: “Instrutor, que preciso fazer de bom, a fim de obter a vida eterna?” 17 Ele lhe disse: “Por que me perguntas sobre o que é bom? Há um que é bom. Se queres, porém, entrar na vida, observa continuamente os mandamentos.” 18 Disse-lhe ele: “Quais?” Jesus disse: “Ora, não deves assassinar, não deves cometer adultério, não deves furtar, não deves dar falso testemunho, 19 honra [teu] pai e [tua] mãe, e, tens de amar o teu próximo como a ti mesmo.” 20 O jovem disse-lhe: “Tenho guardado a todos estes; que me falta ainda?” 21 Jesus disse-lhe: “Se queres ser perfeito, vai vender teus bens e dá aos pobres, e terás um tesouro no céu, e vem, sê meu seguidor.” 22 Quando o jovem ouviu estas palavras, afastou-se contristado, porque tinha muitas propriedades. 23 Jesus, porém, disse aos seus discípulos: “Deveras, eu vos digo que será difícil para um rico ENTRAR no reino dos céus. 24 Novamente, eu vos digo: É mais fácil um camelo passar pelo orifício duma agulha, do que um rico ENTRAR no reino de Deus.”

Também entre os do povo escolhido (os filhos do reino) haveria os primeiros a entrar no reino. Os improváveis seriam os primeiros a entrar no reino. Eram improváveis do ponto de vista dos já escolhidos. Os improváveis eram aqueles que, para os primeiros escolhidos, na visão dos primeiros escolhidos eram pessoas amaldiçoadas, exatamente por serem pecadoras. Quando o reino vier, será para nós os “limpos” e nunca para eles os “imundos pecadores”, pensavam e afirmavam os “justos”.

(Mateus 21:28-32) 28 Que achais? Um homem tinha dois filhos. Dirigindo-se ao primeiro, disse: ‘Filho, vai trabalhar hoje no vinhedo.’ 29 Em resposta, este lhe disse: ‘Irei, senhor’, mas não foi. 30 Dirigindo-se ao segundo, disse-lhe a mesma coisa. Em resposta, este lhe disse: ‘Não irei.’ Depois deplorou isso e foi. 31 Qual dos dois fez a vontade do pai?” Eles disseram: “O último.” Jesus disse-lhes: “Deveras, eu vos digo que os cobradores de impostos e as meretrizes entrarão NA FRENTE de vós no reino de Deus. 32 Porque João veio a vós num caminho de justiça, mas vós não acreditastes nele. No entanto, os cobradores de impostos e as meretrizes acreditaram nele, e vós, embora vísseis [isto], não o deplorastes depois, a ponto de acreditardes nele.

Uma condição imprescindível para entrar no reino é OUVIR e ACREDITAR nas palavras saídas da boca de Jesus, depois aceitá-las como uma forma de viver o próprio dia a dia.

Os sacerdotes e os fariseus não acreditavam nas palavras saídas da boca de Jesus. Eles não concordavam com as palavras saídas da boca de Jesus. E por que não concordavam?? Para estes, acreditar em Jesus era ser desencaminhado da lei dada por Moisés:

(João 7:47-49) 47 Os fariseus responderam, por sua vez: “Será que também vós fostes DESENCAMINHADOS? 48 Será que um só dos governantes ou dos fariseus depositou fé nele? 49 Mas esta multidão, QUE NÃO SABE A LEI, são pessoas amaldiçoadas.”

Havia um empecilho bem grande, tanto na mente, como no coração destes homens. Bem, eles acreditavam e amavam aqueles mandamentos dados por Moisés, como superioridade, desigualdade entre os homens, ressentimento e vingança, inimizade para com os que desobedeciam a Jeová, desvalorização, condenação e morte para pecadores, desvalorização dos povos incircuncisos, valores diferenciados para pecados, acumular riquezas, enriquecer e dominar sobre outras nações, comprar seres humanos como escravos, usar seres humanos para realizar trabalho de escravo, entre outros. Eles revelaram ser leais a Moisés e aos sentimentos de Moisés.

Entrar e se manter no reino, ser um súdito do reino, exige esforço contínuo e ter de abrir mão de coisas pessoais (abnegação). Trata-se de conseguir perceber o real valor que a “vida” possui e sempre priorizar a “vida” em relação a todas as demais coisas, exceto a “Fonte” da vida.

(Marcos 9:43-48) 43 E se a tua mão te fizer alguma vez tropeçar, corta-a; melhor te é entrares na vida aleijado, do que ires com as duas mãos para a Geena, para o fogo inextinguível. 44 —— 45 E, se o teu pé te fizer tropeçar, corta-o; melhor te é entrares na vida coxo, do que seres com os dois pés lançado na Geena. 46 —— 47 E, se o teu olho te fizer tropeçar, lança-o fora; melhor te é entrares com um olho no reino de Deus, do que seres com os dois olhos lançado na Geena, 48 onde o seu gusano não morre e o fogo não se extingue.



(Marcos 10:23-27) 23 Depois de olhar em volta, Jesus disse aos seus discípulos: “Quão difícil será para os de dinheiro entrar no reino de Deus!” 24 Mas os discípulos ficaram surpresos com as suas palavras. Em resposta, Jesus disse-lhes novamente: “Filhos, quão difícil é entrar no reino de Deus! 25 É mais fácil um camelo passar pelo orifício duma agulha, do que um rico entrar no reino de Deus.” 26 Eles ficaram ainda mais assombrados e disseram-lhe:Quem, de fato, pode ser salvo?” 27 Olhando diretamente para eles, Jesus disse: Para homens é impossível, mas não é assim para Deus, pois para Deus todas as coisas são possíveis. . .

(Marcos 14:25-26) . . .Deveras, eu vos digo: De modo algum beberei mais do produto da videira, até o dia em que o beberei novo no reino de Deus.” 26 Finalmente, depois de cantarem louvores, saíram para o Monte das Oliveiras.

Eu não beberei mais...



AS COISAS “ABANDONADAS” ERAM AS “COISAS VALIOSAS”??

EIS QUE DEIXAMOS PRA TRÁS NOSSAS COISAS VALIOSAS. QUE RECOMPENSA TEREMOS POR ESTE SACRIFÍCIO? Seguir a Cristo era um sacrifício feito (“meio”) para se conseguir um “fim”???

O pobre era visto como sendo o resultado de alguém que é amaldiçoado por Deus, pois Deus não abençoaria os iníquos.

Eles seguiam a um homem que nada tinha, seguiam a UM HOMEM POBRE que não tinha nem mesmo onde deitar a cabeça. (Mateus 8:18-20) 18 Quando Jesus viu uma multidão em volta de si, deu ordem para que partissem para a outra margem. 19 E certo escriba aproximou-se e disse-lhe: “Instrutor, eu te seguirei para onde quer que fores.” 20 Mas Jesus disse-lhe: “As raposas têm covis e as aves do céu têm poleiros, mas o Filho do homem não tem onde deitar a cabeça.”. . .

Realmente Jesus não tinha uma casa onde dormir: (Lucas 21:37-38) 37 Assim, de dia ele ensinava no templo, mas de noite saía e pousava no monte chamado Monte das Oliveiras. 38 E todo o povo, de manhã cedo, ia ter com ele no templo, para ouvi-lo.

O QUE ESTAMOS PERCEBENDO?? Estamos percebendo que entrar no reino é igual a estar FAZENDO a vontade do Pai. Faz a vontade do Pai aquele que COPIA a personalidade do Pai. Entra no reino aquele que SE TORNA a imagem e semelhança do Pai. Aquele que entrar no reino PODERÁ REPETIR as palavras de Jesus: “Eu e o Pai somos um”, bastando para isto produzir 100% do que Jesus produzia. Percebemos que se trata de um reino composto de alunos copiadores de Jesus.

(Mateus 7:21) 21 Nem todo o que me disser: ‘Senhor, Senhor’, ENTRARÁ NO REINO dos céus, senão aquele que FIZER a vontade de meu Pai, que está nos céus.



Ficou bem claro que, seguir a Jesus envolvia abandonar todas as coisas materiais que a pessoa tivesse. Envolvia abandonar certos confortos, tidos como um direito, logo, muito importantes para quem os tinham. Um rei pobre e que não queria nenhuma riqueza - assim mostrou ser Jesus.

(Mateus 19:27-29) 27 Pedro disse-lhe então, em resposta: “Eis que abandonamos todas as coisas e te seguimos; o que haverá realmente para nós?” 28 Jesus disse-lhes: “Deveras, eu vos digo: Na recriação, quando o Filho do homem se assentar no seu glorioso trono, vós, os que me seguistes, também estareis sentados em doze tronos, julgando as doze tribos de Israel. 29 E todo aquele que tiver abandonado casas, ou irmãos, ou irmãs, ou pai, ou mãe, ou filhos, ou terras, por causa do meu nome, receberá muitas vezes mais e HERDARÁ a vida eterna.

Assim verte a Tradução Almeida: (Mateus 19:27-29) 27 Então Pedro, tomando a palavra, disse-lhe: Eis que nós deixamos tudo, e te seguimos; que recompensa, pois, teremos nós? 28 Ao que lhe disse Jesus: Em verdade vos digo a vós que me seguistes, que na regeneração, quando o Filho do homem se assentar no trono da sua glória, sentar-vos-eis também vós sobre doze tronos, para julgar as doze tribos de Israel. 29 E todo o que tiver deixado casas, ou irmãos, ou irmãs, ou pai, ou mãe, ou filhos, ou terras, por amor do meu nome, receberá cem vezes tanto, e herdará a vida eterna.

Se eles desejavam uma recompensa, então, o que eles estavam abandonando representava algo valioso...

Quando se pede a uma criança para que ela deixe de estudar e vá brincar, será que ela pensa em receber uma recompensa por ir brincar??

O que a criança ama fazer?? Não é brincar.

Quando fazemos o que amamos não pensamos em qualquer tipo de recompensa por estarmos fazendo aquilo.

Esta resposta de Pedro era a continuação do diálogo com Jesus, após o incidente entre o homem rico e Jesus. Jesus deixou seus apóstolos perplexos com suas afirmações sobre a oposta relação entre “homem rico” e reino de Deus. Se o humano não ganhará “riqueza”, o que ele ganhará então?? Parece que “riquezaera tudo com que o humano sonhava e desejava, incluindo os apóstolos. Eles tinham a riqueza como o resultado da bênção de Deus. Do lado oposto, eles tinham a pobreza como uma maldição da parte de Deus. Como não haverá rico no reino de Deus, então o que haverá para nós, os que te seguimos??? O que existe que é melhor do que a riqueza?? Que recompensa há realmente para os que abandonam todas estas coisas e te seguem?? Fazer tal esforço merece uma recompensa, não merece???

Tinham abandonado todas as coisas para seguir alguém que nada tinha. Eles gostavam daquelas coisas, não gostavam?? Abandonar tais coisas representava estar perdendo algo valioso?? O que ganharemos por isso?? Uma pergunta normal de quem valoriza o que está abandonando. Na verdade, o que lucraremos por este investimento que estamos fazendo?? Papai, papai, o que eu vou ganhar se eu comer a comida toda??

Afirmação de Jesus: “Onde estiver o tesouro ali também estará o coração”.

Sempre desejamos estar perto de nossas coisas valiosas, coisas que atribuímos um alto valor. Não deveriam ser as coisas apresentadas por Jesus, as coisas valiosas??? Não deviam os apóstolos verem as coisas desta forma??? Quais foram as coisas valiosas apresentadas por Jesus?? Bondade, benevolência, misericórdia, compaixão e igualdade, entre outros sentimentos.

Quem herda algo não o recebe por merecimento. Não se trata de um pagamento por ter cumprido sua parte em um pacto ou acordo. O que você receberá?? A coisa mais importante: a vida; a forma correta de viver a vida; a forma de preservar a vida. Você não será um homem rico, você não possuirá riquezas. As coisas “abandonadas”, as coisas que vocês afirmam terem abandonado, não podem lhes dar a vida, na verdade, estas coisas põem a vida em risco. Na verdade, as coisas “abandonas” são coisas detestáveis. Detestáveis para quem?? Detestáveis para o Pai.

Não revelavam um apego a estas coisas que deveriam abandonar??

Lembremos de uma situação idêntica.

Jeová assim falou:

(Ezequiel 20:6-8) 6 Naquele dia levantei a minha mão [em juramento] a eles de fazê-los sair da terra do Egito para uma terra que espiei para eles, uma [terra] que manava leite e mel. Era o ornato de todas as terras. 7 E prossegui, dizendo-lhes: Lançai fora, cada um de vós, as coisas repugnantes dos seus olhos, e não vos avilteis com os ídolos sórdidos do Egito. Eu sou Jeová, vosso Deus.’ 8 “‘“E eles começaram a rebelar-se contra mim e não quiseram escutar-me. As coisas repugnantes dos seus olhos eles não lançaram fora, individualmente, e não abandonaram os ídolos sórdidos do Egito, de modo que prometi derramar sobre eles o meu furor, a fim de levar a cabo a minha ira contra eles no meio da terra do Egito....


Assim verte a Tradução Almeida:

(Ezequiel 20:6-8) 6 Naquele dia levantei a minha mão para eles, jurando que os tiraria da terra do Egito para uma terra que lhes tinha espiado, que mana leite e mel, a qual é a glória de todas as terras. 7 Então lhes disse: Lançai de vós, cada um, as coisas abomináveis que encantam os seus olhos, e não vos contamineis com os ídolos do Egito; eu sou o Senhor vosso Deus. 8 Mas rebelaram-se contra mim, e não me quiseram ouvir; não lançaram de si, cada um, as coisas abomináveis que encantavam os seus olhos, nem deixaram os ídolos de Egito; então eu disse que derramaria sobre eles o meu furor, para cumprir a minha ira contra eles no meio da terra do Egito.

Aos olhos de Jeová as coisas eram abomináveis, no entanto, aos olhos dos israelitas as coisas eram encantadoras.

A riqueza encantava os olhos dos apóstolos. O prestígio de ser o primeiro encantava os olhos dos apóstolos. O prestígio de ocupar a posição logo abaixo a posição do rei, sentando-se ao lado dele no trono de glória, encantava os olhos dos apóstolos. A punição para o pecador ofensor de Jesus (violência) encantava os olhos dos apóstolos.

Na verdade, o discípulo está sendo ensinado a se livrar das coisas que põe a vida em risco, não é verdade??

Percebemos que o humano precisa dar valor àquilo que realmente tem valor, isto é, a “vida”.

Não são os prazeres que são valiosos; a “vida” sim é que é valiosa.

Bondade, benevolência, misericórdia, compaixão e igualdade, entre outros, são os sentimentos que não põe a vida em risco, antes, são sentimentos que protegem a vida.

O súdito do reino dos céus não toma nenhuma atitude que venha a colocar a “vida” em risco, nem a sua, nem a do seu próximo, nem a dos animais, pois para ele, a coisa mais importante é a “vida”.

Haverá um vindouro sistema de coisas. (Lucas 18:24-30) 24 Jesus olhou para ele e disse: “Quão difícil será para os que têm dinheiro abrirem caminho para ENTRAR no reino de Deus! 25 De fato, é mais fácil para um camelo passar pelo orifício duma agulha de costura, do que para um rico ENTRAR no reino de Deus.” 26 Os que ouviram isso disseram: “Quem é que é capaz de ser salvo?” 27 Ele disse: “As coisas impossíveis aos homens são possíveis a Deus.” 28 Mas Pedro disse: “Eis que abandonamos as nossas próprias coisas e te seguimos.” 29 Ele lhes disse: “Deveras, eu vos digo: Não há ninguém que tenha abandonado casa, ou esposa, ou irmãos, ou pais ou filhos, pela causa do reino de Deus, 30 que não receba de algum modo muitas vezes mais neste período de tempo, E NO VINDOURO SISTEMA DE COISAS a vida eterna.”

Pedro revelou não estar satisfeito com as coisas que ele tinha até então.

O que ele peguntou a Jesus??

(Mateus 19:27) 27 Pedro disse-lhe então, em resposta: “Eis que abandonamos todas as coisas e te seguimos; o que haverá realmente para nós?”

Pedro revelou sua expectativa em receber algo em troca do esforço que estava realizando.

Acumular coisas para si é colocar a “vida” em risco. Será que no “vindouro sistema de coisas”, os que abandonaram as próprias casas e seguiram a Jesus, finalmente serão pessoas ricas?? Rico é aquele que possui mais coisas acumuladas do que os demais à sua volta, vivendo uma vida com mais mordomias do que os demais à sua volta, utilizando-se do trabalho de outros para manter e aumentar as suas mordomias. Será que existirá tal condição no “vindouro sistema de coisas”??

Assim verte a Tradução Brasileira: (Lucas 18:24-30) 24 Jesus, olhando-o, disse: Quão dificilmente entrarão no reino de Deus os que têm riquezas! 25 pois mais fácil é passar um camelo pelo fundo de uma agulha, do que entrar um rico no reino de Deus. 26 Disseram os ouvintes: Quem, então, pode ser salvo? 27 Respondeu Jesus: O que é impossível aos homens, é possível a Deus. 28 Disse Pedro: Nós deixamos as nossas casas e te seguimos. 29 Respondeu-lhes Jesus: Em verdade vos digo: Ninguém há que tenha deixado casa, ou mulher, ou irmãos, ou pais, ou filhos, por amor do reino de Deus, 30 que não receba no presente muito mais, e no mundo vindouro a vida eterna.

No “mundo vindouro” estes homens poderiam finalmente serem ricos?? Abandonar tais coisas eram encaradas como um sacrifício que merecia algum tipo de recompensa?? Como se sairiam aqueles que viam na riqueza algo a ser perseguido e alcançado??

(Mateus 26:26-29) 26 Ao continuarem a comer, Jesus tomou um pão, e, depois de proferir uma bênção, partiu-o, e, dando-o aos discípulos, disse: “Tomai, comei. Isto significa meu corpo.” 27 Tomou também um copo, e, tendo dado graças, deu-lho, dizendo: “Bebei dele, todos vós; 28 pois isto significa meu ‘sangue do pacto’, que há de ser derramado em benefício de muitos, para o perdão de pecados. 29 Eu vos digo, porém: Doravante, de modo algum beberei deste produto da videira, até o dia em que o beberei novo, convosco, no reino de meu Pai.. . .

Assim verte a Tradução Brasileira: (Mateus 26:26-29) 26 Estando eles comendo, tomou Jesus o pão e, tendo dado graças, partiu-o e deu aos discípulos, dizendo: Tomai e comei; este é o meu corpo. 27 Tomando o cálice, rendeu graças e deu-lho, dizendo: Bebei dele todos; 28 porque este é o meu sangue, o sangue da aliança, que é derramado por muitos para remissão de pecados. 29 Mas digo-vos que desta hora em diante não beberei deste fruto da videira, até aquele dia em que o hei de beber novo convosco no reino de meu Pai.

Assim verte a Tradução Almeida: (Mateus 26:26-29) 26 Enquanto comiam, Jesus tomou o pão e, abençoando-o, o partiu e o deu aos discípulos, dizendo: Tomai, comei; isto é o meu corpo. 27 E tomando um cálice, rendeu graças e deu-lho, dizendo: Bebei dele todos; 28 pois isto é o meu sangue, o sangue do pacto, o qual é derramado por muitos para remissão dos pecados. 29 Mas digo-vos que desde agora não mais beberei deste fruto da videira até aquele dia em que convosco o beba novo, no reino de meu Pai.

O produto da videira é uma coisa da terra. Trata-se de uma coisa física.

(Lucas 22:14-18) 14 Por fim, quando chegou a hora, recostou-se à mesa, e os apóstolos com ele. 15 E ele lhes disse: “Desejei muito comer esta páscoa convosco antes de eu sofrer; 16 pois, eu vos digo: Não a comerei de novo até que se cumpra no reino de Deus.” 17 E, aceitando um copo, deu graças e disse: “Tomai isto e passai-o de um para outro entre vós; 18 pois, eu vos digo: Doravante não beberei mais do produto da videira até que chegue o reino de Deus.

Assim verte a Tradução Brasileira: (Lucas 22:14-18) 14 Chegada a hora, pôs-se Jesus à mesa, e com ele os apóstolos. 15 Disse-lhes: Tenho desejado anciosamente comer convosco esta páscoa antes da minha paixão; 16 pois vos digo que nunca mais a hei de comer, até que ela se cumpra no reino de Deus.17 Depois de receber o cálice, havendo dado graças, disse: Tomai-o e distribui-o entre vós; 18 pois vos digo que desde agora não beberei do fruto da videira, até que venha o reino de Deus.



Assim verte a Tradução Almeida: (Lucas 22:14-18) 14 E, chegada a hora, pôs-se Jesus à mesa, e com ele os apóstolos. 15 E disse-lhes: Tenho desejado ardentemente comer convosco esta páscoa, antes da minha paixão; 16 pois vos digo que não a comerei mais até que ela se cumpra no reino de Deus. 17 Então havendo recebido um cálice, e tendo dado graças, disse: Tomai-o, e reparti-o entre vós; 18 porque vos digo que desde agora não mais beberei do fruto da videira, até que venha o reino de Deus.

Outras ovelhas que não deste aprisco. Formarão um só rebanho. Terão a Jesus como Pastor.

Falou Jesus:

(João 10:16) 16 E tenho outras ovelhas, que não são deste aprisco; a estas também tenho de trazer, e elas escutarão a minha voz e se tornarão um só rebanho, um só pastor.



Assim verte a Tradução Almeida:

(João 10:16) 16 Tenho ainda outras ovelhas que não são deste aprisco; a essas também me importa conduzir, e elas ouvirão a minha voz; e haverá um rebanho e um pastor.

Quem são?? Onde estavam??

(Mateus 10:5-6) 5 A estes doze enviou Jesus, dando-lhes as seguintes ordens: “Não vos desvieis para a estrada das nações, e não entreis em cidade samaritana; 6 mas, ide antes continuamente às ovelhas perdidas da casa de Israel.



Assim verte a Tradução Almeida:

(Mateus 10:5-6) 5 A estes doze enviou Jesus, e ordenou-lhes, dizendo: Não ireis aos gentios, nem entrareis em cidade de samaritanos; 6 mas ide antes às ovelhas perdidas da casa de Israel;

As outras ovelhas seriam encontradas nas nações e entre os samaritanos. Do ponto de vista de Jesus, as outras ovelhas estavam em um aprisco diferente daquele no qual ele estava cuidando naquele momento. Neste caso, ficou bem claro que havia um outro aprisco de ovelhas.

Havia as ovelhas perdidas da casa de Israel e as ovelhas que estavam entre os gentios. Neste caso, havia um outro aprisco. Tratava-se de um aprisco bem maior do que a casa de Israel.

Jesus deu o exemplo em obedecer a esta limitação temporária estabelecida pelo Pai.

(Mateus 15:24) 24 Em resposta, ele disse: “Não fui enviado a ninguém senão às ovelhas perdidas da casa de Israel.”


Assim verte a Tradução Almeida:

(Mateus 15:24) 24 Respondeu-lhes ele: Não fui enviado senão às ovelhas perdidas da casa de Israel.

Não deixando de curar a filha daquela mulher gentia, Jesus se absteve de ajuntar estas ovelhas incircuncisas ao reino dos céus. Ele estava obedecendo ao cronograma estabelecido pelo Pai.

De que cronograma estamos falando??

(Daniel 9:24-27) 24 Setenta semanas foram determinadas sobre o teu povo e sobre a tua cidade santa, para acabar com a transgressão e encerrar o pecado, e para fazer expiação pelo erro, e para introduzir justiça por tempos indefinidos, e para apor um selo à visão e ao profeta, e para ungir o Santo dos Santos. 25 E deves saber e ter a perspicácia [de que] desde a saída da palavra para se restaurar e reconstruir Jerusalém até [o] Messias, [o] Líder, haverá sete semanas, também sessenta e duas semanas. Ela tornará [a ser] e será realmente reconstruída, com praça pública e fosso, mas no aperto dos tempos. 26 E depois das sessenta e duas semanas [o] Messias será decepado, sem ter nada para si mesmo. E a cidade e o lugar santo serão arruinados pelo povo de um líder que há de vir. E o fim disso será pela inundação. E até [o] fim haverá guerra; o que foi determinado são desolações. 27 E ele terá de manter em vigor [o] pacto para com muitos por uma semana; e na metade da semana fará cessar o sacrifício e a oferenda.E sobre a asa de coisas repugnantes haverá um causando desolação; e até a exterminação derramar-se-á a coisa determinada também sobre aquele que jaz desolado.”


Assim verte a Tradução Brasileira:

(Daniel 9:24-27) 24 Setenta semanas estão decretadas sobre o teu povo e sobre a tua santa cidade para consumir a transgressão, para dar fim aos pecados, para expiar a iniqüidade, para trazer a justiça eterna, para selar a visão e profecia e para ungir o santíssimo. 25 Sabe, pois, e entende que desde a saída da palavra para restaurar e para edificar a Jerusalém até o ungido, o príncipe, haverá sete semanas; e em sessenta e duas semanas estará redificada com rua e fosso em tempos angustiosos. 26 Depois de sessenta e duas semanas será exterminado o ungido, e não terá nada; e o povo do príncipe que há de vir, destruirá a cidade e o santuário; ele acabará num dilúvio, e até o fim haverá guerra; desolações são determinadas. 27 Ele fará uma firme aliança com muitos por uma semana; na metade da semana fará cessar o sacrifício e a oblação; sobre a asa das abominações virá o assolador; e até a consumação, que é determinada, será derramada ira sobre o assolador.

Assim verte a Tradução Almeida:

(Daniel 9:24-27) 24 Setenta semanas estão decretadas sobre o teu povo, e sobre a tua santa cidade, para fazer cessar a transgressão, para dar fim aos pecados, e para expiar a iniqüidade, e trazer a justiça eterna, e selar a visão e a profecia, e para ungir o santíssimo. 25 Sabe e entende: desde a saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém até o ungido, o príncipe, haverá sete semanas, e sessenta e duas semanas; com praças e tranqueiras se reedificará, mas em tempos angustiosos. 26 E depois de sessenta e duas semanas será cortado o ungido, e nada lhe subsistirá; e o povo do príncipe que há de vir destruirá a cidade e o santuário, e o seu fim será com uma inundação; e até o fim haverá guerra; estão determinadas assolações. 27 E ele fará um pacto firme com muitos por uma semana; e na metade da semana fará cessar o sacrifício e a oblação; e sobre a asa das abominações virá o assolador; e até a destruição determinada, a qual será derramada sobre o assolador.



O que notamos??

  1. haverá sete semanas; haverá sete semanas

  2. também sessenta e duas semanas.; e sessenta e duas semanas

  3. E depois das sessenta e duas semanas [o] Messias será decepado; E depois de sessenta e duas semanas será cortado o ungido,

  4. Ele fará uma firme aliança com muitos por uma semana; E ele fará um pacto firme com muitos por uma semana.

  5. e na metade da semana fará cessar o sacrifício e a oferenda; e na metade da semana fará cessar o sacrifício e a oblação;



Notamos que há três períodos distintos de tempo. Sete semanas que correspondem a quarenta e nove anos, sessenta e duas semanas que correspondem a quatrocentos e trinta e quatro anos e uma semana, que corresponde a sete anos. Cada semana corresponde a sete anos.

Notamos também a indicação de um acontecimento na metade da última semana.

Quando começaria a contagem das semanas?? Seria no momento da saída de uma “palavra” para se reconstruir o templo. Depois da palavra haveria o período de sete semanas para dar início a reconstrução do templo de Jerusalém.

Quatrocentos e trinta e quatro anos depois da saída desta mesma “palavra”, apareceria o ungido, ou o messias. Isto ocorreu no ano 29 EC. Neste ano Jesus foi “ungido” diretamente por Jeová e não por um humano, como no caso de Saul, Davi e outros “ungidos”.

Na metade desta última semana, o “ungido” seria morto. Isto ocorreu no ano 33 EC.

Durante esta última semana seria mantido o pacto para com “muitos”. O final desta semana ocorreu no ao 36 EC.

O que aconteceria no final desta semana??

Aconteceu algo inesperado para os discípulos de Jesus.

Muito embora Jesus já tivesse avisado sobre a existência de outras ovelhas que seriam adicionadas ao rebanho , ovelhas que não pertenciam a casa de Israel, passando a formar um único rebanho, estes homens mantinham-se sentindo repugnância dos gentios.

Embora Jesus lhes tivesse pedido para manterem-se ocupados com as ovelhas perdidas da casa de Israel, Jesus não lhe pediu para que sentissem repugnância de gentios incircuncisos. Isto era um “velho costume” que a casa de Israel praticava, achando que estavam agradando a Jeová.

Foi mantido um pacto com muitos por uma semana (sete anos)?? Sim.

Quando começou?? No ano 29 EC.

Quando se encerou este pacto?? No ano 36 EC.

Qual era o pacto?? Era o pacto para o reino dos céus. Durante esta semana apenas os judeus (a casa de Israel) estavam sendo convidados a entrar no reino.

Durante esta semana, o pacto foi mantido com exclusividade para os judeus (a casa de Israel).

O que ocorreu no final desta semana??

(Atos 10:24-29) 24 No dia seguinte entrou em Cesaréia. Cornélio, naturalmente, esperava-os e havia reunido seus parentes e amigos íntimos. 25 Quando Pedro entrou, Cornélio foi ao seu encontro, prostrou-se aos pés dele e prestou-lhe homenagem. 26 Mas Pedro ergueu-o, dizendo: “Levanta-te; eu mesmo também sou homem.” 27 E, conversando com ele, entrou e achou muitas pessoas reunidas, 28 e disse-lhes: Vós bem sabeis quão ilícito é para um judeu juntar-se ou chegar-se a um homem de outra raça; contudo, Deus mostrou-me que eu não chamasse nenhum homem de aviltado ou impuro. 29 Por isso vim, realmente sem objeção, quando fui chamado. Portanto, indago a razão pela qual me mandastes chamar.”


Assim verte a Tradução Almeida:

(Atos 10:24-29) 24 No outro dia entrou em Cesaréia. E Cornélio os esperava, tendo reunido os seus parentes e amigos mais íntimos. 25 Quando Pedro ia entrar, veio-lhe Cornélio ao encontro e, prostrando-se a seus pés, o adorou. 26 Mas Pedro o ergueu, dizendo: Levanta-te, que eu também sou homem. 27 E conversando com ele, entrou e achou muitos reunidos, 28 e disse-lhes: Vós bem sabeis que não é lícito a um judeu ajuntar-se ou chegar-se a estrangeiros; mas Deus mostrou-me que a nenhum homem devo chamar comum ou imundo; 29 pelo que, sendo chamado, vim sem objeção. Pergunto pois: Por que razão mandastes chamar-me?

Bem, Pedro estava com um problema. Ele precisava fazer algo que ia de encontro ao seu sentimento.

Embora Jesus tivesse se chegado a samaritanos em suas aldeias e comido com eles, Pedro via como ilícito chegar-se até um gentio. Pedro não queria se sentir aviltado por ter se achegado a um gentio.

- “Vós bem sabeis quão ilícito para mim é estar aqui nesta casa. Logo, pergunto o motivo de terem me chamado”.

Cornélio passou a responder a Pedro sobre o motivo de ter sido chamado à sua casa, algo que era ilícito para ele (Pedro):

(Atos 10:30-33) 30 Concordemente, Cornélio disse: “Há quatro dias, a contar desta hora, eu estava orando na minha casa, à nona hora, quando, eis que um homem em roupa vistosa estava em pé na minha frente 31 e disse: ‘Cornélio, tua oração tem sido ouvida favoravelmente e as tuas dádivas de misericórdia têm sido lembradas diante de Deus. 32 Envia, portanto, a Jope e manda chamar Simão, que é cognominado Pedro. Este homem está sendo hospedado na casa de Simão, o curtidor, à beira do mar.’ 33 Portanto enviei imediatamente a ti, e tu fizeste bem em vir para cá. E agora estamos aqui todos presentes perante Deus para ouvir todas as coisas que foste mandado dizer por Jeová.”


Assim verte a Tradução Almeida:

(Atos 10:30-33) 30 Então disse Cornélio: Faz agora quatro dias que eu estava orando em minha casa à hora nona, e eis que diante de mim se apresentou um homem com vestiduras resplandecentes, 31 e disse: Cornélio, a tua oração foi ouvida, e as tuas esmolas estão em memória diante de Deus. 32 Envia, pois, a Jope e manda chamar a Simão, que tem por sobrenome Pedro; ele está hospedado em casa de Simão, curtidor, à beira-mar. 33 Portanto mandei logo chamar-te, e bem fizeste em vir. Agora pois estamos todos aqui presentes diante de Deus, para ouvir tudo quanto te foi ordenado pelo Senhor.

Bem, Pedro então começou a falar sobre Jesus.

Para a surpresa de Pedro, o que ocorreu enquanto ele ainda falava??

(Atos 10:44-48) 44 Enquanto Pedro ainda falava sobre estes assuntos, caiu o espírito santo sobre todos os que ouviam a palavra. 45 E os fiéis que tinham vindo com Pedro, que eram dos circuncisos, ficaram pasmados, porque a dádiva gratuita do espírito santo estava sendo derramada também sobre pessoas das nações. 46 Pois, ouviam-nos falar em línguas e magnificar a Deus. Pedro respondeu então: 47 Pode alguém proibir a água, de modo que estes não sejam batizados, sendo que receberam o espírito santo assim como nós?” 48 Com isso mandou que fossem batizados no nome de Jesus Cristo. Solicitaram-lhe, então, que permanecesse alguns dias.


Assim verte a Tradução Almeida:

Atos 10:44-48) 44 Enquanto Pedro ainda dizia estas coisas, desceu o Espírito Santo sobre todos os que ouviam a palavra. 45 Os crentes que eram de circuncisão, todos quantos tinham vindo com Pedro, maravilharam-se de que também sobre os gentios se derramasse o dom do Espírito Santo; 46 porque os ouviam falar línguas e magnificar a Deus. 47 Respondeu então Pedro: Pode alguém porventura recusar a água para que não sejam batizados estes que também, como nós, receberam o Espírito Santo? 48 Mandou, pois, que fossem batizados em nome de Jesus Cristo. Então lhe rogaram que ficasse com eles por alguns dias.

Não podemos deixar passar despercebido o seguinte fato: Estes homens receberam espírito santo antes de serem batizados em água. Não estavam sendo aprovados pelos já convidados. Não estavam sendo convidados pelos já convidados.

Os já convidados foram chamados para serem testemunhas de que outros também estavam sendo convidados.

Não podemos esquecer outro fato: Estes homens (gentios), embora fossem reprovados do ponto de vista dos já discípulos de Jesus (judeus), receberam o espírito santo de Deus sem qualquer aprovação antecipada destes já discípulos.

Só nós os limpos é que recebemos o espírito santo” – e agora, o que os discípulos de Jesus, que faziam parte da casa de Israel, diriam aos aviltados aos seus olhos, aviltados que estavam recebendo o espírito santo??

Para Pedro e os demais discípulos de Jesus, chamados de fiéis e crentes, aqueles gentios nunca receberiam tal espírito santo da parte de Deus, logo, ficaram maravilhados, ficaram pasmados, ficaram surpresos, pois aquilo que havia acontecido ali era algo totalmente inesperado para eles. Tratava-se de algo que fugia ao controle destes humanos. O que estava acontecendo não era por vontade daquele que falava (Pedro).

Deus estava derramando Seu espírito santo sobre pessoas que eles (judeus) consideravam impuras, isto é, pessoas que eles desaprovavam??

Como os demais discípulos de Jesus passaram a ver este inesperado acontecimento?? Houve aprovação ou desaprovação??

(Atos 11:1-4) 11 Ora, os apóstolos e os irmãos que estavam na Judéia ouviram que pessoas das nações também receberam a palavra de Deus. 2 De modo que, quando Pedro subiu a Jerusalém, os [patrocinadores] da circuncisão começaram a contender com ele, 3 dizendo que ele tinha ido à casa de homens incircuncisos e havia comido com eles. 4 Em vista disso, Pedro principiou e prosseguiu a explicar-lhes as circunstâncias, dizendo:


Assim verte a Tradução Almeida:

(Atos 11:1-4) 1 Ora, ouviram os apóstolos e os irmãos que estavam na Judéia que também os gentios haviam recebido a palavra de Deus. 2 E quando Pedro subiu a Jerusalém, disputavam com ele os que eram da circuncisão, 3 dizendo: Entraste em casa de homens incircuncisos e comeste com eles. 4 Pedro, porém, começou a fazer-lhes uma exposição por ordem, dizendo:


Com que olhos podiam estes homens verem algo como isto, isto é, Pedro sentar-se para comer com pessoas aviltadas??

Será que se reuniram voluntariamente para uma grande e alegre comemoração em face de incircuncisos terem sido convidados para o reino??

Obviamente, estes discípulos de Jesus só poderiam ver tal ação de Pedro como um pecado da parte dele. Pedro estava se aviltando ao se misturar com aviltados. Estes outros discípulos de Jesus se sentiram ofendidos por estas ações de Pedro em relação aos aviltados incircuncisos.

O que fizestes Pedro?? Entrastes na casa de um homem incircunciso e comeste com ele??

Pedro tinha de se explicar, não tinha?? O fato de Pedro confessar para Cornélio que estar ali em sua casa seria um pecado para ele, já nos mostra o que sentiam estes discípulos de Jesus pelos incircuncisos, inclusive Pedro. Eles continuavam a ver os incircuncisos como pessoas aviltadas?? Sim, e como pessoas aviltadas que eram, não se poderia se deixar aviltar pela companhia de tais pessoas aviltadas. O sentimento era óbvio e revelado pelas palavras e ações destes já discípulos de Jesus em relação aos “aviltados gentios”.

O fato de sentar-se para comer com um aviltado incircunciso traria aviltamento para discípulos de Jesus?? Bem, a atitude e as palavras de Pedro e dos demais “discípulos” revelam seus sentimentos em relação aos aviltados incircuncisos.

Pedro, você foi ao ponto de comer com eles??

Pedro foi convocado para dar explicações sobre suas inusitadas ações com os incircuncisos, ações consideradas como pecado.

Depois de lhes dar outros pormenores, Pedro finalmente lhes afirmou:

(Atos 11:15-18) 15 Mas, quando eu principiei a falar, caiu sobre eles o espírito santo, assim como tinha também caído sobre nós, no princípio. 16 Em vista disso lembrei-me da declaração do Senhor, como costumava dizer: ‘João, da sua parte, batizou com água, mas vós sereis batizados em espírito santo.’ 17 Se Deus, portanto, deu a mesma dádiva gratuita a eles como também dera a nós, os que temos crido no Senhor Jesus Cristo, quem era eu para poder obstar a Deus?” 18 Ora, quando ouviram estas coisas, assentiram, e glorificaram a Deus, dizendo: “Pois bem, Deus tem concedido também a pessoas das nações o arrependimento com a vida por objetivo.”


Assim verte a Tradução Almeida:

Atos 11:15-18) 15 Logo que eu comecei a falar, desceu sobre eles o Espírito Santo, como também sobre nós no princípio. 16 Lembrei-me então da palavra do Senhor, como disse: João, na verdade, batizou com água; mas vós sereis batizados no Espírito Santo. 17 Portanto, se Deus lhes deu o mesmo dom que dera também a nós, ao crermos no Senhor Jesus Cristo, quem era eu, para que pudesse resistir a Deus? 18 Ouvindo eles estas coisas, apaziguaram-se e glorificaram a Deus, dizendo: Assim, pois, Deus concedeu também aos gentios o arrependimento para a vida.

Pudemos perceber que Jeová não pediu permissão para dar o Seu espírito santo para aviltados incircuncisos. Percebemos que se dependesse destes homens, os aviltados incircuncisos não receberiam o espírito santo. Não receberiam nem mesmo o privilégio de poderem sentar e comer com os já discípulos de Jesus.

Ora, se Deus assim o fez, quem sou eu para resistir a Ele??

Depois de Jeová ter marcado a sua posição em relação aos aviltados incircuncisos, será que os demais discípulos de Jesus modificaram alegremente a sua atitude em relação aos aviltados incircuncisos??

O que o relato mostra??

(Atos 11:19-20) 19 Conseqüentemente, os que tinham sido espalhados pela tribulação que surgiu por causa de Estêvão foram até a Fenícia, e Chipre, e Antioquia, não falando a palavra a ninguém, senão a judeus. 20 No entanto, dentre eles havia alguns homens de Chipre e de Cirene, que vieram a Antioquia e começaram a falar ao povo que falava grego, declarando as boas novas do Senhor Jesus.


Assim verte a Tradução Almeida:

(Atos 11:19-20) 19 Aqueles, pois, que foram dispersos pela tribulação suscitada por causa de Estêvão, passaram até a Fenícia, Chipre e Antioquia, não anunciando a ninguém a palavra, senão somente aos judeus. 20 Havia, porém, entre eles alguns cíprios e cirenenses, os quais, entrando em Antioquia, falaram também aos gregos, anunciando o Senhor Jesus.

O que fizeram estes discípulos de Jesus??

Estes homens não conseguiam mudar os seus sentimentos em relação aos aviltados incircuncisos. Comprovou-se que os discípulos de Jesus ainda acompanhavam os sentimentos de toda a nação judaica. Estes homens precisavam de tempo para mudarem os seus sentimentos em relação aos aviltados incircuncisos. Este homens, que já eram discípulos de Jesus, continuavam sentindo-se muito mais limpos que os incircuncisos.

Os que habitavam em Jerusalém não cederam à realidade revelada por Jeová. Os habitantes de Jerusalém resistiam à realidade revelada diretamente a eles pelo Pai Jeová.

Quem cedeu??

Somente os judeus naturais de Chipre e Cirene é que tomaram a iniciativa de falar abertamente aos gregos.

O que percebemos??

Percebemos que no ano 36 EC aconteceu algo que independia da ação voluntária do já discípulo de Jesus. Percebemos que aconteceu algo que ia de encontro ao sentimento dos já discípulos de Jesus (os judeus, ou seja, a casa de Israel).

Percebemos que foi neste ano 36 EC, que Jeová marcou o início da união entre os apriscos das ovelhas.

Percebemos que a partir do ano 36 EC não mais havia diferença no “tratamento” dado às ovelhas, pois o Pai tomou a iniciativa em revelar a unidade dos apriscos de ovelhas.

Percebemos uma resistência da casa de Israel dos já discípulos de Jesus em aceitar esta realidade informada pelo Pai Celestial.

Já imaginaram o que os judeus que não eram discípulos de Jesus começaram a sentir ao ver seus compatriotas comendo e bebendo com incircuncisos??

Como pode a nação santa se misturar com os incircuncisos??

Certamente que fazer tais coisas e continuara a morar em Jerusalém estava ficando cada vez mais difícil, não é mesmo??

Imagine quanta inimizade devem ter despertado aqueles que passaram a ver os incircuncisos como reais irmãos, sem a existência daquele imaginário muro separador, muro este, plenamente idolatrado pelo povo escolhido de Deus por milênios.

Saindo de um aprisco restrito à casa de Israel, passou a existir um grande aprisco mundial, pois todas as nações estavam recebendo o mesmíssimo tratamento.

Percebemos tratar-se de acontecimento memorável. A partir do ano 36 EC, o reino dos céus passava a englobar toda a terra e não apenas a terra de Canaã, ou seja, ao território da nação de Israel. Pelo menos, o povo escolhido estava tomando ciência deste fato criado pelo Pai Jeová.

Percebemos que se iniciava assim uma nova fase do reino dos céus. Tratava-se de uma fase que abrangia toda a terra. A partir do ano 36 EC o reino estava adotando todos os aviltados incircuncisos como “convidados”.

O Pai informou aos discípulos de Jesus sobre esta Sua decisão. O Pai revelou de forma prática esta Sua decisão. Tratava-se do cumprimento do cronograma existente na mente do Pai.

Percebemos que os judeus se viam e se sentiam como os favoritos de Jeová. Assim, os discípulos de Jesus continuavam achando-se favoritos de Jeová, pelo fato de Jeová estar mantendo um relacionamento diferenciado com eles naquela semana de sete anos. Tratava-se de um relacionamento temporário e com um sábio objetivo.

Conforme já visto acima, Jesus havia pedido que eles não se desviassem para as cidades samaritanas e nem para os gentios, concentrando-se unicamente nas ovelhas perdidas da casa de Israel.

Jesus cumpriu este mandamento do Pai, no entanto, a sua forma de obedecer a este mandamento mostrou ser bem diferente da forma como os seus discípulos obedeciam ao mesmo mandamento. Jesus revelava a correta forma de se obedecer a este mandamento do Pai.

Não se tratava de favoritismo do Pai em relação à casa de Israel.

Os judeus podiam sentir-se favoritos, no entanto, o sentimento do Pai não era este.

Favoritismo – esta é a definição dada por certo dicionário (Houaiss): ...preferência que soberanos ou pessoas poderosas concedem a seus favoritos....

favoritismo

s.m. (1881) pol 1 preferência que se dá ao favorito 1.1 preferência que soberanos ou pessoas poderosas concedem a seus favoritos 2 regime (político, administrativo etc.) que concede compensações ou privilégios por influência, amizade, parentesco etc., sem levar em consideração valores como competência, merecimento e honestidade ¤ etim favorito + -ismo, prov. por infl. do fr. favoritisme 'id.' ¤ sin/var afilhadismo, cocha, compadrice, compadrio, filhotismo, nepotismo, preferência, proteção, validismo

A posterior ação de Jeová no ano 36 EC revelou a inexistência de favoritismo tanto por parte Dele, quanto da parte de Jesus em relação aos israelitas (judeus).

Não se tratava de um relacionamento baseado no favoritismo e no protecionismo.

O Pai já havia falado sobre isso para o mensageiro Amós:

(Amós 3:1-2) 3Ouvi esta palavra que Jeová falou a vosso respeito, ó filhos de Israel, concernente à família inteira que fiz subir da terra do Egito, dizendo: 2 Somente a vós vos conheci dentre todas as famílias do solo. Por isso ajustarei contas convosco por todos os vossos erros.



Assim verte a Tradução Brasileira:

(Amós 03:1) 1 Ouvi esta palavra que o Senhor fala contra vós, filhos de Israel, contra toda a família que fiz subir da terra do Egito, dizendo: 2 De todas as famílias da terra só a vós vos tenho conhecido; portanto eu vos punirei por todas as vossas iniqüidades.

O Pai Jeová deixou bem claro que não se tratava de protecionismo, muito embora fosse um relacionamento único.

Exatamente por eu ter um relacionamento único convosco é que Eu ajustarei contas convosco, trazendo punições sobre vós por causa de vossas iniquidades.

Até o ano 36 EC era realmente um relacionamento único.

Quem revelou estar decepcionado com esta revelação??

Os discípulos de Jesus, pois estes, não haviam removido de si os seus anteriores sentimentos pelos aviltados incircuncisos. Nem mesmo os apóstolos o haviam feito. Tais sentimentos contra os aviltados incircuncisos eram frutos da informação deturpada existente na mente dos judeus, ou seja, toda a casa de Israel. A todo aquele que mais se dá, dele será mais exigido.

Sentindo-se filhos exclusivos e/ou filhos favoritos, este humanos passaram a desvalorizar os gentios (seus irmãos), relegando-os à condição de “aviltados” vasos próprios para a destruição.

No entanto, Jeová não via as coisas desta forma. Jeová não acompanhava os judeus neste sentimento que tinham pelos aviltados incircuncisos.

Por não saberem de toda a informação existente na mente do Pai, por não prestarem a atenção às informações dadas a eles pelos mensageiros (profetas), eles presumiram ser o filho único, quando na verdade, eram apenas o filho primogênito.

Alguém poderia perguntar: Havia uma diferença no tratamento, não havia??

Estava sendo dada uma atenção especial para a casa de Israel, não estava?? Sim, realmente estava.

Tratava-se de condição temporária, não é verdade?? Sim, foi exatamente isto o que a realidade revelou.

O Pai via os incircuncisos com os mesmos olhos com que Ele via os judeus circuncisos?? Sim, com o mesmíssimo olho, atribuindo a todos o mesmíssimo valor.

Assim, podemos perguntar: Desde quando os humanos passaram a ter o mesmo valor diante do Pai?? Desde sempre. Desde o princípio cada humano individual tem o mesmíssimo valor diante do Pai. O Pai sempre foi e sempre será Imparcial.

Aquele que estava recebendo atenção em primeiro lugar era especial em relação aos demais?? Não, não era. Alguém tinha de ser o primeiro. Esta foi a forma como o Pai decidiu fazer as coisas. Ele tinha bons e sábios motivos para fazer as coisas desta forma.

Ele sabia o que isto poderia gerar nos corações dos escolhidos para serem os primeiros.

O ponto de vista do Pai, Aquele que escolhia, era um, enquanto o ponto de vista do humano escolhido, era outro. Quem escolhe sabe o motivo exato de ter escolhido, no entanto, o escolhido poderá “presumir” o motivo de ter sido escolhido. Ele só terá certeza do motivo, quando Aquele que o escolheu lhe revelar o real motivo de tê-lo escolhido. Até este momento da revelação, o que falará a fará aquele que foi primeiro a ser escolhido?? Deverá se enaltecer em relação àquele que não foi escolhido??

Imaginemos agora o que se passou na cabeça daquele humano que considerava e tratava o aviltado incircunciso como alguém desprezado por Jeová, o seu Deus, quando ele testemunhou Jeová, o seu Deus, dando o espírito santo para um aviltado incircunciso exatamente assim como havia dado pra ele.

Que importância passou a ter o ano 36 EC, tanto para a casa de Israel como para os gentios incircuncisos??

O ano 36 EC foi o ano escolhido por Jeová para revelar de forma prática para toda a humanidade que não havia diferença entre a casa de Israel e os gentios incircuncisos. Embora a casa de Israel afirmasse haver diferença e tratasse os gentios de acordo com seu sentimento de superioridade, Jeová mostrou neste memorável ano, que todos eram iguais perante Ele. Havia um erro, no entanto, o erro estava naquele que havia sido o primeiro a ser escolhido, pois ele havia “presumido” ser especial, e havia passado a desenvolver um sentimento pelos demais, segundo a sua conclusão em relação ao fato de estarem convivendo com Jeová qual Deus para eles. Desta forma, o primeiro escolhido passou a desenvolver um sentimento altivo em relação ao não escolhido.

A forma como Jeová decidiu fazer as coisas mostrou-se bem educativa, não se mostrou??

VERBOS NA 1ª PESSOA DO SINGULAR (EU)



NASCER DE NOVO // VER O REINO // ENTRAR NO REINO // VINHO VELHO

Para um dos homens que Jesus havia chamado de cegos, ele afirmou: “Se você não nascer de novo, não poderá ver o reino”. Somente depois de você ver o reino é que poderá desejar entrar e depois entrar nele. Dar meia volta, abandonar o velho espírito e adquirir um novo espírito, um espírito oposto. Você tem de andar no sentido oposto ao que você andou até hoje. Valores opostos, sentimentos opostos. Carne e espírito. Um VALORIZA a carne e o outro VALORIZA o espírito. O que tem nascido de carne valoriza as coisas da carne (carnais, tudo o que se pode ver e tocar), enquanto que o que tem nascido de espírito valoriza as coisas do espírito (espirituais, que não se pode ver, mas que se pode sentir); valoriza os sentimentos. Um acumula tesouros carnais e o outro acumula tesouros espirituais. Se você tiver um “conceito carnal”, resultado de uma “visão carnal”, você valorizará as “coisas carnais” e desejará ter as coisas carnais. A visão carnal e o conceito carnal impedem você de ver e de entrar no reino. De forma oposta, aquele que obtiver a “visão espiritual”, terá o “conceito espiritual” e consequentemente valorizará as “coisas espirituais” e desejará ter as coisas espirituais. Não se pode ter os dois conceitos ao mesmo tempo.

As “coisas espirituais” estão diretamente relacionadas com os SENTIMENTOS, na verdade, trata-se dos sentimentos que Jesus mostrou ter, ou seja, os sentimentos que fazem parte da personalidade de Jesus. São os sentimentos que caracterizam um súdito do reino de Deus. Jesus afirmou: “Eu e o Pai somos um”. Decerto, Jesus mostrou ter os mesmos sentimentos do Pai.

Para você poder ver o reino de Deus, você precisa primeiro nascer do espírito.

(João 3:1-8) 3 Ora, havia um homem dos fariseus, cujo nome era Nicodemos, um governante dos judeus. 2 Este veio a ele de noite e disse-lhe: “Rabi, sabemos que tu, como instrutor, tens vindo de Deus; pois, ninguém pode realizar esses sinais que tu realizas, a menos que Deus esteja com ele.” 3 Em resposta, Jesus disse-lhe: “Digo-te em toda a verdade: A menos que alguém nasça de novo, NÃO PODE VER o reino de Deus.” 4 Nicodemos disse-lhe: “Como pode um homem nascer, sendo velho? Será que pode entrar pela segunda vez na madre de sua mãe e nascer?” 5 Jesus respondeu: “Eu te digo em toda a verdade: A menos que alguém nasça de água e espírito, NÃO PODE ENTRAR no reino de Deus. 6 O que tem nascido da carne é carne, e o que tem nascido do espírito é espírito. 7 Não te maravilhes por eu te dizer: Vós tendes de nascer de novo. 8 O vento sopra para onde quer, e ouves o som dele, mas não sabes donde vem e para onde vai. Assim é todo aquele que tem nascido do espírito.”

COMO PODE UM HOMEM NASCER, SENDO VELHO? REALMENTE, NÃO SE PÕE VINHO NOVO EM ODRES VELHOS, NINGUÉM, TENDO BEBIDO VINHO VELHO, QUER O NOVO, POIS ESTÁ ACOSTUMADO AO SABOR DO VINHO VELHO. O VINHO É O ENSINO. O NOVO ENSINO DE JESUS NÃO REMENDAVA O VELHO ENSINO, O NOVO ENSINO DE JESUS SIMPLESMENTE SUBSTITUÍA O VELHO ENSINO. Um novo espírito, um espírito que substitua o espírito atual, o velho espírito que ainda está em vós. O velho espírito é repleto de SENTIMENTOS velhos que geram ações velhas. Jesus estava trazendo um novo espírito repleto de SENTIMENTOS novos, que gerariam ações novas. Eram espíritos opostos. É óbvio que se tratava de sentimentos opostos. Estes homens tinham uma disposição interior 100% oposta a disposição interior que deviam ter.

Como um homem nasce de espírito?? Eles tinham um espírito de “justiceiro.” Precisavam ter um espírito de “perdoador”. Tinham que nascer de novo, não tinham??

Não podia se tratar de receber o espírito santo para realizar milagres ou outra obra qualquer, pois este humano continuaria com o seu livre-arbítrio, assim como aquele profeta sem nome acima mencionado. A pessoa que realizar milagres após ter recebido o espírito santo pode decidir não perdoar a dívida de um outro humano, não pode?? Certamente. Ele pode guardar ressentimento de uma ofensa contra ele, não pode?? Certamente. Ele pode decidir não perdoar algum pecado de algum pecador. Ele também pode exaltar-se sobre outros exatamente por ter recebido esta função, não pode?? Certamente. Ele pode decidir não amar o inimigo, não pode?? Certamente. Ele continua com o seu livre-arbítrio. Ele não se torna uma marionete. O próprio Jesus afirmou que pessoas poderiam tê-lo como seu Senhor, chamá-lo de Senhor, receber espírito santo e realizar obras poderosas em nome de Jesus, e, no entanto, não conseguir entrar no reino de Deus. Mateus 7:21-23) 21 Nem todo o que me disser: ‘Senhor, Senhor’, entrará no reino dos céus, senão aquele que FIZER a vontade de meu Pai, que está nos céus.

Fica claro que entrar no reino é muito mais do que receber o espírito santo.

Ficou claro que adorar a Deus em espírito não é igual a receber o espírito santo.

A mudança de personalidade não é um milagre, pois seria afrontar o livre-arbítrio daquele que recebe o espírito santo. Obediência é uma questão de livre decisão pessoal.

Segundo as palavras de Jesus, quem consegue entrar no reino?? Aquele que obedece ao Pai.

Consegue entrar no reino aquele que “obedece” ao Pai.

O que acontecerá com aquele que obedece ao Pai?? Aquele que me ama obedece as minhas palavras.

(João 14:23-24) 23 Em resposta, Jesus disse-lhe: “Se alguém me amar, observará a minha palavra, e meu Pai o amará, e nós IREMOS a ele e faremos a nossa residência com ele. 24 Quem não me ama, não observa as minhas palavras; e a palavra que estais ouvindo não é minha, mas pertence ao Pai que me enviou.


Assim verte a Tradução Almeida:

(João 14:23-24) 23 Respondeu-lhe Jesus: Se alguém me amar, guardará a minha palavra; e meu Pai o amará, e VIREMOS a ele, e faremos nele morada. 24 Quem não me ama, não guarda as minhas palavras; ora, a palavra que estais ouvindo não é minha, mas do Pai que me enviou.

Assim verte a Tradução Brasileira:

(João 14:23-24) 23 Respondeu Jesus: Se alguém me amar, guardará a minha palavra, e meu Pai o amará, e nós VIREMOS a ele e faremos nele morada. 24 Quem me não ama, não guarda as minhas palavras; a palavra que estais ouvindo, não é minha, mas do Pai que me enviou.

Assim verte a Edição Pastoral:

(João 14:23-24) 23 Jesus respondeu: «Se alguém me ama, guarda a minha palavra, e meu Pai o amará. Eu e meu Pai VIREMOS e faremos nele a nossa morada. 24 Quem não me ama, não guarda as minhas palavras. E a palavra que vocês ouvem não é minha, mas é a palavra do Pai que me enviou.

Mais uma vez chamo a atenção para o fato do reino dos céus acontece aqui no planeta terra e não nos céus literais, local de habitação do Pai. Fica claro que o humano não precisa se deslocar para os céus literais. Estando Jesus aqui na terra, ele afirmou: Eu e o Pai viremos até o obediente e faremos nele a nossa morada.

Quando se daria tal vinda de Jesus e do Pai para morar com o discípulo obediente às palavras de Jesus??

Se daria a partir do momento em que o discípulo decidisse ser obediente.

Se tratava de algo individual: Eu e o Pai viremos morar naquele que obedece estas minhas palavras.

As palavras não são minhas, elas são palavras do Pai.

Desta forma, aquele que obedece aos mandamentos revela concordar com os mandamentos. Desta forma ele revela ter um coração no qual tanto Jesus quanto o Pai têm um bom ambiente para morarem. Sendo o Pai aquele que criou o livre-arbítrio, certamente ele só residirá no coração daquele que concorda plenamente com aquilo que tem no coração Dele mesmo.

Qual é a fonte do mandamento?? O que afirmou Jesus??

A Fonte do mandamento é Jeová. A boca fala daquilo que o coração está cheio. Da boca do Pai sairá aquilo que enche o coração do Pai.

Neste caso, passamos a perceber que passaria a existir uma unidade de coração entre o Pai e “aquele que obedece”. Entre o Pai e este “novo obediente” passaria a existir o mesmo tipo de unidade existente entre Jesus e o Pai.

Onde existiria a unidade?? Em que lugar existiria esta unidade?? No coração, no lugar invisível.



Jesus estava interligado a seu Pai através do seu coração. O coração de Jesus e o coração do Pai estavam interligados, formando uma unidade.

Como se revelaria esta unidade??

Jesus revelou o como: “O Filho só faz aquilo que ele observa o Pai fazer”.

(João 5:19) 19 Portanto, em resposta, Jesus prosseguiu a dizer-lhes: “Digo-vos em toda a verdade: O Filho não pode fazer nem uma única coisa de sua própria iniciativa, mas somente o que ele observa o Pai fazer. Porque as coisas que Este faz, estas o Filho faz também da mesma maneira.


Assim verte a Tradução Almeida:

(João 5:19) 19 Disse-lhes, pois, Jesus: Em verdade, em verdade vos digo que o Filho de si mesmo nada pode fazer, senão o que vir o Pai fazer; porque tudo quanto ele faz, o Filho o faz igualmente.

Assim verte a Edição Pastoral:

(João 5:19) 19 Então Jesus disse às autoridades dos judeus: «Eu garanto a vocês: o Filho não pode fazer nada por sua própria conta; ele faz apenas o que vê o Pai fazer. O que o Pai faz, o Filho também faz.

Esta unidade seria revelada de forma prática nas palavras e nas ações deste “novo obediente”. O “novo obediente” seria um copiador do Pai. Por ser um filho, o “novo obediente” seria um copiador de Jesus, o Filho.

As obras do filho devem ser idênticas às obras do Pai.

Desta forma o humano mostra ser filho.

Assim falou Jesus sobre este assunto:

(João 8:37-39) 37 Sei que sois descendência de Abraão; mas vós buscais matar-me, porque a minha palavra não faz progresso entre vós. 38 Eu falo das coisas que vi junto de meu Pai; e vós, portanto, fazeis as coisas que ouvistes de vosso pai.” 39 Em resposta, disseram-lhe: “Nosso pai é Abraão.” Jesus disse-lhes: “Se sois filhos de Abraão, fazei as obras de Abraão.


Assim verte a Tradução Brasileira:

(João 8:37-39) 37 Sei que sois descendência de Abraão; mas procurais tirar-me a vida, porque a minha palavra não cabe em vós. 38 Eu falo o que tenho visto na presença de meu Pai; e vós fazeis o que ouvistes de vosso pai. 39 Responderam-lhe eles: Nós somos filhos de Abraão. Disse-lhes Jesus: Se sois filhos de Abraão, fazei as obras de Abraão;

Esta foi a verdade indicada por Jesus: Os filhos copiam as obras de seus pais. Os filhos se mostram filhos quando repetem as obras realizadas por seus pais.

Jesus falou ainda mais:

(João 8:41-42) 41 Vós fazeis a obra de vosso pai.” Disseram-lhe: “Não nascemos de fornicação; temos um só Pai, Deus.” 42 Jesus disse-lhes: “Se Deus fosse o vosso Pai, vós me amaríeis, pois procedi de Deus e aqui estou. Nem tampouco vim de minha própria iniciativa, mas Este me enviou.


Assim verte a Tradução Brasileira:

(João 8:41-42) 41 Vós fazeis as obras de vosso pai. Responderam-lhe eles: Nós não somos bastardos; temos um pai que é Deus. 42 Replicou-lhes Jesus: Se Deus fosse vosso Pai, vós me amaríeis; porque eu vim de Deus e estou aqui; pois não vim de mim mesmo, mas ele me enviou.

Se Deus fosse o vosso Pai, vós me amaríeis, pois Deus me ama. Se Deus fosse o vosso Pai estaríeis unidos a Ele através do coração. Se Deus fosse o vosso Pai vós estaríeis praticando as obras de Deus, pois Deus é Amor.

Novamente, Jesus associa o ser filho com o praticar as mesmas obras praticadas pelo Pai.

(João 10:37-38) 37 Se não faço as obras de meu Pai, não me acrediteis. 38 Se as faço, porém, mesmo que não me acrediteis, acreditai nas obras, a fim de que saibais e continueis a saber que o Pai está em união comigo e eu em união com o Pai.”. . .


Assim verte a Tradução Brasileira:

(João 10:37-38) 37 Se não faço as obras de meu Pai, não me creiais; 38 mas se as faço, embora não me creiais, crede nas obras, para que conheçais e compreendais que o Pai está em mim, e eu estou no Pai.

Agora Jesus fala com Filipe:

(João 14:8-11) 8 Filipe disse-lhe: “Senhor, mostra-nos o Pai, e isso chega para nós.” 9 Jesus disse-lhe: “Tenho estado tanto tempo convosco e ainda não vieste a conhecer-me, Filipe? Quem me tem visto, tem visto [também] o Pai. Como é que dizes: ‘Mostra-nos o Pai’? 10 Não acreditas que eu esteja em união com o Pai e que o Pai esteja em união comigo? As coisas que vos digo não falo da minha própria iniciativa; mas o Pai, que permanece em união comigo, está fazendo as suas obras. 11 Acreditai-me que estou em união com o Pai e que o Pai está em união comigo; senão, acreditai por causa das próprias obras.


Assim verte a Tradução Brasileira:

(João 14:8-11) 8 Replicou-lhe Filipe: Senhor, mostra-nos o Pai, e isso nos basta. 9 Disse-lhe Jesus: Há tanto tempo que estou convosco, e não me tens conhecido, Filipe? quem me vê a mim, vê o Pai; como dizes tu: Mostra-nos o Pai? 10 Não crês que eu estou no Pai, e que o Pai está em mim? As palavras que eu vos digo, não as digo por mim mesmo; mas o Pai que permanece em mim, faz as suas obras. 11 Crede-me que eu estou no Pai, e o Pai em mim; ou senão, crede ao menos por causa das mesmas obras.

Para poder praticar as mesmas ações nas mesmas circunstâncias vividas pelo Pai, seria necessário ao Filho concordar incondicionalmente com os pontos de vista do Pai sobre cada uma daquelas circunstâncias vividas pelo Pai e agora revividas por ele qual filho.

Afinal de contas, trata-se do filho cara a cara com as mesmas circunstâncias e tendo de tomar decisões quanto ao que fazer.



Deixar de ter um espírito justiceiro não ocorre em um passe de mágica. Ninguém começa a perdoar em um passe de mágica. Ninguém deixa de ser egoísta em um passe de mágica. Ninguém que gosta tanto de ver o iníquo receber a merecida punição, consegue começar a perdoar todos os pecados de todos os pecadores num piscar de olhos, pois ele sentirá uma grande dificuldade em fazer tal coisa contrária ao que ele gostava de fazer até então.

(Mateus 9:14-17) 14 Vieram então a ele os discípulos de João e perguntaram-lhe: “Por que é que nós e os fariseus praticamos o jejum, mas os teus discípulos não jejuam?” 15 A isto, Jesus lhes disse: “Será que os amigos do noivo têm razão para prantear enquanto o noivo está com eles? Mas, virão dias em que o noivo lhes será tirado, e então jejuarão. 16 Ninguém costura um remendo de pano não pré-encolhido numa velha roupa exterior; pois a sua plena força o arrancaria da roupa exterior e o rasgão ficaria pior. 17 Tampouco se põe vinho novo em odres velhos; mas, caso o façam, então os odres rebentarão e o vinho se derramará, e os odres ficarão arruinados. Mas, põe-se vinho novo em odres novos, e ambas as coisas ficam preservadas.”

(Lucas 5:33-39) 33 Disseram-lhe: “Os discípulos de João jejuam freqüentemente e oferecem súplicas, e o mesmo fazem os dos fariseus, mas os teus comem e bebem.” 34 Jesus disse-lhes: “Será que podeis fazer os amigos do noivo jejuar enquanto o noivo está com eles? 35 Contudo, virão dias em que o noivo deveras lhes será tirado; então, naqueles dias, jejuarão.” 36 Outrossim, prosseguiu a dar-lhes uma ilustração: “Ninguém corta um remendo duma nova roupa exterior e o costura numa velha roupa exterior; mas, se o fizer, então, tanto o remendo novo se arrancará como o remendo da roupa nova não combinará com a velha. 37 Além disso, ninguém põe vinho novo em odres velhos; mas, se o fizer, então o vinho novo rebentará os odres e se derramará, e os odres ficarão arruinados. 38 Mas, vinho novo tem de ser posto em odres novos.

Jesus deixou bem claro que a mudança teria de ser bem grande. Tão grande teria de ser esta mudança que não caberia remendar a personalidade. A pessoa teria de se desfazer da personalidade construída até então. A pessoa teria de construir uma nova personalidade. Personalidades antagônicas não se completam, pois elas produzem ações opostas.



O QUE SE PRECISA FAZER PARA ENTRAR NO REINO??


VOCÊ PRECISA MANIPULAR OS TEUS SENTIMENTOS PARA QUE SE TORNEM EXATAMENTE IGUAIS AOS SENTIMENTOS DO REI DO REINO. EU PRECISO SER UM COM O REI DO REINO.

O que fará a pessoa entrar no reino são as palavras. São as palavras faladas por Jesus, são as palavras saídas da boca de Jesus. As sementes do reino são semeadas no coração. As palavras são direcionadas ao coração. O coração é o solo onde a semente cai. Obviamente, primeiro a palavra passa pelo ouvido. (Jeremias 31:33) 33 Pois este é o pacto que concluirei com a casa de Israel depois daqueles dias”, é a pronunciação de Jeová. “Vou pôr a minha lei no seu íntimo E A ESCREVEREI NO SEU CORAÇÃO. E vou tornar-me seu Deus e eles mesmos se tornarão meu povo.. . .

Ouvir com os ouvidos, entender com os corações (passar a amar), parar de fazer o que está fazendo, voltar (dar meia volta) para receber a cura e ter profundidade em si mesmo para suportar todas as pressões dos problemas do dia a dia (fornalha ardente). Jeová é a fonte da cura. A palavra saída da mente e boca de Jeová produz a cura naquele que a ouve, entende e a aceita com profundidade. Não é uma coisa superficial. Entende com o coração, passando a amar a palavra falada. Envolve trocar os SENTIMENTOS. Significa trocar os meus atuais sentimentos pelos sentimentos de Jeová, conforme claramente revelados por Jesus. Significa ter os mesmos sentimentos de Jesus. Escute aquele que tem a capacidade de entender o que foi falado.

Tenho de amar aquilo que Jeová ama. Como saber o que Jeová ama?? Jesus nos revelou o que Jeová ama. Aquilo que Jesus demonstrou amar é aquilo que Jeová também ama. Jesus revelou que o objetivo era que todos os discípulos fossem “um”, juntando-se a ele. Amarmos o que Jesus ama para que haja união entre nós e ele. Ele já está em união com o Pai. Ele tem os mesmos sentimentos do Pai; podemos afirmar que Jesus tem o mesmo coração do Pai. Estão na mesma sintonia de sentimentos. Por exemplo, enquanto os sacerdotes, os fariseus e demais judeus tinham aversão pelo “PERDÃOe amavam a vingança, Jesus revelou amar o “PERDÃO”.

O que se precisa fazer para entender sobre qualquer coisa?? Entender é muito mais do que conhecer, no sentido de decorar e repetir o que se ouviu. Conhecer uma música significa repetir palavra por palavra da letra e saber os tons musicais dela, isto é, em qualquer parte dela. Conhecer bem já exige esforço e tempo. Entendê-la, significa perceber a mensagem que ela está transmitindo. Para isto, temos de pensar, o que significa gastar muito mais tempo e esforço do que o gasto com o “conhecer”, temos de meditar e raciocinar sobre os muitos detalhes adjacentes à letra em si, combinando as informações guardadas, ou seja, manipulando o conhecimento já adquirido. Temos de compreender o pensamento da outra pessoa e por vezes teremos de compreender os sentimentos da outra pessoa no momento em que ela escrevia tal letra.

ENTENDER v.t. Perceber pela inteligência, compreender: ele não entende francês; entender o gracejo. / Conhecer, ser hábil em: entender de comércio; entender de poesia. / Querer dizer: que entende você por isso? // Como você bem entender, como quiser. // Dar a entender, deixar entender, insinuar, deixar crer. // Nada entender de, não conhecer, não saber apreciar: ele nada entende de música. / — V.pr. Compreender-se, pôr-se de acordo: eles lá que se entendam. / — S.m. Entendimento. // No meu entender, segundo meu juízo, a meu ver.

COMPREENDER v.t. Encerrar em si, abranger, incluir: o Rio de Janeiro compreende várias Regiões Administrativas. / Constar de, compor-se de. / Conceber, perceber pelo espírito: compreender o pensamento de qualquer pessoa. / Aceitar com indulgência as razões de uma pessoa; aprovar.

ENTENDIMENTO s.m. Faculdade de entender; razão, compreensão. / Ação de entender-se, ajuste, acordo: chegar a um entendimento. / Boa compreensão: entendimento entre dois amigos. / Interpretação: palavra de duplo entendimento. / Talento; opinião, juízo.

PENSAR 1 v.t. e v.i. Processo pelo qual a consciência apreende em um conteúdo determinado objeto; refletir; formar, combinar idéias. / Meditar, raciocinar. / Supor, cuidar, imaginar. / Cogitar, planejar.

O primeiro passo para entrar no reino é saber ouvir. Tire tempo para ouvir, tenha paciência para ouvir. Ouvir quem?? Ouvir a Jesus.

Jesus usou as ilustrações para facilitar as coisas para seus apóstolos. O objetivo era que eles entendessem a palavra. Mesmo facilitando as coisas com as ilustrações, eles continuavam precisando que as ilustrações fossem explicadas.

É como contar uma piada e a pessoa ficar olhando para você com aquele olhar de interrogação. Assim reagiam as pessoas às palavras faladas por Jesus, inclusive os apóstolos.

(Mateus 13:1-23) 13 Jesus, naquele dia, tendo saído de casa, estava sentado à beira do mar; 2 e ajuntaram-se a ele grandes multidões, de modo que entrou num barco e se assentou, e toda a multidão estava em pé na praia. 3 Disse-lhes então muitas coisas por meio de ilustrações, dizendo: “Eis que um semeador saiu a semear; 4 e, ao passo que semeava, algumas [sementes] caíram à beira da estrada, e vieram as aves e as comeram. 5 Outras caíram em lugares pedregosos, onde não tinham muito solo, e brotaram imediatamente, por não terem profundidade de solo. 6 Mas, ao se levantar o sol, ficaram queimadas, e, por não terem raiz, murcharam. 7 Outras, também, caíram entre os espinhos, e os espinhos cresceram e as sufocaram. 8 Ainda outras caíram em solo excelente e começaram a dar fruto, esta cem vezes mais, aquela sessenta vezes mais, outra trinta vezes mais. 9 ESCUTE AQUELE QUE TEM OUVIDOS.” 10 Vieram assim os seus discípulos e lhe disseram: “Por que é que lhes falas usando ilustrações?” 11 Em resposta, ele disse: “A vós é concedido entender os segredos sagrados do reino dos céus, mas a esses não é concedido. 12 Pois a todo aquele que tiver, dar-se-á mais e far-se-á abundar; mas a todo o que não tiver, até mesmo o que tiver será tirado dele. 13 É por isso que lhes falo usando ilustrações, porque olhando, olham em vão, e ouvindo, ouvem em vão, nem entendem; 14 e é neles que tem cumprimento a profecia de Isaías, que diz: ‘Ouvindo ouvireis, mas de modo algum entendereis; e olhando olhareis, mas de modo algum vereis. 15 Pois o coração deste povo tem ficado embotado e seus ouvidos têm ouvido sem reação, e eles têm fechado os olhos; para que nunca vissem com os olhos, nem ouvissem com os ouvidos, nem ENTENDESSEM COM OS CORAÇÕES e se voltassem, e eu os sarasse.’ 16 No entanto, felizes são os vossos olhos porque observam, e os vossos ouvidos porque ouvem. 17 Pois, deveras, eu vos digo: Muitos profetas e homens justos desejaram ver o que vós estais observando e não o viram, e ouvir as coisas que vós estais ouvindo e não as ouviram. 18 Escutai, então, a ilustração do homem que semeou. 19 Quando alguém ouve a palavra do reino, MAS NÃO A ENTENDE, vem o iníquo e arrebata o que foi semeado no seu coração; este é o semeado à beira da estrada. 20 Quanto ao semeado nos lugares pedregosos, este é o que ouve a palavra e a aceita imediatamente com alegria. 21 Contudo, ele não tem raiz em si mesmo, mas continua por algum tempo, e depois de ter surgido tribulação ou perseguição, por causa da palavra, logo tropeça. 22 Quanto ao semeado entre os espinhos, este é o que ouve a palavra, mas as ansiedades deste sistema de coisas e o poder enganoso das riquezas sufocam a palavra, e ele se torna infrutífero. 23 Quanto ao semeado em solo excelente, ESTE É O QUE OUVE A PALAVRA E A ENTENDE, que realmente dá fruto e produz, este cem vezes mais, aquele sessenta vezes mais, outro trinta vezes mais.”

Sentimentos não são teóricos, sentimentos são práticos. Primeiro precisam ser conhecidos, depois precisam ser experimentados e depois precisam ser praticados e praticados para alcançar a profundidade necessária em cada coração. Finalmente, precisam ser provados nas circunstâncias do dia a dia e aprovados pelo Professor quanto a sua autenticidade.

Com quem se pratica o perdão?? Com quem se pratica a misericórdia?? Somente com aqueles que erram, não é verdade??

O reino de Deus é constituído de pessoas perdoadoras. De pessoas perdoadoras e não de pessoas que não são ofendidas.

Se são perdoadoras, a quem eles perdoam?? De quem não guardam ressentimentos??

Os “justos” são aqueles que não cometem pecados, pois o justo continua a viver. O justo é aquele que guarda as decisões judiciais de Jeová, isto é, é aquele que obedece as decisões judicias de Jeová. Logo, o “justo” não precisa ser perdoado.


Neste caso, vem a seguinte pergunta: Se o justo é aquele que não comete pecados, a quem o justo perdoará??

O “justo” provará que é justo por manter-se continuamente perdoando ao iníquo.


Neste caso vem a seguinte pergunta: O justo terá de continuar a conviver com o iníquo?? Sim, continuará. O justo não se alegrará com a morte do iníquo??

Segundo esta canção humana o justo é aquele que se alegra com a morte do iníquo.

(Salmos 58:10) 10 O justo se alegrará por ter observado a vingança. Banhará os seus passos no sangue do iníquo.


Assim verte a Tradução Almeida:

(Salmos 58:10) 10 O justo se alegrará quando vir a vingança; lavará os seus pés no sangue do ímpio.


Assim verte a Tradução Brasileira:

(Salmos 58:10) 10 Alegrar-se-á o justo, quando vir a vingança: Lavará os seus pés no sangue do iníquo.


Será que é isto o que o Pai espera de um “justo”??

Percebemos que não.

No seu dia a dia, durante aqueles três anos e meio, Jesus mostrou o que se espera de um justo.

Jesus mostrou o que o Pai espera que um justo faça em relação aos iníquos. Jesus mostrou como um justo deve conviver com os iníquos.


As ansiedades da vida e o poder enganoso das riquezas sufocam a palavra > As necessidades da vida geram sentimentos, assim como a riqueza também gera sentimentos. São sentimentos que podem sufocar a palavra falada por Jesus. A riqueza gera uma falsa sensação de segurança e tranquilidade. Do lado oposto, a carência também gera sentimentos de ansiedade, insegurança e intranquilidade.Não estejais ansiosos de coisa alguma, nem mesmo quanto a comer e beber ou ainda quanto a vestir”, isto é o que está estipulado na lei do reino: (Mateus 6:25-32) 25 Por esta razão eu vos digo: Parai de estar ansiosos pelas vossas almas, quanto a que haveis de comer ou quanto a que haveis de beber, ou pelos vossos corpos, quanto a que haveis de vestir. Não significa a alma mais do que o alimento e o corpo mais do que o vestuário? 26 Observai atentamente as aves do céu, porque elas não semeiam nem ceifam, nem ajuntam em celeiros; contudo, vosso Pai celestial as alimenta. Não valeis vós mais do que elas? 27 Quem de vós, por estar ansioso, pode acrescentar um só côvado à duração de sua vida? 28 Também no assunto do vestuário, por que estais ansiosos? Aprendei uma lição dos lírios do campo, como eles crescem; não labutam nem fiam; 29 mas eu vos digo que nem mesmo Salomão, em toda a sua glória, se vestia como um destes. 30 Se Deus, pois, veste assim a vegetação do campo, que hoje existe e amanhã é lançada no forno, não vestirá ele tanto mais a vós, ó vós os de pouca fé? 31 PORTANTO, NUNCA ESTEJAIS ANSIOSOS, DIZENDO: ‘QUE HAVEMOS DE COMER?’ OU: ‘QUE HAVEMOS DE BEBER?’ OU: ‘QUE HAVEMOS DE VESTIR?32 Porque todas estas são as coisas pelas quais se empenham avidamente as nações. Pois o vosso Pai celestial sabe que necessitais de todas essas coisas.

Ansiedade também é um sentimento, também se aloja no coração e também produz frutos.

Não estar de posse do alimento a ser consumido naquele dia, gera uma inquietante sensação de insegurança, gera a ansiedade, gera a incerteza. De forma oposta, ter alimentos estocados gera uma sensação de tranquilidade e sossego, gera a despreocupação. Consequentemente, o humano passa a desejar armazenar o alimento para fugir da insegurança e da ansiedade. Obviamente, quanto mais ele tiver estocado, mais seguro e tranquilo ele se sente. Em face da importância que é dada ao estoque, o alimento estocado passou a ser um tesouro, um amado tesouro, um desejável tesouro, assim como também um INVEJÁVEL tesouro.

Porém, o que ocorre quando o salteador vem até você, exatamente por causa do alimento que tens acumulado?? Não desaparece aquela despreocupação?? Na verdade, não se tratava de uma falsa segurança?? Não se tratava de uma despreocupação minha em relação ao que se passa com os demais humanos?? No momento em que decido estocar e estocar alimentos e riquezas, será que estou preocupado com a necessidade de outros humanos??

Passamos a perceber que o armazenar e enriquecer trazem juntos os seus péssimos efeitos colaterais.

No entanto, Jesus ordenou que era para PARAR de estocar alimentos. Pare de armazenar qualquer coisa. Não tenha nenhum tesouro material. Não parece estranho este pedido, na verdade, esta ordem de Jesus?? Embora seja uma ordem, obedecê-la é uma decisão pessoal.

Jesus não armazenava nada, ele não estocava nada.

Jesus afirmou: PORTANTO, NUNCA ESTEJAIS ANSIOSOS, DIZENDO: ‘QUE HAVEMOS DE COMER?’ OU: ‘QUE HAVEMOS DE BEBER?’ OU: ‘QUE HAVEMOS DE VESTIR?

Antes da ordem imediatamente acima, Jesus havia dado uma outra ordem: Parai de armazenar riquezas”. Isto é o que está estipulado na lei do reino: (Mateus 6:19-21) 19 PARAI DE ARMAZENAR para vós tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem consomem, e onde ladrões arrombam e furtam. 20 Antes, armazenai para vós tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem consomem, e onde ladrões não arrombam nem furtam. 21 Pois, onde estiver o teu tesouro, ali estará também o teu coração.

Bem, Jesus chamou a atenção para o fato de que o tesouro acumulado irá trazer para si a atenção dos ladrões, independente do motivo dos ladrões estarem ali. Em um primeiro momento, o teu tesouro acumulado será usado para alimentar àqueles que têm fome. Não seria vergonhoso se encontrar em uma situação como esta?? Neste caso, a tua despreocupação e sossego conseguida com o armazenamento, torna-se um farol para os necessitados. Os necessitados correrão para onde haja coisas armazenadas. Bem, o que fazer agora?? Defender o tesouro acumulado para poder dá-lo a quem você define como merecedor?? Que atitudes serão tomadas para defender as coisas armazenadas??

Ainda em relação a este mesmo assunto, em uma outra ocasião, algum tempo depois, Jesus contou a seus discípulos uma ilustração visando tornar as coisas mais fáceis de entender. Depois de contar a ilustração, Jesus repetiu as ordens dadas no sermão do monte, passando a relacionar estas informações dadas com o reino. Daí Jesus passou a dizer: “Em lugar de buscar tais coisas materiais, passai a buscar o reino, se empenhe para entrar no reino, passe a estocar as coisas do reino”: (Lucas 12:13-34) 13 Disse-lhe então um dos da multidão: “Instrutor, dize a meu irmão que divida comigo a herança.” 14 Ele lhe disse: “Homem, quem me designou juiz ou partidor sobre vós?” 15 Então lhes disse: “Mantende os olhos abertos e guardai-vos de toda sorte de cobiça, porque mesmo quando alguém tem abundância, SUA VIDA não vem das coisas que possui.” 16 Com isso contou-lhes uma ilustração, dizendo: “A terra de certo homem rico produziu bem. 17 Conseqüentemente, ele começou a raciocinar no seu íntimo, dizendo: ‘Que farei, agora que não tenho onde ajuntar as minhas safras?’ 18 De modo que ele disse: ‘Farei o seguinte: Derrubarei os meus celeiros e construirei maiores, e ali ajuntarei todos os meus cereais e todas as minhas coisas boas; 19 e direi à minha alma: “Alma, tens muitas coisas boas ACUMULADAS para muitos anos; folga, come, bebe, regala-te.”’ 20 Mas Deus disse-lhe: ‘Desarrazoado, esta noite te reclamarão a tua alma. Quem terá então as coisas que armazenaste?’ 21 Assim é com o homem que acumula para si tesouro, mas não é rico para com Deus.” 22 ELE DISSE ENTÃO AOS SEUS DISCÍPULOS:Por causa disso eu vos digo: Deixai de estar ansiosos pelas vossas almas, quanto a que haveis de comer, ou pelos vossos corpos, quanto a que haveis de vestir. 23 Pois a alma vale mais do que o alimento e o corpo mais do que o vestuário. 24 Notai bem que os corvos nem semeiam nem ceifam, e que eles não têm nem palheiro nem celeiro, contudo, Deus os alimenta. De quanto mais valor sois vós do que as aves? 25 Quem de vós, por estar ansioso, pode acrescentar um côvado à duração de sua vida? 26 Se vós, portanto, não podeis fazer a coisa mínima, por que estais ansiosos pelas coisas remanescentes? 27 Notai bem como os lírios crescem; eles nem labutam nem fiam; mas, eu vos digo: Nem mesmo Salomão, em toda a sua glória, vestia-se como um destes. 28 Então, se Deus reveste assim a vegetação do campo, que hoje existe e amanhã é lançada no forno, quanto mais vestirá ele antes a vós, ó vós com pouca fé! 29 Assim, DEIXAI DE BUSCAR o que haveis de comer e o que haveis de beber, e deixai de estar em inquietação; 30 porque todas estas são as coisas pelas quais se empenham avidamente as nações do mundo, mas o vosso Pai sabe que necessitais destas coisas. 31 Não obstante, BUSCAI CONTINUAMENTE o seu reino, e estas coisas vos serão acrescentadas. 32 Não temas, pequeno rebanho, PORQUE VOSSO PAI APROVOU DAR-VOS O REINO. 33 Vendei as coisas que vos pertencem e fazei dádivas de misericórdia. Fazei para vós mesmos bolsas que não se gastem, um tesouro que nunca falhe, nos céus, onde o ladrão não chega perto nem a traça consome. 34 Pois onde estiver o vosso tesouro, ali estará também o vosso coração.

Um CONVITE À POBREZA feito a todos os discípulos: Vendei todas as coisas que vos pertencem e fazei dádivas de misericórdia (doe aos pobres). Este convite foi feito especialmente aos alunos, aos discípulos.

Os sacerdotes não recebiam herança em Israel, logo, aquele que desejasse ser um sacerdote no reino dos céus, deveria cumprir voluntariamente este pedido de Jesus, não é verdade?? Trata-se do reino do livre-arbítrio, não é verdade??

De um lado estava o reino dos céus e do outro estavam todas as coisas que pudessem ser vendidas, não é verdade??

Mas Jesus, acumular coisas é o que todo mundo faz”!! Jesus afirmou: Deixai de fazer o que todo mundo faz e empenhe-se avidamente pelo reino.

Depois, Jesus fez este mesmo convite a um homem rico. Deixe de ser rico e venha se tornar um pobre, foi o convite feito por Jesus. Qual foi a reação do rico?? Onde estava seu tesouro, revelou estar também o seu coração. Logo, uma coisa ficou bem clara: O rico nunca consegue entrar no reino. Como poderia um rico entrar no reino, se a lei do reino proíbe o armazenamento enquanto que o rico ama o armazenamento?? Assim, o rico teria de nascer de novo.

A curto, a médio e a longo prazo, o que cada uma das ordens de Jesus representam para o meu dia a dia?? Representam sabedoria e valorização da “vida”.

O QUE É O REINO?

O reino é o conjunto formado por um rei, um território, uma lei e súditos. Para se tornar súdito do reino, você precisa ver o reino e desejar entrar nele, tendo profundidade suficiente para permanecer nele em face das adversidades. Certamente, o mundo odiará o súdito do reino. O modo de vida do súdito do reino causa ódio nas pessoas que gostam do mundo. São ESPÍRITOS antagônicos, 100% opostos; são SENTIMENTOS antagônicos, 100% opostos. No entanto, aquele que é súdito do reino de Deus não odeia as pessoas do mundo. De forma oposta, ele ama e continua amando incondicionalmente àquele que o odeia e deseja ardentemente que este também se torne um súdito do reino de Deus. O súdito do reino de Deus NUNCA deixa de amar àquele que ainda não é um súdito ou àquele que o odeia. O súdito que age assim, revela ter o mesmo sentimento do rei designado e o mesmo sentimento do Pai. Se torna súdito do reino aquele que se torna um ETERNO “perdoador”, além de ser um eterno “humilde”.

Jesus mostrou ser um “justiceiro” ou um “perdoador”??

Um súdito do reino jamais expulsa do reino um outro súdito ou aqueles que ainda não são súditos. Esta não é uma ação de um súdito do reino de Deus; este não é um sentimento de um súdito do reino. Esta não foi uma ação executada por Jesus, pois este não era o sentimento de Jesus. O Rei (Pai) não age assim, e Ele é o Dono do reino. Então, como podem os convidados passar a agir desta forma?? Certamente, quem age assim se torna um obreiro do que é contra a lei do reino. Um súdito que expulsa do reino outro súdito do reino revela que não está em “unidade de sentimentos” com Jesus.

Aquele que produz cem vezes mais não deseja expulsar do reino aquele que produz trinta vezes mais. Eles convivem pacificamente com aquele que produz sessenta vezes mais. Todos eles juntos buscam aquele que não produz nada e não se sentem superiores a este que nada produz.

No entanto, se o Pai decidir punir um súdito com a morte, poderia um súdito qualquer fazer a mesma coisa que o Pai fez?? Não, não pode. CRIAR LEIS E PUNIR SÃO PRERROGATIVAS EXCLUSIVAS DO PAI. Cabe exclusivamente ao Pai tomar a iniciativa em punir um súdito. A punição dada pelo Pai tem um objetivo benéfico tanto para aquele que está sendo punido, como para aqueles que observam a ação do Pai.

O Pai é um perdoador.

A volta do rei Jesus; a volta do Senhor Jesus. Quando se deu a “ida” do rei?? Quando se daria tal “volta”?? Como seria tal “volta”?? Qual o principal objetivo desta “volta”??

Jesus estava no plano espiritual, invisível aos olhos humanos. Depois passou para o plano visível aos olhos dos humanos. Acreditavam eles que Jesus sempre havia existido na condição de criaturas espiritual, invisível a seus olhos??

Bem, aqueles humanos precisavam acreditar nesta afirmação de Jesus.

Depois de estar nesta condição física, visível aos olhos daquela geração, Jesus retornaria para a sua condição original, ou seja, invisível aos olhos humanos.

Jesus falou para seus discípulos sobre a sua volta. Jesus retornaria para sua condição original e depois retornaria a eles. Como se daria esta volta?? Seria percebida com os olhos físicos??

Perto do dia de sua morte, Jesus falou para seus apóstolos: Eu vos disse algumas vezes: vou embora e vou voltar a vós.

(João 14:28-29) 28 Ouvistes que eu vos disse: Vou embora e venho [de volta] a vós. Se me amásseis, alegrar-vos-íeis de que vou embora para o Pai, porque o Pai é maior do que eu. 29 De modo que eu vos tenho dito isso antes que ocorra, a fim de que, quando ocorrer, acrediteis.


Assim verte a Tradução Almeida:

(João 14:28-29) 28 Ouvistes que eu vos disse: Vou, e voltarei a vós. Se me amásseis, alegrar-vos-íeis de que eu vá para o Pai; porque o Pai é maior do que eu. 29 Eu vo-lo disse agora, antes que aconteça, para que, quando acontecer, vós creiais.

Assim verte a Tradução Brasileira:

(João 14:28-29) 28 Ouvistes que eu vos disse: Vou, e voltarei a vós. Se me amásseis, alegrar-vos-íeis de que eu vá para o Pai, pois o Pai é maior do que eu. 29 Eu vo-lo tenho dito agora, antes que aconteça, para que, quando acontecer, vós creiais.

Será que Jesus cumpriu esta promessa a seus apóstolos?? Será que esta volta de Jesus se daria séculos depois??

Neste mesmo dia, o dia próximo de sua morte Jesus também falou para seus apóstolos:

(João 14:2-3) 2 Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se não, eu vos teria dito, porque vou embora para vos preparar um lugar. 3 Também, se eu for embora e vos preparar um lugar, virei novamente e vos acolherei a mim, para que, onde eu estiver, vós também estejais.

Assim verte a Tradução Almeida:

(João 14:2-3) 2 Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito; vou preparar-vos lugar. 3 E, se eu for e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos tomarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também.

Assim verte a Tradução Brasileira:

(João 14:2-3) 2 Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se assim não fora, eu vo-lo teria dito. Pois vou preparar-vos lugar; 3 depois que eu for e vos preparar lugar, voltarei e tomar-vos-ei para mim mesmo, para que onde eu estou, estejais vós também.

Foram várias as ocasiões em que Jesus repetiu estas palavras para seus apóstolos. Os seus doze apóstolos ouviram esta afirmação de Jesus várias vezes.

Quando Jesus cumpriria esta promessa feita a seus apóstolos?? Seria séculos depois?? Estariam vivos estes apóstolos a quem Jesus fez esta promessa??

Em certa ocasião ele afirmou:

(Mateus 20:17-19) 17 Estando então prestes a subir a Jerusalém, Jesus tomou os doze discípulos à parte e disse-lhes na estrada: 18 Eis que estamos subindo a Jerusalém, e o Filho do homem será entregue aos principais sacerdotes e escribas, e eles o condenarão à morte, 19 e o entregarão a [homens das] nações, para se divertirem às custas dele e para o açoitarem e pregarem numa estaca, e no terceiro dia ele será levantado.”


Assim verte a Tradução Almeida:

(Mateus 20:17-19) 17 Estando Jesus para subir a Jerusalém, chamou à parte os doze e no caminho lhes disse: 18 Eis que subimos a Jerusalém, e o Filho do homem será entregue aos principais sacerdotes e aos escribas, e eles o condenarão à morte, 19 e o entregarão aos gentios para que dele escarneçam, e o açoitem e crucifiquem; e ao terceiro dia ressuscitará.



Para os sacerdotes que o julgavam e condenavam, Jesus assim falou:

(Mateus 26:64) 64 Jesus disse-lhe: “Tu mesmo [o] disseste. Contudo, eu vos digo: Doravante vereis o Filho do homem sentado à destra de poder e vindo nas nuvens do céu.”


Assim verte a Tradução Almeida:

(Mateus 26:64) 64 Repondeu-lhe Jesus: É como disseste; contudo vos digo que vereis em breve o Filho do homem assentado à direita do Poder, e vindo sobre as nuvens do céu.

Certamente, Jesus não falava de tempo longínquo. Jesus não estava mentindo para seus contemporâneos.


Dando uma pista sobre o momento desta prometida volta do filho do homem (Jesus), ele falou para seus discípulos ainda mais:

(Mateus 10:23) 23 Quando vos perseguirem numa cidade, fugi para outra; pois, deveras, eu vos digo: De modo algum completareis o circuito das cidades de Israel antes de chegar o Filho do homem.


Assim verte a Tradução Almeida:

(Mateus 10:23) 23 Quando, porém, vos perseguirem numa cidade, fugi para outra; porque em verdade vos digo que não acabareis de percorrer as cidades de Israel antes que venha o Filho do homem.


Assim verte a Tradução Brasileira:

(Mateus 10:23) 23 Quando, porém, vos perseguirem numa cidade, fugi para outra; porque em verdade vos digo que não acabareis de percorrer as cidades de Israel, antes que venha o Filho do homem.


Assim verte a Edição Pastoral:

(Mateus 10:23)23 Quando perseguirem vocês numa cidade, fujam para outra. Eu garanto que vocês não acabarão de percorrer as cidades de Israel, antes que venha o Filho do Homem.


Será que esta “volta” de Jesus se daria séculos depois?? Primeiro o Filho do Homem viria, e só depois disto é que eles conseguiriam acabar de percorrer as cidades de Israel.

Esta afirmação de Jesus revela que esta “volta” do filho do homem ocorreria antes da morte das pessoas com quem ele falava. Jesus não estava falando das cidades dos gentios. Jesus estava falando das cidades de Israel.



Para que onde seu estiver, vós também estejais.

Jesus também lhes avisou que a sua volta se daria em um momento em que eles mesmos não estariam esperando. Não sabeis o dia em que virá o vosso Senhor; vosso Senhor virá numa hora insperada para vós. Eu voltarei e espero encontrar vocês totalmente despertos. “Vocês” se refere a quem?? Muitos têm afirmado que se refere a uma geração bem posterior. Muitos afirmam se tratar de um grupo de pessoas para as quais Jesus não estava falando literalmente. Vamos continuar analisando o diálogo proporcionado por Jesus para seus apóstolos.

(Mateus 24:42-44) 42 Portanto, mantende-vos vigilantes, porque não sabeis em que dia virá o vosso Senhor. 43 Mas, sabei isto, que, se o dono de casa tivesse sabido em que vigília viria o ladrão, teria ficado acordado e não teria permitido que a sua casa fosse arrombada. 44 Por esta razão, vós também mostrai-vos prontos, porque o Filho do homem vem numa hora em que não pensais.


Assim verte a Tradução Almeida:

(Mateus 24:42-44) 42 Vigiai, pois, porque não sabeis em que dia vem o vosso Senhor; 43 sabei, porém, isto: se o dono da casa soubesse a que vigília da noite havia de vir o ladrão, vigiaria e não deixaria minar a sua casa. 44 Por isso ficai também vós apercebidos; porque numa hora em que não penseis, virá o Filho do homem.

Assim verte a Tradução Brasileira:

(Mateus 24:42-44) 42 Portanto vigiai, porque não sabeis em que dia vem o vosso Senhor; 43 mas considerai que se o dono da casa tivesse sabido a que hora da noite havia de vir o ladrão, teria vigiado e não haveria deixado arrombar a sua casa. 44 Por isso estai vós também apercebidos; porque a hora que não pensais, virá o Filho do homem.

Como se daria a “volta” de Jesus?? Seria de uma forma fisicamente visível aos seus discípulos daquela geração?? O que o próprio Jesus falou??

(Lucas 17:22-24) 22 Ele disse então aos discípulos: “Virão dias em que desejareis ver um dos dias do Filho do homem, mas não [o] vereis. 23 E as pessoas vos dirão: ‘Eis ali!’ ou: ‘Eis aqui!’ Não saiais nem corrais atrás [deles]. 24 Pois assim como o relâmpago, com o seu lampejo, brilha duma parte sob o céu à outra parte sob o céu, assim será o Filho do homem.


Assim verte a Tradução Almeida:

(Lucas 17:22-24) 22 Então disse aos discípulos: Dias virão em que desejareis ver um dos dias do Filho do homem, e não o vereis. 23 Dir-vos-ão: Ei-lo ali! ou: Ei-lo aqui! não vades, nem os sigais; 24 pois, assim como o relâmpago, fuzilando em uma extremidade do céu, ilumina até a outra extremidade, assim será também o Filho do homem no seu dia.

Assim verte a Tradução Brasileira:

(Lucas 17:22-24) 22 Então disse aos discípulos: Virá tempo em que desejareis ver um dos dias do Filho do homem, e não o vereis. 23 Dir-vos-ão: Ei-lo acolá! Ei-lo aqui! não vades nem os sigais; 24 pois assim como o relâmpago, fuzilando em uma extremidade do céu, brilha até a outra, assim será no seu dia o Filho do homem.

Assim verte a Edição Pastoral

(Lucas 17:22-24) 22 Jesus disse aos discípulos: Chegarão dias em que vocês desejarão ver um só dia do Filho do Homem, não poderão ver.23 Dirão a vocês: ‘Ele está ali’ ou: ‘Ele está aqui’. Não saiam para procurá-lo. 24 Pois como o relâmpago brilha de um lado a outro do céu, assim também será o Filho do Homem.

O que há de interessante em um relâmpago?? Trata-se do seu tempo de exposição à visão humana. Trata-se de um lampejo, trata-se de um rápido clarão que logo desaparece.

Jesus prometeu: Eu vou “voltar”.

Muitos afirmam que Jesus estava se referindo a um futuro longínquo, quando estas pessoas já estariam mortas.

Embora Jesus tenha falado isto para mim, na verdade, somente duzentas gerações depois de mim é que o veriam voltar”. Seria esta uma forma correta de receber as palavras faladas por Jesus??

Jesus não era um mentiroso, Jesus não enganaria seus ouvintes com falsas promessas.

Jesus lhes falou ainda mais:

(Lucas 17:25) 25 Primeiro, porém, ele tem de passar por muitos sofrimentos e ser rejeitado por esta geração.

Assim verte a Tradução Brasileira:

(Lucas 17:25) 25 Mas é necessário primeiro que ele padeça muitas coisas e que seja rejeitado por esta geração.


Primeiro acontecerá isto, e depois ocorrerá a volta do filho do homem.


Todas estas coisas virão sobre esta geração.

(Mateus 23:36) 36 Deveras, eu vos digo: Todas essas coisas virão sobre esta geração.


Assim verte a Tradução Brasileira:

(Mateus 23:36) 36 Em verdade vos digo que tudo isto virá sobre esta geração.


Outras coisas que aconteceriam naquela geração:

(Mateus 24:30-35) 30 Então aparecerá no céu o sinal do Filho do homem, e todas as tribos da terra se baterão então em lamento, e verão o Filho do homem vir nas nuvens do céu, com poder e grande glória. 31 E enviará os seus anjos com grande som de trombeta, e eles ajuntarão os seus escolhidos desde os quatro ventos, de uma extremidade dos céus até à outra extremidade deles. 32 Aprendei, pois, da figueira o seguinte ponto, como ilustração: Assim que os seus ramos novos se tornam tenros e brotam folhas, sabeis que o verão está próximo. 33 Do mesmo modo, também, quando virdes todas estas coisas, sabei que ele está próximo às portas. 34 Deveras, eu vos digo que esta geração de modo algum passará até que todas estas coisas ocorram. 35 Céu e terra passarão, mas as minhas palavras de modo algum passarão.


Assim verte a Tradução Brasileira:

(Mateus 24:30-35) 30 Então aparecerá no céu o sinal do Filho do homem, e todas as tribos da terra se hão de lamentar, e verão o Filho do homem vir sobre as nuvens do céu com poder e grande glória. 31 Ele enviará os seus anjos com grande trombeta, os quais ajuntarão os escolhidos dos quatro ventos, de uma à outra extremidade dos céus. 32 Aprendei esta parábola tirada da figueira: quando os seus ramos já estiverem tenros e brotarem folhas, sabeis que está próximo o verão; 33 assim também vós, quando virdes todas estas coisas, sabei que ele está próximo, às portas. 34 Em verdade vos digo que não passará esta geração, sem que todas estas coisas se cumpram. 35 Passará o céu e a terra, mas não passarão as minhas palavras.


Jesus passou a garantir que céus e terra passariam, mas que suas palavras não passariam.

Não deixando nenhuma dúvida de que todas as coisas faladas eram em referência àquela geração, Jesus garantiu que isto seria assim.


As palavras de Jesus foram assim descritas por Marcos:

(Marcos 13:21-31) 21 Então, também, se alguém vos disser: ‘Eis aqui está o Cristo!’, ‘eis ali está ele!’, não [o] acrediteis. 22 Porque surgirão falsos cristos e falsos profetas, e farão sinais e prodígios, a fim de desencaminhar, se possível, os escolhidos. 23 Vós, portanto, vigiai; eu vos disse todas as coisas de antemão. 24 Mas, naqueles dias, depois dessa tribulação, o sol ficará escurecido e a lua não dará a sua luz, 25 e as estrelas cairão do céu, e os poderes que estão nos céus serão abalados. 26 E então verão o Filho do homem vir nas nuvens, com grande poder e glória. 27 E então enviará os anjos e ajuntará os seus escolhidos desde os quatro ventos, desde a extremidade da terra até a extremidade do céu. 28 Agora, aprendei da figueira a ilustração: Assim que o seu ramo novo se torna tenro e brota suas folhas, sabeis que o verão está próximo. 29 Assim também vós, quando virdes estas coisas acontecer, sabei que ele está próximo, às portas. 30 Deveras, eu vos digo que esta geração de modo algum passará até que todas estas coisas aconteçam. 31 Céu e terra passarão, mas as minhas palavras não passarão.


Assim verte a Tradução Brasileira:

(Marcos 13:21-31) 21 Então se alguém vos disser: Eis aqui o Cristo! ou: Ei-lo acolá! não acrediteis; 22 levantar-se-ão falsos Cristos e falsos profetas, e farão milagres e prodígios, para enganar os eleitos, se possível fora. 23 Estai vós de sobreaviso; de antemão vos tenho dito todas as coisas. 24 Mas naqueles dias, depois daquela tribulação, o sol escurecerá, a lua não dará a sua claridade, 25 as estrelas cairão do céu e as potestades celestes serão abaladas. 26 Então será visto o Filho do homem, vindo nas nuvens com grande poder e glória. 27 Ele enviará os anjos e ajuntará os seus eleitos dos quatro ventos, da extremidade da terra à extremidade do céu. 28 Aprendei a parábola tirada da figueira: quando os seus ramos já estiverem tenros, e brotarem folhas, sabeis que está próximo o verão; 29 assim também vós, quando virdes acontecer estas coisas, sabei que ele está próximo, às portas. 30 Em verdade vos digo que não passará esta geração, sem que todas estas coisas se cumpram. 31 Passará o céu e a terra, mas não passarão as minhas palavras.


Todas as coisas se cumpram.

Que coisas??

Jesus falou em todas as coisas faladas por ele até aquele momento. Depois Jesus afirma: Todas estas coisas acontecerão para esta geração.

Jesus falava com a casa de Judá. Depois de chamar a atenção sobre o acontecido nos dias de Noé e de Ló, isto é, pessoas desconsiderarem o aviso e morrerem, ele afirmou que a mesma coisa aconteceria com aquela geração.


Jeová falou isto para uma outra geração:

Quando estas coisas acontecerem, eles saberão que houve um profeta no meio deles.

(Ezequiel 33:32-33) 32 E eis que tu és para eles como uma canção de amores sensuais, como alguém com voz bonita e que toca bem um instrumento de cordas. E certamente ouvirão as tuas palavras, mas não há quem as ponha em prática. 33 E quando isso se cumprir — eis que tem de se cumprir — então terão de saber que foi um profeta que veio a estar no meio deles.”


Assim verte a Tradução Brasileira:

(Ezequiel 33:32-33) 32 Eis que tu és para eles como uma canção mui linda do que tem uma voz agradável; porque eles ouvem as tuas palavras, porém não as põem por obra. 33 Quando isto suceder (eis que está a suceder), saberão que houve entre eles um profeta.


Jesus ainda lhe afirmou: Estais vós de sobreaviso: de antemão vos tenho dito todas as coisas.


Exatamente por não verem o reino de Deus com os olhos físicos, muitos afirmavam que Jesus era um mentiroso ao afirmar que o reino já existia, que estava ali e que qualquer um podia entrar no reino, participar do reino.

No mesmo caso se encontra esta outra afirmação de Jesus no que se refere à sua volta.

Podemos chamar a atenção para algo interessante em relação ao afirmado por Jesus.

Jesus chama insistentemente a atenção de seus discípulos para que eles se mantenham despertos. Jesus apresenta-lhes ilustrações visando mostrar-lhes a necessidade de manterem-se despertos todo o tempo.

Mas, por que se manter desperto?? Esta chegada de Jesus (volta) seria uma chegada que poderia pegar pessoas de surpresa??

Uma das ilustrações usadas por Jesus para lhes revelar a real situação deles, já discípulos, foi esta:

Se o retorno de Jesus se desse de forma física, como seria??

Bem, ele não poderia ser visto por todos no mesmíssimo tempo. Ele ficaria limitado a um determinado local físico, precisando de tempo para se deslocar de um local físico para outro local físico.

Decerto que a notícia sobre o local onde ele se encontrava andaria bem mais rápido do que o próprio Jesus. O que ocorria na presença física de Jesus entre os anos 29 EC e 33 EC?? Bem, com a notícia de sua presença em alguma parte da cidade, as pessoas espalhariam a notícia e muitos corriam até o local onde Jesus estava ou na estrada que ele passaria. No entanto, no retorno de Jesus, isto não aconteceria. Jesus deixou bem claro que esta situação física não aconteceria:

Jesus usou esta mesma afirmação em relação a alguém ver o reino dos céus. Ele afirmou em relação ao reino dos céus: Nem dirão: Ei-lo aqui! Ou: Ei-lo ali!

O reino de Deus não vem de uma forma visível. Obviamente tratava-se de algo que não se podia pegar com as mãos ou lutar com espadas para conquistá-lo, e nem se podia ver com os olhos.

No caso do reino dos céus, nós já vimos que se tratava da “visão da percepção”.

No caso da segunda vinda de Jesus seria a mesma coisa. Não se trataria de alguém poder ver Jesus com os olhos físicos e nem de alguém seguir a um Jesus visto com os olhos físicos. Tratava-se da visão da percepção. Jesus afirmou:

Jesus não voltaria de forma física e não seria visto com os olhos físicos. O vento não é visto pelos olhos físicos, muito embora possa ser percebido.

Aquela cena proporcionada por Tomé também nos ajuda a raciocinar. Apesar de ter passado três anos e meio convivendo diariamente com Jesus, Tomé precisava ver e tocar em um corpo físico de Jesus para poder acreditar ser Jesus, ou seja, para poder acreditar que Jesus havia sido ressuscitado. Neste caso, Jesus estava entre eles e no entanto não se mostrava visível todo o tempo como acontecia antes.

Embora todos tivessem ficado na dúvida se Jesus seria realmente levantado dentre os mortos, Tomé foi aquele que declarou isto de forma mais veemente. Tomé foi bem autêntico na ausência física de Jesus. Assim se fez registrar:

(João 20:24-25) 24 Tomé, porém, um dos doze, que era chamado O Gêmeo, não estava com eles quando Jesus veio. 25 Conseqüentemente, os outros discípulos diziam-lhe: “Temos visto o Senhor!” Mas, ele lhes disse: “A menos que eu veja nas suas mãos o sinal dos pregos e ponha o meu dedo no sinal dos pregos, e ponha a minha mão no seu lado, certamente não acreditarei.


Assim verte a Tradução Almeida:

(João 20:24-25) 24 Ora, Tomé, um dos doze, chamado Dídimo, não estava com eles quando veio Jesus. 25 Diziam-lhe, pois, ou outros discípulos: Vimos o Senhor. Ele, porém, lhes respondeu: Se eu não vir o sinal dos cravos nas mãos, e não meter a mão no seu lado, de maneira nenhuma crerei.

Assim verte a Tradução Brasileira:

(João 20:24-25) 24 Porém Tomé é chamado Dídimo, um dos doze, não estava com eles, quando veio Jesus. 25 Disseram-lhe os outros discípulos: Vimos o Senhor. Mas ele respondeu: Se eu não vir nas suas mãos o sinal dos cravos, e não puser o meu dedo no lugar dos cravos, e não puser a minha mão no seu lado, de modo algum hei de crer.

Se não for aquele corpo que eu vi ser furado e sangrar, não pode ser Jesus.

Do que falava Tomé??

Tomé falava do alto da sua ignorância. Ele não sabia que tal coisa fosse possível, ou seja, aquele homem que ele viu morrer, aparecer diante dele com um corpo diferente daquele que ele conhecia.

Será que para você isto seria uma coisa normal e simples??

Era uma coisa inédita, não era??

Ora, ora. Se Jesus não se mostrasse para Tomé como já havia se mostrado aos outros, ele não acreditaria que Jesus havia voltado a viver. E quanto a todas as anteriores afirmações de Jesus sobre o que ocorreria com ele?? Tomé desconsiderou-as. O que isto significava?? Significava que Tomé não confiava nesta inédita afirmação de Jesus passada a ele antes de Jesus morrer. Era uma coisa inédita, não era??

Será que Jesus estava realmente ausente?? Será que alguém precisou contar para Jesus o que Tomé havia falado??

O que o registro nos revela??

(João 20:26-29) 26 Bem, oito dias depois, seus discípulos estavam novamente portas adentro, e Tomé com eles. Jesus veio, embora as portas estivessem fechadas à chave, e ficou em pé no meio deles e disse: “Haja paz convosco.” 27 A seguir, disse a Tomé: “Põe o teu dedo aqui, e vê as minhas mãos, e toma a tua mão e põe-na no meu lado, e pára de ser incrédulo, mas torna-te crente.28 Em resposta, Tomé disse-lhe: “Meu Senhor e meu Deus!” 29 Jesus disse-lhe: “Creste porque me viste? Felizes são os que não vêem, contudo, crêem.”


Assim verte a Tradução Almeida:

(João 20:26-29) 26 Oito dias depois estavam os discípulos outra vez ali reunidos, e Tomé com eles. Chegou Jesus, estando as portas fechadas, pôs-se no meio deles e disse: Paz seja convosco. 27 Depois disse a Tomé: Chega aqui o teu dedo, e vê as minhas mãos; chega a tua mão, e mete-a no meu lado; e não mais sejas incrédulo, mas crente. 28 Respondeu-lhe Tomé: Senhor meu, e Deus meu! 29 Disse-lhe Jesus: Porque me viste, creste? Bem-aventurados os que não viram e creram.

Assim verte a Tradução Brasileira:

(João 20:26-29) 26 Oito dias depois estavam outra vez ali reunidos seus discípulos e Tomé com eles. Estando as portas trancadas, veio Jesus, pôs-se em pé no meio deles e disse: Paz seja convosco. 27 Em seguida disse a Tomé: Chega aqui o teu dedo e olha as minhas mãos; chega também a tua mão e põe-na no meu lado; não sejas incrédulo, mas crente. 28 Respondeu Tomé: Senhor meu e Deus meu! 29 Disse-lhe Jesus: Creste, porque me viste? Bem-aventurados os que não viram e creram.

Que coisa incrível não é??

O que você faria?? Sairia correndo??

Tomé revelou não acreditar nas palavras faladas por Jesus: “Eu vou ressuscitar no terceiro dia”.

Tomé precisava acreditar em algo que ele não tinha visto acontecer e que permaneceria longe do alcance dos seus olhos físicos.

Uma coisa como esta ainda não havia acontecido antes. Até então, todo ressuscitado continuava em corpo físico, estando visível aos olhos humanos todo o tempo.

Será que Jesus estava longe?? Será que Jesus estava ausente?? Será que Jesus estava no meio deles, embora não pudesse ser visto??

Jesus, ouvindo as palavras de Tomé, tomou a iniciativa em ajudar Tomé a acreditar, dando-lhe aquilo que ele necessitava para poder acreditar, isto é, algo ligado ao plano físico conhecido e praticado por Tomé.

No entanto, Jesus falou para Tomé: “Tomé, felizes os que revelam ter fé”. Neste caso, seria acreditar na ressurreição de Jesus sem ver o corpo físico de Jesus.

Jesus estava de volta da morte, no entanto, ele permaneceria invisível a todos os escravos.

(Revelação 1:17-18) 17 E quando o vi, caí como que morto aos seus pés. E ele pôs a sua mão direita sobre mim e disse: “Não temas. Eu sou o Primeiro e o Último, 18 e o vivente; e fiquei morto, mas, eis que vivo para todo o sempre, e tenho as chaves da morte e do Hades. . .


Assim verte a Tradução Almeida:

(Apocalipse 1:17-18) 17 Quando o vi, caí a seus pés como morto; e ele pôs sobre mim a sua destra, dizendo: Não temas; eu sou o primeiro e o último. 18 Eu sou o que vivo; fui morto, mas eis aqui estou vivo para todo o sempre! e tenho as chaves da morte e do inferno.

Até então, eles estavam sendo alunos de um professor visível, que falava com eles todo o tempo, e no qual eles podiam tocar.

O Amo havia deixado mandamentos a serem praticados por todos os escravos. Muito embora o Amo estivesse presente e vendo tudo o que escravos estavam fazendo, se os escravos não tivessem consciência da presença invisível do Amo junto a eles todo o tempo, poderiam passar a agir como se o Amo não estivesse ali, bem perto. Não vendo o Amo com seus olhos físicos, alguns escravos poderiam negar-se a obedecer aos mandamentos deixados pelo Amo.

Será que precisavam da presença física e visual de Jesus para poderem obedecer aos mandamentos deixados por Jesus??

Os discípulos tinham coisas a fazer. Jesus lhes pediu para continuarem a fazer aquilo que ele estava fazendo. Será que os discípulos de Jesus necessitavam que Jesus estivesse ali presente para poderem obedecer a Jesus??

Sendo uma pessoa observável aos olhos físicos, certamente tal pessoa poderia ser seguida nos diversos lugares físicos por onde esta pessoa passasse. Não saiam para procurá-lo, foi a afirmação de Jesus. Jesus não passou a dar pistas de como reconhecê-lo fisicamente, tampouco deu Jesus quaisquer pistas que ajudassem alguém a reconhecê-lo, quer por palavras faladas ou por ações praticadas.

Ficou bem claro que a segunda vinda de Jesus não se daria no plano físico, isto é, não se daria dentro da percepção visual do ser humano. Será que o humano acreditaria que ele estava presente, embora invisível??

Como então se daria este retorno??

Assim como o relâmpago é percebido ao mesmo tempo por milhões de pessoas, a segunda vinda de Jesus também seria percebida por milhões de pessoas simultaneamente, situação esta que mostra ser impossível no caso de uma volta física.

Será que as pessoas veriam um clarão identificador?? Quem está olhando para o céu, consegue ver o relâmpago se e somente se, a pessoa estiver olhando na direção da origem do relâmpago. Se a pessoa estiver olhando para o chão não verá o relâmpago. Se a pessoa estiver dentro de uma casa, ela não verá o relâmpago. Poderá ouvir o trovão, que é o fruto da existência do relâmpago.

A segunda volta de Jesus se caracteriza por ele estar e permanecer invisível aos olhos humanos, embora houvessem sinais visíveis de sua presença.

Neste caso, não seria Jesus quem teria de mudar de estado espiritual para estado físico, seria o humano que teria de perceber a presença de Jesus no estado espiritual, da mesma forma como ele devia perceber a existência do reino e de sua participação dentro do reino.

Jesus não falou que o humano mudaria o seu estado físico para o estado espiritual para poder perceber sua segunda presença ou para poder entrar no reino. O que Jesus deixou bem claro é que o humano no seu natural estado físico precisava perceber Jesus ao seu lado, mesmo este estando no seu estado espiritual (invisível), um estado natural dele, Jesus.

Estava na hora dos adoradores do Pai o adorarem em espírito. Jesus afirmou para aquela mulher samaritana: “Agora já é a hora de adorarem o Pai em espírito”. O humano não precisaria mudar do seu estado físico para poder adorar o Pai em espírito.

Já é agora esta hora. Sim, mesmo antes da morte de Jesus, para os apóstolos de Jesus e para toda aquela geração, dava início a “hora” de adorarem a Jeová em espírito.

Decerto, Jesus estava falando de uma mudança em relação ao homem físico. Tratava-se de uma mudança de atitude deste homem físico em relação a presença do Pai.

Até então, aqueles homens estavam presos a um local físico. Aqueles homens ligavam a presença do Pai a um determinado local físico. Nos dias de Jesus como humano, qual era o local que os humanos veneravam como o lugar onde o Pai estava?? Exatamente por isto é que condicionavam sua adoração ao Pai a estar em tal local físico (A arca// o templo de Jerusalém). Aquele que está preso a um local físico para prestar adoração ao Pai, não estando naquele lugar físico definido poderá passar a agir como se não estivesse na presença do Pai. Eles moravam em outras cidades e eles se dirigiam até Jerusalém para adorarem o Pai. Será que isto estava correto??

Será a adoração ao Pai é uma sequência de gestos e palavras faladas naquele único lugar??

Assim era feito.

Vamos ver um exemplo real de um grupo de pessoas que adoravam em espírito.

Eram os recabitas.

Jeová comparou-se com Jonadabe, aquele que os recabitas obedeciam em espírito, pois o mesmo já estava morto.

Jonadabe era o rei dos recabitas.

Os recabitas formavam um reino??

Claro que sim?

Não havia castelo, não havia trono, não havia coroa, não havia soldados, não havia armas, não havia cidades com suas exibidas muralhas.

Embora não existisse nenhuma destas coisas, mesmo assim era o reino dos recabitas.

Embora Jonadabe estivesse morto, os recabitas não se desviavam de obedecer aos mandamentos deixados por ele. Não havia necessidade da presença de Jonadabe para que aquela geração obedecesse aos mandamentos de Jonadabe.

No entanto, Jeová falava continuamente ao seu povo para obedecerem aos Seus mandamentos, através dos profetas, e o povo persistia em não obedecer a Jeová.

Assim se fez registrar:

(Jeremias 35:12-16) 12 E passou a vir a haver a palavra de Jeová para Jeremias, dizendo: 13 Assim disse Jeová dos exércitos, o Deus de Israel: ‘Vai, e tens de dizer aos homens de Judá e aos habitantes de Jerusalém: “Não recebestes continuamente exortação para obedecerdes às minhas palavras?” é a pronunciação de Jeová. 14 Houve cumprimento das palavras de Jonadabe, filho de Recabe, que ele ordenou aos seus filhos, para não beberem vinho, e eles não beberam nenhum até o dia de hoje, porque obedeceram ao mandamento de seu antepassado. E no que se refere a mim, falei-vos, levantando-me cedo e falando, mas não me obedecestes. 15 E eu continuei a enviar-vos todos os meus servos, os profetas, levantando-me cedo e enviando-os, dizendo: ‘Recuai, por favor, cada um do seu mau caminho, e tornai boas as vossas ações, e não andeis atrás de outros deuses para servi-los. E continuai morando no solo que dei a vós e aos vossos antepassados.’ Mas vós não inclinastes o vosso ouvido nem me escutastes. 16 Mas os filhos de Jonadabe, filho de Recabe, cumpriram o mandamento de seu antepassado, que este lhes ordenou; quanto a este povo, porém, não me escutaram.”’”


Assim verte a Tradução Brasileira:

(Jeremias 35:12-16) 12 Veio a palavra de Jeová a Jeremias, dizendo: 13 Assim diz Jeová dos exércitos, Deus de Israel: Vai, e dize aos homens de Judá e aos habitantes de Jerusalém: Acaso não recebereis instrução para ouvirdes as minhas palavras? diz Jeová. 14 Guardadas têm sido as palavras de Jonadabe, filho de Recabe, pelas quais ordenou a seus filhos que não bebessem vinho; e até o dia de hoje não o têm bebido, porque obedecem ao mandamento de seu pai; eu, porém, vos tenho falado a vós, levantando-me cedo e falando, e não me tendes escutado. 15 Também vos tenho enviado a vós todos os meus servos, os profetas, levantando-me cedo e enviando-os, a dizer: Tornai-vos agora, cada um do seu mau caminho, e emendai os vossos feitos, e não vades após outros deuses para os servirdes, e habitareis na terra que vos dei a vós e a vossos pais; porém não inclinastes os vossos ouvidos, nem me escutastes. 16 Porquanto os filhos de Jonadabe, filho de Recabe, têm guardado o mandamento de seu pai, que lhes ordenou, mas este povo não tem escutado;



O que representaria adorar o Pai em espírito??

Será que Jesus ou Jeová precisariam estar ali fisicamente presentes para que os humanos obedecessem aos seus mandamentos??

Teria o discípulo de Jesus alguma dificuldade de obedecer aos mandamentos deixados por Jesus, só porque Jesus passou a estar no estado invisível?? Estando Jeová e Jesus no estado invisível, será que os discípulos de Jesus se desviariam dos mandamentos deixados por Jesus??

Será que as circunstâncias difíceis adicionado da ausência física de Jesus seriam uma pedra de tropeço para os discípulos de Jesus??


Jesus afirmou? O Pai é espírito e é apropriado que os que o adorem o façam em espírito.

O Pai é invisível e está em todos os lugares. Assim, os que adoram o Pai devem perceber a presença do Pai em todos os lugares, isto é, devem estar conscientes da presença do Pai a toda hora em todos os lugares. O adorador do Pai deve reconhecer que o Pai está ali do seu lado, independente do lugar onde ele, adorador, se encontra. Os adoradores do Pai respeitarão a presença do Pai em qualquer lugar onde estejam. O adorador do Pai não necessita de nada físico para usar na sua adoração ao Pai. Para tal adorador, nada físico servirá de referência quanto a presença do Pai. Adorar significa submeter-se voluntariamente e obedecer.

Jesus também é espírito. Depois de sua morte humana ele voltou a ser plenamente espírito. O seguidor de Jesus não precisa da presença física de Jesus para poder ver e seguir a Jesus. O seguidor de Jesus não necessita de nada físico para se certificar da presença de Jesus.

Jesus havia deixado os mandamentos. Os discípulos deviam submeter-se voluntariamente aos mandamentos e obedecê-los, independente do local onde estivessem, caso concordem, obviamente.

Se precisasse de algo físico, como um templo por exemplo, estando fora do templo ou longe dele, tal pessoa poderia passar a agir como se não estivesse na presença de Jesus.

Jesus contou mais uma ilustração para seus discípulos, visando que entendesse o ponto em questão, isto é, passar a agir como se o Amo não estivesse presente.

(Mateus 24:48-51) 48 Mas, se é que aquele escravo mau disser no seu coração: ‘Meu amo demora’, 49 e principiar a espancar os seus co-escravos, e a comer e beber com os beberrões inveterados, 50 o amo daquele escravo virá num dia em que não espera e numa hora que não sabe, 51 e o punirá com a maior severidade e lhe determinará a sua parte com os hipócritas. Ali é onde haverá o [seu] choro e o ranger de [seus] dentes.


Assim verte a Tradução Almeida:

(Mateus 24:48-51) 48 Mas se aquele outro, o mau servo, disser no seu coração: Meu senhor tarda em vir, 49 e começar a espancar os seus conservos, e a comer e beber com os ébrios, 50 virá o senhor daquele servo, num dia em que não o espera, e numa hora de que não sabe, 51 e cortá-lo-á pelo meio, e lhe dará a sua parte com os hipócritas; ali haverá choro e ranger de dentes.

Assim verte a Tradução Brasileira:

(Mateus 24:48-51) 48 Mas se aquele servo, sendo mau, disser no seu coração: Meu senhor demora-se, 49 e começar a espancar os seus companheiros, e a comer e beber com os ébrios, 50 virá o senhor daquele servo no dia em que este o não espera e na hora que não sabe, 51 e cortá-lo-á pelo meio e pô-lo-á com os ímpios; ali haverá o choro e o ranger de dentes.

Achando estar longe do seu Amo, o escravo poderia tomar ações que ele não tomaria na presença do seu Amo, em face do respeito que ele tinha pela presença física do Amo. Neste caso, a presença física do Amo serviria como impedimento para tal escravo. Estando o escravo desapercebido da presença invisível de Jesus ali todos os dias, este passaria a praticar ações iníquas contra outros escravos. Neste caso, seria um teste de autenticidade para este escravo.

O escravo revelava não concordar com o amo, no entanto, satisfazer a presença do amo, simplesmente para agradar o amo. O seu desejo de agradar o amo tinha um almejo egoísta e a busca de uma vantagem ou de um prêmio.

Qual é o primeiro e maior mandamento??

É amar a Deus acima de todas as coisas, não é??

Como é que se ama a Deus??

Jesus respondeu a isso, quando passou a seguinte informação para seus apóstolos:

Me amar é ….

(João 14:21) 21 Quem tem os meus mandamentos e os observa, este é o que me ama. Por sua vez, quem me ama, será amado por meu Pai, e eu o amarei e me mostrarei claramente a ele.”



Assim verte a Tradução Brasileira:

(João 14:21) 21 Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é o que me ama; e aquele que me ama, será amado por meu Pai, e eu o amarei e me manifestarei a ele.

Me amar é...

(João 14:23-24) 23 Em resposta, Jesus disse-lhe: Se alguém me amar, observará a minha palavra, e meu Pai o amará, e nós iremos a ele e faremos a nossa residência com ele. 24 Quem não me ama, não observa as minhas palavras; e a palavra que estais ouvindo não é minha, mas pertence ao Pai que me enviou.



Assim verte a Tradução Brasileira:

(João 14:23-24) 23 Respondeu Jesus: Se alguém me amar, guardará a minha palavra, e meu Pai o amará, e nós viremos a ele e faremos nele morada. 24 Quem me não ama, não guarda as minhas palavras; a palavra que estais ouvindo, não é minha, mas do Pai que me enviou.

Percebemos o como obedecer ao primeiro mandamento??

Amar a Deus acima de todas as coisas é igual a obedecer a Deus acima de todas as coisas.

O que é adorar a Deus??

É obedecer a Deus.

Neste caso, percebemos que não é necessário estar na presença física para poder obedecer.

Se uma criança está na escola, ela poderá obedecer a seu pai, mesmo ali na escola, enquanto o seu pai está não está na escola, não é mesmo??

Percebemos o que é adorar em espírito??

É obedecer sem precisar estar na presença física. Aquele que obedece não precisa estar na presença daquele que lhe deu o mandamento. Basta que ele concorde plenamente com o mandamento, que ele fará o que o mandamento pede, independente de onde esteja e independente de quem esteja presente.

Ainda em relação a presença invisível de Jesus aos olhos humanos, aquele relatório feito por Jesus e entregue a João, deixa claro que os discípulos de Jesus estavam praticando ações, achando que Jesus estava longe (nos c&eac