NÃO ME AGRADO NA MORTE DO INÍQUO

Criada em 06/03/2010          Atualizada em 16/08/2010







INIQUIDADE NÃO É UMA DOENÇA GENÉTICA

O filho de um iníquo pode não ser um iníquo. Dentro do seu objetivo, o Professor Jeová passou a explicar a seu povo, que a iniquidade não é passada automaticamente de pai para filho, em um processo irreversível, hereditário, como acreditavam. Os filhos de iníquos eram vistos como algo repugnante, a serem destruídos junto com os seus pais, assim como os filhos de justos deviam ser vistos sempre como justos a serem preservados. O Professor Jeová passa a lhes explicar que isto não é assim. As palavras do Professor são estas: (Ezequiel 18:10-20) 10 “‘E [se] alguém se tornou pai de um filho que é salteador, derramador de sangue, que fez coisas semelhantes a uma destas; 11 (mas ele mesmo não fez nenhuma destas coisas;) se também comeu sobre os montes e aviltou a esposa de seu companheiro; 12 se maltratou o atribulado e pobre; se arrebatou coisas em roubo, não restituindo a coisa tomada em penhor; e se elevou seus olhos para os ídolos sórdidos, fez uma coisa detestável. 13 Deu em troca de usura e cobrou juros, e ele positivamente não continuará a viver. Fez todas estas coisas detestáveis. Positivamente será morto. Sobre ele é que virá a haver seu próprio sangue. 14 “‘E eis que alguém se tornou pai de um filho que continua vendo todos os pecados de seu pai, que este tem praticado, e ele [os] vê e não faz coisas semelhantes a eles. 15 Não comeu sobre os montes e não elevou seus olhos para os ídolos sórdidos da casa de Israel; não aviltou a esposa de seu companheiro; 16 e não maltratou homem algum, nem se apoderou de alguma coisa penhorada, e não tomou nada em roubo; deu o seu próprio pão ao faminto e cobriu com roupa ao que estava nu; 17 retirou sua mão do atribulado; não tomou nem usura nem juros; cumpriu as minhas decisões judiciais; andou nos meus estatutos; ele mesmo não morrerá por causa do erro de seu pai. Positivamente continuará a viver. 18 Quanto a seu pai, por ter praticado flagrante defraudação, arrebatando em roubo algo de um irmão e fazendo o que não é bom no meio dos seus povos, eis que então terá de morrer pelo seu erro. 19 “‘E certamente direis: “Por que é que o filho não levará nenhuma [culpa] pelo erro do pai?” Ora, quanto ao filho, praticou o juízo e a justiça, guardou todos os meus estatutos e continua a cumpri-los. Ele positivamente continuará a viver. 20 A alma que pecar — ela é que morrerá. O PRÓPRIO FILHO NÃO LEVARÁ NENHUMA [CULPA] PELO ERRO DO PAI E O PRÓPRIO PAI NÃO LEVARÁ NENHUMA [CULPA] PELO ERRO DO FILHO. A própria justiça do justo virá a estar sobre ele mesmo, e a própria iniquidade do iníquo virá a estar sobre ele mesmo.

O Professor Jeová passa a explicar que, em primeiro lugar, são os atos praticados que vão revelar se ele é um humano justo ou um humano iníquo. Assim, o filho de alguém que pratica justiça pode ser um iníquo. Do mesmo modo, o filho de alguém que pratica a iniquidade pode ser um justo. É a ação do indivíduo que irá revelar sua justiça ou sua iniquidade. O filho pode escolher seguir ou não nas ações de seu pai, ele tem esta liberdade e deve exercê-la. Logo, tanto a iniquidade não é hereditária, como a justiça também não é hereditária. Também não é uma titularidade ou uma condição conquistada por um patriarca e que é repassado a seus descendentes como herança.

Depois do Professor Jeová deixar isto bem claro, Ele passou a explicar outro detalhe que seu povo não entendia da maneira correta.



NENHUM DOS SEUS ATOS JUSTOS SERÁ LEMBRADO

Esta afirmação acima saiu da mente e boca de Jeová. Esta afirmação foi proferida primeiramente para um grupo de iníquos que já se encontrava sendo punido com o exílio em Babilônia. Praticar a justiça não gera e nem assegura nenhum direito.

O povo raciocinava: “Ora, isto é uma grande injustiça contra nós. Não está havendo reconhecimento pelo nosso trabalho. Nosso esforço não está sendo reconhecido. Não esta havendo a devida “paga” pelo nosso bom desempenho. Se eu passo dez anos sendo justo, como poderá haver esquecimento de todo este tempo de justiça?? Um simples deslize, e todos aqueles atos de justiça que eu fiz não serão lembrados?? Onde está a gratidão por eu ter ter feito justiça?? Nenhum valor é dado ao fato de eu ter praticado a justiça?? Ora, isto não está correto. Isto está errado”.

A afirmação de Jeová foi: (Ezequiel 18:24-26) 24 “‘Ora, quando o justo recuar da sua justiça e realmente fizer injustiça; se estiver fazendo segundo todas as coisas detestáveis que o iníquo tem feito e estiver vivendo, NÃO SERÁ LEMBRADO NENHUM DOS SEUS ATOS JUSTOS QUE PRATICOU. Por sua infidelidade que praticou e por seu pecado com que pecou, por estes é que morrerá. 25 “‘E CERTAMENTE DIREIS: “O caminho de Jeová não é acertado.Ouvi, por favor, ó casa de Israel. Não é acertado o meu próprio caminho? Não são os vossos caminhos que não são acertados? 26 “‘Quando o justo recuar de sua justiça e realmente fizer injustiça e morrer por causa de tais [atos], morrerá pela sua injustiça que fez.

Ora, praticar a justiça não produz qualquer tipo de “bônus”?? Não existe nenhum “crédito” para aquele que está se esforçando para praticar a justiça?? Que “lucro” há em praticar a justiça?? Afinal, que lucro há em ser um “servo de Jeová”?? Ser um “servo de Jeová” não acarreta ter nenhuma vantagem em relação àquele que não é “servo”??

Jeová também estava prevendo a reação do povo ao ouvir estas palavras: “E certamente direis; a casa de Israel certamente dirá”.

O Professor Jeová também afirma: “Quando o iníquo deixar de praticar iniquidade, ele continuará a viver”. (Ezequiel 18:27-29) 27 “‘E quando o iníquo recuar de sua iniquidade que praticou e passar a praticar o juízo e a justiça, é ele quem preservará viva a sua própria alma. 28 Quando vir todas as suas transgressões que praticou e recuar delas, positivamente continuará a viver. Não morrerá. 29 “‘E A CASA DE ISRAEL CERTAMENTE DIRÁ: “O caminho de Jeová não é acertado.” Quanto aos meus caminhos, acaso não são acertados, ó casa de Israel? Não são os vossos caminhos que não são acertados?’

O povo certamente raciocinaria e comentaria entre si: “Como pode acontecer uma coisa desta? Ele passou anos e anos a fio praticando iniquidade, e agora vem se chegando e deixa de praticar suas iniquidades e simplesmente continuará a viver?? Será esquecida toda aquela iniquidade que ele praticou durante tanto tempo?? Ele não tem de pagar por ter cometido suas iniquidades?? Ele é um iníquo; Ele não tem de morrer?? Isto não parece certo. Isto é uma injustiça para com aquele que passou tanto tempo praticando justiça, você não acha? Isto não é injustiça contra aquele que foi vítima durante muito tempo da iniquidade daquele homem?? Onde está o Deus de Justiça??”

Ao final de tais raciocínios, o povo certamente diria: “O caminho de Jeová não é acertado”.

FOMOS DECLARADOS INÍQUOS E JÁ ESTAMOS SENDO PUNIDOS POR NOSSA INIQUIDADE, COMO É QUE CONTINUAREMOS A VIVER? NÃO ESTAMOS SENTENCIADOS À MORTE?? NÃO SERÁ ESTE O NOSSO FIM??

Jeová nos chamou de iníquos e estamos recebendo punição. E agora?? Como é que continuaremos a viver?? O iníquo tem de morrer, não tem?? Jeová responde: “Isto não é o fim, RECUEM do vosso caminho de iniquidade. Vocês realmente estão no caminho da iniquidade. Ainda é tempo para RECUAR. Agora que vocês admitem que são iníquos, simplesmente RECUEM. Meu objetivo é que vocês RECUEM da vossa iniquidade e não que vocês morram. Só pode recuar da iniquidade aquele que percebe e admite que está praticando iniquidade; ninguém pode fazer isto por ele”.

Jeová estava ouvindo o julgamento que o povo havia dado às suas palavras anteriores e passou a responder-lhes: (Ezequiel 33:10-11) 10 “E no que se refere a ti, ó filho do homem, dize à casa de Israel: Assim é que dissestes: “Visto que as nossas revoltas e os nossos pecados estão sobre nós e estamos apodrecendo neles, então, COMO É QUE CONTINUAREMOS A VIVER?”’ 11 Dize-lhes: ‘“Assim como vivo”, é a pronunciação do Soberano Senhor Jeová, “NÃO ME AGRADO na morte do iníquo, mas em que o iníquo recue do seu caminho e realmente continue vivendo. RECUAI, RECUAI dos vossos maus caminhos, pois, por que devíeis morrer, ó casa de Israel?”’

Será que o povo se agradava com a morte do iníquo?? Será que o povo desejava a morte do iníquo?? Em caso afirmativo, estavam em oposição aos SENTIMENTOS de Jeová. Assim é que o povo se expressava em seus salmos: (Salmos 58:10) 10 O JUSTO SE ALEGRARÁ por ter observado a vingança. Banhará os seus passos no sangue do iníquo. (Salmos 92:7)  7 Quando os iníquos florescem como a vegetação E estão florindo todos os que praticam o que é prejudicial, É para que sejam aniquilados para todo o sempre.

Bem estes foram os sentimentos externados pelos servos de Jeová. “É da abundância do coração que a boca fala”.

Não guarde ressentimento”, foi o que Jeová havia ordenado a seu povo, após sair do Egito: (Levítico 19:18) 18 “‘NÃO DEVES TOMAR VINGANÇA NEM TER RESSENTIMENTO contra os filhos do teu povo; e tens de amar o teu próximo como a ti mesmo. Eu sou Jeová.

Mas, prestemos atenção às palavras de Jeová, proferidas em uma situação nada agradável para o povo.

Vejam, prestem a atenção, seja lá quem for que praticar um ato de injustiça, estará se condenando a morte. Seu anterior EXCELENTE CURRÍCULO não lhe dá qualquer garantia em relação a sua vida; se praticar qualquer pecado, seu currículo não o salvará da condenação à morte. Em qualquer momento em que ele venha a cometer uma injustiça, ele se torna um iníquo, e a SENTENÇA para o iníquo é a morte. Agora, em relação ao iníquo, aquele que tem um péssimo currículo, tendo sobre ele o peso da condenação à morte, basta que ele corrija seu caminho e venha a praticar pura justiça, e seu anterior PÉSSIMO CURRÍCULO nada representará. Ele passou a ser justo, logo, continuará a viver. Percebam que o meu objetivo não é matar o iníquo”. Percebam que, em qualquer momento, o iníquo pode deixar de ser um iníquo. (Ezequiel 33:12-13) 12 “E quanto a ti, ó filho do homem, dize aos filhos do teu povo: ‘Nem a justiça do justo o livrará no dia da sua revolta. Mas, no que se refere à iniquidade do iníquo, não se fará que tropece por causa dela no dia em que recuar da sua iniquidade Tampouco poderá ficar vivo aquele que tiver justiça, por causa dela, no dia em que pecar. 13 Quando eu disser ao justo: “Positivamente continuarás vivendo”, e ele mesmo realmente confiar na sua própria justiça e fizer injustiça, TODOS OS SEUS PRÓPRIOS ATOS JUSTOS NÃO SERÃO LEMBRADOS, mas, pela sua injustiça que fez — por esta é que morrerá.



NENHUM DOS SEUS ATOS INÍQUOS SERÁ LEMBRADO

Mesmo que o iníquo venha a recuar de seu pecado SOMENTE DEPOIS de Eu prometer lhe tirar a vida, por dizer-lhe, “positivamente morrerás”, Eu não me lembrarei contra ele dos seus pecados que cometeu. Verei apenas o juízo e a justiça que agora está sendo praticada. (Ezequiel 33:14-16) 14 “‘E quando eu disser ao iníquo: “Positivamente morrerás”, e ele realmente recuar do seu pecado e praticar o juízo e a justiça, 15 [e] o iníquo restituir a própria coisa penhorada e devolver as próprias coisas roubadas, andando realmente nos próprios estatutos da vida por não fazer injustiça, positivamente continuará vivendo. Não morrerá. 16 NENHUM DOS SEUS PECADOS COM QUE PECOU SERÁ LEMBRADO CONTRA ELE. Juízo e justiça é o que praticou. Ele positivamente continuará vivendo.’

Aquela expectativa humana de que, “uma vez iníquo, sempre iníquo”, estava sendo colocada por terra, com estas afirmações de Jeová. O professor Jeová afirmava: “Eu não vejo as coisas do jeito como vocês veem”. Da mesma forma estava sendo colocada por terra a expectativa humana de que, “uma vez justo, sempre justo”.



POVO NÃO COMPREENDE QUE ISTO É QUE É IMPARCIALIDADE

Assim como não me lembrarei contra vocês de todas as tuas ações iníquas, quando recuardes destas, do mesmo modo também não me lembrarei de todas as tuas ações justas, quando recuardes destas.

O povo não conseguia entender que Jeová tem um objetivo. O objetivo de Jeová não é punir iníquos com a morte. Seu objetivo é que todos pratiquem a justiça de forma contínua. Mesmo que você pratique a injustiça e que tenha uma sentença por praticar a injustiça, em qualquer momento que você começar a praticar a justiça, a sentença será anulada. Isto não revela o objetivo de ajudar o iníquo?? Sim revela. Não é este um motivo para o iníquo se alegrar?? Sim, realmente é. Então, porque o povo não se alegrou??

(Ezequiel 33:17-20) 17 “E os filhos do teu povo DISSERAM: ‘O caminho de Jeová não é acertado, mas, no que se refere a eles, é o caminho deles que não é acertado. 18 “Quando o justo recuar da sua justiça e realmente fizer injustiça, então terá de morrer por tais [atos]. 19 E quando o iníquo recuar da sua iniquidade e realmente praticar o juízo e a justiça, será por causa deles que ele mesmo continuará vivendo. 20 “E VÓS DISSESTES: O caminho de Jeová não é acertado.’ Será segundo o caminho de cada um de vós que vos julgarei, ó casa de Israel.”


Quem cometer qualquer injustiça realmente fica condenado à morte. No entanto, Jeová afirma: “Se você se transforma em um iníquo, Eu não vejo você como alguém a ser morto, pois o Meu objetivo, minha vontade, é que você recue de sua maldade. Eu quero que você perceba a tua iniquidade. Eu te dou tempo para você recuar de sua maldade. Logo, Eu vejo você como alguém a ser ENDIREITADO. Minha vontade é que o iníquo seja ENDIREITADO”. O povo não entendia assim. O povo via o iníquo como alguém a ser DESTRUÍDO. A vontade ou desejo do povo era que o iníquo fosse simplesmente DESTRUÍDO, aniquilado. Para o povo, o iníquo era alguém sem o mínimo valor, um vaso inútil, próprio para a destruição. O povo carregava o título de “nação santa” e se achavam muito melhores que todos os povos ao redor.


O povo se achava prejudicado em relação aos iníquos. Será que o povo realmente desejava a morte do iníquo?? Será que o povo realmente se alegrava com a morte do iníquo?? O povo se achava justo e tinha aversão a pecadores imundos. O que aconteceria agora que estavam sendo punidos como pecadores imundos?? Jeová responde: “Não é o fim, recuem dos vossos caminhos iníquos, pois Eu não me agrado na morte do iníquo. Eu fico feliz em ver o iníquo recuar do seu mau caminho. Façam-me ficar feliz, recuem dos vossos maus caminhos. Ter se tornado um iníquo não é uma coisa definitiva. Para Mim, o iníquo não é um vaso para o qual não existe mais recuperação, um vaso rotulado de IMPRESTÁVEL, sem mais nenhum valor”.

Jeová estava simplesmente usando de imparcialidade. Ora, se a iniquidade será esquecida no caso do iníquo passar a praticar a justiça, do mesmo modo a justiça praticada pelo justo também será esquecida, no caso do justo passar a praticar iniquidade. No entanto, O MAIS IMPORTANTE em relação a esta questão é o fato de Jeová PERDOAR o iníquo. A regra é clara: A alma que pecar (qualquer pecado), ela é que morrerá. Se você pecar (qualquer pecado), você estará condenado a morte por ter se tornado um iníquo, no entanto, nada está perdido, Eu te perdoo e lhe concedo um novo início. Você passou a ter COMIGO uma dívida que no teu caso é impagável. No entanto, veja, Eu CANCELO tua dívida. Então, aproveite, recomece a praticar a justiça. No entanto, para que haja a recuperação do vaso que está iníquo é imprescindível que ocorra PRIMEIRO o “perdão” da parte de Jeová.

Ademais, o iníquo precisa ver a sua iniquidade para poder dar a meia volta. Enquanto ele não perceber sua iniquidade, ele não recuará do seu mau caminho.


Para aquele que achava que estava recebendo uma recompensa por sua justiça e de forma paralela exigia a devida recompensa ao iníquo, foi decepcionante saber que o iníquo estava perdoado e que ele ainda podia reiniciar, podia reiniciar a qualquer momento, e ainda mais, sem qualquer dívida. Mais decepcionante ainda para o suposto justo, foi saber que na verdade ele também era um iníquo, pois ele estava sendo tratado como um iníquo, embora não percebesse seu pecado.



Valorizar o que foi feito até aquele momento leva ao desejo de ser reconhecido e RECOMPENSADO por aquilo que se fez. Quão perigoso foi para aqueles que sequer sabiam que estavam pecando, desejar ser recompensado por suas obras!! Quando você se valoriza (se eleva), certamente irá desvalorizar (rebaixar) outros. Decerto, também desejará uma "paga" maior e melhor para si em face do seu "suposto" maior valor.

As palavras de Jesus são o antídoto para este desejo de valorizar o que se faz. Cumpriu-se apenas a obrigação, era o tinha de ser feito; era a coisa natural a ser feita. Estas são as palavras de Jesus:

(Lucas 17:7-10) 7 “Quem de vós, que tiver um escravo arando ou cuidando do rebanho, lhe dirá, ao chegar ele do campo: ‘Vem logo para cá, e recosta-te à mesa’? 8 Antes, não lhe dirá: ‘Apronta-me algo para a minha refeição noturna, e põe o avental e ministra-me até eu ter acabado de comer e de beber, e depois podes comer e beber’? 9 Será que ele sentirá gratidão pelo escravo porque ele fez as coisas determinadas? 10 Assim também vós, QUANDO TIVERDES FEITO TODAS AS COISAS QUE VOS FORAM DETERMINADAS, DIZEI: ‘SOMOS ESCRAVOS IMPRESTÁVEIS. O QUE TEMOS FEITO É O QUE DEVÍAMOS FAZER.’”


Pai, veja, eu comi a comida toda; eu tomei todo o remédio, eu fiz todo o dever de casa que o professor passou, eu tomei banho.... Coisas obrigatórias ou coisas dignas de gratidão??



Outro perigo de valorizar o que se está fazendo é quando nos comparamos com outros que não estão fazendo as mesmas coisas que nós estamos fazendo. O perigo existe, pois passamos a desvalorizar a outra pessoa. No caso dela receber o mesmo salário que o nosso, poderemos iniquamente falar contra aquele que realiza este ato de MISERICÓRDIA.

Quanto aos nossos sentimentos, somos assim alertados por Jesus:

(Mateus 20:1-16) 20Porque o reino dos céus é semelhante a um homem, um dono de casa, que saiu cedo de manhã para contratar trabalhadores para o seu vinhedo. 2 Tendo concordado com os trabalhadores em um denário por dia, mandou-os ao seu vinhedo. 3 Saindo também por volta da terceira hora, viu outros parados, sem emprego, na feira; 4 e ele disse a estes: ‘Vós também, ide ao vinhedo, e eu vos darei o que for justo.’ 5 De modo que eles foram. Ele saiu novamente por volta da sexta hora e da nona hora, e fez o mesmo. 6 Finalmente, por volta da décima primeira hora, saiu e encontrou outros parados, e disse-lhes: ‘Por que ficastes parados aqui o dia todo sem emprego?’ 7 Eles lhe disseram: ‘Porque ninguém nos contratou.’ Disse-lhes: ‘Ide vós também ao vinhedo.’ 8 “Quando anoiteceu, o dono do vinhedo disse ao seu encarregado: ‘Chama os trabalhadores e paga-lhes o seu salário, passando dos últimos para os primeiros.’ 9 Ao chegarem os homens da décima primeira hora, cada um deles recebeu um denário. 10 Portanto, ao chegarem os primeiros, concluíram que receberiam mais; mas eles também receberam o pagamento à razão de um denário. 11 Tendo-o recebido, começaram a murmurar contra o dono de casa 12 e disseram: ESTES ÚLTIMOS FIZERAM UMA SÓ HORA DE TRABALHO; AINDA ASSIM OS FIZESTES IGUAIS A NÓS, OS QUE LEVAMOS O FARDO DO DIA E O CALOR ABRASADOR!’ 13 Mas ele disse, em resposta, a um deles: ‘Amigo, não te faço nenhuma injustiça. Não concordaste comigo em um denário? 14 Toma o que é teu e vai. EU QUERO DAR a este último o mesmo que a ti. 15 Não me é lícito fazer o que quero com as minhas próprias coisas? Ou é o teu olho iníquo PORQUE SOU BOM?’ 16 Deste modo, os últimos serão primeiros e os primeiros, últimos.”

Será que os discípulos de Jesus deixaram de valorizar o seu currículo ou será que AINDA esperam que suas “boas obras” sejam lembradas??

Nos dias de Jesus, os fariseus sentiam-se superiores aos que eram realmente pecadores, SENTIAM-SE SUPERIORES aos iníquos, colocavam-se acima dos “pecadores imundos”. Jesus chamou a atenção de seus alunos para este sentimento, por mostrar o terrível resultado final:

(Lucas 18:9-14) 9 Mas, ele contou a seguinte ilustração também a alguns que confiavam em si mesmos como sendo justos e que consideravam os demais como nada: 10 “Dois homens subiram ao templo para orar, um sendo fariseu e o outro cobrador de impostos. 11 O fariseu estava em pé e começou a orar as seguintes coisas no seu ÍNTIMO: ‘Ó Deus, agradeço-te que NÃO SOU COMO O RESTO DOS HOMENS, extorsores, injustos, adúlteros, ou mesmo como este cobrador de impostos. 12 Jejuo duas vezes por semana, dou o décimo de todas as coisas que adquiro.’ 13 O cobrador de impostos, porém, estando em pé à distância, não estava nem disposto a levantar os olhos para o céu, mas batia no peito, dizendo: ‘Ó Deus, sê clemente para comigo pecador.’ 14 Digo-vos: Este homem desceu para sua casa provado mais justo do que aquele homem; porque TODO O QUE SE ENALTECER será humilhado, mas quem se humilhar será enaltecido.”

Não são poucos os que têm usado esta expressão de Paulo como âncora para valorizarem suas “boas obras”, anexando-as em um currículo e exibindo-as.

(Hebreus 6:10) 10 Pois Deus não é injusto, para se esquecer de vossa obra e do amor que mostrastes ao seu nome, por terdes ministrado aos santos e por continuardes a ministrar.

Daí, acham que Deus passa a ser um devedor de “servos de Deus” esforçados, e esperam que a gratidão de Deus se revele em Este fazer vista grossa em relação a certos pecados que estes servos de Deus minimizam. Depois desvalorizam o restante da humanidade por estes não estarem fazendo as mesmas obras feitas pelos “servos de Deus”, e ainda pedem ao Pai para “recompensá-los” com a vida eterna e para recompensar os iníquos com a morte eterna. “O pior “servo de Deus” é muito melhor do que qualquer iníquo”, isto é o que pensam, o que sentem e é o que os “servos de Deus” têm afirmado hoje, colocando-se bem ACIMA dos “iníquos”.

Será que o “servo de Deus” deve ter um tratamento diferenciado?? Pode ser que o “servo de Deus” dê este tipo de tratamento aos também vistos por eles como “servos de Deus” e também deseje tal tratamento para si, mas o que dizer de Jeová, o Professor??

Novamente, um grande perigo existe neste pedido. Não podemos esquecer do SENTIMENTO revelado pelo fariseu, que também era um “servo de Deus”, um adorador de Jeová. Tal sentimento não agradava a Deus. Tal sentimento o colocava na condição de mais iníquo, aos olhos de Deus, obviamente. Novamente, será Jeová quem dará a Sua nota aos Seus alunos humanos. A história futura nos alcançará, e nós, assim como os antepassados, seremos desnudados para todo o mundo.

Para o povo escolhido, o “servo de Deus”, foi dito:

(Jeremias 9:25-26) 25 “Eis que vêm dias”, é a pronunciação de Jeová, “e eu vou ajustar contas com todo o circunciso [mas ainda] na incircuncisão, 26 com o Egito, e com Judá, e com Edom, e com os filhos de Amom, e com Moabe, e com todos os de cabelo cortado nas têmporas, que moram no ermo; porque todas as nações são incircuncisas e TODA a casa de Israel é incircuncisa no coração”.

Haveria qualquer SENTIMENTO diferenciado do Pai em relação a humanos? Não foi esta a promessa do Criador. O Criador via TODAS as nações e TODA a casa de Judá (os servos de Deus) como IGUAIS incircuncisos no coração. O Professor Jeová é IMPARCIAL.

Para o outro grupo de iníquos que ainda estava em Jerusalém, assim falou o Professor Jeová:

(Jeremias 18:1-12) 18 A palavra que veio a haver para Jeremias, da parte de Jeová, dizendo: 2 “Levanta-te, e tens de descer à casa do oleiro e ali te farei ouvir as minhas palavras.” 3 E passei a descer à casa do oleiro, e eis que ele fazia uma obra na roda de oleiro. 4 E o vaso que fazia do barro foi estragado pela mão do oleiro, e ele tornou e foi fazer dele outro vaso, conforme parecia direito fazer aos olhos do oleiro. 5 E continuou a vir a haver para mim a palavra de Jeová, dizendo: 6 “‘Não posso eu fazer a vós como este oleiro [fez], ó casa de Israel?’ é a pronunciação de Jeová. ‘Eis que, como o barro na mão do oleiro, assim sois vós na minha mão, ó casa de Israel. 7 EM QUALQUER MOMENTO em que eu falar contra uma nação e contra um reino, para [a] desarraigar, e para [a] demolir, e para [a] destruir, 8 e esta nação realmente RECUAR da sua maldade contra a qual falei, também eu VOU DEPLORAR a calamidade que pensei em executar sobre ela. 9 MAS, EM QUALQUER MOMENTO em que eu falar a respeito de uma nação e a respeito de um reino, para [a] edificar e para [a] plantar, 10 e ela realmente fizer o que é mau aos meus olhos por não obedecer à minha voz, TAMBÉM EU VOU DEPLORAR O BEM que eu disse [para mim] fazer-lhe para seu bem.’ 11 “E agora, por favor, dize aos homens de Judá e aos habitantes de Jerusalém: ‘Assim disse Jeová: “Eis que formo contra vós uma calamidade e cogito contra vós um pensamento. Recuai, por favor, cada um do seu mau caminho, e tornai bons os vossos caminhos e vossas ações.”’” 12 E eles disseram: “É sem esperança! Pois andaremos seguindo os nossos próprios pensamentos e vamos executar cada um a obstinação de seu mau coração.”

Ora, o Criador estava sendo totalmente coerente ao falar palavras idênticas aos dois grupos do mesmo povo.

Em qualquer momento Eu deploro a calamidade que afirmei que ia executar sobre ela, no caso dela recuar de seu MAU caminho. Do mesmo modo, em qualquer momento Eu também vou deplorar o bem que afirmei que iria fazer pelo seu BOM caminho, no caso dela recuar de seu BOM caminho. Então meus filhos iníquos, por favor, recuem do vosso MAU caminho.

Meu objetivo não é executar a calamidade. Meu objetivo é que a minha PROMESSA de trazer calamidade sobre vocês, faça (induza) vocês recuarem do vosso mau caminho.


Veja por exemplo o que aconteceu com os ninivitas. Minha promessa de trazer calamidade sobre eles, os fez parar com tudo o que estavam fazendo; pararam até mesmo de comer e até mesmo de beber água”. Assim foi contado pelo representante de Jeová, designado para a tarefa de avisar sobre a calamidade, Jonas:

(Jonas 3:3-10) 3 Nisso Jonas se levantou e foi a Nínive, segundo a palavra de Jeová. Ora, a própria Nínive mostrou-se para Deus uma cidade grande, de três dias de caminhada. 4 Por fim, Jonas principiou a entrar na cidade numa caminhada de um dia, e continuava proclamando e dizendo: “APENAS MAIS QUARENTA DIAS E NÍNIVE SERÁ SUBVERTIDA.5 E os homens de Nínive começaram a depositar fé em Deus, e passaram a proclamar um jejum e a pôr serapilheira, desde o maior deles até o menor deles. 6 Quando a palavra atingiu o rei de Nínive, então ele se levantou do seu trono e despiu-se de seu manto oficial e cobriu-se de serapilheira, e assentou-se nas cinzas. 7 Além disso, fez proclamar e dizer em Nínive, PELO DECRETO DO REI E DOS SEUS GRANDES, dizendo: Nenhum homem e nenhum animal doméstico, nem manada nem rebanho, deve saborear coisa alguma. Nenhum [deles] deve tomar alimento. Nem mesmo água devem beber. 8 E cubram-se de serapilheira, homem e animal doméstico; e clamem a Deus com força e RECUEM, cada um do seu mau caminho e da violência que havia nas suas mãos. 9 Quem sabe se o [verdadeiro] Deus [não] voltará e realmente [o] deplorará, e recuará da sua ira ardente, para que não pereçamos?10 E o [verdadeiro] Deus chegou a ver os seus trabalhos, que tinham recuado de seu mau caminho; e POR ISSO O [VERDADEIRO] DEUS DEPLOROU A CALAMIDADE de que falara que lhes ia causar; e ele não [a] causou.


No entanto, não foi esta a mesma reação do povo que afirmava ser justo e se intitulava de nação santa, os “servos de Deus”, como o próprio Jeová afirmou, para que fosse repetido ao povo por Jeremias.


Para Ezequiel, o Professor Jeová afirmou em relação ao grupo que estava com ele em Babilônia:

(Ezequiel 33:30-33) 30 “E quanto a ti, ó filho do homem, os filhos do teu povo estão falando uns aos outros a teu respeito junto às paredes e nas entradas das casas, e um falou ao outro, cada um ao seu irmão, dizendo: ‘Vinde, por favor, e ouçamos qual é a palavra procedente de Jeová.’ 31 E eles entrarão [chegando] a ti, como a entrada do povo, e SE ASSENTARÃO DIANTE DE TI COMO O MEU POVO; E CERTAMENTE OUVIRÃO AS TUAS PALAVRAS, MAS NÃO AS PORÃO EM PRÁTICA, porque com a sua boca expressam desejos sensuais [e] seu coração vai atrás de seu lucro injusto. 32 E eis que tu és para eles como uma canção de amores sensuais, como alguém com voz bonita e que toca bem um instrumento de cordas. E CERTAMENTE OUVIRÃO AS TUAS PALAVRAS, MAS NÃO HÁ QUEM AS PONHA EM PRÁTICA. 33 E quando isso se cumprir — eis que tem de se cumprir — então terão de saber que foi um profeta que veio a estar no meio deles.”


Foi também para Ezequiel que Jeová afirmou: “Se Eu te enviasse a outros povos, eles certamente te ouviriam, mas, a casa de Israel não vai querer ouvir-te, pois eles são rebeldes”. As palavras de Jeová foram assim registradas pelo próprio Ezequiel:

(Ezequiel 3:4-9) 4 E ele continuou a dizer-me: “Filho do homem, vai, entra no meio da casa de Israel, e tens de falar-lhes com as minhas palavras. 5 Pois não estás sendo enviado a um povo de idioma incompreensível ou de língua pesada, [mas] à casa de Israel, 6 não a numerosos povos de idioma incompreensível ou de língua pesada, cujas palavras não possas ouvir [com entendimento]. Se eu te tivesse enviado a tais, seriam eles os que te escutariam. 7 Mas, quanto à casa de Israel, NÃO VÃO QUERER ESCUTAR-TE, pois não querem escutar a mim; porque todos os da casa de Israel são de cabeça dura e de coração duro. 8 Eis que fiz a tua face tão dura como as faces deles e a tua testa tão dura como as testas deles. 9 Igual ao diamante, mais dura do que a pederneira fiz a tua testa. Não deves ter medo deles e não deves ficar aterrorizado diante das suas faces, PORQUE SÃO UMA CASA REBELDE.”


Jeová afirmou: “Não me agrado na morte do iníquo”. Até onde iria Jeová?? Se além de iníquo, este também apresentasse outra faceta da iniquidade, que é a rebeldia?? O que faria Jeová?? Desistiria do iníquo??

Ouçamos a palavra do próprio Jeová falada para um dos “filhos” iníquos já punidos com a morte. Assim se expressou o próprio Jeová:

(Jeremias 31:15-20) 15 “Assim disse Jeová: ‘Ouve-se uma voz em Ramá, lamentação e choro amargo; Raquel chorando por seus filhos. Negou-se a ser consolada por causa dos seus filhos, porque eles já não existem.’” 16 Assim disse Jeová: “‘Retém a tua voz do choro e teus olhos das lágrimas, pois há uma recompensa pela tua atividade’, é a pronunciação de Jeová, ‘e certamente retornarão da terra do inimigo’. 17 “‘E EXISTE ESPERANÇA PARA O TEU FUTURO’, é a pronunciação de Jeová, ‘e os filhos certamente retornarão ao seu próprio território’.” 18 “Ouvi positivamente Efraim lastimar-se: ‘CORRIGISTE-ME, para que eu ficasse corrigido, como o bezerro que não foi treinado. Faze-me voltar e eu voltarei prontamente, porque tu és Jeová, meu Deus. 19 Pois, após a minha volta senti lástima; e depois que se me fez saber bati na coxa. Fiquei envergonhado e senti-me também humilhado, porque eu levara o vitupério da minha mocidade.’” 20 “É Efraim para mim UM FILHO PRECIOSO ou um menino tratado com mimo? Pois, ao ponto de EU falar contra ele, SEM FALTA ME LEMBRAREI DELE AINDA MAIS. Por isso é que as minhas entranhas ficaram turbulentas por ele. Decididamente TEREI PIEDADE DELE, é a pronunciação de Jeová.


EXISTE O “DEPOIS DA PUNIÇÃO” - Mesmo depois da punição com a morte, punição esta, em face de tamanha iniquidade, Jeová ainda afirma para o JÁ PUNIDO reino de Samaria (Efraim): “Ainda há esperança para o teu futuro”.

Mesmo depois da punição com a morte, Jeová afirma para seu iníquo filho: Você CONTINUA sendo um filho precioso para mim, pois ao ponto que Eu fui de falar contra você, sem falta me lembrarei de você AINDA MAIS.

Mesmo depois da punição com a morte, o objetivo de Jeová de corrigir o iníquo persistia. Jeová revela assim que Ele não desiste do iníquo, Ele realmente revela O QUANTO não se agrada na morte do iníquo, revela O QUANTO Ele deseja que o iníquo recue do seu caminho e continue a viver. Finalmente, Jeová revela qual é o Seu SENTIMENTO pelo iníquo: “Terei piedade dele”. O estado de uma pessoa que alcançou a condição de iníquo, é um estado lastimável, logo, ele é digno de PIEDADE.


Para aquela geração que aos olhos de Jeová era mais iníqua que Samaria e mais iníqua que Sodoma, assim falou Jeová sobre o Seu sentimento por ela:

(Jeremias 31:2-4) 2 Assim disse Jeová: “O povo composto dos sobreviventes da espada achou favor no ermo, quando Israel andava para obter seu repouso.” 3 De longe apareceu-me o próprio Jeová, [dizendo:] “E EU TE AMEI COM UM AMOR POR TEMPO INDEFINIDO. Por isso é que te atraí com benevolência. 4 Ainda te reedificarei e serás realmente reedificada, ó virgem de Israel. Ainda te ataviarás com os teus pandeiros e realmente sairás na dança dos que estão rindo.


Os sobreviventes da espada?? Sim, os sobreviventes da iníqua geração punida com a espada. Jeová ama iníquos?? Sim, Ele ama. Um amor por tempo indefinido?? Qual é a dimensão deste amor??

Jeová revela qual era a dimensão da iniquidade de seu povo nas seguintes palavras:

(2 Reis 21:9-15) . . .E eles não escutaram, porém, Manassés continuou a seduzi-los para fazerem o que era mau, MAIS DO QUE AS NAÇÕES que Jeová aniquilara de diante dos filhos de Israel. 10 E Jeová continuou a falar por meio dos seus servos, os profetas, dizendo: 11 “Visto que Manassés, rei de Judá, fez estas coisas detestáveis, ele agiu DE MODO MAIS INÍQUO do que todos os amorreus antes dele, e passou a fazer até mesmo Judá pecar com os seus ídolos sórdidos. 12 Por isso, assim disse Jeová, o Deus de Israel: ‘Eis que trago sobre Jerusalém e sobre Judá uma calamidade tal que, ouvindo alguém [falar dela], lhe tinirão ambos os ouvidos. 13 E certamente estenderei sobre Jerusalém o cordel de medir aplicado a Samaria e também o nível aplicado à casa de Acabe; e vou esfregar Jerusalém até ficar limpa, assim como se esfrega um tacho sem asas, esfregando-o e emborcando-o. 14 E abandonarei deveras o restante da minha herança, e os entregarei à mão dos seus inimigos, e vão tornar-se saque e rapina para todos os seus inimigos, 15 visto que fizeram o que era mau aos meus olhos e me ofenderam continuamente, desde o dia em que seus antepassados saíram do Egito até o dia de hoje.’”

Jeová continua revelando qual era a dimensão da iniquidade de seu povo: (Ezequiel 5:5-9) 5 “Assim disse o Soberano Senhor Jeová: ‘Esta é Jerusalém. Coloquei-a no meio das nações, com terras ao seu redor. 6 E ela passou a comportar-se rebeldemente contra as minhas decisões judiciais, em INIQÜIDADE MAIOR DO QUE AS NAÇÕES, e contra os meus estatutos, mais do que as terras ao seu redor, pois rejeitaram as minhas decisões judiciais, e quanto aos meus estatutos, não andaram neles.’ 7 “Portanto, assim disse o Soberano Senhor Jeová: Visto que fostes MAIS TUMULTUOSOS DO QUE AS NAÇÕES ao vosso redor, não andastes nos meus estatutos e não executastes as minhas decisões judiciais — mas, porventura não agistes segundo as decisões judiciais das nações ao vosso redor? — 8 portanto, assim disse o Soberano Senhor Jeová: “Eis que sou contra ti, [ó cidade,] sim, eu, e vou executar no teu meio decisões judiciais aos olhos das nações. 9 E vou fazer em ti o que não fiz e como não mais farei, por causa de todas as tuas coisas detestáveis.


MAIS INÍQUO que os povos ao redor; MAIS TUMULTUOSOS que as nações ao redor. Pode haver alguma dúvida quanto ao grau de iniquidade daquela geração que habitava Jerusalém?? Foi aos sobreviventes da espada, os que pertenciam a esta geração que foi dito por Jeová: “Eu te amei com um amor por tempo indefinido”.


Para outra geração iníqua e rebelde, mais iníqua que aquela geração de Nínive, assim falou o mesmo Jeová, agora através de Jesus, a respeito do futuro dela mesma:

(Mateus 12:38-41) 38 Respondendo-lhe então alguns escribas e fariseus, disseram: “Instrutor, queremos ver um sinal da tua parte.” 39 Em resposta, disse-lhes: “UMA GERAÇÃO INÍQUA E ADÚLTERA persiste em buscar um sinal, mas nenhum sinal lhe será dado, exceto o sinal de Jonas, o profeta. 40 Porque, assim como Jonas esteve três dias e três noites no ventre do enorme peixe, assim estará também o Filho do homem três dias e três noites no coração da terra. 41 HOMENS DE NÍNIVE SE LEVANTARÃO no julgamento COM ESTA GERAÇÃO e a condenarão; porque eles se arrependeram com o que Jonas pregou, mas, eis que algo maior do que Jonas está aqui.


Ainda há esperança para o teu futuro. Serás levantado. Apesar de agires de forma mais iníqua que os homens de Nínive (eles não foram rebeldes), e seres punidos por isto, serás levantado junto com eles. O que acontecerá? Bem, eles te condenarão. Eles dirão: “Nós, apesar de não sermos “servos de Deus”, paramos tudo o que estávamos fazendo em face da palavra de Deus falada através do profeta. Porque vocês não fizeram a mesma coisa?? Vocês não afirmavam ser muito melhores do que nós??” Será uma vergonha e tanto!!


Mesmo “depois da punição” ainda há futuro para o iníquo. Realmente é muita bondade. É a bondade de Jeová.


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