MATAR OU PERDOAR O PECADOR??

Criada em 11 de agosto de 2010 Última alteração em 28/12/2015 às 19 : 00





PARA TODO E QUALQUER PECADO, JEOVÁ AFIRMA: POSITIVAMENTE MORREREIS.

AGORA QUE O PECADO FOI COMETIDO, O QUE FAZER COM O PECADOR??

O QUE FAZ JEOVÁ DEPOIS QUE O HUMANO COMETE UM PECADO??

POSITIVAMENTE MORREREIS – ESTA É A SENTENÇA, ESTA É A CONSEQUÊNCIA.

TRATA-SE APENAS DE UM AVISO??

FOI EXATAMENTE ISTO O QUE JEOVÁ FALOU PARA ADÃO.

E AGORA, QUEM ESTÁ AUTORIZADO A MATAR ADÃO??

TRATA-SE DE UMA COISA DEFINITIVA??

MATAR OU PERDOAR O PECADOR – O QUE DETERMINOU O LEGISLADOR?

O QUE FEZ O LEGISLADOR??

APEDREJAMENTO DE PECADORES” É UMA CERIMÔNIA PROJETADA PELO LEGISLADOR?? TRATA-SE DO PENSAMENTO DE JEOVÁ OU DO PENSAMENTO HUMANO??

JEOVÁ É UM DEUS SANTO E TEM COMO OBJETIVO CONDUZIR OS HUMANOS À SANTIDADE.

MANDAR HUMANO APEDREJAR HUMANO É CONDUZÍ-LOS À SANTIDADE??

TRATA-SE DE UM MANDAMENTO DE JEOVÁ OU UMA INICIATIVA HUMANA??

SEJA FEITA A TUA VONTADE NA TERRA – Será que matar pecadores é uma das vontades originais do nosso Pai, que os filhos deviam satisfazer.

Matar um pecador passou a ser um direito da vítima?? Era esta a vontade de Deus para uma vítima??

MATAR” UM PECADOR É UM PECADO??

QUE CERIMÔNIA FOI CRIADA PELO LEGISLADOR, PERDOAR OU APEDREJAR??

O que é a “cerimônia do perdão”??

Que opção única deu o Legislador ao humano que vê seu irmão praticar um pecado??

Que sentimento “eu” devo ter por qualquer um que cometa um pecado??

De onde e de quem o povo escolhido estava copiando este ritual de apedrejamento??

Antes do humano cometer um pecado, que “Valor” ele tem para você??

Agora, ele cometeu um pecado. Depois disto, que “Valor” ele passa a ter para você??

Depois do cometimento do pecado, o humano passa a ser algo a ser eliminado, algo sem “Valor”??

Ao cometer um pecado, o humano deve receber o mesmo tratamento, INDEPENDENTE de quem seja o humano?? Deve receber o mesmo tratamento, INDEPENDENTE de qual seja o pecado??

Existem coisas que SÓ O CRIADOR PODE FAZER e que se eu as fizer, mostra ser um pecado meu??

A gravidade de um pecado SE MEDE pela penalidade que o Legislador determinou DAR para tal pecado. Legislador é aquele que CRIA as regras. Legislador é aquele que CRIA as leis. Legislador é aquele que CRIA e determina o tipo de punição a ser aplicada no caso de existência do pecado, ou seja, aquilo que o Legislador determina como sendo um ERRO. Legislador é aquele que CRIA os rituais. Legislador é aquele que CRIA as decisões judiciais. A lei é fruto dos SENTIMENTOS do legislador.

É a Lei que estabelece o que deve acontecer com aquele que cometer um pecado.

Para nosso amado irmão Tiago, o meio irmão de Jesus, escritor do livro que leva seu nome, só existe um único Legislador e só existe um ÚNICO Juiz. Assim ele afirmou para seus contemporâneos que estavam AFRONTANDO a lei e CRIANDO novas regras, regras diferentes das regras estipuladas na lei intermediada por Jesus, isto é, o Sermão do Monte, alguns anos antes, e que iam de encontro aos sentimentos daquele que havia criado esta lei: (Tiago 4:11-12) 11 Cessai de falar uns contra os outros, irmãos. Quem falar contra um irmão ou julgar seu irmão fala contra a lei e julga a lei. Ora, se tu julgas a lei, não és cumpridor da lei, mas juiz. 12 Há UM que é LEGISLADOR e juiz, AQUELE que é capaz de salvar e de destruir. Mas tu, quem és tu para julgares o [teu] próximo?

Dentro do “reino dos céus”, quem fala contra um irmão fala contra a lei do reino; quem julga um irmão julga a lei do reino. Sendo um pecador, o humano que cria formas de punições, rituais de punições para os pecadores, está agindo como um legislador. O Legislador já havia definido o que devia ser feito; independente de quem fosse o humano, a ele cabia unicamente cumprir o que já havia sido estipulado pelo Legislador. Sendo um pecador, aquele que deveria ser um cumpridor da lei, passa a CRIAR novos costumes?? Quem o mandou fazer isto?? Quem o fizer está revelando que DISCORDA daquele que deveria ser o ÚNICO Legislador. Na verdade, além de estar afirmando que O Legislador ESTÁ ERRADO, está apresentando uma lei MELHOR, que irá substituir o que foi previsto pelo Legislador. Não é isto uma FRANCA REVOLTA CONTRA JEOVÁ?? Não deveria ele ser apenas um súdito neste reino dos céus??

A legislação criada por Jeová revela o SENTIMENTO de Jeová em relação àquele assunto, revelando também AQUILO QUE JEOVÁ FARÁ ao encontrar-se naquela situação. Sendo assim, O Legislador espera que os súditos façam exatamente aquilo que foi estipulado por Ele na legislação, afinal, o Legislador é muito mais SÁBIO que qualquer um dos súditos. O “LEGISLADOR” sabe quais são os frutos que serão produzidos através da sua lei, através dos seus mandamentos.

Aquele humano que apedrejava outro humano, por este ter cometido determinados tipos de pecados, estava fazendo a “vontade” do Legislador?? Era a “vontade” do Legislador, o apedrejamento daquele que cometesse determinados tipos de pecados?? O que O Legislador havia determinado na Sua lei, lei que era válida no Seu reino??

Em relação à gravidade de pecados, assim falou Moisés para a nação da qual ele recebeu o cargo de Pastor: (Deuteronômio 21:22-23) 22 E caso venha a haver num homem UM PECADO QUE MEREÇA a sentença de morte, e ele tenha sido morto e tu o tenhas pendurado num madeiro, 23 seu cadáver não deve ficar toda a noite no madeiro; mas deves terminantemente enterrá-lo naquele dia, pois o pendurado é algo amaldiçoado por Deus; e não deves aviltar teu solo que Jeová, teu Deus, te dá por herança.

Jesus, quando estava pendurado num madeiro, julgado e sentenciado pelos discípulos de Moisés, revelou ser algo amaldiçoado por Deus ou um grave erro do ser humano adorador deste mesmo Deus??

Depois de expor um pecado que merece a sentença de morte, Moisés passa a revelar um pecado que para o qual não existe sentença de morte. (Deuteronômio 22:25-27) 25 Se, porém, foi no campo que o homem achou a moça que era noiva, e o homem a agarrou e se deitou com ela, então só o homem que se deitou com ela tem de morrer 26 e não deves fazer nada à moça. A moça NÃO TEM PECADO QUE MEREÇA a morte, pois, assim como um homem se levanta contra seu próximo e deveras o assassina, sim, uma alma, assim é neste caso. 27 Porque foi no campo que a achou. A moça que era noiva gritou, mas não houve quem a socorresse.

Moisés deixa bem claro que existem determinados pecados para os quais se merece a sentença de morte e outros pecados para os quais não se merece sentença de morte. Assim ficou bem claro que, dentro daquele reino, existiam pecados mais graves do que outros pecados.

Tempos mais tarde, o Pai informou para Ezequiel qual era a Sua visão sobre os pecados...

O Pai informou que “a alma que pecar, esta alma morrerá”.. De forma bem simples e bem reduzida, o Pai não deixa dúvida alguma. Para todos os pecados a consequência é a mesma morte.

QUEM DETERMINAVA a gravidade do pecado? No caso acima, foi o próprio Moisés quem determinou que este pecado não merecia a morte. Neste reino, o homem que humilhou a esposa de seu próximo merece sentença de morte. A mulher, a vítima, que não gritou na cidade, também merece a sentença de morte. Se o pecado fosse praticado no campo, a mulher que foi vítima não merece sentença de morte, embora o homem continue merecendo a sentença de morte por ter praticado a ação pecaminosa. (Deuteronômio 22:23-24) 23 Caso haja uma virgem, noiva dum homem, e um homem realmente a achou na cidade e se deitou com ela, 24 então tendes de levar ambos para fora ao portão daquela cidade E TENDES DE MATÁ-LOS a pedradas, e eles têm de morrer, a moça, por não ter gritado na cidade, e o homem, por ter humilhado a esposa de seu próximo. Assim tens de eliminar o mal do teu meio.

Neste outro caso assim determinou Moisés: “Neste reino, se o abuso sexual se der com uma virgem, não prometida a um homem, não merece sentença de morte”. O mau é feito contra ela, isto é, ela é vítima do abuso sexual, e ela ainda tem de se casar com aquele que a humilhou e é o seu pai quem recebe a compensação financeira de cinquenta siclos de prata?? Obviamente, assim como Moisés afirmou, eles teriam de ser achados. Bem interessante esta decisão judicial, não é verdade?? Será que Jeová concordava com isto?? (Deuteronômio 22:28-29) 28 Caso um homem ache uma moça, uma virgem que não é noiva, e ele realmente a pegue e se deite com ela, e forem achados, 29 então o homem que se deitou com ela TEM DE DAR cinqüenta siclos de prata ao pai da moça e ela se tornará sua esposa devido ao fato de que a humilhou. Não se lhe permitirá divorciar-se dela em todos os seus dias.

Neste reino, outro pecado que segundo Moisés merecia a sentença de morte e que tinha de ser aplicada pelos homens: (Deuteronômio 21:18-21) 18 Caso um homem tenha um filho obstinado e rebelde, que não escuta a voz de seu pai nem a voz de sua mãe, e eles o tenham corrigido, porém, ele não os queira escutar, 19 então seu pai e sua mãe têm de pegar nele e trazê-lo para fora aos anciãos da cidade dele e ao portão do seu lugar, 20 e têm de dizer aos anciãos da sua cidade: ‘Este filho nosso é obstinado e rebelde; não escuta a nossa voz, sendo glutão e beberrão.’ 21 Então todos os homens da sua cidade TÊM de atirar nele pedras e ele TEM de morrer. Assim tens de eliminar o mal do teu meio, e todo o Israel ouvirá e deveras ficará com medo.

Como se eliminava o mal neste reino?? Qual o papel desempenhado pelo “medo”?? Qual era a motivação para se deixar de praticar o pecado?? Será que era um reino do terror??

Desta forma, através da aplicação da sentença de morte, tens de eliminar o mal do teu meio. A ordem que determinava o ritual, ou seja, a forma da punição, foi: “Todos os homens da cidade têm de se levantar contra o sangue deste pecador”. Através deste ritual de violência, tens de eliminar o mal do teu meio. Elimine o mal do teu meio por MATAR aquele que pratica o mal. Dentro deste reino, todos os homens da cidade têm de participar deste ritual de violência. O ritual era: o apedrejamento até a morte. A população em geral estava sendo incitada a ter este espírito violento contra o pecador. A população estava recebendo o papel de fiscal e denunciante dos infratores da lei, além de participarem na execução dos infratores como carrascos.

Será que estes súditos estavam caminhando para a santidade que pertence ao Pai Jeová??

O “medo” desempenharia o papel de motivação para impedir a prática do pecado. Neste reino, o medo era o elemento motivador. Podemos afirmar que se tratava do reino do medo??

Ou obedece aos mandamentos ou morre – Tratava-se do império do medo não é verdade??

Será que aos olhos destes homens isto era satisfazer plenamente a “justiça”??

Dentro deste reino, segundo Moisés, este outro pecado merecia a sentença de morte, que deveria ser aplicada pelos homens àqueles que eles julgassem merecedores. Decerto alguém defenderá a Moisés e questionará? Não recebeu Moisés esta ordem diretamente de Jeová? Afinal, não falava O Legislador face a face com Moisés?? Sim, falava. Bem, vejamos a ordem: (Deuteronômio 13:5) 5 E aquele profeta ou aquele sonhador do sonho DEVE SER MORTO, porque falou em revolta contra Jeová, vosso Deus, que vos fez sair da terra do Egito e que te remiu da casa dos escravos, para te desviar do caminho em que Jeová, teu Deus, te mandou andar; e tens de eliminar o mal do teu meio.

Foi Jeová quem autorizou humanos a tomarem a iniciativa de matarem profetas?? Dentro do reino, esta era a forma de se eliminar o mal?? Eram estas as ações de pessoas santas??

Não mataram eles muitos profetas?? Sim, mataram. Achavam-se cheios de autoridade. No entanto, COMO PODIAM SABER se o profeta tinha ou não recebido “palavras de Jeová” para retransmitir?? COMO PODIAM SABER?? Como poderiam saber se o profeta repetia exatamente o que havia sido falado por Jeová?? Como poderiam saber?? Acaso tinham sido testemunhas do SONHO ou da VISÃO que Jeová teria dado a este humano escolhido e chamado exclusivamente por Ele?? Pode alguém ser testemunha do que acontece no sonho de outra pessoa?? Acaso pertenciam ao grupo íntimo de Jeová?? O QUE SERIAFALAR EM FRANCA REVOLTA CONTRA JEOVÁ”??

PRESUMIR é um pecado. Assim falou Jeová: O profeta que presumir falar em meu nome positivamente morrerá. (Deuteronômio 18:20) 20 “‘No entanto, o profeta que presumir de falar em MEU nome alguma palavra que não lhe mandei falar ou que falar em nome de outros deuses, tal profeta terá de morrer.

Assim verte a Tradução Brasileira: (Deuteronômio 18:20) 20 Mas o profeta que se houver com presunção, falando em MEU nome uma palavra que não lhe ordenei falar, ou que falar em nome de outros deuses, esse profeta morrerá.

PRESUMIREsta é a definição dada por certo dicionário (Houaiss):

presumir

v. (sXIII) 1 t.d. tirar uma conclusão antecipada, baseada em indícios e suposições, e não em fatos comprovados; conjecturar, supor <p. o melhor para todos> 2 t.d. supor antecipadamente; prever, pressupor, achar 3 t.d. m.q. pressupor ('fazer supor') 4 t.d. desconfiar de; suspeitar <presumiu que seria traído> 5 t.d. formar ideia sem base real; imaginar, pensar, supor <não presuma que sairá desta ileso> 6 t.i. e pron. ter presunção ou vaidade; vangloriar(-se) <p.(-se) de intelectual> etim lat. praesúmo,is,praesumpsi,praesumptum,ère 'tomar antes do tempo, fazer juízo antecipado, conjecturar, suspeitar, julgar, presumir' sin/var ver sinonímia de achar


Presumir é uma ação baseada no livre-arbítrio.

Presumir que alguém não era um profeta enviado ou presumir que a mensagem não fosse de Jeová também era pecado. Como poderiam saber??

Que humano teria a “CAPACIDADEpara julgar um profeta??

CAPACIDADE > Esta é a definição dada por certo dicionário (Koogan//Houaiss): Qualidade de quem está apto para fazer algo.

CAPACIDADE s.f. Volume contido num recipiente: capacidade de um vaso. / Quantidade de eletricidade que um acumulador pode restituir em descarga. / Quociente de carga de um condensador pela diferença de potencial entre suas armaduras. / Fig. QUALIDADE de quem é apto a fazer determinada coisa, a compreendê-la; competência. Sin.: aptidão, faculdade, habilidade; inteligência, talento, valor. // Capacidade civil, aptidão para exercer um direito. // Capacidade vital, a maior quantidade de ar que se possa fazer penetrar nos pulmões, partindo do estado de expiração forçada, para atingir o de inspiração também forçada. (É de 3,5 litros, em média, no adulto.) // Medida de capacidade, recipiente utilizado para medir líquidos e matérias secas.

Toda uma geração havia SE RECUSADO a ouvir os regulamentos DIRETAMENTE da boca de Jeová, O Legislador, e elegeram Moisés como o INTERMEDIÁRIO. Depositaram sua inteira confiança em Moisés. Teria sido esta uma escolha sábia?? Bem, eles REJEITARAM a forma como O Legislador havia decidido dar a eles esta importantíssima informação, isto é, a Lei, para dar lugar a uma outra forma decidida por eles. A lei seria a base de comparação para todas as suas decisões futuras. Afinal, tratava-se da lei do Reino de Deus e eles eram os súditos. (Deuteronômio 5:24-31) 24 Então dissestes: ‘Eis que Jeová, nosso Deus, nos mostrou a sua glória e a sua grandeza, e ouvimos a sua voz do meio do fogo. Neste dia vimos que Deus pode falar com o homem e que este realmente pode continuar vivendo. 25 E agora, por que devíamos morrer, visto que este grande fogo nos pode consumir? Se novamente ouvirmos ainda mais a voz de Jeová, nosso Deus, então certamente morreremos. 26 Pois, quem há de toda a carne, que tenha ouvido a voz do Deus vivente falar do meio do fogo, assim como nós, e ainda continue vivendo? 27 Chega-te tu e ouve tudo o que Jeová, nosso Deus, disser; e serás tu quem nos falará tudo o que Jeová, nosso Deus, te falar, e certamente escutaremos e [o] faremos.28Assim, Jeová ouviu a voz das vossas palavras quando me falastes e Jeová prosseguiu, dizendo-me: ‘Ouvi a voz das palavras deste povo, as quais te falaram. Fizeram bem em tudo o que falaram. 29 Se somente desenvolvessem este coração seu para me temerem e para guardarem sempre todos os meus mandamentos, para que lhes fosse bem a eles e a seus filhos, por tempo indefinido! 30 Vai dizer-lhes: “Voltai às vossas tendas.” 31 E fica aqui comigo e deixa-me falar-te todo o mandamento, e os regulamentos, e as decisões judiciais que lhes deves ensinar e que eles têm de cumprir na terra que lhes dou para tomarem posse dela.. . .

O mesmo trecho das “Escrituras” vertido segundo a versão Brasileira, assim reza: Deuteronômio 5:28-31 28 Ouviu Jeová a voz das vossas palavras, quando me faláveis a mim, e disse-me Jeová: Eu ouvi a voz das palavras deste povo, que eles falaram: falaram bem em tudo quanto disseram. 29 Quem dera que eles tivessem tal coração, que me temessem, e guardassem em todo o tempo todos os meus mandamentos, para que lhes fosse bem a eles, e a seus filhos para sempre. 30 Vai dizer-lhes: Voltai para as vossas tendas. 31 Tu, porém, fica-te aqui comigo, e te direi o mandamento todo, e os estatutos e os juízos, que lhes ensinarás, para que os cumpram na terra que lhes estou dando a fim de a possuírem.

Mostrava ser um caso de ensinamento?? O que falou Jeová para Moisés?? “Eu vou te dar os mandamentos e tu lhes ensinarás”.

Não há dúvida, tratava-se de um caso de ensinamento. Sendo uma lei de amor, lhes seria ensinado o amor; sendo uma lei de ódio, lhes seria ensinado o ódio e a violência.

Eles revelaram a sua plena confiança em Moisés. No entanto, teria sido SÁBIA esta decisão?? Somente o tempo poderia revelar. O Legislador fez este interessante comentário: “Quem dera se eles DESENVOLVESSEM este 'coração seu' para me obedecerem sempre”!!! Respeitando o livre-arbítrio, O Legislador revelou aceitar esta escolha de seus filhos, para que ela produzisse o seu FRUTO, revelando assim o tamanho da sabedoria do filho.

Neste interessante comentário, Jeová deixou claro que, obedecê-lo era algo que envolvia o coração. Será que O Legislador sabia que tipo de frutos seriam produzidos em face desta decisão do povo?? Sim, ele sabia.

A sabedoria é provada justa através de seus frutos, ou seja, daquilo que é produzido por ela. Da mesma forma, O TEMPO iria revelar de forma prática que tipo de sabedoria existe nesta ordem de matar profetas. Se Jeová já sabia que frutos seriam produzidos, quem é que não sabia e precisava saber?? Nada como o “tempopara provar se existe ou não sabedoria em determinada afirmação. É necessário tempo para que aquela afirmação seja colocada em prática no dia a dia. Com o tempo, o que esta ordem produziu?? Que sorte de obras foram produzidas a partir desta ordem?? Um pé de manga não produz uvas. Analisemos uma situação real na qual havia um profeta com uma mensagem de Jeová para todo o povo, os investidos de autoridade e o povo. Vejamos principalmente a reação destes homens investidos de autoridade à mensagem retransmitida pelo profeta.

(Jeremias 2:29-30) 29 “‘Por que é que continuais a contender comigo? Por que é que todos vós transgredistes contra mim?’ é a pronunciação de Jeová. 30 Em vão golpeei os vossos filhos. Não aceitaram a disciplina. Vossa espada devorou os vossos profetas, qual leão que causa ruína.

(Jeremias 26:10-12) 10 Finalmente, os príncipes de Judá chegaram a ouvir estas palavras e passaram a subir da casa do rei à casa de Jeová e a sentar-se na entrada do portão novo de Jeová. 11 E OS SACERDOTES E OS PROFETAS COMEÇARAM A DIZER aos príncipes e a todo o povo: “A este homem cabe o julgamento de morte, PORQUE profetizou a respeito desta cidade assim como ouvistes com os vossos próprios ouvidos.” 12 Então disse Jeremias a todos os príncipes e a todo o povo: “Foi Jeová quem me enviou para profetizar concernente a esta casa e concernente a esta cidade todas as palavras que ouvistes.

(Jeremias 26:17-19) 17 Além disso, levantaram-se CERTOS DOS ANCIÃOS DO PAÍS E COMEÇARAM A DIZER a toda a congregação do povo: 18O próprio Miquéias, de Moresete, veio a estar profetizando nos dias de Ezequias, rei de Judá, e prosseguiu dizendo a todo o povo de Judá: ‘Assim disse Jeová dos exércitos: “A própria Sião será lavrada como mero campo e a própria Jerusalém se tornará meramente montões de ruínas, e o monte da Casa será para altos de floresta.”’ 19 Acaso Ezequias, rei de Judá, e todos os de Judá o entregaram de qualquer modo à morte? Não temeu ele a Jeová e passou a abrandar a face de Jeová, de modo que Jeová passou a deplorar a calamidade que falara contra eles? Portanto, estamos produzindo uma grande calamidade para as nossas almas.

Estes homens presumiram.

Em que BASE eles fizeram o julgamento de Jeremias?? Em que BASE fizeram eles esta afirmação, na realidade, uma sentença condenatória: “A este homem cabe o julgamento de morte”? Sacerdotes, príncipes, reis e até mesmo “profetas profissionais”, aqueles que achavam que ser profeta era um cargo vitalício passado de pai para filho e não uma função temporária, ocupada exclusivamente por aquele que foi escolhido pelo Legislador, decidiam se alguém era ou não merecedor de morte, baseados nos seus SENTIMENTOS pela “palavra” saída da boca do profeta. Se a “palavra” agradasse, se a “palavra” fosse do interesse deles, era a “palavra” de Jeová. No entanto, se a “palavra” fosse contra a cidade, contra o templo, contra eles ou contra os costumes novos ou antigos, costumes estes criados pelos sacerdotes ou profetas anteriores, costumes que eles gostassem, contra aquela forma de vida que eles consideravam boa e normal, não era a “palavra” de Jeová. Seria esta uma boa base para se condenar alguém à morte??? A condenação é fruto do julgamento. Eles se comportavam como juízes. O que Jeová havia falado?? Porque é que continuais a contender comigo??? Não estavam todos eles contendendo com Jeová?? Não tinham pensamentos diferentes dos pensamentos de Jeová?? Algum deles tinha condição de COMPARAR as palavras faladas por Jeremias com as palavras saídas da boca de Jeová e assim saber se havia alguma adulteração na mensagem falada por Jeremias?? Que humano tinha esta CAPACIDADE?? Quem estava apto?? No entanto, embora estivessem propensos a matar Jeremias, havia certa dúvida, afinal, quem dentre eles se apresentaria como TESTEMUNHA do sonho ou da visão dada por Jeová para Jeremias??

Todo profeta se apresentava ao povo com a seguinte afirmação inicial: “Esta é a “palavra” de Jeová”. Bem, e agora??? O Legislador testemunhou este triste fato e o revelou a seu povo que condenava e matava profetas:

(Ezequiel 13:1-7) 13 E continuou a vir a haver para mim a palavra de Jeová, dizendo: 2Filho do homem, profetiza a respeito dos profetas de Israel, que estão profetizando, e tens de dizer aos que profetizam do seu próprio coração: ‘Ouvi a palavra de Jeová. 3 Assim disse o Soberano Senhor Jeová: “Ai dos profetas estúpidos que estão andando atrás do seu próprio espírito, quando não viram coisa alguma! 4 Como raposas em lugares devastados é que se tornaram os teus próprios profetas, ó Israel. 5 Vós certamente não subireis às brechas, nem construireis um muro de pedras para a casa de Israel, para ficar de pé na batalha no dia de Jeová.” 6Visionaram o que é inverídico e uma adivinhação mentirosa, os que estão dizendo: ‘A PRONUNCIAÇÃO DE JEOVÁ É’, quando o próprio Jeová não os enviou, e eles esperavam que se cumprisse a palavra. 7 Acaso não é uma visão inverídica a que visionastes e uma adivinhação mentirosa a que dissestes, dizendo: ‘A PRONUNCIAÇÃO DE JEOVÁ É’, quando eu mesmo não falei nada?”’

Jeová afirmou que não os havia enviado e que não lhes havia falado nada, muito embora tais profetas afirmassem o contrário. Jeová afirmou que aqueles profetas eram mentirosos. Estes profetas presumiam. No entanto, estes eram os profetas que o povo amava, pois falavam em defesa da cidade, do templo e da nação santa e dos costumes da nação santa. Eles acreditavam em alguém estúpido. Eles amavam os mentirosos. De forma prática, o povo revelou a sua TOTAL INCAPACIDADE para julgar profetas. Que situação calamitosa!!!

A escolha feita pelo povo em não receber a lei diretamente do Legislador revelou-se nada sábia. Revelou-se totalmente desastrosa. Como saberiam diferenciar entre a visão inverídica e a visão verdadeira?? Como aquele que estava contendendo com Jeová poderia saber qual era a palavra falada por Jeová?? Eles revelaram não saber, pois foi o próprio Legislador quem lhes informou que eles estavam sendo enganados por profetas que afirmavam terem sido enviados pelo Legislador e que repetiam palavras do Legislador. No entanto, O Legislador estava fazendo cobranças àquela geração com BASE nos mandamentos dados por Ele a Moisés. Para o Legislador aquele era um tempo de colheita. Ele buscava colher os frutos que seriam dados pelos Seus mandamentos. Que frutos buscava colher o Legislador???? O amor e a misericórdia. Os sentimentos se alojam no coração. Que comentário havia feito Jeová?? Assim havia falado Jeová: Se somente desenvolvessem este coração seu para me temerem e para guardarem sempre todos os meus mandamentos,...

Jesus falou daquilo que ele foi testemunha: (Lucas 13:31-34) 31 Naquela mesma hora chegaram-se certos fariseus, dizendo-lhe: “Sai e vai embora daqui, porque Herodes quer matar-te.” 32 E ele lhes disse: “Ide e dizei àquela raposa: ‘Eis que estou expulsando demônios e efetuando curas hoje e amanhã, e no terceiro dia terei terminado.’ 33 Não obstante, preciso estar em caminho hoje e amanhã, e no dia seguinte, porque não é admissível que um profeta seja destruído fora de Jerusalém. 34 Jerusalém, Jerusalém, MATADORA DOS PROFETAS E APEDREJADORA DOS QUE LHE SÃO ENVIADOSquantas vezes quis eu ajuntar os teus filhos, da maneira em que a galinha ajunta a sua ninhada de pintinhos debaixo de suas asas, mas vós não quisestes [isso]. . .

Os que condenavam e matavam profetas também “presumiam”.

Dentro deste reino, este era um dos frutos condenáveis, produzidos por todas as gerações. Para Jeová e para Jesus, as diversas gerações daquela cidade não passavam de matadoras e apedrejadoras de profetas, dos profetas enviados por Jeová. Mostrou ser um povo que NÃO ACEITAVA a disciplina. Não mostrava ser uma prova de que estavam contendendo com Jeová?? Revelavam não admitir que O Legislador interferisse na forma em como eles viviam a vida. Os profetas que falavam aquilo que o povo queria ouvir eram amados pelo povo, obviamente. As palavras faladas por tais profetas estavam em sintonia com os desejos existentes no coração do povo. Por outro lado, eles matavam àqueles cujas palavras não lhes agradassem.

Jesus afirmou que as reações dentro do reino continuariam as mesmas: (Lucas 6:22-23) 22 Felizes sois sempre que os homens vos odiarem, e sempre que vos excluírem, e vos vituperarem, e lançarem fora o vosso nome, como iníquo, por causa do Filho do homem. 23 Alegrai-vos naquele dia e pulai, pois, eis que a vossa recompensa é grande no céu, porque estas são as mesmas coisas que os antepassados deles costumavam fazer aos profetas. (Lucas 6:26) 26 Ai, sempre que todos os homens falarem bem de vós, porque coisas como essas são as que os antepassados deles fizeram aos falsos profetas.

Assim reza a Tradução Brasileira: (Lucas 6:22-23) 22 Bem-aventurados sois, quando os homens vos odiarem, e quando vos expulsarem da sua companhia, vos ultrajarem e rejeitarem o vosso nome como indigno, por causa do Filho do homem. 23 Regozijai-vos naquele dia e exultai, porque grande é o vosso galardão no céu; pois assim seus pais trataram aos profetas.



Somente o tempo poderia determinar se a ordem dada por Moisés era realmente sábia. Na corrente do tempo, obedecer a ordem de “julgar, condenar e matar profetas” já revelou um resultado (fruto) que mostra-se inteiramente trágico para aquele que a obedece. “A sabedoria é provada justa pelos seus frutos”, foi o que afirmou Jesus. Para todos os casos há a necessidade de tempo, tempo para que a árvore possa dar o seu devido fruto.

Uma das chaves que podem ajudar a identificar se certo mandamento foi projetado pelo Pai é esta informação dada por Jesus em relação a lei de Deus:

(Mateus 7:12) 12 Portanto tudo o que quiserdes que os homens vos façam, fazei-o assim também vós a eles; porque esta é a lei e os profetas.

Jesus resumiu a lei de Deus em uma frase, ou seja, em uma regra de comportamento.

O que podemos perceber em relação aos mandamentos acima sobre apedrejar e apedrejar. O que cada um dos apedrejavam deviam perguntar a si mesmos?? Aquilo que estou fazendo é o mesmo que eu desejo que ele faça comigo??

Existe uma maneira prática de saber isso... Basta que o apedrejado e o apedrejador sejam ressuscitados juntos, só que agora o apedrejador será aquele a ser apedrejado, invertendo os papéis.

Será que ele gostará disso??

Voltando a questão da diferença entre pecado que merece sentença de morte e pecado que não merece sentença de morte, A VERDADE estabelecida pelo próprio Legislador Jeová é que todo e qualquer pecado tem a mesmíssima sentença de morte. TODOS OS PECADOS TÊM O MESMO PESO. Ignorar esta afirmação divina, estipulando sentença de morte apenas para alguns pecados revela ser REBELDIA contra Jeová, O Legislador. Desta forma, o humano prova que está contendendo com Jeová. Assim, o humano, independente de quem seja, que dá seus próprios valores diferenciados à cada pecado, revela estar DISCORDANDO do Legislador. Onde pode chegar o humano que adota a teoria de valores diferenciados para os pecados?? Que sentimentos podem ser produzidos no humano que acredita nesta teoria de Moisés??

No entanto, este outro pecado, segundo o Legislador Moisés, não merecia qualquer tipo de sentença: “Não havia sentença de morte por cobrar juros do irmão”. “Cobrar juros de um estrangeiro foi determinado por Moisés como não sendo nem mesmo um pecado”. Estrangeiro é qualquer humano que não seja considerado como irmão; estrangeiro é todo aquele que não é natural do país. Assim, revelou-se que, naquela nação, NAQUELE REINO, o estrangeiro não tinha o mesmo Alto valor que tinha o natural. Assim, a “desigualdade” estava estabelecida em lei. Desvalorizou-se assim o estrangeiro, que deixou de ser um igual, para tornar-se um “meio para se conseguir um fim”. (Deuteronômio 23:19-20) 19 Não deves fazer teu irmão pagar juros, juros sobre dinheiro, juros sobre mantimentos, juros sobre qualquer coisa pela qual se possam cobrar juros. 20 PODES FAZER O ESTRANGEIRO PAGAR JUROS, mas não deves fazer teu irmão pagar juros, para que Jeová, teu Deus, te abençoe em todo empreendimento teu na terra à qual vais para tomar posse dela.. . .

Será que este mandamento revela o como satisfazer plenamente a “justiça”??

Será que esta era a mesma opinião do Legislador?? Será que este era o mesmo sentimento do Legislador?? O Legislador daria Sua resposta no tempo apropriado, o tempo da colheita.

Dentro do reino, este outro pecado, segundo Moisés, também não merecia sentença de morte: Para a desonestidade comercial, que na verdade é roubo, não havia sentença de morte. Moisés não mandou apedrejar tal pecador. (Deuteronômio 25:13-16) 13 Não deves vir a ter na tua bolsa dois tipos de pesos, um grande e um pequeno. 14 Não deves vir a ter na tua casa dois tipos de efas, um grande e um pequeno. 15 Deves continuar a ter um peso exato e justo. Deves continuar a ter um efa exato e justo, para que os teus dias se prolonguem no solo que Jeová, teu Deus, te dá. 16 Pois todo aquele que faz tais coisas, todo praticante da injustiça, é algo detestável para Jeová, teu Deus.

Todo aquele que cometer uma coisa detestável se torna impuro e as nações em sua volta se tornaram impuras por praticarem estas coisas detestáveis, já havia falado Jeová para Moisés.

O Legislador Moisés concedeu aos homens tanto a condição de juízes que determinavam a gravidade dos pecados através de suas sentenças diferenciadas, como a de carrascos que executavam as sentenças em seus irmãos pecadores: (Deuteronômio 25:1-3) 25 “Caso surja uma disputa entre homens, e tenham comparecido ao julgamento, então eles TÊM DE JULGÁ-LOS, e ao justo têm de declarar justo e ao iníquo têm de pronunciar iníquo. 2 E tem de dar-se que, se o iníquo merece ser espancado, então o juiz tem de fazer que seja deitado de bruços e que diante dele se lhe dêem golpes correspondentes em número à sua ação iníqua. 3 Pode golpeá-lo com quarenta golpes. Não deve acrescentar mais, para que não continue a espancá-lo com muitos golpes, além destes, e teu irmão fique realmente degradado aos teus olhos.

Retribuir a ofensa, estipular punições e punir por causa da ofensa – será que isto é que é satisfazer plenamente a justiça?? O que Jeová pensa sobre isto??

São estas as ações de pessoas santas??

Neste mesmo reino, quando Jesus foi requisitado para ser juiz de uma relação comercial entre humanos, uma disputa entre humanos, como foi que ele reagiu?? Arvorou-se Jesus em juiz, passando a declarar este justo e aquele iníquo, passando a estabelecer punição para o iníquo e compensação para o justo?? Não devia Jesus ficar do lado da vítima?? Ele se negou a ser juiz de causas comerciais, negou-se a julgá-los. A inédita reação de Jesus está assim registrada: (Lucas 12:13-15) 13 Disse-lhe então um dos da multidão: “Instrutor, dize a meu irmão que divida comigo a herança.” 14 Ele lhe disse: Homem, quem me designou juiz ou partidor sobre vós?” 15 Então lhes disse: “Mantende os olhos abertos e guardai-vos de toda sorte de cobiça, porque mesmo quando alguém tem abundância, sua vida não vem das coisas que possui.”

Teria sido esta a reação de um discípulo de Moisés?? Não. Dentro daquele reino, a reação de Jesus foi inédita. Afinal de contas, o discípulo de Moisés, orgulhosamente, obedecia às palavras de Moisés. As palavras de Moisés estavam registradas nas “Escrituras”.

Ou obedece ao sacerdote ou morre.

Moisés também determinou: “Dentro deste reino, não obedecer à ordem, a determinação de um dos que ocupavam cargos “elevados”, também era um pecado a ser punido com a morte”. (Deuteronômio 17:12-13) 12 E o homem que se comportar presunçosamente, não escutando o sacerdote que ali está de pé para ministrar a Jeová, teu Deus, ou o juiz, tal homem tem de morrer; e tens de eliminar o mal de Israel. 13 E todo o povo ouvirá e ficará com medo, e não mais agirão presunçosamente.

Reino do medo??

Não eram exatamente estes homens que mandavam matar os profetas enviados por Jeová??

Tratava-se de um mandamento que satisfazia plenamente a “justiça”?? No ensinamento de Moisés, a plena punição representava satisfazer a justiça, isto é, para haver justiça tem de haver punição.

SEJA INTOLERANTE?? Sim, tratava-se da “semente” da intolerância. Neste reino havia pena de morte por não se escutar ao sacerdote ou ao juiz, já que eram ministros de Jeová.

Embora Moisés tenha determinado a ação de entregar a morte àquele que ouvisse e não obedecesse ao sacerdote ou ao juiz, o que afirmou Jesus em relação àquele que o ouvisse e não obedecesse à sua palavra, já que ele estava ministrando a Jeová??? (João 12:47-50) 47 Mas, se alguém OUVIR as minhas declarações e não as guardar, EU NÃO O JULGO; pois não vim julgar o mundo, mas salvar o mundo. 48 Quem me desconsiderar e não receber as minhas declarações, tem quem o julgue. A PALAVRA QUE EU TENHO FALADO É QUE O JULGARÁ NO ÚLTIMO DIA; 49 porque não falei de meu próprio impulso, mas o próprio Pai que me enviou tem-me dado um mandamento quanto a que dizer e que falar. 50 Sei também que o seu mandamento significa vida eterna. Portanto, as coisas que eu falo, ASSIM COMO o Pai mas disse, assim [as] falo.”. . .

Não fica no ar uma sensação de impunidade?? Para os discípulos de Moisés, sim.

Outra reação 100% OPOSTA às determinações de Moisés. Dentro do mesmo reino, Jesus estava DESOBEDECENDO as ordens de Moisés, não estava?? Sim, estava. No entanto, as palavras de quem estava Jesus repetindo de forma exata?? As palavras do Legislador.

Em outra ocasião, os alunos Tiago e João expressaram o desejo de aniquilar uma aldeia de samaritanos, simplesmente por estes não darem a devida atenção a eles, ministros de Deus e a Jesus. Para eles esta intolerância contra um pecado (erro) dos samaritanos revelou ser uma coisa muito normal e natural, pois esta era a forma como a lei dada por Moisés tratava um caso como este dentro do reino. Assim, estes alunos de Jesus, passaram a revelar o que havia em seus corações, eles revelaram estar armados com INTOLERÂNCIA até os dentes. Revelaram o desejo de praticar a violência determinada em lei. Como Moisés havia falado, tratava de se comportar presunçosamente. Uma INSOLÊNCIA contra um ministro de Jeová, um atrevimento. Na verdade, tratava-se de uma grande valorização dada e sentida por aquele que falava e uma consequente grande desvalorização dada e sentida por este em relação àquele que não o obedecesse, já que ele era um ministro de Deus. Sendo um ministro de Deus, como reagiu Jesus ao ouvir este desejo violento?? Jesus os censurou. Assim está registrado: (Lucas 9:52-55) 52 De modo que enviou mensageiros na sua frente. E eles foram e entraram numa aldeia de samaritanos, a fim de fazerem os preparativos para ele; 53 mas não o receberam, porque o seu rosto estava endurecido [na determinação] de ir a Jerusalém. 54 Vendo isso os discípulos Tiago e João, disseram: “Senhor, queres que mandemos que desça fogo do céu e os aniquile?55 MAS ELE SE VOLTOU E OS CENSUROU.

Não ficou uma sensação de impunidade?? Para Jesus, não.

Dentro do mesmo reino, uma outra reação 100% OPOSTA às determinações de Moisés e que os súditos achavam normal. No entanto, Jesus estava obedecendo ao Legislador que afirmou para Moisés: (Levítico 19:17) 17 “‘NÃO DEVES ODIAR teu irmão no teu coração. Decerto DEVES REPREENDER o teu colega, para que não leves o pecado junto com ele.

O ódio se manifesta tanto em palavras como em ações. Onde será que as regras dadas por Moisés levaria os humanos que passassem a viver segundo estas decisões judiciais?? Estas decisões judiciais formavam uma BASE para o comportamento diário destes homens. Estabeleciam-se como BASE PARA A FORMAÇÃO DE SENTIMENTOS. Estes homens revelam ser violentos ou pacíficos?? Que espécie de sentimento estes homens desenvolveriam pelos pecadores aos seus olhos?? O que passariam a fazer os homens investidos de tamanha autoridade, JULGANDO AQUILO QUE DESCONHECIAM?? Algo MUITO, MUITO grave realmente ocorreu: (Mateus 26:59-68) 59 Entrementes, os principais sacerdotes e todo o Sinédrio estavam procurando falso testemunho contra Jesus, para o entregarem à morte, 60 mas não encontraram nenhum, embora se apresentassem muitas testemunhas falsas. Mais tarde, apresentaram-se dois 61 e disseram: “Este homem disse: ‘Eu posso derrubar o templo de Deus e reconstruí-lo em três dias.’” 62 Em vista disso, o sumo sacerdote levantou-se e disse-lhe: “Não tens nenhuma resposta? O que é que estes testificam contra ti?” 63 Mas Jesus ficou calado. O sumo sacerdote disse-lhe, por isso: “Pelo Deus vivente, eu te ponho sob juramento para nos dizeres se tu és o Cristo, o Filho de Deus!” 64 Jesus disse-lhe: “Tu mesmo [o] disseste. Contudo, eu vos digo: Doravante vereis o Filho do homem sentado à destra de poder e vindo nas nuvens do céu.” 65 O sumo sacerdote rasgou então a sua roupagem exterior, dizendo: “ELE BLASFEMOU! Que necessidade temos ainda de testemunhas? Vede! Agora ouvistes a blasfêmia. 66 Qual é a vossa opinião?” Eles deram a resposta: ESTÁ SUJEITO À MORTE.67 Cuspiram-lhe então no rosto e o esmurraram. Outros o esbofetearam, 68 dizendo: “Profetiza-nos, ó Cristo. Quem te golpeou?”

Estes homens também “presumiram”.

Tinham eles a “CAPACIDADE” para saber o que era “blasfêmia” contra Jeová?? Teria sido esta afirmação de Jesus uma blasfêmia ou se tratava apenas de uma profecia?? Não se tratava de informar o que aconteceria no futuro segundo a vontade do Pai??

Bem, eles JULGARAM e MATARAM a Jesus por não gostarem das palavras faladas por Jesus, tampouco das ações praticadas por Jesus. As palavras de Jesus eram uma REPETIÇÃO EXATA das palavras faladas pelo Pai. As ações de Jesus eram a plena satisfação da vontade do Pai, o cumprimento daquilo que foi estipulado pelo Legislador e repassado para Moisés. As ações de Jesus eram ações de um homem santo. As palavras de Jesus eram palavras de um homem santo. No entanto, as “palavras” faladas por Jesus eram OPOSTAS às “palavras” faladas por Moisés. Assim, dentro deste reino, obedecer às palavras faladas pelo LEGISLADOR Jeová trazia a punição de morte. O que Jeová pensava sobre tudo isto?? Não estavam estes homens contendendo com Jeová??

O que pensavam sobre isto os discípulos de Moisés?? Para os discípulos de Moisés, as palavras faladas por Jesus, sendo opostas as palavras faladas por Moisés, certamente eram declarações blasfemas contra Moisés e contra Deus, visto que Deus havia falado face a face com Moisés. Para eles era inadmissível haver erro em Moisés. Era inadmissível haver infidelidade em Moisés. (Atos 6:9-14) 9 Mas, levantaram-se certos homens da chamada Sinagoga dos Libertos, e dos cireneus e alexandrinos, e dos de Cilícia e Ásia, para discutirem com Estêvão; 10 contudo, não podiam fazer face à sabedoria e ao espírito com que ele falava. 11 Induziram então secretamente uns homens a dizer: “Nós o ouvimos falar DECLARAÇÕES BLASFEMAS CONTRA MOISÉS E DEUS.12 E atiçaram o povo, e os anciãos, e os escribas, e, vindo contra ele repentinamente, tomaram-no à força e o conduziram ao Sinédrio. 13 E apresentaram testemunhas falsas, que diziam: ESTE HOMEM NÃO PÁRA DE FALAR COISAS contra este santo lugar e CONTRA A LEI. 14 Por exemplo, nós o ouvimos dizer que esse Jesus, o nazareno, derrubará este lugar e MUDARÁ OS COSTUMES QUE MOISÉS NOS TRANSMITIU.

Repetir as palavras de Jesus era o mesmo que falar declarações blasfemas contra Moisés?? Sim, era isto mesmo.

Este homem não para de falar coisas CONTRA a lei. Este homem quer mudar os costumes que Moisés nos transmitiu”. Para estes homens, na visão daqueles homens, no entendimento daqueles homens, o que Jesus falava e fazia ofendiam ao Legislador, e àquele a quem o Legislador havia dado as ordens por eles obedecidas até então, ou seja, Moisés. Bem, estes homens perceberam que Jesus DESMENTIA as palavras faladas por Moisés, palavras registradas nas “Escrituras”.

Jesus falava palavras contra a lei dada por Moisés?? Ora, isto é uma coisa óbvia. É claro que Jesus falava contra mandamentos de plena intolerância contra pecadores dados por Moisés.

Dentro do reino, em outra ocasião afirmaram a respeito de Jesus: Sabemos que Deus falou com Moisés, mas e este Jesus?? (João 9:28-29) 28 Em vista disso, injuriaram-no e disseram: “Tu és discípulo daquele [homem], mas NÓS SOMOS DISCÍPULOS DE MOISÉS. 29 Sabemos que Deus falou a Moisés; mas, quanto a este [homem], não sabemos donde é.”

Os súditos deste reino, orgulhosamente afirmavam ser discípulos de Moisés e desdenhosamente afirmavam que somente os pecadores desconhecedores da lei é que se tornavam discípulos de Jesus. Neste caso, não fica plenamente configurado que Jesus falava contra a lei dada por Moisés. Afinal, Jesus não falava coisas contra a lei dada por Moisés?? Sim, isto era uma verdade, pois Jesus realmente falava coisas contra a lei dada por Moisés. Os que afirmavam ser discípulos de Moisés, queriam que Jesus apresentasse um sinal dos céus. (Mateus 16:1-4) 16 Ali se aproximaram dele os fariseus e saduceus, e, tentando-o, PEDIRAM-LHE QUE LHES MOSTRASSE UM SINAL DO CÉU. 2 Em resposta, disse-lhes: “[[Ao cair a noite, costumais dizer: ‘Haverá tempo bom, pois o céu está vermelho’; 3 e, de manhã: ‘Hoje haverá tempo frio e chuvoso, pois o céu está vermelho, mas de aspecto sombrio.’ Vós sabeis interpretar a aparência do céu, mas os sinais dos tempos não podeis interpretar.]] 4 UMA GERAÇÃO INÍQUA E ADÚLTERA PERSISTE EM BUSCAR UM SINAL, MAS NENHUM SINAL LHE SERÁ DADO, EXCETO O SINAL DE JONAS.” Com isto se afastou, deixando-os atrás.



O que estava escrito a respeito de Jesus?? (Deuteronômio 18:18) 18 Suscitar-lhes-ei do meio dos seus irmãos um profeta semelhante a ti; e deveras POREI AS MINHAS PALAVRAS NA SUA BOCA E ELE CERTAMENTE LHES FALARÁ TUDO O QUE EU LHE MANDAR.

Estava previsto que Jesus falaria TUDO o que O Legislador o MANDASSE falar. Jesus era um profeta.

Não falava Jesus contra os costumes que Moisés transmitiu?? Sim, falava. Não fazia Jesus exatamente o oposto dos costumes transmitidos por Moisés?? Sim, fazia. ELES REVELARAM CONFIAR NA PESSOA DE MOISÉS, pois para eles, TODAS as coisas faladas por Moisés eram uma exata repetição daquilo que saíra da boca de Jeová. Eles certamente afirmavam: “Isto está nas “Escrituras”; está escrito”. E realmente, estava escrito. Assim, se Jesus falava contra tais palavras faladas por Moisés e registradas nas “Escrituras”, segundo os discípulos de Moisés, ele estava afrontando a Moisés e a Jeová. Este era o raciocínio que eles viam como o mais lógico. Logo, todos os discípulos de Moisés não admitiam que Moisés fosse desmentido por ninguém. NO ENTANTO, COMO PODIAM SABER SE AS PALAVRAS FALADAS POR MOISÉS ERAM A EXATA REPETIÇÃO DA PALAVRA SAÍDA DA BOCA DE JEOVÁ??? Teria algum humano esta CAPACIDADE?? Será que eles ouviram as palavras saídas da boca de Jeová para Moisés?? Foram testemunhas?? Ouviram eles as palavras faladas por Jeová para Jesus?? Foram testemunhas?? Mesmo que Jesus lhes apresentasse um sinal do céu, PROVARIA ESTE SINAL que as palavras faladas por Jesus eram uma exata repetição das palavras faladas por Jeová?? Assim como seus antepassados, estes da geração de Jesus também matavam profetas, mesmo sem ter a CAPACIDADE de saber se a palavra falada pelo profeta era uma EXATA repetição da palavra saída da boca de Jeová ou não.

Não há nenhuma dúvida: Eles “presumiram”.

Tratava-se de uma questão de ACREDITAR em Jesus ou ACREDITAR em Moisés. Não havia outra opção.

O que Jeová havia falado para Moisés em relação a Seus súditos?? 29 Quem dera que eles tivessem tal coração, que ME temessem, e guardassem em todo o tempo todos os MEUS mandamentos, para que lhes fosse bem a eles, e a seus filhos para sempre.

Jesus afirmou ainda mais: “Vós depositastes a vossa esperança em Moisés”. (João 5:45) 45 Não penseis que vos hei de acusar perante o Pai; há um que vos acusa, Moisés, em quem DEPOSITASTES a vossa esperança.

A Tradução Brasileira assim verte esta passagem: (João 5:44-45) 44 Como podeis crer, vós que recebeis glória uns dos outros, e não buscais a glória que vem do único Deus? 45 Não penseis que eu vos hei de acusar perante o Pai; quem vos acusa é Moisés, no qual confiais.

Estes homens revelavam confiar em certas palavras faladas por Moisés, e no entanto, rejeitavam outras palavras também faladas por Moisés.

No entanto, quem lhes afirmou que podiam julgar e matar “profetas”?? Certamente esta ação dos “discípulos de Moisés” contra Jesus revelou ser um dos frutos da ordem dada por Moisés. Quanta sabedoria REVELOU HAVER em uma ordem como esta?? O humano precisa ADMITIR não possuir a CAPACIDADE necessária para julgar profetas, entre outras coisas. Certamente, a ordem de matar profetas não saiu da boca de Jeová.

Dentro do reino, que valor os súditos atribuíam àquele que aos seus olhos estava ofendendo a Jeová ou a um servo de Jeová?? Um baixo valor. Dentro do reino, que sentimento nutriam por aquele que cometessem pecados?? O ódio, a consequente inimizade que culminavam em violência.

Será que para Jeová os pecados são classificados por nível de gravidade, alguns MERECENDO a morte enquanto outros não?? Será que realmente, para alguns pecados havia sentença de morte enquanto que para outros não havia sentença de morte??

Após Moisés, durante algumas centenas de anos, os humanos continuaram acreditando na existência de uma ordem de classificação para os pecados. Acreditavam na existência de pecados graves que para os quais havia uma sentença de morte e de pecados mais leves, cuja sentença não fosse a morte. Sendo assim, os mandamentos mais importantes eram aqueles que geravam uma penalidade mais forte. Viviam esta realidade, que para eles, seria também a realidade de Jeová, O Legislador. Sendo assim, seus sentimentos, suas palavras e suas ações no dia a dia se baseavam nesta realidade. Buscando agradar a Jeová, cada um deles revelava a “intolerância” existente nos seus corações. Assim, dentro deste reino, aquele que era desonesto no peso tinha ódio da adúltera e queria matá-la, pois pesava sobre ela a sentença de morte; aquele que cobrava juros de seus irmãos sentia ódio por médiuns espíritas; aquele que tomava coisas em penhor sentia ódio por aquele que desobedecia a palavra do sacerdote; aquele que maltratava o atribulado e o pobre odiava o ladrão. De forma espantosa, aquele que adorava bezerros de ouro odiava aquele que adorava Baal. Todos estes homens se mostravamjusticeiros”, não se mostravam?? Não lhes havia afirmado Moisés que as coisas eram assim?? O sentimento de inimizade, de ódio no coração destes homens, certamente produzia seus frutos próprios tanto em palavras como em ações contra pecadores. Tratava-se de inimizade e de ódio em nome de Jeová. O que aconteceria se esta realidade fosse desmentida pelo próprio Jeová desde os céus?? Será que aceitariam?? O que aconteceria se esta realidade fosse desmentida por um dos profetas escolhidos e enviados por Jeová?? Será que aceitariam, já que não tinham condições de testemunharem a visão ou o sonho dado diretamente ao profeta??

Nos dias de Ezequiel, um dos mensageiros escolhidos pelo próprio Jeová, este assunto foi trazido a atenção pelo próprio Jeová. Para acabar com qualquer dúvida em relação a este assunto, assim definiu e repetiu Jeová, O Legislador: Todo e qualquer pecado tem a MESMÍSSIMA PENALIDADE, ou seja, a morte. (Ezequiel 18:4) 4 Eis que todas as almas — a mim me pertencem. Como a alma do pai, assim também a alma do filho — a mim me pertencem. A ALMA QUE PECARELA É QUE MORRERÁ.

A alma que PECAR está sentenciada de morte. Todo e qualquer pecado tem a morte como penalidade. Independente da “alma” e independente do “pecado”, a sentença era a mesma morte. O Legislador simplesmente está ratificando Sua posição já informada a Moisés, para ser repassada aos humanos pactuados.

Para aquele que não houvesse entendido, Jeová, O Legislador, passou a explicar: (Ezequiel 18:10-13) 10 “‘E [se] alguém se tornou pai de um filho que é salteador, derramador de sangue, que fez coisas semelhantes a uma destas; 11 (mas ele mesmo não fez nenhuma destas coisas;) se também comeu sobre os montes e aviltou a esposa de seu companheiro; 12 se maltratou o atribulado e pobre; se arrebatou coisas em roubo, não restituindo a coisa tomada em penhor; e se elevou seus olhos para os ídolos sórdidos, fez uma coisa detestável. 13 Deu em troca de usura e cobrou juros, e ele positivamente não continuará a viver. Fez todas estas coisas detestáveis. POSITIVAMENTE SERÁ MORTO. Sobre ele é que virá a haver seu próprio sangue.

Certamente, aquela geração perguntaria indignada: “Cobrar juros” é um pecado que merece a morte, independente de quem sofra a ação?? Sim. No entanto, esta palavra não desmentia a informação dada por Moisés?? Sim, desmentia. Maltratar o atribulado e o pobre também é pecado que mereça a sentença de morte, independente de quem seja a vítima?? Sim. Será que para Jeová havia diferença entre um pobre israelita e um pobre cananeu?? Não. Será que para Jeová havia diferença entre um rei da tribo de Judá e um hitita (cananeu)?? Não. Favoreceria Jeová um rei de Judá em detrimento de um escravo cananeu?? Não. Favoreceria Jeová algum circunciso em detrimento do incircunciso?? Não. JEOVÁ É IMPARCIAL. Isto é o que é ser imparcial. A coisa tomada em penhor é roubo, independente de quem seja a vítima?? Sim. Tomar coisas em penhor é pecado com sentença de morte, independente de contra quem seja praticada tal ação, isto é, mesmo que seja contra um incircunciso?? Sim. Arrebatar as coisas de um incircunciso em quaisquer circunstâncias é roubo?? Decerto, que sim. E se for depois de uma batalha, continua sendo roubo?? Certamente que sim. Comer sobre os montes também é pecado que mereça a sentença de morte?? Sim.

A pergunta lógica seria: E agora, quem é que matará tais pecadores??

E agora, acredito nestas palavras ou não?? Bem, estas palavras desmascaram as palavras anteriores e as ações anteriores?? Não se pode negar isto. As ações anteriores analisadas segundo estas novas palavras revelam ser um grande equívoco. Toda a nação praticava tais ações, aqui chamadas por Jeová de coisas detestáveis”, trazendo sobre si o seu próprio sangue. Tomar coisas em penhor era considerado algo normal. Arrebatar as coisas de um incircunciso após sitiar sua cidade era algo normal e natural. Saquear o incircunciso é arrebatar deles coisas em roubo. (2 Samuel 8:5-8) 5 Quando a Síria de Damasco veio em ajuda de Hadadezer, rei de Zobá, então Davi golpeou dentre os sírios vinte e dois mil homens. 6 Ademais, Davi pôs guarnições na Síria de Damasco; e os sírios tornaram-se servos de Davi para carregar tributo. E Jeová continuou a salvar Davi aonde quer que fosse. 7 Além disso, Davi tomou os ESCUDOS REDONDOS DE OURO que tinham ficado nos servos de Hadadezer e trouxe-os a Jerusalém. 8 E de Betá e de Berotai, cidades de Hadadezer, o Rei Davi tomou COBRE em quantidade muito grande.

Se alguém invade uma cidade, mata os homens, escraviza os sobreviventes e depois saqueia (arrebata para si) todas as riquezas da cidade, INDEPENDENTE de quem ele seja, o que ele revelou ser aos olhos de quem sofre esta ação e de outros observadores imparciais, neutros?? (Números 31:9-12) 9 Mas os filhos de Israel levaram cativas as mulheres de Midiã e seus pequeninos; E SAQUEARAM TODOS OS SEUS ANIMAIS DOMÉSTICOS, E TODO O SEU GADO, E TODOS OS SEUS MEIOS DE SUBSISTÊNCIA. 10 E queimaram com fogo todas as suas cidades em que haviam fixado morada e todos os seus acampamentos murados. 11 E FORAM TOMAR TODO O DESPOJO e toda a presa no que tocava a humanos e a animais domésticos. 12 E vieram trazer os cativos e a presa, e o despojo, a Moisés e a Eleazar, o sacerdote, e à assembléia dos filhos de Israel, ao acampamento, às planícies desérticas de Moabe, que estão junto ao Jordão, [na altura] de Jericó.

Como este reino tratava os reinos ao redor?? Eles estavam pegando para si; usando a força, estavam tomando as riquezas, tomando os tesouros. Usando a força, usando a violência, também estavam escravizando mulheres e crianças. Que sentimentos geravam nos sobreviventes?? Que sentimentos gerariam nos observadores imparciais??

Ademais, toda a nação cobrava juros; podiam até não cobrar juros de seus “irmãos”, mas, cobravam juros dos “estrangeiros”, afinal, quem não é natural é estrangeiro. No entanto, em relação ao estrangeiro, O Legislador Jeová havia falado para Moisés: Dentro do Meu reino, todas as pessoas são iguais e devem receber o mesmo tratamento amoroso”: (Êxodo 12:49) 49 DEVE HAVER UMA SÓ LEI para o natural e para o residente forasteiro que reside no vosso meio.” (Levítico 19:33-34) 33 “‘E caso um residente forasteiro resida contigo no vosso país, NÃO DEVEIS MALTRATÁ-LO. 34 O residente forasteiro que reside convosco deve tornar-se para vós como o vosso natural; e TENS DE AMÁ-LO COMO A TI MESMO, pois vos tornastes residentes forasteiros na terra do Egito. Eu sou Jeová, vosso Deus.

Na versão Brasileira assim reza: (Levítico 19: 33-34) 33 Se um estrangeiro peregrinar convosco na vossa terra, não lhe fareis mal. 34 Como o natural entre vós será o estrangeiro que peregrina convosco, e amá-lo-ás como a ti mesmo; porque fostes estrangeiros na terra do Egito: eu sou Jeová vosso Deus.

Tratar um cananeu como se ele fosse um israelita?? Amar um “pobre” que fosse cananeu?? A nação diria: “Ele é um iníquo inimigo e não é para ser amado. Ele é alguém a ser usado no serviço forçado de escravo, que pode ser espezinhado, cujas riquezas devem ser saqueadas; ele é um incircunciso”. Bem, isto é ou não é maltratá-lo?? No entanto, Jeová responderia: “Ele é teu irmão”; mesmo assim, ame teu “inimigo”. Lembre-se de teu passado lá no Egito.

Decerto, o israelita perguntaria: “Vou pagar o mal com o bem?? Quem é que faz uma coisa como esta”??

Quem seria um “residente forasteiro”?? Seria qualquer ser humano incircunciso, de qualquer nação que se comportasse como amiga ou inimiga?? Certamente, que sim. Tratá-lo como se ele fosse um circunciso, como um natural?? Amá-los?? Vocês mesmos se tornaram residentes forasteiros na terra do Egito, lembram-se disso?? Em relação a este assunto, O Legislador foi bem claro, não foi???

Não o deves maltratar; Deve tornar-se como o vosso natural”. Trate-o exatamente como você trataria um israelita.Tens de amá-lo como a ti mesmo”. Amar o residente forasteiro era uma obrigação, amar o estrangeiro era uma obrigação, amar o incircunciso era uma obrigação. É, não restou nenhuma dúvida, O Legislador foi bem claro.

Após esta afirmação do Legislador para Ezequiel, quem dentre o povo tomaria a iniciativa de agir como executor daqueles que Jeová afirmou serem “merecedores de morte” por praticarem “uma” das coisas detestáveis?? Em relação a tais pecadores, não afirmou Jeová que “positivamente não continuará a viver” e que “positivamente será morto”?? Bem, estavam sentenciados de morte, não estavam?? Quem poderia se arvorar em executor destes pecadores JÁ SENTENCIADOS a uma “pena de morte”, e assim “eliminar o mal” do meio da nação santa?? Quem tomaria a iniciativa em executar pecadores?? Jeová afirmou em relação aos pecadores: “seu próprio sangue virá a estar sobre sua própria cabeça”. Em face disto, alguém podia tomar a iniciativa em matá-los??? Estaria livre da “culpa de sangue”??

A ALMA QUE PECAR, POSITIVAMENTE MORRERÁ.

AGORA QUE ELE COMETEU O PECADO, O QUE FAZER COM O PECADOR??

Quem se apresentaria para julgar?? Naquele momento de punição, Jeová perguntou para Seu profeta Ezequiel, que também estava em Babilônia, como escravo: “Julgá-los-ás tu, filho do homem??” . (Ezequiel 20:4) 4 Julgá-los-ás tu? Julgá-los-ás tu, ó filho do homem? Faze-os saber as coisas detestáveis dos seus antepassados. (Ezequiel 22:1-2) 22 E continuou a vir a haver para mim a palavra de Jeová, dizendo: 2 E quanto a ti, ó filho do homem, julgarás, julgarás a cidade culpada de sangue e certamente a farás saber todas as suas coisas detestáveis?. . .

Assim verte a Tradução Brasileira: (Ezequiel 20:4) 4 Acaso os julgarás, filho do homem, acaso os julgarás? faze-os conhecer as abominações de seus pais; (EZEQUIEL 22:1-2) 1 Demais veio a mim a palavra de Jeová, dizendo: 2 Tu, filho do homem, acaso julgarás, sim julgarás a cidade sanguinolenta? faze-lhe, pois, conhecer todas as suas abominações.



Tu que estás em cativeiro exatamente como eles, terás condições de julgá-los, ó filho do homem, terás condições de julgá-los?? Estás tu em condições de julgá-los, ó filho do homem?? Estás tu em condições de acusá-los e condená-los, ó filho do homem??

Jeová deixou claro que TODO pecado tem como sentença a MESMÍSSIMA morte.

Passaram-se mais algumas centenas de anos depois de Ezequiel, e Jeová, O Legislador, passou a revelar ao humano ou chamar-lhe a atenção, algo adicional em relação ao pecado. Ainda existiam outras coisas, coisas estas, que O HUMANO DESCONHECIA SER PECADO e que eram amplamente praticadas por eles. O portador destas informações adicionais foi Jesus. Eram “coisas novas” que se juntavam e explicavam “coisas velhas”.

Por exemplo, continuar furioso com seu irmão, mesmo sem lhe fazer nada é tão pecado quanto assassinar o irmão. Como?? Assassinar é um pecado que tinha sentença de morte, não era?? Sim. Embora a ação pecaminosa ainda não tenha sido praticada, o sentimento que a antecede é pecado?? Sim. Assim foi definido pelo Legislador.

Foi dito ainda mais pelo Legislador: “Falar uma palavra de desprezo (rebaixar) também é pecado”. Aquele que rebaixa sente-se acima daquele que ele rebaixou. O circunciso é igual ao incircunciso?? Decerto que sim. Sou condenado a morte apenas por uma palavra minha contra um incircunciso?? Decerto que sim.

Foi dito ainda mais pelo Legislador: “Chamar tal pessoa de “tolo desprezível” também é pecado”. Apenas uma palavra?? Esta é uma ação daquele que se sente acima daquele a quem ele está rebaixando.

Foi dito mais pelo Legislador: “Se você persistiu em olhar para uma mulher a ponto de sentir paixão por ela, já cometeu adultério com ela, no coração”. É apenas um sentimento, e a penalidade é a mesma daquele que comete a ação, isto é, a morte?? Sim.

Foi dito ainda mais pelo Legislador: “Todo aquele (a) que SE CASAR com um (a) divorciado (a), comete adultério, logo, o divórcio não anula o casamento. Os discípulos de Moisés afirmaram: “Não foi isto o que Moisés nos transmitiu”.

Foi dito ainda mais pelo Legislador: “Àquele que te bater na face direita, oferece-lhe a face esquerda”. Isto significa que “deixar de perdoar” também é pecado. Deixar de perdoar qualquer pecado de qualquer pecador?? Os discípulos de Moisés afirmaram: “Não foi isto o que Moisés nos transmitiu”. A sentença por deixar de perdoar também é a morte. O discípulo de Moisés afirmaria: “Não foi isto o que Moisés mandou fazer; não foi isto o que Moisés ensinou”.

OFERECER a outra face?? Isto é o mesmo que não guardar ressentimento daquele que me ofendeu, não é?? Sim, é isto mesmo. Mas, isto é em relação a qualquer ofensa?? Decerto, que sim. O discípulo de Moisés afirmaria: “Não foi isto o que Moisés mandou fazer”.

Exatamente assim como nos dias de Ezequiel, deveria o povo afirmar que “o caminho de Jeová não é acertado”?? No lugar de tamanha rebeldia, não deviam afirmar: “somos culpados de muitos pecados”?? Deviam contender com o Legislador?? No lugar de questionarem as palavras do Legislador, não deveriam aceitá-las e procurar entendê-las, mesmo que fossem coisas praticadas por eles e aceitas até então como coisas normais?? Decerto, que sim. O sentimento oposto à rebeldia é a mansidão.

Alguém poderá questionar: Mas se eu ainda não pratiquei a ação, como estar condenado?? Quem vai saber o que eu sinto?? Neste caso, somente aquele que tem a CAPACIDADE para ser Juiz.

Este é o ponto a ser destacado ao humano. Não são os SENTIMENTOS que SEMPRE antecedem e levam às palavras e às ações?? As ações são FRUTOS dos sentimentos, não são?? Sim. Esta outra afirmação de Jeová repetida algumas vezes por Jesus é que revela para onde o Criador está dirigindo o nosso olhar: “É da abundância do coração que a boca fala”. (Mateus 12:34) 34 Descendência de víboras, como podeis falar coisas boas quando sois iníquos? POIS É DA ABUNDÂNCIA DO CORAÇÃO QUE A BOCA FALA.

(Lucas 6:43-45) 43Pois não há árvore excelente que produza fruto podre; novamente, não há árvore podre que produza fruto excelente. 44 Pois cada árvore é conhecida pelo seu próprio fruto. Por exemplo, não se colhem figos de espinhos, nem se cortam uvas dum espinheiro. 45 O homem bom, do bom tesouro do seu coração, traz para fora o bom, mas o homem iníquo, do seu [tesouro] iníquo, traz para fora o que é iníquo; POIS É DA ABUNDÂNCIA DO CORAÇÃO QUE A SUA BOCA FALA.

Isto quer dizer que TODAS as nossas palavras e TODOS os nossos atos SÃO FRUTOS do que tem no nosso coração?? Sim, foi exatamente isto o que Jesus quis que seus ouvintes entendessem.

Jesus passou a esclarecer quais são as coisas que saem de dentro do homem. Estas são as coisas que saem do coração dos homens. Os sentimentos ANTECEDEM às palavras e às ações. Os sentimentos dentro dos humanos ANTECEDEM e PRODUZEM palavras e ações iníquas. Assim falou Jesus: (Marcos 7:20-23) 20 Outrossim, ele disse: “O que sai do homem é o que avilta o homem; 21 POIS, DE DENTRO, DOS CORAÇÕES DOS HOMENS, SAEM raciocínios prejudiciais: fornicações, ladroagens, assassínios, 22 adultérios, cobiças, atos de iniqüidade, fraude, conduta desenfreada e um olho invejoso, blasfêmia, SOBERBA, irracionalidade. 23 Todas estas coisas iníquas SAEM DE DENTRO e aviltam o homem.”

Para todos estes pecados bem como para todos os demais pecados, a sentença é a mesmíssima morte. As afirmações de Jesus são claras: Qualquer sentimento iníquo, qualquer palavra iníqua e qualquer ação iníqua, PROCEDEM de um coração iníquo. O coração se torna iníquo muito antes de produzir seus frutos iníquos.

Um dos FRUTOS gerados POR NÃO SE CONSIDERAR todos os pecados como tendo o mesmo valor é a SOBERBA. “Não considerar todos pecados como tendo o mesmo valor” é a imprescindível BASE para a Soberba. Tem de haver um MOTIVO para a pessoa se sentir melhor do que outra. Na mente do soberbo, trata-se de um motivo plenamente válido.

A SOBERBA é um sentimento, não é uma ação. Ele também se aloja no coração. É um sentimento que necessita de uma BASE para poder existir. Um humano sente-se superior às demais pessoas ao seu redor. Ele sente-se melhor do que aqueles pecadores que ele está vendo, como também, sente-se melhor do que os antepassados, aqueles cujos atos iníquos foram registrados na história, inclusive na bíblia. Ele sente-se mais limpo que os demais pecadores. Ele sente-se mais limpo do que um adúltero, mais limpo do que um ladrão, mais limpo do que um idólatra, mais limpo do que um apóstata, mais limpo do que um estuprador, mais limpo do que um adorador de bezerros. Ele sente-se mais valioso. Ele acha que vale muito mais que outros humanos, principalmente dos humanos que não fazem parte do grupo dele. Por ser circunciso, ele desvaloriza aquele que é incircunciso. Por ser cristão ele desvaloriza aquele que é pagão. Ele DESVALORIZA os demais pecadores, por ele não estar fazendo aquelas mesmas coisas que outros pecadores estão fazendo, pecados TIDOS POR ELE como mais graves. Daí, ele afirma: “Pai, eu não sou igual àquele iníquo”.

Sentimentos geram palavras e ações. Sentimentos SOBERBOS geram palavras e ações soberbas.

Vamos a um exemplo clássico de alguém altivo, soberbo, exemplo este que foi dado pelo próprio Jesus. Era um homem que se enaltecia acima dos pecadores. Ele se auto valorizava por não praticar determinados tipos de pecados. Logo, ele rebaixava os demais a uma condição de descartáveis, algo próprio para ser jogado fora, um vaso próprio para a destruição. Jesus deixou bem claro de que se tratava de um sentimento, pois este humano que orava a Jeová, no templo de Jeová, afirmava tais coisas no seu íntimo. Não estava externando isto para outros humanos. Decerto, era um humano que praticava certa medida de justiça. Ele era um membro da nação santa e era um conhecedor das leis. Infelizmente, este humano enaltecido não percebia sua altivez, sua arrogância, seu enaltecimento. Este humano era um discípulo de Moisés, um resultado prático do ensino de Moisés, um fruto: (Lucas 18:9-14) 9 Mas, ele contou a seguinte ilustração também a alguns que confiavam em si mesmos como sendo justos e que CONSIDERAVAM OS DEMAIS COMO NADA: 10 Dois homens subiram ao templo para orar, um sendo fariseu e o outro cobrador de impostos. 11 O fariseu estava em pé e começou a orar as seguintes coisas NO SEU ÍNTIMO: ‘Ó Deus, agradeço-te que NÃO SOU COMO O RESTO DOS HOMENS, extorsores, injustos, adúlteros, ou mesmo como este cobrador de impostos. 12 Jejuo duas vezes por semana, dou o décimo de todas as coisas que adquiro.’ 13 O cobrador de impostos, porém, estando em pé à distância, não estava nem disposto a levantar os olhos para o céu, mas batia no peito, dizendo: ‘Ó Deus, sê clemente para comigo pecador.’ 14 Digo-vos: Este homem desceu para sua casa provado mais justo do que aquele homem; porque todo o que SE ENALTECER será humilhado, mas quem se humilhar será enaltecido.”

Ele era um “servo” do Deus Altíssimo, enquanto o incircunciso não era. Servo é alguém que presta um serviço para outra pessoa. Ele fazia parte da nação “escolhida” por Jeová, enquanto que os demais não. Não se pode negar, ele realmente encontrava-se em uma condição “diferente”, condição diferente. Ele encontrava-se pactuado, enquanto os demais não estavam. Realmente, ele encontrava-se em uma condição diferente, condição diferente.

Quem auto valoriza-se, AUTOMATICAMENTE desvaloriza os demais à sua volta. Ele se AUTOAPROVA e automaticamente reprova outros. O fariseu considerava o resto dos homens como “vasos próprios para a destruição”. Não era este um caso de enaltecimento pessoal?? Infelizmente, sim. Ele não se via como um igual, pois aos seus olhos, as outras pessoas se encontravam SENTENCIADAS de morte, enquanto ele não. Ele apresentava a Jeová, os reais motivos destes humanos se encontrarem sentenciados de morte, ou seja, apresentava os reais pecados praticados por estes.

Palavras do altivo: “Obrigado Pai por eu estar do Seu lado enquanto aqueles outros ali fazem estas e aquelas coisas contra o Senhor”. Além de “altivo”, ele é um “acusador”.

Ouvindo isto em relação ao fariseu, deveria um dos apóstolos de Jesus, SENTIR-SE superior a este fariseu e orar para Jeová dizendo no íntimo: Ó Deus, agradeço-te por não ser igual a este fariseu??

Com que olho Jeová vê o homem altivo, soberbo, arrogante, que se sente enaltecido sobre os demais?? Jesus também nos concedeu esta inédita informação: (Lucas 16:14-15) 14 Ora, os fariseus, que eram amantes do dinheiro, estavam escutando todas estas coisas, e começaram a escarnecer dele. 15 Conseqüentemente, ele lhes disse: “Vós sois os que vos declarais justos perante os homens, mas Deus conhece os vossos corações; PORQUE AQUILO QUE É ALTIVO ENTRE OS HOMENS É UMA COISA REPUGNANTE À VISTA DE DEUS.

Os que se sentem justos e assim se declaram justos perante os homens, revelando a repugnância que sentem por pecadores, como são vistos por Deus?? Como uma coisa repugnante.

Ah, então nenhum cristão deve sentir-se superior a um pagão, não é isto?? Isto mesmo. Ah, então nenhum grupo de cristãos deve sentir-se superior a outro grupo de cristãos, não é mesmo?? Isto mesmo.

Jesus deixou bem claro que a soberba também é pecado e como todo pecado, é grave. A sentença é a mesmíssima morte.

Estes homens que viviam questionando e disputando sobre qual era o maior mandamento, revelavam acreditar em pecados mais graves e pecados menos graves, pois, quanto maior for o mandamento mais grave será infringir tal mandamento, ou seja, maior o pecado. A resposta de Jesus revelou que todo e qualquer pecado revela ser uma consequência da falta de amor. Assim falou Jesus: (Mateus 22:34-40) 34 Tendo os fariseus ouvido que ele silenciara os saduceus, ajuntaram-se num só grupo. 35 E um deles, versado na Lei, perguntou para prová-lo: 36 Instrutor, qual é o MAIOR mandamento na Lei?” 37 Disse-lhe: “‘Tens de amar a Jeová, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de toda a tua mente.’ 38 Este é o maior e primeiro mandamento. 39 O segundo, semelhante a este, é: ‘Tens de amar o teu próximo como a ti mesmo.’ 40 DESTES DOIS MANDAMENTOS DEPENDEM TODA A LEI E OS PROFETAS.”

Jesus afirmou que Toda a Lei tinha por BASE dois mandamentos dados pelo Legislador a Moisés: “AMAR a Jeová acima de todas as coisas e AMAR ao próximo como a si mesmo”. Assim, todos os demais artigos da Lei, descreviam para o humano, uma ou outra ação que se praticada, revelaria o descumprimento de um dos dois primeiros mandamentos; o infrator revelava ter uma deficiência em AMAR a Jeová e/ou o próximo. O Legislador estava usando a Lei para ENSINAR ao humano o real significado da expressãoAMAR”. Segundo Jesus, a lei dada por Jeová ensinava o humano a amar. Tratava-se da lei do Amor. Jeová não estava ensinando o humano a odiar o próximo.

AME AO PRÓXIMO, DESDE QUE ELE NÃO SEJA UM PECADOR??

MATAR O PECADOR É UMA EXPRESSÃO DE AMOR PARA COM O PECADOR??

MATAR UM OFENSOR É UMA PROVA DE AMOR À VÍTIMA OU UMA PROVA DE ÓDIO PELO OFENSOR??

Ficou bem claro que descumprir QUALQUER dos mandamentos, qualquer um dos artigos da lei, revela ser um problema de coração; revela ser DEFICIÊNCIA DE AMOR. A outra afirmação de Jesus foi:Todas as coisas iníquas saem do coração”. Os sentimentos iníquos alojados nos corações geram a iniquidade como fruto, logo, SE NÃO HOUVER SENTIMENTOS INÍQUOS, NÃO HAVERÁ AÇÕES INÍQUAS. Logo, somos movidos, somos impulsionados, pelos nossos sentimentos.

O QUE PODEMOS ENTENDER DESTA AFIRMAÇÃO DE JESUS?? Não afirmou Jesus que todos os artigos da lei dada por Jeová para Moisés tinham como BASE o AMOR?? Sim, afirmou. Neste caso, poderia haver algum mandamento dado por Jeová que afrontasse a própria BASE da Lei?? Não, não poderia.

Assim, somos obrigados a concluir que somente o Criador é quem pode Legislar sobre o que é pecado. Somente o Criador é quem tem o direito de punir pecadores. Aqueles que avançaram presunçosamente em legislar sobre pecado e legislar sobre como punir pecadores de certos pecados, criando rituais de punições, certamente terão sua vergonha e humilhação no tempo próprio de Jeová, isto é, no último dia, o dia da verdade. Por um acaso, estariam praticando o amor ao próximo?? A promessa foi: “Aquele que se enaltecer será humilhado”. A “humilhação” mostrará ser o remédio para a cura do soberbo. Certamente esta é uma grande sala de aula. A história de um humano incircunciso que foi curado de sua arrogância está sendo analisada aqui nesta outra página, veja, veja, veja, veja.

AGORA QUE FOI COMETIDO O PECADO, O QUE FAZER COM O PECADOR??

Enquanto o humano deseja ardentemente remover o “mal” através da destruição daquele que pratica o mal, Jeová revela o seu glorioso objetivo: NÃO ME AGRADO na morte do iníquo, mas em que o iníquo RECUE do seu mau caminho”. Daí, Jeová se esforça CONTINUAMENTE para que o iníquo recue do seu mau caminho. RECUAR é uma ação que somente o iníquo pode tomar; é uma ação consciente e individual, logo o iníquo tem de reconhecer, admitir para si mesmo que o que está fazendo é um pecado, logo, trata-se de algo inteiramente pessoal. JEOVÁ REVELA não estar interessado no que o iníquo merece e sim naquilo que o iníquo PRECISA, o que o iníquo NECESSITA. O iníquo precisa se retratar. O iníquo precisa ser convencido. Ele precisa ouvir e entender. Depois de estar convencido ele confessa seu pecado. Primeiro ele admite para si mesmo que cometeu pecado. Usando o seu livre-arbítrio, seu recuo deve ser de vontade própria. Ninguém pode recuar pelo iníquo. Aqueles israelitas que desejavam ardentemente a morte do iníquo, que estavam sempre prontos para “praticar” a violência contra o iníquo, eliminando o mal do seu meio, quando confrontados com sua própria iniquidade, o que peguntaram?? Que resposta deu Jeová para os que finalmente reconheciam ser iníquos, em face de estarem recebendo o tratamento que Jeová prometeu dar a eles por praticarem coisas detestáveis?? Já não haviam sido sentenciados de morte pelo Legislador?? Não era este o ponto final para o iníquo?? (Ezequiel 33:10-11) 10E no que se refere a ti, ó filho do homem, dize à casa de Israel: ‘Assim é que dissestes: Visto que as nossas revoltas e os nossos pecados estão sobre nós e estamos apodrecendo neles, então, COMO É que continuaremos a viver?”’ 11 Dize-lhes: ‘“Assim como vivo”, é a pronunciação do Soberano Senhor Jeová, “não me agrado na morte do iníquo, mas em que o iníquo recue do seu caminho e realmente continue vivendo. RECUAI, RECUAI dos vossos maus caminhos, pois, por que devíeis morrer, ó casa de Israel?”’

Enquanto os israelitas corriam para matar o iníquo, Jeová pedia ao iníquo: Por favor, recue da sua iniquidade.

Serem vomitados da terra” (Canaã) era uma das punições que o Legislador afirmou que faria àqueles que cometessem coisas detestáveis, tornando-se assim merecedores da morte. Bem, estes a quem o Legislador falava através de Ezequiel, tendo sido vomitados da terra de Canaã, já estavam em Babilônia, na situação de escravos.

Apesar de vocês serem merecedores da morte, por estarem por séculos praticando tais coisas detestáveis, meu objetivo não é matar o iníquo. Meu objetivo é que o iníquo recue do seu mau caminho. FICO FELIZ quando o iníquo finalmente PERCEBE sua iniquidade, ADMITE sua iniquidade, CONFESSA sua iniquidade e RECUA de seu mau caminho”. Como chegaram a conclusão que eram iníquos?? Não foi somente durante uma punição?? Sim, foi somente durante a punição. E se tivessem sido imediatamente eliminados, como poderiam chegar a esta conclusão??

Quando Jeová, através de Ezequiel, falou para seu povo que o iníquo podia recuar de sua iniquidade e continuar a viver, qual foi a previsão de Jeová quanto à reação do povo?? Ele mesmo nos revela: (Ezequiel 18:27-29) 27 “‘E quando o iníquo recuar de sua iniqüidade que praticou e passar a praticar o juízo e a justiça, é ele quem preservará viva a sua própria alma. 28 Quando vir todas as suas transgressões que praticou e recuar delas, positivamente continuará a viver. Não morrerá. 29 “‘E a casa de Israel CERTAMENTE DIRÁ: “O caminho de Jeová não é acertado.” Quanto aos meus caminhos, acaso não são acertados, ó casa de Israel? Não são os vossos caminhos que não são acertados?’

Exatamente assim como o previsto pelo Legislador, o povo, revelando discordar do Legislador, contendendo com o Legislador, realmente afirmou que “o caminho de Jeová não era acertado”: (Ezequiel 33:17) 17 E OS FILHOS DO TEU POVO DISSERAM: ‘O caminho de Jeová não é acertado’, mas, no que se refere a eles, é o caminho deles que não é acertado.

Não admitindo serem os iníquos punidos, nos momentos de punição, a casa de Israel falava para Jeová: “Não traga sobre nós o erro de nossos antepassados”. Assim, como podiam recuar?? (Salmos 79:8) 8 NÃO TE LEMBRES CONTRA NÓS DOS ERROS DOS ANTECESSORES. Apressa-te! Confrontem-nos as tuas misericórdias, Pois empobrecemos muitíssimo.

Acusavam seus antepassados de praticantes de pecados, mas não admitiam os seus próprios pecados. Neste caso, ainda afirmavam que eram vítimas do erro dos antepassados. Os antepassados haviam comido as uvas verdes e eles estavam com os destes embotados. O antepassado comete o pecado e eu é que sou punido. Assim verte a Tradução Brasileira: (Ezequiel 18:1-2) 1 De novo veio a mim a palavra de Jeová, dizendo: 2 Que quereis vós dizer, usando na terra de Israel deste provérbio: Os pais comeram uvas verdes, e os dentes dos filhos estão embotados?

Jeová também falou para Isaías a respeito de Sua insistentevontade” em relação ao iníquo: Depois que você descobrir que és um iníquo, podes retornar a mim, porque perdoarei amplamente. (Isaías 55:7) 7 Deixe o iníquo o seu caminho e o homem prejudicial os seus pensamentos; e retorne ele a Jeová, que terá misericórdia com ele, e ao nosso Deus, PORQUE PERDOARÁ AMPLAMENTE.

Não há dúvida de que o SENTIMENTO de Jeová pelo iníquo era bem diferente do SENTIMENTO de todo o povo, pois o povo sempre queria MATAR o iníquo enquanto Jeová queria PERDOAR o iníquo; Jeová sentia MISERICÓRDIA pelo iníquo. Enquanto o povo desejava a plena punição para o iníquo, Jeová desejava o pleno perdão para o iníquo, pois depois do perdão, o iníquo se retrataria.

VOU TRATAR O INÍQUO COM MISERICÓRDIA.

Após ouvir Jeová fazer tal afirmação, o que se passaria na mente de um discípulo de Moisés, ou seja, daquele que obedecia a ordem de matar o iníquo sem dó e sem piedade?? O que sentiria aquele adepto da plena punição para o iníquo como forma de satisfazer plenamente a “justiça”. O que dirá aquele que se torna vítima de um agressor, de um iníquo?? Será que dirá: Pai, o Senhor tem misericórdia de alguém que me fez um mal?? Pai, o Senhor ainda fica do lado do meu agressor, fica do lado do meu inimigo??? Porque o Senhor ainda me pede para perdoar o agressor??

Depois de praticar a iniquidade, podes voltar a Mim; não fique com medo. Vou tratá-lo com Misericórdia; vou perdoar-te amplamente”. Jeová revelou Seu insistente objetivo para com o iníquo: “Deixe o iníquo o seu caminho e retorne ele a Jeová”. ADMITA QUE ESTÁS PRATICANDO UMA INIQUIDADE E DEPOIS DÊ MEIA VOLTA.

Certamente, alguém dirá: Pai, o Senhor quer que o opressor recue do seu mau caminho, mas, e a vítima?? O que fará a pobre vítima??

ENDIREITAR o opressor, este é o objetivo de Jeová: (Isaías 1:15-17) 15 E quando estendeis as palmas das vossas mãos, oculto de vós os meus olhos. Embora façais muitas orações, não escuto; as vossas próprias mãos se encheram de derramamento de sangue. 16 Lavai-vos; limpai-vos; removei a RUINDADE das vossas ações de diante dos meus olhos; cessai de fazer o mal. 17 Aprendei a fazer o bem; buscai a justiça; ENDIREITAI O OPRESSOR; fazei julgamento para o menino órfão de pai; pleiteai a causa da viúva.”

Você quer alegrar o coração de Jeová?? Então não mate o iníquo, não mate o opressor, endireite o opressor.

ENDIREITAR O OPRESSOR é uma ação que tem por base o AMOR, não é?? Trata-se de uma ação que é fruto do AMOR, não é?? Sim. Neste caso, está dentro daquela regra que nos foi informada e chamada a atenção por Jesus, ou seja, “toda a lei tem por base apenas dois mandamentos”.

Chegamos a conclusão que praticar o amor exige contínuo esforço, pois vem acompanhado de desconforto e até mesmo de dores físicas.

Assim define certo dicionário (Koogam/Houaiss) a expressão ruindade:

RUINDADE s.f. Qualidade do que é ruim. / Caráter ou ato de uma pessoa má; maldade, crueldade, perversidade.

Aquele que apedrejava pecadores não considerava a sua ação como “ruindade”, não considerava sua ação como estar “enchendo as mãos com derramamento de sangue”, não se via como “praticando o mal”, não se via como uma pessoa má, “cruel” e perversa, pois ele havia recebido uma lei de Moisés, que o mandava fazer isto. A constituição do país assim o determinava.

O PECADO FOI COMETIDO, E AGORA?? O QUE FAZER COM O PECADOR??

Eliminar o mal através da morte do praticante do mau OU endireitar o praticante do mau, mesmo que isto lhe traga desconfortos e dores físicas?? Em lugar de destruir o opressor, aquele que pratica o mau, uma ação que externa o sentimento de ódio, endireitai o opressor, uma ação que externa o sentimento de amor. É o caso de se ter aversão pelo mal, no entanto, não ter aversão daquele que está praticando o mau. A este que está praticando o mau, independente de quem seja, eu tenho de amar, por buscar continuamente endireitá-lo. Para endireitá-lo tem de haver o CONTÍNUO perdão. O perdão revela ser uma ferramenta indispensável a ser usada por quem ensina. ENDIREITAR o opressor revela ser uma ação que exige AMOR CONTÍNUO.

Não foi exatamente isto o que Jesus fez e mandou seus discípulos fazer exatamente igual a ele?? Sim, foi. Jesus mostrou ser humilde. No entanto, o soberbo sempre deseja afastar-se do opressor, ou ainda, simplesmente destruir o opressor ou que o opressor seja destruído por Jeová. Trata-se de uma ação que revela a desvalorização que o soberbo dá ao opressor, àquele que ele vê como pecador contra ele ou contra Deus. A “SOBERBA” é um sentimento 100% oposto ao sentimento de “HUMILDADE”. Enquanto o humilde VALORIZA A VIDA do seu próximo, o soberbo DESVALORIZA A VIDA do seu próximo.

Primeiro eu tenho de eliminar o mal que existe em mim. Para isto, primeiro eu tenho de admitir que sou um iníquo. Para admitir que eu sou um iníquo, eu tenho de ouvir O Legislador. Preciso procurar e ver os meus próprios pecados. Preciso deixar-me convencer, ser convencido sobre os meus próprios pecados. Preciso concordar com o Legislador em todas as coisas.

Arrependei-vos, pois o reino dos céus se tem aproximado”. Arrepender-se de que?? Isto perguntará aquele que desconhece os seus próprios pecados. Preciso tomar em consideração o meu próprio pecado. A trave realmente existe e sou eu que tenho de perceber e reconhecer que existe uma trave no meu próprio olho. (Mateus 7:3-5) 3 Então, por que olhas para o argueiro no olho do teu irmão, mas não tomas em consideração a trave no teu próprio olho? 4 Ou, como podes dizer a teu irmão: ‘Permite-me tirar o argueiro do teu olho’, quando, eis que há uma trave no teu próprio olho? 5 Hipócrita! Tira PRIMEIRO a trave do teu próprio olho, e depois verás claramente como tirar o argueiro do olho do teu irmão.

VOU TRATAR O INÍQUO COM MISERICÓRDIA.

A CERIMÔNIA DO PERDÃO – Um projeto de relacionamento humano saído da mente de Jeová direto para Moisés e depois para o papel

O que foi estabelecido pelo Único Legislador e repassado para Moisés?? MORTE ou PERDÃO para o pecador??? Um ritual de morte ou uma cerimônia de perdão?? Uma cerimônia de AMOR ou de ÓDIO?? Como informação principal, vejamos as ações do Legislador.

Por que o Legislador instituiu tal cerimônia??

As cerimônias CRIADAS pelo Legislador Jeová cumpriam o OBJETIVO de revelar claramente e sem sombra de dúvida para aquela geração e para as gerações seguintes, que ELE fazia questão de perdoar TODOS os pecados de TODOS os pecadores.

O QUE FAZER COM AQUELE QUE “PECAR”?? E AGORA QUE O PECADO FOI REALMENTE COMETIDO?? Que iniciativa deve tomar o humano em relação àquele que ele ficou sabendo, ou ainda, em relação àquele que ele vê cometendo um pecado contra o Criador ou contra outro humano?? Deve tomar partido, isto é, ficar do lado de Jeová ou da vítima humana e tomar ações contra o opressor??? Deve praticar ações de um “justiceiro” aplicando a merecida punição??

UMA AULA PRÁTICA DE COMO USAR A MISERICÓRDIA.

O QUE O LEGISLADOR JEOVÁ FAZIA?? O QUE O LEGISLADOR JEOVÁ MANDOU FAZER?? O QUE REVELAM AS CERIMÔNIAS?

O humano que pecar por engano, por fazer “UMA DE TODAS as coisas que Jeová manda que não se faça”, MESMO desconhecendo ser pecado, ainda assim se tornou culpado e terá de responder pelo seu erro. (Levítico 5:17) 17 E se uma alma pecar por fazer UMA DE TODAS AS COISAS que Jeová manda que não se façam, embora não o soubesse, AINDA ASSIM ele ficou culpado E TERÁ de responder pelo seu erro. . .

Assim reza a versão de João Ferreira de Almeida: E, se alguma pessoa pecar e fizer contra algum de todos os mandamentos do SENHOR aquilo que não se deve fazer, AINDA QUE O NÃO SOUBESSE, contudo será culpada e levará a sua iniquidade”.

Palavras de Jeová: “Independente de quem seja, culpado é culpado e inocente é inocente. Não terei o culpado como inocente”.

Assim verte a Tradução Brasileira: (NÚMEROS 14:18) 18 Jeová é tardio em irar-se, abundante em misericórdia, que perdoa iniqüidade e transgressão, e não terá por inocente o culpado; que visita a iniqüidade dos pais nos filhos, na terceira e na quarta geração.

Assim verte a Tradução Almeida: (NÚMEROS 14:18) 18 O Senhor é tardio em irar-se, e grande em misericórdia; perdoa a iniqüidade e a transgressão; ao culpado não tem por inocente, mas visita a iniqüidade dos pais nos filhos até a terceira e a quarta geração.

Jeová deixou bem claro: Sabendo que tal coisa é pecado ou não sabendo que tal coisa é pecado, não modifica perante Ele o fato da pessoa ser culpada de pecado.

PODE UM HUMANO PECAR POR ENGANO?? QUEM VAI SABER SE FOI REALMENTE POR ENGANO??

A alma QUE PECAR – mesmo sem saber que pecou – tornou-se culpada de pecado e terá de responder pelo seu erro. O Legislador determinou ser assim. Aos olhos do Legislador, esta alma é culpada. Segundo O Legislador, tal alma está sentenciada. A alma sentenciou-se. O QUANTO eu aceito esta palavra do Legislador??

COMO O PECADOR IRIA “RESPONDER PELO SEU ERRO”??

A QUEM IRIA O PECADOR “RESPONDER PELO SEU ERRO”??

O RESPEITO PELO “LIVRE-ARBÍTRIO”.

O que O Legislador previu no Seu projeto?? O Legislador o vê como culpado, logo, ele, o pecador, tem de apresentar uma oferta pelo pecado e uma oferta pela culpa, e assim tem de ser perdoado. (Levítico 5:18-19) 18 E ele tem de TRAZER ao sacerdote um carneiro sadio do rebanho, segundo o valor calculado, como oferta pela culpa; e o sacerdote tem de fazer expiação por ele, pelo engano que cometeu sem querer, embora ele mesmo não o soubesse, e assim lhe tem de ser perdoado. 19 É uma oferta pela culpa. Tornou-se positivamente CULPADO para com Jeová.”

Assim verte a Tradução Brasileira: (Levítico 5:18-19) 18 Para uma oferta pela culpa TRARÁ ao sacerdote um carneiro sem defeito, tirado do rebanho, conforme a tua avaliação; o sacerdote fará expiação por ele no tocante àquilo em que errou por ignorância sem o saber, e ele será perdoado. 19 É uma oferta pela culpa; certamente se tornou culpado diante de Jeová.

TRAZER E TRARÁExpressões que revelam a posição de quem estava falando, isto, é Jeová. Trará até minha presença.

ELE NÃO SABIA que sua ação era um pecado, no entanto, Jeová sabia. E agora que este humano foi informado de seu pecado?? Em primeiro lugar ele tem de reconhecer que aquele sentimento, que aquela palavra ou que aquela ação é um pecado. Depois, ele deve sentir-se culpado. A quem o pecador apresenta sua oferta?? A Jeová. Onde?? Deve apresentá-la de sua própria vontade à entrada da tenda de reunião perante Jeová. Não era o pai, a mãe, o tio, o filho ou qualquer pessoa indicada pelo pecador que deveria levar e fazer tal oferta; o próprio pecador tinha de levar sua oferta. Tampouco devia alguém obrigá-lo a levar tal oferta. Deve colocar suas mãos sobre a cabeça do animal que será morto por sua causa e confessar ali o seu pecado, fazendo assim tanto na “oferta pelo pecado” como o na “oferta pela culpa”. O animal estava sendo morto por “sua” causa, por causa do “seu” erro?? Sim, estava. Ele estava tirando uma “vida” por causa de seu pecado?? Sim, estava. Mesmo tendo pecado sem saber que era um erro?? Sim. Ele tinha de colocar sua mão sobre a cabeça daquele animal que seria morto por sua causa?? Sim, teria. Qual é a função do sacerdote?? A partir daí, a partir da atitude daquele que admite seu pecado, o sacerdote vai cumprir os demais RITUAIS, obedecendo aos requisitos estabelecidos pelo Legislador para ele, sacerdote. Quem é que perdoa o pecado?? Jeová, O ofendido, obviamente. (Levítico 1:3-5) 3 “‘Se a sua oferta for uma oferta queimada da manada, deve apresentar um macho sadio. Deve apresentá-la DE SUA PRÓPRIA VONTADE à entrada da tenda de reunião PERANTE JEOVÁ. 4 E TEM de pôr sua mão sobre a cabeça da oferta queimada e ela TEM de ser favoravelmente aceita em prol dele, para fazer expiação por ele. 5 “‘Então TEM de se abater o vitelo perante Jeová; e os filhos de Arão, os sacerdotes, TÊM de apresentar o sangue e aspergir o sangue ao redor sobre o altar que está à entrada da tenda de reunião. . . (Levítico 5:5-6) 5 “‘E tem de acontecer que, caso ele se torne culpado no que se refere a uma destas coisas, então TEM de confessar de que modo pecou. 6 E TEM de trazer a Jeová sua oferta pela culpa, pelo pecado que cometeu, a saber, uma fêmea do rebanho, uma cordeira ou uma cabritinha, como oferta pelo pecado; e o sacerdote TEM de fazer expiação por ele, pelo seu pecado.

VÁ DE SUA LIVRE E ESPONTÂNEA VONTADE. NÃO TENHA MEDO DE JEOVÁ. VOCÊ SERÁ TRATADO COM MISERICÓRDIA POR ELE.

Assim, seu pecado TEM de ser perdoado. Ora, ora, não era para matar o pecador, não era para se tomar qualquer medida CONTRA a pessoa do pecador?? Não era para se levantar CONTRA a vida do pecador e assim “eliminar o mal do vosso meio”?? Afinal, era para estar vestido e pronto para matar ou era para estar vestido e pronto para perdoar??

O Criador deixa DEFINITIVAMENTE ABERTA a porta para o RECUO do pecador. COMO?? Sempre lhe concedendo o Seu perdão. Se não houver o contínuo perdão, como poderá acontecer o recuo?? Bem, O LEGISLADOR estava dando o Seu exemplo pessoal no que fazer com o pecador. O Legislador quer que o iníquo esteja vivo, pois Ele tem PLANOS que visam o BENEFÍCIO do iníquo. Beneficiar um iníquo?? Esta é a pergunta que desdenhosamente faria, aquele que se considera muito superior a um iníquo, vendo-o como um caso encerrado.

Muitos séculos depois da morte de Moisés, o Legislador Jeová voltou a chamar a atenção de seu povo para o mesmo assunto: (Ezequiel 18:13) 13 Deu em troca de usura e cobrou juros, e ele positivamente não continuará a viver. Fez todas estas coisas detestáveis. Positivamente será morto. Sobre ele é que virá a haver seu próprio sangue.

Assim verte a Tradução Brasileira de 1917: (Ezequiel 18:13) 13 dê o seu dinheiro à usura, e receba mais do que emprestou: acaso viverá ele? não viverá. Comete todas estas abominações; certamente morrerá, o seu sangue será sobre ele.

Assim, o próprio Jeová reafirma que a alma que pratica qualquer coisa detestável, positivamente será morta, positivamente não continuará a viver, tornou-se condenada. Sobre esta alma pesa uma condenação de morte. Ela sentenciou-se à morte. A sentença para qualquer pecado é a morte. Bem, e agora?? Deve ser automaticamente morta?? Falando a Ezequiel, a quem elegeu Jeová como carrasco??

POSITIVAMENTE SERÁ MORTO – Significava isto que algum humano podia matar tal pecador?? O QUE QUERIA JEOVÁ QUE O HUMANO SOUBESSE??

Bem, parece ser o fim daquele que fez uma de todas as coisas detestáveis, não parece?? Fez uma coisa detestável, positivamente será morto, positivamente não continuará a viver. É este o fim daquele que fez uma coisa detestável?? Comprovando que Jeová é um Deus totalmente coerente, Jeová reafirma o que Ele já havia colocado em prática como sendo a Sua vontade, através do RITUAL por Ele providenciado. Assim reafirma Jeová: (Ezequiel 18:27-28) 27 “‘E QUANDO o iníquo RECUAR de sua iniqüidade que praticou e passar a praticar o juízo e a justiça, é ele quem preservará viva a sua própria alma. 28 QUANDO VIR todas as suas transgressões que praticou e RECUAR delas, positivamente continuará a viver. Não morrerá.

Assim verte a Tradução Brasileira: (Ezequiel 18:27-28) 27 Outrossim, QUANDO o ímpio se desviar da sua impiedade que cometeu, e fizer o que é de eqüidade e justiça, conservará este a sua alma em vida. 28 Porquanto considera e se desvia de todas as suas transgressões que cometeu, certamente viverá, não morrerá.

Mas espera aí. O ímpio já cometeu a impiedade, não foi?? Até quando eu tenho de esperar ele se desviar de sua iniquidade??

Ele tornou-se um iníquo, cometeu o pecado, e, em face disto, está sentenciado a morte. O que previu O Legislador para depois disto?? Deve ser automaticamente morto??

RECUAR da iniquidade?? Passar a praticar juízo e justiça?? Considerar a transgressão?? Se desviar da transgressão?? Ora, a iniquidade já não foi praticada?? Depois de praticada a iniquidade, ele passa a estar automaticamente sentenciado de morte, mas ele ainda pode recuar?? Como poderia praticar juízo e justiça se ele “positivamente será morto”?? Pode um iníquo estando morto considerar sua iniquidade e recuar de sua iniquidade?? Para recuar da iniquidade, o iníquo precisa estar vivo, não é verdade?? Sim, é isto mesmo.

Havia alguma menção da figura do carrasco e da ação de um carrasco?? Você encontrou alguma??

O que ficou bem claro?? Ficou bem claro que o “continuar vivo” ainda dependia do iníquo. Ficou bem claro que Jeová estava concedendo o Seu perdão ao iníquo.

Depois de se tornar uma adúltera ela pode RECUAR de sua iniquidade?? A lei dada por Moisés não previa este RECUO, ou será que previa?? A lei de Moisés previa a imediata morte como punição, não é verdade??

Como poderia recuar da iniquidade se ele for morto exatamente por ter praticado iniquidade?? Já não existe uma “sentença de morte” contra ele?? Deve ser automaticamente morto??

Se houver um carrasco e a ação de um carrasco, o iníquo não poderá considerar seu erro, não poderá se retratar, não poderá se desviar de suas transgressões e não poderá praticar equidade e justiça. Estas são as coisas esperadas pelo Legislador.

O PECADO FOI COMETIDO, E AGORA??

Bem, esta foi a pergunta feita por parte da tribo de Judá que já estava exilada em Babilônia, como punição pelo erro: (Ezequiel 33:10) 10 E no que se refere a ti, ó filho do homem, dize à casa de Israel: ‘Assim é que dissestes: “Visto que as nossas revoltas e os nossos pecados estão sobre nós e estamos apodrecendo neles, então, COMO É QUE CONTINUAREMOS A VIVER?”’

QUANDO é que o iníquo vai recuar de sua iniquidade?? Será somente QUANDO ele vir as transgressões que praticou. Somente depois que ele RECONHECER, ADMITIR que aquilo que fez é uma iniquidade.

Bem, O Legislador estava tomando as devidas medidas imprescindíveis para que seu amado povo percebesse e admitisse finalmente: “É, nós somos iníquos”.

Bem, e agora que PERCEBEMOS que somos iníquos?? Se conscientizar e admitir que é um iníquo é o primeiro passo para poder deixar de ser iníquo.

Somente o PERDÃO dado de forma totalmente altruísta e CONTÍNUA poderia TORNAR POSSÍVEL ao iníquo, o recuo de sua iniquidade. Não era exatamente assim que o Criador estava tratando o seu povo amado?? O Criador estava usando o PERDÃO de forma altruísta e CONTÍNUA, exatamente como previsto no RITUAL. O iníquo ainda estava vivo, não estava?? Tanto estava, que ainda estava reclamando da condição de escravidão.

Somente uma adúltera perdoada é que pode RECUAR de sua iniquidade.

Bem, e quanto àquele que tirou a vida de outro humano?? Somente ele pode RECUAR de sua iniquidade.

No entanto, o justiceiro perguntaria: E a vítima, como fica a vítima?? Este iníquo vai ficar impune?? Onde está a justiça??

Embora sentenciados de morte por cometerem “uma de todas as coisas que Jeová manda que não se faça”, O Legislador lhes estava dando uma outra punição no lugar da prometida sentença de morte. No caso de “pecado”, a lei prevê condenação única. Ah, então era um caso de Misericórdia, não era?? Exatamente. Uma Misericórdia que precisava ser PERCEBIDA por aquele que a recebia. Se não fosse percebida não produziria o seu fruto esperado pelo Criador.

Para revelar ao humano em qualquer época da história à frente, o que Ele fazia com o pecador, o Legislador providenciou um RITUAL que sempre finalizava no PERDÃO Dele para o pecador de qualquer tipo de pecado. Assim, O LEGISLADOR estava dando o Seu exemplo pessoal. Com toda a Sua SABEDORIA, O Legislador estava revelando a forma correta de tratar o pecador. Alguém poderia perguntar: “E a vítima, quem se importa com a vítima”??

O que o humano devia fazer?? Interferir e tirar a vida daquele outro humano que praticasse uma ação de pecado?? Foi permitido ao humano tomar esta INICIATIVA?? Foi permitido a qualquer humano TOMAR A INICIATIVA em derramar sangue humano, quando outro humano desobedecesse a um dos mandamentos de Jeová??

Deveria o humano passar a agir como um justiceiro?? O que é um justiceiro??

JUSTICEIRO – Esta é a definição dada por certo dicionário (Houaiss):

justiceiro

adj.s.m. (sXIII) 1 que ou aquele que faz justiça, ou que é partidário de uma justiça rigorosa 2 que ou quem luta pela justiça, tomando a si a causa dos inocentes e desvalidos da sorte 3 que ou aquele que se arroga o direito de fazer justiça pelas próprias mãos n adj. 4 que revela caráter de justiceiro <tomado de furor j., esbravejava colérico> etim justiça + -eiro

Tomando a si a causa dos inocentes passa a fazer justiça pelas próprias mãos.

Uma das definições de justiça é cumprir o que a lei determina para aquele caso. Dar a pessoa aquilo que ela merece.

Neste caso específico, a lei determina que aquele que cometeu pecado encontra-se sentenciado de morte e que o seu sangue encontra-se sobre sua própria cabeça.

Deveria existir a figura do justiceiro?? Deveria existir a figura do carrasco???

Não estava O Legislador AGUARDANDO que o pecador tomasse a iniciativa de se apresentar diante Dele com suas ofertas e confessar seu pecado?? Não estava O Legislador induzindo o iníquo a se apresentar diante Dele??

Este Ritual era referente somente a algum pecado ou a alguns pecados específicos?? Revelou existir pecados mais graves e pecados menos graves?? Revelou existir mandamento mais importante e mandamento menos importante?? Sabiamente, Jeová falou em “fazer UMA DE TODAS as coisas que Jeová manda que não se faça”. Isto revela ser o mesmo que “TODO E QUALQUER pecado praticado por quem quer que seja”. SEJA LÁ QUEM FOR E SEJA LÁ QUAL FOR O PECADO, deve apresentar um macho da manada como oferta pelo pecado e uma fêmea do rebanho como oferta pela culpa. Isto foi o que O Legislador determinou nas palavras iniciais a respeito do Ritual.

Jeová não determinou que aquele pecador de “uma de todas as coisas que Jeová manda que não fizesse” fosse morto por qualquer outro humano em qualquer cargo dentro da nação, por iniciativa deste, pois isto seria o mesmo que ensiná-lo a ser deficiente em AMAR. Embora qualquer praticante de “uma de todas as coisas que Jeová mandou que não fizesse” trouxesse sobre si a sentença de morte prevista na lei, TODOS PASSAVAM A SER TESTEMUNHAS de que ele havia recebido o PERDÃO de Jeová. Todos passavam a ser testemunhas e principalmente os sacerdotes e levitas, de que o pecador estava sendo TRATADO COM MISERICÓRDIA. Assim, o Legislador estava ensinando a AMAR. O cometimento do pecado não interrompe e não reduz o amor do Legislador pelo pecador.

Assim, quando o “ungido”, (designado) através de seu pecado, fizesse o povo tornar-se culpado de pecado, o que deveria ser feito com ele, o “ungido”?? Deveria ser odiado e apedrejado pelo povo que se tornou vítima do pecado do “ungido”?? O QUE PREVIU O LEGISLADOR JEOVÁ???

Se o sacerdote, o ungido, cometer um pecado de modo a trazer culpa sobre o povo. Ele, o ungido, induziu o povo ao erro através de suas palavras ou através de suas ações. O que fazer? (Levítico 4:1-7) 4 E Jeová prosseguiu falando a Moisés, dizendo: 2Fala aos filhos de Israel, dizendo: ‘Caso uma alma peque por engano em QUALQUER DAS COISAS que Jeová manda que não se façam e realmente faça uma delas: 3 “‘Se o sacerdote, o ungido, pecar de modo a trazer culpa sobre o povo, então, pelo pecado que cometeu, terá de apresentar a Jeová um novilho sadio, como oferta pelo pecado. 4 E tem de trazer o novilho à entrada da tenda de reunião, perante Jeová, e tem de pôr a mão sobre a cabeça do novilho e tem de abater o novilho perante Jeová. 5 E o sacerdote, o ungido, tem de tomar um pouco do sangue do novilho e trazê-lo para dentro da tenda de reunião; 6 e o sacerdote tem de mergulhar seu dedo no sangue e espargir um pouco do sangue sete vezes perante Jeová, diante da cortina do lugar santo. 7 E o sacerdote tem de pôr um pouco do sangue sobre os chifres do altar do incenso perfumado que está na tenda de reunião, perante Jeová, e todo o resto do sangue do novilho ele derramará junto à base do altar da oferta queimada, que está à entrada da tenda de reunião.

Assim verte a Tradição Brasileira: (Levítico 4:1-7) 1 Disse Jeová a Moisés: 2 Fala aos filhos de Israel: Se alguém pecar POR IGNORÂNCIA, em qualquer das coisas que Jeová ordenou que se não fizessem, e fizer QUALQUER UMA DELAS; 3 se pecar o sacerdote ungido, de maneira que o povo se torne culpado, oferecerá a Jeová pelo seu pecado, que cometeu, um novilho sem defeito como oferta pelo pecado. 4 Trará o novilho à entrada da tenda da revelação diante de Jeová; porá a mão sobre a cabeça do novilho, e o matará diante de Jeová. 5 O sacerdote ungido tomará do sangue do novilho, e o trará à tenda da revelação; 6 e, molhando o dedo no sangue, aspergirá do sangue sete vezes na presença de Jeová, diante do véu do santuário. 7 Também o sacerdote porá do sangue nos chifres do altar do incenso aromático diante de Jeová, o qual está na tenda da revelação; e todo o resto do sangue do novilho derramará à base do altar do holocausto, que está à entrada da tenda da revelação.



Sendo de “vontade própria”, então, QUANDO o ungido admitir sua culpa, ele deverá cumprir o que o Legislador estipulou no Ritual. Bem, Jeová perdoava o “ungido”, por este ter feito o povo tornar-se culpado de pecado perante Ele. O Legislador ficava AGUARDANDO que o ungido admitisse a sua culpa e fosse até Ele, APÓS sentir-se culpado.

VOU PERDOAR-TE??

VENHAM ATÉ A MINHA PRESENÇA?? JEOVÁ ESTAVA RESIDINDO COM A HUMANIDADE?? SIM, JEOVÁ ESTAVA RESIDINDO COM O SEU POVO AMADO.

Quem se dirigia até a presença de Jeová, levando uma oferta?? Não era um iníquo?? Certamente. Neste caso, Jeová estava se relacionando com iníquos?? Sim, estava.

E quando a assembleia inteira (todo o povo) cometeu pecado por fazer “UMA DE TODAS as coisas que Jeová manda que não se façam” tendo assim se tornado culpado (o povo) perante Jeová?? Tendo o pecado se tornado conhecido do povo, ou seja, tendo o povo se tornado ciente do pecado que praticou, o que acontece???

Tendo todo o povo se tornado culpado de pecado, tendo todo o povo cometido iniquidade, será que Jeová iria embora, por não se sentar com os iníquos e não residir com iníquos?? FOI ISTO O QUE ELE FEZ??

Tratava-se de um pecado coletivo. Bem, se eles tomavam a iniciativa em matar os que praticavam pecados, quem tomaria a iniciativa em matar os pecadores do povo, já que a assembleia inteira, todo o povo estava culpado de pecado e sentenciado à morte?? Bem, e se fosse aquele pecado cometido por todo o povo por causa do pecado do ungido, por causa do erro do ungido?? Quem apedrejaria toda a congregação??

Agora, a assembleia inteira cometeu um engano, um pecado, o que fazer?? Ora, a assembleia inteira é cúmplice no mesmo pecado. Se a assembleia cometer pecado, qualquer pecado, e o pecado da congregação ficou conhecido para a própria congregação, obviamente: (Levítico 4:13-21) 13 “‘Ora, se a assembléia INTEIRA de Israel cometeu um engano e o assunto ficou oculto dos olhos da congregação, tendo eles feito UMA DE TODAS as coisas que Jeová manda que não se façam e assim se tornaram culpados, 14 e o pecado que cometeram contra ela ficou conhecido, então a congregação tem de apresentar um novilho como sacrifício pelo pecado e tem de levá-lo diante da tenda de reunião. 15 E os anciãos da assembléia têm de pôr suas mãos sobre a cabeça do novilho, perante Jeová, e o novilho tem de ser abatido perante Jeová. 16 “‘Então o sacerdote, o ungido, tem de levar um pouco do sangue do novilho para dentro da tenda de reunião. 17 E o sacerdote tem de mergulhar o dedo no sangue e espargi-lo sete vezes perante Jeová, diante da cortina. 18 E porá um pouco do sangue sobre os chifres do altar que está diante de Jeová, na tenda de reunião; e todo o resto do sangue derramará junto à base do altar da oferta queimada, que está à entrada da tenda de reunião. 19 E retirará dele toda a sua gordura e terá de fazê-la fumegar sobre o altar. 20 E terá de fazer com o novilho assim como fez com o outro novilho da oferta pelo pecado. É assim que fará com ele; E O SACERDOTE TEM DE FAZER EXPIAÇÃO POR ELES, E ASSIM LHES TEM DE SER PERDOADO. 21 E ele tem de fazer que o novilho seja levado para fora, às imediações do acampamento, e tem de queimá-lo, assim como queimou o primeiro novilho. É uma oferta pelo pecado para a congregação.

Trecho da Versão Brasileira: Levítico 4: 14 - 14 quando o pecado em que pecaram for conhecido, a assembléia oferecerá um novilho como uma oferta pelo pecado, e o trará diante da tenda da revelação.



O Legislador ficava AGUARDANDO que a coletividade admitisse a sua culpa e que seus representantes fossem até Ele, após a coletividade sentir-se culpada. Depois de tomar ciência do pecado, ou seja, do pecado tornar-se conhecido para eles, depois de admitirem que sua ação foi pecaminosa, depois de admitir ser culpado, nada mais a fazer a não ser confessar o pecado, procurando o Pai para se retratar diante dele. Colocando as mãos sobre a cabeça do animal a ser abatido, os anciãos do povo é quem fariam esta confissão perante Jeová. De vontade própria, toda a coletividade apresentaria a oferta. Para toda a coletividade, apenas um animal como oferta pelo pecado e outro como oferta pela culpa. Jeová culmina sempre com o perdão. Depois que você reconhece diante de Jeová que seu ato foi errado, você vai procurar evitar cometer tal erro de novo, não vai?? Vai estar sempre preocupado com isto, não vai??

E quando se tratar de um chefe?? Quando um membro individual, neste caso, um chefe, cometesse pecado por fazer “UMA DE TODAS as coisas que Jeová manda que não se façam”, tendo assim se tornado culpado. O que acontece se alguém se torna testemunha do cometimento do pecado?? Deve odiá-lo e ser o primeiro a atirar-lhe uma pedra?? Quem deve se levantar contra a vida do chefe?? O que o Legislador previu para esta situação??

Quando um chefe peca qualquer pecado, isto é, qualquer uma de todas as coisas que Jeová manda que não se faça. Não podemos esquecer que no exato momento em que Jeová estava informando Moisés sobre este ritual do perdão, Ele podia ou não já ter especificado para Moisés quais eram todas as coisas que Ele manda que não se faça. Jeová também podia não ter especificado todas as “coisas” ao mesmo tempo.

Quando o chefe comete qualquer pecado, ou seja, qualquer coisa que Jeová determina ser um pecado, o que se deve fazer?? O que o chefe deve fazer?? O que os sacerdotes devem fazer?? (Levítico 4:22-26) 22 “‘Quando um chefe peca e sem querer comete UMA DE TODAS AS COISAS que Jeová, seu Deus, manda que não se façam, e assim se torna culpado, 23 OU SE LHE FEZ SABER O PECADO QUE COMETEU CONTRA O MANDAMENTO, então tem de trazer como sua oferta um cabritinho sadio. 24 E ele tem de pôr sua mão sobre a cabeça do bode novo e tem de abatê-lo no lugar onde se abate regularmente a oferta queimada PERANTE JEOVÁ. É uma oferta pelo pecado. 25 E o sacerdote tem de tomar com o seu dedo um pouco do sangue da oferta pelo pecado e pô-lo sobre os chifres do altar da oferta queimada, e derramará o resto do sangue dela junto à base do altar da oferta queimada. 26 E fará fumegar toda a sua gordura sobre o altar, igual à gordura do sacrifício de participação em comum; e o sacerdote TEM DE FAZER expiação por ele, pelo seu pecado, e assim lhe TEM DE SER PERDOADO.

Assim verte a Tradução Brasileira: (Levítico 4:22-26) 22 Quando um príncipe pecar, e fizer por ignorância alguma de todas as coisas que Jeová seu Deus ordenou que se não fizessem, e se tornar culpado; 23 se o pecado, em que ele caiu, lhe for notificado, trará pela sua oblação um bode, sem defeito. 24 Porá a mão sobre a cabeça do bode, e o matará no lugar em que é morto o holocausto diante de Jeová; é oferta pelo pecado. 25 Então o sacerdote com o dedo tomará do sangue da oferta pelo pecado, e pô-lo-á sobre os chifres do altar do holocausto, e o resto do sangue da oferta, derramará à base do altar do holocausto. 26 Toda a gordura da oferta, queimá-la-á sobre o altar, como a gordura do sacrifício das ofertas pacíficas; o sacerdote fará expiação por ele no tocante ao seu pecado, e ele será perdoado.



O Legislador ficava AGUARDANDO que o chefe admitisse a sua culpa e sentindo-se culpado, fosse até Ele. Após o chefe tomar ciência de seu pecado, reconhecer sua culpa, usando o seu “livre-arbítrio”, ele deve tomar a iniciativa de ir até a entrada da tenda de reunião com sua oferta e confessar o seu pecado perante Jeová. Jeová culmina sempre com o perdão.

Quando um membro individual que não é chefe comete pecado por fazer “UMA DE TODAS as coisas que Jeová manda que não se façam”, tendo assim se tornado culpado, ou seja, reconhecendo sua culpa, o que ocorre?? E se alguém se torna testemunha de tal pecado?? Quem deve se levantar contra a vida deste pecador?? Será que o “chefe”, o sacerdote ou um grupo de pessoas podem se levantar contra a vida deste pecador?? Quem deveria ser o primeiro a odiá-lo e lhe atirar uma pedra?? O que o Legislador previu para este caso???

Quando qualquer alma do povo peca qualquer pecado, ou seja, qualquer coisa que Jeová classifique como pecado, ele deve.....: (Levítico 4:27-31) 27 “‘E se alguma alma do povo da terra pecar sem querer, por fazer UMA DAS COISAS que Jeová manda que não se façam, e ele deveras se tornar culpado, 28 ou se lhe fez saber o pecado que cometeu, então terá de trazer como sua oferta uma cabritinha sadia, pelo pecado que cometeu. 29 E tem de pôr sua mão sobre a cabeça da oferta pelo pecado e tem de abater a oferta pelo pecado no mesmo lugar da oferta queimada. 30 E o sacerdote tem de tomar com o seu dedo um pouco do sangue dela e pô-lo sobre os chifres do altar da oferta queimada, e derramará todo o resto do sangue dela junto à base do altar. 31 E tirará toda a gordura dela, assim como se tirou a gordura do sacrifício de participação em comum; e o sacerdote tem de fazê-la fumegar sobre o altar como cheiro repousante para Jeová; e o sacerdote TEM DE FAZER expiação por ele, e assim lhe TEM DE SER PERDOADO.

Assim verte a Tradução Brasileira: (Levítico 4:27-31) 27 Se algum da plebe pecar por ignorância, fazendo qualquer das coisas que Jeová ordenou que se não fizessem, e se tornar culpado: 28 se o pecado, que ele cometeu, lhe for notificado, trará como sua oblação uma cabra sem defeito pelo pecado que cometeu. 29 Porá a mão sobre a cabeça da oferta pelo pecado, e matá-la-á no lugar do holocausto. 30 Então o sacerdote com o dedo tomará do sangue da oferta, o porá sobre os chifres do altar do holocausto, e todo o resto do sangue da oferta derramá-lo-á à base do altar. 31 Tirará toda a gordura da oferta, como se tira a gordura do sacrifício das ofertas pacíficas. O sacerdote a queimará sobre o altar como suave cheiro a Jeová; o sacerdote fará expiação por ele, e ele será perdoado.



O Legislador ficava AGUARDANDO que qualquer alma do povo admitisse a sua culpa e sentindo-se culpada, fosse até Ele.

Jeová criou um ritual inédito para todo o povo, inclusive para Moisés. Tendo Jeová criado este inédito ritual do perdão, seria lógico Ele também ter criado o ritual do apedrejamento?? Um ritual era 100% oposto ao outro.

Um justiceiro ainda poderá questionar: Mas e se a pessoa já sabe que aquilo é um pecado??? Neste caso ela não deve receber aquilo que ela merece?? Não deve ser odiada e morta??

Bem, Jeová já havia informado a Moisés que odiar o irmão é cometer uma coisa detestável.

De onde o povo escolhido estava copiando este ritual de apedrejamento?? Será que existe alguma indicação de onde eles adquiriram este costume?? Vejamos: (Êxodo 8:24-27) . . .. 25 Por fim, Faraó chamou Moisés e Arão, e disse: “Ide, oferecei sacrifícios ao vosso Deus no país.” 26 Moisés disse, porém: “Não é admissível fazer isso, pois ofereceríamos em sacrifício a Jeová, nosso Deus, algo detestável para os egípcios. Suponhamos que sacrificássemos algo detestável para os egípcios, diante dos seus olhos; NÃO NOS APEDREJARIAM? 27 Iremos numa jornada de três dias ao ermo e ofereceremos definitivamente sacrifícios a Jeová, nosso Deus, assim como ele nos disse.”

Assim verte a Tradução Brasileira: (Êxodo 8:24-27) 24 Assim fez Jeová; entraram grandes enxames de moscas na casa de Faraó e nas casas dos seus servos; e toda a terra do Egito foi arruinada pelos enxames de moscas. 25 Chamou Faraó a Moisés e a Arão e disse: Ide, oferecei sacrifícios a vosso Deus nesta terra. 26 Respondeu Moisés: Não convém que se faça assim, pois ofereceremos a abominação dos egípcios como sacrifício a Jeová nosso Deus. Oferecendo nós a abominação dos egípcios diante dos seus olhos, NÃO NOS APEDREJARÃO ELES? 27 Havemos de ir ao deserto caminho de três dias, e oferecer sacrifícios a Jeová nosso Deus, como ele nos ordenar.

Bem, este era um costume egípcio, exatamente onde aqueles homens nasceram e sendo o mesmo local onde eram escravos. Tratava-se de um ritual praticado pelos egípcios, tratava-se de um costume egípcio.

Matar outros humanos por apedrejamento era um costume que os descendentes de Jacó já praticavam. Eles ainda estavam no deserto quando Moisés revelou seu medo de ser apedrejado pelo povo em face de estarem com sede. Assim se fez registrar: (Êxodo 17:2-4) 2 E o povo foi altercar com Moisés e dizer: “Dá-nos água, para que bebamos.” Moisés, porém, disse-lhes: “Por que estais altercando comigo? Por que persistis em pôr Jeová à prova?” 3 E o povo tinha ali sede de água, e o povo resmungava contra Moisés e dizia: “Por que é que nos fizeste subir do Egito para fazer morrer de sede tanto a nós como nossos filhos, e nosso gado?” 4 Por fim, Moisés clamou a Jeová, dizendo: “Que hei de fazer com este povo? Mais um pouco e eles me apedrejarão!”

Assim verte a Tradução Almeida: (Êxodo 17:2-4) 2 Então o povo contendeu com Moisés, dizendo: Dá-nos água para beber. Respondeu-lhes Moisés: Por que contendeis comigo? por que tentais ao Senhor? 3 Mas o povo, tendo sede ali, murmurou contra Moisés, dizendo: Por que nos fizeste subir do Egito, para nos matares de sede, a nós e aos nossos filhos, e ao nosso gado? 4 Pelo que Moisés, clamando ao Senhor, disse: Que hei de fazer a este povo? daqui a pouco me apedrejará.



Matar o pecador a pedradas é um ato de misericórdia em favor do pecador??

Não podemos deixar de perceber que, independente do pecado cometido, a oferta pelo pecado e a oferta pela culpa NÃO MUDAVAM. As ofertas eram as mesmas para qualquer tipo de pecado de qualquer pecador. O sacerdote devia apresentar um novilho por qualquer pecado seu, o chefe devia apresentar um cabritinho por qualquer pecado seu e todas as outras almas deviam apresentar uma cabritinha por qualquer tipo de pecado. Qualquer uma de todas as coisas QUE JEOVÁ manda que não se façam, praticadas por qualquer membro da nação, receberiam o mesmíssimo tratamento. Assim, o Legislador não deixou nenhuma dúvida: “Todos os pecados têm o mesmíssimo peso”; “todos os humanos são iguais perante a lei”. Isto é imparcialidade; isto é equidade.

O indivíduo precisa RECONHECER que cometeu um pecado, reconhecer sua culpa. Se cometeu um pecado, obviamente está condenado a morte. Ele reconhece que tem sobre si uma SENTENÇA de morte. O indivíduo precisava reconhecer isto em relação a si mesmo. Ele precisa admitir que está errado. Ele precisa concordar com o que o Pai falou, ele precisa concordar.

O que objetivava Jeová com o Seu Perdão??

QUANDO vir todas as suas transgressões que cometeu, quando estiver convencido de que se tornou um pecador, o indivíduo deve DE VONTADE PRÓPRIA apresentar perante Jeová as ofertas pelo pecado e pela culpa. Tanto o pecador quanto o sacerdote estão diante de Jeová. O sacerdote cumprirá o restante do ritual previamente estabelecido para cada uma das ofertas. Na verdade, o sacerdote revela ser um enfermeiro que realiza os procedimentos determinados pelo médico para os pacientes que se dirigirem até a tenda de reunião, o local da presença de Jeová, O MÉDICO, estando assim “perante Jeová”. Bem, novamente Jeová culmina com o Seu perdão para o pecador. De forma imparcial, o Criador dá o Seu perdão a todos os seus filhos. Não tenha medo de admitir e confessar seu pecado perante Jeová, pois o Legislador sempre o tratará com Misericórdia. O Médico sempre o tratará com Misericórdia. É UM RITUAL DE MISERICÓRDIA PARA COM O PECADOR. Assim falou Jesus sobre seus sentimentos em relação aos pecadores: (Mateus 9:11-13) 11 Vendo isso, porém, os fariseus começaram a dizer aos discípulos dele: “Por que é que o vosso instrutor come com os cobradores de impostos e os pecadores?” 12 Ouvindo-os, ele disse: “As pessoas com saúde não precisam de médico, mas sim os enfermos. 13 Ide, pois, e aprendei o que significa: MISERICÓRDIA quero, e não sacrifício.Pois eu não vim chamar os que são justos, mas pecadores.”

Exatamente assim como o Pai, do ponto de vista de Jesus, os pecadores eram enfermos que precisavam de cuidados médicos, que precisavam ser tratados com Misericórdia. Os SENTIMENTOS de Jesus e os SENTIMENTOS dos discípulos de Moisés pelos pecadores eram opostos?? Sim, eram. Os discípulos de Moisés estavam sempre prontos para matar os iníquos por apedrejamento ou por outro método, enquanto Jesus, mostrando ser discípulo do Legislador, tratava os pecadores com Misericórdia. Todos os sentenciados à morte foram tratados com Misericórdia por Jesus.

A cerimônia criada pelo Legislador era uma cerimônia de misericórdia ou uma cerimônia de sacrifícios??

A alma que pecar, positivamente morrerá. Como ela morrerá?? Deveria ser assassinada??

QUE SENTIMENTO DEVO TER POR AQUELE QUE COMETE PECADO??

Qual deve ser o sentimento de um homem santo??

Bem, o que deve fazer aquele que, sabendo o que foi estipulado pelo Legislador como sendo pecado, vê alguém praticando tal pecado?? Se até aquele momento ele AMAVA este próximo, devia mudar seu sentimento pelo seu próximo?? O que determinou O Legislador para este que percebe o erro de outro?? Não deves odiar aquele teu colega que pecar; deves repreendê-lo para que não haja cumplicidade tua com o pecado dele. Assim determinou o Legislador e informou a Moisés: (Levítico 19:17) 17 “‘NÃO DEVES ODIAR teu irmão no teu coração. Decerto DEVES REPREENDER o teu colega, para que não leves o pecado junto com ele.

Assim verte a Tradução Almeida: (Levítico 19:17) 17 Não odiarás a teu irmão no teu coração; não deixarás de repreender o teu próximo, e não levarás sobre ti pecado por causa dele.

Não deixarás de repreender – O Criador foi bem claro, não foi???

Neste caso, aquele que cobrava juros não podia odiar uma adúltera; aquele que se apossava do penhor não podia odiar médiuns espíritas. Aquele que escravizava seres humanos não devia odiar o ladrão. Não era para tornar-se inimigo dele, deixar de falar com ele ou afastá-lo do grupo. Devia repreendê-lo e não matá-lo a pedradas. O “pecador de qualquer pecado” precisava ir de vontade própria até a presença de Jeová, em frente a tenda de reunião, logo, nenhum outro “pecador” podia interferir. Certamente este outro pecador também precisava ir de vontade própria ao mesmo lugar, para fazer a mesma coisa, isto é, confessar seu pecado para Jeová.

Bem este outro mandamento provou ter como base o AMOR a Deus e ao próximo, exatamente assim como Jesus chamou a atenção. Trata-se de um mandamento que revela ser fruto do Amor. Pessoas santas não odeiam o seu próximo.

Não era para tornar-se inimigo daquele que peca, não era para odiá-lo com ódio consumado?? (Salmos 139:21-22) 21 Acaso não odeio os que te odeiam intensamente, ó Jeová, E não tenho aversão aos que se revoltam contra ti? 22 ODEIO-OS com ódio consumado. TORNARAM-SE PARA MIM VERDADEIROS INIMIGOS.

Será que esta afirmação acima saiu do coração de uma pessoa santa??

Este sentimento cantado em versos não exprime a vontade do Legislador. Não foi esta a ordem de Jeová. Não foi este o sentimento que Jeová pediu para o humano ter por aquele que O ofendesse, por ter praticado qualquer uma de todas as coisas que Jeová manda que não se faça. Este não foi o sentimento que o Legislador revelou ter por aqueles que se revoltavam contra Ele.

Se levantar contra a vida de seu irmão ou praticar qualquer outra ação que fosse fruto de inimizade e ÓDIO era “praticar uma coisa detestável”, era praticar “uma de todas as coisas QUE JEOVÁ MANDA que não se faça”. Segundo o que foi trazido a atenção por Jesus, praticar “uma de todas as coisas que Jeová manda que não se faça”, revela ser uma deficiência de AMOR.

NÃO SE PONHA DE PÉ CONTRA O SANGUE DO TEU PRÓXIMO. Esta é uma de todas as coisas que Jeová manda que não se faça. Levantar-se contra o sangue do próximo revela ser uma deficiência de AMOR. Assim falou o Legislador para Moisés: (Levítico 19:16) 16 “‘Não deves estar andando entre o teu povo com o objetivo de caluniar. NÃO TE DEVES PÔR DE PÉ CONTRA O SANGUE DO TEU PRÓXIMO. Eu sou Jeová.

Esta parte da Lei, está assim traduzida pela versão de João Ferreira de Almeida: NÃO ATENTARÁS CONTRA A VIDA DO TEU PRÓXIMO. Levítico 19:16 16 Não andarás como mexeriqueiro entre o teu povo; não atentarás contra a vida do teu próximo. Eu sou o SENHOR.

De forma prática, o que ocorre com o humano até ele tomar a decisão de se levantar contra o sangue do seu próximo? Antes dele tomar esta decisão, o que pode ocorrer??

  1. O humano pode ter sido testemunha da ação de algum humano.

  2. O humano pode ver o resultado imediato de uma má ação de outro humano.

  3. O humano pode ter sido informado sobre a ação de algum humano.

  4. O humano pode ser convidado a dar uma decisão judicial sobre o que fazer com outro humano que praticou uma má ação.

Certamente que este humano não se poria de pé (se levantaria) contra o sangue (vida) de outro humano, em relação a uma ação considerada excelente praticada por aquele.

Obviamente, trata-se de uma ação considerada como um crime. Trata-se de uma ação considerada como pecado.

Neste caso, a ação do outro humano fornecerá um motivo plenamente justificado para que ele se levante contra a vida do seu próximo. É óbvio que ele não tomaria esta atitude sem um motivo plenamente justificado.

Agora que ficou plenamente comprovado que tal humano praticou uma má ação, será que eu posso me levantar contra o sangue dele??

Será que a obediência a este mandamento está condicionado a não haver um motivo plenamente justificado??

O que um homem santo faria em uma ocasião como esta??



Não matarás”Este foi o mandamento dado.

Tradução do Novo Mundo: (Êxodo 20:13) 13 Não deves assassinar.


Assim verte a Tradução Brasileira: (Êxodo 20:13) 13 Não matarás.

Assim verte a Tradução Almeida: (Êxodo 20:13) 13 Não matarás.

Será que a obediência a este mandamento também está condicionado a não haver um motivo plenamente justificado??

ASSASSINAR – Esta é a definição dada por certo dicionário (Houaiss): Ato voluntário de destruir a vida de um humano, tanto por ação quanto por omissão.

assassinar Datação: 1663

n verbo

transitivo direto e intransitivo

1 destruir a vida de (um ser humano) por ato voluntário (ação ou omissão); matar

Exs.: a. um desafeto

o bandido roubava e assassinava pela cidade

transitivo direto

2 Derivação: por extensão de sentido.

tirar com crueldade a vida de (animal)

Ex.: correndo assim, você acaba assassinando esse cavalo

transitivo direto

3 Derivação: sentido figurado.

exterminar, destruir, aniquilar

Ex.: a. a democracia

transitivo direto

4 Derivação: sentido figurado.

praticar ou executar mal ou pessimamente (arte, ofício etc.)

Exs.: a. o idioma

a. uma ária de Verdi

a. um papel teatral



Ato voluntário de destruir a vida. Assim, de forma bem explicada, o texto poderia rezar: Não deves destruir a vida de outro humano, nem por ação e nem por omissão.

Bem, este outro mandamento também provou ter como base o AMOR a Deus e ao próximo. Trata-se de um mandamento que revela ser fruto do Amor.

Neste caso, o justiceiro fica de pés e mãos atados. Daí, ele precisaria da autorização de alguém para poder tirar uma vida sem se tornar um assassino, não é verdade??

Neste caso o humano precisaria de uma ordem do próprio Jeová, não é verdade?? Sem esta ordem ele estaria destruindo uma vida por iniciativa própria, não é verdade??

Não seja você aquele que apaga uma “chama de vida”; não participe em apagar uma “chama de vida”.

Não era para se levantar contra o sangue do irmão (ODIAR), não era para apedrejar (AÇÃO DE ÓDIO). Era para REPREENDER o seu irmão (AÇÃO DE AMOR). A ordem era continuar a amar o seu próximo, independente do que ele tenha feito.

Muitos séculos depois de Moisés, como foi que Jesus reagiu ao ser questionado sobre o futuro que deveria ser dado a um membro individual da nação que foi flagrada praticando “uma de todas as coisas que Jeová manda que não se faça”?? As ações de Jesus foram ações de um homem santo.

A posição de Jesus revelou ser totalmente oposta daquela adotada pelos discípulos de Moisés durante as centenas de anos anteriores, pois eles sempre tomavam a iniciativa em se levantar contra o sangue de pecadores. Os discípulos de Moisés fizeram questão de dizer para Jesus que Moisés mandara apedrejar a adúltera e que Jeová falava com Moisés face a face. Estava Jesus criando 'algo novo' ou será que ele estava simplesmente obedecendo àquilo que O Legislador havia previsto, HAVIA FEITO e havia ordenado a Moisés, embora não obedecido na sua inteireza desde Moisés?? O objetivo do Pai Jeová era que aqueles humanos se tornassem tão santos quanto Ele, não é verdade??

VOU CUMPRIR A LEI E OS PROFETAS. AFINAL DE CONTAS, O QUE “A LEI E OS PROFETAS QUERIAM DIZER”, MATAR OU NÃO MATAR??

Estava Jesus ofendendo a lei ou era o ÚNICO que realmente estava obedecendo a lei, sendo o ÚNICO a estar obedecendo ao Legislador?? Jesus, assim como Moisés, havia recebido a mesma lei do MESMO LEGISLADOR. Jesus estava vivo quando Moisés recebeu a Lei diretamente do Legislador. Ambos tinham de cumprir a mesma lei. Para os discípulos de Moisés, Jesus estava ofendendo tanto a Moisés como a lei. No entanto, Jesus afirmou: “Vou CUMPRIR todos os detalhes da lei”. Na verdade, Jesus iria obedecer a Lei; mostrar como obedecer a Lei. É óbvio que a lei que Jesus estava obedecendo era uma lei que levava o humano à santidade. (Mateus 5:17-18) 17 Não penseis que vim destruir a Lei ou os Profetas. Não vim destruir, mas CUMPRIR; 18 pois, deveras, eu vos digo que antes passariam o céu e a terra, do que passaria uma só letra menor ou uma só partícula duma letra da Lei sem que tudo se cumprisse....

Assim verte a Tradução Brasileira: (Mateus 5:17-18) 17 Não penseis que vim revogar a lei ou os profetas; não vim revogar, mas cumprir. 18 Porque em verdade vos digo: Enquanto não passar o céu e a terra, de modo nenhum passará da lei um só i ou um só til, sem que tudo se cumpra.

De que Lei falava Jesus?? Jesus falava da lei dada por Jeová a Moisés, para que Moisés tanto a cumprisse, como ensinasse ao povo a como cumprir tal lei. Esta mesma lei havia recebido coisas novas, detalhes adicionais fornecidos por Jesus, no entanto era a lei que conduzia o homem à santidade.

De que lei falava Jesus?? Daquela lei, cujo todos os mandamentos tinham por base os dois mandamentos principais.

O que disse Jesus sobre isto??

40 DESTES DOIS MANDAMENTOS DEPENDEM TODA A LEI E OS PROFETAS.”

De que lei falava Jesus??

Falava daquela lei que tinha a seguinte regra de conduta como sendo o seu resumo: “Faça a teu próximo aquilo que você gostaria que o teu próximo fizesse a você”.

Este era o resumo da lei obedecida por Jesus.

(Mateus 7:12) 12 Todas as coisas, portanto, que quereis que os homens vos façam, vós também tendes de fazer do mesmo modo a eles; isto, de fato, é o que a Lei e os Profetas querem dizer.



Assim verte a Tradução Brasileira:

(Mateus 7:12) 12 Portanto tudo o que quiserdes que os homens vos façam, fazei-o assim também vós a eles; porque esta é a lei e os profetas.

Assim verte a Tradução Almeida:

(Mateus 7:12) 12 Portanto, tudo o que vós quereis que os homens vos façam, fazei-lho também vós a eles; porque esta é a lei e os profetas.

Porque ESTA É a lei e os profetas.

Ora, a lei e os profetas estavam resumidos nesta forma de viver o dia a dia.

Esta diretriz resumia toda a lei e os profetas.

Bem, e o que dizer da lei dada por Moisés e plenamente obedecida pelo povo??

Será que esta lei precisava ser revogada por Jesus ou por Jeová??

Claro que não??

Quem cria a lei é quem tem a legitimidade para revogar a lei criada por ele.

Uma lei havia sido dada pelo Legislador Jeová.

A outra lei não havia sido dada pelo Legislador Jeová.

Será que era um caso de se revogar a lei dada por Moisés??

Não, não era um caso de revogar tal lei??

Qual era o caso??

Era o caso de se declarar tal lei como uma farsa que ela realmente era aos olhos do Legislador Jeová.

A lei dada por Moisés não seria revogada por Jesus.

Jesus veio denunciar tal lei como sendo uma lei falsa e que não carecia de ser revogada, antes devia ser denunciada como pura falsidade.

Jesus não revogou a verdadeira lei de Deus, o único Legislador. O que é falso (não criado pelo Legislador) não precisa ser revogado. Basta ser desmascarado como falso. Lei falsa não é revogada, antes, ela é desmentida, desmascarada, ela é declarada falsa pelo verdadeiro Legislador.



O que O Legislador havia previsto desde Moisés?? A pecadora tinha de ir por vontade própria ao templo (à entrada da tenda de reunião) para apresentar sua oferta pelo pecado e sua oferta pela culpa. E quanto àqueles pecadores que queriam apedrejar a adúltera, não tinham de ir ao mesmíssimo lugar para fazer a mesma coisa?? O humano admitia ser um pecador muito antes dele separar um animal e de levá-lo até a presença de Jeová para ali ser abatido. Antes desta decisão do pecador, alguém podia interferir?? Devia odiar o pecador?? Não, não devia. Devia, no máximo, fazer o pecador saber de suas coisas detestáveis, objetivando que este cumprisse o ritual. Devia praticar um ato de amor. Aquele que sentisse Misericórdia do pecador praticaria esta ação benéfica. Não devia deixar de repreender – isto se faz com a boca. Devia tentar convencer este humano a respeito de sua doença, para que este decidisse ir até a presença do MÉDICO. O doente devia ir de vontade própria. Ao sacerdote cabia unicamente cumprir o ritual desta interessante cerimônia. Qual era o ritual previsto para o sacerdote?? Fazer expiação pelo pecado. Não se tratava de um ritual de intolerância pelo praticante de pecados. Em relação ao pecado, nenhuma outra autorização foi dada ao sacerdote ou a qualquer outro membro da nação santa, a não ser continuar a praticar atos de amor em favor deste pecador. Não era para confundir “atos de amor” com “atos de cumplicidade”. Jesus não praticou um ato de cumplicidade para com aquela adúltera, antes, praticou um ato de amor para com ela.

Jesus estava apenas cumprindo o que O LEGISLADOR havia previsto e falado para Moisés. Cabia àquele que cometeu um pecado sentir-se envergonhado e humilhado por ter cometido um erro. Aquele que cometeu o pecado deve entristecer-se por ter ofendido O Legislador, caminhar na direção do Legislador e lhe dizer o que está sentindo, confessando o seu pecado perante Ele. Assim, de forma teórica e prática, O Legislador revelou à humanidade a Sua forma de tratar o pecador, bem como a forma como os pecadores deviam tratar outros pecadores, objetivando a continuidade da vida. Mesmo que haja vítimas humanas, O Legislador considera o pecado como tendo sido cometido contra Ele.

De forma coerente, assim falou Jesus sobre o que um discípulo devia fazer a respeito do irmão que cometesse um pecado: (Mateus 18:15-17) 15 Outrossim, se o teu irmão cometer um pecado, VAI EXPOR A FALTA DELE ENTRE TI E ELE SÓ. Se te escutar, ganhaste o teu irmão. 16 Mas, se não te escutar, toma contigo mais um ou dois, para que, pela boca de duas ou três testemunhas, todo assunto seja estabelecido. 17 Se não os escutar, fala à congregação. Se não escutar nem mesmo a congregação, seja ele para ti apenas como homem das nações e como cobrador de impostos.

Algum pecado específico, determinados tipos de pecados ou todo e qualquer pecado?? Decerto, todo e qualquer pecado. Afinal, para Jesus, todos os pecados eram iguais.

Muito embora, deixar de tomar uma ação maléfica, uma ação de ódio contra o pecador, aos olhos dos discípulos de Moisés se tratasse de um novo costume, e que para os discípulos de Moisés, era uma “ofensa” tanto a Moisés como ao Legislador, o próprio Legislador havia determinado para Moisés o mesmo procedimento falado por Jesus. O que O Legislador havia afirmado para Moisés?? NÃO DEVES ODIAR teu irmão no teu coração. Decerto DEVES REPREENDER o teu colega, para que não leves o pecado junto com ele. O ódio no coração leva às ações próprias que são frutos do ódio, da inimizade, tais como matar ou excluir aquele que cometeu o pecado, revelando que desistiu dele, não mais o vendo como uma vaso altamente valioso.

Esta ordem de Jesus, que revela claramente que não era para apedrejar o pecador, está sendo analisada em: não despreze o pequenino, uma outra página deste site

Jeová obtém PRAZER em que o iníquo reconheça o seu pecado. O “cheiro repousante” na verdade era o resultado do pedido de perdão junto com a confissão do pecado praticado, feita de vontade própria pelo errante, após este tomar ciência do seu erro, ou seja, uma retratação. “Não tenho PRAZER na morte do iníquo e sim que ELE RECUE do seu mau caminho e continue a viver”. Teria Jeová prazer no cheiro de gordura queimada???

Centenas de anos depois de Moisés, Jeová reafirmou que sentiria prazer por causa do “cheiro repousante”, associando-o com o pecador “lembrar-se de ações erradas” e de se envergonhar por causa delas. Estando e permanecendo morto, o iníquo não poderá se lembrar de ações passadas e de sentir vergonha por tê-las praticado.

Assim falou Jeová: (Ezequiel 20:41-44) 41 Terei PRAZER em vós POR CAUSA DO CHEIRO REPOUSANTE, QUANDO eu vos fizer sair dentre os povos e realmente vos reunir das terras às quais fostes espalhados, e eu vou ser santificado em vós perante os olhos das nações.’ 42 “‘E tereis de saber que eu sou Jeová, quando eu vos fizer chegar ao solo de Israel, à terra a respeito da qual levantei a minha mão [em juramento] de dá-la aos vossos antepassados. 43 E certamente vos LEMBRAREIS ali dos vossos caminhos e de todas as vossas ações com que vos aviltastes, e TEREIS REALMENTE AVERSÃO ÀS VOSSAS PRÓPRIAS FACES por causa de todas as vossas coisas más que fizestes. 44 E tereis de saber que eu sou Jeová, quando eu tomar ação contra vós por causa do meu nome, não segundo os vossos caminhos maus ou as vossas ações corruptas, ó casa de Israel’, é a pronunciação do Soberano Senhor Jeová.. . .

Notou a interessante afirmação de Jeová?? “Vou continuar tomando ações contra vós, não segundo os vossos caminhos maus ou segundo as vossas ações corruptas; minhas ações contra vós continuarão a ser por consequência do Meu nome”.

Os rebeldes se lembrariam de sua más ações e teriam aversão às suas próprias faces. Somente quem reconhece o erro é que pode se envergonhar de ter praticado tal erro.

Centenas de anos depois de Moisés, Jeová revelou o que Ele espera ouvir de Seu iníquo filho punido: (Jeremias 31:18-20) 18 Ouvi positivamente Efraim lastimar-se: CORRIGISTE-ME, para que eu ficasse corrigido, como o bezerro que não foi treinado. Faze-me voltar e eu voltarei prontamente, porque tu és Jeová, meu Deus. 19 Pois, após a minha volta SENTI LÁSTIMA; e depois que se me fez saber BATI NA COXA. FIQUEI ENVERGONHADO e SENTI-ME TAMBÉM HUMILHADO, porque eu levara o vitupério da minha mocidade.’” 20 É Efraim para mim um filho precioso ou um menino tratado com mimo? Pois, ao ponto de eu falar contra ele, SEM FALTA ME LEMBRAREI DELE AINDA MAIS. Por isso é que as minhas entranhas ficaram turbulentas por ele. Decididamente terei piedade dele”, é a pronunciação de Jeová.

Efraim, o filho punido com a morte lembrava-se de seus atos iníquos. Ele sentiu-se culpado. Sentindo-se envergonhado de tê-los praticado, expõe seus sentimentos para o Pai.

Que grande valor ainda continuava ter para o Pai, o iníquo filho punido!!!!!

Quão grande amor está revelado nestas palavras do Pai para seu filho punido Efraim!!!

Depois de ser punido com a morte, o iníquo ainda poderá recuar??

O Pai afirma depois da punição:Ao ponto de eu falar contra ele, sem falta me lembrarei dele AINDA MAIS”. Lembrar-se AINDA MAIS de um iníquo filho punido?? Alguém pode negar que são palavras cheias de AMOR?? São palavras de AMOR dirigidas ao iníquo reino punido de Samaria. Tratava-se do iníquo ser considerado um filho precioso??? Esta foi a afirmação de Jeová.

O que faria Jeová com o iníquo filho morto?? (Oséias 13:12-14) 12 O erro de Efraim está embrulhado, seu pecado está entesourado. 13 O que virá a ele são as dores agudas de parto da parturiente. Ele é filho que não é sábio, pois na época não ficará parado por ocasião do irrompimento dos filhos [da madre]. 14 DA MÃO DO SEOL OS REMIREI; DA MORTE OS RECUPERAREI. Onde estão os teus aguilhões, ó Morte? Onde está a tua qualidade destrutiva, ó Seol? A própria compaixão ficará escondida dos meus olhos.

EU os remirei”; “EU os recuperarei da morte”. Pode alguém impedir que Jeová faça algo??

Não são estas as palavras e ações de um Deus Santo??

Estava o Deus Santo se comportando segundo os mandamentos de intolerância e violência dados por Moisés??

Na ilustração contada por Jesus, objetivando explicar aos humanos o GRANDE valor atribuído pelo Pai ao pecador, vamos destacar a alegria que foi manifesta pelo Pai. Enquanto o irmão mais velho, aquele que não tinha cometido a mesma ofensa contra o Pai, considerava o seu irmão mais jovem como algo descartável, como um filho definitivamente rejeitado, o Pai recebia tal ofensor com MUITA alegria. O Pai se alegra quando o filho percebe seu próprio erro, independente do que este tenha feito. O filho, de vontade própria, toma a iniciativa em retornar até seu Pai. O filho se humilhou, ESVAZIOU-SE de qualquer valor. O filho reconhece SEU ERRO e confessa a seu Pai: “Pai, pequei contra ti. Não sou mais digno de ser chamado teu filho”. O filho não procura desculpas, não atribui culpa a outros, não divide a culpa com ninguém. Sim, este é o PRAZER de Jeová em relação a cada um de nós. É um “cheiro repousante”. (Lucas 15:11-24) 11 Ele disse então: “Certo homem tinha dois filhos. 12 E o mais jovem deles disse a seu pai: ‘Pai, dá-me a parte dos bens que me cabe.’ Dividiu então os seus meios de vida entre eles. 13 Mais tarde, não muitos dias depois, o filho mais jovem ajuntou todas as coisas e viajou para fora, a um país distante, e ali esbanjou os seus bens por levar uma vida devassa. 14 Quando já tinha gasto tudo, ocorreu uma fome severa em todo aquele país, e ele principiou a passar necessidade. 15 Ele até mesmo foi e se agregou a um dos cidadãos daquele país, e este o enviou aos seus campos para pastar porcos. 16 E costumava desejar saciar-se das alfarrobas que os porcos comiam, e ninguém lhe dava [nada]. 17 Quando caiu em si, disse: ‘Quantos empregados de meu pai têm abundância de pão, enquanto eu pereço aqui de fome! 18 Levantar-me-ei e viajarei para meu pai e lhe direi: PAI, PEQUEI CONTRA O CÉU E CONTRA TI. 19 Não sou mais digno de ser chamado teu filho. Faze de mim um dos teus empregados.”’ 20 Levantou-se assim e foi ter com seu pai. Enquanto ainda estava longe, seu pai o avistou e teve pena, e correu e lançou-se-lhe ao pescoço e o beijou ternamente. 21 O filho disse-lhe então: ‘Pai, pequei contra o céu e contra ti. Não sou mais digno de ser chamado teu filho. Faze de mim um dos teus empregados.’ 22 Mas o pai disse aos seus escravos: ‘Ligeiro! Trazei uma veste comprida, a melhor, vesti-o com ela, e ponde-lhe um anel na mão e sandálias nos pés. 23 E trazei o novilho cevado e abatei-o, e comamos e alegremo-nos, 24 porque este meu filho estava morto, e voltou a viver; estava perdido, mas foi achado.’ E principiaram a regalar-se.

Depois de passar por esta experiência, certamente, o filho obteve a cura para seu pecado, pois certamente, ele não cometerá este pecado de novo.

O Pai revelou ter misericórdia pelo seu filho, pois, avistou-o e teve pena de seu estado lastimável. Daí, o que fez o Pai?? Antes de ouvir quaisquer palavras de seu filho, o Pai correu ao encontro do filho pecador, lançou-se-lhe ao pescoço e o beijou ternamente, ainda longe, no caminho. Depois mandou que se lhe desse vestes novas. Depois convidou outros para participarem da sua alegria. Esta reação do Pai certamente era fruto do SENTIMENTO que o Pai mantinha pelo Seu filho mesmo quando ele estava longe, na sua vida devassa. O Pai revelou não ter diminuído seu AMOR ou ter deixado de AMAR seu filho em face deste estar cometendo ou ter cometido um pecado. A relação entre filho perdoado e Pai perdoador passou a ficar mais forte, pois agora o filho passa a PERCEBER o grau de amor que o Pai sente por ele. Que sentimento será gerado por tal ação tomada pelo Pai?? Certamente, o filho mais jovem AMARÁ muito mais o seu Pai. O ato de misericórdia do Pai, fruto do amor do Pai, revela ser uma semente plantada no coração de seu filho mais jovem. No entanto, qual mostrou ser o sentimento que o irmão mais velho tinha por este seu irmão pecador?? A reação do irmão mais velho revelou que ele não conhecia o seu Pai, não conhecia os sentimentos de seu Pai em relação ao seu irmão mais jovem e pecador. Sua decepção foi grande ao perceber o Alto Valor e a Alta Estima que o Pai continuava atribuir ao seu jovem irmão pecador. No entanto, o ofendido foi o Pai e não ele.

O que teria acontecido se o irmão mais velho encontrasse seu irmão mais jovem antes do Pai?? Tomaria ele a iniciativa de impedir que seu irmão mais jovem se apresentasse diante do Pai?? Agiria como um justiceiro?? Não foi o Pai vitimado pela ação do filho mais jovem?? Tomaria ele a iniciativa de aplicar qualquer punição em seu irmão mais jovem?? Mataria ele o seu próprio irmão achando que agradaria ao Pai?? Se isto acontecesse, como se sentiria o Pai?? Neste caso, se o irmão mais velho praticasse qualquer ação contra seu jovem irmão, não estaria ofendendo o seu próprio Pai??

Jesus usou a reação de uma “pecadora” para trazer à atenção de um fariseu de nome Simão, que a misericórdia plantada no coração do pecador gera amor deste, por aquele que o tratou com misericórdia. No entanto, para produzir frutos, o pecador precisa PERCEBER que está sendo tratado com misericórdia. A pecadora esvaziou-se de qualquer valor, humilhou-se. Ela sentia-se devedora de uma grande dívida, ela sentia-se culpada de pecado e sentia-se poupada de uma sentença de morte. A pecadora admitiu o tamanho do seu erro, sentiu e aceitou a misericórdia que se teve dela, revelando o sentimento que nasceu no seu coração. No entanto, Simão não sentia-se devedor ou sentia-se como devendo BEM pouco, logo, não se humilhava e não sentia a misericórdia com que TAMBÉM estava sendo tratado, e desta forma, não se poderia produzir nele o mesmo amor. Embora estivesse sendo perdoado, sendo tratado com A MESMA misericórdia, ele não percebia e não admitia seu erro, não admitia sua grande dívida, logo, não produzia o “cheiro repousante”, e nem poderia. O perdão dado a ele não produzia o melhor resultado para ele. (Lucas 7:40-48) 40 Jesus disse-lhe, porém, em resposta: “Simão, tenho algo para dizer-te.” Ele disse: “Instrutor, dize-o!” 41 Dois homens eram devedores de certo credor; um devia quinhentos denários, mas o outro, cinqüenta. 42 Quando não tinham com que [lhe] pagar de volta, perdoou liberalmente a ambos. Portanto, qual deles o amará mais?” 43 Em resposta, Simão disse: “Suponho que seja aquele a quem perdoou liberalmente mais.” Disse-lhe ele: “Julgaste corretamente.” 44 Com isso se voltou para a mulher e disse a Simão: “Observas esta mulher? Entrei na tua casa; tu não me deste água para os meus pés. Mas esta mulher molhou os meus pés com as suas lágrimas e os enxugou com os seus cabelos. 45 Tu não me deste nenhum beijo; mas esta mulher, desde a hora em que entrei, não deixou de beijar ternamente os meus pés. 46 Tu não untaste a minha cabeça com óleo; mas esta mulher untou os meus pés com óleo perfumado. 47 Em virtude disso, eu te digo que os pecados dela, embora sejam muitos, estão perdoados, porque ela amou muito; mas aquele a quem se perdoa pouco, ama pouco.” 48 Então disse a ela: “Teus pecados estão perdoados.”

Decerto, Simão, sendo um bom discípulo de Moisés, também atribuía valores diferenciados aos pecados. Seus sentimentos tinham por base este interessante ensinamento humano. Ela era reconhecida na cidade como “pecadora”?? Sim, era. Logo, Simão sentia-se muito superior àquela pecadora. Afinal de contas, ele era um fariseu. O TIPO DE PECADO DELA A COLOCAVA NAQUELA POSIÇÃO BEM ABAIXOpensava e sentia Simão. Ele se considerava justo em relação àquela pecadora. Ele minimizava seus pecados e maximizava os pecados daquela mulher. Simão não sentia-se poupado de uma sentença de morte. Os pecados dela eram penalizados com a morte enquanto que os seus não eram. Ele desvalorizava grandemente aquela mulher em face do TIPO de pecado dela. (Lucas 7:38-39) . . .. 39 À vista disso, o fariseu que o convidara dizia no seu íntimo: “Este homem, se fosse profeta, saberia quem e que espécie de mulher é que o toca, que ela é pecadora.”. . .

Neste caso, em face da reação de Simão em relação àquela mulher, Simão não se via como pecador. Não se via como alguém igual a ela.

Vamos agora exemplificar, tomando “UMA DE TODAS AS COISAS que Jeová manda que não se faça”. Do ponto de vista de Jeová, tomar vingança era uma coisa detestável, assim como ter ressentimento, também era. Aliás, sempre foi: (Levítico 19:18) 18 “‘Não deves tomar vingança nem ter ressentimento contra os filhos do teu povo; e tens de amar o teu próximo como a ti mesmo. Eu sou Jeová.

Este mandamento também revela ter por base o AMOR a Deus e ao próximo, não revela?? Revela ser um fruto do AMOR, não revela??

Logo depois de entrar na “terra que mana leite e mel”, em Canaã, um homem do povo sendo afrontado por um outro homem do povo, recebe um golpe e perde dois dedos da mão direita. E agora, o que fazer?? Exigir a retribuição, exigir a vingança?? Deve ele mesmo cortar os dedos de seu irmão ou mandar alguém cortá-los?? Os sacerdotes devem cortá-los?? Os sacerdotes devem indicar um carrasco??

Bem, a vítima decidiu vingar-se e mandou cortar os dedos do ofensor, ficando assim satisfeito com sua vingança, entretanto, não mais falando com tal ofensor, mantendo assim a sua “inimizade” para com aquele ofensor.

Bem, e agora?? Esta “vítima” agiu achando que estava fazendo o que era correto, pois a informação que ele recebeu de Moisés lhe dava este direito. A informação de Moisés transformava a vingança na ÚNICA coisa CERTA a ser feita. No entanto, esta “vítima” PECOU por engano CONTRA O Legislador. Mesmo assim, PRA Jeová ela ficou culpada de pecado por agir tomando vingança e guardar ressentimento, logo, estando sentenciado à morte, teria de responder pelo seu erro perante Jeová, ou seja, diante de Jeová.

Jesus, aquele que mostrou a todos como obedecer a lei de Deus, tomaria esta mesma atitude de retaliação?? Em relação a coisas como estas, o que disse Jesus?? (Mateus 5:38-39) 38 Ouvistes que se disse: ‘Olho por olho e dente por dente.’ 39 No entanto, eu vos digo: Não resistais àquele que é iníquo; mas, a quem te esbofetear a face direita, oferece-lhe também a outra.

Em um caso como este, o que fez Jesus?? (Lucas 23:32-34) 32 Mas, dois outros homens, malfeitores, também estavam sendo levados para serem executados com ele. 33 E quando chegaram ao lugar chamado Caveira, pregaram-no numa estaca, e assim também os malfeitores, um à sua direita e outro à sua esquerda. 34 [[Mas Jesus estava dizendo: “Pai, PERDOA-LHES, pois não sabem o que estão fazendo.”]] Outrossim, para distribuírem as roupas dele, lançaram sortes.

O objetivo do Pai é que, após estar convencido de ter pecado, o iníquo sinta pesar por ter ofendido o Pai, vá até o Pai e CONFESSE seu pecado ao Pai. Neste caso, se estas ações de Jesus estavam aprovadas pelo Pai, pois não interferiam no objetivo do Pai em relação ao iníquo, o que revelavam ser as ações opostas praticadas pelos discípulos de Moisés contra os pecadores??

No entanto, todos agiam assim. Logo, esta “vítima” depois de obter a sua vingança, jamais iria de vontade própria apresentar sua oferta pelo pecado e sua oferta pela culpa. Ela perguntaria: “Que pecado”?? Provavelmente diria: ”Aquele ofensor que me fez perder meus dois dedos, ele sim, é que tem de reconhecer seu pecado”. Ele sim é quem cometeu pecado. Ele é que tem pecado, não eu. Provavelmente esta “vítima” diria mais: “Se eu não me vingasse, se eu o perdoasse, estaria desobedecendo a um mandamento de Jeová”. Que situação incrível!!!!!!!!

Então, como seria perdoada?? Ficaria ela sem perdão?? O Legislador previu que no dia dez do sétimo mês (tisri ou etanim), haveria um perdão amplo, geral e irrestrito dado a todos, mesmo não havendo o “cheiro repousante”. O bode sobre o qual o sacerdote colocava a mão sobre a cabeça e ele confessava os pecados do povo, não era abatido para que sua gordura fosse queimada, pois ele era enviado para o deserto. Havia perdão, embora não houvesse confissão do errante, pois ele sequer sabia que havia se tornado culpado perante Jeová, tampouco lhe foi informado sobre seu erro e mesmo que informado ele não admitiu. E neste caso específico, até mesmo o sacerdote podia não encarar o “tomar vingança” como sendo um pecado. Neste caso, o que revelou O Legislador?? Não revelou Ele a Sua grandiosa Sabedoria?? Decerto. Não estava sendo revelada para o humano a forma de agir do Legislador?? Decerto. O povo como um todo, inclusive o sacerdote, sequer sabiam quais eram os pecados que O Legislador os estava perdoando neste dia dez do sétimo mês. No entanto, o cheiro repousante era imprescindível para o BENEFÍCIO do iníquo. Embora o perdão fosse dado, o iníquo não estava tirando o real proveito dele. A SEMENTE DA MISERICÓRDIA NÃO HAVIA SIDO PLANTADA NO SEU CORAÇÃO. A SEMENTE CAIU EM UM LUGAR ERMO.

Vamos ver agora outro exemplo: Quando um ungido, um rei, peca e com seu pecado ele traz morte para o povo. Neste caso, este ungido, embora plenamente informado que sua ação era um pecado aos olhos de Jeová, insistiu em praticá-la.

O ungido em questão é o rei Davi, que em face de seu TEIMOSO pecado, trouxe a morte para setenta mil homens dentre o povo. Não se tratava de um pecado em ignorância, por não saber que era pecado, pois antes de pecar, algumas pessoas tentaram convencê-lo a não cometer o pecado, mas como ele era o rei, sua vontade prevaleceu. “Comer do fruto da árvore que está no meio do jardim é proibido para você”. “Fazer o recenseamento sem observar esta norma aqui trará uma praga sobre os recenseados”. Quem poderia desejar saber a quantidade de humanos que compunham o povo??

Apesar do trágico resultado, Davi foi perdoado, continuou a viver e a ser rei. Jeová sentiu um “cheiro repousante” oferecido por Davi, ou seja, seu reconhecimento de ter cometido o pecado; ele confessou seu pecado. Ele não culpou a ninguém pelo seu pecado. Todos foram testemunha disso. Davi até pediu para sentir a punição na sua própria pele. Davi afirmou: “Por favor, venha a Tua mão sobre mim e sobre a minha família”. Ele queria PAGAR pelo erro, muito embora tenha incluído sua família em relação a um pecado exclusivamente seu. Davi revelou não querer ser um devedor, não querer sentir-se um devedor. Davi não queria ficar devendo nada a Jeová. Davi não esvaziou-se de todo e qualquer valor. Davi afirmou para Araúna, recusando qualquer ajuda deste cananeu: “Não oferecerei sacrifícios queimados a Jeová, meu Deus, sem custo. Bem, parece que as coisas tinham de ser do jeito de Davi, pois, novamente prevaleceu a palavra do rei. Davi podia e deveria afirmar: “Continuo vivo porque Jeová me perdoou, muito embora eu mereça estar morto”. Afinal, não sabia Davi que era o povo quem sofreria no caso de se efetuar tal contagem sem que fossem cumpridos os requisitos determinados por Jeová?? O que lhe falou Joabe?? Afinal, por que aquela terra não podia continuar a pertencer a Araúna, o jebuseu?? (1 Crônicas 21:3) 3 Mas Joabe disse: “Acrescente Jeová ao seu povo cem vezes mais do que são. Ó meu senhor, o rei, não pertencem todos eles ao meu senhor como servos? Por que procura isto meu senhor? Por que se deve ele tornar causa de culpa para Israel?.

Assim verte a Tradução Almeida: (1Crônicas 21:3) 3 Então disse Joabe: O Senhor acrescente ao seu povo cem vezes tanto como ele é! Porventura, é rei meu senhor, não são teus os servos de meu senhor? Por que requer isto e meu senhor. Por que traria ele culpa sobre Israel?

Foi dito a Davi: Davi, é Israel quem sofrerá por este erro.

Como o Legislador havia previsto e afirmado, a praga viria sobre o povo: (Êxodo 30:11-12) 11 E Jeová prosseguiu falando a Moisés, dizendo: 12SEMPRE que fizeres a soma dos filhos de Israel como recenseamento deles, então cada um terá de dar a Jeová um resgate pela sua alma quando se fizer o recenseamento deles, para que não venha sobre eles alguma praga ao se fazer o seu recenseamento. . (2 Samuel 24:1-25) 24 E novamente veio a acender-se a ira de Jeová contra Israel, quando se instigou Davi contra eles, dizendo: “Vai, faze a contagem de Israel e de Judá.” 2 O rei disse, pois, a Joabe, chefe das forças militares, que estava com ele: “Por favor, percorre todas as tribos de Israel, desde Dã até Berseba, e registrai o povo, e eu hei de saber o número do povo.” 3 Mas Joabe disse ao rei:Acrescente Jeová, teu Deus, ainda cem vezes mais do que são, vendo-o os próprios olhos do meu senhor, o rei. Mas, quanto ao meu senhor, o rei, por que se deleitou nesta coisa?” 4 Por fim PREVALECEU a palavra do rei sobre Joabe e os chefes das forças militares. Portanto, Joabe e os chefes das forças militares saíram de diante do rei para registrar o povo de Israel. 5 Cruzaram então o Jordão e foram acampar-se em Aroer, à direita da cidade que está no meio do vale da torrente, em direção aos gaditas e a Jázer. 6 Depois chegaram a Gileade e à terra de Tatim-Hodsi, e seguiram para Dã-Jaã e deram volta até Sídon. 7 Chegaram então à praça forte de Tiro e a todas as cidades dos heveus e dos cananeus, e chegaram ao ponto final no Negebe de Judá, em Berseba. 8 Assim percorreram todo o país e chegaram a Jerusalém ao fim de nove meses e vinte dias. 9 Joabe deu então ao rei o número do registro do povo; e Israel somou oitocentos mil homens valentes que puxavam da espada, e os homens de Judá eram quinhentos mil homens. 10 E o coração de Davi começou a bater nele depois de ter contado o povo. Por conseguinte, Davi disse a Jeová: “Pequei muitíssimo naquilo que fiz. E agora, Jeová, por favor, deixa passar o erro do teu servo; pois agi muito nesciamente.” 11 Quando Davi passou a levantar-se de manhã, veio a própria palavra de Jeová a Gade, o profeta, visionário de Davi, dizendo: 12Vai, e tens de dizer a Davi: ‘Assim disse Jeová: “Três coisas te imponho. Escolhe para ti uma delas, para que eu ta faça.”’” 13 Concordemente, Gade entrou até Davi e informou-o, e disse-lhe: “Devem vir sobre ti sete anos de fome na tua terra, ou três meses em que foges diante dos teus adversários, perseguindo-te eles, ou a ocorrência de três dias de pestilência na tua terra? Agora sabe e vê o que devo responder Àquele que me envia.” 14 Por isso Davi disse a Gade: “É muito aflitivo para mim. Por favor, caiamos na mão de Jeová, porque são muitas as suas misericórdias; mas não caia eu na mão dum homem.” 15 Jeová deu então uma pestilência em Israel, desde a manhã até o tempo designado, de modo que pereceram dentre o povo setenta mil pessoas, desde Dã até Berseba. 16 E o anjo estava estendendo sua mão para Jerusalém, a fim de a arruinar; e Jeová começou a deplorar a calamidade e por isso disse ao anjo que causava a ruína entre o povo: “Basta! Abaixe-se agora a tua mão.” E sucedeu que o próprio anjo de Jeová estava perto da eira de Araúna, o jebuseu. 17 E Davi passou a dizer a Jeová, ao ver o anjo que golpeava o povo, sim, passou a dizer: “Eis que FUI EU QUE PEQUEI e fui eu que cometi a falta; mas estas ovelhas — que fizeram elas? Por favor, venha a tua mão sobre mim e sobre a casa de meu pai.” 18 Mais tarde, naquele dia, entrou Gade até Davi e disse-lhe: “Sobe, erige para Jeová um altar na eira de Araúna, o jebuseu.19 E Davi começou a subir de acordo com a palavra de Gade, segundo o que Jeová havia ordenado. 20 Quando Araúna olhou para baixo e viu o rei e seus servos avançar para ele, Araúna saiu imediatamente e se curvou diante do rei com o seu rosto por terra. 21 Araúna disse então: “Por que veio meu senhor, o rei, ao seu servo?” A isto Davi disse: “Para comprar de ti a eira, a fim de se construir um altar a Jeová, para que se faça parar o flagelo sobre o povo.” 22 Mas Araúna disse a Davi: “Tome-a meu senhor, o rei, e ofereça ele o que for bom aos seus olhos. Vê, o gado vacum para a oferta queimada, bem como o trenó debulhador e a apeiragem do gado, como lenha. 23 Tudo, ó rei, Araúna dá ao rei.” E Araúna prosseguiu, dizendo ao rei: “Mostre Jeová, teu Deus, ter prazer em ti.” 24 No entanto, o rei disse a Araúna: Não, mas sem falta a comprarei de ti por um preço; e não oferecerei sacrifícios queimados a Jeová, meu Deus, sem custo.” Por conseguinte, Davi comprou a eira e o gado por cinqüenta siclos de prata. 25 E Davi passou a construir ali um altar a Jeová e a oferecer sacrifícios queimados e sacrifícios de participação em comum, e Jeová começou a deixar-se suplicar a favor da terra, de modo que se fez parar o flagelo sobre Israel.

Quem era jebuseu?? Era um cananeu. (Gênesis 10:15-18) 15 E Canaã tornou-se pai de Sídon, seu primogênito, e de Hete, 16 e do jebuseu, e do amorreu, e do girgaseu, 17 e do heveu, e do arqueu, e do sineu, 18 e do arvadeu, e do zemareu, e do hamateu; e depois se espalharam as famílias dos cananeus.

Jeová não mandou Davi se apossar da propriedade de Araúna, ou será que mandou?? Quando Davi sentia uma vontade, ele permanecia nela e insistia nela. A vontade era de Davi. Ele queria porque queria comprar as terras de Araúna. Você tem de me vender estas terras, afinal de contas, eu sou o rei.

O próprio Jeová fez Davi saber seu pecado. Davi tinha de “responder pelo seu erro”. A quem?? A Jeová. Como?? Depois que se lhe fez saber de seu pecado, Davi admitiu ser ele o culpado e Davi cumpriu o RITUAL estabelecido pelo Legislador, oferecendo de sua própria vontade a oferta pelo pecado e a oferta pela culpa. Jeová, o Ofendido, demonstrou a todos que havia perdoado a Davi, mantendo-o vivo e no cargo de rei, demonstrando não ter guardado ressentimento da ofensa de Davi, muito embora Davi achasse que havia pago a sua dívida a Jeová. Davi estava perdoado por Jeová, mas, o que dizer dos parentes das setenta mil vítimas do pecado de Davi?? Para estes, o Legislador já havia definido para Moisés: “Não se vingue e não guarde ressentimento”. (Levítico 19:18) 18 “‘Não deves tomar vingança nem ter ressentimento contra os filhos do teu povo; e tens de amar o teu próximo como a ti mesmo. Eu sou Jeová.

Será que Jeová via o sangue derramado dos animais como um pagamento feito a Ele para que fosse dado o perdão de determinado pecado??

As vítimas pelo pecado de Davi estavam mortas e não podiam vingar-se ou guardar ressentimento de Davi. Será que algum parente poderia se eleger como vingador??

Bem, guardar ressentimento é “uma de todas as coisas que Jeová manda que não se faça” para as quais a penalidade prevista era a morte. Guardar ressentimento é igual a cometer um adultério, que é igual a adorar um bezerro de ouro, que é igual a “fazer qualquer uma de todas as coisas que Jeová manda que não se faça”. Neste caso, eles deveriam perdoar a Davi pelo GRANDE sofrimento que lhes causava. Caso houvesse compensação de “vida por vida”, o que poderia fazer Davi para pagar sua dívida com os humanos enlutados?? Ele só tinha uma vida. No caso de dar a “dupla compensação” o que Davi teria de dar às famílias enlutadas?? Afinal, o que Davi teria de dar como “compensação financeira” pela morte deste “parente querido” e o GRANDE sofrimento que estava causando??? Nada, absolutamente nada, a não ser o seu pedido de perdão, caso se achasse e se sentisse culpado pela morte deste “parente querido” daquela família e pelo GRANDE sofrimento que lhes estava causando. Afinal, a morte deste homem não ocorreu por causa do pecado de Davi?? Sim, foi isto mesmo, logo, ele deveria sentir-se culpado. Tendo estas pessoas um Alto Valor para Davi, este sentiria um profundo pesar, tanto por ter causado a morte destas setenta mil pessoas como pelo GRANDE sofrimento que estava causando em seus milhares de familiares, não deveria?? Isto é uma questão de sensibilidade, não é?? Este pecado de Davi não revelou uma deficiência de AMOR?? Segundo Jesus, revelou.

O Alto Valor e a Alta Estima por suas ovelhas, frutos do AMOR de Davi por elas, não deveria induzir o pastor a não satisfazer o seu desejo de contar o povo sem cumprir o ritual determinado?? Não deveria impedi-lo de fazer um recenseamento irregular, apenas para satisfazer o seu desejo?? Sim, deveria. Um Alto Valor e uma Alta Estima atribuídos ao povo, ou seja, a cada um dos desconhecidos súditos do reino, certamente impediriam Davi de cometer tal pecado, não impediriam?? Mesmo sendo avisado do SOFRIMENTO que poderia sobrevir ao povo, Davi insistiu em satisfazer sua vontade. Não revelou ser uma deficiência de AMOR, este pecado de Davi?? Segundo Jesus, revelou. Houve deficiência de Amor ao Pai e houve deficiência de Amor ao próximo como a si mesmo.

Será que o perdão passou despercebido??

Quem admite o pecado e não tem como pagar, sente vergonha e pede perdão; ele não busca comprar o perdão.

Embora Davi estivesse SEMPRE sendo tratado com Misericórdia, que opinião tinha Davi sobre o seu relacionamento com o Legislador?? Achava-se Davi um GRANDE DEVEDOR ou alguém que pagava em dia suas dívidas?? Assim afirmou Davi em certa ocasião, depois de ter passado pelo que ele mesmo chamou de “desastre”: (Salmos 18:18-21) 18 Confrontavam-me no dia do meu desastre, Mas Jeová veio a ser um esteio para mim. 19 E ele passou a levar-me para fora a um lugar espaçoso; Socorria-me porque se agradara de mim. 20 Jeová me recompensa SEGUNDO a minha justiça; PAGA-ME DE VOLTA SEGUNDO a limpeza das minhas mãos. 21 POIS GUARDEI OS CAMINHOS DE JEOVÁ E não me afastei iniquamente do meu Deus.

Assim verte a Tradução Brasileira: (Salmos 18:18-24) 18 Eles me acometeram no dia da minha calamidade; Mas Jeová tornou-se o meu amparo. 19 Ele me tirou para um lugar espaçoso; Livrou-me, porque tinha prazer em mim. 20 Recompensou-me Jeová segundo a minha retidão, RETRIBUIU-ME segundo a pureza das minhas mãos. 21 Pois tenho guardado o caminho de Jeová, E não me tenho apartado impiamente do meu Deus. 22 Porque todos os seus juízos estão diante de mim, E não afasto de mim os seus estatutos. 23 Fui perfeito para com ele, E me guardei da iniqüidade. 24 POR ISSO Jeová me retribuiu segundo a minha retidão, Segundo a pureza das minhas mãos, aos seus olhos.

Eu fiz aquilo e ele me pagou com isto. Um relacionamento meritório. Este era o ponto de vista de Davi. Será que para Jeová era isto mesmo?? Se fui tratado com misericórdia, foi por causa do mérito que havia em mim – achava Davi.

Ele se agradara de mim?? Me recompensa?? PAGA-ME DE VOLTA?? LIMPEZA DAS MINHAS MÃOS?? Um humano diferente dos demais, um humano especial?? Um humano recompensado por seus bons atos?? Não se tratava de um humano tratado com GRANDE Misericórdia?? Tratava-se de um humano QUE FOI PERDOADO da dívida ou de um humano QUE PAGOU sua dívida?? Pode em algum momento qualquer, um humano pagar sua dívida a Jeová?? Ele pagaria a sua dívida matando um pobre animal?? Neste caso, pobre coitado dos animais.

Foi perdoado porque Jeová encontrava qualidades em Davi? Jeová se agradava de Davi em face da personalidade de Davi?? Havia um mérito em Davi que fornecia a base para uma reação da parte de Jeová?? Davi era um humano diferenciado em consequência de ações anteriores e por isto recebia um tratamento diferenciado da parte de Jeová??

Matar um animal e queimar sua gordura no altar à Jeová, era um PAGAMENTO pelo perdão?? E assim ele pagou a dívida?? E assim ele não ficou devendo nada a Jeová??

Obviamente, não deixaremos de perguntar: “Será que Davi via a morte daquelas setenta mil almas como uma retribuição de Jeová segundo a justiça de cada uma delas”?? Neste caso, Davi não sentiria pesar por estas pessoas que estavam sendo mortas por Jeová, afinal, elas eram iníquas recebendo a devida retribuição. Será que Davi sentia-se ACIMA dos demais humanos exatamente por Jeová o ter escolhido para ser um rei?? Bem, Davi considerava Saul como alguém especial, alguém que ele não podia tocar, que ninguém podia tocar, que ninguém podia retribuir ações de inimizade, apesar das ações de inimizade de Saul, exatamente em face de Saul ser um UNGIDO de Jeová. Sendo Davi um “Ungido de Jeová”, será que ele se sentia DIFERENCIADO em relação aos demais humanos?? Bem, esta era a sua filosofia de vida, não era??

A lei de Jeová simplesmente determinava que não se devia guardar ressentimento e não se vingar. De forma IMPARCIAL, independente de quem fosse (circunciso ou incircunciso) e independente do que este fizesse, devia-se obedecer a este artigo da lei.

Suponhamos que este humano tenha praticado MUITA justiça. Em face disso, será que ele tinha CRÉDITO com o Legislador?? O que o Legislador falou em relação a uma situação assim?? Que regra foi estabelecida pelo Legislador?? (Ezequiel 33:13) 13 Quando eu disser ao justo: “Positivamente continuarás vivendo”, e ele mesmo realmente confiar na sua própria justiça e fizer injustiça, TODOS OS SEUS PRÓPRIOS ATOS JUSTOS NÃO SERÃO LEMBRADOS, mas, pela sua injustiça que fez — por esta é que MORRERÁ.

E se fosse uma pessoa do agrado do Legislador?? Será que o Legislador abriria exceções a esta regra por ser uma pessoa do Seu agrado?? Sendo um humano especial, ele certamente estaria acima dos demais humanos, não estaria?? Neste caso, para este humano poderiam ser abertas algumas exceções?? Neste caso, não estaríamos atribuindo à personalidade de Jeová uma péssima qualidade, isto é, a parcialidade, a desigualdade??

Em primeiro lugar, o humano precisa aceitar esta regra estabelecida pelo Legislador.

O humano precisa admitir que é culpado, admitir que está sob sentença, ou seja, que está sentenciado à morte, MAS que foi tratado com MISERICÓRDIA e se envergonhar pelo cometimento do pecado contra o Legislador. Ele não deve achar que é alguém especial por não se ter executado a sentença contra ele, apesar do erro. Equivocadamente, ele poderá encontrar um mérito seu, como falsa justificativa em face do Legislador AINDA estar mantendo um bom relacionamento com ele. Se O Legislador trata uma pessoa com muito mais Misericórdia, o que se pode afirmar em relação a esta pessoa?? Se foi tratada com muito mais Misericórdia é porque tal pessoa ofendeu muito mais, não é verdade?? No entanto, aquele que foi muito perdoado pode equivocadamente considerar-se especial. Se isto ocorrer, a Misericórdia que lhe foi dada SEM mérito, não produzirá a cura em relação ao pecado praticado. Ele não se considera um devedor, pois ele confia e apresenta suas boas obras, que para ele, são obras compensatórias (moeda de troca) e não obras obrigatórias. Ele poderá se ver como uma pessoa especial, com qualidades especiais que o destacam dos demais humanos. Ele pode achar-se um queridinho do papai. Ele ainda poderá encontrar glória para si próprio. Ele exaltará uma qualidade sua, que ao seu ver, foi o motivo da ação do Legislador, e desta forma, ele rebaixará a ação que foi praticada em seu favor. Rebaixando àquele que o perdoou, certamente ele dirá: Fui tratado com misericórdia porque eu tenho esta ou aquela qualidade, …, .

Vejamos agora as palavras de Jesus que revelam o que faltou ser feito pelo rei Davi: (Mateus 5:23-24) 23 “Se tu, pois, trouxeres a tua dádiva ao altar e ali te lembrares de que o teu irmão tem ALGO contra ti, 24 deixa a tua dádiva ali na frente do altar e vai; faze primeiro as pazes com o teu irmão, e então, tendo voltado, oferece a tua dádiva.

Bem, embora todas as vítimas estivessem mortas, Davi não se lembrou que os enlutados tinham algo contra ele. Ele não se preocupou com isto. Em face disso, ele ofereceu sua dádiva no altar sem ter dado este passo, agora chamado a atenção por Jesus. No entanto, o que ficou bem claro é o fato de O Legislador desejar que “eu” além de cumprir o primeiro e maior mandamento, também cumpra o segundo maior mandamento. Não era para pagar a dívida, pois Davi não tinha como pagar sua enorme dívida, ou será que tinha??

Perdão” e “vingança” produzem frutos diferentes, ou seja, coisas opostas; produzem ações opostas, reações opostas, palavras opostas, sentimentos opostos.



Quando qualquer alma comete determinados tipos de pecados, o que tem de fazer: (Levítico 5:1-6) 5 “‘Ora, caso uma alma peque por ter ouvido uma maldição pública, e seja testemunha, ou tenha presenciado isso ou veio a sabê-lo, então, se não o relatar, terá de responder pelo seu erro. 2 “‘Ou quando uma alma toca em alguma coisa impura, quer seja o corpo morto dum animal selvático impuro, quer o corpo morto dum animal doméstico impuro, quer o corpo morto duma criatura pululante impura, embora lhe fique oculto, ainda assim ele é impuro e se tornou culpado. 3 Ou caso toque na impureza de homem, no que se refere a qualquer impureza sua com que possa ficar impuro, embora lhe tenha ficado oculto, contudo, ele mesmo vem a saber disso, então ele se tornou culpado. 4 “‘Ou caso uma alma jure a ponto de falar irrefletidamente com os seus lábios, para fazer o mal ou para fazer o bem, no que se refere a qualquer coisa que o homem fale irrefletidamente numa declaração juramentada, embora lhe tenha ficado oculto, contudo, ele mesmo vem a saber disso, então ele se tornou culpado com respeito a uma destas coisas. 5 “‘E tem de acontecer que, caso ele se torne culpado no que se refere a uma destas coisas, então tem de CONFESSAR de que modo pecou. 6 E tem de trazer a Jeová sua oferta pela culpa, pelo pecado que cometeu, a saber, uma fêmea do rebanho, uma cordeira ou uma cabritinha, como oferta pelo pecado; e o sacerdote TEM DE FAZER EXPIAÇÃO POR ELE, pelo seu pecado.

VÁ ATÉ JEOVÁ. VÁ DE LIVRE E ESPONTÂNEA VONTADE CONFESSAR QUE VOCÊ PECOU.

SÓ PODE CONFESSAR, DE VONTADE PRÓPRIA, que pecou, aquele humano que FOI INFORMADO de seu erro, que ADMITE que sua ação foi um pecado e que não foi morto por outro humano por causa deste pecado. Daí ele diz: Pai, eu pequei contra o Senhor. Ele SE RESPONSABILIZA pelo seu pecado; ele não coloca a culpa em ninguém, ele não só assume a culpa, como também ele se sente culpado. A FORMA como o pecador “responde” pelo seu pecado é que o fará encontrar a CURA. Ele reconhece que NÃO MERECE ser tratado com misericórdia. Sua HUMILDADE será o caminho para a sua cura. Ele se encontra completamente destituído de orgulho, de desculpas ou de méritos.

CASO NÃO TENHA RECURSO para ofertar o par de ovídeos, cordeiro ou cabrito, o que fazer?? (Levítico 5:7-13) 7 “‘Se, porém, não tiver recursos suficientes para [trazer] um ovídeo, então terá de trazer a Jeová, como sua oferta pela culpa, pelo pecado que cometeu, duas rolas ou dois pombos novos, um como oferta pelo pecado e o outro como oferta queimada. 8 E tem de trazê-los ao sacerdote, que tem de apresentar primeiro um como oferta pelo pecado e tem de truncar-lhe a cabeça com a unha, na frente do seu pescoço, mas não deve separá-la inteiramente. 9 E ele tem de espargir um pouco do sangue da oferta pelo pecado sobre o lado do altar, mas o resto do sangue se deixará escorrer junto à base do altar. É uma oferta pelo pecado. 10 E o outro ele manejará como oferta queimada, segundo o procedimento regular; e o sacerdote tem de fazer expiação por ele, pelo pecado que cometeu, e assim lhe tem de ser perdoado. 11 “‘Ora, se não tiver os meios para duas rolas ou dois pombos novos, então terá de trazer como sua oferta pelo pecado que cometeu a décima parte de um efa de flor de farinha como oferta pelo pecado. Não deve pôr azeite sobre ela e não deve colocar olíbano sobre ela, pois é uma oferta pelo pecado. 12 E tem de trazê-la ao sacerdote e o sacerdote tem de apanhar dela seu punhado como lembrança dela, e tem de fazê-la fumegar sobre o altar, sobre as ofertas de Jeová feitas por fogo. É uma oferta pelo pecado. 13 E o sacerdote TEM DE FAZER expiação por ele, pelo pecado que cometeu, por qualquer um destes pecados, e assim lhe TEM DE SER PERDOADO; e ela tem de tornar-se do sacerdote, igual a uma oferta de cereais.’”

O Único Legislador estabeleceu que o sacerdote tinha de fazer expiação por todos os pecados cometidos por todos os membros individuais do povo, inclusive por ele mesmo. Logo, ele devia perceber que ele não era diferente dos demais. O Legislador estabeleceu também o como fazer tal expiação. E assim era revelado estar oficialmente perdoado por Jeová de todo e qualquer pecado confessado, aquele pecador que após ter sido informado, tenha reconhecido sua ação como sendo um pecado. O Legislador mostrou que a coisa mais importante para Ele era a atitude do pecador após tomar conhecimento do seu erro. O perdão concedido pelo Legislador não estava condicionado ao prévio pagamento de multas, méritos do pecador ou qualquer outra coisa prévia ou posterior. O perdoado não tinha que pagar pelo perdão recebido, ele não estava comprando o perdão; ele deveria reconhecer-se como um devedor que havia sido perdoado de uma dívida da qual ele não tem condição de pagar. O perdão dado pelo Legislador é um ato de Misericórdia, que objetiva a CURA. O perdoado tem de RECONHECER que foi tratado com Misericórdia. Assim, O Legislador estava estabelecendo o modelo, o exemplo. O Legislador tinha um objetivo benéfico para o iníquo. O Legislador estava revelando a Sua vontade. O Legislador estava revelando toda a Sua bondade.

Nesta interessante cerimônia, O Legislador exaltou a “Misericórdia” e não o “sacrifício”. Se o “sacrifício” fosse o exaltado, também seria exaltado o “MÉRITO” para haver perdão. Assim, o “sacrifício” passaria a ser uma “moeda de troca”. Nenhum humano estava pagando uma dívida pra Jeová. Não se tratava de pagar pelo pecado cometido. Tratava-se de reconhecer que estava sendo perdoado de um pecado específico, sem haver qualquer mérito nele para receber tal perdão. Como o humano não pagou e não iria pagar pelo seu pecado, o humano deveria valorizar o perdão recebido.

O Legislador estabeleceu que todos, sem distinção de cargo ou posição, usando o livre-arbítrio recebido, poderiam se dirigir até a Sua presença para confessar o pecado e receber a Misericórdia. A pobreza não seria um impedimento. Os pobres podiam ofertar a décima parte de um efa de flor de farinha, recebendo também o mesmo tratamento misericordioso. Não era a OFERTA (sacrifício) a coisa importante para Jeová, antes, era o SENTIMENTO que deveria acompanhar a oferta. Era uma cerimônia que visava mexer com os sentimentos do pecador. O pecador deveria humilhar-se. Embora O Legislador tenha externado a Sua vontade, o humano poderia RESISTIR a esta vontade ou até mesmo SE OPOR a esta vontade.



UMA COMPENSAÇÃO DE VINTE POR CENTO PARA A VÍTIMA??? SÓ DEPOIS DO PAGAMENTO DESTA MULTA É QUE RECEBERIA O PERDÃO??

TRATAVA-SE DO PAGAMENTO PELO PERDÃO??

Até então, TODAS as ofensas eram contra O Legislador. O próprio Legislador havia afirmado que PARA ELE, as coisas eram assim. Pecados como o roubo, a fraude adicionada da jura falsa, o que fazer?? Não estavam estes incluídos em “uma de todas as coisas que Jeová manda que não se faça” de acordo com o que foi estipulado até então?? Sim, estavam. Devia haver tratamento diferenciado por estes pecados?? Não, não deveria. Segundo Jesus, tais pecados não são igualmente uma evidência de deficiência de AMOR, TAL QUAL OS DEMAIS??

Mas e o que dizer deste mandamento também dado por Moisés?? Continua exaltando a misericórdia e o perdão?? Será que a vítima passa finalmente a ser compensada antes do humano dirigir-se ao sacerdote com sua oferta para Jeová?? (Levítico 6:1-7) 6 E Jeová prosseguiu, falando a Moisés, dizendo: 2 Caso uma alma peque por se comportar de modo infiel para com Jeová e ele deveras engane seu colega quanto a algo ao seu cargo, ou um depósito em mãos, ou um roubo, ou defraude seu colega, 3 ou deveras ache algo perdido e realmente seja enganoso a respeito disso, e jure falsamente com respeito a qualquer de todas as coisas que o homem possa fazer para pecar por elas; 4 então tem de suceder que, caso ele peque e deveras se torne culpado, tem de devolver a coisa roubada que roubou ou a coisa extorquida que tomou com fraude, ou a coisa ao seu cargo, de que foi encarregado, ou a coisa perdida que achou, 5 ou qualquer coisa que seja, a respeito da qual possa jurar falsamente, e tem de dar compensação por ela no seu pleno montante e acrescentar-lhe-á um quinto dela. Dá-la-á àquele a quem pertence, no dia em que se provar a sua culpa. 6 E trará a Jeová, como sua oferta pela culpa, um carneiro sadio do rebanho, segundo o valor calculado, como oferta pela culpa, ao sacerdote. 7 E o sacerdote TEM DE FAZER expiação por ele perante Jeová, e assim lhe TEM DE SER PERDOADO com respeito a qualquer de todas as coisas que possa fazer, ficando por ela em culpa.”

DEVERIA HAVER UM COMPORTAMENTO DO LEGISLADOR E OUTRO COMPORTAMENTO DA PARTE DOS SÚDITOS?? A vítima humana se comportava de um jeito enquanto Jeová se comportava de outro??

Nesta parte foi determinado que, EMBORA Jeová perdoasse sem impor qualquer compensação para Ele, os humanos ofendidos, ou seja, as vítimas humanas, deveriam agir de forma diferente, pois no caso de tesouros materiais acumulados por humanos, deveria haver compensação do tesouro no seu pleno montante e o ACRÉSCIMO de um quinto dele, ao dono do tesouro acumulado. O ofensor estaria pagando pelo seu perdão e não ficaria devendo nada ao ofendido, pois além do montante em questão, de forma adicional, o ofendido ainda receberia um ACRÉSCIMO de um quinto do pleno valor do montante em questão como compensação por ter sido ofendido, ou seja, um acréscimo de 20% do montante roubado. ASSIM, O PERDÃO DADO PELO HUMANO, ESTAVA CONDICIONADO A PLENA QUITAÇÃO DO DANO OCASIONADO, além do pagamento de juros. Produziria o mesmo efeito no ofensor?? Na verdade, tratava-se de CANCELAMENTO da dívida OU do PAGAMENTO da dívida?? Não se tratava de perdão da dívida. Não se tratava de perdão da falta cometida.

No caso de não ter como devolver o montante ou ainda de não como ter como pagar a multa adicional de vinte por cento será que seria perdoado por Jeová?? A vítima tinha o direito de exigir a plena quitação da dívida, não tinha?? Sim, a lei lhe dava este direito. Este direito se tornava um direito legal, pois estava amparado na lei, não é verdade??

Isto não nos lembra nada??

Isto nos deveria fazer lembrar daquela ilustração contada por Jesus para Pedro. Enquanto o amo perdoava liberalmente a falta daquele escravo que devia muito, o escravo que devia muito exigia o pagamento da dívida daquele seu companheiro, um igual, uma dívida bem pequena. O humano exigia o pagamento da dívida, enquanto Jeová, o Legislador, perdoava liberalmente a dívida de todos os humanos.

Mesmo estando ciente de sua condição de grande devedor, mesmo depois de experimentar a sensação de ser perdoado, o humano ainda exige que outros humanos paguem suas dívidas?? Sim, é exatamente isto o que passamos a perceber. Não é exatamente isto o que vê o Pai Celestial???

Para Jeová, o pecador devia ser perdoado do seu erro, devia ser perdoado do seu pecado. Opondo-se à forma como Jeová fazia, os humanos revelaram exigir o pagamento pelo pecado. Assim, os humanos pactuados com Jeová decidiram: O pecador tem de pagar pelo seu erro.

Sendo este o caso entre o ofensor e Jeová, o ofensor separaria um animal para ser abatido e diria: “Deixe-me ir à tenda de reunião para PAGAR a minha dívida à Jeová”. Assim, “a oferta” passava a ser uma moeda de troca. O ofensor levava a sua “oferta” e a trocava pelo seu perdão. Esta reação é bem diferente da reação daquele que não tem como pagar sua dívida. A forma como Jeová perdoava era diferente, e certamente, produziria um efeito diferente. CERTAMENTE, O HUMANO OFENDIDO AFIRMARIA: Só Jeová é quem perdoa SEM EXIGIR a plena reparação pelo erro e os 20% de multa”. O humano EXIGIA a plena reparação pelo pecado cometido. Decerto, o humano questionaria: E o meu prejuízo?? Depois disso, certamente o humano diria: “Só Jeová é quem pode perdoar pecados”.

Neste caso, só Jeová perdoava, pois a vítima humana exigia a plena reparação e ainda recebia a multa de 20%. Isto é realmente incrível. Isto apenas em relação a um pecado de roubo de tesouros materiais. No entanto, se ele ofendesse o sacerdote ou o juiz, em lugar de ser perdoado ou ser multado, ele tinha de ser morto.

Além disto, o que mais determinou O Legislador quanto ao que Ele faria em relação aos pecados do povo??? E quanto a todos os demais pecados que ficassem desconhecidos ao infrator, ou seja, não reconhecidos pelo infrator como sendo pecado, o que previu o Legislador?? O Legislador criou uma CERIMÔNIA que revelava e lembrava ao povo, que eles estavam sendo perdoados por Jeová de todos os pecados cometidos. ERA O DIA ANUAL DA MISERICÓRDIA. Uma vez por ano Vou perdoar TODOS vossos pecados: Lembre-se que você está sendo poupado da sentença de morte. Era oficialmente o dia de, individualmente, se reconhecer que não passava de um pecador, um devedor. Não se tratava de um dia para buscar sentir-se envergonhado?? Decerto que sim, afinal, perdão lembra o motivo de se estar sendo perdoado, isto é, houve prática de pecado. Deveria ser um dia de conscientização DO FATO de se estar sendo perdoado. Jeová não pedia a compensação do Seu montante acrescida de um quinto, aliás, não pedia nenhuma compensação. O perdão era DADO sem haver mérito para o perdoado; o perdão era um ato de MISERICÓRDIA para com o devedor. (Levítico 16:29-34) 29 E isso vos tem de servir de estatuto por tempo indefinido: No sétimo mês, no décimo [dia] do mês, DEVEIS ATRIBULAR as vossas almas, e não deveis fazer obra alguma, quer o natural quer o residente forasteiro que reside no vosso meio. 30 Pois neste dia se fará expiação por vós, para declarar-vos limpos. SEREIS LIMPOS DE TODOS OS VOSSOS PECADOS perante Jeová. 31 É um sábado de completo repouso para vós, e TENDES DE ATRIBULAR AS VOSSAS ALMAS. É um estatuto por tempo indefinido. 32 E o sacerdote que será ungido e cuja mão será enchida de poder para atuar como sacerdote, como sucessor de seu pai, tem de fazer expiação e tem de vestir as roupas de linho. São roupas sagradas. 33 E ele tem de fazer expiação pelo santuário sagrado, e fará expiação pela tenda de reunião e pelo altar; e fará expiação pelos sacerdotes e por todo o povo da congregação. 34 E isto vos tem de servir de estatuto por tempo indefinido, a fim de se fazer expiação pelos filhos de Israel, uma vez por ano, COM RESPEITO A TODOS OS SEUS PECADOS.”. . .(Levítico 16:20-22) 20 Quando tiver acabado de fazer expiação pelo lugar santo, e pela tenda de reunião, e pelo altar, então terá de apresentar o bode vivo. 21 E Arão tem de pôr ambas as suas mãos sobre a cabeça do bode vivo e confessar sobre ele todos os erros dos filhos de Israel e todas as suas revoltas em todos os seus pecados, e tem de pô-las sobre a cabeça do bode e tem de enviá-lo ao ermo pela mão de um homem preparado. 22 E o bode tem de LEVAR SOBRE SI TODOS OS ERROS DELES a uma terra desértica; e ele tem de enviar o bode ao ermo.

O Legislador deixou bem claro que O SACRIFÍCIO, isto é, matar um animal, despejar o sangue sobre a base do altar e queimar partes dele sobre o altar, NÃO ERA UMA MOEDA DE TROCA a ser usada para se obter o perdão Dele. Neste sétimo dia do décimo mês, o bode não era sacrificado, e mesmo assim Jeová perdoava todos os pecados de todo o povo, inclusive dos estrangeiros que estivessem no reino, o que revelava a IMPARCIALIDADE do Legislador.

Ora, se o humano sequer sabia do que ele estava sendo perdoado, o perdão era invisível para ele. Este perdão passava despercebido por ele.

Era o sacerdote quem confessava para Jeová o pecado do povo. Obviamente, havia muitos pecados que o sacerdote sequer sabia, não é verdade??

O Legislador não determinou a destruição do pecador. O Legislador determinou a aplicação do perdão. O perdão só é dado para aquele que comete um pecado. Aquele que comete o pecado tem de tomar ciência do pecado, isto é, tem de tomar ciência que aquela sua ação é um pecado. Sabedor deste fato, concordando com sua condição de culpado, deve dirigir-se de vontade própria ao sacerdote perante Jeová, levando uma oferta pelo pecado, confessando seu pecado perante Jeová, e o sacerdote que não estava ali para julgá-lo e condená-lo, majorar multas e compensações em face de ser este ou aquele pecado, teria de fazer aquela compensação simbólica ou expiação prevista pelo Legislador. Segundo O Legislador, o pecado tinha de ser perdoado sempre. Não se discutia qualquer mérito, quantidade de pecados ou qualquer outra coisa. O Legislador previu apenas o perdão para todo e qualquer pecado. Não era o sacerdote quem perdoava o pecado; o sacerdote tinha de fazer a expiação pelo pecado, apenas isto. O sacerdote era testemunha da ação de Jeová e devia acompanhar o sentimento de Jeová em relação àquele pecador. O Legislador previu que para qualquer pecado, a oferta seria religiosamente igual. Para todo e qualquer pecado, se o pecador não tivesse condição de ofertar um casal do rebanho, deveria ofertar um casal de pombas ou de rolas e se não tivesse condições para tal segunda opção, deveria ofertar o décimo de um efa de flor de farinha. Quem era o ofendido pelo pecado praticado?? O Ofendido, Jeová, é quem DAVA o perdão. O Legislador SEMPRE assumia a ofensa para Si. No décimo dia do sétimo mês (tisri ou etanim), O Ofendido perdoava todos os pecados do povo, inclusive do sacerdote, sem que o bode fosse sacrificado. O povo não confessava os pecados. O perdão era dado MESMO sem o pecador admitir que havia praticado este ou aquele pecado. Embora perdoados, o perdão dado não produziria o mesmo efeito. Após a confissão do sacerdote quanto aos pecados do povo, o bode era enviado ao ermo. Mas, e quanto aos pecados de todo o povo que o sacerdote não confessava por não considerar pecado?? Bem, Jeová afirmou que os tornava limpos diante Dele, logo, todos os pecados eram perdoados. O perdão podia não produzir efeito, no entanto O Legislador o dava mesmo assim. Não se tratava de um povo sem pecados. Na verdade, era o povo a quem se perdoava o erro. Centenas de anos depois de Moisés, assim afirmou o Legislador: (Ezequiel 20:12) 12 E também lhes dei os meus sábados, para se tornarem um sinal entre mim e eles, PARA que soubessem que SOU EU, Jeová, quem os santifica.

Assim verte a Tradução Brasileira: (Ezequiel 20:12) 12 Demais lhes dei também os meus sábados para servirem de sinal entre mim e eles, a fim de que soubessem que eu sou Jeová que os santifica.

O que se fazia nestes sábados?? Não estavam sendo oficialmente lembrados de que estavam sendo perdoados. Quem é perdoado?? Só é perdoado aquele que tornou-se um ofensor, não é verdade???

O Pai está me dizendo neste dia: Você pecou; Eu estou te perdoando.

Por não estar ciente de qual foi o pecado, o perdoado pode até mesmo duvidar ou mesmo minimizar a ação do Pai, não é verdade???

Bem, a nação escolhida tinha acabado de sair do Egito, e estava recebendo de Jeová a descrição das coisas que eram pecado do ponto de vista Dele, Jeová. Muitas destas coisas eram praticadas pela nação escolhida, mesmo antes de se tornarem escravos no Egito. Muitas destas coisas não eram encaradas por eles como sendo pecado. Muitas destas coisas haviam sido praticadas por seus “admirados antepassados” com os quais Jeová continuou mantendo relacionamento direto, apesar de cometerem tais coisas. Muitas destas coisas haviam se transformado em costumes. Muitas destas coisas faladas por Jeová iam de encontro a estes costumes, costumes que o povo escolhido gostava. Após tomarem ciência de que tais “amplamente praticadas ações”, na verdade eram pecados, o que fazer?? Não deviam concordar com Jeová?? Não deviam reconhecer sua culpa perante Jeová, confessar tal pecado e tornar-se consciente de que não passava de um eterno devedor cuja dívida havia sido cancelada e praticar os sentimentos e as ações que Jeová mandou praticar??? Isto significava caminhar na direção oposta ao erro até então cometido. Quando deveriam começar a praticar as coisas determinadas pelo Legislador?? Deviam esperar até entrarem na “terra da promessa”?? Não, deviam começar imediatamente. No entanto, para se confessar um erro, primeiro a pessoa precisa DEIXAR-SE CONVENCER de que aquilo que ela fez ou está fazendo é um erro, isto é, um pecado.

Jeová afirma que o humano tornou-se culpado. Assim define certo dicionário a expressão “CULPA”:

CULPA s.f. Ato ou omissão repreensível ou criminosa; falta voluntária, delito, crime: pagar por uma culpa. / Responsabilidade por semelhante ato: não ter culpa do que fazem os outros. / Direito - Violação ou inobservância de uma regra de conduta que produz lesão do direito alheio. / Causa (de mal ou dano). / Teologia Transgressão da lei religiosa, pecado. // Ter culpa no cartório, diz-se de alguém que ainda não teve o castigo devido por algum mal que praticou, ou de alguém que está incriminado, envolvido em situação suspeita ou criminosa.

Depois que o humano é informado de seu pecado e que em face dele se tornou culpado perante Jeová, o que deve acontecer com o humano?? Ele deve admitir a culpa e sentir-se culpado. Existe uma enorme diferença entreser declarado” culpado eSENTIR-SE” culpado. A pessoa pode ser declarada culpada por um humano ou grupo de humanos e no entanto não se sentir culpada. Bem, humanos podem errar. No entanto, e se Jeová declarar um humano culpado de pecado?? Ainda deve contestar??

Jeová afirmou que o humano tinha de confessar o seu pecado. Assim define certo dicionário a expressão CONFESSAR”: Reconhecer que fez algo errado.

CONFESSAR v.t. Declarar, revelar. / Reconhecer que se disse ou se fez algo errado, repreensível: confessar uma falta. / Confidenciar. / Reconhecer como verdadeiro: confessa que não tens razão. / — V.pr. Contar os seus pecados a um sacerdote.

Reconhecer, admitir.

SENTIR-SE culpado gera “sentimentos”. Após reconhecer que está envolvido, que é culpado por uma ação criminosa, o que deve sentir o humano??

ArrependimentoAssim define certo dicionário a expressão “arrependimento”:

ARREPENDIMENTO s.m. Pesar por alguma falta cometida. / Contrição, remorso. / Mudança de opinião.

ARREPENDIMENTO é um sentimento que trabalha junto com o PESAR. Ele só acontece DEPOIS da “mudança de opinião”. Primeiro ocorre a “MUDANÇA DE OPINIÃO” e só depois é que a pessoa “confessa” o cometimento da falta.

Assim define certo dicionário a expressão PESAR :

PESAR 1 s.m. Dor moral, sentimento, desgosto, mágoa. / Arrependimento, remorso. // — loc. adv. A (meu, teu, seu etc.), pesar, malgrado, contra a vontade. // — loc. prep. A pesar de, não obstante (a), a despeito de.

SENTIR-SE culpado leva à vergonha e a humilhação. A pessoa fica desgostosa consigo mesma.

Assim define certo dicionário a expressão VERGONHA”:

VERGONHA s.f. Sentimento penoso por se ter cometido alguma falta ou pelo temor da desonra: corar de vergonha. / Humilhação, desonra: perder assim é uma vergonha. (Sin.: infâmia, opróbrio, vexame.) / Ato indecoroso que provoca indignação: é uma vergonha! / Rubor das faces causado pelo pejo. / Timidez, acanhamento. // Perder toda a vergonha, não ter pudor, ser insensível à desonra. // Ser a vergonha de alguém, causar-lhe vexame pela prática de atos indecorosos. / — S.f.pl. As partes pudendas: cobrir as vergonhas com um pano.

A pessoa com “vergonha” quer esconder a face. Jeová falou em “ter aversão às próprias faces”. Se deixar envergonhar e se deixar humilhar, aceitar tais sentimentos, não se rebelar contra tais sentimentos e não fugir deles; deixar-se entristecer, deixar-se abater. (Ezequiel 6:8-10) 8 “‘“E quando acontecer, vou deixar-vos como restante os que escaparem da espada entre as nações, quando fordes espalhados entre as terras. 9 E os vossos fugitivos hão de lembrar-se de mim entre as nações às quais terão sido levados cativos, porque fiquei quebrantado diante do seu coração fornicador que se desviou de mim e diante dos seus olhos que vão fornicando atrás dos seus ídolos sórdidos; e hão de ter AVERSÃO nas suas faces diante das coisas más que fizeram em todas as suas coisas detestáveis. 10 E terão de saber que eu sou Jeová; não foi à toa que falei em fazer-lhes esta coisa calamitosa.”’ (Ezequiel 20:42-44) 42 “‘E tereis de saber que eu sou Jeová, quando eu vos fizer chegar ao solo de Israel, à terra a respeito da qual levantei a minha mão [em juramento] de dá-la aos vossos antepassados. 43 E certamente vos lembrareis ali dos vossos caminhos e de todas as vossas ações com que vos aviltastes, e tereis realmente AVERSÃO ÀS VOSSAS PRÓPRIAS FACES por causa de todas as vossas coisas más que fizestes. 44 E tereis de saber que eu sou Jeová, quando eu tomar ação contra vós por causa do meu nome, não segundo os vossos caminhos maus ou as vossas ações corruptas, ó casa de Israel’, é a pronunciação do Soberano Senhor Jeová.”

Assim verte a Tradição Brasileira: (Ezequiel 6:8-10) 8 Contudo deixarei um resto, visto que tereis alguns que escaparão da espada entre as nações, quando fordes espalhados pelos países. 9 Os que dentre vós escaparem, se lembrarão de mim entre as nações para onde forem levados cativos, quando eu tiver quebrado o seu coração fornicário que se desvia de mim, e os seus olhos que se prostituem indo após os seus ídolos. Eles terão nojo de si mesmos por causa dos males que têm praticado em todas as suas abominações. 10 Saberão que eu sou Jeová; não disse debalde que lhes havia de fazer este mal. (Ezequiel 20:42-44) 42 Sabereis que eu sou Jeová, quando eu vos introduzir na terra de Israel, no país a respeito do qual levantei a minha mão, jurando que o daria a vossos pais. 43 Ali vos lembrareis dos vossos caminhos e de todos os vossos feitos, pelos quais vos tendes contaminado a vós mesmos; e tereis nojo em vós por causa de todas as vossas maldades que tendes cometido. 44 Sabereis que eu sou Jeová, quando o tiver feito por amor do meu nome, e não conforme os vossos maus caminhos, nem conforme os vossos feitos corruptos, ó casa de Israel, diz o Senhor Jeová.

Será que existem pessoas que NÃO SE DEIXAM envergonhar e não se deixam humilhar?? Algumas centenas de anos depois de Moisés, assim falou Jeová em relação a seu povo amado no momento em que estes recebiam punição: (Jeremias 6:13-15) 13Desde o menor até mesmo ao maior deles, cada um obtém para si um lucro injusto; e desde o profeta até mesmo ao sacerdote, cada um age de modo falso. 14 E tentam sarar superficialmente o quebrantamento do meu povo, dizendo: ‘Há paz! Há paz!’ quando não há paz. 15 Acaso se envergonharam de terem feito algo detestável? Em primeiro lugar, eles positivamente não SENTEM VERGONHA alguma; em segundo lugar, não chegaram a SABER nem mesmo COMO SENTIR-SE HUMILHADOS. Por isso cairão entre os que estão caindo; tropeçarão no tempo em que eu terei de ajustar contas com eles”, disse Jeová. (Jeremias 8:8-12) 8 “‘Como podeis dizer: “Somos sábios e a lei de Jeová está conosco”? Seguramente, pois, o estilo falso dos secretários trabalhou em pura falsidade. 9 Os sábios ficaram envergonhados. Ficaram aterrorizados e serão apanhados. Eis que rejeitaram a própria palavra de Jeová, e que sabedoria é que eles têm? 10 Por isso entregarei as suas esposas a outros homens, seus campos, aos que tomam posse; pois, desde o menor até mesmo ao maior, cada um está obtendo lucro injusto; desde o profeta até mesmo ao sacerdote, cada um age de modo falso. 11 E tentam sarar superficialmente o quebrantamento da filha do meu povo, dizendo: “Há paz! Há paz!” quando não há paz. 12 Acaso sentiram vergonha por terem feito o que era detestável? Em primeiro lugar, eles positivamente NÃO PODIAM SENTIR-SE ENVERGONHADOS; em segundo lugar, NÃO SABEM nem mesmo como SENTIR-SE HUMILHADOS. “‘Por isso cairão entre os que estão caindo. Tropeçarão no tempo de se fixar a atenção neles’, disse Jeová.

Assim verte a Tradução Almeida: (Jeremias 6:13-15) 13 Porque desde o menor deles até o maior, cada um se dá à avareza; e desde o profeta até o sacerdote, cada um procede perfidamente. 14 Também se ocupam em curar superficialmente a ferida do meu povo, dizendo: Paz, paz; quando não há paz. 15 Porventura se envergonharam por terem cometido abominação? Não, de maneira alguma; nem tampouco sabem que coisa é envergonhar-se. Portanto cairão entre os que caem; quando eu os visitar serão derribados, diz o Senhor.

Em relação aos sentimentos de vergonha e humilhação, assim falou O Legislador no caso do Seu povo escolhido: Em primeiro lugar, eles “não sentem”, em segundo lugar eles “não chegaram a saber como sentir-se”. Em primeiro lugar, eles “não podiam”, em segundo lugar, eles “não sabem como sentir-se”.

Negou-se a sentir-se humilhada”. Esta foi outra afirmação do Legislador para aquele que foi informado de seu erro, de seu pecado: (Jeremias 3:3-5) 3 Por isso se retém as chuvas copiosas e não veio a haver nem mesmo chuva primaveril. E testa de uma esposa que comete prostituição é que se tornou a tua. TU TE NEGASTE A SENTIR-TE HUMILHADA. 4 Não clamaste a mim, daí para diante: ‘Meu Pai, tu és o amigo íntimo da minha mocidade! 5 Deve-se ficar ressentido por tempo indefinido ou ficar vigiando [algo] para sempre’? EIS QUE FALASTE, E PROSSEGUISTE A FAZER COISAS MÁS E A PREVALECER.”

Foi “declarada culpada” pelo Legislador e no entanto, negou-se a “sentir-se culpada”.

Ainda no monte Sinai, Jeová falou que o povo era um “povo de dura cerviz”. CERVIZ – esta é a definição dada por certo dicionário:

CERVIZ s.f. A parte posterior do pescoço, a nuca; cachaço. / P. ext. Cabeça, pescoço. // Dobrar a cerviz, submeter-se aos poderosos, à escravização; humilhar-se.

A condição que chegou o povo amado foi assim descrita pelo Legislador para Isaías: (Isaías 6:10) 10 Torna embotado o coração deste povo e torna insensíveis os próprios ouvidos deles, e gruda os próprios OLHOS deles, para que não vejam com os seus olhos e não ouçam com os seus OUVIDOS, e para que seu próprio CORAÇÃO não entenda, e para que realmente não recuem E OBTENHAM PARA SI A CURA.

Uma lastimável condição, pois negando-se a ouvir, jamais alcançariam a CURA, o objetivo final do Legislador para os adoentados humanos. Quando o iníquo recua do seu mau caminho ele alcança a cura. Ouvir é o primeiro passo para a cura. Daí, ele precisa entender com o coração. Um coração de pedra, um coração insensível, era o que tinha o povo. Em face disto, eles não recuavam do seu mau caminho. (Ezequiel 36:26) 26 E vou dar-vos um coração novo, e porei no vosso íntimo um espírito novo, e vou REMOVER DA VOSSA CARNE O CORAÇÃO DE PEDRA e dar-vos um coração de carne.

ERA O OBJETIVO DO PAI QUE SEUS FILHOS TIVESSEM UM CORAÇÃO DE PEDRA?? NÃO, não era.

Um povo teimoso, um povo rebelde, um povo que não aceita, um povo que não se deixa convencer, um povo que não admite que o que está fazendo é um erro, um povo que não se submete, um povo que não se sente culpado, um povo que não se humilha. Isto estava acontecendo porque haviam rejeitado a lei criada e fornecida pelo Legislador, passando a viver sob mandamentos que desenvolviam sentimentos opostos aos sentimentos do Legislador. Bem, tornando-se insensíveis, eles não sabiam como fazer estas coisas, logo, precisavam APRENDER. O que faria O Legislador para lhes ensinar a desenvolverem sentimentos iguais ao Dele??

Tomemos como exemplo “uma de todas as coisas que Jeová manda que não se faça”: (Levítico 18:18) 18 “‘E não deves tomar uma mulher em adição à sua irmã, como rival, para descobrir a sua nudez, isto é, ao lado dela, durante a sua vida.

Havendo alguém que se encontrasse nesta situação ali no deserto, situação que viveu seu antepassado Jacó, o que teria de fazer?? Teria que reconhecer que o que foi falado por Jeová era a descrição de um pecado e que por isto estava em dívida, e confessar sua dívida perante Jeová. Ele sabia que era pecado?? Não, não sabia. Ele era culpado deste pecado perante Jeová?? Sim, ele era. Ele sabia disso?? Não, não sabia. Mas, a partir de agora, ele foi informado de sua situação pecaminosa. O que fazer?? Sinta-se culpado. Cumpra o RITUAL estabelecido pelo Legislador. Tentando encontrar desculpas e/ou desconhecendo a Jeová, um rebelde poderia afirmar: Jacó, nosso antepassado foi abençoado por Jeová apesar de viver casado com Léia e Raquel, que eram irmãs, logo, isto não é pecado, não é uma coisa detestável, pois Jeová não abençoaria um iníquo. Neste caso, ele não teria aversão à sua própria face por ter cometido uma coisa detestável. Ele não admite que este ato seja pecado. Ele prefere acreditar que há um engano. Ele realmente idolatra o seu antepassado. Ele pode até mesmo ficar irado com quem expor este pecado de seu antepassado, pois ele vai encarar isto como uma blasfêmia contra seu antepassado. Vai encarar isto como estar “falando mal” de seu idolatrado antepassado. Assim, em lugar de atribuir glória a Jeová pelo fato de Jeová ter abençoado Jacó, mesmo tendo ele cometido tantos pecados, preferia atribuir glória a Jacó. Afirmaria: Se Jacó fosse um iníquo, Jeová não teria o relacionamento que teve com ele e não o abençoaria.

Revelando que a reação violenta é uma das reações daqueles que têm suas obras expostas como sendo erradas, assim falou Jesus, a Luz, sobre a reação dos homens de sua geração, que eram descendentes daquela geração para a qual o Criador havia falado as palavras acima através de Jeremias: (João 3:19-21) 19 Agora, esta é a base para o julgamento: que A LUZ veio ao mundo, mas os homens amaram mais a escuridão do que a luz, porque as suas obras eram iníquas. 20 Pois quem pratica coisas ruins ODEIA A LUZ e não se chega à luz, a fim de que as suas obras NÃO SEJAM REPREENDIDAS. 21 Mas, quem faz o que é verdadeiro se chega à luz, a fim de que as suas obras sejam manifestas como tendo sido feitas em harmonia com Deus.”

Não aceitar a repreensão – esta também é uma das reações daqueles a quem é informado sobre seus pecados.

Ficou claro que, de formas variadas, O Ofendido, Jeová, revelou sua constante disposição de perdoar o infrator, independente da infração cometida. No entanto, como foi que a disposição dos sacerdotes passou a ser diferente da disposição de Jeová, o Ofendido?? Quando foi que estes homens decidiram se perdoavam ou se matavam os que ofendiam a Jeová??

Quando decidiram fazer “justiça”??

Primeiro vejamos a descrição dada por certo dicionário (Houaiss), para a palavra “justiceiro”.

JUSTICEIROApresenta-se como resumo: Uma pessoa que tem sede de “justiça”. Justiça neste caso é dar ao ofensor aquilo que ele merece segundo os seus feitos.

justiceiro

adj.s.m. (sXIII) 1 que ou aquele que faz justiça, ou que é partidário de uma justiça rigorosa 2 que ou quem luta pela justiça, tomando a si a causa dos inocentes e desvalidos da sorte 3 que ou aquele que se arroga o direito de fazer justiça pelas próprias mãos n adj. 4 que revela caráter de justiceiro <tomado de furor j., esbravejava colérico> etim justiça + -eiro

Ainda no Egito, qual foi a reação de Moisés ao presenciar atos de violência contra os seus irmãos hebreus?? Será que ele passou a agir como um defensor das vítimas?? Alguém tinha de fazer alguma coisa para corrigir aquela injustiça, não tinha?? Será que ele passou a agir como um justiceiro?? (Êxodo 2:11-12) 11 Sucedeu então, naqueles dias, tornando-se Moisés forte, que ele saiu, indo ter com seus irmãos para ver os fardos que levavam; e avistou certo egípcio golpeando certo hebreu dos seus irmãos. 12 Ele se virou então para um lado e para outro, e viu que não havia ninguém à vista. Golpeou então o egípcio e encobriu-o na areia.

Assim verte a Tradução Brasileira: (Êxodo 2:11-12) 11 Por aqueles dias, sendo Moisés já homem, saiu a ter com seus irmãos, e para as suas cargas atentou; e viu um egípcio ferindo a um de seus irmãos hebreus. 12 Olhou para uma e outra parte e, vendo que não havia ali ninguém, MATOU o egípcio e escondeu-o na areia.

Foi um assassinato ou não foi um assassinato?? Tratava-se de um ato voluntário de tirar uma vida humana?? Tratava-se de uma iniciativa pessoal?? Sim, tratava-se de uma iniciativa pessoal de tirar a vida de outro humano.

Humanos têm dado e recebido autorização de outros humanos para tirarem vidas humanas. São válidas estas autorizações diante de Jeová?? Em relação a isto, Ele é a única Autoridade.

O JUSTICEIRO SEMPRE SE COLOCA DO LADO DA VÍTIMA E CONTRA O OFENSOR, VISANDO DAR A DEVIDA RETRIBUIÇÃO AO OFENSOR. Segundo o justiceiro, o ofensor tem de pagar pelo que fez, Daí, ele encontra motivos válidos para praticar a violência e a pratica.

Bem, procurando defender seus irmãos hebreus, que para ele tinham um Alto valor, Moisés também praticou a violência. Arvorando-se em juiz e carrasco, ele tomou a iniciativa em praticar a violência e matou um egípcio. Mostrou ser um justiceiro, pois, tomando a si a causa do inocente, tomou a justiça em suas próprias mãos, fazendo o egípcio pagar pela maldade que havia praticado. Moisés encontrou uma boa justificativa para matar. Não foi Jeová quem o mandou praticar aquela violência.

Revelando ser um homem que buscava corrigir os que estavam em erro, assim agiu Moisés em face de desavença entre dois de seus irmãos hebreus: (Êxodo 2:13-14) 13 No entanto, saiu no dia seguinte e eis que dois homens hebreus brigavam entre si. De modo que ele disse ao que estava no erro: “Por que haverias de golpear teu companheiro?” 14 A isto ele disse: “Quem te designou príncipe e juiz sobre nós? Pretendes matar-me assim como mataste o egípcio?” Moisés ficou então com medo e disse: “Decerto a coisa ficou conhecida!”

Não se pode negar que Moisés era um homem de atitudes, de iniciativa. Ele se colocava no lado da vítima e buscava reparar a injustiça observada por ele. Tratava-se do sentimento de um justiceiro. Esta outra ação de Moisés contra os mais fortes, visando defender os oprimidos, está assim registrada: (Êxodo 2:15-19) 15 Subseqüentemente, Faraó soube desta coisa, e ele procurou matar Moisés; Moisés, porém, fugiu de diante de Faraó para morar na terra de Midiã; e ele se assentou junto a um poço. 16 Ora, o sacerdote de Midiã tinha sete filhas, e elas, como de costume, vieram e tiraram água, e encheram as calhas, para dar de beber ao rebanho de seu pai. 17 E, como de costume, vieram os pastores e enxotaram [as ovelhas]. Em vista disso, Moisés se levantou e acudiu às mulheres, e deu de beber ao seu rebanho. 18 Assim, quando voltaram para casa a Reuel, seu pai, ele exclamou: “Como é que hoje viestes tão depressa para casa?” 19 Então disseram: Certo egípcio livrou-nos da mão dos pastores, e, além disso, ele até mesmo tirou água para nós, para dar de beber ao rebanho.”

Como foi que reagiu Moisés, após Jeová afirmar que estava disposto a exterminar merecidamente TODO o povo ali mesmo no monte Sinai pelo pecado que tinham acabado de cometer?? Está assim registrado o que aconteceu: (Êxodo 32:7-10) 7 Jeová disse então a Moisés: “Vai, desce, porque o teu povo que fizeste subir da terra do Egito tem agido ruinosamente. 8 Desviaram-se depressa do caminho em que os mandei ir. Fizeram para si uma estátua fundida de bezerro, e persistem em curvar-se diante dele e em oferecer-lhe sacrifícios, e em dizer: ‘Este é o teu Deus, ó Israel, que te fez subir da terra do Egito.’” 9 E Jeová prosseguiu, dizendo a Moisés: “Olhei para este povo e eis que é um povo de dura cerviz. 10 Portanto, deixa-me agora, para que a minha ira se acenda contra eles E EU OS EXTERMINE, e faça eu de ti uma grande nação.”

JEOVÁ NÃO DISSE QUE ALGUNS HOMENS MORRERIAM. JEOVÁ AFIRMOU QUE TODO O POVO POSITIVAMENTE MORRERIA. “Todos merecem o extermínio” - Jeová deixou isto bem claro.

Aos olhos de Moisés nem todos ali eram merecedores de tal ação da parte de Jeová.

Momentos após interceder perante Jeová para que este pecado do povo fosse perdoado por Jeová, defendendo-os da morte, do extermínio, esta mostrou ser a ação de Moisés contra os pecadores: (Êxodo 32:25-29) 25 E Moisés chegou a ver que o povo ficara desenfreado, porque Arão os deixara ficar desenfreados para ignomínia entre seus opositores. 26 Moisés postou-se então no portão do acampamento e disse: “Quem está do lado de Jeová? A mim!E todos os filhos de Levi começaram a ajuntar-se a ele. 27 Disse-lhes então: “Assim disse Jeová, o Deus de Israel: ‘Ponde cada um de vós a sua espada ao seu lado. Percorrei o acampamento e voltai, de portão a portão, E MATAI cada um o seu irmão, e cada um o seu próximo, e cada um o seu conhecido íntimo.’” 28 E os filhos de Levi passaram a fazer o que Moisés dissera, de modo que naquele dia caíram do povo cerca de três mil homens. 29 E Moisés prosseguiu, dizendo: “Enchei hoje vossas mãos de poder para Jeová, porque cada um de vós é contra seu próprio filho e contra seu próprio irmão, e PARA QUE ele vos conceda hoje uma bênção.”

TODO O POVO MERECIA A MORTE, CADA HOMEM, MULHER E CRIANÇA ALI MERECIA A MORTE, POIS JEOVÁ FALOU EM EXTERMINAR TODO O POVO.

Será que existiam justos que seriam prejudicados pelas ações dos pecadores??

Estes homens já possuíam espadas?? Estes homens já usavam a espada para matar?? Moisés tomou a inciativa de defender pecadores (o povo) e depois tomou a iniciativa de matar estes mesmos pecadores (alguns pecadores) que ele havia acabado de defender perante o Legislador.

Do ponto de vista de Moisés, nem todos ali mereciam ser exterminados. Como poderiam os justos morrerem junto com os iníquos?? Como poderiam os inocentes serem punidos junto com os culpados?? Um pequeno grupo de iníquos seria culpado pelo extermínio de todo o povo?? Não podemos permitir que isto aconteça.

Além de Moisés tomar a iniciativa, ele convocou outros para também fazerem o mesmo. Passaram a praticar violência contra reais pecadores. Estavam se oferecendo como juízes e carrascos daqueles que ofendessem a Jeová?? Passariam a ser os defensores da lei e da ordem?? Passaram a agir quais justiceiros. PASSARAM A ESCOLHER A QUEM MATAR. Passaram a estar autorizados a matar pecadores?? Passaram a ESTAR DO LADO do Legislador e contra os pecadores?? Aceitou o Legislador tal oferta?? Este era um ato de AMOR a Jeová e ao próximo?? E quanto ao mandamento: “Não matarás”???

Matar todo o povo pareceu ser muito aos olhos de Moisés, pois ele não via todo o povo como culpado de pecado. Havia muitos inocentes que poderiam pagar por causa dos verdadeiros culpados - assim podia raciocinar aquele que decidisse defender o povo de ser exterminado. Não havia Abraão assim raciocinado no caso “Sodoma”?? Não havia Abraão defendido e recuperado os homens de Sodoma das mãos daqueles que os levavam cativos?? Havia Abraão salvo homens iníquos?? Abraão perguntaria a si mesmo: Será que eu só salvei pessoas iníquas??



Depois deste ato de violência contra ALGUNS dos que realmente ofendiam a Jeová e sobre os quais pesava uma sentença de morte e uma PROMESSA de extermínio, o que esperava Moisés que acontecesse com os que “tinham ficado do lado de Jeová” CONTRA os adoradores de bezerros?? Ele ainda esperava que Jeová lhes concedesse uma bênção. Como ele mesmo afirmou: “… e para que ele vos conceda uma bênção”. Moisés e aqueles que assumiram estar do lado de Jeová tomaram esta atitude de violência contra “pecadores sentenciados”, imaginando que estavam agradando a Jeová, afinal de contas, a alma que pecar, positivamente morrerá. Seu próprio sangue está sobre sua cabeça. Logo, Jeová ficaria tão contente com esta violência, que ainda lhes daria uma bênção.

Revelou Jeová Sua alegria, Sua aprovação e bênção por este voluntário ato violento contra tais idólatras?? Depois deste ato violento contra os pecadores, o que disse Jeová para Moisés?? Ele disse: “Moisés, sou Eu quem dá punições”. Logo depois, Jeová tomou a Sua iniciativa e deu a Sua punição, revelando que não os havia aceito como defensores da lei e da ordem: (Êxodo 32:33-35) 33 No entanto, Jeová disse a Moisés: “Extinguirei do meu livro aquele que tiver pecado contra mim. 34 E agora, vem, guia o povo para onde te falei. Eis que meu anjo irá adiante de ti, e no dia em que EU TROUXER punição certamente trarei punição sobre eles pelo seu pecado.” 35 E Jeová começou a ferir o povo por terem feito o bezerro que Arão fizera.

Assim verte a Tradução Brasileira: (Êxodo 32:34-35) 34 Vai agora e conduze o povo ao lugar de que eu te falei. Eis que o meu anjo irá adiante de ti; todavia no dia da minha visitação, castigarei o seu pecado. 35 Feriu, pois, Jeová ao povo, porque fizeram o bezerro que Arão fabricara.

Eu castigarei?? Moisés já não tinha mandado matar os culpados daquele pecado dentre o povo?? “Castigarei” refere-se a uma ação a ser executada no futuro em relação ao momento da pronúncia.

E quanto a Arão?? Moisés não o viu como cúmplice do pecado do povo, ou será que viu??

Ora, aquela punição promovida por Moisés havia sido uma ordem de Jeová ou não?? Onde está o agradecimento de Jeová ou o elogio por terem obedecido a Sua voz?? Estava nos planos de Jeová que estes homens tivessem e usassem espadas para matar outros humanos??

QUANDO EU DECIDIR ENTÃO TRAREI PUNIÇÃO”. E a punição dada por Moisés não valeu?? No dia da minha visitação, Eu castigarei o seu pecado?? Realmente, Jeová não pediu a Moisés para punir nenhum pecador.

Muito embora Moisés tenha dado a sua punição, Jeová deu a Sua punição no Seu tempo devido e à Sua maneira e DE FORMA SOLITÁRIA.

O que será que tal ação solitária e independente da parte de Jeová representou?? Será que ficou claro que “punição” é prerrogativa exclusiva de Jeová??

Talvez raciocinassem: Jeová é bom demais e Ele não merece receber tais ofensas. Assim, ficando do lado de Jeová e ofendendo-se com tais pecadores, não só desejavam a morte para estes praticantes de coisas detestáveis, como também tomaram a iniciativa em ser carrasco para tais pecadores, já que pesava sobre eles a sentença de morte pela prática de “UMA DE TODAS as coisas que Jeová manda que não se faça”. Afinal, não havia o Legislador anunciado que o povo achava-se sentenciado?? Ainda outro poderia pensar: Vamos evitar que Jeová extermine todo o povo, por matar àqueles que aos nossos olhos estão ofendendo a Jeová, e assim, eliminamos o mal de nosso meio. Agindo assim, mostramos que somos diferentes deles, mostramos que abominamos os pecadores, mostramos para Jeová que estamos do lado Dele, e mostrando tamanha inimizade contra o “iníquo”, certamente receberemos uma bênção.

O raciocínio deles continuaria: Jeová não precisa exterminar todo o povo por causa destes adoradores de bezerros de ouro, ou será que precisa?? Não basta apenas matarmos os adoradores de bezerros de ouro??

O que disse Jeová para Moisés?? Para que Eu extermine o povo, deixando só você vivo – Não foi isto o que Jeová afirmou?? As palavras de Moisés foram estas, não foram?? 9 E Jeová prosseguiu, dizendo a Moisés: “Olhei para este povo e eis que é um povo de dura cerviz. 10 Portanto, deixa-me agora, para que a minha ira se acenda contra eles E EU OS EXTERMINE, e faça eu de ti uma grande nação.”

Será que Jeová tinha visto demais?? Será que Jeová não estava exagerando?? Será que o julgamento de Jeová estava errado, quando falou em exterminar todo o povo?? Bem, a reação de Moisés tinha como objetivo proteger o povo do extermínio, não tinha??

Será que foi com esta ação que Moisés salvou o povo do extermínio às mãos de Jeová?? Foi Moisés o “salvador” do povo ser exterminado por Jeová??

Bem, Moisés achou que sim. (Deuteronômio 9:18-19) 18 E passei a prostrar-me perante Jeová, como no princípio, por quarenta dias e quarenta noites. Não comi pão nem bebi água, por causa de todo o vosso pecado que havíeis cometido ao fazerdes o mal aos olhos de Jeová, de modo a ofendê-lo. 19 Pois eu estava amedrontado por causa da ira veemente com que Jeová se indignou contra vós a ponto de vos aniquilar. No entanto, JEOVÁ ME ESCUTOU também aquela vez.

Assim verte a Tradução Brasileira: (Deuteronômio 9:18-19) 18 Prostrei-me perante Jeová, como dantes, quarenta dias e quarenta noites; não comi pão, nem bebi água, por causa de todo o vosso pecado que cometestes, fazendo o que era mau à vista de Jeová, para o irritardes. 19 Eu estava atemorizado pela ira e furor, com os quais se irou Jeová contra vós, ao ponto de vos destruir. Mas ainda essa vez Jeová me ouviu.



Não sentia-se Moisés um “salvador” do povo, isto é, aquele que salvou o povo do extermínio às mãos de Jeová?? O que suas palavras revelaram??

No entanto, será que o Legislador APROVAVA esta atitude intolerante, “violenta e agressiva”, uma verdadeira ação de inimizade, de ódio contra um iníquo e em defesa Dele, Jeová?? Será que Jeová ficaria realmente tão AGRADECIDO a estes homens e em face disto lhes daria uma bênção (recompensa)?? Ainda mais, será que o Pai se agradava desta INICIATIVAviolenta, agressiva” contra o sangue de um pecador?? Como deveria agir uma “criatura” qualquer ao encontrar-se nesta situação?? Agradava-se Jeová com a morte do iníquo?? Centenas de anos depois, Jeová falou a resposta para Ezequiel: “NÃO ME AGRADO na morte do iníquo”. Algum tempo depois daquela ação contra os adoradores de bezerros de ouro, O Legislador também deu a Moisés a Sua determinação para aquele humano que vê outro humano cometendo um pecado: (Levítico 19:16-17) 16 “‘Não deves estar andando entre o teu povo com o objetivo de caluniar. NÃO TE DEVES PÔR DE PÉ CONTRA O SANGUE DO TEU PRÓXIMO. Eu sou Jeová. 17 “‘NÃO DEVES ODIAR TEU IRMÃO no teu coração. Decerto DEVES REPREENDER o teu colega, para que não leves o pecado junto com ele.

JEOVÁ NÃO DISSE:Deves MATAR o teu colega, para que não leves o pecado junto com ele.

JEOVÁ DISSE: Deves REPREENDER o teu colega, para que não leves o pecado junto com ele. Não deves deixar de repreender.

Repreender não é feito com espada, antes, é feito com a língua, com a palavra falada.

SENDO ASSIM, QUE FUNÇÃO FOI DADA AO HUMANO?? Ao humano foi dada a função de repreender àquele que cometeu ou está cometendo pecado, APENAS REPREENDER, NÃO IR ALÉM DE REPREENDER. REPREENDER, esta foi a ÚNICA opção dada pelo Legislador ao humano. A repreensão é um ato de AMOR?? Decerto, que sim.

REPREENDER – Esta é a definição dada por certo dicionário (Houaiss):

repreender Datação: sXIII

n verbo

transitivo direto e bitransitivo

1 admoestar energicamente; advertir, censurar

Exs.: a mãe repreendeu-o

r. uma falta a alguém

bitransitivo

2 lançar acusação a

Ex.: r. o réu pelo delito cometido



Usa-se a boca para repreender.

A quem O Legislador comunicou este artigo da Lei?? A Moisés.

MAIS DO QUE UMA OPÇÃO, tratava-se de uma obrigação, que se não cumprida também revelava ser um pecado, e como todo pecado, a sentença é a morte. Repetindo este artigo da lei, assim falou O Legislador para Ezequiel, expondo-lhe que o povo estava sentenciado: “SE você não repreender teu colega, você levará o pecado junto com ele”. (Ezequiel 33:7-9) 7 E no que se refere a ti, ó filho do homem, constituí-te vigia para a casa de Israel, e da minha boca terás de ouvir [a] palavra e dar-lhes aviso da minha parte. 8 Quando eu disser ao iníquo: ‘Ó iníquo, positivamente morrerás!’ mas tu realmente NÃO FALARES para avisar o iníquo do seu caminho, ele mesmo morrerá como iníquo no seu próprio erro, mas o sangue dele requererei de volta da tua própria mão. 9 Mas, no que se refere a ti, se realmente AVISARES o iníquo do seu caminho, [para que] recue dele, mas ele realmente não recuar do seu caminho, ele mesmo morrerá no seu próprio erro, ao passo que tu mesmo certamente livrarás a tua própria alma.

Ora, ora. O Criador já não afirmou que o iníquo POSITIVAMENTE morrerá?? Mesmo depois de ter falado tal palavra, o iníquo ainda pode recuar do seu caminho??

Ora, Jeová não vai cumprir aquilo que Ele falou em relação ao iníquo?? Afinal, trata-se ou não de uma decisão final?? Já está condenado mesmo, não está?? Neste caso é para matar, não é??

Parece que não, não é mesmo??

Deixar de avisar o iníquo sobre o seu caminho” e sobre a promessa de morte por já ter praticado o pecado é um ato de OMISSÃO que revela não ser um ato de amor ao próximo como a si mesmo. Deixar de repreender é um pecado. Ato que revela seu desinteresse pelo próximo. Neste caso, revela ser um pecado contra o amor, uma falta de amor. Não se trata apenas de deixar de praticar um mal contra o iníquo; trata-se de continuar a praticar o bem em favor do iníquo.

Jeová deixou bem claro que deixar de repreender o iníquo é um pecado, não deixou??

Apedrejar um pecador ou matá-lo com uma espada é um ato de amor ou é um ato de ódio?? Não se trata de um ato oposto ao ato de repreender??

REPREENDER O INÍQUO – Este é o mandamento de Jeová dado para Moisés.

Tomar a iniciativa de por-se de pé contra a vida do próximo, SOB QUAISQUER CIRCUNSTÂNCIAS é praticar “uma de todas as coisas que Jeová manda que não se faça”?? Sim, é.

O povo ficou ciente da promessa: ó iníquo, “positivamente morrerás”. O povo passou a dizer: Ele já não disse que morreremos, o que que há além disso??

Jeová passou a responder: “Recuem dos vosso caminhos”, pois Eu me agrado é quando o iníquo recua do seu caminho. Assim verte a Tradução Brasileira: (Ezequiel 33:10-11) 10 Tu, pois, filho do homem, dize à casa de Israel: Assim falais vós, dizendo: As nossas transgressões e os nossos pecados estão sobre nós, e nós desfalecemos neles; como havemos de viver? 11 Dize-lhes: Pela minha vida, diz o Senhor Jeová, não tenho prazer na morte do ímpio; mas sim em que o ímpio se converta do seu caminho e viva. Convertei-vos, convertei-vos dos vossos maus caminhos; pois por que morrereis, ó casa de Israel?



O RITUAL DO PERDÃO criado e executado pelo Legislador responde de forma prática a esta inquietante pergunta. Na verdade, o humano tem revelado não concordar com a forma como O Legislador cuida do pecador. Era um povo violento, que praticava a violência e que aclamava os seus homens violentos, tanto os vivos quanto os mortos. Na teoria do ser humano é a violência que impedirá o humano de cometer pecados, é o medo de receber a violência que o impedirá de pecar, além do que, a vítima deve ser protegida a qualquer custo.

Centenas de anos depois de Moisés, aquele profeta semelhante a Moisés, no entanto, com muito mais poderes do que Moisés, Jesus, deu a CORRETA resposta a esta inquietante pergunta. (Mateus 26:50-53) .... 51 Mas, eis que um dos que estavam com Jesus estendeu a mão e puxou a sua espada, e, golpeando o escravo do sumo sacerdote, cortou-lhe a orelha. 52 Jesus disse-lhe então: “Devolve a espada ao seu lugar, pois todos os que tomarem a espada perecerão pela espada. 53 Ou pensas que não posso APELAR para meu Pai, para fornecer-me neste momento mais de doze legiões de anjos? (Lucas 22:47-53) 47 Enquanto ainda falava, eis uma multidão, e o [homem] chamado Judas, um dos doze, ia na frente deles; e ele se aproximou de Jesus para beijá-lo. 48 Mas Jesus disse-lhe: “Judas, trais o Filho do homem com um beijo?” 49 Quando os em volta dele viram o que estava para acontecer, disseram: “Senhor, devemos golpeá-los com a espada?” 50 E um certo deles até mesmo golpeou o escravo do sumo sacerdote e lhe tirou a orelha direita. 51 Mas Jesus disse, em resposta: “Deixai-o ficar nisso.” E tocou na orelha e o curou. 52 Jesus disse então aos principais sacerdotes e capitães do templo, e aos anciãos que vieram ali em busca dele: “Viestes com espadas e com cacetes, como contra um salteador? 53 Enquanto eu estava convosco no templo, dia após dia, não estendestes as vossas mãos contra mim. Mas esta é a vossa hora e a autoridade da escuridão.”

Embora todos eles esperassem e desejassem que Jesus usasse de violência, ele não a usou. Não use a violência nunca; não seja violento nunca. Esta mostrou ser uma reação 100% oposta a tomada por Moisés, os demais profetas depois de Moisés e por qualquer dos discípulos de Moisés, muito embora Jesus continuasse com os mesmos poderes que revelou possuir. O Filho tomou esta atitude exatamente por conhecer o Pai. Jesus falou que os adoradores de Jeová continuariam tomando atitudes violentas contra outros humanos que aos seus olhos ofendiam ao Pai ou contra aqueles que realmente ofendessem O Pai, e, assim como Moisés, pensando que estavam agradando a Jeová, O Pai. (João 16:1-3) . . .. 2 [Os] homens vos expulsarão da sinagoga. De fato, vem a hora em que TODO AQUELE que vos matar IMAGINARÁ que tem prestado um serviço sagrado a Deus. 3 Mas, farão estas coisas porque NÃO VIERAM A CONHECER nem o Pai nem a mim.

Por prestarem tal serviço sagrado a Deus (violência), será que também desejariam receber uma bênção (recompensa) por tais ações de violência??

Todo e qualquer humano em qualquer época, que usar de violência contra outro humano imaginando estar agradando a Deus, fará tais coisas exatamente por não conhecer o Pai que afirmou: “NÃO ME AGRADO NA MORTE DO INÍQUO”. Ainda hoje, muitos humanos NÃO ACEITAM fazer a mesma coisa feita por Jesus, não aceitando ter os mesmos sentimentos de Jesus por aqueles que cometem pecados, antes, preferindo o cântico de Moisés. USAR OU NÃO USAR DE MISERICÓRDIA PARA COM O PECADOR É A DISCUSSÃO QUE CONTINUA ABERTA, CAUSANDO DIVISÃO.

Centenas de anos depois de Moisés, Jesus chama a atenção sobre a CONTÍNUA e imutável disposição do Pai de perdoar todos os pecados de todos os humanos. Assim falou Jesus: (Marcos 3:28) 28 Deveras, eu vos digo que TODAS AS COISAS SERÃO PERDOADAS aos filhos dos homens, NÃO IMPORTA QUE PECADOS E BLASFÊMIAS COMETAM blasfemamente.

Ora, se o Pai PERDOA todos os pecados e todas as blasfêmias contra Ele, quem poderia interferir nesta relação entre ofensor e ofendido??? Não é o ofendido o único que tem a legítima prerrogativa de perdoar o ofensor?? Certamente, somente um INTROMETIDO avançaria presunçosamente em relação a um assunto que não lhe diz respeito. Um humano qualquer, mesmo um adorador de Jeová, em qualquer momento na história, que não concordar com a forma como Jeová trata o pecador, tanto desejará como tomará uma atitude diferente da atitude do Filho. Jesus revelou para nós na forma prática, como se comportar em relação ao pecador. Jesus revelou a todos os humanos o COMO obedecer a Lei de Deus.

No entanto, alguém desejoso de punir iníquos, ou seja, um justiceiro, ainda poderá perguntar: Mas, Jeová não mandou alguns humanos punirem outros humanos?? Sim, isto realmente aconteceu. A iniciativa foi de Jeová e cumpria um OBJETIVO que estava em Seu coração. O Criador revelou que havia o “depois da punição” do iníquo. (Jeremias 23:19-20) 19 Eis que certamente sairá o vendaval de Jeová, o próprio furor, sim, uma tormenta rodopiante. Rodopiará sobre a cabeça dos iníquos. 20 A ira de Jeová não recuará até que ele tenha executado e até que tenha realizado as IDÉIAS DE SEU CORAÇÃO. Na parte final dos dias dareis a isso vossa consideração com compreensão.

Para exemplificar: “Quando Jeová decidiu punir Jerusalém, Ele chamou Nabucodonosor, rei de Babilônia a quem Ele chamou de “meu servo”. O rei da Assíria não havia sido chamado para executar punição em Jerusalém. No entanto, ele foi usado para punir Samaria. O rei da Assíria não podia tomar a iniciativa de punir Jerusalém”. Quando tomou a iniciativa, ele foi impedido pelo próprio Jeová.

Assim passamos a perceber que a punição é prerrogativa exclusiva de Jeová. Ao humano observador, seja ele quem for, cabe esperar. O que disse Jesus?? Não foi: “Pensas que não posso apelar para meu Pai”?? Sim, foi exatamente isto.

Mas, o que dizer da punição?? Não afirmou O Legislador que não abria mão da punição, apesar de dar o Seu perdão?? No entanto, não podemos esquecer que por diversas vezes Jeová deixou de cumprir uma promessa de punição. Por que o humano precisa da punição?? Que tipo de punição dá Jeová para o iníquo?? (Êxodo 34:7) 7 preservando a benevolência para com milhares, perdoando o erro, e a transgressão, e o pecado, mas de modo algum isentará da punição, trazendo punição pelo erro dos pais sobre os filhos e sobre os netos, sobre a terceira geração e sobre a quarta geração.”

Assim verte a Tradução Almeida: (Êxodo 34:7) 7 que usa de beneficência com milhares; que perdoa a iniqüidade, a transgressão e o pecado; que de maneira alguma terá por inocente o culpado; que visita a iniqüidade dos pais sobre os filhos e sobre os filhos dos filhos até a terceira e quarta geração.

Como é que o humano mesmo sendo punido se encontra perdoado?? Depois que Jeová afirma que vai punir alguém, Ele vai atrás deste humano e só fica satisfeito depois de cumprir Sua palavra?? Ele volta atrás depois que afirma que vai punir alguém?? Que objetivo tem a sua promessa de punição?? O que acontece depois da punição?? Existe o “depois da punição” para aquele que foi morto por Jeová?? O “punido” não é um caso encerrado?? Então, qual é o objetivo da punição dada por Jeová ao iníquo??

Estas interessantes perguntas acima, que estão diretamente relacionadas com o perdão, estão sendo analisadas em: O Pai não julga a ninguém, outra página deste site.

Embora O Legislador tenha dado a Sua lei e Seus regulamentos, que tinham por BASE os dois mandamentos destacados por Jesus, todo o povo resolveu seguir outros regulamentos; o povo amou seguir outros regulamentos, tendo aversão aos regulamentos do Legislador. Na hora da punição, assim falou o Criador para seu povo: (Jeremias 9:13-15) 13 E Jeová passou a dizer: “Por terem ABANDONADO a minha lei que dei [para estar] diante deles, e [por] não terem obedecido à minha voz e não terem andado nela, 14 mas TEREM ANDADO ATRÁS DA OBSTINAÇÃO DO SEU CORAÇÃO e atrás das imagens de Baal, QUE SEUS PAIS LHES ENSINARAM; 15 por isso, assim disse Jeová dos exércitos, o Deus de Israel: ‘Eis que faço que eles, isto é, este povo, comam absinto, e vou fazê-los beber água envenenada;. . . (Jeremias 16:11-13) 11 então terás de dizer-lhes: ‘“Pelo fato de que os vossos pais ME ABANDONARAM”, é a pronunciação de Jeová, “e seguiram andando atrás de outros deuses, e continuaram a servi-los e a curvar-se diante deles. Mas a mim me deixaram, e a minha lei não guardaram. 12 E vós mesmos agistes PIOR DO QUE VOSSOS PAIS, naquilo que fizestes, e eis que ESTAIS ANDANDO, CADA UM, ATRÁS DA OBSTINAÇÃO DE SEU MAU CORAÇÃO, não me obedecendo. 13 E eu vou arremessar-vos para fora desta terra, para uma terra que não conhecestes, nem vós, nem vossos pais, e lá tereis de servir a outros deuses, dia e noite, porque não vos concederei nenhum favor.”’

Realmente, era uma questão de coração.

Vimos também neste contexto que “deus” era aquele que produzia as leis aos quais aquele povo se curvava. O povo revelou querer ter um PODEROSO do seu lado para torná-los superiores a seus inimigos, para matá-los ou escravizá-los, no entanto, revelaram abominar a lei que foi dada por este PODEROSO para eles obedecerem, pelo fato de que este PODEROSO os mandava amar e perdoar aos inimigos que eles queriam ver escravizados ou destruídos.

Tenho facilidade em perdoar todos os pecados, assim como o Pai faz?? Ou será que tenho muita dificuldade em perdoar?? Hoje, as pessoas rotularam o “dar a devida retribuição” de “fazer justiça”. Será que eu amo o “fazer justiça”?? Ou será que eu AMO o “perdoar”?? Ou será que tenho AVERSÃO do “perdoar”?? Me orgulho de “fazer justiça”?? Tenho vergonha de ser um perdoador?? O povo adorador de Jeová durante os milênios têm amado tanto matar os iníquos como pedir a morte para os iníquos, imaginando estar agradando a Jeová. Os adoradores de Jeová sempre têm desejado em seus corações a justa retribuição contra o iníquo, ou seja, a destruição completa dos iníquos. Será que não entenderam nada a respeito da CERIMÔNIA DO PERDÃO instituída e praticada pelo próprio Jeová em favor do iníquo???

Para um povo que não tolerava o pecador, que matava pecadores à pedradas para eliminar o mal do seu meio e que vivia a intolerância do “olho por olho e dente por dente”, perdoar, certamente seria uma grande ofensa. Sentiam repúdio do perdão e daqueles que perdoavam. Para estes, perdoar é incentivar a iniquidade. Para estes, perdoar é ser cúmplice do pecador. Para um povo que vivia assim, “somente Deus é quem podia perdoar pecados”. Pensavam que se Deus perdoava um pecador era por que aquele era um pecador especial de um grupo especial. Este incidente com Jesus revela claramente a disposição de um povo intolerante: (Marcos 2:1-12) 2 No entanto, depois de alguns dias, entrou novamente em Cafarnaum, e relatou-se que ele estava em casa. 2 Conseqüentemente, ajuntaram-se muitos, a ponto de não haver mais lugar, nem mesmo junto à porta, e ele começou a falar-lhes a palavra. 3 E [certos] homens vieram trazer-lhe um paralítico, carregado por quatro. 4 Mas, não podendo levá-lo diretamente a [Jesus], por causa da multidão, removeram o telhado por cima do lugar onde ele estava, e, tendo aberto um buraco, abaixaram a maca em que o paralítico estava deitado. 5 E, quando JESUS viu a fé que tinham, DISSE ao paralítico: “FILHO, TEUS PECADOS ESTÃO PERDOADOS.” 6 Ora, alguns dos escribas estavam ali sentados e raciocinavam nos seus corações: 7 Por que fala este homem dessa maneira? ELE ESTÁ BLASFEMANDO. QUEM PODE PERDOAR PECADOS SENÃO UM SÓ, DEUS?8 Mas, Jesus, tendo discernido imediatamente pelo seu espírito que estavam raciocinando deste modo no íntimo, disse-lhes: “Por que estais raciocinando essas coisas em vossos corações? 9 O que é mais fácil, dizer ao paralítico: ‘Teus pecados estão perdoados’, ou dizer: ‘Levanta-te, apanha a tua maca e anda’? 10 MAS, A FIM DE QUE SAIBAIS QUE O FILHO DO HOMEM TEM NA TERRA AUTORIDADE PARA PERDOAR PECADOS”ele disse ao paralítico: 11 Eu te digo: Levanta-te, apanha a tua maca e vai para a tua casa.” 12 Com isso, este se levantou e apanhou imediatamente a sua maca, e saiu andando na frente de todos, de modo que todos ficaram simplesmente arrebatados e glorificaram a Deus, dizendo: “Nunca vimos nada igual.”

A pergunta correta seria: Quem pode PUNIR pecadores senão um só, Deus”?? Na verdade, houve uma incrível INVERSÃO de valores. Assim, o povo adorador de Jeová estava caminhando em sentido oposto ao do Deus que eles adoravam. No entanto, eles tinham certeza de estar agradando a Jeová. A que Jeová eles estavam agradando?? Obviamente, àquele Jeová que existia em suas mentes.

Perdoar era tido como uma exclusividade de Jeová, pois somente Jeová é quem podia perdoar. Um humano que TOMASSE A INICIATIVA de perdoar pecados estava blasfemando contra Jeová, estava tomando o lugar de Jeová. Blasfemar a Jeová era um pecado punido pelos discípulos de Moisés com a morte por apedrejamento. Eles também não perdoavam àquele que, na visão deles, blasfemasse contra Jeová, muito embora, se realmente estivesse ocorrendo uma ofensa, O Ofendido seria Jeová. Isto é ou não revelar ter o espírito de justiceiro?? Estavam tomando a justiça em suas próprias mãos, não estavam??

Faria um discípulo de Moisés esta oração à Jeová, sendo que, para ele, perdoar era algo impróprio para ele e que só Jeová é quem podia fazê-lo? (Lucas 11:2-4) 2 Ele lhes disse então: “Sempre que orardes, dizei: ‘Pai, santificado seja o teu nome. Venha o teu reino. 3 Dá-nos o nosso pão para o dia, segundo as exigências do dia. 4 E PERDOA-NOS OS NOSSOS PECADOS, POIS NÓS MESMOS TAMBÉM PERDOAMOS A TODO AQUELE QUE ESTÁ EM DÍVIDA CONOSCO; e não nos leves à tentação.’”

No entanto, Jesus chamou a atenção para este fato em relação ao Legislador:Perdoar é uma OBRIGAÇÃO contínua para aquele que comete pecado, isto é, todo e qualquer humano”. As palavras foram estas: (Mateus 6:14-15) 14Pois, se perdoardes aos homens as suas falhas, também o vosso Pai celestial vos perdoará; 15 ao passo que, SE NÃO PERDOARDES AOS HOMENS AS SUAS FALHAS, TAMPOUCO O VOSSO PAI VOS PERDOARÁ AS VOSSAS FALHAS.

Perdoar é uma obrigação e DEIXAR DE PERDOAR É UM PECADO. Deixar de perdoar é trazer sobre si uma sentença de morte.

VOU FAZER A TI AQUILO QUE FIZERDES A OUTROS - Qual é o objetivo do Pai ao proferir esta “palavra”??

Esta promessa está individualizada, pois o Pai afirmou: “Vou fazer a ti”. Não é esta palavra mais uma evidência de que o objetivo do Pai é que eu perdoe todos os pecados de todos os demais humanos??

Se eu observar as palavras faladas por Jesus, se eu obedecer as palavras, se eu perdoar sempre, o que acontecerá?? Assim afirmou Jesus: (João 14:23-24) 23 Em resposta, Jesus disse-lhe: “Se alguém me amar, observará a minha palavra, e MEU PAI O AMARÁ, E NÓS IREMOS A ELE E FAREMOS A NOSSA RESIDÊNCIA COM ELE. 24 Quem não me ama, não observa as minhas palavras; e a palavra que estais ouvindo não é minha, mas pertence ao Pai que me enviou.

O que objetiva esta promessa de Jesus?? Novamente não podemos deixar de perceber a individualidade. Meu Pai “O” amará, e nós iremos a “ELE” e faremos a nossa residência com “ELE”. No entanto, tudo depende do sentimento que tivermos para com ele, Jesus. Além disso, AMAR ao Pai está condicionado a amar as palavras do Pai. Somente aquele que amar as palavras do Pai é que comprova que ama o Pai. Perdoar é uma das palavras do Pai. Neste caso, trata-se da palavra do Pai segundo transmitida por Jesus.

Tratava-se de um povo que nunca perdoava, pois viviam segundo o mandamento intolerante da plena vingança, denominado “dente por dente e olho por olho”, e viviam apedrejando pecadores. Esta era a palavra do Pai segundo transmitida por Moisés. Odiavam e matavam àqueles que aos seus olhos ofendiam a Jeová. Tendo Jeová declarado todos os povos da terra de Canaã como praticantes de coisas detestáveis, que espécie de sentimentos eles tinham por estes povos?? Desprezo, Ódio e Inimizade, obviamente. Não estavam agindo quais justiceiros?? Segundo tais regulamentos, obedecendo a lógica desta decisão judicial, somente Deus é quem podia perdoar pecados, e eles viviam segundo tais regulamentos. No entanto, segundo tudo o que foi analisado acima, segundo o sentimento do Legislador, o humano não podia deixar de perdoar, NUNCA. Do ponto de vista do Legislador, “perdoar” era uma OBRIGAÇÃO contínua. Enquanto os discípulos de Moisés consideram o “perdoar” como um pecado, o Legislador já havia informado a Moisés que o “não perdoar” é que era um pecado.

COMO PODE UM “JUSTICEIRO” PRATICAR A MISERICÓRDIA?? COMO PODE UM JUSTICEIRO PRATICAR O PERDÃO?? É TOTALMENTE CONTRÁRIO À SUA NATUREZA, NÃO É??

Como podiam praticar a misericórdia se eles amavam a intolerância e a violência resultante dela?? Eles obedeciam uma lei que lhes ensinava a INTOLERÂNCIA e a violência, um caminho oposto ao do Legislador, Jeová.

Sabiamente, Jeová deixou bem claro tanto na forma teórica, ou seja, a palavra falada, como na forma prática, ou seja, através de Suas ações e através da “Cerimônia do perdão”, que a obrigação do humano era perdoar o pecador, perdoar o iníquo. Não era para matar o pecador à pedradas ou outro ritual de morte qualquer. Jeová deixou bem claro que ao humano não cabia tomar iniciativa em matar pecadores. Esta é a verdade. Esta é a verdade de Jeová. Como Jeová classificou as ações tomadas pelo povo escolhido que iam contra Seus regulamentos?? Assim definiu Jeová: (Amós 2:4-5) 4 Assim disse Jeová: ‘Por causa de três revoltas de Judá e por causa de quatro não o farei voltar atrás, por eles REJEITAREM a lei de Jeová e [por] não terem guardado os próprios regulamentos dele; porém, as SUAS MENTIRAS, atrás das quais andaram os seus antepassados, os faziam transviar-se. 5 E vou enviar fogo dentro de Judá e terá de devorar as torres de habitação de Jerusalém.’

Rejeitaram a lei de Jeová e foram transviados por aceitarem as mentiras vividas e ensinadas por seus antepassados. Não foi exatamente isto o que Jesus lhes mostrou através da palavra falada e através das ações praticadas por ele?? Não estava Jesus lhes informando EXATAMENTE “ONDE” eles estavam transviados do Legislador?? Exatamente por isso, Jesus afirmou: “Ouviste que se disse,..., no entanto, eu vos digo”. No entanto, os discípulos de Moisés ficaram com raiva e mataram Jesus, assim como haviam matado outros profetas que foram enviados pelo Legislador para lhes informar que não estavam vivendo segundo o que O Legislador havia determinado. Para eles era inadmissível que Moisés houvesse falado algo errado. Eles revelaram confiar inteiramente em Moisés; revelaram ter fé em Moisés. Para eles, Jesus é quem estava blasfemando tanto a Moisés como ao Legislador. Para os discípulos de Moisés, o mentiroso era Jesus. No entanto, mais do que confiar em Moisés, eles abominavam o perdoar. Mais do que amar a Moisés, eles amavam as “palavras” faladas por Moisés, palavras de violência. Eles abominaram o perdoar e amaram o apedrejar.

Que espécie de pessoas se tornaram estes adoradores de Jeová?? Assim falou Jeová para seu mensageiro Isaías: (Isaías 59:1-8) 59 Eis que a mão de Jeová não ficou tão curta que não possa salvar, nem ficou seu ouvido tão pesado que não possa ouvir. 2 Não, mas os vossos próprios erros tornaram-se as coisas que causam separação entre vós e vosso Deus, e os vossos próprios pecados fizeram que escondesse de vós a [sua] face para não ouvir. 3 Pois as palmas das vossas próprias mãos ficaram poluídas com sangue, e os vossos dedos, com erro. Vossos próprios lábios falaram falsidade. Vossa própria língua tem murmurado pura injustiça. 4 Não há quem clame em justiça e absolutamente ninguém foi a juízo em fidelidade. Confiava-se na irrealidade e falava-se futilidade. Concebia-se desgraça e dava-se à luz o que é prejudicial. 5 Ovos duma cobra venenosa é o que eles chocaram e estavam tecendo a mera teia duma aranha. Qualquer que comia dos seus ovos morria e o [ovo] esmagado era chocado para resultar numa víbora. 6 A mera teia deles não servirá de roupa, nem se cobrirão eles com os seus trabalhos. Seus trabalhos são trabalhos prejudiciais e há atividade de violência nas palmas das suas mãos. 7 Seus próprios pés estão correndo para a pura maldade e eles se apressam a derramar sangue inocente. Seus pensamentos são pensamentos prejudiciais; a assolação e o desmoronamento estão nas suas estradas principais. 8 Desconheceram o caminho da paz e não há juízo nos seus trilhos. Suas sendas eles perverteram para si mesmos. Absolutamente ninguém que pisar nelas conhecerá realmente a paz.



O iníquo pratica violência. O justo não pratica violência. Muitos afirmam que a presença do iníquo lhes impedem de serem plenamente justos. Embora seja uma interessante afirmação, não revela ser uma sábia afirmação. Justo é aquele que não comete iniquidade, não comete violência nem mesmo no seu sentimento; ele não deseja que o iníquo seja tratado com violência. Logo, A PRESENÇA DO INÍQUO SERVE PARA PROVAR SE ALGUÉM É REALMENTE JUSTO OU NÃO. Se este suposto justo fizer qualquer violência contra o iníquo ou pedir ao Pai para fazer qualquer violência contra o iníquo, o que este suposto justo revela realmente ser??? Não revela ser alguém que pratica a violência ou que deseja que seja praticada uma violência contra um iníquo?? Decerto, que sim. REVELA ESTE SUPOSTO JUSTO TER RESPEITO PELA CERIMÔNIA DO PERDÃO, CRIADA E EXECUTADA PELO LEGISLADOR??

Pode este suposto justo fazer este pedido ao Pai: E PERDOA-NOS OS NOSSOS PECADOS, POIS NÓS MESMOS TAMBÉM PERDOAMOS A TODO AQUELE QUE ESTÁ EM DÍVIDA CONOSCO;??

Para ser justo, ele precisa perdoar TODO aquele que está em dívida com ele. Justo é aquele que TUDO perdoa.

De Adão até os dias de Jesus na terra, alguém conhecia o Pai?? As palavras de Jesus respondem de forma clara a esta pergunta: “O MUNDO não veio a conhecer-te”. (João 17:25-26) 25 Justo Pai, o mundo, deveras, não veio a conhecer-te; MAS EU VIM A CONHECER-TE, e estes vieram a saber que tu me enviaste. 26 E eu lhes tenho dado a conhecer o teu nome e o hei de dar a conhecer, a fim de que o amor com que me amaste esteja neles e eu em união com eles.”

Será que os judeus não sabiam que o nome do Pai era JEOVÁ?? Os judeus sabiam que Deus havia se apresentado a seus antepassados com o nome de Jeová. Podiam não conhecer a personalidade daquele que possuía este nome. Como Jesus lhes tinha dado a conhecer o nome do Pai?? Através de suas palavras e suas ações, Jesus estava revelando ao mundo ter a mesma personalidade do Pai. Para os discípulos de Moisés, isto era algo chocante.

Era a palavra de Jesus CONTRA TODOS os demais que contrariassem as declarações de Jesus a respeito do Pai. Neste caso, Jesus estava DESMENTINDO todas as afirmações errôneas a respeito do Pai, feitas até então pelos próprios adoradores de Jeová, devidamente registradas nas “Escrituras”, e obviamente, aceitas como verdade. Não era apenas uma questão de desmentir somente com palavras. Daí, Jesus passou a praticar as ações que o Pai praticaria se estivesse ali, no lugar de Jesus. No entanto, foram os próprios adoradores de Jeová que se ofenderam com as palavras e as ações de Jesus. Neste caso, toda e qualquer declaração feita por qualquer adorador de Jeová, que divergisse da palavra falada por Jesus, mostrava ser uma MENTIRA. Aquele que fez a declaração, fosse ele quem fosse, estava sendo chamado de MENTIROSO.

Eu e o Pai somos um”, afirmou Jesus. Tal Pai, tal Filho. Pai e Filho estão em união. Quão profunda é esta “união”?? Qual a consequência desta “união”?? Logo, os sentimentos de Jesus eram os mesmos sentimentos do Pai; as palavras de Jesus eram as mesmas palavras do Pai; as ações de Jesus eram as mesmas ações do Pai; as obras de Jesus eram as mesmas obras do Pai. Assim afirmou Jesus: (João 10:30) 30 EU E O PAI SOMOS UM.” (João 14:9-10) 9 Jesus disse-lhe: “Tenho estado tanto tempo convosco e ainda não vieste a conhecer-me, Filipe? QUEM ME TEM VISTO, TEM VISTO [TAMBÉM] O PAI. Como é que dizes: ‘Mostra-nos o Pai’? 10 Não acreditas que eu esteja EM UNIÃO com o PAI e que o Pai esteja EM UNIÃO comigo? As coisas que vos digo não falo da minha própria iniciativa; mas o Pai, que permanece EM UNIÃO comigo, está fazendo as SUAS OBRAS.

Bem, que espécie de personalidade revelou ter Jesus?? Não foi a mesma que Jeová se auto descreveu para Moisés?? (Êxodo 34:6-7) . . .E Jeová ia passando diante da sua face e declarando: “Jeová, Jeová, Deus MISERICORDIOSO E CLEMENTE, VAGAROSO EM IRAR-SE E ABUNDANTE EM BENEVOLÊNCIA E EM VERDADE, 7 PRESERVANDO A BENEVOLÊNCIA PARA COM MILHARES, PERDOANDO O ERRO, E A TRANSGRESSÃO, E O PECADO, mas de modo algum isentará da punição, trazendo punição pelo erro dos pais sobre os filhos e sobre os netos, sobre a terceira geração e sobre a quarta geração.”

Assim verte a Tradução Brasileira: (Êxodo 34:6-7) 6 Passando Jeová por diante dele, proclamou: Jeová, Jeová, Deus misericordioso e clemente, tardio em irar-se e grande em beneficência e verdade; 7 que guarda beneficência em milhares, que perdoa a iniqüidade, a transgressão e o pecado; e que de maneira alguma terá por inocente o culpado, visitando a iniqüidade dos pais nos filhos, e nos filhos dos filhos, na terceira e na quarta geração.



Eu e o Pai somos um. Será que Moisés também poderia fazer esta afirmação a respeito de si mesmo em relação ao Pai??

Neste caso, as ações de Moisés deviam ser exatamente iguais às ações de Jesus, não deveriam??

Mas o Pai, que permanece em União comigo, está fazendo Suas obras”. Será que Moisés também poderia fazer esta afirmação a respeito de si mesmo em relação ao Pai??

Assim, as ações de Jesus revelaram quais foram as palavras do Legislador faladas para Moisés. Amor, Perdão, Misericórdia, Humildade, Pobreza. Este é o cântico de Jesus.

A Lei dada pelo Legislador a Moisés visavam ENSINAR ao humano a desenvolver estas qualidades já inerentes à personalidade do Legislador. Por um acaso, as decisões judiciais transmitidas por Moisés para o povo, ENSINARIAM ao povo a desenvolver alguma destas qualidades do Legislador??

É o caso de se tornar assim como O Legislador?? Sim. Tal Pai, tal filho?? Sim. Assim falou Jesus: (Mateus 5:48) . . .Concordemente, TENDES DE SER PERFEITOS, ASSIM COMO O VOSSO PAI CELESTIAL É PERFEITO.

No entanto, alguém ainda poderá perguntar?? Será que Jeová deu uma ordem a Moisés e outra ordem a Jesus?? Teria O Legislador criado duas leis diferentes, leis opostas, como fruto de sua personalidade?? Uma lei de amor e uma lei de ódio dadas por Jeová?? Muito tempo depois de Moisés, já depois da primeira destruição completa da cidade de Jerusalém e do templo, depois da punição de uma geração, assim falou O Legislador: (Malaquias 3:6-7) 6 POIS EU SOU JEOVÁ; NÃO MUDEI. E vós sois filhos de Jacó; não chegastes ao vosso fim. 7 Desde os dias de vossos antepassados vos desviastes dos meus regulamentos e não [os] guardastes. Retornai a mim e eu vou retornar a vós”, disse Jeová dos exércitos.. . .



O Legislador afirmou claramente: “Desde os dias de vossos antepassados VOS DESVIASTES dos Meus regulamentos”. Afirmou ainda mais: “EU NÃO MUDEI”.

Houve ou não houve desvio?? Pode haver ainda alguma dúvida?? Desde quando ocorreu o desvio?? Desde os dias de vossos antepassados. O Legislador afirmou:RETORNAIa mim.

Afinal, estava o Legislador lhes ensinando a tornarem-se intolerantes, insensíveis e violentos?? Decerto, que não. Assim falou o Legislador no Seu “cântico testemunha”, que Ele deu a seu amado povo: (Deuteronômio 32:4-6) 4 A Rocha, perfeita é a sua atuação, Pois todos os seus caminhos são justiça. Deus de fidelidade e sem injustiça; Justo e reto é ele. 5 Agiram ruinosamente da sua parte; NÃO SÃO SEUS FILHOS, o defeito é deles. Geração pervertida e deturpada! 6 É a Jeová que persistis em fazer assim, Ó povo estúpido e nada sábio? Não é ele teu Pai que te produziu, Aquele que te fez e passou a dar-te estabilidade?

Se eles se tornaram uma geração pervertida e deturpada, a culpa não era do Legislador, pois os regulamentos saídos da mente e boca do Legislador levariam o povo em outra direção. Ao decidir seguir outros regulamentos, o povo revelou-se estúpido e nada sábio. Os regulamentos fornecidos pelo Legislador, se obedecidos, os levaria a condição de “filhos”, isto é, se tornarem uma cópia e semelhança do Legislador, que neste caso é também o Pai.

O cântico testemunha foi assim inicializado pelo Legislador: (Deuteronômio 32:1-2) 32 “Dai ouvidos, ó céus, e fale eu; E ouça a terra as declarações da minha boca. 2 MEU ENSINAMENTO gotejará como a chuva, MINHA DECLARAÇÃO pingará como o orvalho, Como chuvas suaves sobre a relva, E como chuvas copiosas sobre a vegetação.

Afinal, quem é e o que faz o Professor?? (Isaías 48:17-18) 17 Assim disse Jeová, teu Resgatador, o Santo de Israel: “Eu, Jeová, sou teu Deus, Aquele que TE ENSINA a tirar proveito, AQUELE QUE TE FAZ PISAR NO CAMINHO EM QUE DEVES ANDAR. 18 Oh! se tão-somente prestasses realmente atenção aos meus mandamentos! A tua paz se tornaria então como um rio e a tua justiça como as ondas do mar.



Embora seja difícil para o discípulo de Moisés admitir, tomar a iniciativa de matar pecadores, vingar-se e guardar ressentimento, atribuir valores diferentes para pecados e outras informações dadas por Moisés, AFRONTAM claramente às informações dadas pelo Legislador para o próprio Moisés. Estas não são ações de uma pessoa santa, não são ações de santidade.

Ao serem apresentadas tais provas contundentes, o que sentirão e o que farão os atuais discípulos de Moisés?? Será que se envergonharão?? Deveriam.

Apesar de tudo, O Legislador CONTINUOU amando a Moisés e não guardou ressentimento de Moisés. O Pai não nos mandaria fazer algo que Ele mesmo já não tenha feito. Imite o Pai Celestial. A glória deve ser dada a quem realmente merece, isto é, O Pai Celestial.



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