JEOVÁ RESIDE COM INÍQUOS - VERDADE OU MENTIRA??

Criada em 24 de agosto de 2012        Última  alteração em 02/09/12 às 00 : 36





JEOVÁ NÃO SE RELACIONA COM INÍQUOS – Verdade ou mentira??



Trata-se de uma realidade afirmada e praticada por Jeová ou será apenas uma crença humana?? Trata-se de uma verdade comprovada ou apenas de um rumor falado a respeito de Jeová??

O que é um rumor??

Vamos a um exemplo real. Jó havia afirmado coisas e coisas a respeito de Jeová. Logo depois de ouvir aquelas afirmações de Jó, Jeová perguntou a Jó: “Quem é este que está obscurecendo o conselho por meio de palavras sem conhecimento??”: (Jó 38:1-2) 38 E Jeová passou a responder a Jó de dentro do vendaval e a dizer: 2 “Quem é este que está obscurecendo o conselho Por meio de palavras sem conhecimento?

Assim verte a Tradução Almeida: (Jó 38:1-2) 1 Depois disso o Senhor respondeu a Jó dum redemoinho, dizendo: 2 Quem é este que escurece o conselho com palavras sem conhecimento?

Não se tratava de um elogio de Jeová para Jó. Tratava-se de uma pergunta em relação as anteriores afirmações de Jó em relação a personalidade de Jeová. Jó afirmava: “Ele faz assim, Ele faz assado”.

Jeová fez outra pergunta para Jó: (Jó 40:1-2) 40 E Jeová passou a responder a Jó e a dizer:  2 “Acaso devia haver contenda da parte do caturra com o Todo-poderoso? Responda a isto o próprio repreendedor de Deus.”

Assim verte a Tradução Almeida: (Jó 40:1-2) 1 Disse mais o Senhor a Jó: 2 Contenderá contra o Todo-Poderoso o censurador? Quem assim argüi a Deus, responda a estas coisas.

Havia alguém que estava censurando o Todo-poderoso. Havia alguém que estava arguindo o Todo-poderoso. O Todo-poderoso estava conversando com aquele que o havia arguido (contestado).

Nesta parte do diálogo, o que respondeu Jó?? Ele respondeu: (Jó 40:3-5) 3 E Jó passou a responder a Jeová e a dizer:  4 “Eis que me tornei de pouca importância. Que te replicarei? Pus a minha mão sobre a boca.  5 Falei uma vez, e não vou responder; E duas vezes, e não vou acrescentar nada.”

Assim verte a Tradução Almeida: (Jó 40:3-5) 3 Então Jó respondeu ao Senhor, e disse: 4 Eis que sou vil; que te responderia eu? Antes ponho a minha mão sobre a boca. 5 Uma vez tenho falado, e não replicarei; ou ainda duas vezes, porém não prosseguirei.

Não há como negar que estava havendo um diálogo entre o Todo-poderoso e Jó, ou será que há??

Logo depois de escutar as palavras faladas por Jeová, Jó passou a responder-lhe: “Em rumores ouvi a teu respeito......” (Jó 42:1-6) 42 E Jó passou a responder a Jeová e a dizer: 2 Fiquei sabendo que és capaz de fazer todas as coisas, E não há idéia que te seja inalcançável. 3 Quem é este que está obscurecendo o conselho sem conhecimento?’ Por isso falei, mas não estava entendendo Coisas maravilhosas demais para mim, as quais não conheço. 4 Ouve, por favor, e eu mesmo falarei. Eu te perguntarei e tu mo farás saber.’ 5 Em rumores ouvi a teu respeito, Mas agora é o meu próprio olho que te vê. 6 Por isso faço uma retratação E deveras me arrependo em pó e cinzas.”

Assim verte a Tradução Almeida: (Jó 42:1-6) 1 Então respondeu Jó ao Senhor: 2 Bem sei eu que tudo podes, e que nenhum dos teus propósitos pode ser impedido. 3 Quem é este que sem conhecimento obscurece o conselho? por isso falei do que não entendia; coisas que para mim eram demasiado maravilhosas, e que eu não conhecia. 4 Ouve, pois, e eu falarei; eu te perguntarei, e tu me responderas. 5 Com os ouvidos eu ouvira falar de ti; mas agora te vêem os meus olhos. 6 Pelo que me abomino, e me arrependo no pó e na cinza.

Assim verte a Tradução Brasileira: (Jó 42:1-6) 1 Então respondeu Jó a Jeová: 2 Sei que tudo podes, E que nenhum propósito teu se pode impedir. 3 Quem é este que sem conhecimento encobre o conselho? Portanto proferi o que não entendia, Cousas demasiado maravilhosas para mim, as quais eu não conhecia. 4 Ouve, pois, e eu falarei; Eu te perguntarei e tu me responderás. 5 Eu tinha ouvido de ti com os ouvidos; Mas agora te vêem os meus olhos, 6 Pelo que me abomino a mim mesmo, e me arrependo No pó e na cinza.



O que é um rumor??

RUMOREsta é a definição dada por certo dicionário (Houaiss): boato

rumor     Datação: sXIV  Ortoépia: ô

 

n substantivo masculino

1     ruído ou murmúrio produzido por coisas ou pessoas que se deslocam ou embatem; barulho; burburinho

2     som indistinto e contínuo de muitas vozes; murmúrio

3     barulho surdo

4     ruído forte; fragor

5     notícia que se propaga rapidamente; fama, boato

6     aquilo que possibilita conhecer ou reconhecer alguma coisa; vestígio, sinal

7     manifestação de insatisfação ou revolta; alvoroço, agitação

 

O que é um boato??

BOATO - Esta é a definição dada por certo dicionário (Houaiss): “notícia muito propagada....”; “notícia de fonte desconhecida, muitas vezes infundada......” “informação não oficial....”

boato     Datação: 1548

n substantivo masculino

1     Diacronismo: antigo.

clamor de novidade

Ex.: sem temer o b. de nenhuma nova ideia

2     Diacronismo: antigo.

notícia muito propalada

Ex.: boatos dos milagres de santa Isabel

3     Diacronismo: antigo.

som forte e estrepitoso

Ex.: um b. de morteiros

4     Derivação: por extensão de sentido (da acp. 2).

notícia de fonte desconhecida, muitas vezes infundada, que se divulga entre o público; qualquer informação não oficial que circula dentro de um grupo

Ex.: corre o b. de que os bancos vão fechar na segunda-feira

4.1  maledicência divulgada à boca pequena; coscuvilhice

4.2  dito sem fundamento; balela



Jó ouvira notícias não oficiais a respeito de Jeová. Estas notícias serviam de base para aquelas afirmações que Jó fez em relação a personalidade de Jeová.

Depois de estar convencido do contrário, Jó apresentou a sua retratação. O que é retratação??



RETRATAÇÃOEsta é a definição dada por certo dicionário (Houaiss): “confissão de engano de uma declaração anteriormente feita....”

1 retratação     Datação: 1683

 

n substantivo feminino

1     ato ou efeito de retratar(-se)

2     confissão de engano, de equívoco cometido, mediante declaração contrária a outra anteriormente feita; desmentido

3     pedido de desculpa por alguma ofensa, injúria etc. que se tenha cometido

4     aquilo que se diz a fim de retratar-se; desculpa

5     Rubrica: termo jurídico.

no direito penal, ato pelo qual um sujeito, acusado de um crime de calúnia, injúria ou difamação, confessa o seu erro, a fim de eximir-se da penalidade



Afirmou-se que Jeová não se relaciona com iníquos. Os servos do Deus Altíssimo acreditavam nesta afirmação.

A partir desta afirmação, ou seja, tendo por base esta afirmação, os humanos passavam a fazer outras afirmações em relação ao observado relacionamento de Jeová com humanos, pois estes humanos cometiam pecados assim como os “iníquos” cometiam pecados, aliás, os mesmos pecados.

Um dos servos do Deus Altíssimo assim expressou-se, fazendo-se registrar nas “Escrituras”: (Salmos 5:4-6) 4 Pois tu não és um Deus que se agrade da iniqüidade; Ninguém mau pode residir contigo por tempo algum. 5 Nenhuns jactanciosos podem tomar posição diante dos teus olhos. Odeias deveras a todos os que praticam o que é prejudicial; 6 Destruirás os que falam mentira. Jeová detesta o homem que derrama sangue e que engana. (Salmos 11:5) 5 O próprio Jeová examina tanto o justo como o iníquo, E Sua alma certamente odeia a quem ama a violência.



Assim verte a Tradução Almeida: (Salmos 5:4-6) 4 Porque tu não és um Deus que tenha prazer na iniqüidade, nem contigo habitará o mal. 5 Os arrogantes não subsistirão diante dos teus olhos; DETESTAS a todos os que praticam a maldade. 6 Destróis aqueles que proferem a mentira; ao sanguinário e ao fraudulento o Senhor abomina. (Salmos 11:5) 5 O Senhor prova o justo e o ímpio; a sua alma odeia ao que ama a violência.

Assim verte a Tradução Brasileira: (Salmos 5:4-6) 4 Pois tu não és Deus que se compraza na maldade, O mau não poderá assistir contigo. 5 Não poderão permanecer à tua vista os arrogantes, Aborreces todos os que obram a iniqüidade. 6 Destruirás os que proferem mentiras, Ao sanguinário e ao fraudulento Jeová abomina. (Salmos 11:5) 5 Jeová prova ao justo, Mas ao iníquo e ao que ama a violência, a sua alma os aborrece.

Obviamente, nenhum humano deseja ter um bom relacionamento com aquele que ele odeia. Tendo o poder necessário, o humano procura livrar-se da presença daquele a quem ele odeia. Podendo decidir, o humano não moraria na mesma casa com aquele que ele odeia.

As afirmações acima deixam bem claro que Jeová não habitaria na mesma casa com um iníquo, pois Ele odeia os iníquos. Esta afirmação é aceita como a mais pura verdade e todas as ações de Jeová passariam a ser feitas tendo por base esta “verdade”.

Bem, esta crença passa a atribuir santidade aos humanos com quem Jeová venha a ter e continue a ter um relacionamento com Ele, não é verdade?? De acordo com esta crença, aquele que habita na mesma tenda com Jeová não é um iníquo, não é verdade??

Esta crença induz os humanos a procurarem um mérito naquele humano, que embora tenha praticado uma iniquidade, não tenha sido morto, e, ainda por cima, tenha sido abençoado por Jeová.

Assim, aquele humano que o Deus Altíssimo o escolheu para um relacionamento, e que, embora tenha cometido uma iniquidade, continuou vivendo e no mesmo relacionamento com Jeová, um relacionamento abençoado, sentir-se-á um humano íntegro e fiel, não é verdade?? Ora, ora, Deus não reside com iníquos; Deus odeia iníquos. Se Deus se relaciona comigo é porque eu não sou iníquo. Raciocínio plenamente lógico.

Bem, tendo por base a afirmação de que Jeová não se relaciona com iníquos e que odeia os iníquos, o sentimento deste servo de Jeová seria verdadeiro, obviamente. Este servo raciocinaria: “Afinal, se Ele está se relacionando comigo e se Ele está me abençoando, é porque eu não sou um iníquo”.

Estes raciocínios são plenamente lógicos.

No entanto, pare e pense. Para Jeová agir desta forma Ele teria de ser um Deus Parcial, ou seja, não ver e não tratar todos os humanos como iguais diante Dele.

Foi dito: “Jeová odeia a todos os que praticam o que é prejudicial.” Esta regra deve ser Imparcial, não deve?? Se a pessoa praticou qualquer coisa que seja “prejudicial”, ela é odiada por Jeová, não é verdade??

Para aquele humano “A” que pratica uma coisa prejudicial, Jeová odeia e não abençoa, no entanto, para aquele humano “B” que pratica a mesmíssima coisa prejudicial ou coisa considerada pior, Jeová não odeia, e ainda por cima, abençoa.

Foi dito que Jeová odeia aquele humano que derrama sangue e que engana. Bem, sendo Jeová imparcial, independente de quem seja o humano, este será odiado por Jeová por derramar qualquer quantidade de sangue. Jeová não se relacionaria de forma amorosa com qualquer humano que agisse assim, não é verdade??

Se este humano derramou muito sangue e enganou companheiros seus, e ainda estivesse recebendo um tratamento amoroso como fruto de um relacionamento amoroso com Jeová e recebendo bênçãos de Jeová, que conceito ele teria a respeito de si mesmo???? Que ele seria um homem justo, obviamente.

Neste caso, haveria um grupo de “amigos”, dos quais se aceita que pratiquem certas coisas prejudiciais, não sendo odiados por isto e um grupo de “inimigos”, praticantes de coisas prejudiciais e odiados por isto.

Alguém ainda poderá afirmar: “Deus pode fazer o que Ele quiser.”

Depois perguntará: “Você está querendo questionar as ações de Deus??”

Este humano estaria defendendo uma crença sua. Este homem estaria defendendo um conceito que ele aceita e acredita. Estaria defendendo sua crença de que Jeová não se relaciona com iníquos, que Jeová odeia os iníquos e que Jeová não abençoaria um iníquo.

O que fazer para convencer tal pessoa de que Jeová mantém relacionamento com iníquos, que continua abençoando iníquos e que Ele não odeia o iníquo??

Não podemos esquecer que tal pessoa pode ver a afirmação de que Jeová continua morando, amando e abençoando os iníquos como uma blasfêmia contra Jeová, desejando até mesmo a morte de quem faça tal afirmação, em face de tal “blasfêmia”. Se ele deseja sua morte, certamente não admitirá sequer ouvir esta afirmação e tampouco as argumentações necessárias em relação a ela. Afinal, ele odeia aquele que blasfema contra Jeová. Ele não sentaria para conversar com alguém que faça uma pronunciação blasfema contra Jeová, blasfema aos seus olhos, pois ele veria tal ação como uma deslealdade para com Jeová. Ele acha que está defendendo as ações de Jeová. Ele acha que está defendendo a pessoa de Jeová.

No caso real entre Jó e Jeová, o que aconteceu??

Jeová permitiu que Jó se retratasse das afirmações que ele havia feito em relação a Ele. A ação de Jeová foi uma ação de ódio??

O que é mesmo retratação??

RETRATAÇÃOEsta é a definição dada por certo dicionário (Houaiss):

1retratação Datação: 1683

n substantivo feminino

1 ato ou efeito de retratar(-se)

2 confissão de engano, de equívoco cometido, mediante declaração contrária a outra anteriormente feita; desmentido

3 pedido de desculpa por alguma ofensa, injúria etc. que se tenha cometido

4 aquilo que se diz a fim de retratar-se; desculpa

5 Rubrica: termo jurídico.

no direito penal, ato pelo qual um sujeito, acusado de um crime de calúnia, injúria ou difamação, confessa o seu erro, a fim de eximir-se da penalidade



Tendo Jó se retratado, o que antecedeu a esta retratação??

Palavras equivocadas, não é verdade??

Jó estava falando: “Eu retiro o que disse”.

A própria confissão de Jó não deveria deixar nenhuma dúvida, não é verdade??

O caso real entre Jó e Jeová está sendo analisado em: O edomita Jó blasfemou contra Jeová??

Obviamente, Jó mudou de opinião antes de se retratar, pois para se retratar, a pessoa precisa mudar de opinião.

Para mudar de opinião, a pessoa precisa ser convencida. Jó afirmou: “Mas agora é o meu próprio olho que te vê; mas agora te veem os meus olhos.”

As palavras faladas por Jeová convenceram Jó.

Bem, Jeová falou com Jó de dentro do redemoinho. Jeová falou exclusivamente para Jó. No entanto, se fosse um humano qualquer que tivesse falado com Jó??? Deixaria Jó convencer-se por um humano??

Habitaria Jeová com iníquos??

O que Ele falou a respeito disto para um dos mensageiros por Ele escolhido?? (Jeremias 9:2-3) 2 Quem me dera ter no ermo uma pousada para viajantes! Então eu deixaria meu povo e iria para longe dele, porque todos eles são adúlteros, uma assembléia solene de [homens] traiçoeiros; 3 e eles retesam a sua língua em falsidade, como seu arco; mas não foi em fidelidade que se mostraram poderosos na terra. “Pois saíram de maldade em maldade, e desconsideraram até mesmo a mim”, é a pronunciação de Jeová.

Assim verte a Tradução Almeida: (Jeremias 9:2-3) 2 Oxalá que eu tivesse no deserto uma estalagem de viandantes, para poder deixar o meu povo, e me apartar dele! porque todos eles são adúlteros, um bando de aleivosos. 3 E encurvam a língua, como se fosse o seu arco, para a mentira; fortalecem-se na terra, mas não para a verdade; porque avançam de malícia em malícia, e a mim me não conhecem, diz o Senhor.

Bem, Jeová continuava morando no meio de adúlteros, mentirosos, traiçoeiros....., todos eles são..... A tenda de Jeová estava no meio de um povo adúltero. O que este povo fazia com os adúlteros?? Eles matavam tal pessoa, apedrejando-a.

Quando Jesus estava habitando entre os humanos, estes ainda acreditavam que Jeová não se relacionava com iníquos.

Veja esta frase falada por um dos humanos daquela geração: (João 9:31-32) 31 Sabemos que Deus não escuta pecadores, mas, se alguém é temente a Deus e faz a sua vontade, ele escuta a este. 32 Desde a antiguidade, nunca se ouviu [falar] que alguém abrisse os olhos de alguém que nasceu cego.

Assim verte a Tradução Almeida: (João 9:31-32) 31 sabemos que Deus não ouve a pecadores; mas, se alguém for temente a Deus, e fizer a sua vontade, a esse ele ouve. 32 Desde o princípio do mundo nunca se ouviu que alguém abrisse os olhos a um cego de nascença.

Vamos rever o relacionamento de Jeová com um dos mensageiros que Ele escolheu, isto é, Isaías. Do ponto de vista de Jeová, o que Isaías era?? Dentro do conceito humano, Isaías teria de ser um homem justo para poder ser escolhido. (Isaías 6:5-7) 5 E eu passei a dizer: “Ai de mim! Pois, a bem dizer, fui silenciado, porque sou homem de lábios impuros e moro no meio de um povo de lábios impuros; pois os meus olhos viram o próprio Rei, Jeová dos exércitos!” 6 Em vista disso voou para mim um dos serafins, e na sua mão havia uma brasa viva que ele tirara do altar com uma tenaz. 7 E ele passou a tocar-me a boca e a dizer: “Eis que isto tocou os teus lábios, e teu erro sumiu e o próprio pecado teu está expiado.”. . .

Assim verte a Tradução Brasileira: (Isaías 6:5-7) 5 Então disse eu: Ai de mim! pois estou perdido; porque, sendo eu homem de lábios impuros e habitando no meio de um povo de lábios impuros, os meus olhos viram o Rei, Jeová dos exércitos. 6 Então voou para mim um dos serafins, tendo na sua mão uma brasa viva, que ele havia tomado de sobre o altar com uma tenaz. 7 Com a brasa tocou-me a boca e disse: Eis que esta brasa tocou os teus lábios; já se foi a tua iniqüidade e perdoado está o teu pecado.

Tua iniquidade já se foi e teu pecado está perdoado. O que eu notei?? Teu pecado está perdoado, teu pecado está perdoado, teu pecado está perdoado.

Que palavra foi usada?? Perdão.

Para haver perdão tem de haver uma ofensa anterior, um pecado anterior.

Havia pecado no mensageiro?? Sim, havia pecado no mensageiro. Havia iniquidade no profeta?? Sim, havia iniquidade no profeta. Jeová via iniquidade no mensageiro.

Jeová estava falando com um pecador?? Jeová estava usando um homem pecador para retransmitir Suas palavras?? Jeová estava se relacionando com um pecador??

Sim, Jeová estava se relacionando com um pecador e usando este pecador como um mensageiro.

Jeová via desta forma, no entanto, o humano que acreditava que Jeová não se relaciona com iníquos, afirmará que Isaías não era um iníquo, que Isaías não era um pecador, que Isaías era um homem justo, fiel, etc. Certamente, este humano estará desconsiderando o ponto de vista de Jeová, aquele que falou em perdão. Tratava-se de um caso de perdão.

Será que Jeová realmente odeia aquele humano que age como um inimigo Dele?? Sente Jeová ódio por aquele que o trata como um inimigo??

Que informação deu Jesus para aqueles homens?? O que afirmou Jesus?? (Mateus 5:43-45) 43 Ouvistes que se disse: ‘Tens de amar o teu próximo e odiar o teu inimigo.’ 44 No entanto, eu vos digo: Continuai a amar os vossos inimigos e a orar pelos que vos perseguem; 45 para que mostreis ser filhos de vosso Pai, que está nos céus, visto que ele faz o seu sol levantar-se sobre iníquos e sobre bons, e faz chover sobre justos e sobre injustos.

Assim verte a Tradução Almeida: (Mateus 5:43-45) 43 Ouvistes que foi dito: Amarás ao teu próximo, e odiarás ao teu inimigo. 44 Eu, porém, vos digo: Amai aos vossos inimigos, e orai pelos que vos perseguem; 45 para que vos torneis filhos do vosso Pai que está nos céus; porque ele faz nascer o seu sol sobre maus e bons, e faz chover sobre justos e injustos.

Jesus afirmou: Ame o inimigo para que você se mostre ser filho do Pai celestial; Ame o inimigo para que você se torne filho do Pai celestial.

Ora, ora, O Pai celestial ama os inimigos?? Todos os inimigos do Pai celestial são iníquos, não são?? Todos os que agem como inimigos do Pai celestial são iníquos não são?? Certamente, que sim.

A princípio todos concordarão que todos os que agem como inimigos do Pai celestial são iníquos. Jesus afirmou que o Pai celestial ama a todos os que agem como inimigos Dele. Aqueles humanos precisavam acreditar nesta informação dada por Jesus.

Havia alguém que não fosse iníquo naquela “nação santa”?? O que afirmou Jesus?? “Se vós, embora iníquos, sabeis dar boas dádivas a vossos filhos......”

Os que ouviam Jesus certamente perguntariam individualmente: Jesus, você quer dizer que eu sou um iníquo??

Será que isto era uma ofensa contra aqueles homens?? Será que se tratava apenas de uma informação??

Nesta ocasião, Jesus estava lhes transmitindo o chamado “sermão do monte”. Todos os que o ouviam no monte foram informados de sua condição individual perante o Pai celestial, ou seja: você é um iníquo”. (Mateus 7:11) 11 Portanto, se vós, embora iníquos, sabeis dar boas dádivas a vossos filhos, quanto mais o vosso Pai, que está nos céus, dará boas coisas aos que lhe pedirem!

Assim verte a Tradução Almeida: (Mateus 7:11) 11 Se vós, pois, sendo maus, sabeis dar boas dádivas a vossos filhos, quanto mais vosso Pai, que está nos céus, dará boas coisas aos que lhas pedirem?

Nesta outra ocasião, Jesus estava somente com os seus discípulos. Todos os já discípulos também foram informados de sua condição individual perante o Pai celestial, ou seja: “você é um iníquo”. (Lucas 11:1) 11 Então, na ocasião em que estava em certo lugar orando, quando parou, disse-lhe certo dos seus discípulos: “Senhor, ensina-nos a orar, assim como também João ensinou aos seus discípulos.”

(Lucas 11:13) 13 Portanto, se vós, embora iníquos, sabeis dar boas dádivas a vossos filhos, quanto mais o Pai, no céu, dará espírito santo aos que lhe pedirem!”

Assim verte a Tradução Almeida: (Lucas 11:1) 1 Estava Jesus em certo lugar orando e, quando acabou, disse-lhe um dos seus discípulos: Senhor, ensina-nos a orar, como também João ensinou aos seus discípulos.

(Lucas 11:13) 13 Se vós, pois, sendo maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais dará o Pai celestial o Espírito Santo àqueles que lho pedirem?

O discípulo de Jesus poderia questionar esta informação dada por Jesus e discordar dela. Ele também poderia afirmar: “Jesus, eu não sou um iníquo; Eu não sou um homem mau”.

O que ocorreu mesmo no caso de Isaías?? Foi-lhe dito: “Teus pecados estão perdoados”.

Foi-lhe dito: “Isaías, os teus pecados estão perdoados”.

O que Isaías era?? Era um pecador. Foi escolhido na condição de pecador. Depois, foi-lhe informado que ele estava perdoado dos seus pecados.

Será que havia algum mérito em Isaías para que ele tivesse seus pecados perdoados?? Foi pedido alguma coisa para Isaías fazer antes de ter seus pecados perdoados?? Não.

Neste caso, ficou bem claro que Jeová se relacionava com este iníquo. Não se tratava de um relacionamento agressivo, isto ficou bem claro.

Jesus tomou a iniciativa em hospedar-se na casa de Zaqueu, um chefe dos cobradores de impostos. Os sacerdotes e os fariseus, homens que faziam questão de cumprir a lei de Moisés questionaram esta ação de Jesus: Como pode um profeta de Deus hospedar-se na casa de um destacado pecador?? Assim se fez registrar: (Lucas 19:5-7) 5 Chegando então Jesus ao lugar, olhou para cima e disse-lhe: “Zaqueu, apressa-te e desce, pois hoje tenho de ficar em tua casa.” 6 Com isso ele se apressou e desceu, e o recebeu com alegria como hóspede. 7 Mas, quando viram [isso], todos começaram a murmurar, dizendo: Entrou para pousar com um homem que é pecador....

Assim verte a Tradução Almeida: (Lucas 19:5-7) 5 Quando Jesus chegou àquele lugar, olhou para cima e disse-lhe: Zaqueu, desce depressa; porque importa que eu fique hoje em tua casa. 6 Desceu, pois, a toda a pressa, e o recebeu com alegria. 7 Ao verem isso, todos murmuravam, dizendo: Entrou para ser hóspede de um homem pecador.

Qual era o costume de toda a nação?? Eles não se hospedavam na casa daqueles que aos seus olhos fossem “pecadores”. Visando não desagradar a Deus, eles procuravam manter distância dos pecadores, não desejando aviltar-se por simplesmente entrar na casa de um pecador.

Entrar na casa de um pecador podia ser visto como cumplicidade com tal pecador. Eles temiam ser aviltados por tais reais pecadores. Jesus entrou na casa de um pecador e ainda por cima tomou refeição com eles.

Embora Jesus visse a pecaminosidade de tal homem, ofereceu-se como hóspede.

Em outra ocasião, Jesus tomava refeição na casa de Mateus, um cobrador de impostos e muitos outros estavam recostados à mesa junto com Jesus. É óbvio que tal cena chocou os cumpridores da lei de Moisés, gerando o seguinte comentário indignado: Como pode vosso instrutor comer com cobradores de impostos e com pecadores”?? (Mateus 9:9-11) 9 A seguir, passando dali para diante, Jesus avistou um homem chamado Mateus, sentado na coletoria, e disse-lhe: “Sê meu seguidor.” Em conseqüência disso, este se levantou e o seguiu. 10 Mais tarde, enquanto estava recostado à mesa, na casa, eis que vieram muitos cobradores de impostos e pecadores, e começaram a recostar-se com Jesus e seus discípulos. 11 Vendo isso, porém, os fariseus começaram a dizer aos discípulos dele: “Por que é que o vosso instrutor come com os cobradores de impostos e os pecadores?”

Assim verte a Tradução Almeida: (Mateus 9:9-11) 9 Partindo Jesus dali, viu sentado na coletoria um homem chamado Mateus, e disse-lhe: Segue-me. E ele, levantando-se, o seguiu. 10 Ora, estando ele à mesa em casa, eis que chegaram muitos publicanos e pecadores, e se reclinaram à mesa juntamente com Jesus e seus discípulos. 11 E os fariseus, vendo isso, perguntavam aos discípulos: Por que come o vosso Mestre com publicanos e pecadores?

O que ficou bem claro??? Ficou bem claro que estes homens não se misturavam com os pecadores. Havia uma barreira nem grande entre os que se consideravam justos e os pecadores.

Existia uma enorme diferença de opinião. Jesus estava quebrando este velho costume. Jesus estava instituindo um novo costume para seus discípulos. “Hospedem-se nas casas dos pecadores e tomem refeições com eles em suas casas”. Aquilo que para aqueles homens constituía um pecado, uma afronta a Deus, era praticado alegremente por Jesus.

No entanto, isto era o que o Pai Celestial continuava fazendo desde os dias de Moisés.

Copiando o exemplo do Pai Celestial, Jesus também veio hospedar-se com os iníquos, pois toda aquela geração era iníqua.



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