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Filho pródigo, uma sábia lição de amor


Filho
pródigo – uma lição de amor

Inserida em 05/10/07 – Última modificação
em 25/03/2011

Se
eu tanto trabalhei, me esforcei e fiz algo de bom, obedecendo ao
Criador,
MEREÇO
ser
diferenciado daquele que não fez nada, logo, sou melhor do que
ele e
mereço
receber algo
melhor do que aquilo que ele vai receber
.
Seria
injustiça da parte de Deus “contra mim”, me igualar
àqueles outros.

“Eu
me esforcei primeiro e ele só ficou olhando. Agora que se
aproxima a recompensa, ele vem se chegando. Ele é um
oportunista e aqui no reino não há lugar para
oportunistas”, poderia raciocinar alguém.

Paulo
estava aqui e decidiu sair para viver uma vida devassa. Isto foi uma
grande falta de consideração, uma verdadeira ofensa ao
papai, causando grande tristeza nele. Eu fui testemunha disto.
Enquanto estava tudo bem para Paulo, ele continuava lá,
usufruindo daquela vida devassa. Enquanto isto, eu fiquei aqui
vivendo esta vida pacata. Agora que as coisas ficaram insuportáveis
para meu irmão Paulo, ele decidiu voltar para esta casa. Será
que meu pai dará a ele aquilo que ele merece??

Ora,
mas eu me esforcei tanto
e ele sequer
tentou e receberá a mesma “
oportunidade”
para conquistar a vida eterna
,
poderá raciocinar e se sentir injustiçado e furioso,
alguém, exatamente como o filho obediente da ilustração
do filho pródigo ensinada por Jesus – Lucas 15:11-32.

(Lucas
15:11-32) 11 Ele disse então:
“Certo homem tinha dois filhos. 12 E o mais jovem deles
disse a seu pai: ‘Pai, dá-me a parte dos bens que me
cabe.’ Dividiu então os seus meios de vida entre eles.
13 Mais tarde, não muitos dias depois, o filho mais jovem
ajuntou todas as coisas e viajou para fora, a um país
distante, e ali esbanjou os seus bens por levar uma vida devassa.
14 Quando já tinha gasto tudo, ocorreu uma fome severa em
todo aquele país, e ele principiou a passar necessidade.
15 Ele até mesmo foi e se agregou a um dos cidadãos
daquele país, e este o enviou aos seus campos para pastar
porcos. 16 E costumava desejar saciar-se das alfarrobas que os
porcos comiam, e ninguém lhe dava [nada]. 17 “Quando
caiu em si, disse: ‘Quantos empregados de meu pai têm
abundância de pão, enquanto eu pereço aqui de
fome! 18 Levantar-me-ei e viajarei para meu pai e lhe direi:
‘Pai, pequei contra o céu e contra ti. 19 Não
sou mais digno de ser chamado teu filho. Faze de mim um dos teus
empregados.”’ 20 Levantou-se assim e foi ter com seu
pai.
Enquanto
ainda estava longe
, seu
pai o avistou e teve pena, e correu e lançou-se-lhe ao pescoço
e o beijou ternamente. 21 O filho disse-lhe então: ‘Pai,
pequei contra o céu e contra ti. Não sou mais digno de
ser chamado teu filho. Faze de mim um dos teus empregados.’
22 Mas o pai disse aos seus escravos: ‘Ligeiro! Trazei uma
veste comprida,
a
melhor
, vesti-o com ela, e
ponde-lhe um anel na mão e sandálias nos pés.
23 E trazei o novilho cevado e abatei-o, e
comamos
e alegremo-nos
, 24 porque
este meu filho estava morto, e voltou a viver; estava perdido, mas
foi achado.’ E principiaram a regalar-se. 25 “Ora, o
filho mais velho dele estava no campo; e quando chegou e se aproximou
da casa, ouviu um concerto de música e dança. 26 De
modo que chamou a si um dos servos e indagou o significado destas
coisas. 27 Este lhe disse: ‘Chegou teu irmão, e teu
pai abateu o novilho cevado, porque o recebeu de volta em boa saúde.’
28 
Mas
ele ficou furioso
e
não quis entrar. Saiu então seu pai e começou a
suplicar-lhe. 29 Em resposta, ele disse ao seu pai: ‘Eis
que trabalhei tantos anos como escravo para ti, e nunca, nem uma
única vez, transgredi o teu mandamento, contudo, nunca, nem
uma única vez, me deste um cabritinho para alegrar-me com os
meus amigos. 30 Mas, assim que chegou
este
teu filho
, que consumiu
com as meretrizes o teu meio de vida, abates para ele o novilho
cevado.’ 31 Disse-lhe então: ‘Filho, tu
sempre estiveste comigo e todas as minhas coisas são tuas;
32 mas nós simplesmente tivemos de nos regalar e alegrar,
porque
este
teu irmão
estava
morto, e voltou a viver, e estava perdido, mas foi achado.’”

QUE
SENTIMENTO TINHA O PAI PELO FILHO QUANDO ESTE AINDA ESTAVA NA SUA
VIDA DEVASSA?? SERÁ QUE O PAI TINHA DEIXADO DE AMÁ-LO??

Os
filhos perdidos também são amados pelo Criador, Jeová,
embora seus pecados não sejam. Até mesmo a escolha
errada do jovem filho e sua consequente
egoísta
vida tortuosa será perdoada pelo Pai. O
jovem filho, consciente dos erros cometidos, conclusão que
chegou pelo resultado final do exercício do seu livre
arbítrio, tendo aprendido sua lição, agora
arrependido, retorna ao Pai que o recebe alegremente com festa.
Agora, tal situação é uma grande prova para o
filho
mais velho e obediente.
Entretanto,
não há lugar
para o egoísmo no ambiente teocrático
.
Novamente a
expressão: e “eu”?
Eu
fiquei aqui, “eu
fiz tudo certo e “eu
não recebi uma festa como
recompensa; “enquanto ele” foi embora e viveu uma vida
libertina, gastando tudo o que ganhou de ti e recebe uma festa por
ter voltado… – parece injustiça do Pai para com o
filho mais velho, mas,
trata-se
de
competição
egoísta

do
irmão mais velho
para
com seu irmão.

O
filho mais velho não ficou com o Pai por uma abnegada”
motivação correta, em face de que seu amor ao Pai
não estava
destituído de egoísmo,
pois seu sentimento de raiva comprovou que ele sentia-se diminuído
em relação a seu irmão; ele foi enaltecido –
existia uma competição sua com o seu irmão
mais jovem.

O
irmão mais velho ao ver seu jovem irmão partir,
certamente o via como o
definitivo
ex-irmão e ex-filho de seu
pai, sem qualquer chance de ser reintegrado à família,
na verdade via um inimigo, talvez pior que um inimigo, agora
merecedor da mais plena e
DEFINITIVA
punição. O irmão
mais velho julgou e condenou o seu irmão mais jovem. Na sua
visão havia acontecido um adverso julgamento
definitivo
do seu jovem irmão. Ele
não tem direito a mais nada aqui nesta casa; ele já
recebeu tudo a que tinha direito” – diria o irmão mais
velho.
O filho
mais velho
não
conhecia o Pai
, não
conhecia os sentimentos do Pai.
Foi
grande surpresa para ele a reação amorosa e alegre de
seu pai
, provocando
a fúria deste irmão mais velho.
O
ofendido foi o pai
, e
este não só perdoou como também se alegrou
grandemente. Na visão do pai amoroso, o jovem filho estar ali
naquelas condições era a coisa mais importante,
independente de todos os demais acontecimentos (como resultado final,
o jovem filho demonstrou que havia aprendido a sua importante lição).

O
pai devia guardar ressentimento da atitude ofensiva do seu filho mais
jovem??

A
reação do pai foi:
Enquanto
ainda
estava longe
,
seu pai o avistou e
TEVE
PENA
,
e
correu
e
lançou-se-lhe ao pescoço e o beijou ternamente.
O
pai
correu
em direção
ao filho quando este ainda estava longe; não havia qualquer
vestígio de animosidade no coração do pai.
Havia
grande ansiosidade do pai em rever seu filho
.
No lugar de uma palavra ou medida corretiva,
lançou-se
ao pescoço do filho

e o beijou
ternamente. Podemos imaginar as emoções do pai; quanta
sensibilidade! Ele teve pena da condição em que se
encontrava seu filho. Quanta saudade!! Quanto amor!!

Este
era um relacionamento entre o Pai e o filho mais jovem. O filho mais
velho intrometeu-se em um assunto que não era da sua alçada.
Se houve alguém ofendido, este foi o Pai. O irmão mais
jovem tomou alguma ação ofensiva contra o irmão
mais velho?? Não, não tomou. Então, que motivo
tinha o irmão mais velho para condenar seu irmão. Que
motivos tinha o irmão mais velho para não correr e
abraçar alegremente o seu irmão mais jovem??

Será
que o irmão mais velho sentia desprezo por seu irmão
mais jovem?? Será que durante este tempo de ausência, o
irmão mais velho via seu irmão mais jovem como alguém
indigno de valor, de estima e de atenção??
O que revelou sua reação?? Revelou que para ele, o seu
irmão mais jovem tinha um Baixo valor.

Se o
irmão mais velho tivesse avistado seu irmão mais jovem
antes do pai, correria alegremente em direção a ele e o
beijaria ternamente?? Ou será que tomaria todas as medidas
possíveis para que este não mais tentasse se aproximar
da casa??


quem
AMA
PROFUNDAMENTE
pode
reagir desta maneira, como o Pai reagiu
.
Um amor
abnegado
, um amor que visa
primariamente o bem estar do ser amado, um amor
incondicional.
O
Pai
NÃO
GUARDA RESSENTIMENTO

das
ofensas de seu filho.

A
mente do filho mais velho precisa acompanhar a mente do Pai, evoluir,
aceitar que
seu jovem irmão aprendeu a devida lição;
aprender agora
a sua própria lição, (rever seus valores,
abdicar de sua visão e sentimentos pessoais deturpados em
relação a seu Pai e em relação a seu
jovem irmão); alegrar-se com a volta de seu jovem e imaturo
irmão, substituindo no seu coração o “egoísmo”
(valorização pessoal) pelo
abnegado
amor a seu próximo como a si
mesmo; e participar na “alegria de seu pai”.
O
Pai convida:
alegremo-nos,
24
porque
este meu filho estava morto, e voltou a viver; estava perdido, mas
foi achado”.

Se
o irmão mais velho agiu desta forma com o objetivo de agradar
o Pai, quão grande foi a sua surpresa ao ver a reação
de seu Pai. O filho mais velho também revelou que ele não
conhecia o seu Pai. Ele caminhava de forma oposta aos
sentimentos do seu próprio Pai?? Sim.

O
Pai realmente ama seus filhos. Somente o verdadeiro Amor abnegado, o
perfeito vínculo de união, é capaz de produzir
um ambiente destituído do egoísmo, e o pai espera que
seu filho mais velho também aprenda sua lição,
aprenda a amar. O amor abnegado a seu irmão mais jovem o
induziria a alegrar-se grandemente com sua volta.

O
PAI ESTÁ CONJUGANDO O VERBO AMAR PARA QUE TODOS APRENDAM.

O
Pai continua a ensinar a seus filhos na forma prática o que
realmente é amar; Ele estabelece o padrão, o modelo
perfeito a ser seguido. Quanta sabedoria! Que lição
sábia! Que personalidade fantástica!

O
que motivou Jesus a contar tal ilustração?
Vamos
recorrer novamente a Lucas. Assim nos conta Lucas o que aconteceu
naquela ocasião:
(Lucas
15:1-7)
15
Todos
os cobradores de impostos e pecadores chegavam-se então perto
dele para o ouvirem.
2 Conseqüentemente,
tanto
os fariseus como os escribas murmuravam, dizendo:

ESTE
HOMEM ACOLHE PECADORES E COME COM ELES.

3 Então
lhes contou a seguinte ilustração, dizendo:
4 “Que
homem dentre vós, com cem ovelhas, perdendo uma delas, não
deixa as noventa e nove atrás no ermo e vai em busca da
perdida, até a achar?
5 E
quando a tiver achado, ele a põe sobre os seus ombros e se
alegra.
6 E,
ao chegar à casa, convoca seus amigos e seus vizinhos,
dizendo-lhes: ‘Alegrai-vos comigo,

porque
achei a minha ovelha que estava perdida.’
7 Eu
vos digo que assim haverá mais alegria no céu por causa
de um pecador que se arrepende, do que por causa de noventa e nove
justos que não precisam de arrependimento.

Existia
uma ação praticada por Jesus que estava sendo condenada
pelos estudiosos das escrituras. Os escribas e os fariseus não
praticavam esta ação praticada por Jesus. Na verdade
estes homens ESTAVAM
INDIGNADOS
por Jesus acolher pecadores e comer com
tais pecadores. Por que estes homens estavam indignados com esta ação
de Jesus?? Era uma ação
INÉDITA
tomada por alguém que se
dizia profeta.
Como
pode alguém que se diz representante de Jeová, não
sentir AVERSÃO pelos pecadores??
No lugar de
ficarem alegres por estes pecadores estarem se voltando para ouvir e
aprender, ficaram indignados com a alegria de Jesus em estar com
estes pecadores.

Estes
homens condenavam Jesus com base nas palavras das “Escrituras”:
(Salmos
139:21-22)
21 Acaso
não odeio os que te odeiam intensamente, ó Jeová,
E não
tenho
aversão

aos
que se revoltam contra ti?
22 Odeio-os
com ódio consumado. Tornaram-se para mim verdadeiros
inimigos. . .
(Salmos
26:4-5)
 4 Não
me sentei com homens de inveracidade
;
E não entro com os que ocultam o que são.  
5 Tenho
odiado a congregação dos malfeitores
E
não me sento com os iníquos.

Então
Jesus passou a explicar o motivo de sua ação. Sua ação
era fruto de um SENTIMENTO que ele tinha pelos pecadores. Jesus
passou a lhes mostrar que valor é atribuído pelo Pai a
tais pecadores.
Os escribas e os fariseus, assim como os
sacerdotes atribuíam um BAIXO
valor
para tais pecadores e obviamente sentiam por estes
pecadores uma BAIXA estima.
Consequentemente, sentiam aversão de tais pecadores e quando
não os matavam, sempre os mantinham afastados.

Você
só suspende tudo o que está fazendo para procurar algo
cuidadosamente,
e até
o achar
, se e somente se,
este algo for valioso
PARA
VOCÊ
. Daí,
quando você o acha, você TANTO se alegra, que convida
outros a participar da sua alegria. Jesus fornece uma segunda
ilustração, tendo por objetivo, chamar a atenção
para o mesmo ponto, ou seja, o
ALTO
valor
daquilo que está
perdido:
(Lucas
15:8-10)
8 “Ou
que mulher, com dez moedas de dracma, se perder uma moeda de dracma,
não acende uma lâmpada e varre a sua casa, e procura
cuidadosamente
até
achá-la
?
9 E
quando a tiver achado, convoca as mulheres que são suas amigas
e vizinhas, dizendo: ‘
Alegrai-vos
comigo,
porque
achei a moeda de dracma que perdi.

10 Assim,
eu vos digo, surge alegria entre os anjos de Deus por causa de um
pecador que se arrepende.”

Jesus
lhes mostrou de forma prática qual o valor que estes pecadores
tinham PARA ELE. Para Jesus, estes
pecadores tinham um ALTO valor
e por isto Jesus sentia por eles uma ALTA
estima
.

Com a
terceira ilustração, Jesus passou a mostrar que embora
o Pai mantenha o que está perdido em
ALTA
estima
, MESMO
ENQUANTO AINDA ESTÁ LONGE
,
existem também aqueles que sentem
BAIXA
estima
por aquilo que está perdido,
mesmo quando
este é achado. O Pai revelou que Sua
ALTA
estima
pelo rebelde filho mais novo
CONTINUAVA
inalterada. Suas reações revelaram a
CONTINUIDADE
de sua ALTA
estima
pelo rebelde filho mais jovem.
Enquanto isso, o filho mais velho não compactuava da alegria
do Pai. Obviamente o irmão mais velho tinha em
BAIXA
estima
o seu irmão mais jovem.
Certamente via seu irmão mais jovem como um vaso que não
prestava pra mais nada em face das reais ações iníquas
praticadas por este.

Era
exatamente assim que estavam agindo os escribas e os fariseus em
relação a seus irmãos pecadores.
Eram
exatamente estes pecadores que o Pai estava procurando
cuidadosamente, e se alegrando em encontrá-los.

Por que os escribas e fariseus não se
alegravam junto com o Pai?? Porque atribuíam um
BAIXO
valor
aos seus irmãos pecadores e
porque tinham por estes irmãos pecadores uma
BAIXA
estima.
Os escribas e os
fariseus atribuíam um alto valor para si próprios e
para as suas obras.

Esta
é realmente uma questão de amor
abnegado
ao próximo como a si mesmo, de fazer ao
próximo o que gostaria que fizessem a você.
(Mateus
7:12)
12
“Todas
as coisas, portanto, que quereis que os homens vos façam, vós
também tendes de fazer do mesmo modo a eles; isto, de fato, é
o que a Lei e os Profetas querem dizer.


foi ignorante? Já deixou de ser ignorante? Até que
ponto?
Embora tido como
sábio
, a ignorância
de Jó o levou a pecar em palavras.
Se
fosse você o ignorante, não gostaria
de receber esta oportunidade? Perder a ignorância antes de ser
definitivamente
julgado? Ser perdoado pela prática da
ignorância? Exemplificando, como se sentiu Paulo depois de ser
“arrancado” do seu estado de ignorância?

A
“fera adestrada” assim se sentiu:
(1
Timóteo 1:12-16)
12
Sou
grato
a
Cristo Jesus, nosso Senhor, que me conferiu poder, porque ele me
considerou fiel por designar-me para um ministério,
13 embora
eu fosse anteriormente blasfemador, e perseguidor, e homem insolente.
Não obstante, foi-me concedida misericórdia,
porque
eu era ignorante
e
agi com falta de fé.
14
Mas
a
benignidade
imerecida
de
nosso Senhor abundou sobremaneira junto com a fé e o amor que
há em conexão com Cristo Jesus.
15
Fiel
e merecedora de plena aceitação é a palavra de
que Cristo Jesus veio ao mundo para salvar pecadores.
Destes
eu sou o principal
.
16
Não
obstante, a razão pela qual
me
foi concedida misericórdia

era que, por
meio de mim, como o principal caso, Cristo Jesus demonstrasse toda a
sua longanimidade, como amostra dos que irão depositar a sua
fé nele para a vida eterna.

A
“fera adestrada” gostou de ter saído do estado de
“fera furiosa” e da amorosa ajuda que recebeu (o
antídoto).

Saulo,
um homem com tanto conhecimento da lei, era ignorante, passível
de recuperação. Por estar tão certo do que
fazia, ele ainda ia atrás de seguidores de Jesus para fazê-los
se retratar. Não são ignorantes todos os demais humanos
imperfeitos? Depois, Paulo não se considerava o principal
pecador? Ser o principal pecador é igual a ser o principal
iníquo. Dentre as iniqüidades praticadas, estão a
insolência e a blasfêmia, além de perseguir os
discípulos de Jesus. O que for que fizerdes a um destes
mínimos, a mim o fizeste, havia afirmado Jesus.

Porque
eu era ignorante e agi com falta de fé”,

assim falou Paulo a respeito da sua motivação
anterior. Ele agiu com falta de fé?? Sim, ele viu e ouviu
falar dos atos e das palavras de Jesus, no entanto, não
acreditou, não depositou fé.
Esta
é uma das primeiras afirmações de
toda
e qualquer “imperfeita fera adestrada
, a respeito de si mesma. Se
toda “imperfeita fera adestrada” reconhece isso “
no
seu caso
, por que não
reconhece ser este o caso de todas as demais “imperfeitas feras
furiosas” ainda não adestradas? O orgulho; o egoísmo;
a competição; o “eu melhor”; ausência
de amor, do amor ao próximo (fera já
adestrada)
como a si mesmo (“fera furiosa
).

Asim
pensa a fera já adestrada:
As
outras “imperfeitas feras furiosas” permanecem neste
estado furioso porque conscientemente escolheram ficar assim, elas
não agem com ignorância e falta de fé; elas sabem
muito bem o que estão fazendo e por isso, merecem a
inexistência eterna”.

Deveria
uma “imperfeita fera adestrada” pensar assim das suas
demais irmãs
imperfeitas feras furiosas”?
Há exatamente um segundo atrás, eu não estava
junto com elas, agindo igual e muitas vezes pior do que elas? Eu era
ignorante, mas, elas não são ignorantes.

A
história se repete. Mas, o erro não está no
sábio e perfeito instrutor, Jesus, tampouco está na
personalidade do Todo Sábio Criador.

A
“fera adestrada” admitiu
:
foi-me
concedida
misericórdia

;
e ainda mais: a
razão pela qual me foi concedida misericórdia era
que,…”,
Cristo
Jesus demonstrasse toda a sua longanimidade.

Nesta parte ele admitiu
não haver mérito pessoal, tal como: eu era uma ovelha,
uma boa pessoa, ou, eu tinha um bom coração.
O
mérito não está em quem muda
,
antes, está naquele que concede inúmeras oportunidades,
e por levar em conta o estado ignorante deste,
ter
pena
, amar
abnegadamente
, e
ainda destapa o olho do ignorante, por providenciar um ambiente e
situações propícias para que este receba e
reconheça seu adestramento.

No
entanto, antes de afirmar isto, Paulo de Tarso afirmou que foi
escolhido para prestar serviço exatamente por ele ser fiel e
que Aquele que o escolhia confiava nele, e por isso o havia
escolhido. Eu não merecia, eu fui muito iníquo, fui
tratado com misericórdia, mas fui escolhido por eu ser um
homem fiel.

Benignidade
IMERECIDA
é um ato de bondade
feito a quem NÃO
MERECE
. “Não
merece”
, se
aplica a todo e qualquer humano imperfeito.

Será
que podemos afirmar que Saulo, neste estado de ignorância, era
para Jeová e Jesus qual criança que não sabia a
diferença entre a sua direita e a sua esquerda, e que, qual
criança preferiria uma cheirosa barra de chocolate a uma
valiosa barra de ouro? O histórico responde que sim.
Entretanto, na visão dos discípulos, Saulo era outra
coisa, (um perigoso iníquo, o mais iníquo dos iníquos).

Quão
grato somos por Jeová embora punir humanos imperfeitos por
ignorantes erros cometidos, não levar em conta tais erros para
o julgamento final
e
definitivo destes! Pois este
é o caso de cada ser humano imperfeito, vivo ou morto.

O
perfeito Jesus ensina uma profunda lição a Simão,
através de uma de suas ilustrações sobre o
perdão e da reação do perdoado, em Lucas
7:40-47, que obviamente também é lição
para nós
. 40
Jesus
disse-lhe, porém, em resposta: “Simão, tenho algo
para dizer-te.” Ele disse: “Instrutor, dize-o!”
41
Dois
homens eram devedores de certo credor; um devia quinhentos denários,
mas o outro, cinqüenta.
42
Quando
não tinham com que [lhe] pagar de volta, perdoou liberalmente
a ambos.
Portanto,
qual deles o amará mais?”
43
Em
resposta, Simão disse: “Suponho que seja
aquele
a quem perdoou liberalmente mais
.
Disse-lhe
ele: “Julgaste corretamente.”
44
Com
isso se voltou para a mulher e disse a Simão: “Observas
esta mulher? Entrei na tua casa; tu não me deste água
para os meus pés. Mas esta mulher molhou os meus pés
com as suas lágrimas e os enxugou com os seus cabelos.
45
Tu
não me deste nenhum beijo; mas esta mulher, desde a hora em
que entrei, não deixou de beijar ternamente os meus pés.
46
Tu
não untaste a minha cabeça com óleo; mas esta
mulher untou os meus pés com óleo perfumado.
47
Em
virtude disso, eu te digo que os pecados dela, embora sejam muitos,
estão perdoados, porque ela amou muito; mas aquele a quem se
perdoa pouco, ama pouco
.”

Certamente
o mais iníquo tem muito mais motivos reais para amar. Aquele
iníquo que pratica apenas 10% de justiça (tem 90% de
iniquidade) certamente amará mais ao Criador, do que aquele
que pratica 90% de justiça (tem 10% de iniquidade) ao serem
igualmente perdoados. Ademais, aquele que pratica 90% de justiça
certamente
se
considera muito melhor
do
que o outro que pratica apenas 10% de justiça.

No
futuro, ao
certamente
notarmos o cumprimento das profecias de Jesus e
vermos toda aquela geração iníqua dos dias de
Jesus, inclusive todos aqueles que o mataram, todos os homens de
Nínive, Tiro e Sídon, Sodoma e seus distritos, todos os
demais crassos pecadores contemporâneos, aqueles chamados de
ex-irmãos, os nossos vizinhos, todos os que muitos afirmam
estarem julgados definitivamente, serem levantados no Dia de
Julgamento, seremos envergonhados por nossa
atitude
soberba
para
com muitos deles?

Ou
será que reconhecemos desde já que o seu estado
ignorante é fruto da pecaminosidade que nos é inerente
e aguardamos
ansiosamente
que sejam anestesiados e recebam o
antídoto do nosso Criador? Afinal, não era este o nosso
estado há alguns segundos ou algumas horas atrás? Será
que já esquecemos?

Será
que realmente conhecemos o Pai?? São ações das
quais se afirma que o Pai é que fará. Afirma-se que o
Pai condenou tais pecadores, que Jesus condenou tais pecadores e que
tais pecadores não são mais filhos amados. O que o
futuro nos reserva?

A
profecia tem que se cumprir também em nós os que
vivemos no tempo do fim?
Com certeza,
individualmente, levaremos os nossos próprios erros na memória
e nos envergonharemos deles. E como nosso Criador é aquele que
vai ressuscitar a todos, desde o início, ciente de todos os
pensamentos e sentimentos de todos os humanos, justos, injustos e
iníquos, respeitando o livre arbítrio destes, devolverá
a todos, os seus mais íntimos pensamentos e sentimentos, sim,
todos eles.
Ezequiel 16:63
Para
te lembrares e realmente te envergonhares

.

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informativa de Jesus encontra-se sabatinada em outras páginas
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