AmorBondade de JeováImparcialidadeLivre-arbítrio

IGUALDADE – O lugar do “eu” na Teocracia









O
lugar do “eu” na Teocracia




Modificado em 21/07/19




Em pesquisa


O que é mesmo Teocracia??


Significado de Teocracia


substantivo feminino Forma de governo em que os membros da Igreja
interpretam as leis e têm autoridade tanto em assuntos cívicos quanto
religiosos. A palavra vem do grego theos, que significa Deus, e kratein, que
significa governar.


Governar é dirigir, administrar. Deus
dirigindo e administrando exatamente o que?? Administrar os problemas criados
pelos súditos?? Resolver os problemas causados pelos súditos?? Que tipo de
governo você espera de Deus??


Quando os “insatisfeitos” humanos pediram para haver um rei
humano sobre si, o que esperavam do rei humano, já que o invisível Rei
rejeitado não estava fazendo segundo o desejo do povo?? O que esperavam do
rei??
(1 Samuel 8:19-20) 19 No
entanto, o povo negou-se a escutar a voz de Samuel e disse: “Não, mas um rei
virá a estar sobre nós. 20 E também nós teremos de
tornar-nos iguais a todas as nações, e o nosso rei terá de julgar-nos, e terá
de sair na nossa frente e travar as nossas batalhas.. . .


Notem o que os súditos esperavam do Rei
==► Servir qual juiz para resolver disputas entre súditos e sair na
frente e travar as batalhas desejadas pelo povo….


Estando em pleno descontentamento, decepcionados
com o Todo Poderoso Rei invisível, o povo queria alguém que os tirasse daquela
frustração… Não é esta a reação comum e esperada de alguém decepcionado??


Significado de Descontentamento


substantivo masculino Insatisfação; expressão de desgosto, de
frustração; sentimento. De decepção: cresce o descontentamento do povo
brasileiro. Aborrecimento; sensação de desprazer; o que causa tédio, enfado: as
críticas causaram grande descontentamento no autor.


 


O Rei rejeitado não fazia estas coisas??
Se estivesse “satisfazendo” as vontades do povo, o povo não insistiria tanto em
ter um rei humano, igual às demais nações…


O comportamento do Rei invisível não era
o comportamento esperado e desejado pelos súditos.. Em face disso, estavam
insatisfeitos. O que gerou a insatisfação dos súditos?? Gerou o desejo de
trocar de rei, rejeitando o rei existente na busca de outro. Bem, os súditos
foram atrás da satisfação da vontade unânime, indo atrás de um outro rei que
lhes deixassem satisfeitos.


Será que o comportamento dos súditos era o
comportamento esperado pelo Rei invisível?? Será que o Rei invisível estava
insatisfeito? Não podemos esquecer que foi o Rei invisível quem escolheu
aqueles humanos para serem Seus súditos. Caso o Rei estivesse insatisfeito,
deveria Ele rejeitar os súditos e ir na busca de outros súditos que fizessem o
que Ele esperava e desejava deles??


Dentro de um sistema perfeito, projetado, criado e programado de forma perfeita, plenamente confiável, não existe espaço para algo ou
alguém que comete erros, ou não cumpra perfeitamente o objetivo para o qual foi
criado, logo, não confiável, pois sua existência poria em perigo toda a ordem
do sistema e provavelmente todo o sistema seria permeado (contaminado)
com tais erros. Ele colocaria em risco as vidas do sistema.
Caso venha a existir algo ou alguém não confiável, o que faria um Criador
Sábio?

Descartar-se dele?? O Sábio Criador passaria a
vê-lo como um
OBSTÁCULO a ser eliminado?? Que sentimento devem ter os demais, por este que deixou
de ser confiável?? Desejarem sua eliminação para não ocasionar problemas para
parte do grupo ou para todo o grupo??


O que o “eu” tem a
ver com isso? O problema é que o “eu” tem
VONTADE
própria; o “eu” não faz
as coisas por instinto; o “eu” não nasce com uma definida programação
em seu cérebro, o “eu” foi projetado com amplo desejo e ampla
capacidade de
aprender, inclusive pela observação; o
“eu” recebeu a capacidade de raciocinar ou manipular “
informações” recebidas; a VONTADE
do “eu” obedece ao seu
raciocínio. Até os
SENTIMENTOS do
“eu”, são manipuláveis através da
INFORMAÇÃO. O “eu” é fruto da quantidade e
qualidade de informações recebidas nas suas diversas formas e armazenadas na
sua mente. É também através da informação que um “eu” fica sabendo da vontade
de um outro “eu”. Para satisfazer a
vontade de
outrem, o “eu” tem de abrir mão de suas vontades pessoais,
voluntariamente ou não. O que motivará “eu” a abdicar de suas
vontades em favor da
vontade de
outro “eu”? O que ocorrerá quando houver diferença de vontades??



Antes de receber a ordem de não
comer do fruto daquela árvore específica, nada havia de restrição na mente de
Adão e nem de Eva em relação àquela árvore. 
O “eu” recebeu uma ordem que envolvia a coisa mais importante:
a vida, a continuidade da vida. Por não ser robô, o “eu” tem sempre a
opção de cumprir ou não uma ordem:
(Gênesis
2:15-17)
. . .. 16 E Jeová Deus deu também esta ORDEM ao homem: “De toda árvore do jardim podes comer à vontade.
17 Mas, quanto à árvore do conhecimento do que é bom e
do que é mau, não deves comer dela, porque no dia em que dela comeres,
positivamente morrerás . . .


Que IMPORTÂNCIA
havia em obedecer ou não a uma ordem do Criador?? O Criador
apresentou ao humano o
RESULTADO final
para aquele que não fosse obediente, ou seja, o resultado final por
consequência da desobediência. O Criador apresentou ao humano à “
PUNIÇÃO”. O desobediente não ficaria sem a “punição”. Toda árvore produz um fruto. Desta
forma, a desobediência também tem seu fruto característico.


O que deveria MOTIVAR o “eu” a não comer do fruto da
árvore? A motivação que lhe foi oferecida foi o medo da morte, medo de perder a vida que tinha.

Que VALOR o “eu”
atribuía à sua vida naquele instante em que recebeu esta ordem?? A informação
recebida por “eu” falava sobre a existência de uma consequência trágica. É o
tipo de informação que pode gerar um sentimento chamado medo.


Significado de Medo


substantivo masculino Estado emocional provocado pela consciência
que se tem diante do perigo; aquilo que provoca essa consciência.


Seria suficiente tal motivação?
Até aparecer outra motivação, sim. Afinal, a vida era a coisa mais importante
que este possuía. Será que o eu se apegaria à vida como o tesouro valioso a ser
preservado e protegido?? Mas, seria 100% confiável sob quaisquer
circunstâncias?


Com o passar do tempo e de
convívio com a ordem e a árvore, sem que houvesse agressividade da árvore, este
medo foi diminuindo, obviamente.


Notou como a simples informação
recebida pelo “eu” começava a gerar uma necessidade de se obter mais e mais
informações?? Estas informações ainda não existiam na mente do “eu” que tem
como nome Adão.


Com o passar do tempo também
poderia surgir a curiosidade em relação à árvore e ao seu fruto. O que tem de
especial no fruto desta árvore que possa provocar morte. E se outros animais
comessem o fruto daquela árvore sem qualquer malefício para eles?? Isto
aumentaria a curiosidade, certo??


Eram muitos detalhes que
necessitavam de plena informação e correta compreensão.


Como reagiria o “eu”
após surgir outra motivação: a motivação para não obedecer? Afinal, como
surgiria uma outra motivação para o “eu”?


E se houver um induzimento?? E
se houver uma provocação??


Significado de Provocar


verbo bitransitivo Estimular; incitar alguém a fazer alguma
coisa.
verbo transitivo direto Desafiar; obrigar uma pessoa a
participar de alguma coisa. Ocasionar; ser o motivo de: o ópio provoca o sono.
Tentar; incitar o desejo: sua sensualidade provocava os sambistas.


Como viria esta provocação??


Uma “NOVA INFORMAÇÃO
foi apresentada para que servisse de base para alterar a motivação de
“eu”.


 


Foi apresentado para “eu” a nova motivação. Foi
apenas uma “PALAVRA”
. Foi-lhe dito:


(Gênesis 3:4-5) 4 A isso a serpente disse à mulher:
“Positivamente não morrereis. 5 Porque Deus sabe que,
no mesmo dia em que comerdes dele, forçosamente se abrirão os vossos olhos e
forçosamente sereis como Deus, sabendo o que é bom e o que é mau.”


Você não
vai morrer.
Não vou
morrer?? Bem, neste caso o que acontece se “eu” não obedecer a esta ordem??


O que meus olhos não estão percebendo?? Existe alguma coisa
que meus olhos não estão vendo?? O que verei quando forem abertos?? Como será
que Deus é?? Como será ser como Deus, sabendo o que é bom e o que é mau? Era o
bem e o mal para quem?? Além de não perder a vida, provavelmente sairei
ganhando em ser como Deus. Seria num passe de mágica que o “eu” ficaria
SABENDO o que é bom e o que é mau?? Tinha o “eu”
a
CAPACIDADE
para determinar o certo e o errado
no comportamento humano??
Naquele
momento, o que o “eu” SABIA sobre o que é bom e o que é mau??
Que INFORMAÇÕES sobre certo e errado, bom e mau,
existiam na mente de “eu”. Não havia nenhuma. Havia a informação de que haveria
mal para ele “se” ele comesse do fruto daquela árvore. Só havia a informação
referente a este mal que poderia sobrevir sobre ele. O Criador havia lhe dado
apenas a informação concernente a apenas um item. O Criador lhe havia
informado:
Comer
do fruto desta árvore é errado, e comer trará um mal sobre você.
O “eu” começou a usar sua
imaginação, dando adubo (combustível) ao solo para o nascimento do desejo.
Havia realmente alguma coisa no fruto daquela árvore que provocaria a morte do
humano?? Passou a se sentir como se estivesse faltando algo novo do qual ela
tinha a curiosidade de ver e ter?? Muito embora a “serpente”(suposta fonte da
nova informação)  tenha deixado bem claro
que a fonte da nova informação não era a mesma da primeira e que além disso
afrontava claramente a informação anterior, veja a reação da mulher:


(Gênesis 3:6) 6 Conseqüentemente,
a mulher viu que a árvore era boa para alimento e que era algo para os olhos
anelarem, sim, a árvore era desejável para se contemplar.. . .


Comer do
fruto desta árvore não é errado

– esta foi uma segunda informação na mente de Eva. E assim nasceu uma coisa
chamada dúvida. Aquilo que no primeiro instante era certo, neste segundo
instante era duvidoso. Isto foi uma palavra produzindo reações. No entanto, o
desejo é um sentimento que tem o poder de fabricar dúvidas.


O objeto do medo passou a ser
um objeto desejável. A “palavra” supostamente falada pela serpente foi uma
semente plantada na mente daquela mulher, que
produziu o
desejo
. No entanto,
ainda faltavam muitas
INFORMAÇÕES. Onde buscar as informações que faltavam??


Não tinha o primeiro casal tudo
para obedecer ao Criador? Após o questionamento da motivação “medo da
morte”, com sua teórica retirada (positivamente não morrereis) e a
apresentação de uma suposta vantagem para o “eu” (forçosamente sereis
como Deus, sabendo o que é bom e o que é mau), nasceu um pequeno desejo que
cresceu e cresceu. O objeto do medo passou a ser um objeto desejável. Em pouco
tempo, esta foi a reação do “eu”:
(Gênesis
3:6) …De modo que começou a tomar do seu fruto e a comê-lo.
Depois deu também dele a seu esposo, quando estava com ela, e ele
começou a comê-lo.


Que valor revelou atribuir o
“eu” a sua própria vida?? O “eu” deu vazão a sua nova
vontade, obedecendo a seu desejo. O “eu” deixou-se
levar por um “desejo”
que
surgiu após ele ouvir uma nova “palavra”. O “eu” preferiu satisfazer
a vontade própria no lugar de se submeter à Teocracia (satisfazer a vontade do
Criador, obedecendo-o); ele decidiu, ele tomou uma decisão. O medo da morte não impediu

o “eu” de desobedecer ao
Criador, quando este buscou satisfazer sua vontade (vontade do “eu”),
quando passou buscar a possível vantagem

que lhe foi apresentada. Também
foi-lhe garantido que ele não morreria. Afinal, morreria ou não morreria??
O “eu” decidiu
trilhar um caminho desconhecido para ele.
O
“eu” colocou a sua vida em risco??
O “EU” INGRESSOU EM UMA AVENTURA. O “eu”
decidiu pular de um precipício, mesmo sem saber que possibilidade real existia
em sobreviver ou não
.
SUA DECISÃO
FOI UM SALTO NO ESCURO.
Neste
momento de decisão, parece que a “vida” passou a ter um valor mais baixo. Duas
palavras totalmente opostas, palavras que apresentavam perspectivas diferentes
em relação ao futuro. O humano não tem uma bola de cristal para poder ver o
futuro. Neste caso ele ficou em uma incógnita. O que devo fazer??
Sendo incapaz de
ver o futuro, ele teria de confiar em uma das duas palavras faladas.
POR QUE ELE ERA INCAPAZ DE VER O BEM E O MAU?? A continuidade de sua vida dependia de
sua decisão. Em quem devo confiar??? Assim, o humano foi confrontado com uma
situação da qual ele teria de tomar uma decisão,
cujo resultado era INCERTO EM SUA MENTE. Tratava-se de algo inédito, uma decisão
inédita para o humano. O humano foi colocado diante de uma dúvida, ele foi
apresentado à
dúvida. Realmente, ele ficou apenas com duas
alternativas:
Confiar
na palavra falada por Jeová OU confiar na palavra falada pela “serpente”.


Um
resultado a curto, a médio ou a longo prazo??


A “serpente” não falou com
Adão. Adão recebeu uma ordem bem simples, diretamente da boca de Jeová. Eva foi
a primeira a comer do fruto daquela árvore. Ela foi primeira a arriscar a sua
vida.
Ela estava sozinha quando decidiu comer daquele
fruto.
Depois de comer
do fruto, Eva procurou Adão e revelou o que ela já havia feito.
Adão, quero
te dizer uma coisa: “eu comi daquele fruto proibido”
. Bem, agora era a hora de Adão. O que
ele faria?? Eva, você comeu do fruto proibido?? E você continua viva?? Claro
que estou viva. Veja, você também pode comer. Tome, coma.


Bem, a decisão de Adão é um
fato histórico.


É óbvio que esta desobediência
levantou diversas questões (diretas e indiretas) e o Criador passou a trazê-las
a atenção, para que fossem discutidas e sentidas por suas criaturas, para o
benefício delas, obviamente.
O humano precisava de muitas e muitas INFORMAÇÕES.
Toda
árvore necessita de um “tempo” específico para produzir o seu fruto. Havia
necessidade de “tempo”.
A morte não mostrou ser um resultado a
curto prazo.
Tempos depois,
trazendo à atenção a questão da obediência, novamente o Criador fez um acordo
com humanos, estabelecendo a mesma motivação (medo das punições, inclusive a
morte), pois haveria maldições e morte pela desobediência e uma vantagem para o
“eu” (as bênçãos divinas no caso de obediência). Seria o “bem” por
fazer assim e o “mal” por fazer assado?? Este acordo foi feito com a nação de
Israel junto ao monte Sinai. É esta a melhor motivação para o “eu”
obedecer? Mostraria o “eu” que era 100% confiável desta vez? O que
buscaria o humano desta vez??
Neste
momento, que valor passaria a ter a “vida” para tais
humanos pactuados?? Dariam este um maior
valor à vido do que o valor dado a ela por Adão e Eva??


Praticar o que é certo, o
bem, trará bênçãos, trará o bem, te fará bem, enquanto que praticar o errado, o
mal, trará as maldições, trará sobre si o que é mal. Cada árvore produziria seu
fruto específico. Assim, o Criador estava mostrando ao humano o que era certo,
o bem, e o que era o errado, o mal. O Criador estava deixando claro que o
“resultado” final determinaria para o humano que aquela ação era realmente
errada. Será que o humano concordaria com o Criador??? Será que o humano
precisaria sentir na carne o resultado negativo para finalmente poder concordar
com Criador??


O Pai passou a descrever para o
humano quais eram as coisas detestáveis. O Pai afirmou ainda mais: “Embora
estas coisas detestáveis sejam praticadas por outras pessoas,
vocês não podem continuar a praticá-las; as
pessoas que praticam tais coisas detestáveis tornam-se impuras e poluem a
terra; por elas terem praticado estas coisas detestáveis é que Eu as estou
desalojando da terra que mana leite e mel”.
O Criador
estava revelando para o humano, aquilo que era certo (bem) e aquilo que era
errado (mal).


O povo escolhido para ser ensinado, também recebeu a mesma
motivação para obedecer, ou seja, bençãos (resultados benéficos) por obedecer e
maldições (resultados maus) por desobedecer. Estas foram as palavras de Moisés
no seu resumo das declarações de Jeová:


(Deuteronômio
11:26-28)
26 “Vede,
ponho hoje diante de vós a bênção e a invocação do mal: 27
 a bênção, se obedecerdes aos
mandamentos de Jeová, vosso Deus, que hoje vos ordeno; 28 e
a invocação do mal, se
não obedecerdes
aos mandamentos
de Jeová, vosso Deus, e vos desviardes do caminho que hoje vos ordeno, de modo
a andardes seguindo outros deuses que não conhecestes.


O povo escolhido desejava as bênçãos ou as maldições?? Quem
é que deseja maldições?? As palavras faladas por Moisés levavam o humano a
continuar desejando o lucro pessoal. Certo de que esta não é a melhor
motivação, nesta mesma ocasião o próprio Criador afirmou que os humanos
optariam pela desobediência:


(Deuteronômio 31:16) 16 Jeová disse então a Moisés:
“Eis que te estás deitando com os teus antepassados; e este povo
certamente se levantará e terá relações imorais com deuses estrangeiros da
terra à qual vão, no seu próprio meio, e
certamente me abandonarão e
violarão meu pacto que concluí com eles.


Na verdade, o que
estas maldições revelariam ser??
Será
que seriam simplesmente meros programados castigos da parte de Deus?? Não
seriam tais maldições as “consequências lógicas”, a curto, a médio e a longo
prazo, em face das escolhas feitas pelos humanos pactuados?? Aquilo que eles
achavam ser o melhor para eles, os levariam a ter sobre si aquilo que eles não
desejavam??


Tanta certeza e principalmente para não deixar qualquer
dúvida ao povo que Ele havia predito isso, que Jeová compôs um cântico,
especificando detalhes das ações desobedientes deste povo pactuado:


(Deuteronômio 31:19-20) 19 “E
agora, escrevei para vós este cântico e ensinai-o aos filhos de Israel. Ponde-o
nas suas bocas,
para que este cântico
sirva como
MINHA TESTEMUNHA contra os filhos de Israel
. 20 Pois eu os levarei ao solo que jurei aos seus
antepassados, que mana leite e mel, e certamente comerão e se fartarão, e
engordarão e se virarão para outros deuses, e deveras os servirão e me tratarão
com desrespeito,
E VIOLARÃO MEU PACTO.


O povo já demonstrava o desejo de seguir o caminho oposto
ao indicado pelo Criador. Assim falou Jeová:


(Deuteronômio
31:21)
21 E tem de dar-se que, vindo sobre eles muitas calamidades e
aflições, então este cântico tem de responder diante deles como testemunha,
pois não deve ser esquecido pela boca de tua descendência,
porque bem sei a SUA
INCLINAÇÃO QUE HOJE ESTÃO DESENVOLVENDO
antes de eu os
introduzir na terra
que lhes
jurei.”


O povo já apresentava o desejo
de seguir um caminho oposto ao indicado pelo Criador. Mesmo sabendo das
“maldições” previstas, plenamente avisadas pelo Pai, o povo
desejava fazer o
oposto ao que Jeová havia ordenado?? Isto não é incrível?? O que fez o
Criador?? Bem, o Criador compôs um cântico que serviria de testemunha contra o
povo. Será que com este
alerta contra si mesmos, o povo mudaria de
direção??


O Criador lhes havia dado
regulamentos que determinavam o que era 
bom e o que era o mau, o que era o certo e o que era o errado, certo e
errado fazerem contra si mesmos, pois o resultado final, lhes traria o bem ou o
mal. O povo revelava
discordar
do Criador.


O cântico composto por Jeová
encontra-se em Deuteronômio
32:1-43. Certamente esta motivação não foi suficiente para o “eu”
tornar-se 100% confiável e abandonar a satisfação de suas vontades para dar
lugar à vontade de Jeová
. EGOÍSMO
VERSUS ALTRUÍSMO
. De um
lado o egoísmo e do outro a abnegação.


Mesmo sabendo do desejo do
povo, desejo este que simplesmente
antecedia as ações, o Pai não só permitiu ao povo
experimentar seus erros, como permaneceu mantendo o mesmo relacionamento com o
povo.
Decerto que o Pai revelou possuir um objetivo. Que objetivo tinha o Pai???


Será que
o povo passou a ser visto por Jeová como um “
OBSTÁCULO” a ser REMOVIDO
através da ELIMINAÇÃO???


As palavras saídas da boca do próprio Jeová e retransmitidas
por Jeremias deixam bem claro que o medo não foi uma motivação suficientemente
forte para fazer Judá, a tribo remanescente, obedecer ao Criador. Foram estas
as palavras:


(Jeremias 3:6-8) 6 E Jeová passou a dizer-me nos dias de Josias, o rei:
“‘Viste o que fez a infiel Israel? Ela anda sobre todo monte alto e debaixo de
toda árvore frondosa, para ali cometer prostituição. 7 E depois de ela
fazer todas estas coisas, eu continuava a dizer que devia voltar a mim, mas ela
não voltou; e Judá olhava para a sua própria irmã traiçoeira. 8 Quando
cheguei a ver isso, pela própria razão de que a infiel Israel cometera
adultério, mandei-a embora e passei a dar-lhe um certificado de seu pleno
divórcio, contudo, a traiçoeira Judá, sua irmã,
não ficou com medo, mas ela mesma também começou a ir e a cometer
prostituição.


Apesar de ver seus irmãos
(Israel – Samaria) sendo punidos por determinado erro (retirados da terra de
Canaã), Judá passou a fazer ainda pior, não ficou com medo. O que acontece com
aquele que
obedece
por medo
, quando, por um
motivo qualquer, o medo acaba?? Sua vontade reprimida vem à tona e ele satisfaz
a esta vontade, apesar do risco. Ele passa a minimizar ou ainda, a
desconsiderar o risco existente e ingressa em uma aventura atrás da satisfação
do seu desejo. Ao final, ele dirá: Vou morrer, mas, pelo menos satisfarei minha
vontade.
Será que também
não entendiam plenamente todas as coisas que haviam acontecido a Samaria?? Será
que se consideravam melhores do que Samaria?? Será que consideravam o que havia
acontecido com Samaria como um mero castigo de um Deus que havia ficado com
raiva de Samaria??


 



Depois da violação predita, o Criador afirmou que
concluiria
outro
pacto com a mesma casa de Israel:


(Jeremias 31:31-34) 31 “Eis que vêm dias”, é a
pronunciação de Jeová, “
e eu vou concluir um NOVO pacto com a casa de Israel
e com a casa de Judá; 32
não um igual ao pacto
que concluí com os seus antepassados
no dia em que os tomei pela mão para os tirar da terra do Egito, ‘pacto
meu que eles próprios violaram, embora eu mesmo tivesse a posse marital deles’,
é a pronunciação de Jeová”. 33 “Pois este é o pacto
que concluirei com a casa de Israel depois daqueles dias”, é a
pronunciação de Jeová.
VOU PÔR A MINHA LEI NO SEU ÍNTIMO E A
ESCREVEREI NO SEU CORAÇÃO
. E vou tornar-me seu Deus e eles mesmos se tornarão meu
povo.” 34 “E não mais ensinarão, cada um ao seu
companheiro e cada um ao seu irmão, dizendo: ‘Conhecei a Jeová!’
porque TODOS ELES ME CONHECERÃO , desde o menor deles até o maior deles “, é a pronunciação de Jeová. “Porque perdoarei
seu erro
e não me lembrarei mais
do seu pecado.”


O CRIADOR AFIRMOU
AINDA MAIS: VOU CONTINUAR A FAZER USO DO PERDÃO.


O humano
não mais se deixaria “ser ensinado” por outro humano.


“Eu OUVI DIZER que o Senhor era
assim”
– esta foi a
resposta dada por Jó para Jeová. Na sua confissão de pecado, assim falou Jó
para Jeová:


(Jó 42:1-6) 42 E Jó passou a responder a Jeová e a dizer: 2 “Fiquei sabendo que és capaz de fazer todas as coisas, E não há
idéia que te seja inalcançável. 3
‘Quem é este que está obscurecendo o conselho sem conhecimento?’ POR ISSO
FALEI
, mas não estava entendendo Coisas maravilhosas demais para mim, as
quais não conheço. 4
‘Ouve, por
favor, e eu mesmo falarei. Eu te perguntarei e tu mo farás saber.’ 5
EM RUMORES
OUVI A TEU RESPEITO
, Mas agora é o meu próprio
olho que te vê. 6 Por isso
faço uma retratação E deveras me arrependo em pó e
cinzas.”


Jó aceitava como “verdade absoluta”
todos os rumores a respeito de Jeová, que seus
antepassados lhe haviam transmitido, logo, os havia repetido. No entanto, agora
Jó fazia uma
retratação
de suas afirmações a respeito de
Jeová,
se
arrependia
de tê-las
pronunciado.


O Criador fez o humano saber de
dois ingredientes neste novo pacto, ingredientes existentes, mas não observados
até então. Um
CONHECIMENTO pleno
da personalidade daquele que estabelece o pacto junto com o
SENTIMENTO
de amor. Um humano plenamente informado
e com uma profunda sensibilidade
amorosa. Uma lei escrita no coração, um coração sensível. O humano deveria atribuir
um alto valor para a vida, a coisa mais importante que ele possuía. Não apenas
à sua vida, mas também à vida de todos demais a seu redor.
O que levaria o
humano a atribuir um Alto valor para a sua vida e para a vida os demais?? O
pleno conhecimento da personalidade do Pai. O humano passaria a copiar os
sentimentos do Pai.


O
Criador, O Pai, é o “professor” e o humano é o “aluno”, o “aprendiz”.


O Pai não mudaria a lei. O que mudaria
era sensibilidade do coração do homem, o local onde é semeada a lei de Deus.


Quando Jesus esteve na terra,
deixou bem claro que todos os mandamentos ou leis se resumiam em duas leis.
Ambas tinham a ver com o
Amor
:(Mateus 22:35-40) 35 E um deles, versado na Lei, perguntou para prová-lo: 36
“Instrutor, qual é o maior mandamento na Lei?” 37 Disse-lhe:
“‘
Tens
de amar
a Jeová,
teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de toda a tua mente.’ 38
Este é o maior e primeiro mandamento. 39 O segundo,
semelhante a este, é: ‘
Tens de amar o teu próximo como a ti mesmo.’ 40 Destes
dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas.”



Adicionado ao amor
acompanha o conhecimento : “Porque todos me conhecerão”
disse Jeová, falando do novo acordo (pacto). Assim também falou Jesus:


(João 17:3) 3 Isto significa
vida eterna, que absorvam
conhecimento de ti, o único Deus verdadeiro, e daquele que enviaste,
Jesus Cristo..
. .


PARA
CONHECER O PAI, VOCÊ PRECISA CONHECER OS REAIS SENTIMENTOS DO PAI.


Os humanos,
até a vinda de Jesus à terra, não conheciam a Jeová, NENHUM deles conhecia o
Pai.
Por não
conhecerem o Pai
, praticariam atos de maldade contra outros humanos, entretanto,
fazendo isso
pensando
que estavam agradando a Deus. Neste caso, os humanos tiravam suas próprias
conclusões em relação a alguma palavra ou alguma ação tomada pelo Pai e criavam
os “rumores”. Isto pode acontecer com qualquer humano, em qualquer ponto da
corrente do tempo, inclusive agora. Assim falou Jesus:


(João 16:1-4) 16 “Tenho falado estas coisas para que não tropeceis.
2 [Os] homens vos expulsarão da sinagoga. De fato, vem a hora em que
TODO AQUELE que vos matar imaginará que tem prestado
um serviço sagrado a Deus. 3 Mas,
FARÃO estas coisas PORQUE NÃO VIERAM A CONHECER NEM O PAI NEM
A MIM.
4 Não obstante, tenho-vos falado estas coisas para que,
quando chegar a hora delas, vos lembreis de que vos falei delas.. . .




Para agradar a uma pessoa, “eu” tenho de conhecer profundamente a sua
PERSONALIDADE.
Em relação ao Pai, eu tenho de saber qual é o seu sentimento em relação cada um
dos humanos e para cada um dos demais de sua criação.

Jesus veio à terra para nos informar como é o Pai e nos mostrar o Pai, para nos
mostrar a real
personalidade
do Pai, para nos revelar quais são os reais
sentimentos do Pai. De Jesus podia-se afirmar: Tal
Pai, Tal Filho. Jesus mostrou ser a imagem e semelhança do Pai.


Embora o “eu” não tenha dado o
real valor à sua vida, ele supervaloriza a sua vontade. Pegar, receber,
armazenar; possuir para si; geralmente são os objetivos do “eu.
Por que
o “eu” valoriza muito mais a “sua vontade” do que a “sua vida”?? Por que o “eu”
se lança atrás de aventuras, mesmo sabendo que existe risco para a sua vida??


Enquanto o “eu” está
preocupado em buscar e receber coisas e mais coisas para si, coisas que se pode
ver e pegar, Jesus trouxe a atenção exatamente o contrário:
(Lucas 6:38)
38 Praticai o dar, e dar-vos-ão.
Derramarão em vosso regaço uma medida excelente, recalcada, sacudida e
transbordante. Pois, com a medida com que medis, medirão a vós em troca.”


Não há lugar para o “eu” egoísta na teocracia.
Enquanto o “eu” está preocupado e ansioso de satisfazer suas vontades
e desejos, estas foram as palavras saídas da boca de Jesus:


(Mateus
16:24)
24 Jesus disse então aos seus discípulos: “Se alguém
quer vir após mim
negue-se a si mesmo e apanhe a sua estaca de tortura, e siga-me
continuamente. . .


(Marcos
8:34-35)
34 Chamou então a multidão
a si, com seus discípulos, e disse-lhes: “Se alguém quer vir após mim,
repudie-se a si mesmo e apanhe a sua estaca de
tortura, e siga-me continuamente. 35 Pois, todo aquele que quiser salvar a
sua alma, perdê-la-á; mas todo aquele que perder a sua alma por causa de mim e
das boas novas, salvá-la-á.


(Lucas 9:23-24) 23 Ele prosseguiu então a dizer a todos: “Se alguém
quer vir após mim,
repudie-se a si mesmo e apanhe a sua estaca de tortura, dia após dia, e siga-me
continuamente. 24 Pois todo aquele que quiser salvar a sua alma,
perdê-la-á; mas todo aquele que perder a sua alma por minha causa é o que a
salvará.
(Mateus 10:38-39) 38 E aquele
que não aceita a sua estaca de tortura e não me segue não é digno de mim
. 39 Quem achar a sua alma,
perdê-la-á, e quem perder a sua alma por minha causa, achá-la-á.


Não tenha nada armazenado,
não armazene
nada, não tome posse de nada, não seja dono de nada, venda tudo o que tem e distribua entre
os pobres; estas foram as ordens de Jesus para os discípulos.


(Lucas 12:32-34) 32 “Não temas,
pequeno rebanho, porque vosso Pai aprovou dar-vos o reino. 33
 VENDEI AS COISAS QUE VOS PERTENCEM e fazei dádivas de
misericórdia.
Fazei para vós mesmos bolsas
que não se gastem, um tesouro que nunca falhe, nos céus, onde o ladrão não
chega perto nem a traça consome. 34
 Pois onde estiver o vosso tesouro, ali estará também o vosso
coração.


 


Jesus era um homem muito
rico
. Qual era o seu
tesouro?? Sua personalidade, fruto das qualidades espirituais. Na verdade, tais
qualidades são SENTIMENTOS. Sentimento é algo que não se pode pegar, tomar,
roubar, … Ninguém podia roubar dele estas qualidades. A
FONTE
de tais qualidades é o Pai.


Jesus trouxe a atenção o imprescindível detalhe da abnegação. Onde houver
abnegação não existe a busca de satisfazer a vontade do “eu”. Há uma
evidente oposição; onde estiver uma, a outra estará no lado oposto. Não era uma
coisa ou situação temporária. Nas expressões “siga-me continuamente”
e “dia após dia” Jesus deixa claro que se trata de
eterna abnegação , todo o tempo, continuamente. A FORMA DE VIDA
vivida por Jesus também deixou
claro que ele vivia não para satisfazer a vontade do “eu”, o
“eu” não era a coisa principal, pois assim falou Jesus:
(João 6:38) 38 porque desci do céu, não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou.


BEM, ISTO
É OBEDIÊNCIA.


A
abnegação é um sentimento que protege a “vida”; não coloca a “vida” em risco.


A abnegação é uma livre
decisão pessoal. A pessoa decide abrir mão de algo que ela poderia fazer, logo,
a abnegação é uma decisão consciente, que deve visar o bem-estar de alguém.


Jesus abria mão de vontades
pessoais para satisfazer a vontade de alguém que ele amava. Jesus também
CONHECIA o
Pai. Tendo se tornado humano, naquele momento, Jesus era o
ÚNICO
humano que conhecia a personalidade do Pai.
TODOS os humanos vivos e TODOS os humanos que haviam morrido NÃO CONHECIAM
a personalidade do Pai. Estes humanos haviam feito muitas afirmações a respeito
da personalidade do Pai, no entanto,
ESTAVAM
EQUIVOCADOS
. Tais afirmações não passavam de “rumores”.


Jesus viveu e ensinou a abnegação como única forma de vida projetada pelo
Criador para o ser humano. A fonte da sua motivação para tamanha abnegação
certamente foi o pleno
conhecimento
sobre
seu Pai Amoroso adicionado do pleno
amor
que
sentia tanto por seu Pai
como pelos seres humanos
a
serem beneficiados pelo seu amor. O inimigo também é beneficiado com o seu
amor.


O primeiro e maior mandamento é
o amar a Deus acima de todas as coisas. O que isto representa?? Representa usar
a abnegação em favor do Pai, aquele que você ama..


Como assim?? O humano sempre
abrirá mão de algo que ele poderia fazer contra o seu próximo, por levar em
consideração o sentimento do Pai para com este próximo e por levar em conta a
real situação doentia deste próximo.


Abnegação
– Esta é a definição dada por
certo dicionário (Houaiss):


abnegação


s.f. (1549)
ato ou efeito de
abnegar 1
ação
caracterizada pelo desprendimento e altruísmo, em que a superação das
tendências egoísticas da personalidade é conquistada
em benefício
de uma pessoa, causa ou princípio
; dedicação extrema; altruísmo 1.1
rel renúncia
ascética à própria vontade
em função de anseios místicos ou princípios religiosos 1.2
ét sacrifício
voluntário dos próprios desejos, da própria vontade
ou das tendências
humanas naturais em nome de qualquer imperativo ético
¤ etim lat. abnegatìo,ónis ‘recusa, negação’ ¤ sin/var ver sinonímia de
desprendimento
¤ ant ver antonímia de desprendimento


 


 


O humano precisa reconhecer que
necessita do “
CONHECIMENTO”
existente na mente do Pai. O homem
tem de viver de cada palavra que sai da boca de Jeová, logo, a continuidade da
vida do humano está diretamente relacionada com a quantidade de conhecimento
que ele se permite receber do Pai.
A
VIDA
é algo extremamente valioso,
no entanto, o
CONHECIMENTO
que está na mente do Pai,
ainda é mais valioso.
O
Pai não se nega a transmitir tal
conhecimento. Assim falou Jeová:
(Deuteronômio 32:1-2) 32 “Dai
ouvidos, ó céus, e fale eu; E ouça a terra as declarações da minha boca. 2
Meu ENSINAMENTO gotejará como a chuva, Minha declaração pingará
como o orvalho
, Como chuvas suaves sobre a relva, E como chuvas copiosas sobre a
vegetação.


A “palavra” é uma semente; ela
é plantada no coração e precisa produzir os efeitos necessários em cada
coração. Por que o coração é o local onde a palavra é semeada?? Na verdade,
trata-se do tipo de palavra. Trata-se de uma palavra que está direcionada ao
coração, o local onde residem todos os nossos sentimentos, os bons e os maus. A
palavra tem por objetivo tornar os nossos sentimentos 100% iguais aos
sentimentos de Jesus, que são 100% iguais aos sentimentos de Jeová.


As informações transmitidas
pelo Pai tem como objetivo, ensinar os filhos a como usar e proteger o tesouro
mais valioso que Ele deu ao homem, isto é, a vida. Logo, as regras transmitidas
pelo Pai, são regras que nos revelam como viver a vida.
Estas
regras quando agrupadas e escritas em um livro, formam o que podemos chamar de
“rolo da vida”, ou “livro da vida”
.
O “rolo da vida” revela ser a
BASE tanto para o humano analisar as suas
ações passadas, como para este projetar as suas ações futuras. As regras de
conduta que foram transmitidas por Jesus encontram-se agrupadas no chamado
“Sermão do Monte”.


O que Jesus falou a respeito das palavras faladas por ele??
Ele afirmou que “a palavra” falada por ele é que julgaria o humano lá no
“último dia”. As palavras exatas foram estas:


(João 12:48-50) 48 Quem me
desconsiderar e não receber as minhas declarações, tem quem o julgue.
A PALAVRA
QUE EU TENHO FALADO
é que o
julgará NO ÚLTIMO DIA
; 49 porque não falei de meu próprio impulso, mas
o próprio Pai que me enviou tem-me dado um mandamento quanto a que dizer e que
falar. 50
Sei também que o seu mandamento significa vida eterna. Portanto, as coisas que eu falo, assim como o Pai mas disse, assim
[as] falo.”


No último
dia, o humano seria QUESTIONADO em relação às palavras faladas por Jesus.


No último
dia, o humano terá todas as suas palavras e suas ações
QUESTIONADAS; suas palavras e
suas ações serão
COMPARADAS com as palavras e as
ações de Jesus.


Os mandamentos do Pai
significam vida; protegem a vida; ensinam a proteger a vida; ensinam a amar a
vida.


Estas afirmações de Jesus foram
confirmadas pelo Pai, quando o “futuro” foi revelado para nosso amado irmão
João através da revelação:
(Revelação 20:11-13) 11 E eu vi um grande trono
branco e o que estava sentado nele. De diante dele fugiam a terra e o céu, e
não se achou lugar para eles. 12 E eu vi os mortos, os
grandes e os pequenos, em pé diante do trono, e abriram-se rolos. Mas outro
rolo foi aberto;
É O ROLO DA VIDA. E os mortos foram julgados pelas coisas escritas nos rolos, segundo
as suas ações. 13 E o mar entregou os mortos nele, e a morte
e o Hades entregaram os mortos neles, e foram julgados individualmente segundo
as suas ações.. . .


As coisas escritas no rolo da
vida é que
SERVIRIAM DE PARÂMETRO
para o julgamento das pessoas. Depois de ressuscitadas, as pessoas comparariam
suas ações e teriam suas ações comparadas com as “coisas escritas no rolo da
vida”. Exatamente assim como falado por Jesus, a palavra falada
por ele é que julgaria o humano lá no Último
dia.
Não seria a palavra falada por nenhum humano
considerado como sábio, que tivesse apresentado uma forma de viver a vida,
diferente da forma apresentada e vivida por Jesus.
Jesus estava sendo questionado pelos
humanos com respeito às suas palavras e suas ações. As palavras e as ações de
Jesus estavam sendo comparadas e questionadas,
tendo como base de
questionamento
, as palavras
faladas por outros humanos e registradas nas “escrituras”. Jesus
foi
julgado
e condenado segundo tais palavras, palavras faladas por
humanos e registradas nas “escrituras”. Exatamente por causa da palavra falada
e das ações coerentes com estas palavras, é que Jesus foi rejeitado pelos
judeus como “Libertador” (Cristo) dos judeus.


O que
fazer com o “eu” egoísta?? Descartar-se dele?? Tratá-lo como um obstáculo a ser
eliminado?? O que o Pai está fazendo?? O que revelou Jesus em relação a este
assunto?? O que fez Jesus?? Jesus, copiando o exemplo dado pelo Pai, agiu como
professor para o “eu” egoísta, ensinando-o a correta forma de viver a vida.





De acordo com o exemplo
deixado por Jesus
,
o Criador espera que cada criatura inteligente, sábia e humildemente entenda,
reconheça e aceite de forma voluntária, permanente e incondicional, satisfazer
plenamente o
objetivo para o qual foram projetadas e criadas. Entretanto,
diferente dos objetos inanimados (passiva ou robótica), se espera que esta
criatura tome a iniciativa de ir até o extremo de todos os seus limites, não
importando as condições adversas, abdicando de vontades pessoais e até mesmo da
vida se necessário, fazendo todos os sacrifícios (esforços) necessários (o amor
transforma isso em alegria) para
não se desvirtuar do objetivo de sua criação ou função recebida
(OBEDECER), e isto de forma perfeita, sem qualquer erro, por estar plenamente
cônscio, motivado e guiado pelo amor a Jeová(YHWH) e ao próximo,
demonstrando assim estar inteiramente destituído de egoísmo, objetivando dar
glória ao Criador, conhecendo-o como o único que pode e sempre desfará qualquer
dano ocorrido por a lei do amor à vida e ao nome Moral.





Satisfazer
a minha vontade pode me levar a sérias dificuldades para mim ou para meu
próximo. Onde fica a minha vontade neste caso?? É o Criador que sabe qual a
melhor coisa para mim em todos os casos. Será que “eu” acredito
nisso? A curto, médio ou longo prazo, a satisfação de minhas vontades pode
causar prejuízo para a vida de outros. Também pode causar prejuízo para a minha
própria vida. Será que “eu” me preocupo com isso?? Preocupar-se com
isso é uma questão de amor à “vida”, pois quem ama a “vida”, não põe a “vida”
em risco.


ANIVERSÁRIO
– Induzimento e busca da satisfação da “vontade” do aniversariante.


ANIVERSÁRIO
– O dia em que o aniversariante é “elevado” diante dos demais. Neste dia ele é
glorificado. Neste dia lhe é concedido o direito de ser lembrado, o direito de
ser aquele que recebe, o direito de receber de outros aquilo que ele vier a
desejar.


GLORIFICAR – Esta é a definição dada por certo
dicionário (Houaiss):


 


glorificar


v. (sXIII) 1 t.d.
prestar homenagem
a; louvar
<g. os
benfeitores da humanidade
> 2
t.d.
proclamar a
glória de; exaltar, celebrar
<g. o passado> 3
t.d.
conduzir (alguém)
à felicidade perfeita ou à glória eterna; beatificar, canonizar 4

pron.
cobrir-se de
glória; notabilizar-se
<glorificou-se
em sua luta pelos direitos humanos
> 5 pron. exprimir orgulho
excessivo de si mesmo; jactar-se, ufanar-se
¤ gram a respeito da conj. deste
verbo, ver –icar
¤ etim lat.ecl. glorifìco,ás,ávi,átum,áre ‘glorificar, fazer
glorioso’
¤ sin/var
ver antonímia de aviltar;
como pron.: ver sinonímia de bravatear
¤ ant humilhar, infamar; ver
tb. sinonímia de aviltar


 


O desejo egoísta continuará formando nossas emoções para
nos induzir a sair do estado de abnegação e tomar atitudes egoístas (a busca de
enaltecer e/ou satisfazer o “eu”)
.
A busca da
satisfação/enaltecimento do “eu”
em
pequenas coisas,
o mínimo, certamente induzirá a mesma busca em
grandes coisas.


Exemplificando, o costume de celebrar o
aniversário parece bem inocente
,
tão inocente quanto brincar com um dos jogos eletrônicos modernos, que na
verdade incitam

nossos sentimentos. Nos incitam a
sermos competitivos na busca de sermos superiores aos demais, nos incitam a
usarmos todos os meios para vencer, a sermos racistas, a discriminarmos certos
grupos com violência, a usarmos da força para resolvermos diferenças e
problemas, a sermos intolerantes e insensíveis e a sermos inconsequentes (não
nos preocuparmos com as consequências de nossos atos, quer em nós mesmos, quer
nos outros), nos sentirmos superiores a outros humanos, entre tantas outras
coisas ensinadas através dos jogos eletrônicos.


A que nos incita o costume da celebração do aniversário?
Trata-se uma simples reunião festiva onde todos são 100% iguais? Ou será que
tem um MOTIVO específico para ALGUÉM específico?


 


QUE SENTIMENTOS ESTÃO SENDO PLANTADOS NO
CORAÇÃO DO PEQUENO ANIVERSARIANTE?? ?


 



 


Tratamento igual ou tratamento
diferenciado?? Você é igual ou você é especial?? Igualdade ou desigualdade??
Superior ou inferior??


 


A criança está sendo induzida
a sentir-se igual ou a sentir-se especial?? O que acontece depois que uma
criança acredita nisto e se sente especial?? A criança está sendo ensinada a
buscar a “glorificação”, não está??


Esta é a minha vez de ser especial.


 


Estas são as definições dadas por certo
dicionário para celebrar:


Celebrar 1
Comemorar (algo) com festa ; FESTEJAR. [td.: celebrar os 18 anos da filha.]

2
Receber com festejos, remoques, comentários ou
com exaltação . [td.: O povo celebrou nas ruas a libertação
da cidade : “O olhar irônico e vitorioso com que o ministro celebrou a sua
derrota.” (Rebelo da Silva]

3
Louvar,
exaltar, enaltecer.
[td.:
Camões celebra os feitos de Vasco da Gama.]

4 Realizar (algo) com as devidas formalidades ou com solenidade. [td.: celebrar
um casamento: O presidente celebra hoje o acordo comercial.]

5 Rezar ou dizer (missa).  [td./ int.: O padre celebrou (uma missa) de
manhã.]


[F.: Do lat. celebrare. Hom./Par.: celebre (s) (fl.), célebre (s) (a2g.[pl.]).]


 


Agora, do mesmo dicionário, a palavra
aniversário:


(a.ni.ver.sá.ri:o)


sm.

1 Dia em que se completa um ou mais anos de idade : Hoje é meu aniversário.

2 Dia em que se completa um ou mais anos da ocorrência de um fato : Quinze de
novembro é o aniversário da Proclamação da República.

3
Festa
comemorativa
de
aniversário : Foram todos a um aniversário.


a.

4 Ref. a aniversário (data aniversária)


[F.: Do lat. anniversarius, a, um. Hom./Par.: aniversário
(sm.), aniversario (fl. de aniversariar


 


Neste dia, o aniversariante
é
EXALTADO
acima
dos demais.
Lembra-se da canção: Parabéns para você,… ?? Lembra-se
que este é o dia dele “RECEBER”? Trata-se de um dia considerado “NORMAL” ou de
um dia considerado “ESPECIAL”??


Neste dia ele se
torna uma celebridade.


 


Celebridade CELEBRIDADE s.f.
Grande fama, renome, glória, reputação. / Personagem célebre.


O aniversariante não está sendo ensinado, induzido ou
incentivado a buscar o estado de abnegação
, negar a si mesmo, ensinada por Jesus,
o nosso modelo perfeito. Jesus mandou-nos praticar o dar. Neste dia exalta-se o
dar ou o receber?? Neste caso, trata-se do dia de receber.
Exalta-se o
“receber”
. O dia do
aniversário foi transformado no dia da
exaltação e/ou satisfação do “eu” do aniversariante, um aprendizado e um induzimento ao egoísmo (busca da exaltação/satisfação do
“eu”).
Pode ser
encarada como
um exercício anual da supervalorização da
“satisfação da vontade (desejo)” de um indivíduo
, que passa a ser encarada e sentida como um direito deste,
em detrimento da vontade de outros iguais. Neste dia, os demais humanos
elevam o aniversariante acima dos demais
humanos presentes.
Neste
dia ele
recebe presentes,
honrarias e louvores dos humanos presentes e fazem-no sentir-se especial.
Todos se empenham em agradar ao
aniversariante, atendendo às vontades (desejos) deste; uma verdadeira veneração

ao desejo do “eu”. Neste dia o
“eu” é
ESPECIAL, o “eu” é induzido a
sentir-se acima dos outros. Se nos outros dias ele é tratado como um inferior
ou um igual, neste dia ele é tratado como um “especial”. Neste dia ele é
induzido a crer que tem mais direitos que os demais.
Neste dia, ou ele realiza, ou outros se
empenham e realizam os desejos dele, as vontades dele. De quantos mais
aniversários o “eu” participar, maior induzimento ao egoísmo
(exaltação/satisfação do
“eu”), haverá nele.


Lembra-se dos rituais de exaltação praticados diante do
aniversariante??


Estes são os rituais que o aniversariante será excitado a
ficar aguardando de todos ao redor dele.


Ele pensará: Todos os que gostam de mim praticarão o ritual
da minha exaltação.


Todos os que me amam praticarão o ritual da minha
exaltação.


Se alguém que ele vê como importante, não participa do
ritual de exaltação dele, ele poderá ter diversas reações depois de rebaixar

o valor que esta pessoa tinha
diante dele.


Ele é o centro das atenções. Em alguns casos, passa a ser o reinado
da
vontade
individual, pelo menos por um dia.
Depois de algumas de tais celebrações, o
indivíduo passa a ter aquele dia como o dia em que ele tem o
DIREITO de satisfazer seus desejos, um dia de
rei. Ele espera por este dia. Ele espera
receber
coisas neste dia. Alguns se sentem
com o direito de
receber
as coisas que deseja. Se neste dia
ele não
receber
o que espera, ele poderá ficar aborrecido,
frustrado e até mesmo violento. Quanto mais poder tiver este indivíduo mais
perigoso será para seus semelhantes humanos. Ele espera que neste dia todos o
agradem. Os dois exemplos de aniversários citados na Bíblia não deixam qualquer
dúvida quanto a este perigo, pois em cada caso, uma vida humana foi retirada. O induzimento ao egoísmo é tão perigoso
quanto o induzimento a violência.
Em ambos os casos, a
“vida”, o valor da vida é rebaixado
. O egoísmo se apresenta em diversas
facetas da nossa vida.

Não reconhecer a obrigação da
pessoal desvalorização “consciente e voluntária” da importância dada à
satisfação de desejos do “eu” (direitos do “eu”), ou seja, em resumo, não
negar a si mesmo
, nos impedirá de seguir o exemplo perfeito de Jesus.


 


A filosofia de vida ensinada
e vivida por Jesus no dia a dia revela ser oposta ao que é ensinado ao
aniversariante. Trata-se de um caminho oposto.


 


Conseguimos imaginar Jesus participando ativamente de uma
festa organizada para comemorar o seu aniversário?? Podemos imaginar Jesus
desejando receber enaltecimento neste dia?? Podemos imaginar Jesus desejando
receber presentes neste dia?? Podemos imaginar Jesus ficando decepcionado por
não receber um determinado presente ou a atenção de determinada pessoa neste
dia?? Podemos imaginar Jesus acumulando coisas recebidas?? Bem, somente quem
não conhece a Jesus é que poderia vê-lo comemorando seu próprio aniversário.
Esta e muitas outras coisas que os humanos consideram como normal e certo, não
eram praticadas por Jesus.


Que sentimento está sendo colocado e
nutrido no coração do humano?? Será a VAIDADE??
O que é a vaidade?? Assim define certo
dicionário:


 


VAIDADE s.f. Desejo imoderado de chamar
atenção, ou de receber elogios: gasta bilhões por mera vaidade. / Idéia
exageradamente positiva que alguém faz de si próprio; presunção, fatuidade,
gabo: não teria a vaidade de intitular-se sábio. / Coisa vã, fútil;
futilidade. / Alarde, ostentação, vanglória.


 


“Não aceito a
glória de homens” – Jesus revelou-nos o seu interior. Ele não tinha este
desejo, tão comum aos demais humanos.


(João 5:41-42) …. 41
Não aceito glória de homens, 42 mas eu bem sei que não tendes em vós o amor de Deus.


 


Assim verte a Tradução Brasileira: (João 5:41-42) 41 Não recebo glória
dos homens,
42 mas eu vos conheço e sei
que não tendes em vós o amor de Deus.


 


Será
que eu tenho o desejo de ser
exaltado
em uma festa de aniversário?? Será
que eu tenho o desejo de ser especial neste dia, de ser tratado como alguém
especial?? Será que eu tenho o desejo de que todos se lembrem de mim neste
dia?? Será que eu desejo ser ovacionado?? Quão importante é para mim o dia do
meu aniversário?? Desejo ser lembrado e presenteado neste dia?? Será que eu
tenho inveja daquele que recebeu tal honraria?? Bem, se eu ainda tenho este
desejo, o que devo fazer??
Que desejo eu vou provocar em meu semelhante??
Será que é o desejo de ter uma festa igual a minha, de ser tratado assim com eu
fui e de ter um dia igual ao meu?? Não tem ele o mesmo direito de ser tão
especial quanto eu fui naquele dia??


 


Não é assim nasce a competição e nasce a
busca para ser “tão especial” quanto o outro foi??


 


Somente a “palavra” pode mudar este teu desejo. É preciso
aceitar a “palavra”
antes que as consequências nos mostrem o
porque da “palavra”. A “palavra” é para a nossa própria proteção. A “palavra”
objetiva proteger a “chama da vida”.


Mas lembre-se, mesmo que você ainda tenha este sentimento,
Jeová e Jesus não o veem como um obstáculo a ser eliminado.
Eles
continuam a vê-lo como um “eu” que precisa ser ensinado. Por isto há a
necessidade do uso constante do “perdão”.





Do ponto de
vista de Jeová, o erro, o pecado, é praticado primeiro no coração, para depois
e somente depois, ser materializado em atos reais, visíveis ou audíveis ao
humano.






Trazendo
a atenção que a obediência está intimamente relacionada com o coração, a sede
de comando da motivação, o berço da motivação, o útero da motivação, nosso
Sábio Instrutor Jesus trouxe a atenção algo inédito. As palavras saídas de sua
boca foram:


(Mateus
5:27-28)
27 “Ouvistes que se
disse: ‘Não deves cometer adultério.’ 28 Mas eu vos digo que todo aquele
que persiste em olhar para uma mulher, a ponto de ter paixão por ela,
já cometeu no coração adultério
com ela.


Tiago, discípulo de Jesus e nosso irmão, tempos depois
expressou o seu entendimento sobre esta questão, nas seguintes palavras:


(Tiago
1:14-15)
14 Mas cada um é
provado por ser provocado e engodado pelo
seu próprio desejo.
15 Então o desejo, tendo-se tornado fértil, dá à luz o pecado; o pecado,
por sua vez, tendo sido consumado, produz a morte.


A conclusão lógica que foi trazida a atenção por nosso
Sábio Instrutor Jesus é que para o Criador Jeová, do ponto de vista do nosso
Todo-Sábio Criador, o pecado se configura muito antes de ser consumado, de ser
praticado, de se tornar um fato material. É verdade que o desejo de torná-lo
real pode ser
refreado pelo
medo da punição, no entanto, já existe o pecado. Com o passar do tempo, quando
surgir a oportunidade propícia ou a condição mais propícia, quando a vontade se tornar mais forte
que o medo
, ou mesmo no insuportável calor da tribulação,
dar-se-á vazão ao desejo.


“Como vou morrer mesmo, então vou dar vazão
as minhas palavras ou minhas ações”
-
ao estar diante da morte, assim racionará aquele que refreia-se do pecado por
medo da morte.



Do mesmo modo, em
relação a questão de obedecer a ordem de não assassinar por medo da merecida
punição, nosso Sábio Instrutor Jesus, de forma inédita, traz a atenção a
solução definitiva para o não cometimento do ato de assassinato
.


(Mateus 5:21-22) 21 “Ouvistes
que se disse aos dos tempos antigos: ‘Não deves assassinar; mas quem cometer um
assassínio terá de prestar contas ao tribunal de justiça.’ 22 No entanto,
digo-vos que todo aquele que
continuar furioso com seu
irmão terá de prestar contas ao tribunal de justiça; mas, quem se dirigir a seu
irmão com uma palavra imprópria de desprezo terá de prestar contas ao Supremo
Tribunal; ao passo que quem disser: ‘Tolo desprezível!’, estará sujeito à Geena
ardente.


 


Continuar furioso, significa alimentar a fúria
, produzir e adubar
um solo, tornando-o fértil para a semente da fúria produzir uma frondosa
árvore, que mais cedo ou mais tarde produzirá os frutos próprios da fúria, isto
é, a violência. Nosso Sábio Instrutor Jesus nos chama a atenção, que um dos
frutos da fúria é se dirigir a seu irmão com palavra imprópria de desprezo. Ir
mais longe seria dizer “tolo desprezível”. Em ambos os casos, estaria
plantando a fúria no coração de outra pessoa, estaria induzindo outra pessoa ao
erro, erro que já existe dentro daquele que continuou furioso. Além disso,
revela a existência do sentimento de superioridade em relação àquela outra
pessoa. Revela a desvalorização que se dá àquela pessoa. O caso de Davi com seu
irmão Simei é um exemplo clássico prático do que Jesus queria nos mostrar. Davi
continuou furioso com seu irmão durante um longo tempo, gerando ao final o
fruto esperado, a satisfação do desejo de Davi – a morte para o idoso Simei. O
caso Davi e Simei, sua motivação, também é analisado em
Jesus
é autoridade.


 


 


DEPOIS DO PAI PREPARAR UM SABOROSO E
NUTRITIVO PRATO PARA SEU FILHO, O FILHO PERGUNTA PARA SEU PAI: O QUE VOU GANHAR
SE EU COMER TUDO?

O que esta pergunta
revela a respeito do filho? Revela o total desconhecimento do filho a respeito
da necessidade do seu organismo, não revela?? Sim, é isto o que revela.


 


 



 


 


 


 


ELES QUERIAM UMA RECOMPENSA POR FAZER
O QUE É CERTO E NORMAL??
Sim,
queriam.


 


O que Jesus mandou fazer era “certo e normal”
NA MENTE DE JESUS, no entanto, NA MENTE DOS APÓSTOLOS, estas
coisas ainda não eram as coisas certas e normais de se fazer.


Eles estavam conversando sobre a riqueza, sobre ser rico,
sobre possuir coisas materiais, sobre manter a posse de coisas materiais como
terras, casas, grandes safras, celeiros, muitas mudas de roupas, muitos pares
de sandálias, etc,…. Se empenhar para ter tais coisas, nem que fosse o
mínimo, era considerado como normal e natural.


Excetuando as roupas, Jesus não tinha nenhuma destas
coisas; Jesus não tinha nada. Jesus os deixou assombrados quando lhes disse: “É
mais fácil um camelo passar pelo orifício de uma agulha do que um rico entrar
no reino de Deus”.


Ora, se não haverá riquezas, então o que haverá para
nós??


Os apóstolos queriam saber o que
GANHARIAM por seguir a Jesus. Que LUCRO há para os que obedecem??
Em certa ocasião Pedro perguntou a
Jesus: O que haverá para nós por termos abandonado todas as coisas e seguido a
você?? Será que para obedecer a Jesus o “eu” tem de ganhar alguma coisa?? Será
que o “eu” tem de ganhar alguma coisa para poder obedecer?? Neste caso, o “eu”
deseja uma
recompensa
por obedecer. Mas, por que o
“eu” estava desejando uma recompensa por obedecer?? Será que o motivo era o
grande desejo de não fazer o que foi mandado fazer?? Decerto, o “eu” ainda não
compreendia o motivo benéfico de cumprir a ordem recebida. A resposta de Jesus
a pergunta de Pedro foi a seguinte:
(Mateus 19:27-29) 27 Pedro disse-lhe então, em resposta: “Eis que
abandonamos todas as coisas e te seguimos;
O QUE
HAVERÁ REALMENTE PARA NÓS?”
28 Jesus disse-lhes: “Deveras, eu vos digo: Na
recriação, quando o Filho do homem se assentar no seu glorioso trono, vós, os
que me seguistes, também estareis sentados em doze tronos, julgando as doze
tribos de Israel. 29
 E todo
aquele que tiver abandonado casas, ou irmãos, ou irmãs, ou pai, ou mãe, ou
filhos, ou terras, por causa do meu nome, receberá muitas vezes mais e herdará
a vida eterna.


QUE
MOTIVAÇÃO APRESENTOU JESUS A SEUS APÓSTOLOS PARA QUE ESTES OBEDECESSEM ÀS SUAS
ORDENS??


MEDO DE
PUNIÇÃO?? ALGUMA RECOMPENSA ESPECIAL?? ALGUM ESPECIAL LUCRO PESSOAL??


AS
PALAVRAS DE JESUS FORAM AS SEGUINTES:


(João 14:15) 15 “Se me
amardes, observareis os meus mandamentos; (João 14:21) 21
Quem
tem os meus mandamentos e os observa, este é o que
ME AMA. Por sua
vez, quem me ama, será amado por meu Pai, e eu o amarei e me mostrarei
claramente a ele.” (João 14:23-24) 23 Em resposta, Jesus
disse-lhe: “
Se alguém ME AMAR, observará a minha palavra, e meu Pai o amará, e nós iremos
a ele e faremos a nossa residência com ele. 24
Quem NÃO ME
AMA
, não observa as minhas palavras; e a
palavra que estais ouvindo não é minha, mas pertence ao Pai que me enviou.


 


Será que esta motivação será a melhor e a definitiva
motivação para o “eu” obedecer a uma ordem dada a ele??


 


 


 


 


Se entendermos àquilo que nos é pedido, é mais fácil
obedecer. Se tivermos a motivação correta em obedecer, não teremos um
desejo interno de desobedecer
assim que surgir uma oportunidade
.
Entretanto, caso surja alguma coisa que não
compreendemos bem, o que fazer?
Busquemos conhecer plenamente a Fonte da Vida a fim de
sabermos o que Ele faria neste caso específico. Deixemos que a sensibilidade de
um abnegado coração que busca amar a “vida” e a Fonte da vida guie
nossa decisão até a plena compreensão.
Todos os
nossos semelhantes são “vida” a ser amada
tanto quanto
a nossa. Assim, quanto maior
valor o “eu” der para sua vida, maior valor ele dará a qualquer outra vida. O amor à “vida” guiará a nossa
decisão.


No ordenamento teocrático,
nosso Criador Jeová é o nº. 1 em prioridade, eu e meu próximo somos o nº. 2.
Esta é a universal forma de vida que leva à verdadeira felicidade, ao
verdadeiro contentamento e à paz.


Significaria fazer pelo menos estas três perguntas antes de
satisfazer um desejo qualquer.


1.     
Atende primeiro ao
objetivo do Criador Jeová para o qual fui projetado?


2.     
Em que e como
afetará o ‘meu próximo’, satisfazer este meu desejo? De alguma forma, coloca em
risco a “vida” ou a “qualidade da vida”??


3.     
Faria Jesus o mesmo?


Significa em todos os detalhes da vida, sempre abdicar
amorosamente
de
desejos e coisas. Em relação ao próximo, significa que sempre tenho de amorosamente
levar em conta que meu interesse está no
mesmo patamar de prioridade e importância que o interesse do meu próximo..
Quando finalmente todos optarem pela abnegação amorosa, o que restará? O
reinado da Teocracia.


 


Devo reconhecer que sou
apenas um elo de um sistema, uma cadeia interdependente (vida), cuja
estabilidade e continuidade dependem da minha abnegação, em favor dele (vida).
No entanto, apenas “eu” sou responsável pelas minhas decisões. No
futuro, quando devidamente informados, seremos cobrados individualmente. Sob a
Teocracia, o “eu”, primeiro, ama a fonte da vida, e segundo, ama a
chama da vida. O “eu” sempre coloca em prioridade a chama da vida,
não sua vida ou sua vontade, mas, coloca a vida de todos no mesmo nível,
inclusive a sua. O “eu” ama a “chama da vida”.


Uma sábia lição ainda está sendo ensinada a filhos nada
sábios. O Pai também ensina sabiamente quão grande é a profundidade de seu amor
a filhos nada sábios.
O Criador nos ensina o que é Amar na sua forma perfeita. Mesmo que estes filhos se tornem
inimigos, o Pai continua amando e demonstrando o seu verdadeiro amor. Os filhos
não se tornam descartáveis por se encontrarem neste estado cego. Todos são
recuperáveis. Nosso Sábio Instrutor disse que temos de fazer a mesma coisa se
quisermos ser filhos. As palavras saídas da boca de Jesus foram:


(Mateus
5:43-45)
43 “Ouvistes
que se disse: ‘Tens de amar o teu próximo e odiar o teu inimigo.’ 44No entanto, eu vos digo:
Continuai a amar os vossos inimigos e a orar pelos que vos perseguem; 45para que mostreis ser filhos de vosso Pai, que está nos céus, visto que ele faz o seu sol levantar-se
sobre iníquos e sobre bons, e faz chover sobre justos e sobre injustos.. . .
(Lucas 6:35) 35Ao contrário, continuai a amar os vossos inimigos e a fazer o bem, e a
emprestar [sem juros], não esperando nada de volta; e a vossa recompensa será
grande,
e sereis filhos do Altíssimo,
porque ele é benigno para com os ingratos e os iníquos.


A importância que a satisfação da minha vontade deve ter
para mim está expressa na oração do Pai Nosso. Ali pedimos ao Pai: “Nosso Pai
nos céus, santificado seja o vosso nome, venha a nós o vosso reino,
seja feita a vossa
vontade.


Quanto a importância que devemos dar a satisfação de
nossa vontade, Jesus mostrou-nos o exemplo. Assim falou o nosso Instrutor:


(João 5:30) 30 Não posso fazer nem uma única coisa de minha própria iniciativa; assim
como ouço, eu julgo; e o julgamento que faço é justo,
porque
não procuro a minha própria vontade
, mas a vontade daquele que me
enviou.


(João 6:37-38) 37 Tudo o que o Pai me dá virá a mim, e aquele que vem a mim, eu de modo
algum enxotarei; 38
porque desci do
céu,
não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou.


 


Não procuro a minha própria vontade; desci do céu, não
para fazer a minha vontade – estas afirmações de Jesus revelam uma disposição
totalmente abnegada. Jesus fazia da vontade do Pai, a sua real vontade. Assim,
ficou bem claro que o seguidor, o discípulo de Jesus, também tem de ter esta
mesma disposição mental totalmente abnegada. Significa reconhecer que existimos
para satisfazer a vontade do Pai e não estabelecermos vontades individuais
diferentes da vontade do Pai.


Em uma sociedade como a nossa em que a satisfação da
vontade individual é ensinada e idolatrada, fica mais difícil perceber o real
benefício da abnegação. No entanto, vem a seguinte pergunta: “Com a busca da
satisfação da vontade individual, o que ocorre quando minha vontade representa
risco para a vontade de outro humano ou para a continuidade da vida deste”??
Este interessante assunto continua a ser analisado em seja feita a tua vontade.


 


 


 


Topo desta página




Etiquetas
Botão Voltar ao topo
Fechar
Fechar