Parai de Julgar – Uma ordem de Jeová.





PARAI
DE JULGAR

Em pesquisa Alterado em 17/02/15

RELAÇÃO
VALOR E ESTIMA

Uma pessoa
desconhecida tinha um valor zero diante de mim, logo, minha estima
por ela também era zero. Por que isto acontecia??

Ora, ela não
havia feito nada de bom, nem nada de ruim aos meus olhos, e, em face
disso ela tinha um valor zero.

Bem, esta pessoa
fez algo admirável em favor de outra pessoa que eu tinha valor
e estima igual a cinquenta. O que aconteceu?? Bem, esta pessoa passou
a ter para mim um valor acima de zero e minha estima por ela também
passou a estar acima de zero.

Agora esta mesma
pessoa fez algo deplorável contra outra pessoa que eu tinha
valor e estima igual a cinquenta. O que aconteceu??Bem, esta pessoa
passou a ter para mim um valor abaixo de zero, e minha estima por ela
também passou a estar abaixo de zero.

Na escala de
valores, ficar abaixo de zero representa uma inimizade. Neste caso,
toda pessoa à qual eu atribuo valores negativos e pela qual
minha estima também é negativa, está na condição
de inimigo.

O QUE É UM
INIMIGO?? O que se faz com um inimigo??

Inimigo
– Esta é a definição dada pelo dicionário
Houaiss: indivíduo que tem ódio a
outro, ou que lhe é antagônico, hostil

inimigo

adj.
(1188-1230)
1
que
se encontra em oposição, se mostra hostil; contrário,
funesto, adverso
<sorte
i.
>
2
que
milita em campo contrário
<forças
i.
>
3
relativo
ou pertencente a grupo oposto
<bandeira
i.
>
n
s.m.
4
indivíduo
que tem ódio a outro, ou que lhe é antagônico,
hostil
<seu
mais ferrenho i. é o irmão
>
5
adversário
militar (nação, força armada, unidade de
combate)
<o
i. assediava a capital
>
6
dir.int.púb
cidadão
do país beligerante
7
p.ext.
adversário
político, ideológico, religioso etc.
<os
dois deputados são velhos i.
>
8
p.ext.
aquele
que sente aversão por ou é avesso a algo
<i.
das formalidades
>
9
p.ext.
aquilo
que se opõe a algo
<a
pressa é i. da perfeição
>
10
p.ext.
infrm.
o
diabo
²
i.
alugado

CE
pessoa
a quem se mata a mando de outrem •
i.
jurado

inimigo
declarado, que não se oculta ou dissimula •
i.
público

indivíduo
que se constitui em ameaça à ordem social
¤
gram
nas
acp. adj., sup.abs.sint.:
inimicíssimo
¤
etim
lat.
inimícus,a,um
‘inimigo,
hostil, contrário etc.’
¤
sin/var
como
adj.: ver antonímia de
favorável;
como adj. e subst.: ver sinonímia de
adversário;
como subst.: ver sinonímia de
diabo
¤
ant
amigo;
como adj.: ver sinonímia de
favorável;
como adj. e subst.: ver antonímia de
adversário

O inimigo é
todo aquele por quem se tem o sentimento de ódio e/ou por quem
praticamos ações de hostilidade.

Hostil
– esta é a definição dada pelo dicionário
Houaiss: que revela agressividade; ameaçador;
pouco acolhedor.

hostil

adj.2g.
(sXV)
1
que
manifesta inimizade; próprio de inimigo
<uma
multidão h.
>
<país
h.
>
<atitude
h.
>
2
que
revela agressividade; ameaçador
<dirigia-se
aos transeuntes de um modo h.
>
3
que
manifesta má vontade, mau humor; pouco acolhedor
<recepção
h.
>
4
que
se opõe a; adversário, contrário, desfavorável
<um
jornal h. às causas progressistas
>
<ele
é h. à venda do imóvel
>
¤
etim
lat.
hostílis,e
‘do
inimigo’
¤
sin/var
ver
sinonímia de
adversário
e
malcriado
¤
ant
ver
antonímia de
adversário
e
malcriado

Hostilizar
– esta é a definição dada pelo dicionário
Houaiss: tratar com agressividade; trocar
agressão

hostilizar

v.
(1706)
1
t.d.
e pron.

tratar
com agressividade ou inimizade; trocar agressão; opor-se a ou
opor-se mutuamente
<nas
ruas, o povo hostilizava francamente as forças policiais
>
<são
duas nações que há décadas se vêm
hostilizando
>
2
t.d.
revelar
hostilidade para com (alguém ou algo); acolher mal
<metade
dos funcionários hostilizaram o novo administrador
>
3
t.d.
fazer
guerra a; provocar dano; guerrear, prejudicar
<h.
os camelôs tornou-se prática da administração
municipal
>
¤
etim
hostil
+
-izar

Inimigo é
todo aquele que agredimos. A pessoa passa a ser vista por mim como um
inimigo, logo, como uma pessoa a quem devo tratar com agressividade.

Agressividade
– esta é a definição dada pelo dicionário
Houaiss: disposição (espírito)
para agredir …..objetivam prejudicar, destruir ou humilhar o
outro.

agressividade

s.f.
1
qualidade,
caráter ou condição de agressivo
2
disposição
para agredir e/ou para provocar
3
espírito
empreendedor; energia, atividade, combatividade
4
psicn
segundo
Sigmund Freud (1856-1939), conjunto de tendências presente em
todos os indivíduos, que se manifesta em comportamentos reais
ou fantasiosos que objetivam prejudicar, destruir ou humilhar o outro
5
psicn
na
teoria da psicanalista austríaca Melanie Klein (1882-1960),
força que promove uma radical desorganização e
fragmentação da psique
6
psicop
forma
de desequilíbrio que se caracteriza por uma constante
hostilidade diante de outrem
¤
etim
agressivo
+
-i-
+
-dade

Alguém
perguntará: Ora, mas esta pessoa fez algo deplorável
contra alguém que eu tenho em alta estima, não fez??
Sim, ela fez. Não Foi você quem fez, foi ela quem fez.

Neste caso, o que
você fez??

Bem, você
“julgou” tal pessoa.

Quando é que
acontece o julgamento??

Acontece quando
você “define” que aquela pessoa não é
mais digna de ter a tua estima, pois você atribui a ela um
baixo valor, ou seja, um valor abaixo do valor que você atribui
a si mesmo e a outros que você tem alta estima e consideração.

O que percebemos??

Percebemos que o
julgar acontece no coração do observador.

O julgar acontece
no coração da vítima.

O julgar acontece
no coração daquele que sente alta estima pela vítima.

Não
praticamos agressividade contra aqueles que temos em alta estima, em
alta consideração e nem contra aqueles que atribuímos
um grande valor, não é mesmo??

Percebemos a
importância do valor que atribuímos a nós mesmos
e aos outros, não percebemos??

Dependendo deste
valor que atribuímos aos outros, praticaremos estas ou aquelas
ações para aquele próximo conhecido ou
desconhecido.

Praticaremos contra
aquele próximo, ações que não praticamos
com aqueles a quem atribuímos um alto valor e que temos em
alta estima e consideração.

Fica estabelecida a
diferença, não fica??

Aquele próximo
mudou diante de nossos olhos, não mudou??

Os nossos
sentimentos mudaram em relação àquele próximo,
não mudaram??

Então,
aconteceu o julgamento.

Definimos no nosso
interior o novo lugar que aquele próximo passou a ocupar, ou
seja, um lugar bem abaixo em relação àqueles por
quem temos uma alta estima e consideração..

Em
uma colônia só de leprosos, deve um leproso
individualmente sentir-se superior a seus outros companheiros
leprosos? Deveriam formar grupos de leprosos e acharem-se superiores
a outros grupos, condenando outros leprosos pelo simples fato de
serem leprosos? Deveriam competir e matarem-se visando acabar com os
“leprosos assim” ou “leprosos assado”? Sendo
todos os leprosos irmãos, existe qualquer lógica neste
ambiente de animosidade mútua? Devemos dizer: ele não é
meu irmão pois é leproso? O que poderia corrigir tais
sentimentos?
A
“lepra” é o pecado.

A
clara “ordem” de Jesus a seus seguidores foi:

(Mateus 7:1-2) 7
PARAI
DE JULGAR
,
para que não sejais julgados; 2 pois, com o julgamento
com que julgais, vós sereis julgados; e com a medida com que
medis, medirão a vós.

(Lucas 6:37) 37 “Além
disso,
PARAI
DE JULGAR
, e
de modo algum sereis julgados; e
PARAI
DE CONDENAR
,
e de modo algum sereis condenados. Persisti em livrar, e sereis
livrados.
Com
estas palavras, nosso instrutor deixa bem claro o estado de igualdade
existente entre todos
.
Fica
também claro que o aluno de Jesus não está
autorizado a julgar, muito pelo contrário, está
terminantemente proibido de fazê-lo
.

Assim
verte a Tradução Brasileira:

(Mateus
7:1-2) 1

NÃO
JULGUEIS
,
para que não sejais julgados;
2
porque
com o juízo com que julgais, sereis julgados; e a medida de
que usais, dessa usarão convosco.
(Lucas
6:37) 37

NÃO
JULGUEIS
,
e não sereis julgados;
NÃO
CONDENEIS
,
e não sereis condenados; perdoai, e sereis perdoados;

Assim
verte a Tradução Almeida:

(Mateus
7:1-2) 1

NÃO
JULGUEIS,

para
que não sejais julgados.
2
Porque
com o juízo com que julgais, sereis julgados; e com a medida
com que medis vos medirão a vós.
(Lucas
6:37) 37

NÃO
JULGUEIS
,
e não sereis julgados;
NÃO
CONDENEIS
,
e não sereis condenados; perdoai, e sereis perdoados.

JULGAR
-
O que é julgar?? Esta é a definição dada
por certo dicionário (Houaiss): Na qualidade de JUIZ ou
ÁRBITRO, emitir um parecer, que se torna uma decisão a
ser obedecida.

julgar

v.
(1273)
1
t.d.int.
tomar
decisão, deliberar na qualidade de juiz ou árbitro
<j.
um processo
>
<j.
de modo imparcial
>
1.1
rg.mt.
jur
pronunciar
sentença (de condenação ou de absolvição);
sentenciar
<j.
um criminoso
>
<o
júri julgou-o inocente
>
<o
júri julgou-os ao desterro
>
<não
poderia j. sem provas
>
2
rg.mt.
formar
conceito, emitir parecer, opinião sobre (alguém ou
algo)
<j.
um escritor
>
<julgaram
dele em função de seus comentários
>
<a
história ainda o julgará merecedor de glórias
>
<não
se deve j. levianamente
>
3
t.d.
e t.d.pred.

considerar;
decidir
<julgaram
que o melhor era desistir
>
<julgaram
tolo o seu parecer
>
4
t.d.
e pron.

supor(-se),
imaginar(-se), considerar(-se)
<julgou
que lhe dariam uma resposta afirmativa
>
<julga-se
mais inteligente do que é
>

gram
a
respeito da conj. deste verbo, ver –
ulgar

etim
lat.
judìcó,as,ávi,átum,áre
‘sentenciar,
avaliar, ponderar’

sin/var
ver
sinonímia de
achar,
acreditar
e
deliberar

CONDENAR

Esta
é a definição dada por certo dicionário
(Houaiss): Declarar culpado de pecado; imputar culpa; impor uma
penalidade (uma pena).

condenar

v.
(1266)
1
t.d.
e pron.

declarar(-se)
ou reconhecer(-se) culpado; imputar(-se) culpa
<condena-o
por abandoná-la
>
<não
se condene por isso
>
2
t.d.bit.
jur
proferir
(um juiz) sentença ou decisão definitiva reconhecendo a
culpa de
<c.
uma adúltera
(à
execração pública
)>
<c.
um assassino
(à
prisão perpétua
)>
3
t.d.bit.
jur
impor
(o juiz ou o tribunal do júri) uma pena a
<o
júri condenou o réu
(a
dez anos de prisão
)>
4
t.d.
declarar
ou demonstrar o risco de
<a
prefeitura condenou as casas construídas nas encostas
>
5
t.d.
declarar
ilegal (ato, procedimento etc.)
<a
lei condena o peculato
>
6
t.d.
declarar
(alguém ou algo) censurável ou não conforme às
regras, valores coletivos etc.
<c.
o comportamento da juventude
>
7
t.d.
interditar
ou proscrever o uso de (algo não conforme a uma ortodoxia)
<c.
uma heresia
>
8
t.d.
interditar
o acesso a (algo ger. perigoso)
<c.
um navio, um edifício, um elevador
>
9
t.d.
ser
um indício contra (algo ou alguém); incriminar
<sua
própria atitude condena-o por falta de seriedade
>
10
t.d.
julgar
(doente) perdido ou declará-lo em estado desesperador
<os
médicos já a condenaram
>
11
t.d.bit.
e pron.

p.ext.
fig.

impor(-se)
uma obrigação ou castigo
<o
vício condena os homens
(à
degradação
)>
<condenou-se
a subir de joelhos a escadaria da igreja
>

etim
lat.
condemno,as,ávi,átum,áre
‘condenar,
acusar etc.’

sin/var
acoimar,
censurar, criticar, denunciar, desaprovar, glosar, incriminar,
reprovar, tachar, verberar, vituperar; ver tb. sinonímia de
obrigar,
punir
e
antonímia de
desculpar

ant
ver
antonímia de
aviltar
e
sinonímia de
desculpar

Declarar
uma pessoa culpada de pecado; imputar ao culpado uma penalidade;
definir e declarar o que ela merece receber em face do seu pecado.

Aquele
que emitiu uma decisão que tem de ser obedecida por outros, se
colocou na condição de “juiz” ou árbitro.

Quando
chamado para agir qual juiz ou qual árbitro entre dois humanos
em face de uma disputa existente, na qual havia uma vítima,
qual foi a decisão tomada por Jesus??
(Lucas
12:13-14)
13
Disse-lhe
então um dos da multidão: “Instrutor, dize a meu
irmão que divida comigo a herança.”
14
Ele
lhe disse: “Homem,
quem
me designou juiz ou partidor sobre vós?…

Assim
verte a Tradução Brasileira –
(Lucas
12:13-14) 13

Um
homem disse-lhe do meio da multidão: Mestre, manda a meu irmão
que reparta comigo a herança.
14
Mas
ele lhe respondeu: Homem,
quem
me constituiu juiz ou partidor entre vós?

Afinal,
porque Jesus não ficou do lado daquele que se apresentou como
vítima e contra àquele que o fazia de vítima??

Qualquer
um humano ficaria do lado da vítima, ordenando que houvesse a
justa partilha entre os irmãos. Devia usar o princípio
da igualdade, não deveria?? Não era esta a coisa certa
a fazer?? A vítima veio a mim solicitando a minha ajuda. Devo
negar-me a lhe proporcionar a devida “justiça”
para este caso?? Um justiceiro jamais se negaria a intervir.
Certamente o justiceiro praticaria a “justiça”.
Não podemos esquecer que a pessoa pediu que ele interviesse
qual julgador da questão.

Jesus
negou-se a ajudar a vítima a alcançar o desejo dela, ou
seja, a justa partilha de bens. Estava havendo uma usurpação
de um humano em relação a outro humano?? Sim, estava. E
isto não fazia deste homem uma vítima?? Sim, fazia.

Seria
Jesus uma pessoa insensível?? Todas as ações de
Jesus revelaram a sua ampla sensibilidade, não revelaram??

Ao
observar uma ação de comprovada agressão contra
um escravo, que decisão tomou Moisés??

(Êxodo
2:11-12)
11 Sucedeu
então, naqueles dias, tornando-se Moisés forte, que ele
saiu, indo ter com seus irmãos para ver os fardos que levavam;
e avistou certo egípcio golpeando certo hebreu dos seus
irmãos.
12 Ele
se virou então para um lado e para outro, e viu que não
havia ninguém à vista.
Golpeou
então o egípcio e encobriu-o na areia.

Assim
verte a Tradução Almeida:

(Êxodo
2:11-12) 11
Ora,
aconteceu naqueles dias que, sendo Moisés já homem,
saiu a ter com seus irmãos e atentou para as suas cargas; e
viu um egípcio que feria a um hebreu dentre, seus irmãos.
12
Olhou
para um lado e para outro, e vendo que não havia ninguém
ali,
matou
o egípcio e escondeu-o na areia.

Tratava-se
de uma ação de misericórdia para com a vítima??
Sim, Moisés passou a livrar a vítima daquela dor.
Moisés passou a dar àquele egípcio, o que ele
merecia, não é verdade??

Em
situação similar, não devia Jesus agir da mesma
forma?? Não devia tomar uma atitude em defesa das vítimas
de opressão??

O
que ficou bem claro?? Ficou bem claro que deliberar sobre uma questão
entre duas pessoas, tornar-se um árbitro, definindo quem está
certo e quem está errado, definindo quem é o justo e
quem é o iníquo, é praticar uma ação
de julgamento. É arbitrar na disputa existente. Jesus negou-se
a arbitrar sobre disputas entre humanos.
Jesus
negou-se a dar uma decisão,

que
envolveria declarar alguém culpado e atribuir uma penalidade
qualquer. Seja lá qual for a disputa, seja lá qual for
o motivo da existência da vítima, o procurado terá
que arbitrar, terá que apresentar um parecer em relação
àquela situação, pronunciando um como justo o
outro como iníquo, tornando assim um juiz para aqueles que o
procuraram.
Jesus
não tomou um imediato partido, ficando do lado desta ou
daquela vítima
,
nem sequer solicitou a presença das partes, visando ouvi-las e
decidir segundo as afirmações das partes, aquele que
era justo e aquele que era iníquo, passando também a
determinar o que um deveria fazer em relação ao outro.
Jesus não assumiu a posição de árbitro.
No entanto, não era Jesus mais sábio do que Salomão??
(Mateus
12:42)
42
A
rainha do sul será levantada no julgamento com esta geração
e a condenará; porque ela veio dos confins da terra para ouvir
a sabedoria de Salomão, mas,
eis
que algo maior do que Salomão está aqui.

Deveria
Jesus usar a sabedoria para julgar as questões entre humanos??
Bem, Jesus negou-se a julgar questões entre humanos. Jesus
podia julgar, podia ser um juiz ou um árbitro para aqueles
humanos?? Sim, ele podia, pois além da capacidade, ele tinha o
livre-arbítrio. Então, porque Jesus negou-se a arbitrar
questões existentes de humanos para humanos?? Que diretriz
obedecia Jesus??

Todos
os reis anteriores desejavam ter a sabedoria de julgar as questões
entre os humanos. Não foi este o pedido de Salomão??

(1
Reis 3:10-12)
10
E
esta coisa agradou aos olhos de Jeová, por Salomão ter
pedido tal coisa.
11
E
Deus prosseguiu, dizendo-lhe: “Visto que pediste tal coisa e
não pediste para ti muitos dias, nem pediste para ti riquezas,
nem pediste a alma dos teus inimigos,
e
pediste para ti entendimento, a fim de ouvir pleitos judiciais,

12
eis
que certamente farei segundo as tuas palavras. Eis que certamente te
darei um coração sábio e entendido, de modo que
antes de ti não veio a haver ninguém igual a ti e
depois de ti não se levantará quem te seja igual.

Salomão
passou a julgar questões entre humanos. Uma delas é bem
conhecida e elogiada. Ele tornou-se um árbitro entre duas
mulheres.

Assim
se fez registrar:

(1
Reis 3:23-28)
23 Finalmente,
o rei disse: “Esta diz: ‘Este é meu filho, o vivo,
e teu filho é o morto!’, e aquela diz: ‘Não,
mas o teu filho é o morto e o meu filho é o vivo!’”
24 E
o rei prosseguiu, dizendo: “Trazei-me uma espada.” Assim,
trouxeram a espada perante o rei.
25
E o
rei passou a dizer: “Cortai o menino vivo em dois e dai uma
metade a uma mulher e a outra metade à outra.”
26
Imediatamente,
a mulher cujo filho era o vivo disse ao rei (pois as suas emoções
íntimas estavam agitadas para com o seu filho, de modo que
disse): “Perdão, meu senhor! Dai-lhe o menino vivo. De
modo algum o entregueis à morte.” Enquanto isso, a outra
mulher dizia: “Não se tornará nem meu nem teu.
Fazei o corte!”
27 Então
respondeu o rei e disse: “Dai-lhe o menino vivo e de modo algum
o deveis entregar à morte. Ela é sua mãe.”
28E
todo o Israel chegou a ouvir a decisão judicial que o rei
havia proferido;
e
ficaram temerosos por causa do rei,
pois
viram que havia nele a sabedoria de Deus para executar decisões
judiciais.

Outros
reis agiam quais árbitros nas questões trazidas a ele.
O objetivo de levarem as questões aos reis era para que eles
agissem quais juízes.

Quando
o povo tomou a decisão de ter um rei humano, o que afirmaram??

(1
Samuel 8:4-5)
4 Reuniram-se
então todos os anciãos de Israel e vieram a Samuel, a
Ramá,
5 e
disseram-lhe: “Eis que tu mesmo ficaste velho, mas os teus
próprios filhos não têm andado nos teus caminhos.
Agora, designa-nos deveras um rei
para
nos julgar
,
igual a todas as nações.”

Os
reis davam as suas decisões judiciais, estabeleciam o que era
certo e errado e definiam as regras para o dia a dia do povo. O rei
também agia qual árbitro entre disputas existentes
entre seus súditos. Desta forma, a palavra do rei era a
palavra final.

Moisés
havia dado o seguinte mandamento para o povo:

(Deuteronômio
16:18)
18 “Deves
constituir para ti juízes e oficiais dentro de todos os teus
portões que Jeová, teu Deus, te dá segundo as
tuas tribos,
e
eles têm de julgar o povo com julgamento justo
.

Cumprindo
este mandamento de Moisés eles constituíram juízes
dentro de todos os portões. Os juízes arbitravam nas
disputas entre os israelitas. Tudo parecia estar dentro da
normalidade. Foi concedida autoridade a alguém para ele
arbitrar e ele estava arbitrando.

ÁRBITRO
Esta
é a definição dada por certo dicionário
(Houaiss):

árbitro

s.m.
(sXIII)
1
jur
aquele
que, por acordo das partes interessadas ou designação
de tribunal,

é
indicado para dirimir uma questão
;
mediador, juiz
<a
determinação do á. foi sábia
>
2
autoridade
suprema; soberano
<o
Estado é o á. da guerra e da paz
>
3
fig.
aquilo
ou aquele que se apresenta ou é visto como padrão a ser
seguido
<comportava-se
como um á. das boas maneiras
>
4
desp
aquele
que faz cumprir
,
numa competição ou disputa, as regras estabelecidas
para a modalidade de esporte que está sendo praticada; juiz
<á.
de futebol
>

etim
lat.
arbìter,tri
‘testemunha’,
donde ‘juiz’, p.ext., ‘senhor do destino das pessoas’

par
arbitro
(fl.arbitrar);
árbitra(f.), árbitras(f.pl.) /
arbitra,
arbitras
(fl.arbitrar)

Uma
pergunta não quer calar:
Precisa o ser
humano que outro ser humano seja escolhido para fazer
cumprir
as regras já estabelecidas??

Ao
final, as partes deveriam obedecer à decisão tomada
pelo árbitro. A vítima dirá: Viu o que ele
disse?? Viu, você tem de obedecer à decisão do
árbitro. Assim,
o
árbitro passa a fazer valer as regras

estabelecidas
para aquele caso. Ao final, o juiz, aquele que faz cumprir as regras
estabelecidas, usará a sua autoridade concedida pelas partes,
para que se faça cumprir tais regras.

Aquele
que emitiu o parecer se tornou um juiz ou árbitro, não
se tornou?? Nenhuma dúvida.

No
entanto, o que fez Jesus??

Neste
caso em questão, Jesus apresentou a “diretriz do Pai”
e deixou que as pessoas decidissem se seguiriam à diretriz ou
não.

Assim,
Jesus afirmou:
(Lucas
12:15)
15
Então
lhes disse: “Mantende os olhos abertos e
guardai-vos
de toda sorte de cobiça
,
porque mesmo quando alguém tem abundância, sua vida não
vem das coisas que possui.”

Assim
verte a Tradução Brasileira:
(Lucas
12:15) 15

Disse
ao povo: Olhai e
guardai-vos
de toda a avareza
,
porque a vida de um homem não consiste na abundância das
coisas que possui.

Na
verdade, os dois homens revelavam ser culpados do mesmíssimo
pecado, ou seja, a cobiça.

Suponhamos
agora que chegue até alguém uma mulher. Ela está
cheia de hematomas e chorando. Ela pede: Senhor, faça algo por
mim, pois o meu marido me bateu. O que devo fazer?? Reunir um grupo
de pessoas e espancá-lo também?? Mandar que ela o
deixe?? Chamar a polícia para prendê-lo?? Passar a vê-lo
como um inimigo?? Devo ficar do lado da vítima, não
devo?? O que devo fazer??

Será
que devo apresentar-lhe à “
diretriz
do Pai”
que
foi retransmitida por Jesus e deixá-la tomar a decisão
de acordo com o seu livre-arbítrio?? A diretriz é a
seguinte:
(Mateus
6:14-15)
14
Pois,
se
perdoardes aos homens as suas falhas, também o vosso Pai
celestial vos perdoará;

15
ao
passo que, se não perdoardes aos homens as suas falhas,
tampouco o vosso Pai vos perdoará as vossas falhas.

Assim
verte a Tradução Brasileira:
(Mateus
6:14-15) 14
Pois
se perdoardes aos homens as suas
ofensas,
também vosso Pai celestial vos perdoará;
15
mas
se não perdoardes aos homens, tão pouco vosso Pai
perdoará as vossas ofensas.

Afinal
de contas, porque este homem estava espancando a sua esposa?? Não
se tratava de “ausência” de perdão??

Tomaria
Jesus o partido da vítima, ficando contra àquele que a
vitimou?? Não, Jesus não se tornaria um árbitro,
não se tornaria um juiz, não arbitraria na questão.

O
árbitro emite o seu parecer que passa a ser uma decisão
para os envolvidos, envolvidos que o procuraram, passando todos os
envolvidos a obedecer àquela decisão, que passa a ter o
peso de uma decisão judicial.

Geralmente,
um juiz faz questão que a sua decisão judicial seja
obedecida por todos. Por vezes a penalidade está prevista em
uma lei. Outras vezes, ele cria uma penalidade pelo não
cumprimento de sua decisão judicial.

Do
lado oposto à ordem de Jesus, aliás, ordem do Pai,
retransmitida por Jesus, “
PARAI
DE JULGAR
,
PARAI
DE CONDENAR
,
NÃO
JULGUEIS
,
NÃO
CONDENEIS
,
temos a seguinte decisão pessoal em relação a um
pecador qualquer: Ela é uma pessoa indigna de valor, de estima
e de atenção.

Em
lugar de ficar observando o que outros fazem de errado, em lugar de
procurar erro nos outros, temos de fixar nossa atenção
naquilo que estamos fazendo, para termos certeza se Jeová
considera certo aquilo que nós estamos fazendo.

Temos
de comparar o que fazemos com aquilo que Jesus fez para sabermos se é
o certo ou se é o errado.

Jesus,
antes de ascender aos céus, deu a seguinte “ordem” a
todos os seus seguidores:

(Mateus 28:18-20)
18 E
Jesus, aproximando-se, falou-lhes, dizendo: “Foi-me dada toda a
autoridade no céu e na terra. 19 Ide, portanto, e fazei
discípulos de pessoas de todas as nações,
batizando-as em o nome do Pai, e do Filho, e do espírito
santo, 20 ensinando-as a observar
TODAS
as
coisas que vos
ORDENEI.
E eis que estou convosco todos os dias, até à
terminação do sistema de coisas.”

“Parai
de julgar”

também
é uma “ordem”. Esta também é uma ordem
tão imperativa quanto “ide e fazei discípulos”,
muito embora, nem tanto obedecida.
“Parai
de condenar”

também
é uma ordem. Da mesma boca que saiu a ordem de “ide e
fazei discípulos”, também saiu a ordem de “parai
de julgar, parai de condenar”. Quando nossos irmãos
antepassados, os católicos e demais protestantes (católicos
dissidentes) saíram a fazer discípulos, não
levaram a sério a ordem de não julgar e não
condenar. A história já registrou seus atos de fé,
dos quais se orgulhavam enquanto os praticavam ao julgarem e
aplicarem suas penalidades.

Embora
neste século os registros sejam diferentes, a obediência
a ordem de “parai de julgar” continua pendente de ser
obedecida. A quase unanimidade dos seguidores de Cristo ainda
se
julgam

superiores
aos não cristãos, além de grupos de cristãos
se
considerarem

superiores
a outros grupos de cristãos. Sempre é “neles”
que se cumprem as profecias condenatórias e em nós que
se cumprem as bondades. Nós somos os verdadeiros, os fiéis
e eles os falsos, os infiéis, passando a acusá-los de
reais pecados cometidos.

Eles
não têm valor – é o geralmente afirmam.


Parece
que nos foge da percepção que o “justo” é
aquele que não apresenta o menor vestígio de iniquidade
todo
o tempo
.
A margem da iniquidade é entre 0% e 99,99% de justiça,
enquanto a justiça só é justiça quando se
apresentar com 0% de iniquidade e permanecer assim. Tendes de ser
perfeitos,
assim
como
vosso
Pai – assim falou Jesus.

O
humano quer se valorizar por obras que ele humano acha ser mais
importante. Jesus sabia dessa tendência humana da valorização
do muito pouco que se faz, conjugada com a desvalorização
do que outros fazem, ao assim falar:

(Lucas
18:9-14)

9 Mas,
ele contou a seguinte ilustração também a alguns
que
confiavam
em si mesmos
como
sendo justos

e
que
consideravam
os demais como nada
:
10 “Dois
homens subiram ao templo para orar, um sendo fariseu e o outro
cobrador de impostos.
11 O
fariseu estava em pé e começou a orar as seguintes
coisas no seu
íntimo:
‘Ó Deus, agradeço-te que
não
sou como o resto dos homens

,
extorsores, injustos, adúlteros, ou mesmo como este cobrador
de impostos.
12 Jejuo
duas
vezes

por
semana, dou o décimo de todas as coisas que adquiro.’
13 O
cobrador de impostos, porém, estando em pé à
distância, não estava nem disposto a levantar os olhos
para o céu, mas batia no peito, dizendo: ‘Ó Deus,
sê clemente para comigo pecador.’
14 Digo-vos:
Este homem desceu para sua casa provado
mais
justo

do
que aquele homem; porque todo o que
se
enaltecer

será
humilhado, mas quem se humilhar será enaltecido.”

Confiar
em si mesmo como sendo justo

é
o passo inicial antes do cometimento do pecado da soberba.

CONFIAR
EM SI MESMO COMO SENDO JUSTO É IGUAL A APROVAR A SI MESMO.

O
soberbo diz no íntimo (no coração):

Eles
são indignos de valor, de estima e de atenção. O
iníquo é indigno de valor, de estima e de atenção”.

O
iníquo apenas reconhecia:

Pai,
eu sou iníquo; por favor, seja clemente comigo”. Isto é
humildade.

Reconhecer
que é pecador
,
reconhecer a própria iniquidade

é
contado como justiça, como justiça maior que muitas
obras das quais muitos homens se orgulham de estar praticando.
Se
achar ou afirmar que não é como o resto dos homens é
se enaltecer. Isto é soberba. Isto é altivez. O altivo
compara suas boas obras com as obras de outros e
se

acima
destes outros.

O
sentimento se
transforma em
palavras;
o
sentimento se
transforma em
ações.

Não
era o “fariseu” que era soberbo. Qualquer humano que
tiver este mesmo sentimento de superioridade em relação
a qualquer pecador é um soberbo.

Ele
vê a si mesmo como melhor do que outros humanos. Ele encontra
motivos plenamente válidos para chegar a esta conclusão.
A outra pessoa pode ter cometido muito mais pecados do que ela, por
exemplo.

Aquele
que se julga justo, que se sente superior a outros humanos pecadores,
aquele que julga outros humanos como merecedores da morte eterna em
face dos reais pecados cometidos por estes, enquanto afirma merecer
melhor sorte, está repetindo os
sentimentos
dos
fariseus. Como Jeová vê este que se julga justo, se
enaltecendo sobre outros humanos? Jesus nos responde:

(Lucas
16:15)
15
Conseqüentemente,
ele lhes disse: “Vós sois os que
vos
declarais justos perante os homens
,
mas Deus conhece os vossos corações; porque aquilo que
é 
ALTIVO
entre
os homens
É
UMA COISA REPUGNANTE À VISTA DE DEUS.

O
altivo receberá a humilhação como recompensa.
Por isso Jesus repreende os altivos:

(Lucas
14:7-11)
7
Prosseguiu
então a contar aos convidados uma ilustração, ao
notar como eles escolhiam os lugares mais destacados para si mesmos,
dizendo-lhes:
8
“Quando
fores convidado por alguém para uma festa de casamento,
não
te deites no lugar mais destacado
.
Talvez ele tenha convidado ao mesmo tempo alguém mais distinto
do que tu,
9
e
aquele que te convidou venha com ele e te diga: ‘Deixa este
homem ter o lugar.’ Então principiarás com
vergonha a ocupar o lugar mais baixo.
10
Mas,
quando fores convidado,
vai
e recosta-te no lugar mais baixo
,
para que, quando vier o homem que te convidou, te diga: ‘Amigo,
vai mais para cima.’ Então terás honra na frente
de todos os que contigo foram convidados.
11
Porque
todo aquele que se enaltecer será humilhado, e aquele que se
humilhar será enaltecido.”

O
altivo se sente e se vê como
estando
acima

dos
demais à sua volta; se sente como
tendo
mais valor

que
os demais. Consequentemente, ele sente
repugnância
pelos
pecadores. Ele sente
desprezo
pelos
iníquos. Ele
desdenha
os
iníquos. Também, consequentemente, Jeová passa a
ver o altivo com os mesmos olhos que o altivo vê os demais à
sua volta. Assim, Jeová está trazendo de volta sobre o
altivo os próprios sentimentos que o altivo tem por outras
pessoas.
Trazer
o seu próprio procedimento sobre sua própria cabeça
– esta é a promessa de Jeová. Vou fazê-lo
sentir o
menosprezo
que
ele impôs ao seu semelhante.
Menosprezo
é
o que sente a pessoa que é desprezada.

Isto
não significa que o Pai Jeová passe a sentir
repugnância por este filho, pois o Pai Jeová é
Santo, e exatamente por ser Santo é que o Pai Jeová não
tem este tipo de sentimento em Seu coração.

MENOSPREZADO
Esta
é a definição dada por certo dicionário
(Houaiss):

menosprezado

adj.
(sXIV)
que
se menosprezou
1
diminuído
em

valor,
qualidade, virtude; depreciado
<um
artista m.
>
2
a
quem se dedica sentimento de desprezo, de desconsideração;
desestimado, desprezado
<a
menina m. fugiu de casa
>
3
que
não foi levado em conta;
considerado
ou tratado com desdém
;
desprezado, desdenhado
<conselhos
m.
>

etim
part.
de
menosprezar

Trata-se
de violência psicológica que pode levar à
depressão e a morte.

Na
nossa condição real de imperfeição, todos
sem exceção, erramos muito.
Tudo
o
que fazemos está impregnado de erros.
TUDO
que fazemos é impuro
.
As
palavras saídas da boca de nosso Criador Jeová foram:
(Ageu
2:10-14)
10 No
vigésimo quarto [dia] do nono [mês], no segundo ano de
Dario, veio a haver a palavra de Jeová para Ageu, o profeta,
dizendo: 11 “Assim disse Jeová dos exércitos:
‘Por favor, pergunta aos sacerdotes a respeito [da] lei,
dizendo: 12 “Se um homem levar carne sagrada na aba da sua
veste e ele realmente tocar com a [aba da] sua veste em pão,
ou cozido, ou vinho, ou azeite, ou em qualquer tipo de alimento,
tornar-se-á este santo?”’” E os sacerdotes
passaram a responder e a dizer: “Não!” 13 E
Ageu prosseguiu, dizendo: “Se alguém que ficou impuro
por uma alma falecida tocar em alguma destas coisas, tornar-se-á
ela impura?” Os sacerdotes, por sua vez, responderam e
disseram: “Tornar-se-á impura.” 14 Concordemente,
Ageu respondeu e disse: “‘Assim é este povo e
assim é esta nação diante de mim’, é
a pronunciação de Jeová, ‘e

assim
é TODO o trabalho das suas mãos

e
TUDO
o
que apresentam ali.

É
IMPURO.

Carregar
coisas sagradas não nos transforma em puros, não nos
transforma em santos. Se não tivermos o cuidado necessário,
poderemos impregnar de impureza as coisas sagradas que carregarmos.

Enquanto
não tivermos plena consciência deste fato, poderemos nos
achar melhores que outros e que nossos atos de adoração
são melhores do que aqueles apresentados por outros. Na
verdade nossos atos são tão impuros quanto os atos dos
outros. O perfeitamente puro é 100% puro, “nunca”
apresentando qualquer variação, entretanto, o que
apresentamos para Jeová varia de 1% à 99%, talvez 100%
de impureza. Quando nos sentimos no nosso íntimo melhores que
outros, já estamos cometendo o pecado da
SOBERBA.
Ora,
se no íntimo já é pecado, quanto mais o será
externar tal sentimento. Pior será se passarmos a humilhar
nossos semelhantes na presença ou na ausência deles ou
mesmo usarmos palavras de desprezo.
(Mateus
5:21-22)

21 “Ouvistes
que se disse aos dos tempos antigos: ‘Não deves
assassinar; mas quem cometer um assassínio terá de
prestar contas ao tribunal de justiça.’
22 No
entanto, digo-vos que todo aquele que continuar furioso com seu irmão
terá de prestar contas ao tribunal de justiça; mas,
quem
se dirigir

a
seu irmão com uma palavra imprópria de desprezo terá
de prestar contas ao Supremo Tribunal; ao passo que
quem
disser

:
‘Tolo desprezível!’, estará sujeito à
Geena ardente.

Dirigir
uma palavra de desprezo e dizer “tolo desprezível” é
mais grave que assassinar. Este é o ponto de vista de Jeová
e Jesus veio nos dizer isto, além de mostrar o que fazer para
ser justo.

DESPREZO
– Esta é a definição dada por certo dicionário:

Desprezo
é um sentimento.

DESPREZO
s.m.
Sentimento pelo qual
se
julga uma pessoa ou uma coisa indigna de valor, de estima ou de
atenção
:
experimentar
desprezo pelo mentiroso
.
/ Sentimento pelo qual nos colocamos acima do temor e do desejo:
o
desprezo do perigo ou das riquezas
.
/ Palavra ou atitude que inferioriza, que magoa; menosprezo:
sentir
o desprezo de alguém
.

Esta definição
é bem clara: Você vê a outra pessoa como não
valendo nada, você a julga como nada valendo. “Você
confia em si mesmo como justo e considera os demais como nada”.
É UM JULGAMENTO.

Como fruto do
sentimento, a pessoa profere palavras que inferiorizam
outras pessoas e pratica ações que inferiorizam
outras pessoas.

Se ele inferioriza
outras pessoas é porque ele se
sente
superior a estas pessoas.

Os
judeus inferiorizavam todos os demais povos, pois eles eram
circuncisos e todos os demais eram incircuncisos. Os judeus
sentiam-se superiores a todos os demais povos, pois eles encontravam
muitos motivos para sentirem-se superiores. Eram ensinados desde a
infância a sentirem-se superiores.

Mesmo
já sendo um discípulo de Jesus, assim afirmou nosso
amado irmão Pedro a uma família de não judeus:

(Atos
10:25-29)
25
Quando
Pedro entrou, Cornélio foi ao seu encontro, prostrou-se aos
pés dele e prestou-lhe homenagem.
26
Mas
Pedro ergueu-o, dizendo: “Levanta-te; eu mesmo também
sou homem.”
27 E,
conversando com ele, entrou e achou muitas pessoas reunidas,
28
e
disse-lhes:
Vós
bem sabeis quão ilícito é para um judeu
juntar-se ou chegar-se a um homem de outra raça;

contudo,
Deus mostrou-me que eu não chamasse nenhum homem de
aviltado
ou impuro
.
29
Por
isso vim, realmente sem objeção, quando fui chamado.
Portanto, indago a razão pela qual me mandastes chamar.”

Para
todos os judeus e inclusive para Pedro, todos os homens de outras
raças eram aviltados, eram impuros. Obviamente, os judeus não
se achavam aviltados ou impuros. Bem, eles sentiam-se ou não
sentiam-se SUPERIORES a todos os outros humanos??

Em outra ocasião,
que sentido há nestas palavras faladas por nosso amado irmão
Paulo??

(Romanos
9:20-24)
20 Quem
realmente és tu, então, ó homem, para
redargüires a Deus? Dirá a coisa moldada àquele
que a moldou: “Por que me fizeste deste modo?”
21
O
quê? Não tem o oleiro autoridade sobre o barro, para
fazer da mesma massa
um
vaso para uso honroso, outro para uso desonroso
?
22 Se
Deus, pois, embora tendo vontade de demonstrar o seu furor e de dar a
conhecer o seu poder, tolerou com muita longanimidade
os
vasos do furor, feitos próprios para a destruição
,
23 a
fim de dar a conhecer as riquezas de sua glória nos
vasos
de misericórdia, que ele preparou de antemão para
glória,
24 a
saber, nós
,
a quem ele chamou não somente dentre os judeus, mas também
dentre as nações, [o que tem isso]?

Enquanto que de uma
lado existiam os vasos do furor feitos próprios para a
destruição, por outro lado existiam os vasos vasos
preparados de antemão para a glória, a saber, nós.
O que isto significa?? Eles são vasos para destruição
e nós somos os vasos para a glória?? Será que há
alguma diferença entre eles e nós??

Existe alguma
diferença entre o valor que atribuímos a “eles”
(vasos do furor) e o valor que atribuímos a “nós”
(vasos da glória)??

Ora, eles são
vasos próprios pra a destruição, logo, que valor
eles têm para Deus??

Ora, se eles não
têm valor para Deus, por que devo valorizar aquilo que Deus já
desvalorizou??

O SENTIMENTO
precede as palavras e as ações. Primeiro se SENTE
desprezo por alguém e somente depois é que o chamamos
de desprezível ou tomamos qualquer outra ação
contra ele. Qual é o seu objetivo?? Fazer com que a pessoa se
sinta menosprezada. Já vimos acima a definição
de tal palavra. O que as palavras de Jeová, que foram
repetidas por Jesus deixam bem claro?? Que trata-se realmente de uma
condenável ação de violência. Segundo
Jeová, trata-se de um pecado.

Aquilo
que sai da boca é SEMPRE proveniente do coração.
Assim falou Jesus:

(Mateus
12:34-37)
34 Descendência
de víboras, como podeis falar coisas boas quando sois iníquos?
POIS
É DA ABUNDÂNCIA DO CORAÇÃO QUE A BOCA
FALA.
35 O
homem bom, do seu bom tesouro, envia coisas boas, ao passo que o
homem iníquo, do seu tesouro iníquo, envia coisas
iníquas.
36 Eu
vos digo que de toda declaração sem proveito que os
homens fizerem prestarão contas no Dia do Juízo;
37 pois
é pelas tuas palavras que serás declarado justo e é
pelas tuas palavras que serás condenado.”

Assim,
antes de chamar um irmão de “desprezível” com
a minha boca, certamente meu coração já o vê,
já o considera como DESPREZÍVEL; já o julga como
DESPREZÍVEL. O julgamento ocorre primeiro no coração.
Para considerar alguém como “desprezível”,
certamente o considero como INFERIOR a mim. Desprezível é
aquele que EU JULGO como alguém que não vale nada. PARA
MIM ele não vale nada; não é digno de atenção
e de estima.

O PRÓXIMO
PASSO SERIA DESTRUIR ÀQUILO QUE,
PARA
MIM
,
NÃO VALE NADA. PODERIA TAMBÉM SEPARÁ-LO COMO
ALGO SEM VALOR A SER DESTRUÍDO E DIZER: “PAI, ESTE AQUI
É PARA SER DESTRUÍDO; ESTE AQUI EU SEPAREI PARA SER
DESTRUÍDO. Pai, aquilo que é impuro é para ser
eliminado; aquilo que é pernicioso é para ser
eliminado. Pai, eu não sou impuro e não sou
pernicioso”.

Muitos
dos judeus dos dias de Jesus achavam-se muito melhores do que seus
antepassados que haviam desobedecido a Jeová e ido ao ponto de
assassinar os profetas que repetiam as afirmações de
Jeová. Obviamente havia profetas que falavam outras coisas;
mas, estes não eram mortos. Exatamente para tais, Jesus
proferiu estas palavras:
(Mateus
23:29-36)
29 “Ai
de vós, escribas e fariseus, hipócritas! porque
construís os sepulcros dos profetas e decorais os túmulos
memoriais dos justos, 30 
e
dizeis: ‘
Se
nós estivéssemos nos dias de nossos antepassados, não
seríamos parceiros deles no sangue dos profetas.

31 Portanto dais testemunho contra vós mesmos de que sois
filhos daqueles que assassinaram os profetas. 32 Pois bem,
enchei a medida de vossos antepassados. 33 “Serpentes,
descendência de víboras, como haveis de fugir do
julgamento da Geena? 34 Por esta razão eu vos estou
enviando profetas, e sábios, e instrutores públicos.
A
alguns deles matareis

e pregareis em estacas, e a outros deles açoitareis nas vossas
sinagogas e perseguireis de cidade em cidade; 35 para que venha
sobre vós todo o sangue justo derramado na terra, desde o
sangue do justo Abel até o sangue de Zacarias, filho de
Baraquias, a quem assassinastes entre o santuário e o altar.
36 Deveras, eu vos digo:
Todas
essas coisas virão sobre esta geração.

Uma
geração de adoradores de Jeová julgando e
desprezando outra geração de adoradores de Jeová.
Aquela geração se achava melhor, mais sábia e
mais justa (menos iníqua) que seus antepassados,
JULGANDO
seus
antepassados como iníquos, como não valendo nada. Se
estivéssemos no lugar deles, nós não teríamos
matado os profetas, muito pelo contrário, teríamos
ouvido e obedecido a Jeová. Quão tolos e hipócritas
eram. Jesus disse que eles teriam a mesma oportunidade que seus
antepassados e que, no entanto, agiriam muito pior que seus
antepassados, que naquele instante menosprezavam. Quanta
humilhação!

A
palavra saída da boca de Jeová ia de encontro ao
interesse imediato destes humanos imperfeitos. Não sendo
exatamente aquilo que queriam ouvir, condenavam todo e qualquer
humano que se expressasse de forma contrária, mesmo que este
estivesse apenas retransmitindo a palavra saída da boca de
Jeová. Novamente, para os judeus, a “cidade”, o
“templo”, o título de “povo de Deus”, era
a coisa a ser defendida.

Mais
uma vez erravam. Suas avaliações humanas estavam
erradas. Novamente deixaram de enxergar a coisa principal. Jesus lhes
chamou a atenção e lhes disse:

(Mateus 9:13)
13 Ide,
pois, e
aprendei
o que significa

: ‘
Misericórdia
quero
,
e não sacrifício.’ Pois eu não vim chamar
os que são justos, mas pecadores.”


(Mateus 12:6-7)
. . ..
7 No entanto, se tivésseis
entendido
o que significa: ‘
MISERICÓRDIA
quero
, e não
sacrifício’, não teríeis condenado os
inocentes.
(Mateus
18:33)
33 Não
devias tu, por tua vez, ter tido
MISERICÓRDIA
do teu co-escravo, assim como eu também tive
MISERICÓRDIA
de ti?’
(Mateus
23:23)
23 “Ai
de vós, escribas e fariseus, hipócritas! porque dais o
décimo da hortelã, e do endro, e do cominho, mas
desconsiderastes os assuntos
mais
importantes

da Lei, a saber,
a
justiça, a misericórdia e a fidelidade
.
Estas eram as coisas obrigatórias a fazer, sem, contudo,
desconsiderar as outras.
(Lucas
6:36)
36 Continuai
a tornar-vos
MISERICORDIOSOS
,
assim
como

vosso Pai é misericordioso.

QUEM
É MISERICORDIOSO NÃO JULGA A NINGUÉM

QUEM
É MISERICORDIOSO NÃO CONDENA A NINGUÉM
O PAI
NÃO JULGA A NINGUÉM
O PAI NÃO CONDENA A
NINGUÉM
JESUS NÃO CONDENA A NINGUÉM

Por
volta de 717 anos antes do nascimento de Jesus, da mente e boca de
Jeová saíram as seguintes palavras informativas a seu
povo:
(Miquéias
6:6-8)
6
Com que confrontarei a Jeová? [Com que] me encurvarei diante
de Deus no alto? Confrontá-lo-ei com holocaustos, com bezerros
de um ano de idade? 7 Terá Jeová prazer em milhares de
carneiros, com dezenas de milhares de torrentes de azeite? DAREI O
MEU PRIMOGÊNITO
PELA
MINHA REVOLTA,

o fruto do meu
ventre
PELO
PECADO
da
minha alma? 8 Ele te informou, ó homem terreno, sobre o que é
bom.
E
o que é que Jeová pede de volta de ti senão que
exerças a justiça, e
ames
a benignidade, e
andes modestamente com o teu Deus?

Miquéias
foi o porta-voz usado por Jeová para retransmitir estas
palavras.


“O
que eu quero de vocês não é sacrifícios e
mais sacrifícios”, deixou bem claro o Criador,
entretanto, o povo raciocinava que podiam abrandar a face de Jeová
com muitos sacrifícios, que podiam comprar o Criador com
muitos sacrifícios.
Eu
não quero sacrifícios pelos erros, antes, o que Eu
quero é que não haja erros,

deixou
claro Jeová. Ao exercer a justiça,
amar
a
benignidade e andar modestamente com Jeová não haveria
necessidade de sacrifícios.
Como
seria bom se não houvesse sacrifícios!

Haveria
amor à justiça e
amor
à
benignidade. O sacrifício devia lembrar-lhes suas iniqüidades;
deviam se envergonhar e se humilhar por causa das iniqüidades.
Deviam se envergonhar por matarem animais para os oferecerem como
sacrifícios para Jeová. Muitas e muitas vidas dos
animais estavam sendo retiradas por causa dos erros dos humanos. Os
humanos pagavam seus erros, seus pecados, matando animais e se
sentiam bem. Queriam pagar seus erros a Jeová com a vida dos
animais.
Um
animal inocente pagando com sua vida pelo meu erro?? Eu me sinto
feliz por poder fazer isso??? Não existe algo errado comigo???

Se
eu não pecar, eu não preciso sacrificar um animal. Meu
pecado está sendo exposto para mim desta forma e eu não
consigo perceber a gravidade. Cada pecado meu está sendo pago
com uma outra vida. O que tenho de fazer? Aumentar a produção
dos rebanhos?? Quanta insensibilidade a minha!!!

Entre
778 e 732 anos antes do nascimento de Jesus, estas foram as palavras
saídas da mente e boca de Jeová: “Não me
agrado da morte destes animais”.

(Isaías 1:10-17)

10 Ouvi a
palavra de Jeová, ditadores de Sodoma. Dai ouvidos à
lei de nosso Deus, povo de Gomorra. 11  “
De
que me serve a multidão de vossos sacrifícios?

diz Jeová.
“Já estou farto dos holocaustos de carneiros e da
gordura de animais bem cevados; e não me agrado do sangue de
novilhos, e de cordeiros, e de cabritos. 12 Quando estais
entrando para ver a minha face, quem é que requereu isso da
vossa mão, pisar meus pátios? 13 Parai de trazer
mais ofertas de cereais sem valor algum. Incenso — é
algo detestável para mim. Lua nova e sábado, a
convocação de um congresso — não posso
tolerar o [uso de] poder mágico junto com a assembléia
solene. 14 Minha alma tem odiado as vossas luas novas e as
vossas épocas festivas. Tornaram-se para mim um fardo; fiquei
cansado de suportá-las. 15 E quando estendeis as palmas
das vossas mãos, oculto de vós os meus olhos. Embora
façais muitas orações, não escuto; as
vossas próprias mãos se encheram de derramamento de
sangue. 16 Lavai-vos; limpai-vos;
removei
a ruindade das
vossas
ações

de diante dos meus
olhos;
CESSAI
DE FAZER O MAL
.
17 
Aprendei
a fazer o bem
;
buscai a justiça;
ENDIREITAI
O OPRESSOR
;
fazei julgamento para o menino órfão de pai; pleiteai a
causa da viúva.”
O
Criador deixou bem claro que ações Ele esperava de seu
povo.
Não
era apontar o dedo, nem mesmo matar o opressor, ANTES ERA
ENDIREITAR
o
opressor.

Vejamos como certo dicionário define
opressor:

OPRESSOR
adj. e s.m. Que ou aquele que oprime, que faz
opressão.

 OPRIMIR
v.t. Causar opressão a; carregar,
sobrecarregar com peso. / Exercer violência, por abuso de
autoridade; exercer pressão; tiranizar. / Forçar,
coagir, violentar. / Fig.
Esmagar,
desfazer,
aniquilar.
/ Fig.
Afligir, incomodar, vexar;
humilhar.

O
desejo de ESMAGAR o opressor, de acabar com ele, tinha de ser
substituído pelo desejo de ENDIREITAR o opressor. O opressor
não é aquele que me causa o mal? O que me causa o mal,
não é meu inimigo?? Devo endireitar o inimigo?? Era
isto o que Jeová queria. Jesus nos mostrou como é que
se faz.


A
geração dos dias de Jesus arrogantemente julgava seus
antepassados como iníquos, se colocando acima deles, melhor do
que eles, mas qual foi o seu fim? Entretanto, ao final não
agiram
pior
que
seus antepassados? Sim. Quanta vergonha!

Quanto a nossa
geração, como julgamos a geração dos dias
de Jesus?
A
condenamos
como
iníqua merecedora da destruição definitiva? Será
que a desprezamos?? Será que a julgamos como indigna de valor,
de estima e de atenção?? Assim como a geração
dos dias de Jesus, também teremos a mesma oportunidade de
comprovarmos nosso
arrogante
julgamento
.
Como nos sairemos?

CESSAI
DE “FAZER O MAL” –
Retribuir
o mal também é “fazer o mal”. Quem perdoa
todo mal praticado contra si, nunca irá “fazer o mal”.
Era exatamente isto o que Jeová queria. Jesus mostrou como é
que se faz.

Quem
busca a vingança só se sente satisfeito depois de
“fazer o mal”. Ele está sempre pronto para “fazer
o mal”.

Enquanto
todas as gerações do povo de Deus amavam a vingança,
Jeová queria que todas as gerações amassem a
benignidade. Era um
sentimento
totalmente
oposto. De um lado, AMAR a benignidade, e do outro lado, AMAR a
vingança. Estar pronto para usar de vingança ou estar
sempre pronto para usar de benignidade.


Nosso
Instrutor chamou a atenção sobre o
sentimento
que
devemos cultivar pelos nossos semelhantes? Não julgar, não
condenar, antes, ter misericórdia; ser misericordioso, assim
como vosso Pai é misericordioso. Estamos próximos ou
muito longe disso?

Nosso
Sábio e perfeito Instrutor não apenas ordenou aos seus
alunos seguidores: “parai de julgar”. Ele, servindo de
modelo perfeito, não julgou quaisquer humanos. Ele é
exemplo também neste aspecto. Jesus nos mostrou como é
que se faz. Estas foram as palavras saídas da mente e boca de
Jesus:
(João
12:47)
47 Mas, se
alguém ouvir as minhas declarações e não
as guardar,
EU
NÃO O JULGO

; pois não
vim julgar o mundo, mas salvar o mundo.

Quando
estava sendo morto, como reagiu o Cordeiro?? Sua reação
foi assim registrada:
(Lucas
23:33-34)
33E
quando chegaram ao lugar chamado Caveira, pregaram-no numa estaca, e
assim também os malfeitores, um à sua direita e outro à
sua esquerda.
34[[Mas
Jesus estava dizendo: “
PAI,
PERDOA-LHES, POIS NÃO SABEM O QUE ESTÃO FAZENDO.
]]
Outrossim, para distribuírem as roupas dele, lançaram
sortes.

Não
se podia esperar outra reação de uma ovelha autêntica.
OVELHA AUTÊNTICA NÃO SE VINGA NUNCA.

Em
relação a seu Pai, estas foram as palavras que saíram
da mente e boca de Jesus:

(João 5:22-23)
22
PORQUE
O PAI NÃO JULGA A NINGUÉM
,
mas tem confiado
todo o julgamento ao Filho, 23 a fim de que todos honrem o Filho,
assim como honram o Pai. Quem não honrar o Filho, não
honra o Pai que o enviou.. . .

“O
PAI NÃO JULGA A NINGUÉM”

é
uma verdade, 100% verdade saída da mente e boca de Jesus ou é
uma mentira?

“EU
NÃO O JULGO”

é
uma verdade, 100% verdade saída da mente e boca de Jesus ou é
uma mentira?

Jesus,
o
médico dos leprosos, sendo perfeito, sem lepra,
não
condenou

(julgou)
os leprosos. Ao contrário, reconhecendo sua função
de médico, estas foram as palavras saídas da boca de
Jesus:
eu
vim “salvar o mundo”, “não vim julgar o mundo”.

Devem ter
credibilidade estas palavras? São 100% verdade.

Os
fariseus não reconheciam sua enfermidade.

Ademais,
ainda não haviam cultivado a misericórdia para com os
doentes.
(Mateus
9:11-13)
11 Vendo
isso, porém, os fariseus começaram a dizer aos
discípulos dele: “Por que é que o vosso instrutor
come com os cobradores de impostos e os pecadores?” 12
Ouvindo-os, ele disse: “As pessoas com saúde não
precisam de médico, mas sim os enfermos. 13
Ide,
pois,
e
aprendei
o
que significa: ‘Misericórdia quero, e não
sacrifício.’ Pois eu não vim chamar os que são
justos, mas pecadores.”

Por
que
o
Instrutor se mistura com este “tipo de gente”? Perguntaram
os fariseus.

Ora,
“este tipo de gente” era exatamente o “tipo de gente”
para o qual deveriam usar de Misericórdia. O estado deplorável
deste “tipo de gente” devia despertar o sentimento de
Misericórdia E NÃO O DE REPULSA. “Este tipo de
gente” eram pessoas doentes, enfermas, que precisavam de ajuda
médica. “Este tipo de gente” eram as pessoas a
serem endireitadas.

Os
sacerdotes e os fariseus viam Zaqueu e demais pecadores, como
adúlteros, por exemplo, como um mal a ser eliminado do meio do
povo. E por que?? Para não ensinar o povo a praticar coisas
detestáveis.

Eu
vim buscar e salvar o que estava perdido, afirmou Jesus a respeito de
Zaqueu, o cobrador de impostos, desprezado pelos fariseus:

(Lucas
19:9-10)
9 A
isto Jesus disse-lhe: “Neste dia entrou a salvação
nesta casa, porque ele também é filho de Abraão.
10 Pois
o Filho do homem veio buscar e salvar o que estava perdido
.”

Zaqueu
era uma das ovelhas perdidas da casa de Israel, que Jesus veio buscar
e salvar. No lugar de desejar ELIMINAR o opressor, o sentimento de
Jesus era o de ENDIREITAR o opressor.
Afinal,
quando ocorrerá o julgamento de todos estes leprosos? As
palavras saídas da mente e boca de Jesus são claras:
(João 12:48) 48 Quem
me desconsiderar e não receber as minhas declarações,
tem quem o julgue. A palavra que eu tenho falado é que o
julgará
no
último
dia
;

 

Qualquer
leproso que “desobedientemente” julgar ou condenar outro
leproso receberá de volta o mesmo julgamento que proferiu.

Está
desobedecendo a uma ORDEM direta do Instrutor. Quem se enaltecer será
humilhado. A humilhação deste leproso será maior
no “último dia”. Qual leproso (pecador) está
julgando outros leprosos (pecadores) como dignos de morte eterna por
aquele ainda ser leproso (pecador)
?

Neste
caso, este pecador está afirmando que TODO aquele que for
pecador merece e TERÁ a morte eterna.

Ele
busca e encontra muitos motivos para se sentir e para agir como
alguém superior.


Quem
deseja eliminar o opressor, está indo na direção
oposta aos sentimentos de Jesus, nosso “
modelo
de
sentimentos”.

Nosso
instrutor perfeito, nosso modelo perfeito, não levou em conta
que seus ouvintes não guardassem seus ensinos; NÃO OS
CONDENOU por isso. Ora, Jesus é o Rei, foi colocado em uma
posição enaltecida. Já era muito amado por seu
Pai. E quanto ao resto da humanidade, há alguém
semelhante a Jesus? Foi algum humano designado Juiz, possuindo
autoridade maior que Jesus? Certamente não.

As
palavras saídas da mente e boca de Jesus para seus discípulos
foram:
(João
13:15-17)
15 Pois
estabeleci o
MODELO
para
vós, a fim de que,
ASSIM
COMO como eu vos fiz

,
vós também façais.

16 Digo-vos
em toda a verdade:
O
escravo não é maior do que o seu amo
,
nem é o enviado maior do que aquele que o enviou.
17 Se
sabeis estas coisas, felizes sois se as fizerdes.
 

 

Façais
exatamente aquilo que eu fiz. “Eu” estabeleci o modelo.
“Eu” não julgo e não condeno; façam
exatamente o mesmo. Eu, como “amo” não julguei a
ninguém, seguindo o exemplo do meu Pai, logo, vocês como
escravos não têm o direito de julgar a ninguém.

Os
alunos, os discípulos, os enviados, os escravos, não
são maiores que o amo, Jesus. O Rei perfeito e puro estava
lavando os pés de humanos imperfeitos e impuros; uma profunda
lição de humildade.
Como
poderiam os “impuros” se considerarem melhores que outros
“impuros”?

As
palavras saídas da mente e boca de Jesus foram
:
a
“palavra” o julgará no “último dia”.

Porque
antecipar? Ademais o “julgamento” será feito por
alguém puro, totalmente isento de impureza.

Ao
leproso (pecador) que se arvora em juiz faltam Misericórdia e
Humildade.


 

No
lugar de julgar o que outros fazem, que outra ordem nos deu o nosso
Instrutor, nosso Modelo perfeito? Estas foram as palavras que saíram
de sua boca:
(Mateus 5:20) 20 Pois
eu vos digo que, se a vossa justiça não abundar mais do
que a dos escribas e fariseus, de modo algum entrareis no reino dos
céus.

Os
escribas e os fariseus tinham certa medida de justiça. Os
escribas e os fariseus se julgavam melhores que os demais humanos.
Que adianta vermos as obras, os frutos produzidos por outros, que
quando
comparados
com
o Modelo perfeito, revelam ser obras iníquas, e no entanto
fizermos igual ou pior do que eles? Os escribas e os fariseus eram
homens entendidos na lei, logo, deveria ser bem mais fácil
para estes, entenderem o que o Modelo estava sentindo,

fazendo
e ensinando, mas na prática dava-se exatamente o inverso.
Assim falaram os entendidos da lei quanto ao Modelo de justiça,
Jesus:
 
(João 7:47-49)

47 Os fariseus
responderam, por sua vez: “Será que também vós
fostes desencaminhados? 48 
Será
que um só dos governantes ou dos fariseus depositou fé
nele?
49 Mas
esta
multidão
,
que não sabe a Lei, 
SÃO
pessoas amaldiçoadas.

” 

Estes
davam testemunho contra si mesmos, de que não acreditavam nas
palavras saídas da boca de Jesus. As palavras de Jesus estavam
em rota de colisão com aquilo que os fariseus chamavam de
“lei”, lei que eles conheciam e praticavam. Buscavam
desesperadamente motivos na lei para matarem Jesus.

Os
fariseus e seus discípulos, os sacerdotes e demais levitas é
que julgavam e condenavam outros humanos. Quanto mais conhecimento da
lei eles tinham, mais condenavam outros humanos.


Enquanto
Jesus “não julgou a ninguém”, os fariseus
julgavam e condenavam aquela multidão “como amaldiçoada”
.
Realmente,
os fariseus conheciam a Lei e a conheciam muito mais que a multidão,
que para eles, não passava de pessoas amaldiçoadas, no
entanto a
soberba
em
seus corações não os permitia serem
“misericordiosos” com os pecadores. Estes buscavam fazer
justiça através de obras da lei e enfunavam-se de
orgulho por causa das obras praticadas. Os fariseus não eram
um bom
modelo
a
ser imitado
.
Nosso
modelo
perfeito
é Jesus.

Sem
qualquer dúvida, todo aluno (discípulo) de Jesus tem a
obrigação de perguntar-se antes de tomar qualquer
decisão:
“faria
meu instrutor, mestre e único modelo perfeito o mesmo que
estou fazendo”? Estou rotulando pessoas que desconhecem a lei
como “pessoas amaldiçoadas”? Amaldiçoadas por
quem? Por mim certamente. Quem me conferiu poder para amaldiçoar
meus semelhantes?

Devo
aceitar e repetir a palavra falada por Jesus, meu Instrutor, ou devo
aceitar e repetir a palavra falada por outro aluno??

A
palavra falada pelo Instrutor Jesus tem menos valor do que a palavra
falada por outro aluno??

Que
palavra devo repetir?? “Se alguém ouvir e não
praticar os ensinos de Jesus ou nem mesmo quiser ouvir eu não
o julgo”, ou , “aquele que ouviu o ensino de Jesus e não
obedeceu e aquele que não quis ouvir já estão
condenados”??

Para
o fariseu, as maldições descritas na lei, maldições
da parte de Jeová, recairiam exatamente nestas pessoas que
desconheciam a lei, e portanto, não realizavam as mesmas obras
da lei, das quais eles, os fariseus, tanto se vangloriavam de estar
realizando . Se julgavam APROVADOS e abençoados por Jeová
e julgavam a multidão que não conhecia e não
praticava a lei, como os REPROVADOS e amaldiçoados por Jeová.
Entretanto, era esta a realidade “do ponto de vista de Jeová
?
Era esta a verdade do “ponto de vista de Jesus”? Por não
conhecerem a Jeová, aqueles fariseus pensavam e externaram seu
conceito sobre Jeová. Se eles estivessem no lugar de Jeová,
eles agiriam segundo o conceito externado. Gostaria você de ter
tais fariseus como seu juiz? Jesus entretanto, externou e demonstrou
a realidade de Jeová. Ele sentia compaixão,
misericórdia em face da situação tão
deplorável daqueles pecadores (leprosos).
 (Mateus
9:36)
36 Vendo
as multidões,
sentia
compaixão

delas, porque andavam esfoladas e empurradas dum lado para outro como
ovelhas sem pastor.. . .

Quanto
pior for o pecador, maior será a quantidade de compaixão
e de misericórdia a ser sentida e demonstrada para com o
pecador. Obrigatoriamente, para que sinta tal compaixão, terá
de amá-lo muito, muito mesmo.

Jesus
é o nosso modelo humano perfeito também neste caso,
pois aprendeu de Jeová.



Em
uma colônia só de cegos, deve um cego individualmente
sentir-se superior a seus outros companheiros cegos? Deveriam formar
grupos de cegos e acharem-se superiores a outros grupos, condenando
outros cegos pelo simples fato de serem cegos? Deveriam competir e
matarem-se visando acabar com os “cegos assim” ou “cegos
assado”? Sendo todos os cegos irmãos,
filhos
do mesmo pai
,
existe qualquer lógica neste ambiente de animosidade mútua?
Devemos dizer: ele não é meu irmão pois é
cego? O que poderia corrigir tais sentimentos?

 

 


Com
o julgamento que julgas outros, tu serás julgado, logo,
parai
de condenar
, pois estás
condenando a ti mesmo
.


Parai
de julgar
é
uma das ordens dadas por Jesus a seus seguidores. Um iníquo
não tem autoridade para julgar outro iníquo – isto foi
o que Jesus deixou claro com suas sábias palavras. A outra
ordem dada por Jesus foi:
Parai
de condenar
.
Um escravo não
tem autoridade para julgar outro co-escravo. As sábias
palavras que saíram da boca de Jesus foram:
(Lucas
6:37-38)
37 “Além
disso,
parai
de julgar
,
e de modo algum sereis julgados; e
parai
de condenar
,
e de modo algum sereis condenados.
Persisti
em livrar,
e
sereis livrados.
38 Praticai
o dar, e dar-vos-ão. Derramarão em vosso regaço
uma medida excelente, recalcada, sacudida e transbordante. Pois, com
a medida com que medis, medirão a vós em troca.”
(Mateus
7:1-2)
7
“Parai de
julgar, para que não sejais julgados;
2 pois,
com o
julgamento com que julgais, vós sereis julgados
;
e com a medida com que medis, medirão a vós.

A
expressão que sair da boca de um escravo qualquer, afirmando
que este ou aquele humano está condenado a morte eterna,
é
um julgamento
,
é
uma condenação
,
esteja ele vivo ou morto, tenha ele morrido antes ou depois de Jesus.
Afirmar
que este ou aquele humano não será ressuscitado também
é efetuar um julgamento, é efetuar uma condenação,
é PENSAR COMO um juiz, FALAR COMO um juiz e AGIR COMO um juiz.

Trata-se
de uma “palavra de sentença” dada contra um humano
ou contra um grupo de humanos.

Afirmar
que este ou aquele grupo de humanos não será
ressuscitado também é efetuar um julgamento, é
efetuar uma condenação. Se esta ou aquela pessoa ou
grupo de pessoas dependessem deste escravo, não seriam
ressuscitados, logo, é um julgamento, é uma condenação,
é uma sentença aplicada ou a ser aplicada a estes.

O que sai da boca é
proveniente do coração.

NÃO
TE TORNES UM
JUIZ”
PARA
O TEU PRÓXIMO.
Aquele
que julga Adão, se torna um
JUIZ
para
Adão. Ele profere palavras de condenação contra
Adão. Para você julgar qualquer ser humano, você
tem de se tornar um
JUIZ
para
ele. Assim, você mostra ser um
JUIZ;
você passa a agir como um
JUIZ
para
aquele humano. Assim, você se transforma em um
JUIZ.
O
JUIZ é aquele que
DECIDE
o
que deve acontecer com aquele que praticou qualquer ação
contra a lei.

DEIXANDO
CLARO QUE OS HUMANOS NÃO TÊM O PODER DE JULGAR assim
falou e agiu Jesus mais uma vez, agora em uma situação
real, estabelecendo o modelo de comportamento para nós,
os discípulos: (João
8:1-11)
8
Mas
Jesus foi para o Monte das Oliveiras.
2
De
madrugada, porém, ele se apresentou novamente no templo e todo
o povo começou a vir a ele, e ele se assentou e começou
a ensiná-los.
3
Os
escribas e os fariseus trouxeram então uma mulher apanhada em
adultério, e, depois de a postarem no meio deles,
4
disseram-lhe:
“Instrutor, esta mulher foi apanhada no ato de cometer
adultério.
5
Na
Lei, Moisés prescreve que apedrejemos tal sorte de mulher.
Realmente, o que dizes tu?”
6
Naturalmente,
diziam isso para o porem à prova, a fim de terem algo com que
o acusar. Mas, Jesus abaixou-se e começou a escrever no chão
com o seu dedo.
7
Quando
persistiram em perguntar-lhe, endireitou-se e disse-lhes: “
QUE
AQUELE DE VÓS QUE ESTIVER SEM PECADO SEJA O PRIMEIRO A
ATIRAR-LHE UMA PEDRA
.”
8
E,
abaixando-se novamente, escrevia no chão.
9
Mas,
os que ouviram isso começaram a sair, um por um, principiando
com os anciãos, e ele foi deixado só, bem como a mulher
que estivera no meio deles.
10
Endireitando-se,
Jesus disse-lhe: “Mulher, onde estão eles?
NÃO
TE CONDENOU NINGUÉM?”

11
Ela
disse: “Ninguém, senhor.” Jesus disse: “
TAMPOUCO
EU TE CONDENO.
Vai
embora; doravante não pratiques mais pecado.”

Assim verte a
Tradução Almeida:

(João
8:1-11) 1
Mas Jesus foi para o Monte das Oliveiras. 2 Pela
manhã cedo voltou ao templo, e todo o povo vinha ter com ele;
e Jesus, sentando-se o ensinava. 3 Então os escribas e
fariseus trouxeram-lhe uma mulher apanhada em adultério; e
pondo-a no meio, 4 disseram-lhe: Mestre, esta mulher foi
apanhada em flagrante adultério. 5 Ora, Moisés
nos ordena na lei que as tais sejam apedrejadas. Tu, pois, que dizes?
6 Isto diziam eles, tentando-o, para terem de que o acusar.
Jesus, porém, inclinando-se, começou a escrever no chão
com o dedo. 7 Mas, como insistissem em perguntar-lhe,
ergueu-se e disse-lhes: Aquele
dentre vós que está sem pecado seja o primeiro que lhe
atire uma pedra
. 8 E, tornando a inclinar-se,
escrevia na terra. 9 Quando ouviram isto foram saindo um a um,
a começar pelos mais velhos, até os últimos;
ficou só Jesus, e a mulher ali em pé. 10 Então,
erguendo-se Jesus e não vendo a ninguém senão a
mulher, perguntou-lhe: Mulher, onde estão aqueles teus
acusadores? Ninguém
te condenou?
11 Respondeu ela: Ninguém,
Senhor. E disse-lhe Jesus: Nem
eu te condeno; vai-te, e não peques mais.

Em
face dos mandamentos transmitidos por Jesus no sermão do
monte, seria exatamente esta a atitude de Jesus ao encontrar-se em
uma situação como esta.

O
que estes homens estavam fazendo??
Estavam “CONDENANDO”
uma real pecadora.

Se
naquele dia e naquela hora, eu estivesse ali com uma pedra na mão,
tendo a lei dada através de Moisés e registrada nas
Escrituras como apoio daquela condenação,
deixaria eu de jogar minha pedra naquela pecadora em face desta
INÉDITA declaração de Jesus, para mim, não
registrada nas Escrituras?? Se eu estivesse presente quando foi
proferido o Sermão do Monte, certamente eu me lembraria da
outra afirmação de Jesus: “Se não
perdoardes aos homens as suas falhas, tampouco sereis perdoados das
vossas falhas”. E agora, acredito ou não nestas INÉDITAS
afirmações de Jesus??

Se a palavra saída da
mente e boca de Jeová e da mente e boca de Jesus é que
eles não julgaram a ninguém, que humano tem autoridade
para ser Juiz de outros humanos??

Já no
primeiro caso, Jeová estabelece qual deve ser o comportamento
do humano na questão do julgamento.

Milênios
antes, o Criador já havia determinado que o humano não
estava autorizado a agir como juiz de outros humanos. Isto se deu no
caso de Caim. Caim e Abel entraram em uma disputa. Caim ficou
inconformado com o resultado, mas, Jeová lhe perguntou: Se
voltares a fazer o bem, não haverá enaltecimento? Jeová
ainda lhe disse: Cuidado com seus sentimentos. Mesmo assim Caim
continuou com o seu sentimento, resultando em matar seu irmão
Abel.

E
agora, o que fazer? Quem agiria como juiz neste caso?? Adão??
Eva?? Quem efetuaria o julgamento de Caim?? Um outro humano
qualquer?? Que penalidade receberia Caim?? “Vida por vida”
parecia ser a melhor regra. Para acabar com qualquer dúvida,
Jeová apresentou-se como um juiz, como aquele que sabiamente
resolveria este problema.

Jeová
disse: “O sangue do teu irmão está clamando a
MIM
desde
o solo”. Assim, nada mais justo do que o Deus Clemente tomar
para Si a decisão, já que o sangue de Abel, clamava a
Ele e não a outro humano qualquer.

Assim,
ficou bem claro que o único que tinha o direito de tomar
qualquer decisão neste caso era Jeová.

Jeová
então decidiu, usando toda a sua Misericórdia. Assim
está registrado:
(Gênesis
4:8-16) 8 Depois, Caim disse a Abel, seu irmão: [“Vamos
ao campo.”] Sucedeu, pois, enquanto estavam no campo, que Caim
passou a atacar Abel, seu irmão, e o matou. 9 Mais tarde,
Jeová disse a Caim: “Onde está Abel, teu irmão?”,
e ele disse: “Não sei. Sou eu guardião de meu
irmão?” 10 A isto ele disse: “Que fizeste?
Escuta!
O
sangue de teu irmão ESTÁ CLAMANDO A MIM

desde
o solo. 11 E agora, maldito és, banido do solo, o qual
abriu a sua boca para receber da tua mão o sangue de teu
irmão. 12 Quando lavrares o solo, não te dará
de volta seu poder. Tornar-te-ás errante e fugitivo na terra.”
13 A isto Caim disse a Jeová: “Minha punição
pelo erro é grande demais para suportar. 14 Eis que neste
dia realmente me expulsas da superfície do solo e ficarei
escondido da tua face; e tenho de tornar-me errante e fugitivo na
terra, e é certo que quem me achar me matará.”
15 Então Jeová lhe disse: “
Por
esta causa, quem matar a Caim TERÁ DE SOFRER VINGANÇA
SETE VEZES.

E
Jeová estabeleceu assim
um
sinal para Caim
,
A
FIM DE QUE NÃO FOSSE GOLPEADO

por
aquele que o achasse. 16 Com isso, Caim foi embora de diante da
face de Jeová e foi morar na terra da Fuga, ao leste do
Éden.

Mas,
só isto?? Poderia questionar alguém. Bem, era só
isto; esta foi a
DECISÃO
de
Jeová.

Jeová
estipulou e determinou uma punição para Caim em face de
seu pecado. A punição dada pelo próprio Jeová
não foi “vida por vida”; foi uma leve punição
em relação à “vida por vida”. Além
disso, Jeová,
garantindo
a
manutenção da vida de Caim, colocou um sinal em Caim.
Ninguém poderá julgar Caim, ninguém poderá
condenar Caim, ninguém poderá punir Caim. Ninguém
poderia querer vingar Abel, porque o próprio Jeová se
colocou como o vingador de Abel. Nenhum humano poderia
interferir
neste
caso.
Jeová
disse: “O sangue do seu irmão está clamando a
Mim”.

Nenhum
humano deveria usurpar esta posição que é só
do Pai. Jeová já tinha dado a punição que
Ele achava ser a ideal para este caso. Jeová determinou que
nenhum humano poderia
interferir
na
sua maneira de fazer as coisas no caso de Caim, nenhum humano tinha o
direito de agir neste caso.
Jeová
assim determinou: “Quem matar a Caim terá de sofrer
vingança sete vezes”.

Quem
tentar se vingar por Abel terá de sofrer vingança sete
vezes; quem o fizer se mostrará ser um usurpador. Que pesada
penalidade pela
interferência!!
O insatisfeito, ficando com medo, não transformaria em
realidade
a
sua insatisfação armazenada em seu coração.
É como se Jeová houvesse afirmado para Caim, depois
deste ter revelado seu medo de ser morto: “Este é um caso
em que Eu já dei Minha decisão e você está
sob minha proteção e este é o sinal que ponho em
você. Não quero interferência”. Depois da
DECISÃO
de
Jeová, o caso Caim devia estar
definitivamente
encerrado
.

A
história revela que os contemporâneos de Caim repeitaram
a decisão de Jeová no “caso” Caim.

E
depois da morte de Caim?
Há alguém que queira
reabrir o “caso” já encerrado por Jeová??
Há alguém que deseje contestar a forma como Jeová
cuidou do “caso”?? Há alguém que queira dar
uma decisão diferente desta dada por Jeová?? Isto
revelaria ser uma grande falta de respeito pelo Criador. Nem
mesmo a ciência da pesada punição, impediu tal
humano de desafiar o Criador??

Se
algum humano assim o fez, corre o risco de sofrer vingança
sete vezes. Não podemos esquecer que “a boca fala
daquilo que o coração está cheio
”.
Somente um JUIZ pode condenar, somente da boca de um JUIZ é
que pode sair uma palavra de condenação, logo, não
te tornes um JUIZ para Caim, nem mesmo depois da morte dele. O que
está ocorrendo com a tua sede de vingança?? Estás
do lado de Abel e contra Caim??

Se
você não foi chamado, não está autorizado
e não tem autoridade para julgar, para condenar Caim, se mesmo
assim você insistir e o fizer, você poderá sofrer
a punição prevista para o caso Caim. E quem dará
tal punição?? Somente quem tem a autoridade para
fazê-lo, o próprio Jeová.

Assim
define certo dicionário o ato de usurpar.

 (u.sur.pa.ção)

sf.
  1 Ação
ou resultado de usurpar.
  2 Jur. Ação de
se apossar ilicitamente
de coisas (títulos, bens, posições
de mando etc.). Pl.: -ções

 [F.: Do
lat.usurpatio,onis.]

 (u.sur.par)

v.
  1 
Apropriar(-se) violenta ou desonestamente de  [td.: Usurpou o
trono e coroou-se rei] [tdi.  + a, de: Usurparam -lhe o cargo]

  2 
Exercer
de maneira indevida
  [td.:
Usurpou o cargo por vários anos]
  3 
Adquirir por meio de procedimento
fraudulento
  [td.: Casou
com o rapaz simplesmente para usurpar sua herança]
  4 
Conseguir (algo) sem merecimento  [td.: Usurpa posição
que devia pertencer a um escritor de verdade]

 [F.: Do lat. usurpare.
Hom./Par.: usurpáveis (fl.), usurpáveis (pl. de
usurpável [a2g.]).]

DEPOIS DA ORDEM DE JESUS DE
: “PARAI
DE JULGAR” – PARAI
DE CONDENAR, qualquer ATO de julgamento por parte de qualquer aluno
(discípulo) de Jesus, revela ser USURPAÇÃO
ILÍCITA do cargo de Juiz, praticada por quem julgar.

Neste
caso, julgar é um pecado.

Daquele instante em que
saiu esta ordem da boca de Jesus em diante, estava algum aluno
liberado para julgar alguém vivo ou morto?? Não, não
estava.

NÃO
PODEMOS ESQUECER: A ORDEM PARTIU DE JEOVÁ.

DARIA
JEOVÁ UMA ORDEM CONTRÁRIA A ESTA??

ABRIRIA
EXCEÇÕES??

Jeová,
aquele que é o OFENDIDO já afirmou que perdoará
todos os pecados e blasfêmias. Neste caso é um
relacionamento entre o OFENSOR e o OFENDIDO. Suponhamos que uma
mulher cometa adultério pelo menos duas vezes, no entanto, seu
marido decidiu perdoar sua esposa. Pode um vizinho, um amigo, seu pai
ou sua mãe dizer: Não, ele não a perdoou?? Pode
ainda afirmar: ele a perdoou, mas, eu não a perdoo?? Sim
poderia. No entanto, o OFENDIDO dirá: Quem elegeu você
como juiz neste caso?? Sou eu, o OFENDIDO, quem decide dar ou não
o perdão. Esta é uma relação apenas entre
eu e minha esposa. Eu, o OFENDIDO não chamei nenhum de vocês
para dar qualquer opinião; este é um assunto que não
lhes diz respeito.

No
caso de Jeová, ainda é mais grave, pois Ele deu uma
ordem: Parai de julgar; se o pecado for contra você, perdoe,
perdoe e perdoe.

Quando
Davi em uma das ocasiões em que efetuou julgamento e condenou
um homem a morte,
a
quem na verdade estava julgando e condenando a morte?
Estava
julgando a si mesmo, estava condenando a si mesmo. E Davi ainda jurou
por Jeová!! Jeová pediu a opinião de Davi. Davi,
se você fosse o juiz, como julgarias este caso?? Este foi o
caso:
(2
Samuel 12:1-7)
12
E Jeová
passou a enviar Natã a Davi. Portanto, entrou até ele e
disse-lhe: “Sucedeu que havia dois homens numa cidade, um deles
rico e o outro de poucos meios.
2
Acontece
que o rico tinha muitíssimas ovelhas e gado vacum;
3
mas
o homem de poucos meios não tinha senão uma só
cordeira, uma pequena, que havia comprado. E conservava-a viva, e ela
crescia com ele e com seus filhos, todos juntos. Comia do seu bocado
e bebia do seu copo, e deitava-se no seu regaço, e veio a ser
para ele como uma filha.
4
Depois
de algum tempo chegou um visitante ao homem rico, mas este evitou
tomar de suas próprias ovelhas e do seu próprio gado
para aprontá-los para o viajante que chegara a ele. Tomou,
portanto, a cordeira do homem de poucos meios e a aprontou para o
homem que chegara a ele.”
5Nisso
se acendeu grandemente a ira de Davi contra o homem, de modo que ele
disse a Natã: “
Por
Jeová que vive
,
o homem que fez isso merece morrer!

6
E
quanto à cordeira, deve compensá-la com quatro, em
conseqüência do fato de ter feito tal coisa e por não
ter tido compaixão.”
7
Então
disse Natã a Davi: “Tu mesmo és o homem!

Assim
disse Jeová, o Deus de Israel: ‘Eu mesmo te ungi rei
sobre Israel e eu mesmo te livrei da mão de Saul. . .

O
julgamento de Davi para o caso foi taxativo e definitivo, exatamente
como determinado na lei que ele conhecia bem:

“D
ente
por dente e olho por olho, (vingança) e que seja dada a justa
compensação” para a vítima. Não se
deve usar de Misericórdia para com tal homem, deixou claro
Davi. Além de morrer (vida por vida), este homem tem de
compensar o mal que ele praticou. No entanto, a história já
registrou a decisão de Jeová para este caso. Será
que algum humano poderia tomar outra decisão em relação
a este caso?? Se o fizesse, estaria se intrometendo em um assunto que
não era de sua alçada. São os
justiceiros
que
se intrometem em assuntos que não são de sua alçada.

Será
que Jeová tomou esta decisão só porque era Davi,
um rei, um ungido, alguém especial, alguém que Ele se
agradava, alguém que tinha um bom coração??

Não
podemos esquecer daquela característica marcante de Jeová.
Trata-se da Imparcialidade, isto é, mesmo peso e mesma medida
para todos.

Não
é Jeová o Pai de Urias assim como é Pai de Davi?
Será que Urias tinha menor valor por ser um descendente de
Canaã??

Embora
Davi se mostrasse “pleno conhecedor da lei”, quanto a vida
por vida e a devida compensação, na hora de CONDENAR o
“homem” (próximo), esqueceu-se dela na hora de pecar
contra Jeová e contra Urias.

(Êxodo 22:1) 22
“Caso um homem
furte um touro ou um ovídeo e deveras o abata ou venda, deve
compensar o touro com cinco da manada e
o
ovídeo com quatro do rebanho.

Assim
como no caso de Caim, em que o sangue de Abel clamava a Jeová
desde o solo,
do
mesmo modo
,
O SANGUE DE URIAS CLAMAVA A JEOVÁ DESDE O SOLO. Que diferença
existia entre Urias e Abel?? Em ambos os casos, Jeová revelou
como Ele age. Jeová agiu com Misericórdia tanto para
Davi, como para Caim. Ambos continuaram vivos e geraram filhos e
filhas.


SEJA
LÁ QUAL FOR O DANO, ABRA MÃO DA
“JUSTA”
COMPENSAÇÃO, ABRA
MÃO DO
“JUSTO”
REVIDE, ABRA MÃO DA
“JUSTA” VINGANÇA. É UMA ORDEM DE JESUS.


No
lugar de desejar o
revide
por
exigir uma “justa” punição pelo erro
praticado,
dano
por dano
,
exigir a justa
compensação
pelo
dano pessoal sofrido, nosso Instrutor nos dá a
ORDEM
de
“abrir
mão da compensação”,

“não
levar em conta o dano”,

o que
significa
perdoar
de
c
oração
o dano sofrido,
seja
lá qual for o dano
.

Devolver o mal praticado na mesmíssima intensidade
representava retribuir o MAL COM O MAL, na mesmíssima
intensidade. Na verdade
REPRESENTAVA
TAMBÉM FAZER O MAL
.
Exatamente por isso, assim falou o nosso Instrutor e Modelo:

(Mateus
5:38-39)

38 “Ouvistes
que se disse: ‘Olho por olho e dente por dente.’
39 No
entanto, eu vos digo: Não resistais àquele que é
iníquo; mas,
a
quem te esbofetear a face direita, oferece-lhe também a outra.
(Lucas
6:29-30)

29 Àquele
que te bater numa face, oferece também a outra; e a quem te
tirar a tua roupa exterior, não negues nem mesmo a roupa
interior.
30 
a todo o que te pedir,
e
daquele que te tirar tuas coisas, não [as] peças de
volta.

Quando
você sofrer o mal, não revide nunca. Perdoe,
simplesmente perdoe. Jesus mandou fazer e fez exatamente assim.
Jesus, sequer pediu que seu Pai vingasse o seu sangue derramado. Ele
pediu para que Jeová perdoasse tais “ofensores”.
Ele é o nosso Modelo humano de agir.


ABRIR
MÃO DO EXIGIR JUSTIÇA (vingança); ABRIR MÃO
DA COMPENSAÇÃO PELO DANO; ABRIR MÃO DO “DENTE
POR DENTE E OLHO POR OLHO”.


Voltemos
um pouco no passado e vejamos o que realmente representava uma vida
baseada na regra “dente por dente e olho por olho”.

(Êxodo
21:18-25) 18 “

E caso
homens cheguem a altercar, e um golpeie outro com uma pedra ou com
uma enxada e ele não morra, mas caia de cama, 19 se ele
se levantar e deveras andar em volta, portas afora, com algo em que
se apóie, então aquele que o golpeou terá de
ficar livre de punição; somente dará

COMPENSAÇÃO
pelo tempo de trabalho

que
o outro perder, até que o faça completamente são.
20 “E caso um homem golpeie seu escravo ou sua escrava com
um pau e o tal realmente morra sob a sua mão,

sem
falta deve ser VINGADO
.
21 No
entanto, se demorar um dia ou dois, não deve ser vingado,
porque ele é seu dinheiro. 22 “E caso homens
briguem entre si, e eles realmente firam uma mulher grávida e
deveras saiam os filhos dela, mas não haja acidente fatal, sem
falta se lhe deve

impor
uma indenização

segundo
o que o dono da mulher lhe impuser; e ele tem de dá-la por
intermédio dos magistrados. 23 Mas se acontecer um
acidente fatal, então terás de dar

alma
por alma
,
24 olho por olho, dente por dente, mão por mão, pé
por pé, 25 queimadura por queimadura, ferimento por ferimento,
pancada por pancada.

(Êxodo
21:33-36) 33 “

E caso
um homem abra um poço, ou caso um homem escave um poço
e não o cubra, e um touro ou um jumento deveras caia nele,
34 o dono do poço deve

dar
uma compensação
.
Deve
restituir o preço ao seu dono e o animal morto se tornará
seu. 35 E caso o touro dum homem fira o touro de outro e ele
deveras morra, então têm de vender o touro vivo e
dividir [entre si] o preço pago por ele; e devem dividir
[entre si] também o morto. 36 Ou se era conhecido que o
touro escornava anteriormente, mas o seu dono não o tiver
mantido sob guarda, deve impreterivelmente dar em compensação,

touro
por touro,

e
o morto se tornará seu.

(Êxodo
22:1-4) 22 “
Caso
um homem furte um touro ou um ovídeo e deveras o abata ou
venda,
deve
compensar
o
touro com cinco da manada e o ovídeo com quatro do rebanho.
2 (“Se um ladrão for encontrado no ato de arrombar
e ele deveras for golpeado e morrer, não há culpa de
sangue por ele. 3 Se o sol tiver raiado sobre ele, há
culpa de sangue por ele.)

Sem
falta deve dar uma compensação.

Se não
tiver nada, então terá de ser vendido pelas coisas que
furtou. 4 Se aquilo que foi furtado for indubitavelmente achado
vivo na sua mão, desde o touro até o jumento e o
ovídeo,

deve
dar dupla compensação.

TODOS VIVIAM POR UM DIREITO
ASSEGURADO DE COMPENSAÇÃO PELO MAL RECEBIDO E UM
DIREITO DE RETRIBUIR O MAL. A VINGANÇA ERA CONHECIDA COMO
JUSTIÇA E ENCARADA COMO UMA LEI VINDA DE JEOVÁ. ISTO
SIGNIFICAVA QUE JEOVÁ APROVAVA A “VINGANÇA”.


No entanto, Jeová falou
as seguintes palavras para Moisés e este fez registrar:
(Levítico
19:18)
18 “‘Não
deves tomar vingança

nem
ter ressentimento contra os filhos do teu povo
;
e tens de amar o teu próximo como a ti mesmo. Eu sou
Jeová. . .

Tomar vingança ou não
tomar vingança??? E agora?? Esta ordem está em oposição
a muitas outras afirmações. Por hora, vamos apenas
registrar a existência desta ordem dada a Moisés.


Em todos
os detalhes da vida vivida pelos antepassados e até esta
palavra saída da boca de Jesus, havia a justa compensação
pelo dano pessoal sofrido. Era um direito legal (garantido em lei).
Todos os judeus viviam orientados por esta regra de plena justiça,
entretanto,
nosso
Instrutor nos
ORDENA
que
em todos os detalhes da vida,
temos
de abrir mão

da
justa compensação
,
o
que significava
PERDOAR
todo
e qualquer mal físico ou qualquer dano material ou outro que
qualquer humano possa nos causar, tantas quantas vezes ocorrer o
dano.
Isto
era exatamente o OPOSTO do que se estava acostumado a fazer até
então. Isto era um “vinho novo”. Um “vinho
novo” com um sabor muito estranho para quem já estava
acostumado ao “vinho velho”.

Jesus
trás algo novo: AGORA, não existe qualquer autorização
para praticar o MAL. A ÚNICA opção que resta ao
discípulo de Jesus é perdoar e perdoar, SEMPRE.

Em
lugar de condenar
, a ordem de Jesus foi de PERSISTI
EM LIVRAR; exatamente o oposto
: (Lucas
6:37)
37
“Além
disso, parai de julgar, e de modo algum sereis julgados; e
parai
de condenar
, e
de modo algum sereis condenados.
Persisti
em livrar
, e
sereis livrados.

Jesus estava indo na DIREÇÃO
OPOSTA às regras existentes e praticadas. Jesus estava vivendo
estas novas regras. Aceito estas novas regras transmitidas por Jesus
e vividas por ele, como as novas regras estipuladas pelo Pai, Jeová??
Para os sacerdotes, para os
fariseus e para o povo geral, as regras existentes eram ordens que
tinham sido dadas por Jeová. Na visão destes homens,
eles estavam imitando os sentimentos de Jeová.


INIMIGO

A
expressão
“inimigo”,
depois do ensino de
Jesus e do seu exemplo, passou a representar uma pessoa qualquer, meu
semelhante, a quem eu
TENHO
de continuar
a amar
e “orar pelo
seu bem estar”.
O
MEU AMOR POR ESTA PESSOA TEM DE SER IGUAL AO AMOR QUE SINTO POR
ALGUÉM QUE ME AMA.

Trata-se de um amor
real e sincero na forma
ativa
e não apenas
na forma passiva. Da boca de nosso Instrutor saíram as
seguintes palavras:
(Mateus
5:43-48)

43 “Ouvistes
que se disse: ‘Tens de amar o teu próximo e odiar o teu
inimigo.’
44 No
entanto, eu vos digo:
Continuai
a amar os vossos inimigos e a orar pelos que vos perseguem
;
45 PARA
QUE
MOSTREIS
SER

FILHOS
de vosso
Pai, que está nos céus, visto que ele faz o seu sol
levantar-se sobre iníquos e sobre bons, e faz chover sobre
justos e sobre injustos.
46 Pois,
se amardes aos que vos amam, que recompensa tendes? Não fazem
também a mesma coisa os cobradores de impostos?
47 E,
se cumprimentardes somente os vossos irmãos, que fazeis de
extraordinário? Não fazem também a mesma coisa
as pessoas das nações?
48 Concordemente,
tendes
de ser
perfeitos, assim como o vosso Pai celestial é perfeito.

Jeová não pede
que eu faça algo que Ele mesmo ainda não tenha feito.
Logo, Jeová ama o seu inimigo. Para ser um inimigo de Jeová,
a pessoa precisa ser iníqua. Assim, vemos que Jeová ama
o iníquo e nos pede para imitá-lo.

Davi afirmou que odiava o
inimigo, que odiava o iníquo; e agora, a quem imitar??

Novamente voltamos àquela
amorosa ordem de Jeová: “Endireitai o opressor”.
Enquanto o humano deseja DESTRUIR, deseja ELIMINAR, o Criador deseja
INSTRUIR. Para o Criador, o opressor não é um caso
perdido, o opressor não é algo a ser eliminado, antes,
é um caso a ser endireitado, a ser curado.

A ordem é
substituir o “odiar o inimigo” por “
continuar
a
amar
o
inimigo de forma ativa”, não apenas passiva. Amar de
forma
contínua
o inimigo é
se mostrar
ser
filho de vosso Pai, que está nos céus”
.
Jesus
descreveu a maneira como Jeová vinha agindo durante todo este
tempo.
Quão
enganados estavam todos os humanos a respeito de Jeová!

Assim, de acordo com as
palavras e o exemplo de Jesus, meu Instrutor, não tenho o
direito de julgar e condenar nem mesmo àquele que se comporta
como meu inimigo, sob qualquer circunstância. Eu também
não posso “fazer-lhe o mal” nem mesmo como
retribuição, pois de um homem bom só pode sair
coisas boas.


Enquanto
que não nos cabe julgar, perdoar é uma OBRIGAÇÃO.
Se não perdoardes, não sereis perdoados.
O
perdão substitui a justa compensação, substitui
o julgamento e a condenação.


De
forma coerente com “continuai a amar vossos inimigos” e
“quem te esbofetear a face direita ofereça também
a esquerda”, Jeová através de Jesus passa a
determinar o
PORQUE
de sentir e agir assim. No lugar
da “justa compensação” está o PERDÃO;
no lugar do “julgamento” está o PERDÃO; no
lugar da “condenação” está o PERDÃO.
Já que não podeis julgar, então usem
exaustivamente o perdão.
As
palavras saídas da mente e boca de Jesus foram:

(Mateus
6:14-15) 14 “Pois, se perdoardes aos homens as suas falhas,
também o vosso Pai celestial vos perdoará; 15 ao
passo que,
se
não perdoardes

aos
homens as suas falhas,

tampouco
o vosso Pai vos perdoará

as
vossas falhas.

Como
toda regra perfeita, esta também não deixa margem para
qualquer dúvida, qualquer questionamento ou qualquer exceção.

Teremos
o pleno retorno daquilo que fizermos.

Ao fornecer o “modelo de
oração”, nosso Instrutor, de forma preocupada em
que os novos ensinamentos não fossem esquecidos, deixou tal
modelo de
oração
como uma TESTEMUNHA CONTRA nós mesmos
.
Entre outras coisas, somos lembrados a cada vez
que oramos a Jeová: “nos perdoe
ASSIM
COMO
nós temos
perdoado”, ou de forma contrária, “não nos
perdoe assim como nós não temos perdoado nossos
semelhantes”, ou seja, nos julgue ou nos trate
ASSIM
COMO
temos julgado os nossos
semelhantes.
NA
MESMA PROPORÇÃO, “PERDÃO POR PERDÃO”
OU “CONDENAÇÃO POR CONDENAÇÃO”

. Nos
condene
ASSIM
COMO
estamos condenando nosso
semelhante.
Me
retribua o mesmo tratamento que estou dando aos meus semelhantes.

Estamos
sempre sendo lembrados através desta oração
,
de que NÃO
TEMOS A OPÇÃO
de
não perdoar nossos semelhantes ou escolher o tipo de pecado
que perdoaremos.
Deixar de
perdoar o próximo significa deixar de receber perdão
para si mesmo.

O
perdão é dado, “não está
condicionado” a isto ou aquilo já realizado pelo nosso
próximo. “Não está condicionado” a
se saber quem é o ofensor.
“Não
está condicionado” ao ofensor estar arrependido.
Não
está condicionado a absolutamente nada; não é
uma troca.
Antes e acima de tudo, perdoe, perdoe e
perdoe, nos ordenou Jesus.

Para ENDIREITAR o opressor
é imprescindível perdoar tudo que ele faz contra mim.
Isto é o que Jeová já faz todo o tempo. É
imprescindível ser abnegado. É imprescindível
ser uma fonte
de perdão
.

A oração modelo
foi assim definida por nosso Instrutor:
(Mateus
6:9-13)

9 “Portanto,
tendes de orar do seguinte modo: “‘Nosso Pai nos céus,
santificado seja o teu nome.
10 Venha
o teu reino. Realize-se a tua vontade, como no céu, assim
também na terra.
11 Dá-nos
hoje o nosso pão para este dia;
12 e
perdoa-nos
as nossas dívidas,
assim
como
nós
também temos perdoado aos nossos devedores.

13 E
não nos leves à tentação, mas livra-nos
do iníquo.’

Quando
falamos “
nosso
Pai”, estamos
admitindo que “somos” filhos do mesmo Pai, logo,
reconhecemos
que todos
somos
irmãos. Jesus podia ter-nos ensinado a dizer “
meu
pai”, mas não
foi este o caso.


Quando nosso irmão
pratica um erro contra o Pai, é revelada sabedoria de nossa
parte não julgar nosso irmão. Quem foi ofendido foi o
Pai. Não seja um entrometido. Assim como a lei sentencia o
adúltero, ela também sentencia àquele que julga
e condena o adúltero. Não afirmou Jeová,
o
Juiz
,
que perdoa o adúltero, então, quem é você
para condenar o adúltero??


A
parábola contada por Jesus revela o sentimento que podemos
desenvolver por um pecador, nosso semelhante, nosso irmão.
Podemos julgá-lo como um definitivo ex-irmão,
principalmente se este adormeceu na morte como um rotulado de
“infiel”. Este perigo é chamado a atenção
pelo nosso Instrutor. As palavras saídas da boca de Jesus
foram:
(Lucas
15:11-32)
11 Ele
disse então: “Certo homem tinha dois filhos.
12 E
o mais jovem deles disse a seu pai: ‘Pai, dá-me a parte
dos bens que me cabe.’ Dividiu então os seus meios de
vida entre eles.
13 Mais
tarde, não muitos dias depois, o filho mais jovem ajuntou
todas as coisas e viajou para fora, a um país distante, e ali
esbanjou os seus bens por levar uma vida devassa.
14 Quando
já tinha gasto tudo, ocorreu uma fome severa em todo aquele
país, e ele principiou a passar necessidade.
15 Ele
até mesmo foi e se agregou a um dos cidadãos daquele
país, e este o enviou aos seus campos para pastar porcos.
16 E
costumava desejar saciar-se das alfarrobas que os porcos comiam, e
ninguém lhe dava [nada].
17 “Quando
caiu em si, disse: ‘Quantos empregados de meu pai têm
abundância de pão, enquanto eu pereço aqui de
fome!
18 Levantar-me-ei
e viajarei para meu pai e lhe direi: ‘Pai, pequei contra o céu
e contra ti.
19 Não
sou mais digno de ser chamado teu filho. Faze de mim um dos teus
empregados.”’
20 Levantou-se
assim e foi ter com seu pai.
Enquanto
ainda estava longe,
seu
pai
o
avistou e teve pena, e
correu
e
lançou-se-lhe ao pescoço e o
beijou
ternamente
.
21 O
filho disse-lhe então: ‘Pai, pequei contra o céu
e contra ti. Não sou mais digno de ser chamado teu filho. Faze
de mim um dos teus empregados.’
22 Mas
o pai disse aos seus escravos:
Ligeiro!
Trazei uma veste comprida,
a
melhor
,
vesti-o
com ela, e ponde-lhe um anel na mão e sandálias nos
pés.
23 E
trazei o novilho cevado e abatei-o, e comamos e alegremo-nos,
24 porque
este meu filho estava morto, e voltou a viver; estava perdido, mas
foi achado.’ E principiaram a regalar-se.
25 “Ora,
o filho mais velho dele estava no campo; e quando chegou e se
aproximou da casa, ouviu um concerto de música e dança.
26 De
modo que chamou a si um dos servos e indagou o significado destas
coisas.
27 Este
lhe disse: ‘Chegou teu irmão, e teu pai abateu o novilho
cevado, porque o recebeu de volta em boa saúde.’
28 Mas
ele ficou furioso
e
não quis entrar. Saiu então seu pai e começou a
suplicar-lhe.
29 Em
resposta, ele disse ao seu pai: ‘Eis que trabalhei tantos anos
como escravo para ti, e nunca, nem uma única vez, transgredi o
teu mandamento, contudo, nunca, nem uma única vez, me deste um
cabritinho para alegrar-me com os meus amigos.
30 Mas,
assim
que chegou
este
teu filho
,
que consumiu com as meretrizes o teu meio de vida, abates para ele o
novilho cevado.’
31 Disse-lhe
então: ‘Filho, tu sempre estiveste comigo e todas as
minhas coisas são tuas;
32 mas
nós simplesmente tivemos de nos regalar e alegrar,
porque
ESTE
TEU IRMÃO

estava
morto, e voltou a viver, e estava perdido, mas foi achado.’”

O
pai correu ao encontro do filho assim que o avistou. Lançou-se-lhe
ao pescoço e o beijou ternamente
antes
de
falar qualquer palavra. A atitude do pai revelou seu
alto
e contínuo
amor
pelo filho mesmo quando este estava longe,
enquanto
a
atitude do irmão mais velho revelou que ele considerava
“àquele”, como um ex-irmão que
nunca
mais
deveria
voltar ao seio familiar.
Ele
o havia JULGADO e CONDENADO como um indigno de valor, estima e
atenção
.
Ele
presumiu que o Pai não amava mais o seu iníquo irmão.
Chegou
este
TEU filho
“,
foram as palavras do irmão mais velho. Certamente ele não
amava seu irmão mais jovem. A volta do irmão em lugar
de produzir grande alegria, produziu a fúria no irmão
mais velho.
Esta é a recompensa que este rebelde recebe por
ter levado uma vida devassa? Eu fiquei aqui todos estes anos e não
fui festejado por tal lealdade. Como pode um rebelde

filho
infiel
ser
tão amado e festejado pelo meu pai? O irmão mais velho
passou a comparar-se com o seu irmão mais novo. Da comparação
resultou: “Eu fiz bem mais do que ele”. Ele foi embora,
eu é que fiquei aqui cumprindo as obrigações,
enquanto ele se divertia.

O
pai não estava usando de “justiça” para com
o irmão mais jovem, antes, estava usando de “misericórdia”.
Só se usa de misericórdia para com quem se ama.


Como
a “volta” de alguém que realmente amamos poderia não
produzir alegria?
O irmão mais
velho não sentia amor pelo seu irmão, pois já o
havia JULGADO definitivamente como um “filho infiel”, já
o havia CONDENADO como um ex-irmão e um ex-filho de seu pai.
Entretanto, os sentimentos de seu pai eram bem diferentes dos seus.
O
pai falou, relembrando a seu filho mais velho:
“ELE
É TEU IRMÃO” continua sendo teu irmão.

Certamente
foi sabedoria da parte de nosso Instrutor nos chamar a atenção
sobre este mesmo detalhe.
“É
isto o que o Senhor considera como justiça”?
Palavras
similares já haviam sido proferidas por um “filho amado”,
o filho primogênito, 
exatamente
por Jeová ter agido com Misericórdia

para com “filhos iníquos”. Jeová
mostrando que ouviu tais palavras de seu povo, assim falou através
de seu porta-voz Malaquias:
(Malaquias
2:17)
17 “Fatigastes
a Jeová com as vossas palavras e dissestes: ‘De que modo
[o] fatigamos?’ Por dizerdes: ‘Todo aquele que faz o mal
é bom aos olhos de Jeová e de tais é que ele
mesmo se agrada’; ou: ‘
Onde
está o Deus da justiça?.
 . .
(Malaquias
3:13-15)
13 “Fortes
foram as vossas palavras contra mim”, disse Jeová. E
dissestes: “Que falamos
entre
nós
contra
ti?” 14 “Dissestes: ‘De nada vale servir a
Deus. E que lucro há em termos cumprido a obrigação
para com ele e em termos andado acabrunhados por causa de Jeová
dos exércitos? 15 E atualmente declaramos felizes os
presunçosos.
Também
os praticantes da iniqüidade foram edificados. Eles também
têm experimentado a Deus e conseguem safar-se.’”

 

(Êxodo
4:22)
22 E
tens de dizer a Faraó: ‘Assim disse Jeová:
“Israel é meu filho,
MEU
PRIMOGÊNITO

.
(Jeremias 31:9)
9 Virão
com choro, e eu os trarei com os [seus] rogos de favor. Fá-los-ei
andar a vales de torrente de água, num caminho direito em que
não se fará que tropecem. Porque eu me tornei Pai para
Israel; e quanto a Efraim,
ele
é MEU PRIMOGÊNITO

.”



também já havia pronunciado tais palavras.

Realmente, os
praticantes de iniquidade estavam sendo edificados. Falavam de seus
vizinhos, mas na realidade também falavam de si próprios,
embora não o vissem desta forma. Havia uma enorme trave no
olho. Realmente, não sabiam a diferença entre o “justo”
e o “iníquo”. Na
verdade, estes “remanescentes” que haviam retornado para
reconstruir Jerusalém, queriam que aqueles “povos
iníquos” ao redor tivessem sido totalmente exterminados
por Jeová. Não haviam “TODOS”
eles inclusive os judeus, sido punidos com a espada e com o exílio?
Tendo sido todos
punidos, não eram todos
iníquos??

Nosso
sábio Instrutor também nos chamou a atenção
sobre esta disposição humana, a disposição
egoísta,
a
disposição de NÃO SER misericordioso para com o
semelhante.
As
sábias palavras saídas da mente e boca de Jesus foram:

(Mateus
20:1-16)
20
“Porque
o reino dos céus é semelhante a um homem, um dono de
casa, que saiu cedo de manhã para contratar trabalhadores para
o seu vinhedo.
2 Tendo
concordado com os trabalhadores em um denário por dia,
mandou-os ao seu vinhedo.
3 Saindo
também por volta da terceira hora, viu outros parados,
sem
emprego
,
na feira;
4 e
ele disse a estes: ‘Vós também, ide ao vinhedo, e
eu vos darei o que for justo.’
5 De
modo que eles foram. Ele saiu novamente por volta da sexta hora e da
nona hora, e fez o mesmo.
6 Finalmente,
por volta da décima primeira hora, saiu e encontrou
outros
parados
,
e disse-lhes: ‘Por que ficastes parados aqui
o
dia todo sem emprego

?’
7 Eles
lhe disseram: ‘Porque ninguém nos contratou.’
Disse-lhes: ‘Ide vós também ao vinhedo.’
8 “Quando
anoiteceu, o dono do vinhedo disse ao seu encarregado: ‘Chama
os trabalhadores e paga-lhes o seu salário, passando dos
últimos para os primeiros.’
9 Ao
chegarem os homens da décima primeira hora, cada um deles
recebeu um denário.
10 Portanto,
ao chegarem os primeiros, concluíram que receberiam mais; mas
eles também receberam o pagamento à razão de um
denário.
11 Tendo-o
recebido,
começaram
a murmurar contra o dono de casa

12 e
disseram: ‘Estes últimos fizeram uma só hora de
trabalho; ainda assim os fizestes iguais a nós, os que levamos
o fardo do dia e o calor abrasador!’
13 Mas
ele disse, em resposta, a um deles: ‘Amigo, não te faço
nenhuma injustiça. Não concordaste comigo em um
denário?
14 Toma
o que é teu e vai.
Eu
quero dar a este último o mesmo que a ti. 15
 Não
me é lícito fazer o que quero com as minhas próprias
coisas? Ou é o teu olho iníquo
PORQUE
SOU BOM
?
16 Deste
modo, os últimos serão primeiros e os primeiros,
últimos.”

No
lugar de se alegrarem pela bondade
,
pela misericórdia, pela benignidade
IMERECIDA
feita
pelo Criador em favor de um semelhante
desafortunado
,
ficaram
furiosos e passaram a murmurar contra o Criador
,
passaram a chamar o Criador de injusto para com estes que murmuram.
Egoistamente
passam
a se comparar com outros.
Egoistamente
passam
a comparar o “mais” que fizeram com o “menos” que
os demais estão fazendo, consequentemente passando a sentir
que “
MERECEM
MAIS”
que
os outros. Este sentimento se apodera destes, em face de
não
amarem os “desafortunados”

como a
si mesmos, de não se colocarem no lugar destes
“desafortunados”. Os
“desafortunados”
têm
necessidades, também precisam alimentar-se e provavelmente têm
familiares necessitados. Os “
desafortunados
tiveram suas dificuldades e exatamente por isso são
desafortunados
“.
Ninguém os havia contratado. É exatamente o egoísmo
que alimenta este desamoroso espírito competitivo, este
espírito de exclusão.
O
que tinham em comum?

Não
estavam “
todos
sem emprego até algumas horas atrás?

Não
iniciaram o dia
todos
estes
desafortunados na condição de desempregados?

Por
serem mais desafortunados em face de terem ficado sem emprego até
a décima primeira hora, estes deveriam ser tratados com mais
misericórdia, principalmente por um igual, um homem sem
trabalho fixo, um homem que também dependia de ser chamado
para um dia de trabalho e receber o suficiente para seu sustento por
um dia.

Aquele
que se achava injustiçado, na verdade tinha um coração
de pedra, um coração insensível. Todas as
reações chamadas a atenção por Jesus são
sintomas do EGOÍSMO; A SUPER VALORIZAÇÃO DO
“EU”. Quem
se valoriza, automaticamente desvaloriza os demais ao seu redor.


SAIU
DA BOCA DE JESUS: EU NÃO O JULGO.


 

O
homem que ouve e não faz é semelhante a:

(Lucas 6:49)
49 Por outro lado,
aquele
que ouve e não faz
,
é semelhante a um homem que construiu uma casa em solo sem
alicerce. O rio lançou-se contra ela e ela se desmoronou
imediatamente, e a ruína daquela casa tornou-se grande.”

O homem que
ouve mas não pratica é comparado a um homem tolo:
(Mateus
7:26) 26 Além disso,
todo
aquele que ouve estas minhas palavras e não as pratica

será
comparado a um homem tolo, que construiu a sua casa sobre a areia.

Àquele
homem que ouvir o que eu falo e não praticar ou guardar, eu
não o julgo.
(João
12:46-47) 46 Eu vim como luz ao mundo, a fim de que todo aquele
que depositar fé em mim não permaneça na
escuridão. 47 Mas,
se
alguém ouvir as minhas declarações e não
as guardar, eu não o julgo
;
pois não vim julgar o mundo, mas salvar o mundo.

ASSUMINDO
A JESUS COMO NOSSO ÚNICO MESTRE, ALÉM DE JEOVÁ,
NÃO TEMOS OUTRA OPÇÃO EXCETO A DE OBEDECER
EXCLUSIVAMENTE A ELES. SEJAMOS COMO JESUS. NÃO IMITEMOS OS
FARISEUS. IMITEMOS A JESUS. NÃO JULGUE NENHUM HOMEM.

SEJAMOS
PERFEITOS, ASSIM COMO NOSSO PAI CELESTIAL É PERFEITO.
JULGAR
QUALQUER HUMANO É USURPAR UM CARGO QUE NÃO
TEMOS; É APROPRIAR-SE INDEVIDAMENTE DA CONDIÇÃO
DE JUIZ.

Jesus
apresentou outro motivo para não julgarmos ninguém.
Estas foram as palavras saídas da mente e boca de Jesus:
(Mateus 7:1-5)
7
“Parai
de julgar, para que não sejais julgados;
2 pois,
com o julgamento com que julgais, vós sereis julgados; e com a
medida com que medis, medirão a vós.
3 Então,
por que olhas para o argueiro no olho do teu irmão, mas não
tomas em consideração a trave no teu próprio
olho?
4 Ou,
como podes dizer a teu irmão: ‘Permite-me tirar o
argueiro do teu olho’, quando, eis que há uma trave no
teu próprio olho?
5 HIPÓCRITA!
TIRA PRIMEIRO A TRAVE DO TEU PRÓPRIO OLHO, E DEPOIS VERÁS
CLARAMENTE COMO TIRAR O ARGUEIRO DO OLHO DO TEU IRMÃO.

Tratar-se-á
de
hipocrisia
da parte de quem julga àquele que
lhe é igual. Um leproso julgando e condenando outro leproso,
exatamente por este ser um leproso.
Realmente,
quem julga é hipócrita.

OS
DISCÍPULOS DE JESUS JULGAM SEUS IRMÃOS E SEUS PRÓXIMOS.

Ainda
em relação a obedecer ou não obedecer a ordem de
Jesus, de “parai de julgar”, o nosso amado irmão
Tiago, irmão de Jesus e tido como escritor do livro que leva o
seu nome, assim nos fala em sua mensagem escrita:
(Tiago
4:11-12)
11 Cessai
de

falar
uns contra os outros, irmãos.
Quem
falar contra um irmão ou julgar seu irmão fala contra a
lei e julga a lei.

Ora,
se tu julgas a lei, não és cumpridor da lei, mas juiz.
12 
um que é legislador e juiz, aquele que é capaz de
salvar e de destruir.
Mas
tu, quem és tu para julgares o [teu] próximo?

Antes
do ano 62 EC, aceito como provável data desta carta, nosso
amado irmão Tiago, reafirma e relembra que irmãos não
têm a autoridade para julgar outros irmãos. Tiago chama
atenção para o fato de que TODOS têm de obedecer
a lei, isto é, a ordem dada por Jesus. Nenhum de vós é
juiz, nenhum de vós é legislador, foi o que afirmou
nosso irmão Tiago. Já estava havendo desobediência
à ordem deixada por Jesus, e exatamente por isso, Tiago usou a
expressão “cesseis de”.
Depois,
Tiago questiona: Mas tu, quem és tu para julgares o teu
próximo??

Por
volta do ano 62 EC, já estava havendo uma
REBELDIA
por
parte dos discípulos de Jesus, contra as palavras faladas pelo
próprio Jesus há apenas alguns anos antes.

O
que pudemos perceber em relação a nosso irmão
Tiago??

Percebemos
que Tiago não estava se colocando em uma posição
acima dos demais, afirmando que estes irmãos não podiam
julgá-lo em face da posição superior que ele
estava. O nosso irmão Tiago convida todos a sermos CUMPRIDORES
da lei.

Tiago
continua: “Não devemos ser criadores de leis, antes,
devemos ser cumpridores da lei já existente”.

O
nosso irmão Tiago acrescenta: “Não devemos ser
legisladores, pois só há um único Legislador”.

O
nosso irmão Tiago acrescenta: “Só há um
único Juiz”.

E
hoje, o que ocorre?? Quantos juízes ainda encontramos hoje?? A
quem tais juízes obedecem??

Assim
como o “comer o fruto da árvore que estava no meio do
jardim” era uma
PROIBIÇÃO
para Adão, “julgar
alguém” é uma
PROIBIÇÃO
para cada ser humano.


Afinal
de contas, o que é julgar??
Vamos
ver a definição dada por certo dicionário
(Koogan/Houaiss):
JULGAR
v.t.
Decidir
um
litígio na qualidade de
juiz
ou
árbitro:
julgar
um processo
.
/ Pensar, supor:
julgou
necessário protestar.
/
Avaliar, emitir opinião, formular um juízo:
julgar
uma pessoa pela aparência.
/
Reputar, considerar:
julgo-o
bastante competente.
/
— V.pr. Ter-se por, considerar-se
.

Para
“julgar” é imprescindível que a pessoa se
coloque na qualidade de
JUIZ.
Aquele que aceita esta pessoa como um juiz, passa a respeitar a
decisão tomada por este “juiz”. Aquele que aceita
tal pessoa como um juiz, passa a cumprir a decisão tomada por
este “juiz”; passa a se submeter à decisão
tomada por este “juiz”. A decisão tomada por um
“juiz” passa a ser uma “decisão judicial”.
Um “juiz” avalia um litígio qualquer entre duas ou
mais pessoas e formula a sua opinião, que sendo oficial, deve
ser obedecida por aqueles que o aceitam como um “juiz”.
Assim, o juiz precisa ser uma pessoa investida de “autoridade”,
uma pessoa que os demais aceitam como sendo “autoridade”,
isto é, como uma pessoa que está acima das demais.
Jesus negou-se a avaliar um litígio entre dois humanos, algo
que envolvia uma partilha de bens. Embora tivesse toda a capacidade,
negou-se a ser juiz para aqueles humanos. Mostrou-lhes o que a lei de
Jeová falava sobre a questão, mostrou-lhes o que devia
servir de base para eles resolverem o litígio.

Afinal
de contas o que é um “juiz”??

Vamos ver a definição dada por
certo dicionário (Koogan/Houaiss):
JUIZ
s.m.
Magistrado
que
tem por função ministrar a Justiça. /
Pessoa
que serve de árbitro em alguma pendência

ou
competição. / Nome dado aos chefes supremos dos hebreus
até a instituição da realeza. //
Juiz
de direito
ou
juiz
togado
,
magistrado que julga, em uma comarca, segundo as provas nos autos. //
Juiz
de fato,
o
mesmo que
jurado
ou
membro
do júri
.
//
Juiz
relator,
o
que funciona junto a um tribunal para relatar o feito. //
Juiz
de paz
,
antigo magistrado eletivo
a
quem competia o julgamento

das
causas de pequena relevância (desavenças, cobranças
de pequeno valor, realização de casamento), da alçada
de um juízo de paz ou juízo conciliatório. //
Juiz
de fora
,
antigo magistrado no período colonial, a que corresponde hoje
o
juiz
de direito.
//
Juiz
de primeira instância
,
juiz de comarca.

Um
“juiz” é um magistrado. Bem, o que é um
magistrado??
Vamos ver a
definição dada por certo dicionário
(Koogan/Houaiss):
MAGISTRADO
s.m.
Funcionário ou oficial civil
INVESTIDO
DE AUTORIDADE

jurisdicional
(membros dos tribunais e das cortes etc.), administrativa (prefeito,
subprefeito etc.) ou política (presidente, governador etc.). /
Designação geral dos juízes, desembargadores e
ministros.

Ficou bem claro. “Juiz”
é um humano qualquer a quem é outorgada a autoridade
para julgar, emitir pareceres e decisões judiciais em relação
outros humanos. Quando um humano, através de uma ação,
ofende a lei, é sempre um juiz que o condena por ofensa a lei.
Quem não é “juiz” não pode condenar
aquele que ofendeu a lei. Também ficou claro que para ser
juiz, a pessoa precisa
receber autoridade
para exercer tal função.

Uma
ordem dada por Jesus foi esta: “Parai de
julgar”; “Não julgueis”
.

Uma
outra ordem dada por Jesus foi esta: “Parai
de condenar”; “Não condeneis”
.

Julgar
e Condenar são atos que só podem ser praticados por um
juiz. Qualquer humano que desobedecer a este mandamento, comete um
pecado, o que inclui qualquer discípulo de Jesus.

NÃO
JULGUE NINGUÉM, NÃO CONDENE NINGUÉM –

Jesus não deu autoridade a nenhum dos seus seguidores para
agirem como juízes. De forma oposta, os seguidores de Jesus
estavam proibidos por lei de agirem como juízes.

Assim,
julgar e condenar pecadores, naquele instante, já era praticar
algo contra a lei, desobedecer a lei, isto é, a nova lei
vigente, enquanto que perdoar era obedecer a lei, isto é, a
nova lei vigente.
NÃO
TE TORNES UM
JUIZ”
PARA
O TEU PRÓXIMO.
Aquele
que condena Adão, se torna um
JUIZ
para
Adão. Para você julgar qualquer ser humano, você
tem de se tornar um
JUIZ
para
ele. Assim, você mostra ser um
JUIZ;
você passa a agir como um
JUIZ
para
aquele humano. Assim, você se transforma em um
JUIZ.
O
JUIZ é aquele que
DECIDE
o
que deve acontecer com aquele que praticou qualquer ação
contra a lei.


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